Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 37 – Comentado por Rosana Barros
2 de dezembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim diz o Senhor: Não vos enganeis a vós mesmos, dizendo: Sem dúvida, se irão os caldeus de nós; pois, de fato, não se retirarão” (v.9).

O relato de hoje revela a condição mental em que se encontrava os líderes e o povo de Judá: em completa confusão. A pregação de Jeremias era ignorada, mas a sua vida, a sua experiência, deixava bem claro diante de todos que ele era um homem de Deus. Nem o rei, nem seus subordinados, nem o povo, “deram ouvidos às palavras do Senhor que falou por intermédio de Jeremias, o profeta” (v.2). Contudo, vendo-se em apuros, o rei mandou dizer ao profeta rejeitado: “Rogai por nós ao Senhor, nosso Deus” (v.3). Isto não é estranho?

Novamente, o profeta ergueu a voz e proclamou em alto e bom som a mesma mensagem de juízo. E ele foi além (parafraseando): – Suponhamos que o teu exército, ó rei Zedequias, vencesse o exército dos caldeus e destes sobrassem apenas poucos “homens mortalmente feridos”, estes mesmos homens seriam fortes o suficiente para se levantar de seus leitos e queimar esta cidade inteirinha (v.10). O que Jeremias quis dizer foi que não importava o que fizessem, não importava se o exército egípcio afugentasse o exército de Babilônia, a profecia iria se cumprir exatamente como Deus lhe havia revelado, nem que Ele tivesse apenas alguns homens inválidos como Seus instrumentos de vingança.

Acendeu-se grande ira contra o profeta de Deus, que foi covardemente açoitado e levado à prisão. Enquanto ali estava, Jeremias foi levado à presença do rei Zedequias, “em secreto”, de quem ouviu a estranha pergunta: “Há alguma palavra do Senhor?” (v.17). Mas que interesse tão grande era esse da parte de alguém que não dava ouvidos à palavra profética? Porque saber de algo que ele não estava disposto a obedecer? Interessante foi a resposta do profeta: – Há sim uma palavra do Senhor, e é a mesma: “Nas mãos do rei da Babilônia serás entregue” (v.17).

O caráter do rei Zedequias lembra muito o de outro personagem bíblico: o governador Pilatos. Ambos temiam a reação do povo, caso descobrissem a sua inclinação em conhecer a verdade. E esquivaram-se de serem por ela libertos do cárcere de seus pecados. Muitos há que conhecem as verdades da Palavra de Deus, reconhecem nos cristãos genuínos pessoas que possuem intimidade com o Senhor e até desejam ouvi-los, mas não estão dispostos a seguir pelo mesmo caminho. Porque, como Jesus mesmo afirmou, é um caminho estreito (Mt.7:14), é uma jornada que requer renúncia e confiança em Deus; por isso, abrindo mão do poder do alto, muitos preferem permanecer na comodidade da aprovação em massa.

Se Zedequias tivesse dado ouvidos a Jeremias, e se Pilatos tivesse obedecido ao pedido de sua esposa (Mt.27:19), quão diferentes teriam sido os registros de suas vidas! Hoje, o Senhor bate à porta de nosso coração e clama! Todo aquele que abre e recebe o banquete do Céu, não consegue guardar este presente somente para si, mas é motivado, pela graça de Jesus, a cumprir a missão que Ele nos confiou (Mt.28:19-20). “Não vos enganeis a vós mesmos” (v.9), amados, tendo apenas curiosidade em saber a Palavra do Senhor. Mas que possamos permitir ser por ela “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). Então, nos momentos finais deste mundo escuro, assim como não faltou pão a Jeremias (v.21), cumprir-se-á em nossa vida a palavra profética: “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Is.33:16). Vigiemos e oremos!

Bom dia, reavivados pela Palavra!

* Oremos para que possamos amar e praticar as palavras do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias37 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 36 – Comentado por Rosana Barros
1 de dezembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Toma um rolo, um livro, e escreve nele todas as palavras que te falei contra Israel, contra Judá e contra todas as nações, desde o dia em que te falei, desde os dias de Josias até hoje” (v.2).

O pastor Alejandro Bullón conta uma experiência em que foi chamado para falar com dependentes químicos que usavam as folhas da Bíblia para fumar maconha. Ao abordar aqueles jovens, um deles se manifestou com palavras desafiadoras de que se Deus realmente existisse, que lhe tirasse a vida naquele momento, mas nada aconteceu. Então, concluiu mais ou menos com as seguintes palavras: – Está vendo, pastor? O seu Deus não existe!

De uma forma não menos desafiadora, o rei Jeoaquim queimou as páginas que continham as palavras do Senhor. Obstinadamente, sem dar ouvidos aos rogos dos príncipes (v.25), lançou no fogo a sua carta de alforria. Aquelas palavras representavam a sua última chance de “talvez” (v.3) ouvir e se converter de seus maus caminhos. Contudo, lançou no braseiro aceso não somente o rolo, mas a sua própria vida!

Era incansável a maneira pela qual Deus usava os Seus servos para falar ao Seu povo. Vez após outra, a Sua voz era reproduzida através de Seus profetas mesmo sabendo que a maioria não Lhe daria ouvidos. “Humildes súplicas” (v.7) eram alçadas aos Céus incessantemente, com a esperança de desviar do povo a ira do Senhor. Porém, não havia mudança. Manifestavam ser religiosos apregoando “jejum diante do Senhor” (v.9), mas não conheciam o Senhor.

Ao ouvirem as palavras do rolo, que Baruque leu diante deles, os príncipes de Judá “entreolharam-se atemorizados” (v.16). Eles bem sabiam que aquelas palavras eram verdadeiras e que cabalmente seriam cumpridas, quer eles as aceitassem quer não. Reconheceram a mensagem. E também reconheceram o mensageiro: “Acaso, te ditou o profeta todas estas palavras?” (v.17). Mas não reconheceram o Titular da obra!

Com a mesma intensidade, e creio que como em tempo algum houve, Deus tem advertido o Seu povo hoje. E o que estamos fazendo com estas santas advertências? Dando ouvidos ou tentando destruí-las? Ao nos depararmos com histórias como a que vimos no início da mensagem, geralmente nos armamos de um sentimento de zelo e julgamos aquela atitude como sendo abominável. E é! Porém, muitos há que estão fazendo a mesma coisa de forma disfarçada. Com aparência de santidade e coração endurecido, lançam as santas verdades da Palavra do Senhor em “braseiro aceso” (v.22) trazendo ruína eterna não somente para si, mas para sua família e para muitos que, sob sua influência, têm trilhado pelo mesmo caminho de destruição.

Mais uma vez eu reforço, amados: aquelas palavras não foram escritas em livro para serem lidas ao rei da Babilônia e às nações vizinhas, mas “diante do povo” de Deus, “na Casa do Senhor, no dia de jejum” (v.6). Vocês percebem a gravidade do que acontecia, e do que acontece em nossos dias? Como naquele tempo, Deus está para derramar a Sua ira sobre este mundo, e qual tem sido a nossa atitude diante de Sua Palavra? Sendo por ela reavivados, ou usando-a como nos convém, como o jejum fajuto dos filhos de Judá? O Senhor tem levantado os Seus atalaias que com poder do alto têm pregado as Suas verdades com intrepidez e ousadia. E, da mesma forma que fez a Baruque e Jeremias, os esconderá da cólera dos ímpios dos últimos dias (v.26). Mas a estes, que escolheram, pela dura cerviz, esquivar-se do “Assim diz o Senhor” (v.29), e sem o temor do SENHOR, extravasar a sua ira contra os santos do Altíssimo, a estes aguarda a mesma sorte lançada sobre Jeoaquim (v.31).

Ora, TODOS quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Não devemos temer pregar o evangelho! Sejamos, pois, Jeremias e Baruques contemporâneos, e sempre estaremos seguros “no esconderijo do Altíssimo” (Sl.91:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias36 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 35, Comentado por Rosana Barros
30 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Por isso, assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na Minha presença” (v. 19).


O legado deixado através da educação familiar de fato é, de toda a ciência da educação, o maior formador de valores que existe. Diversas culturas e religiões têm sido preservadas até hoje pelo antigo método “de pai para filho”. O ensino do lar sempre foi o mais eficaz em seus efeitos e o mais terrível quando mal estabelecido. De uma forma bem clara e didática, o SENHOR nos deixou o passo a passo da educação cristã quando Moisés recitou as seguintes palavras:

“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.
Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.
Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levanta-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos.
E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”
(Deuteronômio 6:4-9).

Jonadabe, filho de Recabe, compreendeu bem esta ordem e com diligência a cumpriu. Em meio a uma geração corrompida de falsos adoradores, permaneceu fiel a Deus entre os “sete mil joelhos” que não se prostraram diante de Baal (1 Reis 19:18). E, cheio de zelo pela causa do SENHOR, teve participação ativa na destruição da casa de Baal (2 Reis 10:23). A Bíblia não relata como ele fez para que, muitos anos depois seus descendentes ainda permanecessem fiéis aos princípios que ele estabeleceu, porém, certamente, ele utilizou o método divino de ensino que vimos no livro de Deuteronômio. E este é infalível!

O pedido feito por Deus a Jeremias testaria os princípios dos recabitas, que, mediante a sua fidelidade, seriam um testemunho vivo de que o Seu método, quando diligente e humildemente aplicado, produz gerações que cultura alguma consegue corromper. Jonadabe teve a difícil missão de educar a sua família no reinado de Acabe e de Jezabel. Inseridos em uma sociedade de moral corrompida e de valores distorcidos, procurou ensinar seus filhos a sábia lição da abstinência. O não consumo do vinho os manteria longe de confusões e livres de uma mente entorpecida pelo álcool. A peregrinação os livraria das más associações e da contemplação do mal entre seus conterrâneos idólatras e imorais. Mas, acima de tudo, seu patriarca os ensinou a serem fiéis às palavras do SENHOR, amando-Lhe e obedecendo-Lhe. O que, infelizmente, não era feito pelos filhos de Deus com relação aos Seus mandamentos (v. 14).

Será que estamos distantes da realidade que viveu Jonadabe? Vivemos em uma geração que chama o amargo de doce e o doce de amargo. Que não sabe mais fazer diferença entre o certo e o errado, muito menos entre o santo e o profano. Que, à semelhança dos dias do profeta Elias, vive coxeando entre dois senhores. Que diz adorar a Deus, mas que não está disposta a fazer como os recabitas e renunciar tudo aquilo que possa corromper os princípios bíblicos. Com a mente entorpecida pelos encantos de Babilônia e “com o vinho de sua devassidão” (Apocalipse 17:2), multidões têm construído casas já condenadas a ruir. E, terrivelmente, o povo de Deus não está livre desta desgraça espiritual.

Enquanto um grupo ergue a bandeira do “nada a ver”, outro grupo marcha com o ardente desejo de defender o legalismo. E, numa guerra “santa” sem sentido, Satanás exulta ao ver os seus desígnios sendo estrategicamente cumpridos e o verdadeiro evangelho sendo deixado de lado. Oh, quão triunfante seria a vitória da igreja e quão grande seria a derrota do maligno se cada família despertasse para o tempo solene no qual estamos inseridos! Se cada pai e cada mãe compreendesse a responsabilidade que lhes pesa na educação do lar! Os princípios estabelecidos por Deus seriam difundidos, o evangelho seria pregado com a eficácia dos tempos apostólicos e veríamos todos, ainda em vida, o cumprimento da grandiosa promessa do retorno do nosso SENHOR Jesus Cristo!

Eis o chamado de Deus para o Seu povo, AGORA: “Convertei-vos, AGORA, cada um do seu mau caminho, fazei boas as vossas ações e não sigais a outros deuses para servi-los” (v. 15). Que de nossa casa proceda a geração de verdadeiros adoradores, e, em verdade, “nunca faltará” descendência a __________, filho do Altíssimo, que esteja na Sua presença para sempre (v. 19)!

Bom dia, recabitas atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Jeremias35
#RPSP



JEREMIAS 34 – Comentado por Rosana Barros
29 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ao fim de sete anos, libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido a ti e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás forro; mas vossos pais não Me obedeceram, nem inclinaram os seus ouvidos a Mim” (v.14).

Após os seis dias da criação do mundo, a conclusão do conjunto harmônico de todas as coisas revelava uma verdade inquestionável: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn.1:31). Tudo o que Deus havia criado era perfeito, mas veio o inimigo e semeou o mal (Mt.13:28). Cobiça, medo, acusação, homicídio, inauguraram os primeiros dias de pecado no planeta recém-criado. E o homem se tornou escravo da maldade, com uma natureza má e depravada.

A Israel foram dadas leis diversas a fim de educar o povo num caminho de retidão, ensinando-o a maneira correta de viver em santificação diante de Deus e diante das demais nações. Algumas dessas leis eram pré-existentes e são imutáveis e eternas, como a Lei moral dos dez mandamentos e as leis de saúde. Mas o Senhor também estabeleceu leis civis conforme a realidade cultural da época, onde a escravidão estava arraigada até mesmo entre o professo povo de Deus. Ao exigir dos filhos de Israel que tratassem seus servos com justiça e os deixassem livres após um período de seis anos, Deus declarou o Seu desejo pelo tempo em que não haveria mais escravos na nação que havia tirado “da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2).

Jeremias viveu no meio de uma apostasia sem limites, e, dentre os pecados dos quais eram culpados, os habitantes de Jerusalém praticavam a escravidão desconsiderando por completo as leis estabelecidas por Deus. Além de escravizar os “hebreus, seus irmãos” (v.9), sua atitude assemelhou-se a de Faraó quando deixou ir o povo, de forma que “se arrependeram, e fizeram voltar os servos e as servas que haviam despedido forros, e os sujeitaram por servos e servas” (v.11). A inclinação do coração de todos “os príncipes e todo o povo” (v.10) de Jerusalém pendia para o mal, de forma que sofreriam as consequências de suas próprias ações sendo eles mesmos levados como escravos de Babilônia.

Satanás é o maior comerciante de escravos de todos os tempos. Usando a mesma estratégia que no princípio fez cair nossos primeiros pais, ele “tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8), aprisionando multidões no cativeiro da Babilônia espiritual. E pior: ele tem feito tudo isso apontando para Deus como o causador de toda a maldade e sofrimento. Levando o homem a esquecer de seu Criador e a rejeitar a verdade de que Deus só criou o que era muito bom, Satanás avança em sua obra maligna de conquistar o máximo de escravos do pecado, enquanto os faz pensar que estão vivendo a liberdade.

Só há liberdade em Cristo Jesus! Ele mesmo afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6), “e, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Em Cristo encontramos a liberdade que nos tira “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Em Cristo compreendemos que o serviço para Deus é nobre e justo e nos guia para a vida eterna, onde seremos príncipes e princesas no reino dos céus. Este planeta cativeiro está prestes a ser o palco do livramento dos servos de Deus e da destruição de Satanás e de seus escravos. “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rm.8:23).

Deus nos chamou para apregoarmos “a liberdade, cada um a seu irmão e cada um ao seu próximo” (v.17), rompendo de muitas vidas as cadeias da iniquidade. Esta missão está quase em seu estágio final. Não deveríamos nós, como os primeiros discípulos, estar unidos em oração e súplicas pela derradeira chuva do Espírito, a fim de recebermos poder para testemunhar a um mundo que caminha a passos largos para a destruição? Eia, servos do Deus Altíssimo! Despertai, nação de verdadeiros adoradores! “Veio, pois, a palavra do Senhor a Jeremias, da parte do Senhor” (v.12) não apenas para o antigo Israel, mas também como uma mensagem de advertência e reavivamento para os nossos dias. Em breve, os filhos de Deus não lamentarão mais diante da morte de seus queridos, “dizendo: Ah, Senhor!” (v.5). Mas romperão em brados de triunfo ao verem seus amados sendo ressuscitados “para a vida eterna” (Dn.12:2). Quer você estar pronto para este dia? Escolha a verdade. Escolha a liberdade. Escolha Jesus. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, livres em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias34 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 33 – Comentado por Rosana Barros
28 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Invoca-Me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (v.3).

As revelações de Deus dadas a Seus profetas compõem uma estrutura bem estabelecida de palavras dadas à humanidade visando a salvação em resposta ao resultado positivo das decisões humanas. Como criaturas inteligentes e livres, temos a possibilidade de fazer escolhas, quer sejam boas quer sejam ruins. E são elas que definem a nossa posição e influenciam a nossa participação no grande conflito. Desde Abel e Caim, o Senhor tem se alegrado com o justo e revelado ao ímpio o Seu desejo de redimi-lo. A casa de Judá e a casa de Israel escolheram dar as costas ao Senhor e rejeitar os Seus profetas. Mas a fidelidade divina às Suas promessas seria concretizada na pessoa de Jesus Cristo, o “Senhor, Justiça Nossa” (v.16).

Trazendo “saúde e cura” (v.6), Cristo nos deixou o perfeito exemplo sobre a grande e sagrada obra da temperança. Olhemos para Jesus em seu jejum intermitente e derrotando Satanás pela vitória sobre o apetite. Olhemos Jesus retirando as enfermidades daqueles que criou para a Sua glória. Olhemos Jesus distribuindo alimento simples ao povo. Olhemos Jesus em Suas caminhadas evangelísticas, enquanto movido pela energia da luz solar enchia o peito do mais puro ar da manhã. Olhemos Jesus dormindo em paz em meio à tempestade. Olhemos Jesus fortalecendo a Sua confiança no Pai em Sua comunhão matinal diária. Olhemos Jesus rejeitando o fel que Lhe entorpeceria os sentidos. Em toda a Sua vida nesta Terra, Jesus obedeceu às leis físicas que Ele mesmo estabeleceu para o bem e a felicidade do homem.

Deus deseja restabelecer em Seu povo “saúde e cura”, “paz e segurança” (v.6), “como no princípio” (v.7 e 11), “porque Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v.11). Temos uma verdade presente para ser vivida e uma palavra profética a ser considerada e obedecida: “Curto é o tempo de que dispomos. Não podemos passar por este mundo mais de uma vez; tiremos, pois, ao fazê-lo, o melhor proveito de nossa vida… Se abrirmos o coração e o lar aos divinos princípios da vida, poderemos ser condutos que levem correntes de força vivificante. De nosso lar fluirão rios de vida e de saúde, de beleza e fecundidade numa época como esta, em que tudo é desolação e esterilidade” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p.355).

Como a família de Israel e a família de Judá não foram rejeitadas por Deus (v.24), Ele também não rejeitou a Sua última família na Terra. Pelo contrário, Sua Palavra contém a essência de Seu maior desejo: restaurar no homem a Sua imagem. É olhando para Jesus que esta obra é realizada pelo Seu Espírito, como está escrito: “Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:17-18). É o nosso relacionamento com o Senhor e a conversão que permitimos Ele opere em nós que nos impulsiona e fortalece na obra de dar-Lhe glória (Ap.14:7): “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).

Lembre-se: esta obra não admite o orgulho, mas a humildade em reconhecer a própria indignidade e necessidade de constante aperfeiçoamento; e é uma obra individual para ser uma bênção ao corpo de Cristo, e não um fardo. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias33 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 32 – Comentado por Rosana Barros
27 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que Me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (v.39).

Certamente não há obra mais desafiadora do que a educação de filhos. Cada dia, pais e filhos entram em uma sala de aulas imprevisível, repleta de provas e novos aprendizados. Há dias de aprovação e vitórias, mas há também aqueles de frustração e derrotas. Têm dias em que parece que tudo começa errado, mas, no fim, percebemos as oportunidades que nos foram dadas para o aperfeiçoamento de nosso caráter; assim como aqueles em que parece que está dando tudo certo, mas não deixam de ser provas a testar a nossa capacidade de reconhecer a mão de Deus em todas as coisas. O desejo constante do Senhor para o Seu povo sempre foi o de nos unir num só propósito, num só pensamento, e isto inclui, principalmente, a educação doméstica.

Encarcerado pela acusação de falar o que o rei e o povo não queriam ouvir, Jeremias ainda enfrentou o dilema de seguir uma estranha ordem de Deus. Ele teria de comprar uma propriedade campestre nas imediações de Jerusalém. Ora, para quem pregava que logo toda aquela terra seria invadida, destruída e desabitada, aquela seria uma atitude imprudente e até incoerente diante daqueles que o ouviam. Jeremias deve ter pensado que aquele negócio poderia causar ainda mais a invalidação de sua pregação. Pois como o profeta estaria adquirindo uma propriedade no lugar em que constantemente gritava e clamava: “Violência e destruição!” (Jr.20:8)? Não fazia sentido algum!

Mas o profeta reconhecia a voz de Deus e o que dEle procedia, e, entendendo “que isto era a Palavra do Senhor” (v.8), comprou o campo em Anatote conforme todos os trâmites legais da época. Por mais que fosse inicialmente absurda, aquela compra representava a promessa do Senhor de que traria o Seu povo de volta para casa. E não somente os traria de volta, como também trabalharia para o bem dos pais e dos filhos, colocando em seus corações o temor do Senhor (v.40). Aqueles que antes foram a causa da ira e da tristeza de Deus, se tornariam o motivo da alegria do coração de Deus (v.41). Aquele campo, portanto, significava a promessa de amor de um Pai que não desiste de Seus filhinhos.

Existem momentos em que parece que a vontade de Deus não faz muito sentido dentro do contexto em que vivemos. Como Jeremias, desejamos que o Senhor nos esclareça o que para nós parece obscuro. Mas assim como o profeta reconheceu e cumpriu a vontade divina e só depois questionou, nesse sentido, a ordem dos fatores pode alterar o resultado. O nosso relacionamento pessoal com Deus define as nossas ações diante dos dilemas da vida. Jeremias estava preso inocentemente e não fazia o menor sentido comprar um lugar condenado à destruição, mas apesar de suas limitações, apesar de suas dúvidas, ele obedeceu simplesmente porque aquela era a vontade do Deus a quem amava e servia.

A nós foram deixadas orientações bem claras a respeito de como vivermos nesses últimos dias e a melhor forma e lugar de educarmos os nossos filhos e de mantê-los o mais longe possível das influências deste século. Mas à vista da sociedade e da cultura em que vivemos, não parece lógico e nem razoável fazer a vontade de Deus. Então, tentamos aplacar a consciência da mesma forma que o rei Zedequias fez: encarcerando a palavra profética em lugar onde possa ser vista, enquanto a relativizamos, afirmando: “Veja bem, não é bem assim”. O que acontece conosco é que temos medo de sair de nossa zona de conforto e de sermos ridicularizados tal qual foi o profeta.

Meus amados irmãos, é com muita tristeza que eu me incluo neste grupo de covardes que ainda não tomaram uma firme decisão pelo que é correto. Mas também é com um profundo sentimento de gratidão que eu me incluo entre aqueles que clamam de dia e de noite para que a vontade de Deus seja soberana em minha vida; para que eu e minha casa possamos viver os planos de Deus independente da opinião ou da rejeição alheia; para que vivamos de acordo com a verdade presente ainda que nós mesmos não compreendamos os propósitos do Senhor confiando de que, cada um deles, possuem um objetivo, e é este: “assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (v.42), diz o Senhor. Para o “seu bem e bem de seus filhos” (v.39): “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias32 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 31 – Comentado por Rosana Barros
26 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“De longe Se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (v.3).

Quanto amor em apenas um capítulo! Após o exílio, Israel desfrutaria de um período de bonança ao retornar com a bênção de Deus à sua terra. Nem mesmo as limitações físicas ou as dores de parto impediriam o povo de voltar ao seu lar original. “Com choro, e com súplicas”, o Senhor os guiaria “aos ribeiros de águas” (v.9) e transformaria “em regozijo a sua tristeza” (v.13). Seria um tempo memorável para aquela geração onde muitos, nascidos em Babilônia, não conheciam a terra natal de seus pais. Em cada caravana havia um sagrado senso de temor a Deus e confiança de que a mão do Senhor estava sobre eles.

O retorno dos filhos de Israel para sua terra ilustra o retorno do Israel de Deus para o lar edênico. “Ouvi a palavra do Senhor, ó nações” (v.10) tem sido o clamor divino a ecoar a todas as gerações. Chegará o tempo em que o Senhor será “o Deus de todas as tribos de Israel” (v.1), como revelado a João em seu exílio: “Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel” (Ap.7:4). Este número, que ainda hoje é motivo de muitos questionamentos, representa aqueles que estarão selados para a eternidade. Alguns acreditam que se trata dos salvos que estarão vivos no dia da volta de Cristo. Outros, que se trata de uma representação simbólica dos salvos de todos os tempos. Contudo, quer seja um número simbólico quer seja um número literal, o nosso foco deve estar no nosso preparo pessoal: “converte-me, e serei convertido, porque Tu és o Senhor, meu Deus” (v.18).

Haverá um período de angústia que trará sobre os filhos de Deus grande sofrimento. Impulsionados por sentimentos de temor e tristeza, pensarão ter falhado em seus esforços. Como “Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles” (v.15), haverá para os pais piedosos um tempo sobremodo escuro onde Satanás os tentará com o pessimismo e o desânimo em sua obra do lar. Mas há uma poderosa promessa para aqueles que não desistem e perseveram, ainda que debaixo das malignas e desleais estratégias do inimigo: “Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro e as lágrimas dos teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo” (v.16).

Amados pais, se assumirmos, com fidelidade e perseverança, um compromisso com o Senhor, Ele certamente firmará a Sua “nova aliança” (v.31) conosco: “Na mente, lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei; Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (v.33). Com a Lei de Deus em nossos corações e mentes, estaremos prontos para testemunhar do “amor eterno” (v.3) de Deus em nosso lar e de nosso lar para o mundo. Um dia fala a outro dia, dizendo: “presta atenção na vereda, no caminho por onde passaste” (v.21), a fim de que permaneças alicerçado no inabalável fundamento da Palavra de Cristo. É a Palavra de Deus o firme fundamento “para edificar” e a boa semente “para plantar” (v.28).

Infelizmente, haverá perdas no grande Dia do Senhor. Mas o Senhor há de consolar os Seus valentes guerreiros, cujos pais ou os filhos preferiram “comer uvas verdes”, pois “Cada um… será morto pela sua iniquidade” (v.30). Oremos, com jejuns e com súplicas, a fim de que se cumpram em nossa casa as palavras proféticas: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). Que a respeito de nossa família seja anunciado pelo Céu: “todos Me conhecerão… Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei” (v.34). Logo o Senhor livrará o Seu povo do inimigo que é “mais forte do que ele” (v.11). Seja o nosso clamor diário: “Salva, Senhor, o Teu povo, o restante de Israel” (v.7)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, pais preparados e filhos vencedores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias31 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 30 – Comentado por Rosana Barros
25 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela” (v.7).

Como diligente estudante das Escrituras, o profeta Daniel entendeu “que o número de anos, de que falara o profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn.9:2). Já em idade avançada, Daniel percebeu que chegado era o momento do cumprimento da promessa divina e, com jejum e oração, suplicou a fim de que o Senhor perdoasse os pecados de Seu povo e o levasse de volta a Canaã. Ainda orava Daniel quando lhe apareceu o anjo Gabriel com revelações de Deus a respeito de eventos futuros. A ele foi revelada a profecia das setenta semanas, ou quatrocentos e noventa anos. Da mesma forma, enquanto Jeremias era inspirado a escrever profecias para curto prazo, também nos deixou revelações que seriam compreendidas “nos últimos dias” (v.24).

Sobre este “tempo de angústia para Jacó” (v.7), comenta o pastor Rafael Rossi: “No auge da perseguição, os fiéis viverão essa angústia que tem suas razões:

1. Medo de serem mortos.
2. Medo de que seus pecados não foram perdoados. Assim como Satanás acusou Jacó, acusará o povo de Deus.
3. Estarão perfeitamente conscientes de sua fraqueza e indignidade. Satanás se esforçará por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos não dão margem à esperança.
4. Medo de não terem se arrependido de todos os pecados.
5. Medo de desonrar o nome de Deus” (Você pode ler o artigo “O tempo de angústia”, na íntegra, no site adventistas.org).

Mas a mensagem de Deus para o Seu remanescente é: “Não temas, pois, servo Meu… diz o Senhor, nem te espantes… Porque Eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te” (v.10 e 11). Os tempos turbulentos em que estamos vivendo e toda a pressão mental exercida, certamente tem sido um período preparatório para o que ainda há de vir. Diante da ameaça de ser morto pelo próprio irmão e de uma mente perturbada pela culpa, Jacó não reconheceu que estava lutando com o Senhor e que seu refúgio estava nAquele com quem mediu forças uma noite inteira. Essa noite será reproduzida quando o povo de Deus, ameaçado de morte e afligido pelas constantes acusações de Satanás, passar por este momento de trevas lutando com Deus em perseverante súplica.

Esse último período de angústia será seguido pelo segundo advento de Cristo, que virá para livramento eterno de Seu povo. Como descreveu Ellen White: “Foi uma hora de angústia assustadora, terrível, para os santos. Dia e noite clamavam a Deus, pedindo livramento… Como Jacó, estavam lutando com Deus… Aqueles que haviam zombado da ideia de os santos ascenderem para o Céu, serão testemunhas do cuidado de Deus para com o Seu povo, e contemplarão seu glorioso libertamento” (História da Redenção, p.407, 408). “Eis a tempestade do Senhor!” (v.23). Eis que se aproxima o tempo em que serão derramadas “pela Terra as sete taças da cólera de Deus” (Ap.16:1); quando, do Céu, será declarado: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Aceitemos o chamado de Deus enquanto há tempo: “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente de Cristo!

* Oremos pelo reavivamento e reforma tão necessários em nossa vida.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias30 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 29 – Comentado por Rosana Barros
24 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (v.13).

Quando Jesus esteve na Terra, Ele encontrou a humanidade extremamente ferida pelo pecado e assediada pelo diabo. As feições de sofrimento, as marcas das enfermidades e a indiferença dos líderes religiosos estavam diariamente diante do Salvador. Jesus ouvia dos lares de Seu povo as vozes da impaciência e da ira. Ele via a forma desumana que os pobres eram tratados. Via os olhares de condenação daqueles que deveriam acolher e instruir, repelindo os pecadores. Jesus percebia a reprovação de Sua obra de salvação por parte daqueles que buscavam justificar os próprios pecados enquanto alegavam piedade. Jesus via tudo isso, mas nada podia superar a contemplação que realizava em cada coração.

Naqueles que os olhos humanos não podiam enxergar nada de bom, Jesus viu o potencial de Sua graça. Na mulher adúltera, no publicano corrupto, no pescador irascível, no endemoniado incontrolável, Jesus ouviu o grito de corações desesperados por perdão e misericórdia. Jesus sabia que, por meios humanos, nenhum deles encontraria a paz tão desejada. A carta que o profeta Jeremias enviou aos exilados com as palavras do Senhor estava envolvida com muito amor, misericórdia e esperança. Havia uma promessa escrita ali e orientações bem claras em como sobreviver em Babilônia até que pudessem retornar para casa: Edificar casas, plantar pomares, gerar filhos e filhas, não dar ouvidos a falsos profetas e buscar ao Senhor de todo o coração.

No contexto do grande conflito, estamos todos exilados em um mundo de pecado. Estamos cercados pela corrupção, imoralidade e costumes que têm feito deste tempo um período tão pior quanto o que Cristo presenciou em Seu ministério terrestre ou o que Jeremias teve de suportar. Como era verdadeira a carta de Jeremias aos exilados de seu povo, também podemos comprovar em nossos dias a veracidade do que Paulo escreveu em uma de suas cartas ao jovem Timóteo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2Tm.3:1-5).

Diante desta realidade que não poucas vezes temos visto dentro da igreja e até de nossa própria casa, só nos resta uma estratégia, que está contida no capítulo de hoje: “Então, Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu os ouvirei. Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (v.12-13). Era essa a estratégia espiritual de Cristo. O sol nunca aparecia no horizonte sem encontrar o nosso Salvador de joelhos em comunhão com Seu Pai. Jesus foi a perfeita carta de Deus à humanidade. Mas aos cristãos foi dada a missão global de serem a “carta de Cristo… escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:3).

Em meio à Babilônia espiritual atual, todos precisam ler em nossa vida que Jesus Cristo é “o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6); que Ele não rejeita ninguém que vá a Ele em humildade (Jo.6:37); que os cansados e sobrecarregados com os fardos deste mundo podem encontrar alívio em Jesus (Mt.11:28); que a vida eterna consiste em conhecer o Pai e o Filho (Jo.17:3); que Ele é “a ressurreição e a vida” e todo aquele que nEle crê, “ainda que morra, viverá” (Jo.11:25); que Ele voltará e nos levará para morar com Ele na casa de Seu Pai (Jo.14:1-3), onde “estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17). Jesus não nos prometeu facilidades nesta missão. Por vezes, nos sentiremos como que prestes a desfalecer. Contudo, ainda que duramente provados, consideremos os nossos sofrimentos como o fizeram os primeiros discípulos do Senhor: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (At.5:41). Seguindo o conselho da divina Carta original: Vigiemos e oremos!

Bom dia, cartas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 28 – Comentado por Rosana Barros
23 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Disse Jeremias, o profeta, ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras” (v.15).

Perante os líderes religiosos e todo o povo, Jeremias foi afrontado por um falso profeta. De forma desafiadora, Hananias distorceu a verdadeira palavra profética alegando também ser um enviado de Deus. Com um sonoro e convincente “assim fala o Senhor dos Exércitos” (v.2), o falsário lançou a verdade por terra e, infelizmente, semelhante ao período de apostasia revelado pelo profeta Daniel, “o que fez prosperou” (Dn.8:12).

Apesar do trágico fim de Hananias e de sua fala mentirosa, o povo preferiu dar ouvidos a essa mensagem, pois soava mais agradável. Os canzis simbólicos foram quebrados e junto com eles a possibilidade de haver algum tipo de paz. Judá, portanto, escolheu tomar sobre si “canzis de ferro” (v.13). “E Jeremias, o profeta, se foi, tomando o seu caminho” (v.11).

Desde Gênesis, temos estudado a Bíblia um capítulo após o outro e descobrimos que, mesmo aqueles textos que já havíamos lido, trouxeram para nós uma nova luz. A Palavra que se renova a cada dia nos oferece o maravilhoso privilégio de ouvirmos a voz de Deus. Mas nem todos estão realmente dispostos a ouvi-la. Como filhos rebeldes, desejam ouvir apenas o que convém, mas a correção é descartada assim como um filho insensato se recusa a aceitar a repreensão do pai.

As palavras dadas pelo Senhor a Jeremias não eram palavras fáceis de se ouvir. Elas atingiam diretamente os pecados do povo e de seus líderes. E temos visto que muitos dos conceitos apresentados neste livro têm uma ligação direta com os eventos dos últimos dias relatados em Apocalipse; além da história de hoje se encaixar perfeitamente com um dos sinais que antecedem a volta de Cristo: o surgimento de falsos profetas (Mt.24:24). Insistentemente, Jesus nos advertiu de que ficássemos atentos:

“Vede que ninguém vos engane”; “Vede que vo-lo tenho predito”; “… ficai também vós apercebidos”. (Mt.24:4, 25 e 44).

O engano é sutil. Ninguém é enganado com uma nota de trinta reais, simplesmente porque ela não existe. Mas pode sim ser enganado com uma nota falsa de cinquenta reais. Somente quando pedimos a direção do Espírito Santo e assumimos uma postura de submissão à vontade de Deus, podemos extrair da Sua Palavra a verdade que liberta. Que o meu e o seu desejo seja sempre o de ouvir a voz de Deus. Ainda que não seja bem aquilo que desejamos, certamente será o que precisamos ouvir. Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100