Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 01 – Comentado por Rosana Barros
9 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v.8).

Na primeira deportação dos exilados de Jerusalém para Babilônia, no terceiro ano “do reinado de Jeoaquim, rei de Judá” (v.1), estavam quatro jovens cujos princípios eram firmes e de fé inegociável. “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (v.6), deixaram nos registros da história a prova de que é sim possível permanecer fiel em meio à infidelidade. Levados para uma terra estranha e de cultura pagã, aqueles jovens de linhagem nobre foram apresentados à corte babilônica e aos seus mais diversos e estonteantes entretenimentos. Estima-se que Daniel tenha pisado em solo babilônico entre os seus quatorze e dezesseis anos de idade. Como entender, pois, a firmeza de caráter de Daniel e de seus amigos, e sua fidelidade aos princípios estabelecidos por Deus? A resposta está na educação do lar. Apesar da Bíblia não fazer referência quanto a seus pais, certamente, eles foram instruídos com zelo e ensinados na admoestação do Senhor. Sobre essa fundamental e importantíssima informação, escreveu Ellen White:

“Daniel e seus companheiros tinham sido educados por seus pais nos hábitos da estrita temperança. Tinham sido ensinados que Deus lhes pediria contas de suas faculdades, e que jamais deveriam diminuí-las ou enfraquecê-las. Esta educação fora para Daniel e seus companheiros o meio de sua preservação entre as desmoralizantes influências da corte de Babilônia” (Profetas e Reis, CPB, p.244).

Daniel e seus amigos foram, portanto, frutos de lares cristãos em harmonia com as orientações divinas. Diante de uma mesa farta das “finas iguarias do rei” (v.8) e da realidade de que tinham a chance de, pela primeira vez, experimentar a “liberdade” de comer e fazer tudo aquilo que seus zelosos pais os haviam ensinado a rejeitar, a atitude desses mancebos foi surpreendente e tornou-se um dos maiores testemunhos de fidelidade das Escrituras. Experimentados com a ração do Éden (Gn.1:29), aqueles jovens que já eram “sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência” e “versados no conhecimento” (v.4), adquiriram melhor aparência e maior força “do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei” (v.15).

Após o período estabelecido por Nabucodonosor, os quatro valorosos rapazes foram levados à sua presença (v.18). E Deus os capacitou de uma sabedoria e inteligência tão avançadas, que o rei “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (v.20), e o Senhor deu a Daniel “inteligência de todas as visões e sonhos” (v.17). Ou seja, Deus está disposto a derramar torrentes de sabedoria e de inteligência sobre os Seus filhos. Contudo, há um caminho a se percorrer. O mundo é guiado por Satanás a pensar da mesma forma que pensou o chefe dos eunucos: “por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade?” (v.10). E deixamos de experimentar o pleno vigor de um corpo saudável e de uma mente clara e lúcida como resultado de uma dieta suficientemente completa.

O “garçom” maligno deseja destruir a sua vida e a vida de sua família, assim como iniciou sua obra no Éden. O “cardápio” de Satanás pode até parecer mais atrativo, mas, na realidade, não passa de um “prontuário” de enfermidades. Hoje, a maior desgraça de uma vida intemperante e de um lar desestruturado tem sido a destruição da mente humana. Através de um apetite desregrado e artificialmente estimulado, e de um estilo de vida desprovido de hábitos saudáveis, a mente é sobrecarregada e prejudicado o equilíbrio químico necessário para o seu bom funcionamento. E este declínio mental tem causado danos de maiores proporções, formando uma nova geração de pessoas mentalmente desequilibradas. É certo que nem todas as causas advém de uma vida desregrada, mas escolher viver um estilo de vida que glorifique a Deus pode ajudar, e muito, no processo de superação até mesmo de traumas.

Talvez você não tenha recebido uma educação cristã como aqueles jovens hebreus. Talvez você ainda precise experimentar um real relacionamento com Deus. Não se preocupe! Vá a Jesus, agora! Peça a Ele que mude a sua história. Acredite, Ele é especialista nisso. Há pouco mais de sete anos, eu permiti que o Espírito Santo iniciasse uma obra especial em minha vida e o testemunho de Daniel foi o que me fortaleceu a dar os primeiros passos em direção ao centro da vontade de Deus. Desde então, tenho experimentado as bênçãos diárias das fiéis promessas divinas. Ainda surgem covas de leões, e fornalhas são acesas, mas a certeza de que Jesus está comigo é inquestionável. Por experiência própria, decidir, “firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias” (v.8) do príncipe das trevas não é tarefa fácil, mas, sem dúvida, é a escolha mais sábia a ser feita, e, garanto, a mais feliz. Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Daniel1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 48 – Comentado por Rosana Barros
8 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“[…] e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali” (v.35).

A Bíblia não diz quanto tempo durou esta última visão de Ezequiel, mas nas entrelinhas de sua riqueza de detalhes, podemos perceber que se tratou de um tempo considerável. Fora o momento da visão, certamente o profeta teve de dedicar um outro para deixá-la registrada. Incrível a capacidade que o Senhor concedia aos Seus servos de memorizar cada palavra a ponto de escrevê-las uma por uma. O livro de Ezequiel começou com uma visão do Senhor em Seu trono e termina com uma visão do Senhor em Sua cidade. O chamado inicial do profeta consistia em admoestar um povo impenitente, e, sua derradeira missão, levar este mesmo povo a olhar para o santuário e perceber o zelo e amor de um Deus que desejava habitar no meio deles.

Vivemos no século da pressa. A celeridade em todos os aspectos é considerada fator determinante. É uma geração que não suporta a espera ou a frustração. Tudo tem de acontecer em tempo recorde e da forma prevista. No trânsito, no trabalho, na escola, tudo parece seguir um compasso acelerado e, quanto mais objetivo e prático, melhor é o método. Leitura contemplativa? Não! Tem de ser leitura dinâmica. Esperar em filas? Que nada! Com um clique na internet eu resolvo tudo. E nesse ritmo que avança em medida quase que enlouquecedora, com meios cuja promessa é de otimizar o nosso tempo, a impressão que dá é que nunca na história deste mundo o período de 24 horas foi tão curto.

O ministério de Ezequiel incluiu a realidade de ter de lidar com a apostasia de seu próprio povo, de ser admirado, mas não levado a sério, e da morte de sua amada esposa. Foi uma verdadeira escola de paciência, perseverança e domínio próprio. Três virtudes quase perdidas neste século acelerado. Com a mente entorpecida pelas distrações na velocidade de um clique, milhares conhecem as últimas tendências da moda, as séries mais famosas, os jogos mais recentes, as celebridades mais populares, os lugares mais badalados, mas o máximo que conhecem sobre Deus e Sua Palavra se resume a uma hora de novela e nenhuma de diligente estudo da Bíblia.

E enquanto continuamos achando que os recursos tecnológicos nos favorecem o tempo, o nosso tempo com Deus, a preciosa comunhão pessoal, é trocado por uma “espiada” nas redes sociais, que facilmente se transforma em uma hora; tempo que deveria ser empregado em diligente preparo para o retorno do Senhor. Oh, amados, Deus já preparou a nossa porção em Sua santa cidade! O que é este mundo e o que nele há que possa ser comparado a morar no lugar em que Deus habita? Até quando continuaremos nos enganando a nós mesmos perdendo o nosso tempo aqui com o que é fútil e sentenciado à destruição?

Oh! Que geração! Considerai vós a Palavra do Senhor” (Jr.2:31)! Na cidade onde o Senhor estará não entrará nada impuro ou contaminado. E que terríveis têm sido os resultados na vida daqueles que tanto “correm” para trás. Pensam estar avançando enquanto estão involuindo em alta velocidade. Quando as fronteiras de muitas nações se fecham para a entrada de estrangeiros, o Senhor nos convida a morar no lugar cujas portas dos quatro lados estão abertas para receber a todos quantos queiram entrar e ali viver por um tempo que se chama eternidade.

Há um país preparado para todos aqueles que decidiram firmemente pelo “assim diz o Senhor” ainda que tivessem de andar sempre à sombra da expectativa humana; que, iluminados os olhos da fé, aguardam com paciência, perseverança e domínio próprio, a cidade em que “o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap.22:5). Quer você estar pronto para ir morar lá? É tempo de sincera comunhão e santa consagração! Entregue-se por completo aos cuidados do Espírito Santo e Ele tornará a sua existência mortal e corruptível em imortal e incorruptível. Em nome de Jesus, “hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos da pátria superior!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel48 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 47 – Comentado por Rosana Barros
7 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“[…] não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio” (v.12).

Ainda em visão, Ezequiel foi levado a contemplar algo que vinha “debaixo do limiar do templo” (v.1) e se estendia para além dos seus limites. Era como se houvesse uma nascente que saía à direita do santuário e formava um rio caudaloso. Às margens deste rio “havia grande abundância de árvores” (v.7), cujos frutos e folhas serviam de alimento e “de remédio” (v.12). O profeta entrou nas águas até ao ponto de perceber que tratava-se de um “rio pelo qual não se podia passar” (v.5).

Quando João descreveu a cidade santa, em determinado momento ele viu “o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Percebam que as águas do rio vinham do lado direito do templo (v.2). Jesus mesmo afirmou: “Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus” (Lc.22:69). O que Ezequiel viu, portanto, foi o que Jesus afirmou à mulher samaritana: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).

Cristo, a água da vida, deseja nos lavar, purificar e reavivar. Direto do trono da graça emana um rio cujas águas promovem fartura e cura espirituais. Pois o justo “é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl.1:3). Comparado a uma árvore frutífera, todo justo tem uma coisa em comum: a Fonte. “Viste isto, filho do homem?” (v.6). Estamos no limiar de entrar “em herança” (v.14) na terra onde gozaremos de eterna felicidade. Bem como na visão de Ezequiel, João também viu “de uma e outra margem do rio […] a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap.22:2).

Prepara-te, pois eis que Jesus está prestes a reunir os Seus filhos e a dizer “ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e Minhas filhas, das extremidades da terra” (Is.43:6). Aceite, hoje, o lavar regenerador de Cristo, pois que “tudo viverá por onde quer que passe este rio” (v.9). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, lavados e saciados pela água viva!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel47 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 46 – Comentado por Rosana Barros
6 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“O povo da terra adorará na entrada da mesma porta, nos sábados e nas Festas da Lua Nova, diante do Senhor” (v.3).

As orientações dadas por Deus ao profeta não eram inéditas, mas a descrição dos procedimentos que envolviam o funcionamento do santuário, conforme descreve o pastor Alberto R. Timm: “No cerimonial religioso hebreu, a Festa da Lua Nova ocorria no início de cada mês, sendo celebrada ‘todos os meses do ano’ (Nm.28:11 e 14). Como ocasião especial de adoração (Ez.46:1-8), nesse dia tocavam-se as trombetas sagradas e ofereciam-se holocaustos e ofertas de manjares ao Senhor (Nm.10:10; 28:11-15; Sl.81:3); o povo abstinha-se de atividades comerciais e seculares (Am.8:5); realizavam-se também banquetes especiais (1Sm.20:5, 18, 24, 27 e 34); e pelo menos algumas pessoas costumavam visitar os profetas (2Rs.4:22 e 23)”.

Diante de Ezequiel foi apresentada a importância da contínua adoração. Mês a mês, sábado a sábado e “manhã após manhã” (v.13, 14 e 15), o povo deveria preparar a sua oferta e “holocausto ao Senhor” (v.13). E isto “é estatuto perpétuo e contínuo” (v.14). A perpetuidade não está no ritual, já que não há mais necessidade de sacrifícios desde que “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) realizou o sacrifício único e perfeito (Hb.10:14). A perpetuidade está na adoração, como revelado ao profeta Isaías, referindo-se aos remidos na Nova Terra: “E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:23).

A verdadeira adoração deve ser o constante caminhar do cristão. Todos os meses, todos os sábados e todos os dias do ano representam um contínuo processo de avanço para habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6). Corremos o sério risco de perder este privilégio quando negligenciamos o processo “manhã após manhã”. Vivemos no tempo em que ser cristão virou moda. Não obstante, temos estudado e aprendido nas Escrituras que apenas o título de cristão não basta. Mas, “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23).

Percebam que Jesus utilizou a expressão “Pai” para designar a Deus nesta passagem. Porque todo verdadeiro adorador torna-se um filho de Deus. E, “a seus filhos, somente a eles, pertencerá a herança” (v.17). “Manhã após manhã” o Pai procura os filhos que O buscam com inteireza de coração e renova as suas forças na abundância diária de Suas misericórdias (Lm.3:23). São estes que herdarão “os novos céus e a nova terra” (Is.66:22; Ap.21:1), porque, à semelhança de Elias, restauraram “o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs.18:30).

Amados, o mesmo amor que o Senhor tem colocado em meu coração por Sua Palavra é o que eu desejo e oro que vocês também estejam desfrutando. O Reavivados e todos os recursos disponíveis têm o objetivo de nos auxiliar neste processo, mas não pode e não deve, de maneira alguma, substituir o nosso encontro pessoal com Deus através das Escrituras. “Manhã após manhã”, o Senhor nos chama para uma audiência particular com Ele. Se O buscarmos “em espírito e em verdade”, Ele falará direto ao nosso coração por Seu Espírito a partir do momento em que os nossos olhos repousarem sobre a Sua Palavra. Há um apelo pessoal a cada manhã: Não perca as bênçãos deste privilégio contínuo. Clame ao Espírito Santo que te conduza à verdadeira adoração e, como filho(a) de Deus, muito em breve, receberás a possessão eterna. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos do Pai Celeste!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel46 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 45 – Comentado por Rosana Barros
5 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim diz o Senhor Deus: Basta, ó príncipes de Israel; afastai a violência e a opressão e praticai juízo e justiça: tirai as vossas desapropriações do Meu povo, diz o Senhor Deus” (v.9).

Na condição de que houvesse um reavivamento e reforma no meio de Israel, Ezequiel transmitiria ao povo a planta do templo que o Senhor havia lhe revelado. Da mesma sorte, Israel receberia o direito à distribuição das terras, “segundo as suas tribos” (v.8). A primeira parte seria “uma porção santa da terra” (v.1), destinada ao santuário e morada dos levitas. E as demais seriam divididas, em justa medida, entre as demais tribos. Aos magistrados foi dada solene e firme advertência quanto ao abandono da corrupção e à prática da justiça. Era desejo do Senhor suscitar a ordem e a obediência; que o Seu povo fosse purificado e santificado pelo fiel cumprimento de Sua Palavra.

Não eram os rituais do santuário em si que promoviam a boa obra da expiação, mas o significado que neles havia. A festa da Páscoa, por exemplo, era um símbolo de libertação, instituída no Egito quando o Senhor ordenou ao povo que o sangue de um cordeiro, uma representação do sangue de Cristo, fosse passado nos umbrais de suas portas, livrando-os da morte dos primogênitos. Na Páscoa, foi-lhes ordenado: “pão asmo se comerá” (v.21), representando outro símbolo que Cristo mesmo enfatizou: “Isto é o Meu corpo oferecido por vós” (Lc.22:19). Tanto os sacrifícios quanto as festas de Israel apontavam para o plano da salvação de Deus em Cristo Jesus e eram claros e constantes lembretes da fiel promessa divina: “Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a Terra o opróbrio do Seu povo, porque o Senhor falou” (Is.25:8).

O Senhor Deus jamais deixaria o Seu último povo sem semelhante luz. Como o tempo do fim foi inaugurado com o cumprimento de profecias históricas, e sinais que confirmam a veracidade da Bíblia, Deus também suscitou um movimento profético a fim de proclamar ao mundo que “o Dia do Senhor está perto, pois o Senhor preparou o sacrifício e santificou os Seus convidados” (Sf.1:7). Há um limite para o pecado. Há uma medida que não será ultrapassada antes que Deus derrame sobre este mundo o cálice de Sua ira, “preparado, sem mistura” de misericórdia, para os ímpios (Ap.14:10). Há um justo Juiz que julgará com “balanças justas, efa justo e bato justo” (v.10), vindo recolher aqueles que aceitaram o Seu convite de graça e viveram piedosamente em Cristo Jesus.

O Senhor tem sido longânimo (2Pe.3:9), aguardando um povo que esteja preparado para encontrá-Lo. Diante das admoestações e exposições da Palavra de Deus por intermédio de Seus derradeiros atalaias, é necessário que haja um genuíno despertamento e vivo interesse pela salvação: “Que faremos, irmãos?” (At.2:37). O Espírito Santo, em Sua obra de reavivar a última igreja de Deus na Terra, tem apelado a cada coração: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At.3:19). Esta é a boa obra que Ele começou e que deseja completar em nossa vida. Para isso, precisamos permitir que o nosso eu seja subjugado e Cristo assuma o lugar de primazia em nossa existência.

Como Israel no passado foi orientado e advertido pelo ministério profético, possuímos hoje um rico acervo de Testemunhos inspirados, os escritos de Ellen G. White, que abrem os nossos olhos e ouvidos para ver e ouvir com riqueza de detalhes os preciosos tesouros da Bíblia. Foi-nos revelado que os restantes fiéis dos últimos dias são “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). E que “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Deus levantou a Igreja Adventista do Sétimo Dia não como um grupo fechado e exclusivista, mas como um movimento profético a fim de revelar ao mundo o caráter de Cristo e a brevidade de Seu retorno.

Precisamos assumir o posto de nosso dever, dando um “Basta!” a tudo aquilo que tem nos afastado de cumprir com fidelidade a nossa missão. Precisamos almejar estar no lugar onde Deus habitará conosco e onde estaremos para sempre com o Senhor, “porque o tempo está próximo” (Ap.22:10). É hora de abandonarmos nossos gostos pessoais, egoísmo e vaidades, e erguermos o estandarte da cruz de Cristo perante um mundo que jaz em densas trevas. Que renúncias precisamos fazer e até quando durará a paciência de Deus diante de tanto sofrimento? Enquanto você e eu podemos estar desfrutando da liberdade de professar a nossa fé, muitos estão sendo perseguidos e até mortos pela opressão de homens maus, agentes do Maligno.

Logo, do santuário, Jesus dirá: “Feito está” (Ap.16:17) e cessará a expiação “pela casa de Israel” (v.8). A pergunta é: Estamos, de fato, vigiando e orando, nos preparando para este momento? Agora é o tempo de obedecermos à palavra profética: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis” (Am.5:14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, último Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel45 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 44 – Comentado por Rosana Barros
4 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“A Meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (v.23).

De todos os evangelhos, o evangelho segundo João relata várias situações da vida de Cristo em que não há registro nos demais. Já em sua introdução, o apóstolo destacou o fundamento de seu livro: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo.1:1). Sendo agente ativo da criação, Jesus, o Verbo, a Palavra, é revelado por João como sendo o próprio Deus. Há uma celeuma crescente entre ateus e até mesmo entre cristãos dissidentes semeando dúvidas quanto à divindade de Cristo. Como a casa rebelde de Israel, se desviam de Deus “para irem atrás dos seus ídolos” (v.10), “como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe.3:16).

No capítulo 17 do livro de João encontramos a oração sacerdotal de Jesus. Foram as últimas palavras relatadas pelo apóstolo antes do início da agonia do Salvador. Como “a glória do Senhor enchia a Casa do Senhor” (v.4), Jesus iluminou o mundo com a glória do Pai: “Eu Te glorifiquei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-Me, ó Pai, Contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (Jo.17:4-5). Apesar de ter sido vedado o acesso comum do povo pela porta do oriente, “porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela” (v.2), Jesus veio ao mundo como a Porta por onde podemos entrar e encontrar a salvação (Jo.10:9). Quando nós nos extraviamos, o nosso Sacerdote e Sumo Sacerdote (Hb.8:1), que cumpriu as prescrições celestiais, comprou-nos o direito de acesso ao Pai, de onde intercede por nós pelos méritos de Sua única e perfeita oferta de sacrifício (v.15).

Ele, que é a Palavra, nos deixou escrito tudo o que precisamos notar bem, ver e ouvir (v.5) a fim de que possamos “entrar no templo” (v.5) com as “vestes de linho” (v.17) de Sua justiça e dignidade. As vestiduras de Cristo não devem nos causar desconforto (v.18) e nem servir de meio de acepção ou inclusão alheia (v.19). Trata-se, contudo, de um traje de uso pessoal e intransferível. Ou seja, a salvação é individual. Cada um é chamado a fazer parte do “sacerdócio real” (1Pe.2:9), como cooperadores de Cristo na obra de salvar vidas, não com a missão de constranger, mas de ensinar outros “a distinguir entre o santo e o profano e […] discernir entre o imundo e o limpo” (v.23).

A vida de Jesus nos deixou o perfeito exemplo do que seja santo e limpo e se tratava da mais clara advertência aos impenitentes de sua condição profana e imunda. Comovia-Lhe o coração cada vez que contemplava “a oferta pelo pecado” (v.29), o símbolo de Sua salvífica missão. Porém, “O melhor de todos os primeiros frutos de toda espécie e toda oferta” (v.30), entregues aos sacerdotes, não foram dados Aquele que era a fonte de toda a bênção. Israel fechou a porta do coração e rejeitou “a sua herança” e “a sua possessão” (v.28). Aproxima-se o tempo de outra porta ser fechada: a porta da graça. Mas enquanto ela está aberta, precisamos abrir a porta do nosso coração ao nosso longânimo Sacerdote: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Abra o coração a Jesus, “para que [Ele] faça repousar a bênção sobre a vossa casa” (v.30) e lhe dê o direito de entrar “na cidade pelas portas” (Ap.22:14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, sacerdócio real!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel44 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 43 – Comentado por Rosana Barros
3 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Eis que esta é a lei do templo; sobre o cimo do monte, todo o seu limite ao redor será santíssimo; eis que esta é a lei do templo” (v.12).

O tema do santuário é um estudo revelado em toda a Bíblia como um monumento do plano da salvação. As cerimônias ali realizadas, os objetos sagrados e todas as leis que regiam aquele santo lugar eram sombra do verdadeiro. A manifestação da glória de Deus certamente era algo que provocava a reverência e o temor, de forma que cada pecador que entrasse no pátio do santuário deveria sentir o impacto de seus pecados em contraste com a gloriosa presença do Senhor. Novamente, Deus revelou a Sua glória a Ezequiel. E, prostrado “rosto em terra” (v.3), o profeta foi levantado pelo Espírito Santo (v.5) e acompanhado pelo próprio Jesus.

A visão do templo deveria promover o arrependimento da nação, vergonha “das suas iniquidades” (v.10). A presença do santuário e a sua estrutura arquitetônica não faria sentido se não houvesse a “lei do templo” (v.12). Nenhum lugar, por mais simples que seja, prospera sobre o fundamento arenoso da desobediência. Tudo no santuário velava pela obediência e pelo respeito. Cada ato sacerdotal, cada palavra ali proferida, cada cerimônia realizada, em idoneidade com as palavras do Senhor, eram uma evidência do caráter fidedigno do Deus que não muda (Ml.3:6).

A obediência à lei de Deus não é sinônimo de salvação, mas, certamente, é o resultado dela. Foi assim na vida de Noé, Abraão, José, dentre tantos outros homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor e à Sua Palavra. Foi assim na vida de Jesus, que nos deixou exemplo “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl.2:8). Foi assim na vida dos apóstolos, que nos deixaram um legado de fé prática e confiança plena no poder de Deus. Foi assim na vida dos reformadores e pioneiros que dedicaram a vida em resgate das verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn.8:12). E deve ser assim na vida de todos os que buscam a plenitude do Espírito, pois Deus outorgou o Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (At.5:32).

Creio que uma das maiores provas de que a observância da lei deve ser o resultado da salvação está nos rituais de sacrifício. Se o cumprimento da lei fosse o suficiente, não precisaria haver “holocausto ao Senhor” (v.24). A função principal da lei é a de revelar os nossos pecados e a necessidade que temos de um Salvador que faça “a purificação e a expiação” (v.20) das nossas iniquidades. Anule a lei, e, consequentemente, você estará afirmando que não há pecado (1Jo.3:4). E, se não existe pecado, não precisamos da graça. E, sem a graça, para que um Salvador? Percebem, amados?

Muito em breve toda a Terra resplandecerá por causa da glória do Senhor (v.2), e os que insistiram na prática do pecado serão consumidos por Sua ira (v.8). Mas os que creram em Jesus e seguiram os Seus passos, confiantes nos méritos do Salvador, não farão parte da turba do desamor (Mt.24:12), mas irão amar como Ele amou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos de Deus!

* Oremos para que as nossas obras glorifiquem a Deus.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel43 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 42 – Comentado por Rosana Barros
2 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Quando os sacerdotes entrarem, não sairão do santuário para o átrio exterior, mas porão ali as vestiduras com que ministraram, porque elas são santas; usarão outras vestiduras e assim se aproximarão do lugar destinado ao povo” (v.14).

Havia no templo salas especiais em ambos os lados do santuário como uma espécie de salas pastorais, a fim de servir de apoio aos sacerdotes. Ali eles depositavam “as coisas santíssimas” (v.13) e servia-lhes também como um vestiário, onde ficavam as roupas separadas exclusivamente para o ofício do santuário. Todas as vezes que os sacerdotes iam ao “lugar destinado ao povo” (v.14), suas vestes sagradas eram veladas nas “câmaras santas” (v.13). De modo que, no meio da congregação, os sacerdotes eram reconhecidos por sua função, e não por uma aparência superior ou privilegiada.

As vestes dos sacerdotes tinham um traço distintivo em Israel. Principalmente na vestimenta do sumo sacerdote, encontramos símbolos que apontam para a responsabilidade pública de sua função e para o ministério sacerdotal de Cristo. “O sumo sacerdote, em sua posição oficial”, diz M. L. Andreasen, “não era simplesmente um homem. Era uma instituição; era um símbolo, não representava meramente a Israel, era sua própria encarnação. Levava o nome de Israel, nas duas pedras sardônicas ‘nas ombreiras do éfode, por pedras de memória’; levava-as nas doze pedras preciosas ‘no peitoral do juízo sobre o seu coração’; levava ‘o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente’. Êx.28:30. Assim, levava Israel tanto sobre os ombros, como sobre o coração. […] O caráter representativo do sumo sacerdote deve ser salientado. Adão era o representante do homem. Quando ele pecou, pecou o mundo, e a morte passou a todos os homens. […] Semelhantemente, Cristo, sendo o segundo homem e o último Adão, era o representante do homem” (O Ritual do Santuário, p.64, 65).

Deixando as vestiduras santas de Sua morada celeste, Jesus veio aos átrios deste mundo como nosso semelhante. Não era Sua aparência ou as roupas que vestia que O caracterizava como o Desejado de todas as nações, e sim a natureza de Sua missão. Era “do lugar destinado ao povo” (v.14) que irradiava a luz de Suas palavras, iluminando a todos quantos a Ele se achegavam com a santa convicção de que estavam perante o seu Redentor. As madrugadas eram as “câmaras santas” (v.13) de Seu encontro com o Pai, e os montes e jardins, o lugar santo de Sua comunhão diária com Ele. Jesus, porém, não saía dali a fim de fazer notória a Sua santidade, mas buscava conquistar a afeição dos pecadores apontando-lhes o caminho através de Sua submissão ao Pai, vestindo o “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). Hoje, conforme a profecia, Jesus atua como o nosso Sumo Sacerdote no lugar Santíssimo do santuário celestial (Hb.8:1-2), de onde em breve sairá para buscar “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8).

Portanto, era dever do sumo sacerdote estabelecer o mesmo contato, aproximação e afeição com os filhos de Israel. Como líder espiritual da nação, sua missão consistia em apresentar ao povo a perspectiva futura de um Salvador que Se despiria de Suas vestes celestiais para Se vestir da ignominiosa humanidade. Quão tremenda e sagrada é a obra de todos aqueles que se dedicam ao ministério de Deus! Aos pastores e obreiros cabe responder por seus liderados seguindo a ordem do Mestre: “Apascenta as Minhas ovelhas” (Jo.21:17). É seu dever ensinar a igreja de Deus a fazer “separação entre o santo e o profano” (v.20), apontando-lhes o Salvador crucificado e ressurrecto, mas também O mesmo que breve voltará como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16).

Assim, sobre a responsabilidade dos ministros do evangelho como aqueles que devem revelar o caráter de Cristo, encerro com as pontuais palavras de Andreasen: “Deve ser pronto a discernir a vontade de Deus no clarão fugaz ou na sombra de Sua aprovação ou desaprovação; o ouro do valor e da obediência deve-se achar entremeado na própria estrutura de seu caráter; no semblante, no vestuário e no coração cumpre-lhe refletir a pureza, a paz e amor de Deus. Ele tem de ser submisso e pronto a deixar que Deus faça como Lhe apraz; e esquecer o próprio eu e pensar nos outros, não se eximindo a pesadas cargas. Cumpre-lhe ter de contínuo em mente que o bem-estar e a felicidade de outros dele depende, que cada ato seu, em virtude de seu caráter público e oficial, é de vasta significação. Ao contemplar o verdadeiro ministro a responsabilidade que sobre ele impende, bem como as consequências que adviriam de um fracasso ou falta sua, pode bem exclamar: Para essas coisas, quem é idôneo?” (O Ritual do Santuário, p.71). Vigiemos e oremos!

Um bom dia especial a todos os ministros do evangelho!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel42 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 41 – Comentado por Rosana Barros
1 de fevereiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Também mediu o seu comprimento: vinte côvados, e a largura: vinte côvados, diante do templo, e me disse: Este é o Santo dos Santos” (v.4).

Contemplando o interior do templo, Ezequiel se deparou com a descrição do lugar Santíssimo. Era ali que Deus manifestava a Sua glória e a luz de Sua presença. Tendo “vinte côvados” (v.4) de comprimento e de largura, o Santo dos Santos formava um quadrado perfeito. Em sua visão da nova Jerusalém, João também viu um quadrado perfeito: “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais” (Ap.21:16). O que Deus tem preparado “para aqueles que O amam” (1Co.2:9) é o Santíssimo lugar de Sua habitação.

Quando, no dia da expiação, o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo, todo o povo, em atitude de humilhação (Lv.23:29), era purificado de todos os pecados com que havia contaminado o tabernáculo. O Senhor deseja realizar a mesma obra em nossa vida. Jesus afirmou: “se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3). A menos que busquemos o coração de uma criança; a menos que peçamos a Deus “um coração puro” (Sl.51:10), rápido para amar, rápido para perdoar, nossos pés jamais pisarão a santíssima habitação do Eterno.

Há mais de 500 anos, um homem permitiu que Deus fizesse morada em seu coração, e, seguindo o princípio declarado por Pedro e os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29), cheio de santa ousadia e fé inabalável, pregou com batidas de convicção as 95 teses contra as indulgências, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517. Martinho Lutero não tivera a intenção de agir contra a igreja, mas em que a igreja reconhecesse o seu erro e promovesse o princípio que, em todos os tempos, deve nortear o povo de Deus: “Sola Scriptura”. Mas a humildade que guiava a sua busca em fazer a vontade de Deus foi rejeitada pelos que, professos religiosos, negaram a verdadeira mensagem da cruz.

A reforma não foi simplesmente um marco histórico, mas o início de um movimento cujo fundamento sobre a “pedra que vive” (1Pe.2:4) jamais cairá devido ao derradeiro grupo de “crianças” que irá perseverar até o fim (Mt.24:13). Cristo está para encerrar a Sua obra no santuário celestial e, quando isso acontecer, virá reclamar um povo que, à semelhança dos reformadores, não cederam às ameaças da abominável união (Ap.16:14). Mas, “com jejuns, com choro e com pranto” (Jl.2:12), rasgaram seus corações na presença do Senhor, aborreceram o mal e amaram o bem (Am.5:15).

Muitos querem hoje comemorar o fim da Reforma Protestante. Eu, porém, oro para que seja o início de uma reforma em nossa vida como a geração que contemplará, em vida, a vinda do Filho do Homem. Estamos vivendo no grande dia da expiação profético. É tempo de colocar em prática o conselho do próprio Lutero: “Não podemos atingir a compreensão das Escrituras, quer pelo estudo quer pelo intelecto. Teu primeiro dever é começar pela oração. Roga ao Senhor que te conceda, por Sua grande misericórdia, o verdadeiro entendimento de Sua Palavra. Não há nenhum intérprete da Palavra de Deus senão o Autor dessa Palavra, como Ele mesmo diz: ‘E serão todos ensinados por Deus’. Nada esperes de teus próprios trabalhos, de tua própria compreensão: confia somente em Deus, e na influência de Seu Espírito. Crê isto pela palavra de um homem que tem tido experiência” (O Grande Conflito, p.129). Vigiemos e oremos!

Bom dia, crianças herdeiras do reino dos céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel41 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 40 – Comentado por Rosana Barros
31 de janeiro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ele me levou para lá, e eis um homem cuja aparência era como a do bronze; estava de pé na porta e tinha na mão um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3).

Diante de um capítulo tão rico em detalhes e de uma visão sobre algo que para Israel era tão familiar, a descrição do templo parece soar para nós como uma interminável repetição de compartimentos e medidas. Ezequiel viu uma figura peculiar que tinha nas mãos instrumentos para medição de curtas e longas distâncias. O profeta pôde visualizar o templo com a precisão exata de suas dimensões, seguindo a orientação daquele ser luminoso: “Filho do homem, vê com os próprios olhos, ouve com os próprios ouvidos; e põe no coração tudo quanto eu te mostrar, porque para isso foste trazido para aqui; anuncia, pois, à casa de Israel tudo quanto estás vendo” (v.4).

Como João, no livro de Apocalipse, logo após a destruição definitiva dos ímpios, Gogue e Magogue, teve a visão de um lugar planejado (Ap.21:10), assim também Ezequiel viu o templo do Senhor. Meticulosamente, cada parte do templo lhe foi apresentado conforme media o homem com “um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3). Era o “Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10) colocando em cada parte daquele lugar as Suas perfeitas medidas. “Cada câmara” (v.7), cada “espaço em frente das câmaras” (v.12) e cada detalhe do templo apontava para a aliança eterna do Senhor com o Seu povo. Mas, enquanto Ezequiel viu a figura, João viu o verdadeiro, “a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap.21:10).

O texto de hoje também aponta para um juízo sobre a casa de Israel, mais precisamente sobre os sacerdotes. Os instrumentos de medir simbolizam isso. Haveria um juízo e ele havia de começar pelos líderes do povo. Quando Jesus esteve na Terra, deixou bem claro, em Sua própria experiência, qual seria o dever e a responsabilidade dos líderes religiosos. Encontrou, contudo, homens cheios de si, orgulhosos e com fortes motivações de ganância e de poder. Por fora, eram impecavelmente polidos. Mas, por dentro, estavam “cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt.23:28). O apóstolo Pedro também fez referência ao juízo como sendo algo preliminar de um grupo específico: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).

Amados, um dia, todos compareceremos “perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (1Co.5:10). Entretanto, há um julgamento em andamento hoje. Há um cordão de linho e uma vara de medir sendo utilizados no meio do povo de Deus, do maior para o menor. Nada fica velado diante dAquele que sonda os corações. E todos nós, pastores e leigos, precisamos reavaliar a nossa vida, as nossas prioridades e guardar no coração tudo quanto o Senhor nos tem revelado em Sua Palavra. Há uma necessidade urgente de homens e mulheres que sejam tão fiéis ao Senhor quanto as medidas do templo. Um povo que, com uma visão espiritual crescente, revele ao mundo a face do genuíno amor: “do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2Co.4:6).

Com insistente e perseverante súplica, oremos pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa vida e para que façamos parte do povo que se esconde na perfeita estatura de Cristo Jesus. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, casa de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel40 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/watch?v=BkPFpxLYhqA