Reavivados por Sua Palavra


ATOS 22 – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2021, 0:45
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“E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (v.16).

Toda a Bíblia foi escrita apontando para o plano da redenção. Desde a entrada do pecado no mundo, foi revelado ao ser humano a obra salvífica do Descendente da mulher e a derrota da antiga serpente (Gn.3:15). O perfeito sacrifício de Cristo garantiu ao homem o resgate de sua condição pecadora, cobrindo todo penitente com Seu manto de justiça. A Bíblia, porém, apresenta um único pecado como sendo imperdoável; uma verdade que saiu dos lábios do próprio Jesus, quando afirmou: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc.3:28-29).

O pecado contra o Espírito Santo não se trata apenas de difamar o Seu nome, mas de rejeitar a Sua obra no coração a tal ponto de não mais ouvir a Sua voz. A mulher de Ló, por exemplo, cometeu este pecado selando o seu destino eterno. Em Gênesis 19 percebemos que, atendendo à intercessão de Abraão, dois mensageiros celestiais foram enviados a fim de salvar Ló e sua família. Mas a escolha insensata de Ló em fixar residência em Sodoma lhe custou a perdição de toda a sua casa. Ao lermos a história, percebemos que Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, fez de tudo para salvar aquela família. Mas o escárnio dos genros de Ló, a morte de sua esposa e o plano incestuoso de suas filhas são provas irrefutáveis de que quando ultrapassamos os limites estabelecidos por Deus a nossa queda pode ser fatal e irreversível.

A defesa de Paulo, se lida com olhos espirituais, expressa a linguagem de alguém que manifestava genuíno amor cristão pelos pecadores. Paulo apelou a suas três origens: religiosa, cristã e de nascimento. Religiosa a fim de deixar bem claro que o zelo pela lei que havia aprendido desde a infância permanecia intocável. Cristã, porque ao conhecer Jesus tudo o que havia aprendido ganhou novo significado. E de nascimento a fim de ser poupado de um sofrimento desnecessário e que traria graves consequências para seus algozes. Quando o apóstolo disse a seus irmãos que estava disposto até mesmo a morrer pelo nome de Jesus, não significa que não faria de tudo para conservar a sua integridade física. Dar as costas ao açoite sabendo haver a possibilidade de se ver livre do opróbrio não seria um ato de coragem, mas de estupidez.

O poderoso testemunho de Paulo, suas palavras ditas com reverente autoridade e seu testemunho cheio do poder do Espírito Santo não foram suficientes para alcançar os corações obstinados que o interromperam, gritando: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v.22). Como o foi com Jesus, Paulo experimentou o desprezo de seu próprio povo e estava prestes a passar por semelhante sessão de açoites não fosse o escape de sua cidadania romana. Interessante, amados, que os verdugos de Paulo baixaram seus instrumentos de tortura e deram para trás ao saberem que Paulo era cidadão romano, mas aqueles que surraram o nosso Salvador e O crucificaram não tiveram esta reação diante da declaração da cidadania de Cristo: “O Meu reino não é deste mundo” (Jo.18:36). Observem que era questão extremamente grave punir um cidadão romano sem um justo julgamento. Mas aqueles que se orgulhavam de fazer parte da nação eleita de Deus não faziam caso de matar seus irmãos com as próprias mãos usando de seus injustos critérios.

Nos últimos instantes deste mundo, se levantará, do meio do povo de Deus, uma classe que perseguirá os santos do Altíssimo com tanto furor quanto os de fora. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Estes serão precisamente os piores inimigos do povo de Deus, conforme está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). O pecado contra o Espírito Santo os tornará finalmente réus de pecado eterno. Sobre este tempo, revela a palavra profética:

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (EGW, O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, CPB, p.608).

O álibi da cidadania usado por Paulo não valerá de nada quando o mundo for agitado pela última tempestade. Pelo contrário, ao declararmos a nossa cidadania celestial e a firme esperança de que muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), estaremos adorando ao Senhor pelos séculos eternos, despertaremos a derradeira fúria de Satanás e seus agentes que tentarão esmagar a nossa fé. Portanto, amados, hoje, agora, é tempo de buscarmos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e invocá-Lo enquanto ainda está perto (Is.55:6). Logo, o Espírito Santo encerrará a Sua obra e somente os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberão o selo que lhes abrirá os portais eternos. Então, “porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome” de Jesus (v.16)! E se você já é batizado, renove o seu compromisso com Cristo e, dia após dia, clame pelo poder do Espírito Santo a fim de fazer a vontade de Deus. Como alguém que necessita desta mesma obra salvífica diária, eu imploro: Não perca mais tempo! Pode ser a sua última chance! Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do Reino dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos22 #RPSP

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ATOS 21 – Comentado por Rosana Barros
16 de agosto de 2021, 0:45
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“Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).

A terceira viagem missionária de Paulo foi cheia de expectativa e de forte comoção entre os irmãos. Sabendo que Paulo estava seguindo para Jerusalém, temeram por sua vida, de forma que, por mais de uma vez, alguns irmãos foram usados pelo Espírito Santo para alertar a Paulo acerca do perigo que o aguardava naquela cidade. Decidido, porém, a prosseguir viagem, tomado de um ânimo e uma confiança sobrenaturais, Paulo procurou confortar os irmãos com a coragem de quem estava disposto a dar a vida se preciso fosse “pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).

A chegada do apóstolo em Jerusalém causou uma alegria geral entre os irmãos e após seu minucioso discurso sobre “o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério” (v.19), deram todos glória a Deus, mas também demonstraram sincera preocupação com a sua segurança. A notícia de que Paulo e os demais apóstolos não exigiam dos gentios a circuncisão se espalhou em falsos boatos, de tal forma que os zelosos judeus esperavam apenas uma oportunidade para lançar mão de Paulo e matá-lo. Na cerimônia de purificação, porém, pensaram os irmãos ser a chance de Paulo demonstrar a seus patrícios que ele respeitava sim “os costumes da lei” (v.21).

No entanto, quase no findar dos sete dias de purificação, alguns judeus da Ásia, reconhecendo a Paulo no templo, causaram grande tumulto entre o povo, acusando o apóstolo de apostasia. Agarrado pela multidão, Paulo foi arrastado “para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas” (v.30). Acho que os judeus tinham uma forma bem estranha de zelar por seus costumes. Pensavam que das portas para fora do templo podiam usar de violência contra seus semelhantes se estes não andassem conforme seus próprios critérios. Não foi a favor das leis escritas por Moisés que tão covardemente agrediram a Paulo, este foi apenas mais uma vítima do zelo infundado de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia.

A violência é a manifestação mais eficaz da covardia. É o grito de quem não está disposto a ouvir. Sem nenhum direito de defesa, Paulo teria morrido espancado não fosse a intervenção de Deus através “do comandante da força” (v.31). Carregado escada acima pelos soldados, o apóstolo chegou a um ponto em que pediu a palavra ao comandante. Gravemente ferido, aquele fiel servo de Cristo pediu permissão para falar aos seus agressores. Interessante observar que, ao fazer sinal com a mão, logo cessou o tumulto e “fez-se grande silêncio” (v.40). Falando na língua dos hebreus, Paulo apresentaria sua defesa com vibrante e audível voz como quem estivesse em perfeito estado físico, sendo que as marcas da violência eram bem aparentes a todos que, espantados, pararam para ouvi-lo.

Temos uma ideia muito rasa quanto ao valor de sermos chamados de cristãos. Os cristãos primitivos não tinham uma vida livre de problemas, pelo contrário, diante da sociedade da época eles eram o problema. Perseguidos, desprezados e maltratados, muitos, como Paulo, arriscavam a própria vida por amor a Jesus a fim de salvar nem que fosse uma pessoa. Cheios do Espírito Santo, suas palavras e atitudes incomodavam os intolerantes que, movidos de inveja, só possuíam a “linguagem” da violência. Este cenário tem se repetido ao longo da história e está prestes a alcançar o seu clímax, cumprindo-se a profecia dada por Cristo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão: Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mt.24:9).

Estamos vivendo em tempos tempestuosos, quando as notícias mais parecem uma descrição das profecias para os últimos dias. A natureza em ebulição, as variantes de uma pandemia que parece não ter fim, crise econômica, rebaixamento moral, o aumento significativo de conflitos civis e do número de refugiados, compõem a lista das mazelas que têm transtornado o mundo. Cidades litorâneas inteiras estão sob ameaça de ficarem embaixo d’água daqui há alguns anos devido ao derretimento das geleiras polares. Enquanto isso, nos “bastidores” de Satanás, há um rápido avanço para que tudo isso aconteça nesta geração distraída e alheia aos últimos apelos do Espírito Santo, quando o ativismo tem tomado o lugar do evangelismo.

Eu não sei que parte das profecias escatológicas não são suficientemente claras para percebermos que estamos às portas do segundo advento de Cristo. O apóstolo Paulo e “Filipe, o evangelista” (v.8), viveram como se Jesus fosse voltar em seus dias. Eles entenderam que não era uma questão de quanto tempo faltava para Jesus voltar, mas quanto tempo suas vidas durariam a fim de serem servos fiéis e diligentes na obra da pregação do evangelho. Sim, Jesus está muito perto de voltar. Quanto tempo? Não sabemos. Mas de uma coisa sabemos: Ele vem buscar um povo preparado. Alguns, como Paulo, terão de enfrentar a prisão ou até mesmo a morte. Outros acharão refúgio nos lugares remotos da Terra. E ainda outros serão poupados, “cada um com sua mulher e filhos” (v.5), com o propósito de fazer parte do grupo de salvos que estarão vivos no grande Dia do Senhor.

Percebam o princípio ativo no caráter dos discípulos de Paulo: o amor. Como fiel servo de Cristo, ele não maquiava a mensagem a fim de agradar a todos, mas com sincero desejo pela salvação de todos sua pregação tinha sempre um viés de urgência, como o apelo de um pai a seus filhos. Nesse sentido, suas palavras soavam como uma bênção aos sinceros e humildes de espírito, mas como blasfêmias e insultos aos ouvidos dos rebeldes e negligentes. Quando as fogueiras forem reacendidas e os tribunais de inquisição novamente mostrarem sua força, revelar-se-á ao mundo quem são os verdadeiros adoradores. Esta terra será como o campo de Dura, e os fiéis como os três jovens hebreus que diante de uma multidão que se curvava à falsa adoração, permanecerão em pé mesmo em face da morte (Dn.3). A preparação para este tempo deve ser feita hoje, agora! E quando a grande controvérsia for finalmente decidida, cumprir-se-á em nossa vida o mesmo que aconteceu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2), porque o Senhor da Glória estará conosco.

Bom dia, remanescente fiel!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 20 – Comentado por Rosana Barros
15 de agosto de 2021, 0:45
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“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (v.28).

As pregações de Paulo possuíam uma singularidade e um poder de persuasão sobrenaturais. Eleito por Deus para uma obra grandiosa, ele não considerava a si mesmo grande coisa, mas em atitude de constante vigilância e submissão, quedava-se aos pés de Jesus, dia após dia. Com palavras de conforto, animava o coração dos crentes por onde quer que fosse, e não media esforços para “anunciar todo o desígnio de Deus” (v.27). Em Trôade, por exemplo, é-nos relatado que Paulo pregou “até à meia-noite” (v.7), quando foi interrompido pelo que poderia ter sido uma fatalidade irreversível.

O discurso que revelava aos ouvintes palavras de vida eterna, foi pausado pela morte do jovem Êutico, que tomado pelo sono, “caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto” (v.9). Ao reerguer aquele jovem novamente com vida, Paulo “ainda lhes falou largamente até ao romper da alva” (v.11) e deixou a todos “grandemente confortados” (v.12). Mas ele precisava prosseguir em sua peregrinação. Após passar em algumas cidades, chegou a Mileto, de onde mandou chamar em Éfeso “os presbíteros da igreja” (v.17). Em seu discurso a estes líderes efésios, Paulo enfatizou a importância de permanecer em firmeza de propósito. Através de uma vida de oração e fé nas provações, Paulo testemunhou de Jesus “publicamente e também de casa em casa” (v.20).

O propósito da vida do apóstolo era difundir a mensagem do evangelho a fim de apressar o retorno do seu Salvador. Tanto que nos textos em que Paulo falou sobre a volta de Jesus, ele incluiu a si mesmo no grupo dos salvos que verão a Jesus, ainda vivos, quando Ele voltar, acreditando que aconteceria no seu tempo. Entretanto, de uma coisa Paulo tinha certeza: até lá, “cadeias e tribulações” (v.23) o esperavam. Estava plenamente ciente dos riscos que corria, mas em nada considerava a vida preciosa para si mesmo, contanto que completasse a sua carreira e o ministério que recebeu do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (v.24).

O testemunho de Paulo atravessou gerações até encontrar a nossa. Geração esta que beira o cumprimento da tão extraordinária promessa do segundo advento de Cristo a esta terra. E as mesmas advertências que Paulo deu aos efésios, Jesus as declarou para o nosso tempo. Paulo disse: “entre vós penetrarão lobos vorazes” (v.29). Jesus disse: “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt.24:11). Paulo falou: “dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (v.30). Disse Jesus: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). Paulo afirmou: “Portanto, vigiai” (v.31). Jesus disse: “Portanto, vigiai” (Mt.24:42). Percebem o contexto escatológico? Paulo procurava preparar uma igreja que estivesse pronta para encontrar a Cristo nas nuvens do céu, “todos os que são santificados” (v.32).

A cobiça foi o pecado destacado por Paulo neste episódio. Seu exemplo de honestidade e serviço testemunhou a seu favor e de seus semelhantes. Ao mesmo tempo em que procurava manter-se por conta própria, seu coração também era movido a “socorrer aos necessitados” (v.35). E despedindo-se daqueles que afirmou que não veria mais, “houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam” (v.37). Notem que o discurso de Paulo não foi uma agradável antífona, mas uma severa advertência contra a letargia espiritual, os falsos cristãos e contra a cobiça. Suas palavras, no entanto, foram recebidas pelos ouvintes como palavras de um pai que corrige os filhos com amor.

A Bíblia está repleta de admoestações e advertências que nem todos estão dispostos a dar ouvidos. Muitos têm sustentado a ideia de que omitindo o estudo das Escrituras estão livres de obedecê-la. Outros, contudo, apreciam certas porções da Palavra de Deus enquanto ignoram aquelas que julgam demasiado difícil de seguir. Eu não sei se você faz parte de um destes grupos acima. Mas o Espírito Santo nos convida, hoje, a conhecer “toda a verdade” (Jo.16:13). A fazer parte dos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Toda a Bíblia se torna clara àqueles que “com toda humildade, lágrimas e provações” (v.19), se entregam a Deus de todo o coração. Assim como Paulo, permita que Deus faça de você um instrumento singular no avanço de Sua obra, e muito em breve, Ele vai lhe “dar herança” (v.32). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, instrumentos da graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 19 – Comentado por Rosana Barros
14 de agosto de 2021, 0:45
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“Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (v.20).

Ficando Apolo em Corinto, Paulo encaminhou-se a Éfeso e para onde dantes tinha sido impedido de ir pelo Espírito Santo, permaneceu “por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos” (v.10). Através de Paulo, Deus realizou ali “milagres extraordinários” (v.11), de modo que até por meio de seus objetos pessoais as pessoas eram curadas “e os espíritos malignos se retiravam” (v.12). Apesar de serem discípulos sinceros, aqueles doze homens, que Paulo encontrou em Éfeso, não tinham conhecimento acerca do Espírito Santo e mesmo que batizados pelo batismo de João, foram novamente batizados, desta vez, “em o nome do Senhor Jesus” (v.5), e, logo após, “veio sobre eles o Espírito Santo”, por meio do qual “falavam em línguas como profetizavam” (v.6).

Desejando para si poder semelhante, “alguns judeus, exorcistas ambulantes” (v.13) tentavam invocar o nome de Jesus a fim de expulsar demônios. Porém, destituídos do Espírito Santo foram severamente subjugados pelo espírito maligno “de tal modo… que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa” (v.16). Este episódio humilhante causou temor sobre os efésios, “e o nome de Jesus era engrandecido” (v.17). O que causou em muitos crentes grande reavivamento e reforma. Seus pecados foram confessados e reconheceram que “suas próprias obras” (v.18) estavam em desarmonia com o evangelho que haviam abraçado. Também muitos “que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos” (v.19).

Certamente, a região da Ásia não foi um lugar fácil de se pregar o evangelho. Havia idolatria, magia e diversas práticas pagãs que tornavam aquele território um covil de demônios. Contudo, cheios do Espírito Santo, e sob a autoridade do Nome sobre todos os nomes, Paulo e os demais discípulos desempenharam um papel fundamental na evangelização da Ásia. Debaixo de muitas ameaças, e de uma multidão que clamava “por espaço de quase duas horas” (v.34) o nome de sua entidade religiosa, Gaio e Aristarco estavam em situação de grande risco. Paulo quis sair em defesa de seus companheiros, mas impedido por seus discípulos, e recebendo recado de “que não se arriscasse indo ao teatro” (v.31), imagino o apóstolo intercedendo por seus queridos irmãos. Oração esta que moveu o coração de Deus a usar “o escrivão da cidade” (v.35) em favor de seus servos.

Percebam que o trabalho daqueles homens de Deus não consistia em blasfemar contra a deusa daquela gente (v.37). Eles não feriam a crença das pessoas, mas apresentavam o Deus único e verdadeiro, abrindo-lhes os olhos para a verdadeira adoração. Pregavam com ousadia, e não com grosseria. Suas palavras eram ditas com amor, e não com ironia. Era desta forma que “a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (v.20). O conhecimento da verdade promoveu um poderoso reavivamento e reforma. Além de confessarem seus pecados, decidiram abrir mão de tudo aquilo que os afastava do Senhor.

Aqueles livros de magia representam os pecados acariciados. Tudo aquilo que nossa consciência, por meio dos apelos do Espírito Santo, acusa como errado, mas que não abandonamos simplesmente porque são coisas que nos agradam. Aqueles efésios sinceros não queimaram apenas livros caros, mas como uma representação do velho homem, lançaram no fogo seus corações a fim de serem purificados e transformados em ouro refinado para a glória de Deus.

Estamos vivendo no tempo profético do grande dia da expiação. Jesus está no lugar Santíssimo do santuário celeste como nosso Sumo Sacerdote. É tempo de confissão e arrependimento. É tempo de abandonarmos tudo aquilo que não condiz com o evangelho da salvação. Jesus, através do Espírito Santo, é Quem nos faz este apelo hoje! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, reavivados pela Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos19 #RPSP

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ATOS 18 – Comentado por Rosana Barros
13 de agosto de 2021, 0:45
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“Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales” (v.9).

Apesar da aparente força e determinação de Paulo, fica claro que, assim como qualquer um de nós, ele sentia a necessidade de pessoas com quem pudesse contar. Em Corinto, o apóstolo encontrou o casal Áquila e Priscila, e logo percebeu que poderia aproximar-se deles. Tendo eles o “mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas” (v.3). Fazia parte da educação judia aprender um ofício ainda na infância. Provavelmente Paulo tenha desenvolvido esta habilidade ainda jovem, o que foi de grande utilidade para patrocinar parte de suas primeiras viagens missionárias.

Quando, porém, “Silas e Timóteo desceram da Macedônia”, Paulo sentiu-se mais seguro e amparado, de forma que “se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (v.5). Mas ao perceber a incredulidade dos judeus de Corinto, precipitou-se em julgar que ali seu trabalho estava encerrado. Seu forte temperamento e profundo zelo falou mais alto do que a prudência que tantas vezes havia manifestado. Por duas vezes, Deus lhe mostrou que nem tudo estava perdido: Através da estadia na casa de “Tício Justo, que era temente a Deus” (v.7), e através da conversão de “Crispo, o principal da sinagoga”, que “creu no Senhor, com toda a sua casa” (v.8).

Não obstante, sentindo-se frustrado, e ferido pelas lutas do labor, Paulo necessitava mais do que palavras humanas. E quando a noite parecia tornar seu coração em trevas insuportáveis, grande luz tomou conta de seu lugar de descanso. Uma voz doce e familiar parecia tomar conta de todo o seu ser e com emoção indescritível de Alguém cuja saudade esmagava-lhe o coração, ouviu: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (v.10). O seu Mestre o visitou pessoalmente! Oh, maravilhoso privilégio teve aquele fiel servo de Deus! Imagino aquele quarto novamente escurecendo, mas a face de Paulo resplandecendo em grande alegria e seu coração tomado de um refrigério que palavra alguma pode descrever.

A visita de seu Senhor renovou-lhe as forças e “ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a Palavra de Deus” (v.11). Sabem amados, não temos ideia de quantos anos ou meses permaneceremos neste mundo de pecado. Mas uma coisa é certa: falta pouco e grande é a seara. Todos nós precisamos de pessoas com as quais possamos contar. Pessoas cuja confiança nos transmita segurança e bem-estar. Mas ainda que estejamos rodeados de pessoas assim, muitas vezes permitimos que a oposição e indiferença de alguns atrapalhem os planos que o Espírito Santo traçou para nós. Então nos angustiamos e, como Paulo, manifestamos insatisfação e medo de avançar e sermos feridos novamente.

As palavras de Jesus revelam o que angustiava o coração de Paulo. A primeira coisa que o Senhor lhe disse foi: “Não temas”. Ou seja, o corajoso apóstolo sentiu medo. Paulo já havia passado por situações aterrorizantes e a reação dos judeus coríntios dava a entender que ele estaria em grande apuro caso ali permanecesse. Mas então Jesus continuou, dizendo: “Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal”. Que tal fazermos um exercício da fé? Memorize as palavras de Jesus ditas a Paulo, feche os seus olhos e escute Ele mesmo lhe falando. Porque todos nós somos chamados à mesma missão que teve Paulo. Apolo representa todo aquele que deseja ser guiado pelo mesmo Espírito. Deus nos convida a, “com grande poder”, convencer os que estão ao nosso redor, “por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus” (v.28).

De Gênesis a Apocalipse temos a perfeita obra escriturística. A única em que o Autor senta-se ao nosso lado a fim de iluminar o nosso entendimento para compreendê-la. Não permita que pessoas lhe intimidem a calar o que precisamos proclamar aos quatro ventos desta Terra. Tenho certeza que se você ama a Jesus e nEle confia, Ele tem colocado em seu caminho pessoas especiais. Mas ainda que a provação pareça ser grande demais, Jesus lhe diz hoje: “Não temas… porquanto Eu sou contigo”. E ai daquele que ousar fazer algum mal contra uma ovelhinha do Senhor! Aproxime-se de quem realmente lhe quer bem e confie nAquele que prometeu: Eu volto logo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos do mais terno amor de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos18 #RPSP

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ATOS 17 – Comentado por Rosana Barros
12 de agosto de 2021, 0:45
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“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (v.30).

Prosseguindo sua viagem, a cada estadia ficava bem claro que Paulo era peregrino em terra estranha. Seu objetivo de vida era tão-somente fazer a vontade de Deus, mesmo em face da morte. Cristo, e Ele crucificado, era o tema principal de sua pregação, levando “numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres” a crer (v.4). Ameaçados pelos judeus que, “movidos de inveja… alvoroçaram a cidade contra eles” (v.5), Paulo e Silas tiveram que sair de Tessalônica, sendo enviados pelos irmãos a Bereia.

Em Bereia encontraram uma classe de homens nobres que “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (v.11). Os bereanos eram judeus sinceros que baseavam a sua fé na Palavra de Deus. Se o que Paulo e Silas pregavam era verdade, a Bíblia, e ela só, revelaria. “Com isso, muitos deles creram” (v.12). Mas a notícia de tão grande colheita chegou aos ouvidos dos judeus de Tessalônica, que foram até Bereia “excitar e perturbar o povo” (v.13).

Separado de seus companheiros de jornada, Paulo ficou revoltado “em face da idolatria dominante” em Atenas (v.16). E naquele lugar iniciou uma verdadeira maratona de pregações tanto na sinagoga, como “também na praça, todos os dias” (v.17). Taxado como tagarela pelos filósofos gregos, despertou-lhes a curiosidade, de modo que foi levado por eles ao “centro de convenções” de Atenas, o Areópago. Percebiam na fala de Paulo que não se tratava de um homem ignorante, mas versado nas letras e bem articulado em palavras. E diante de um público que era a elite dos religiosos e filósofos da cidade, o apóstolo mostrou que também conhecia a cultura local.

Uns zombaram e poucos creram. Apesar do esforço de Paulo, a grande idolatria dos habitantes de Atenas era uma triste condição predominante a qual estavam profundamente arraigados. Percebendo, pois, que sua voz não seria mais ouvida, “Paulo se retirou do meio deles” (v.33). Movido pelo Espírito Santo e pelo aval de sua própria experiência, Paulo escreveu: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente e Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Sua pregação não visava autopromoção ou a fundação de uma nova igreja, e sim levar as pessoas ao conhecimento de Deus através de Cristo por meio da Palavra. Sua vida, porém, era uma ameaça à religião vazia e egoísta dos impenitentes, de modo que não podia ficar muito tempo em um só lugar.

Três grupos de pessoas podemos destacar do texto de hoje:

1. Os que não estão dispostos, sob hipótese alguma, a ouvir a verdade;
2. Os que, com sincero interesse, buscam a verdade na Fonte da divina inspiração e estão dispostos a por ela serem guiados;
3. Aqueles que até se interessam em ouvir a verdade, porém, confrontados com sua cultura e tradições, preferem permanecer onde estão.

A que grupo você e eu pertencemos hoje? Paulo colocava em risco a própria vida por amor a Jesus e Sua Palavra. Que, semelhante a Paulo, nossa vida esteja sendo guiada pela Palavra de Deus, que é “a espada do Espírito” (Ef.6:17). E que se cumpra em nós a letra da canção: “Somos Teus, Senhor… Quer vivamos ou morramos, somos Teus!”. Vigiemos e oremos!

Bom dia, bereanos atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100

Nota do editor: hoje é o aniversário de nossa querida Rosana. Que Deus a abençoe com Sua graça, saúde e sabedoria. Parabéns!



ATOS 16 – Comentado por Rosana Barros
11 de agosto de 2021, 0:45
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“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (v.25).

As viagens missionárias de Paulo são carregadas de preciosas lições sobre o poder e a beleza do evangelho. Sendo um homem dirigido pelo Espírito Santo, Paulo reconhecia um verdadeiro discípulo de Cristo se este era bem recomendado pelos irmãos. Timóteo era um jovem cristão, “filho de uma judia crente, mas de pai grego” (v.1). Sua notável reputação chamou a atenção do apóstolo, que logo o recrutou como mais um companheiro de missão. A circuncisão de Timóteo é uma prova de que é necessário que usemos de sabedoria e prudência no trabalho missionário. Paulo poderia ter usado o argumento da nova epístola aos gentios a fim de justificar a incircuncisão de Timóteo, mas percebeu que isso iria desperdiçar o valioso tempo da pregação com debates e discussões inúteis. “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (v.5).

A sede do antigo Saulo por prender e matar cristãos, foi transformada em maior sede em converter muitos a Cristo. O apóstolo dos gentios tinha pressa. Cada minuto do seu tempo era considerado precioso demais para ser desperdiçado com ócio, de forma que sua jornada evangelística era incansável. A aplicação das palavras de Ellen White ao descrever como devem ser regidas nossas orações, descrevem bem o sentimento do apóstolo: “Dá-me pessoas soterradas agora no entulho do erro, se não eu morro!” (Este Dia Com Deus, CPB, p.169). Contudo, mais do que o desejo de Paulo de anunciar o evangelho era o de Deus de salvar pessoas. O Senhor bem sabia onde haviam aqueles cujos corações clamavam por ajuda. E, “tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia” (v.6), bem como na Bitínia (v.7), Paulo teve “uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos” (v.9).

A reação de Paulo e seus companheiros foi imediata. Logo partiram “para aquele destino, concluindo que Deus” os “havia chamado para lhes anunciar o evangelho” (v.10). Muitas tribulações aguardavam aqueles fiéis servos do Deus Altíssimo. A conversão de pessoas, porém, era-lhes uma recompensa que superava e muito todo o sofrimento. E seu segredo estava em que, antes de serem homens de pregação, eles eram homens de oração. Semelhante a Jesus, para eles o sábado era um dia separado para mais estreita comunhão com Deus e com seus semelhantes. Na ausência de uma sinagoga, saíram “da cidade para junto do rio, onde” lhes “pareceu haver um lugar de oração” (v.13). Foi ali, em um lugar simples no campo, que Deus iniciou a Sua colheita na Macedônia. O Senhor “abriu o coração” de Lídia “para atender às coisas que Paulo dizia”, sendo batizada, “ela e toda a sua casa” (v.14-15).

Aquela obra de salvação estava avançando nos postos mais difíceis e, no entanto, dando os resultados mais favoráveis e eficientes. Nesse sentido, Satanás incitou “uma jovem possessa de espírito adivinhador” (v.16) a fim de causar um entrave àquela missão. Proclamando em alta voz palavras que em si não eram falsas, aquela mulher representa todos os que falam do que não entendem e não vivem. A verdade dita sem o poder do Espírito Santo, torna-se constrangedora e inconveniente. A pessoa que assim a replica, necessita ouvir, antes que seja tarde, as palavras de libertação: “Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela” (v.18). A exaltação do instrumento humano prejudica a causa de Deus mais do que a tortura física. O fato de Paulo ter ficado indignado com a exaltação e ter cantado louvores após uma severa sessão de açoites deveria ser o bastante para compreendermos isso.

Foi no momento que poderiam ter julgado mais escuro em suas vidas, que Paulo e Silas “oravam e cantavam louvores a Deus” (v.25). Certamente os vergões dos açoites inflamados pela condição insalubre da prisão e seus pés presos em cadeias latejavam pela dor. Mas os pensamentos do que Cristo suportou, Seus sofrimentos sobremaneira maiores, os constrangia a ignorar a dor física e engrandecer Aquele a quem tanto amavam. Não foi o terremoto e o abrir das cadeias que os motivou a orar e louvar. Mas foi a oração e o louvor, apesar da tribulação, que fez tremer aquele lugar. E não somente aquele lugar, mas também o coração do carcereiro, que, “trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas” (v.29) com a pergunta que ecoa hoje de muitos corações: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (v.30).

Aquele homem estava prestes a cometer uma loucura tirando a própria vida. Estamos vivendo na época em que a prática do suicídio cresce assustadoramente. Como Paulo, precisamos ser a atalaia de Deus na Terra bradando “em alta voz” aos que estão em desespero: “Não te faças nenhum mal” (v.28)! Em nome de Jesus, não te faças nenhum mal, porque a sua pergunta tem uma resposta favorável e cheia do amor eterno: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31). Após ouvir a Palavra de Deus da boca de Paulo e Silas, aquele carcereiro, antes algoz, agora lavava as feridas dos servos de Cristo e lhes dava alimento, “levando-os para a sua própria casa” (v.34). Que mudança! Oh, Senhor, como é lindo e puro o Teu evangelho! Mostre-me um livro de autoajuda que promova essa transformação e esse amor genuíno! Sabe porque você não pode me mostrar? Porque não existe! Somente a Palavra de Deus tem esse poder! Poder que é claramente notado na vida do que crê.

Crer, amados, é viver com lentes de realidade virtual sempre apontadas para o Céu. Crer é olhar tanto para cima, que ao olhar para os lados identificamos em cada pessoa a face de Jesus Cristo a nos dizer: “Eu morri por ela também”. Crer em Jesus é, como Paulo e seus companheiros, enxergar cada momento como oportunidades de promover a verdadeira alegria. É ter uma vida de oração e sempre um cântico no coração. É como Lídia e sua família, praticar a hospitalidade com singeleza de coração. É como o carcereiro e sua casa, manifestar “grande alegria, por terem crido em Deus” (v.34). É lavar as feridas uns dos outros, é pôr a mesa a quem necessita, é ser um instrumento de conforto para o cansado (v.40). Por isso, crê no Senhor Jesus e o evangelho eterno entrará não somente em sua vida, mas em sua casa, promovendo salvação, cura, esperança e “grande alegria” (v.34). Os sinais na natureza e no mundo social se avolumam para nos despertar para o fato de que logo, à meia-noite, na hora mais escura da Terra, o nosso Salvador voltará. Que, mesmo na mais severa provação que este mundo já viu, que Ele nos encontre orando e cantando “louvores a Deus” (v.25). Vigiemos e oremos!

Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!

* Oremos pelo derramamento da chuva serôdia. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 15 – Comentado por Rosana Barros
10 de agosto de 2021, 0:45
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“Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus” (v.19).

Quando Deus estabeleceu uma aliança com Abraão, instituiu um sinal físico que deveria ser seguido de geração em geração: “… todo macho entre vós será circuncidado” (Gn.17:10). Foi uma forma de Deus assinalar o Seu povo com uma marca distintiva. Esta questão foi tratada de forma acalorada na igreja primitiva, dada a multiplicação de novos conversos gentios, isto é, incircuncisos. Tal controvérsia precisava ser logo resolvida a fim de que não se tornasse motivo de divisão entre judeus e gentios.

Enviados a Jerusalém, Paulo e Barnabé relataram acerca da “conversão dos gentios”, causando “grande alegria a todos os irmãos” (v.3). Sendo bem recebidos por todos, uma reunião foi realizada junto com “os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão” (v.6). Percebam que surgida a controvérsia, trataram logo de resolvê-la, a fim de chegar em comum acordo. Afinal de contas, era natural aos judeus conversos sustentar algumas de suas tradições dada a importância da aliança e do que ela significava para o seu povo. Jesus mesmo foi circuncidado no oitavo dia após o Seu nascimento (Lc.2:21). O que eles precisavam compreender, no entanto, é que após a morte e ressurreição de Cristo, uma nova aliança foi estabelecida: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb.8:6). Uma aliança renovada que inclui todos os povos, tribos, línguas e nações no “Israel de Deus” (Gl.6:16).

O apóstolo Pedro declarou: “E [Deus] não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração” (v.9). “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (v.11). Qual foi o resultado de tais palavras? O silêncio de toda a multidão, que parou para ouvir a Paulo e Barnabé sobre os muitos sinais e prodígios que “Deus fizera por meio deles entre os gentios” (v.12). A exposição seguinte de Tiago, utilizando uma aplicação profética do livro de Amós, foi decisiva para que chegassem à seguinte conclusão, parafraseando numa linguagem contemporânea: Não é conveniente impor aos gentios que “se convertem a Deus” (v.19) uma carga que nem os mais antigos conseguem carregar (v.10), mas orientá-los a fim de “que se abstenham” da idolatria, da imoralidade sexual e de alimentos imundos (v.20). No mais, o que eles tiverem de aprender, é ensinado na igreja “todos os sábados” (v.21).

Esta coerente e sábia decisão, orientada pelo Espírito Santo, foi escrita e enviada às igrejas através de Paulo e Barnabé, além de “Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos” (v.22). Ou seja, a cúpula da igreja enviou homens cuja credibilidade era notável e cujo testemunho confirmava cada palavra daquela epístola. Não que fossem homens sem defeitos, mas que por palavra e por ação, revelavam a obra transformadora do Espírito Santo. Sempre zeloso em obras, Paulo não tolerou a ideia de ter em sua companhia alguém que já o havia deixado na mão. A insistência de Barnabé em dar uma segunda chance a João Marcos não agradou a Paulo, de tal modo “que vieram a separar-se” (v.39). Tal fato, porém, não atrapalhou a obra, mas a expandiu, formando mais uma dupla missionária.

Precisamos, hoje, ter a mesma coerência com a qual agiram os líderes da igreja primitiva. Assuntos conflitantes não devem ser estendidos em contendas e debates que ao invés de somar para Deus, causam divisões desnecessárias. Jesus mesmo afirmou: “quem Comigo não ajunta espalha” (Lc.11:23). Notem que Paulo e Barnabé logo encontraram uma solução para que a obra de Deus continuasse avançando, e não ficaram trocando farpas entre si.

Portanto, “evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt.3:9). Avança no sentido de apresentar a Jesus através de uma vida notoriamente guiada pelo Espírito Santo. “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg.3:13), “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora” (Ef.3:10). Que as nossas palavras e ações sejam bênçãos aos nossos semelhantes, de forma que se alegrem “pelo conforto recebido” (v.31). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres notáveis!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 14 – Comentado por Rosana Barros
9 de agosto de 2021, 0:45
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“… e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles” (v.15).

Sob a guia do Espírito Santo, a dupla missionária continuava a sua jornada evangelística. Paulo e Barnabé aceitavam com submissão a rota de Deus e, em Icônio, “entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos” (v.1). Paulo mesmo escreveria mais tarde aos efésios que a nossa luta não é contra pessoas, e sim contra Satanás e seus anjos (Ef.6:12). Quando pessoas se levantam contra os servos de Deus, estão sendo apenas instrumentos do adversário. Assim como um coração contrito e quebrantado torna-se sensível à atuação do Espírito Santo, um coração endurecido e orgulhoso torna-se alvo fácil do maligno.

Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os irmãos” (v.2). Ou seja, eles causaram uma grande divisão. Não mediram esforços para colocar uns contra os outros. Enquanto Paulo e Barnabé falavam “ousadamente no Senhor, O qual confirmava a palavra da Sua graça” (v.3), aqueles agentes do inimigo provocavam dissensões entre os ouvintes. E vocês têm ideia, amados, do quanto esse tipo de atitude é ofensiva a Deus? Vejamos o que escreveu o sábio Salomão: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos” (Pv.6:16-19).

A contenda é tão terrível aos olhos de Deus que Ele não apenas odeia, mas considera uma abominação. Sabem porquê? Porque esse foi o veículo usado por Lúcifer para fazer cair do Céu com ele terça parte da corte angelical. Porque esse pecado lembra o primeiro dia em que o Céu ficou de luto. Porque o amor de Deus foi questionado por um rebelde que com sagacidade e sutileza tentava desviar os olhos de seus companheiros da glória de Deus para as trevas do pecado. Por isso que o inimigo não está preocupado se estamos dentro da igreja, mas em que estejamos ocupados em conflitos internos enquanto ele destrói vidas dentro e fora dela.

A Bíblia diz que aquela dupla missionária não abandonou o posto de seu dever e nem se deixou desanimar. Com ousadia, permaneciam ali cumprindo a missão que o Senhor lhes confiou, até que o Espírito os enviasse a outro lugar. Ameaçados de morte, eles fugiram para outras cidades “onde anunciaram o evangelho” (v.7). Este era o grande objetivo na vida daqueles servos do Altíssimo: anunciar o evangelho. E deve ser o nosso maior objetivo também. Precisamos ser luz na vida das pessoas, e não trevas. Muitos há que pensam estar servindo a Deus com uma vida de mediocridade espiritual disfarçada de jubileu eclesiástico. Anos de igreja, amados, não é sinônimo de santidade, mas agravante de responsabilidade. E eu falo isso por experiência própria. Perdi vários anos da preciosa vida que o meu Salvador me concedeu com minha religião hipócrita e egoísta. Eu afirmava servir a Jesus, mas nem ao menos O conhecia.

Quando lembro de como o Espírito Santo me buscou, e de como me despertou de minha paralisia espiritual, me identifico com o “homem aleijado” (v.8) em Listra e as palavras de Paulo me são familiares: “Apruma-te direito sobre os pés!” (v.10). E cada vez que me deparo com situações adversas, encontro em Cristo Jesus o alívio e o conforto suficientes para prosseguir. Infelizmente, as pessoas de Listra não entenderam isso, desviando a glória de Deus para aqueles que eram apenas Seus instrumentos e dando ouvidos aos incrédulos.

Ouvi certa vez um pregador dizer mais ou menos o seguinte: “Pessoas decepcionam pessoas, mas Deus nunca nos decepciona”. Mesmo que estejamos buscando conhecer melhor a vontade de Deus em nossa vida a fim de colocá-la em prática, ainda assim falhamos. É do próprio Paulo a famosa declaração: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm.7:19). E quanto mais avanço na jornada cristã mais percebo o quanto eu preciso desesperadamente da graça de Jesus e de Sua justiça. Enquanto isso, Deus me chama e chama a você também, para que procuremos nos fortalecer uns aos outros, e não torcer para que o outro caia. Tendo em mente que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (v.22).

Se Paulo e Barnabé “voltaram” (v.21) aos lugares onde haviam sido ameaçados de morte; se mesmo gravemente ferido pelo povo, Paulo “levantou-se e entrou na cidade” (v.20). Porque permitimos que um simples desentendimento ou a apatia de alguns nos afaste da casa de Deus? Eu sei que não é fácil lidar com a indiferença ou com a maledicência, mas quando depositamos a nossa vida nas mãos do Senhor todos os dias e nEle confiamos, Ele nos dota de força e fé que nada nem ninguém pode destruir. Escolha ser uma bênção na vida de seus semelhantes. Fuja de conflitos. No que “depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). E poderás voltar a qualquer lugar de cabeça erguida, na certeza de que o Espírito Santo é Quem te guia. Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 13 – Comentado por Rosana Barros
8 de agosto de 2021, 0:45
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“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-Me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (v.2).

O capítulo de hoje inicia relatando que havia “na igreja de Antioquia profetas e mestres” (v.1). Eram homens de Deus separados por Ele para uma obra especial. No entanto, não era uma obra apenas local, ela precisava avançar. E sob a direção do Espírito Santo, dois homens foram escolhidos para fazer a primeira viagem missionária: Barnabé e Saulo. Por duas vezes Lucas escreveu que aqueles homens estavam jejuando (v.2 e 3). Na primeira vez ele disse que eles serviam e jejuavam, e na segunda, que jejuavam e oravam. A prática do jejum deve fazer parte da comunhão do cristão, principalmente dos líderes da igreja de Deus. É fácil? Não mesmo, meus irmãos! Porque o jejum mexe com o nosso apetite. E quando relembramos que foi através do apetite que o pecado entrou no mundo, percebemos que não se trata de algo fácil e tampouco algo inofensivo.

Em 2016, um japonês, chamado Yoshinori Ohsumi, ganhou o prêmio Nobel de medicina. O pesquisador revelou ao mundo os benefícios do jejum, de como é benéfico à saúde o jejum praticado sistematicamente e como pode prevenir diversas doenças, como Alzheimer e Parkinson; além de promover excelentes benefícios ao funcionamento do cérebro, e de ser tão importante para o nosso corpo quanto o é o exercício físico. E tendo conhecimento de que é através da nossa mente que o Espírito Santo fala conosco e nos revela a Sua vontade, vejamos o que Ellen White escreveu há mais de cem anos:

“Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (The Review and Herald, 11 de Fevereiro de 1904).

Meus irmãos, a rica mensagem de saúde que temos em mãos tem sido tão ignorada que Deus tem feito as ‘pedras’ clamarem. Vivemos em um mundo extremamente afetado por doenças que nossos avós e até nossos pais nunca tinham ouvido falar. Barnabé, Saulo e os demais companheiros compreenderam que o jejum não apenas os fortalecia fisicamente e intelectualmente, mas, sobretudo, espiritualmente. “Enviados, pois, pelo Espírito Santo” (v.4), eles viajaram até chegar em Salamina e de Salamina a Pafos, também na companhia de João Marcos, onde iniciaram a sua missão já se deparando com forte oposição.

Naquele lugar, “o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente”, mostrou interesse em “ouvir a palavra de Deus” (v.7). Contudo, seu mágico pessoal, uma espécie de feiticeiro particular, se opôs ao interesse do procônsul, procurando afastá-lo da fé. Então, Saulo, pela primeira vez chamado de Paulo, “cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos” (v.9), disse o que nenhum cristão teria coragem de dizer não fosse pelo poder do Espírito. Palavras fortes, de dura exortação e de juízo que, prontamente, se cumpriram. E se o procônsul ainda tinha alguma dúvida quanto à doutrina que pregavam os apóstolos, a cegueira de Elimas o fez crer e ficar “maravilhado com a doutrina do Senhor” (v.12).

Recebendo a liberdade de falar em Antioquia, Paulo dirigiu àquela atenta congregação uma palavra de exortação. E a primeira coisa que pediu foi silêncio. Logo após, disse: “ouvi” (v.16). Porque para que possamos ouvir, amados, primeiro precisamos nos calar. E isto requer constante disciplina e esforço. Quando jejuamos, enviamos uma mensagem ao nosso cérebro de que ele vai precisar trabalhar de forma diferente e sob a expectativa de algo novo, ele se aquieta. O jejum é como colocar uma mordaça na ‘boca’ da mente e ativar a melhor captação de som de seus ‘ouvidos’. O jejum, portanto, também é um dos meios de Deus de nos ajudar a ouvi-Lo melhor.

Deus nos chamou para uma missão tão especial quanto a de Barnabé e Paulo, e a de Israel no deserto. Ele chama homens e mulheres segundo o Seu coração, que têm prazer em fazer a Sua vontade. Que não temem chamar o pecado pelo nome ainda que ameaçados e perseguidos. Que exaltam a Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm.2:5). Que por entenderem ser “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), fazem o possível para preservar a saúde do corpo e da mente. Há uma frase de Charlene Kaemmerling que diz: ”Os cristãos estão perdendo seu poder e influência […] porque estão perdendo sua característica de ‘separados’”.

Você e eu fomos separados por Deus para uma obra grandiosa, que pode ser a última grande obra, e a porção dobrada do azeite só será concedida mediante incessante busca e humilde entrega. O jejum e a oração podem não ser pontos de salvação, mas bem que funcionam como luzes que nos indicam o caminho para Casa. Lembremos de Daniel e seus amigos na corte babilônica. Jejuemos e oremos conforme a orientação de Jesus e Sua Palavra (Mt.6:5-8, 16-18; Is.58), e ainda que perseguidos e mal compreendidos, seguiremos em frente transbordantes “de alegria e do Espírito Santo” (v.52). Vigiemos, jejuemos e oremos!

Feliz semana, chamados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Atos13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100