Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 14 – Comentado por Rosana Barros
6 de setembro de 2021, 0:45
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“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (v.12).

Em todas as suas cartas, Paulo aponta para Cristo como o nosso único exemplo de vida, e Sua justiça como a única vestimenta capaz de cobrir a nossa nudez. Ao se referir ao “débil na fé” (v.1), não desmereceu um grupo em detrimento de outro, mas engrandeceu a graça de Deus, que é sobre todos os que O invocam. Precisamos compreender o texto à luz de seu contexto. Mediante o avanço da mensagem apostólica, alguns problemas foram surgindo entre os cristãos do primeiro século. Dentre eles, estava a abstinência de carnes sacrificadas aos ídolos (como estudamos no cap. 15 do livro de Atos) e a dúvida dos conversos judeus entre continuar observando os dias religiosos judaicos, ou não.

Muitas doutrinas e opiniões antibíblicas surgiram deste capítulo, como a abolição do sábado, o desprezo ao vegetarianismo e o fim da distinção entre carnes limpas e carnes imundas. Contudo, nada disso tem harmonia alguma com as demais Escrituras e não passa de uma deturpação das palavras de Paulo. O que o apóstolo quis destacar não foi “comida nem bebida” (v.17), mas a tolerância que precisamos ter uns com os outros, principalmente com os novos na fé. Na dúvida sobre a procedência dos alimentos cárneos, muitos decidiam fazer uso apenas de alimentos vegetais. E muita atenção para um detalhe que faz toda a diferença: Paulo usou a palavra comida, que de maneira alguma poderia abranger carnes imundas, posto que nem alimento são. Outros recém-conversos ainda, compreendendo que os “dias” ou feriados religiosos apontavam para Cristo como o Cordeiro de Deus, não viam mais sentido em observar tais festas se o perfeito sacrifício já havia sido consumado. E isso não tinha ligação alguma com o sábado, haja vista ser este um mandamento instituído por Deus desde o Éden (Gn.2:1-3) até a eternidade, já que “[…] em todos os sábados, pessoas de todas as nações virão Me adorar no Templo [diz o Senhor]” (Is.66:23, NTLH).

O grande problema estava na divergência de opiniões que enfraquecia a fé de muitos. O comer carne ou não, e o observar os feriados judaicos ou não, havia deixado de ser uma questão de fé para tornar-se uma pedra de tropeço. Paulo nos aconselha a termos coerência e amor uns para com os outros. Que levemos em consideração as nossas atitudes, principalmente diante daqueles que têm mais facilidade em escandalizar-se. Muitos têm abraçado a verdade com tanta sede que logo abrem mão de muitos hábitos que não julgam mais coerentes com a vida cristã. Mas essas mudanças não podem jamais ser instrumentos para desmerecer aqueles que ainda praticam estes hábitos. Lançar um olhar de “fita métrica” na roupa do outro ou falar piadinhas sobre o que o irmão coloca no prato ou não, nunca terá o poderoso efeito do exemplo. Paulo não apenas ensinava o caminho correto, mas andava nele.

O objetivo da abstenção de hábitos antigos é de adoração e não de exposição. É a busca por uma vida de pureza diante de Deus, conforme o conselho do próprio Paulo aos filipenses (Fp.4:8). Admoestar ou corrigir deve sempre ter a finalidade de salvar e não de afastar. Precisamos ter muito cuidado, pois não estamos alheios à síndrome da superioridade. Todas as vezes que julgamos ser melhores do que os demais, pressionando-os através de olhares invasivos, fofocas ou palavras desagradáveis, nos colocamos a serviço do acusador. “Não nos julguemos mais uns aos outros” (v.13), mas sejamos instrumentos do Espírito Santo na obra de salvação e “edificação de uns para com os outros” (v.19).

Não torne o vosso bem motivo de vitupério (v.16). A exaltação própria é pecado. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (v.17). Permita que o Espírito Santo continue moldando a sua vida e “a fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus” (v.22). “Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens” (v.18). Seja este o nosso lema e princípio de vida: “Quer, pois, vivamos, ou morramos, somos do Senhor” (v.8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos de Deus e amigos de todos!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 13 – Comentado por Rosana Barros
5 de setembro de 2021, 0:45
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“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).

A exortação de Paulo quanto às autoridades foi um adendo extremamente necessário. Diante do cenário político em que se encontravam, os judeus possuíam um profundo sentimento de revolta contra o governo romano. Havia uma tensão acerca do regime de leis e impostos instituídos pelo Império. Contudo, ao afirmar “que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus” (v.2), o apóstolo refreou prováveis rebeliões e conteve os ânimos exaltados. Um bom servo de Deus tem por obrigação ser igualmente um bom cidadão, mostrando respeito pelos governantes e pagando “o que lhes é devido” (v.7). O limite de nossa obediência às autoridades terrenas está no que disseram os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).

Por sua vez, o cumprimento da lei de Deus deve reger a vida do cristão. O amor, mais uma vez, além de ser apresentado como fundamento da lei, também é o seu cumprimento. Se o fim da lei é Cristo e Ele é a Fonte de todo amor, a conclusão de Paulo faz todo o sentido. Quando interrogado sobre qual seria o maior dos mandamentos, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39). Jesus também apenas repetiu as Suas palavras ditas no Antigo Testamento (Dt.6:5 e Lv.19:18). Ou seja, o que Paulo falou não era algo novo, mas a confirmação do que já estava escrito, de que “o cumprimento da lei é o amor” (v.10). E o fato de Paulo citar alguns dos dez mandamentos nos dá um recado bem claro, você não acha?

Na sequência de seu pensamento, ele afirmou que os primeiros cristãos eram conhecedores de algo em comum: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo” (v.11). Este tempo de que Paulo se refere vem do grego Kairos, que significa “tempo certo”. Acreditando que Jesus poderia voltar em sua época, o apóstolo exortou o povo de Deus a estar preparado, dando-lhes algumas orientações quanto à devida conduta dos que aguardam a bendita esperança: “Andemos dignamente, como em pleno dia” (v.13). E listando uma série de pecados, ele apela com a palavra inicial da maioria dos mandamentos de Deus: NÃO. Em resumo, o que Paulo quis dizer neste capítulo é que todos os que hão de herdar a salvação, NÃO devem faltar com respeito às autoridades e nem deixar de pagar “a todos o que lhes é devido” (v.7); NÃO devem praticar “o mal contra o próximo” (v.10); NÃO devem ter comunhão alguma com “as obras das trevas” (v.12); NÃO devem andar “em orgias e bebedices”, nem “em impudicícias e dissoluções”, nem “em contendas e ciúmes” (v.13); NÃO devem dispor em nada “para a carne no tocante às suas concupiscências” (v.14).

Mas dentre tantos NÃOS, surge uma ordem positiva: “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (v.14). Revestir significa “vestir novamente, cobrir, tapar, envolver, recobrir”. Dá a ideia de que um dia já esteve vestido, mas que agora nu, precisa ser revestido. Fazemos parte da última igreja profética, e já está mais do que na hora, meus irmãos, de despertarmos do sono; “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).

Tirai os olhos deste mundo vil e de sua podridão! Olhai para cima e contemplai o Alto e Sublime! Clamai para que sejais revestido das vestiduras brancas de Cristo! Porque o amor prático é o resultado da manifestação das vestes da perfeita justiça de Cristo Jesus em nós. Assim como a nossa obediência às autoridades terrenas devem ser “por dever de consciência” e não “por causa do temor da punição” (v.5), semelhantemente, a nossa obediência à lei de Deus não deve ser por medo do juízo final, mas por amor Àquele que já nos salvou. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, revestidos das vestes da justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos13 #RPSP

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ROMANOS 12 – Comentado por Rosana Barros
4 de setembro de 2021, 0:45
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“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2).

Diante de um contexto onde a grande massa religiosa vivia da prática de estereótipos, Paulo roga para que todos experimentem uma mudança de hábitos que constitua em um culto racional que equivale à entrega do “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1). Fazendo a junção entre corpo e mente, o apóstolo mostrou que ambos estão inevitavelmente ligados e que não há como separá-los. Um depende do uso do outro e tem total participação no quesito adoração. Pois o homem é um ser holístico, integral.

A conformidade ou aceitação de costumes que permeiam cada geração recebeu uma espécie de sublime contraste: “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2). Paulo nos exorta à constante vigilância da mente através de nossa vida prática. Afinal de contas, não conformar-se com este século envolve a renúncia de práticas e costumes que não condizem com a vida que o Senhor planejou para Seus filhos. Através das entradas da alma, Satanás tem lançado inúmeras distrações e tentações que amortecem os nossos sentidos para as coisas espirituais e nos aprisionam às concupiscências da carne.

Corremos o perigo de até mesmo considerarmos nossos próprios atos religiosos como grande coisa, roubando a glória que só pertence a Deus. “Não pense de si mesmo além do que convém” (v.3) é um conselho que funciona como um antídoto contra o orgulho e a soberba. Paulo colocou a variedade de dons num mesmo patamar. A expressão dons espirituais já diz tudo. São “diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (v.6), ou seja, não vêm de nós, mas de Deus. A prática destes dons, portanto, deve ser equivalente a uma adoração de corpo e mente, todo o ser aos cuidados do Espírito Santo a fim de que a vontade de Deus prevaleça em nossa vida. Cada adorador deve estar em plena harmonia com o outro, como “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (v.5).

Nesse ínterim, portanto, algumas virtudes são extremamente relevantes e indispensáveis na prática da vida cristã. E, como sempre, o amor aparece como a primeira da lista. Mais do que uma virtude, o amor deve ser um princípio fundamental posto em prática através do altruísmo e das demais virtudes. Ele é a essência e define a verdadeira religião, a religião de Cristo. É através do amor prático que o caráter de Cristo é impresso em nossa vida. Consequentemente, o mal passa a ser detestável; fazer o bem, nosso ardente desejo; a cordialidade, uma consequência inevitável; servir ao Senhor, um prazer que nos satisfaz; na tribulação, nos tornamos pacientes; “na oração, perseverantes” (v.12); as necessidades do próximo se tornam mais importantes do que as nossas; a hospitalidade, nossa alegria; e a perseguição, uma oportunidade de abençoar quem não merece.

Não há lugar para o orgulho no coração daqueles que amam a Deus e desejam fazer a Sua vontade. Fazer separação entre corpo e mente como se um não tivesse relação com o outro no culto que prestamos ao Senhor é como querer que uma lâmpada acenda sem estar ligada à energia, ou que a energia mostre seus resultados sem que haja um receptor. Amados, nossa mente é o centro de controle do nosso corpo e nosso corpo é o resultado do que está cheia a nossa mente. E uma mente que é governada pelo Espírito Santo redunda em um corpo que manifesta as atitudes do caráter de Cristo.

Já senti na pele, e creio que você também, a sensação de impotência diante de uma injustiça ou o desejo de devolver na mesma moeda. Mas também já experimentei o incomparável prazer de vencer “o mal com o bem” (v.21). E pela experiência de quem já esteve em ambos os lados, posso garantir que não há nada melhor do que fazer o possível para ter “paz com todos os homens” (v.18). Retribuir o mal com o bem é a nossa grande oportunidade de sentir na pele um pouco que seja do que sentiu o nosso Salvador. É o privilégio de viver o amor em sua forma mais sublime. Portanto, não é algo de que devemos nos orgulhar, mas confessar o quão dependentes somos da Fonte de todo amor.

Seja a nossa adoração a Deus o resultado da plena união entre mente e corpo dirigidos pelo Espírito Santo, e seremos aceitos no trono da graça como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, um só corpo em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos12 #RPSP



ROMANOS 11 – Comentado por Rosana Barros
3 de setembro de 2021, 0:45
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“Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (v.5).

Através do relato bíblico percebemos que, em todo o tempo, Deus sempre teve um povo para chamar de Seu. Ainda que fosse composto de apenas oito pessoas como o foi no dilúvio, ou de quatro fiéis hebreus em Babilônia, Seus representantes assinalam na história a prova de que não é a quantidade que define a vitória, mas o Deus que honra os que O honram. Diante desta verdade inquestionável, Paulo se dirigiu aos judeus afirmando que “Deus não rejeitou o Seu povo” (v.2). E referindo-se a um profeta em especial, lhes trouxe à memória uma situação vivida por ele.

De todos os profetas do Senhor, tenho um apreço especial por dois deles: Daniel e Elias. Daniel, por sua firme convicção e admirável fidelidade. Elias, por sua fé e coragem, e também por sua fraqueza. Opa! Sua fraqueza? Isso mesmo! Ao contrário do que você pode ter pensado, eu não me equivoquei. A vida de Elias, além de revelar o poder de Deus, também revela a fragilidade humana. E em dias em que nunca houve tantos transtornos emocionais, a experiência de Elias, enquanto atribulado no deserto e em uma caverna, nos mostra o quanto o nosso Deus deseja nos livrar destes males que têm atingido a maioria. Pois “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17).

Mesmo após toda a manifestação do poder de Deus no monte Carmelo, o profeta teve medo das ameaças da ímpia Jezabel e sentiu-se só em sua peregrinação. Foi quando o Senhor foi ao seu encontro com a confortante mensagem: “Reservei para Mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal” (v.4). Deus estendeu diante de Elias uma lista de sete mil pessoas com as quais valia à pena relacionar-se. Pessoas que tinham algo em comum: eram verdadeiros adoradores. Através desta experiência de Elias, Deus deixou em Sua Palavra o tratamento para a cura emocional e as características singulares que acompanham o Seu remanescente: o toque de quem realmente se importa, a alimentação adequada, a água, o repouso, o exercício físico, o jejum, o diálogo (psicoterapia), a confiança em Deus e os relacionamentos saudáveis (Leia 1Rs.19).

Israel foi eleita como uma nação separada para propósitos sagrados e como tal deveria ser uma escola-modelo para as demais nações, que unânimes diriam: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Mas a nação eleita falhou em cumprir o seu papel, de forma que a dureza de coração os consumiu e de geração em geração, a corrupção tomou o lugar da adoração. A incoerência dos israelitas mostrava a sua desarmonia com a mensagem que professavam crer, de forma que suas vidas se tornaram o pior sermão que se pode pregar. Mas a igreja primitiva tornou-se uma prova de que tanto os ramos antigos quanto os que foram enxertados, se, mediante a fé, permanecerem firmes na raiz, Deus é poderoso para sustentá-los.

O fato é que, “também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (v.5). Um povo que possui características que incorporam uma mensagem contemporânea de princípios que sempre existiram, mas que não deve, de maneira alguma, se ensoberbecer de sua posição (v.20), e sim usá-la com temor e tremor para a glória de Deus e benefício de seus semelhantes. E mesmo para aqueles que, por algum motivo, se desviaram deste caminho, “Deus é poderoso para os enxertar de novo” (v.23). A maravilhosa verdade de que o Senhor usa “de misericórdia para com todos” (v.32) deve mover o Seu remanescente a espalhar as boas-novas de salvação como folhas de Outono. Nossa missão não é a de aparentar superioridade, e sim a de revelar ao mundo a glória de um Deus que Se importa com o nosso bem-estar e felicidade, aqui e no porvir.

Portanto, ainda que você sinta as suas forças se esvaindo. Ainda que, à semelhança de Elias, não veja mais razão de viver. Mesmo que tudo ao seu redor seja vento, terremoto e fogo, acredite que virá “um cicio tranquilo e suave” (1Rs.19:12) e dali a voz dAquele que te diz: “Você não está sozinho (a)!” Persevere em permanecer firme à Raiz de Davi, à Videira verdadeira (Jo.15:1)! “Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (v.36). Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente segundo a eleição da graça!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos11 #RPSP

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ROMANOS 10 – Comentado por Rosana Barros
2 de setembro de 2021, 0:45
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“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (v.17).

Não havia prazer algum da parte de Paulo em repreender seus irmãos judeus. Seu intuito era simplesmente desvendar-lhes os olhos para verdades encobertas pelas tradições humanas. A sua oração era para que aqueles que agiam como ele mesmo já havia agido, também encontrassem a salvação em Cristo Jesus. Sua própria experiência fazia com que o apóstolo olhasse para os zelosos judeus com olhos de compaixão, pois se identificava com eles. Enquanto observava todos os rituais, pompas e serviços religiosos sendo realizados, via no rosto dos oficiantes a expressão de seu próprio rosto outrora rijo de um zelo consumidor. Isto lhe comovia o coração a não somente falar, mas também suplicar “a Deus a favor deles” (v.1).

Após seu encontro com Jesus, os olhos de Paulo se abriram para as boas-novas do evangelho, Sua graça e a certeza de que nem todo o zelo do mundo é capaz de salvar uma pessoa sequer se este não for resultado do amor devotado a Deus. Você pode doar tudo o que tem, pode dedicar sua vida à igreja, pode até dar a própria vida, mas se o que te motiva é o zelo, e não o amor, nada disso tem proveito algum (1Co.13:3). O zelo, certamente, tem o seu lugar na adoração a Deus e precisa ser praticado, mas na direção certa e como resultado da salvação e não como uma exposição de santidade. Paulo lhes mostrou “um caminho sobremodo excelente” (1Co.12:31), aquele cujo pavimento é o amor de Deus em sua mais sublime manifestação: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

A essência de todo o evangelho está contida nesta expressão, em que o Senhor amou ao mundo “de tal maneira”. Ele nos ama com um amor tão estranho à nossa natureza egoísta, que os salvos passarão a eternidade estudando sobre esse amor que não cabe no Universo. Paulo experimentava o amor de Deus todos os dias, por isso que cada dia de sua nova vida era dedicado a falar desse amor e vivê-lo. Porque o amor do Pai se manifesta na vida de Seus filhos para que seja transbordante na vida de outros. Se cada cristão dedicasse suas redes sociais apenas para compartilhar o amor de Cristo através da pregação de Sua Palavra, e se os relacionamentos fossem mais pessoais do que virtuais, rapidamente seria cumprida a profecia em nossos dias: “Por toda a terra se fez ouvir a Sua voz, e as Suas palavras, até aos confins do mundo” (v.18).

Paulo não condenou o zelo dos judeus, mas a sua motivação (v.2). Nem tampouco menosprezou a lei, mas apontou novamente a sua finalidade, o seu objetivo: Cristo (v.4). Ela aponta para o Único que pode nos salvar de nossos pecados, “o Senhor de todos, rico para com todos que O invocam” (v.12). Crer com o coração é o primeiro passo na Sua direção. A transformação é feita de dentro para fora, então, “com a boca se confessa a respeito da salvação” (v.10). O perfeito amor realiza a misteriosa obra de aperfeiçoamento na vida do pecador, de forma que um novo homem é apresentado à sociedade que logo identifica a mudança progressiva. Uma nova criatura renasce para calçar “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). E quão “formosos são os pés dos que anunciam coisas boas” (v.15)!

O mundo não está faminto de comida e nem com sede de água. Como está escrito: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Am.8:11). O grande problema da humanidade não é a injustiça social, mas a falta de entendimento da justiça celestial. “Desconhecendo a justiça de Deus” (v.3), multidões vão continuar buscando água em fontes que se esgotam e comendo de alimento perecível. “Como, porém, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (v.14).

Onde estão vocês, pés mui formosos de Deus? Deus não nos enviou para revelar ao mundo “um povo rebelde e contradizente” (v.21), mas coerente e cheio de amor. Que, revestidos da justiça de Cristo, nossa vida reflita o Seu caráter. Como Paulo, que nossa vida seja um testemunho vivo da justiça de Cristo dentro e fora da igreja. Clamemos pelo poder do Espírito Santo em nossa vida, capacitando-nos à missão que Jesus nos confiou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc.16:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, missionários de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos10 #RPSP

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ROMANOS 09 – Comentado por Rosana Barros
1 de setembro de 2021, 0:45
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“Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar quem o fez: Por que me fizestes assim?” (v.20).

Paulo desabafou a sua “grande tristeza e incessante dor no coração” (v.2), em palavras sinceras movidas pelo Espírito Santo. Como alguém que sentia profundo amor pelos irmãos, apelou aos judeus pela força de sua origem, que, como israelitas, possuíam as primícias da eleição de Deus. Discorrendo desde Abraão, evocou a aliança como uma dádiva dada a quem Deus “aprouver ter misericórdia” (v.15). O apóstolo usou diversos textos do Antigo Testamento, que corroboram com seu pensamento. A rejeição de Israel não interferiu em nada com a justiça de Deus e com Seus propósitos. Rejeitar a Deus acarreta consequências pessoais que definem o destino eterno de quem O rejeitou, mas, em hipótese alguma, podem frustrar os desígnios que Ele estabeleceu desde a eternidade.

Quando analisamos a história de Esaú e Jacó, percebemos uma nítida diferença entre os irmãos, não apenas no aspecto exterior, mas na vocação de cada um. Esaú era o braço direito de seu pai Isaque. Era forte e decidido, tinha porte de líder e grande influência sobre seu povo. Jacó, no entanto, era o queridinho da mamãe Rebeca. Era pacato e apreciava os cuidados domésticos. Sendo mais introvertido, e um tanto inseguro, não era tão popular quanto seu irmão. Portanto, apesar da profecia referente à liderança de Jacó, aos olhos humanos, seria mais coerente confiá-la a Esaú. Mas o Deus que esquadrinha os corações nunca Se engana, e Jacó assumiu o lugar que Ele lhe designou como as primícias do Israel de Deus.

Esta comparação feita por Paulo nos revela questões imprescindíveis para compreendermos que as promessas do Senhor são infalíveis e, no seu devido tempo, acontecem, quer o homem queira, quer não. “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!” (v.14). E sim que Ele, sendo conhecedor do futuro, sabe exatamente a quem usar e como usar. Faraó foi o típico exemplo disso. Sua rebeldia não foi resultado do que Deus fez, mas as manifestações de Deus foram consequências de sua rebeldia. Em toda a história deste mundo, Deus tem suportado “com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da Sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão” (v.22-23). Porque a diferença entre o perverso e o justo só é notada quando colocados lado a lado.

À semelhança de Esaú e Jacó, só existem dois grupos aos olhos de Deus: os ímpios e os justos; os bodes e as ovelhas; o joio e o trigo; as virgens néscias e as virgens prudentes. O sábio Salomão dedicou praticamente metade do livro de Provérbios para estabelecer essa divisão. A verdade de que Deus chama a quem quer e salva a quem deseja não indica uma suposta predestinação, e sim a resposta do Senhor às escolhas do ser humano. Pois quando olhamos para Cristo e Sua vida dedicada a servir e amar uma humanidade que merecia a morte, compreendemos que um alto preço foi pago, e Deus não pode permitir que alguns o considerem de pouca importância. Para Israel, Jesus foi uma “pedra de tropeço” (v.32), mas todo “aquele que nela crê não será confundido” (v.33).

Portanto, ainda que o número daqueles que se dizem cristãos “seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (v.27). “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (v.28). Jacó possuía suas limitações e fraquezas. Usou de mentira para tentar conquistar o que Deus já havia prometido lhe dar. Mas foi neste vaso de desonra que o Senhor viu a possibilidade do reavivamento e reforma. Jacó foi quebrado e refeito em vaso de honra, porque se entregou nas mãos do Oleiro.

Este é o chamado de Deus para cada um de nós, hoje, como escreveu Ellen White: “a história de Jacó é uma segurança de que Deus não repelirá aqueles que foram atraídos ao pecado, mas que voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranquilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força. Deus assim ensinou a Seu servo que o poder e a graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. […] Em toda a nossa desajudada indignidade, devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto” (EGW, Patriarcas e Profetas, p.139). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vasos de misericórdia!

* Oremos pelo derramamento da chuva serôdia. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos9 #RPSP

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ROMANOS 08 – Comentado por Rosana Barros
31 de agosto de 2021, 0:45
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“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (v.26).

A palavra “conversão” significa transformação, mudança de caminho ou direção. E estar em Cristo requer uma conversão. Não se trata, porém, de uma mudança instantânea, mas progressiva e constante. A genuína conversão promove um grande impacto na vida do novo convertido, mas não significa dizer que todos os aspectos negativos foram vencidos, e sim que, em Cristo, um a um pode ser vencido pela atuação do Espírito Santo na vida. Inicia-se, então, uma batalha espiritual, a qual Paulo chamou de “bom combate” (2Tm.4:7). Bom porque “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (v.1). Jesus Se torna o Comandante que luta as batalhas do crente e o coloca na “trincheira” infalível do Espírito Santo.

A função da lei de Deus e o entendimento acerca da lei moral, sobre a qual o próprio Deus cunhou com especial consideração, nunca foram tão questionados. Paulo era um doutor da lei, então é fato de que suas epístolas não são tão fáceis de ser compreendidas, como bem nos alertou o Senhor através de Pedro (2Pe.3:15-16). Contudo, jamais Deus deixou e nem deixará um sincero estudante das Escrituras no escuro de opiniões humanas e destituídas da sabedoria do alto. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo. Mas nunca uma vida salva andará “segundo a carne, mas segundo o Espírito” (v.4). “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (v.2).

Percebam a diferença entre o pendor da carne e o pendor do Espírito. O pendor da carne: se ocupa com as “coisas da carne” (v.5), acaba em morte (v.6), “é inimizade contra Deus” (v.7), “não está sujeito à lei de Deus” (v.7), não pode “agradar a Deus” (v.8), “não tem o Espírito de Cristo” e “não é dEle” (v.9). Já o pendor do Espírito: se ocupa com as “coisas do Espírito” (v.5), cumpre “o preceito da lei” (v.4), redunda em “vida e paz” (v.6), torna o crente em habitação do Espírito Santo (v.9), “é vida, por causa da justiça” (v.10), vivificará o corpo mortal (v.11), nos torna “filhos de Deus” (v.14). O conflito entre as duas naturezas, carnal e espiritual, será justamente a razão da maior angústia que sobrevirá ao povo de Deus antes do advento. Cumprir-se-á a revelação profética: “Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).

Que privilégio o nosso de podermos nos dirigir a Deus como nosso Pai (v.15)! Um Pai que nos deixou escrito um Manual de sobrevivência para suportarmos “os sofrimentos do tempo presente” até que a Sua glória seja “revelada em nós” (v.18). Sabemos que “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (v.22), e que isso tem aumentado em proporções alarmantes, mas expectativa maior deve ser a nossa, “que temos as primícias do Espírito”, a ponto de gemermos “em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (v.23). A maravilhosa promessa que na casa do Pai “há muitas moradas” (Jo.14:2) deve encher o nosso coração de esperança de que muito em breve Deus cumprirá a Sua palavra e nos levará para casa. Mas assim como a missão de João Batista foi a de “habilitar para o Senhor um povo preparado” para a primeira vinda de Cristo (Lc.1:17), Cristo voltará segunda vez para buscar os vencedores (v.37), “os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (v.28). Fomos chamados para sermos “conformes à imagem de Seu Filho” (v.29), justificados para a salvação (v.30). Isso inclui uma vida de obediência, assim como Cristo “foi obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Deus não pede de nós nada que Cristo já não tenha realizado com perfeição. O povo de Deus encontra-se no mesmo Caminho (Jo.14:6), mas enquanto alguns avançam bem a frente, outros ainda se encontram no início do trajeto. Isso só nos diz que o nosso Pai tem filhinhos que estão enfrentando fases diferentes. Deixem-me ilustrar com uma citação que me ajudou muito a compreender isto:

Uma criança de um ano é perfeita para sua idade se pode dar uns poucos passos antes de cair. Quando tiver três anos, poderá correr sem cair, e, quando tiver 16 ou 17 anos, poderá ser um atleta. Em cada uma destas três etapas, ele é perfeito. O filho de Deus pode ser maduro em qualquer nível de sua experiência progressiva, e a cada passo do caminho ele pode não apenas estar certo de sua salvação mediante o manto de justiça imputada por Cristo, como também pode possuir a maturidade espiritual própria de sua idade, em virtude da obra do Espírito Santo e o processo de santificação e crescimento” (Fernando Chaij, A Vitória da Igreja na Crise Final, CPB, p.20).

Quando entregamos a nossa vida nas mãos de Deus e nEle confiamos, a necessidade de um vínculo diário e constante gera relacionamento, e o relacionamento, conhecimento, e o conhecimento, sabedoria, e a sabedoria, paz; paz em saber que há um Pai do Céu que Se preocupa conosco e que nos liga a Ele com as inquebráveis correntes de Seu amor, “que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.39). Enquanto o mundo reverbera o primeiro engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), que a nossa voz e a nossa vida sejam atalaias da verdade a repercutir as palavras de Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Pai do Céu!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 07 – Comentado por Rosana Barros
30 de agosto de 2021, 0:45
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“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (v.19).

Fazendo uma analogia com o casamento, Paulo procurou atrair a atenção dos romanos à aliança renovada através de Cristo. Ainda escravos das tradições e do regime da lei, os novos conversos precisavam compreender a verdadeira função da lei. Empenhados em segui-la com zelo, ergueram-na em um pedestal sobre o qual não convinha estar. A lei que deveria ser um instrumento de justiça, tornou-se-lhes uma pedra de tropeço pela sua observância com a intenção de obter a salvação. A obediência à lei de Deus tornou-se um fardo, não um prazer (Sl.1:2).

De fato, a lei aponta para a inevitável verdade de que somos pecadores e, por isso, condenados à morte; que ninguém, por mais que se esforce, pode alcançar mérito algum por intermédio da lei. Quando Jesus ampliou a extensão dos mandamentos no sermão do monte, atingiu em cheio o coração de Seus ouvintes no sentido de que a simples intenção de adulterar, por exemplo, já qualifica o pecador como adúltero e, portanto, “morto” pela quebra do sétimo mandamento do Decálogo. As nossas iniquidades, porém, não descaracterizam em nada o caráter da lei do Senhor, pois “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (v.12).

Por meio da lei, ou seja, “por meio de uma coisa boa”, conseguimos enxergar a verdadeira face do pecado, que é “sobremaneira maligno” (v.13). Através de um instrumento espiritual, a nossa carnalidade é evidenciada e percebemos o quanto o pecado nos escraviza (v.14). Inicia-se, então, um grande conflito entre o bem e o mal. Porque quanto mais nos aproximamos de Deus, quanto mais buscamos a Sua presença e o Seu conhecimento, mais evidente se torna a nossa débil condição. Por diversas vezes, Paulo expõe a sua luta interior pelas seguintes confissões: “o pecado que habita em mim” (v.17); “na minha carne, não habita bem nenhum” (v.18); “o mal que não quero, esse faço” (v.19); “o pecado que habita em mim” (v.20); “prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (v.23); “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (v.24).

Se naquela época houvesse a tecnologia que temos hoje, imagino o quanto seria compartilhada nas redes sociais a “publicação” de Paulo. Um homem que abriu mão de tudo para pregar o evangelho; que por tantas vezes correu risco de morte; um homem cujas mãos eram instrumentos de cura; que não dava um passo sequer sem a permissão do Espírito Santo. Agora, expondo a sua fragilidade, de um ser humano passível de erros como qualquer outro, que apesar de desejar com todas as forças fazer apenas a vontade de Deus, acaba fazendo o mal que sua consciência condena. Paulo simplesmente indicou, através de sua experiência, o endereço do pecado: “o mal reside em mim” (v.21).

Um dos maiores enganos de Satanás é o de nos fazer pensar que já fomos derrotados e que não temos mais jeito. Que acreditemos no ditado de que ‘pau que nasce torto, morre torto’, aprisionando-nos à “lei do pecado” (v.23). Cuidado com a aplicação dessa expressão, pois ela não tem nada a ver com a lei dos mandamentos. Paulo usa a expressão “lei” referindo-se, em diferentes casos, à lei dos mandamentos, à lei das ordenanças (ou lei cerimonial) e à lei do pecado. Mas o que seria um discurso desprovido de esperança e totalmente desanimador, termina com a bendita esperança: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (v.25).

O supremo amor de Deus pela raça caída rompe as barreiras do pecado que reside em nós, através da graça de Cristo, e nos transforma em “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Eis um mistério inexplicável. É por isso que “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4). Que, pela fé, nos apeguemos à maravilhosa promessa da salvação em Cristo Jesus e que a nossa obediência seja tão-somente o resultado de nossa entrega. Então, como Paulo, logo nosso discurso mudará de “o pecado que habita em mim” (v.20) para “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos pela fé em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 06 – Comentado por Rosana Barros
29 de agosto de 2021, 0:45
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“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (v.22).

— Não importa o que eu faço, sou salvo pela graça.
— Deus só quer o meu coração.
— Jesus já cumpriu a lei por mim.

Estas são frases que ouvimos constantemente no meio cristão, não é mesmo? São respostas prontas para mascarar uma consciência que, no fundo, sabe estar errada. A graça tem sido confundida com permissividade, causando uma divisão entre os crentes: de um lado o mundanismo, do outro o fanatismo. A graça, no entanto, não é manifestada em nenhum destes extremos, e nenhum deles pode torná-la mais, ou menos, abundante. O dom gracioso de Deus é manifestado na pessoa de Jesus Cristo, através de Sua perfeita obra de resgate do pecador. Dom que é para a salvação, e não para desculpar a permanência no pecado.

Aqui, Paulo comparou o batismo como um símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Quando descemos às águas, somos “sepultados com Ele na morte pelo batismo” (v.4), para que, ao sairmos das águas do batismo, “como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (v.4). Isto é, a aceitação da salvação pela graça de Jesus, a decisão de segui-Lo e o santo batismo, devem preceder uma vida renovada. Deve haver uma mudança, a transformação do velho homem em uma nova criatura, para que não mais “sirvamos o pecado como escravos” (v.6).

Ora, morrer para o eu não é um processo fácil. Requer diligente perseverança e constante vigilância. Ou seja, dá trabalho. Não foi sem razão que Cristo afirmou: “porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt.7:14). Notem que Jesus deixou bem claro o grau de dificuldade do caminho que conduz à vida eterna e que a sua entrada é estreita, de difícil acesso. Contudo, Ele não quis dizer com isso que Deus dificulta o encontro entre Ele e o pecador, mas que as nossas escolhas tendencialmente pendem para o lado mais fácil.

Se lermos o verso anterior do texto de Mateus, perceberemos uma diferença que faz todo o sentido. Cristo disse que “larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt.7:13). O destaque está nos verbos entrar e acertar. Há um abismo de diferença entre eles. Qualquer um pode entrar em um lugar espaçoso e largo, porque é o caminho das facilidades; é onde o “corpo mortal” exibe as “suas paixões” (v.12) “como instrumentos de iniquidade” (v.13); onde não há diferença entre o santo e o profano, e a escravidão do pecado é brindada como apogeu da liberdade. Por outro lado, o acerto requer conhecimento. Para acertar com a porta estreita, primeiro, precisamos conhecê-la (Leia Jo.17:3). E Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo.10:9).

Apesar de não estarmos “debaixo da lei, e sim da graça” (v.14), isto não justifica uma vida condescendente com a iniquidade. A lei de Deus revela a malignidade do pecado e a sua remuneração, “porque o salário do pecado é a morte” (v.23). Ela abre os nossos olhos para enxergar que a porta pode ser estreita e o caminho pode ser apertado, mas é somente por ali que encontramos “o dom gratuito de Deus”, “a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.23). Conhecer a Jesus e nEle permanecer é a grande chave mestra. A esse conhecimento a Bíblia denomina de santificação (v.19 e 22), “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). E faz parte do processo de santificação o abdicar do próprio eu, abrir mão dos gostos e vontades pessoais se estes não estão em harmonia com a vontade de Deus. Por isso que não é um caminho fácil. Exige decisões diárias e o constante exame do coração.

A dificuldade, então, não está em Jesus, que é a Porta e o Caminho, mas na nossa natureza tão dissonante do que é santo e agradável a Deus. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às vossas paixões” (v.12). Mas oferecei-vos a Cristo “como servos para obediência” (v.16), obedecendo-Lhe “de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (v.17), tendo “o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (v.22). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, servos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 05 – Comentado por Rosana Barros
28 de agosto de 2021, 0:45
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“Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (v.8).

Desde que Jesus iniciou um processo de mudança em meu coração, me deparei com muitas tribulações. Em muitas delas cheguei a pensar que não iria suportar. Mas era exatamente quando minha tristeza e fraqueza eram expostas diante de Deus em oração que a resposta vinha em forma de vitória. Hoje entendo o significado de me gloriar “nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (v.3-4). Andar no Espírito deve ser uma experiência diária e ininterrupta. Não significa dizer que nunca mais vamos errar, mas que, apesar de nossos erros, como nosso Pai amoroso Deus está sempre disposto a levantar e fortalecer Seus filhos, como está escrito: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Nesse sentido, percebi que as maiores dificuldades que eu enfrentava não eram externas, e sim internas. Que o meu eu precisava ser subjugado. Que os meus gostos, apetites, paixões e defeitos herdados e cultivados precisavam da borracha divina. Descobri que Deus era o maior interessado e o único que poderia realizar essa obra e que a minha parte era apenas dizer: “Eu aceito”. Desde então, tenho vivido pela fé, um dia de cada vez, nAquele que prometeu estar comigo “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Essa experiência não exclui dias de desânimo ou provação, mas inclui até nos dias mais escuros, a “paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.1); a paz “que excede todo o entendimento” (Fp.4:7).

A entrega de Cristo, que “morreu a Seu tempo pelos ímpios” (v.6), é a maior prova do caráter de amor de Deus; o mesmo caráter que Ele deseja inscrever “em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (v.5). Conhecer Jesus, “por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação” (v.11), deve resultar em amor para com Deus e de uns para com os outros. Sua terna mão estendida diariamente em nossa direção a fim de nos abençoar e remir é a mola propulsora que deve nos constranger a sermos pacificadores. Ao compreender que a vida do meu Salvador é a minha salvação (v.10), eu encontro o descanso e a confiança “de que Aquele que começou boa obra em [mim] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6).

A exemplo de Abraão, Adão também foi um pecador. A diferença é que aquele não pecou “à semelhança da transgressão” deste (v.14), que, escolheu transgredir ainda que com a faculdade de manter-se puro. Pois não herdamos o pecado de Adão, mas a natureza pecaminosa. Percebam que já na primeira carta de Paulo encontramos seu fundamento no Antigo Testamento. O relato da criação (Rm.1:20-25), os Salmos (Rm.3:10-18), o testemunho de Abraão (Rm.3), a queda do homem (Rm.4:12-21), foram apresentados por Paulo como relatos reais e como objeto a ser sincera e profundamente estudado, como quem escava um tesouro enterrado nas várias camadas do solo. Quanto mais escavamos, mais ensinos preciosos encontramos.

Quando Adão e sua mulher perceberam que estavam nus, costuraram “folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gn.3:7). A tentativa humana de cobrir a nudez do pecado é como tentar cobrir o oceano com um guardanapo. Ou seja, é impossível. Mas, como Jesus mesmo afirmou, “para Deus tudo é possível” (Mt.19:26). Por isso que o Senhor Deus fez “vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn.3:21). Deus nos oferece as vestiduras brancas da justiça de Cristo e Ele mesmo nos veste. A obra da salvação é 100% divina! Ao olharmos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2), é Ele quem nos confirma como Seus. Portanto, todo aquele que olha para a cruz e se humilha diante do Cordeiro de Deus, sendo justificado pelo Seu sangue, será por Ele salvo da ira (v.9), pois “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (v.20). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, reconciliados com Deus mediante Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100