Reavivados por Sua Palavra


1Coríntios 08 – Comentado por Rosana Barros
16 de setembro de 2021, 0:45
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“Mas se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (v.3).

Em meus anos de alimentação cárnea, adquiri pedras nos rins, endometriose e precisei fazer a retirada da vesícula biliar. Entretanto, só pude mudar para uma alimentação vegetariana restrita com a ajuda de Deus em um processo que levou tempo até que eu cortasse de meu cardápio todo alimento de origem animal. Através do estudo da Bíblia e do espírito de profecia, eu entendi que a mensagem de saúde está intimamente ligada à mensagem do terceiro anjo assim como é o braço para o corpo. Mas também compreendi que a minha decisão foi de foro íntimo, pessoal, e que meu dever como testemunha de Cristo é ser uma bênção aos meus irmãos, quer compartilhem da mesma decisão, quer não.

Paulo trouxe à tona um assunto que se tornou polêmico naqueles dias. Era comum que as carnes vendidas no mercado público fossem antes ofertadas aos ídolos. Parte da carne era queimada e parte era vendida. O consumo dessas carnes tornou-se motivo de divisão e discórdia entre os irmãos coríntios. De um lado estavam aqueles que não viam motivo para se abster da carne, já que acreditavam que sua fé não seria prejudicada por isso. Por outro lado, alguns ficavam escandalizados ao ver aqueles irmãos consumindo aquela carne, inclusive nas casas ou nas festas dos pagãos. O princípio do amor é novamente enaltecido por Paulo. O amor a Deus e ao próximo é o que deve nortear nossas atitudes. “Não é a comida que nos recomendará a Deus” (v.8), mas “se a comida serve de escândalo ao meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (v.13). Percebem?

O conhecimento de que necessitamos nos é concedido pelo estudo diário da Bíblia. Através de uma vida de comunhão, quando colocamos a vontade de Deus acima de nossos gostos e vontades, o Espírito Santo refina o nosso apetite e nos apresenta a comida de Cristo: “A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra” (Jo.4:34). Representar o estilo de vida segundo a verdade presente para os nossos dias deve ser uma experiência leve e prazerosa. Ao apresentá-la como um fardo ou um pedestal de santidade, muitos têm distorcido o real propósito da mensagem, que é promover a cura pelo amor. Aqueles que são assim motivados pelo amor, conseguem enxergar a beleza da mensagem e seu objetivo vertical e horizontal: glorificar a Deus e ser uma bênção para o próximo.

Não tem como vivermos um estilo de vida saudável de forma integral sem a entrega do coração a Deus. Como também não podemos usar a desculpa de que Deus só quer o meu coração, enquanto destruímos o nosso corpo e mente através de um estilo de vida segundo os padrões deste mundo. Muitos têm sido acometidos da síndrome de Caim. Apegados às suas próprias paixões, se utilizam do mesmo argumento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9). “O aspecto de seu rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos” (Is.3:9). Isso é algo muito sério, meus irmãos! Onde está o povo cuja face testifica a favor de Deus e a favor do reino para o qual diz estar indo?

No livro de Lucas encontramos um dos relatos mais lindos de quando Jesus esteve nesta terra: “E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia Ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém […] porque o aspecto dEle era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (Lc.9:51, 53). Diante da proximidade do Dia em que Cristo voltará para nos levar ao Céu, não deveria até mesmo o nosso semblante manifestar a mesma intrépida resolução de ir para Casa? O nosso aspecto não deveria denunciar, decisivamente, que estamos indo para a Nova Jerusalém? Amados, só vamos parar de discutir sobre comer ou não comer quando houver uma entrega genuína de nossa vida a Deus. Somos sim tutores uns dos outros e, um dia, teremos de prestar contas a Deus quanto a isso.

Que ao olharmos uns para os outros possamos enxergar a face de nosso Senhor Jesus Cristo; semblantes que, mesmo cansados e abatidos pelo pecado, resplandecem a bendita esperança de que estamos indo para Casa. Pois, “para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por Ele” (v.6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, edificados pelo amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios8 #RPSP

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1Coríntios 07 – Comentado por Rosana Barros
15 de setembro de 2021, 0:45
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“Irmãos, cada um permaneça diante de Deus naquilo em que foi chamado” (v.24).

No capítulo de hoje, Paulo deu início a uma sequência de perguntas e respostas, começando pelo casamento. Para uma igreja que estava sofrendo os efeitos da imoralidade, os conselhos do apóstolo, se obedecidos, teriam um papel fundamental na restauração de sua moral e avanço da obra. Apesar de ter optado pelo celibato por entender a vontade de Deus para sua vida, Paulo não impôs tal condição como uma regra a ser seguida, mas a igualou ao casamento no sentido de que ambos são aprovados por Deus quando discernidos espiritualmente.

Ao colocar a mulher em pé de igualdade com relação ao marido nos direitos e deveres conjugais, Paulo deixou bem claro que, diante de Deus, ambos são responsáveis pela felicidade ou pela infelicidade no lar. Ele ainda destacou a prática sexual como fundamental para um casamento estável e próspero. “Não vos priveis um ao outro” (v.5), é uma das mais importantes frases de impacto nesse sentido. O sexo dentro do casamento entre um homem e uma mulher tem a plena aprovação de Deus (observados os devidos limites) e deve ser uma entrega de ambos os cônjuges pelo prazer de fazer o outro feliz (v.4). Se o meu corpo pertence ao meu marido e o corpo do meu marido me pertence, deve haver um “mútuo consentimento” (v.5) e consciência de que a abstinência prolongada pela indiferença de uma das partes abre uma grande brecha para Satanás.

Jesus também nos deixou orientações com relação ao casamento, ao condenar o adultério e ao esclarecer que as únicas exceções que permitem um segundo casamento são em caso de adultério ou morte. Portanto, quando Paulo diz que é ele quem fala “e não o Senhor” (v.12), não está afirmando que aqueles conselhos não são inspirados, mas que abordará questões das quais Jesus não tratou. Ao dirigir-se a uma igreja que avançava na pregação do evangelho, era natural que tivesse em seu meio muitos cristãos que aceitaram a mensagem quando já casados, cujos companheiros não abraçaram a mesma fé. Acontecia que muitos pensavam na possibilidade do divórcio neste caso como uma aprovação de Deus. Paulo esclareceu que o divórcio nunca deveria partir de uma iniciativa do cristão, mas em que este deveria ser um modelo de conduta cristã, a fim de ganhar seus filhos e cônjuge para Cristo (v.14).

Em tempos em que a igreja de Deus sofria severas perseguições e a obra de pregação encontrava sérios obstáculos, Paulo viu a necessidade de mais obreiros dedicados à missão de forma desimpedida, ou seja, “livres de preocupações” (v.32). Mais uma vez ele não condenou o casamento, mas advertiu o povo a sempre colocar o Reino de Deus em primeiro lugar. Um casamento apressado e sem a plena certeza da aprovação divina, ao invés de ser uma benção, pode tornar-se um fardo para toda a vida. E um casal que possui a plena consciência de seus deveres matrimoniais, precisará dividir as “coisas do Senhor” (v.34) com as “coisas do mundo” (v.33), de como agradar um ao outro. Pessoas desimpedidas certamente têm uma liberdade bem maior para estar a serviço da obra missionária.

Devemos observar e levar em consideração, no entanto, as palavras de Paulo à luz do que toda a Escritura diz sobre o assunto. O casamento foi instituído por Deus como uma bênção ainda no Éden. Sob um teto e sobre um solo destituídos de pecado, Adão e Eva gozaram das delícias de uma união pura e aprovada pelo Criador. Apesar de estarmos debaixo de um céu enegrecido e com os pés sobre uma terra maculada pelo pecado, ainda assim o casamento hétero e monogâmico continua sendo uma bênção. A despeito do celibato, o importante na vida de cada filho de Deus deve ser sempre a certeza da presença do Espírito Santo (v.40). Podemos fazer tanto do celibato quanto do casamento um instrumento nas mãos de Deus, pois “o tempo se abrevia” (v.29).

Solteiros e viúvos, sem dúvida, terão um papel fundamental no término da obra alcançando muitos lugares e pessoas. Mas em um tempo onde as famílias têm sido abatidas pelos ‘golpes’ de um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta (Ap.12:12), as famílias fundamentadas na Rocha, que é Cristo, terão uma influência e missão tão nobres quanto foi com Noé e sua família. Que independente de seu estado civil atual ou qualquer outro aspecto, lembre-se que “o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (v.19) e permanecer fiel a Ele “naquilo em que foi chamado” (v.24), pois “o tempo se abrevia” (v.29). Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados à paz de Cristo!

* Eu peço que me ajudem em oração por um irmão nosso chamado Adriano, que está entubado, acometido de Covid. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios7 #RPSP

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1Coríntios 06 – Comentado por Rosana Barros
14 de setembro de 2021, 0:45
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“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (v.19).

Os litígios entre os irmãos de Corinto saíram da esfera eclesiástica para a esfera jurídica. O bom e velho diálogo deu lugar a longas e destrutivas demandas. As dissensões tornaram-se tão graves que alguns ousavam levar suas causas diante dos tribunais seculares. Esta situação, além de enfraquecer a igreja, estava causando problemas ainda maiores, como práticas imorais e sensuais. Não estavam dispostos a crucificar o próprio eu e colocavam “perante incrédulos” (v.6) litígios que deveriam ser julgados “no meio da irmandade” (v.5). Certamente aquela igreja precisava dar ouvidos às palavras de Paulo, ou continuaria sendo uma vergonha em sua comunidade.

Só o fato de existirem demandas no meio do povo de Deus é denominado por Paulo de “completa derrota” (v.7). O orgulho não permitia que sofressem as injustiças, e sim que buscassem de todas as formas possíveis a satisfação da justiça própria. Provavelmente, alguns casos foram levados diante de magistrados e outros ameaçavam fazer o mesmo. Na questão da imoralidade, havia promiscuidade tal que Paulo mesmo afirmou que “nem mesmo entre os gentios” se via tanta imoralidade (Rm.5:1). Em Seu ministério terrestre, Jesus nunca excluiu ninguém e sempre procurou Se misturar com os pecadores, mas Sua palavra de ordem não era “Permaneçam como estão!”, e sim, “Vai e não peques mais” (Jo.8:11).

Não recebemos de Deus a autoridade e o direito de julgar o que não nos compete, mas, como corpo de Cristo, precisamos usar de honestidade uns para com os outros. Como bem pontua Warren Wiersbe: “Apesar de os cristãos não deverem julgar as motivações uns dos outros (Mt.7:1-5), nem seus ministérios (1Co.4:5), certamente é esperado que sejamos honestos sobre a conduta uns dos outros […] O pecado não deveria ser ‘varrido para debaixo do tapete’, pois, afinal, era de conhecimento geral até mesmo dos incrédulos de fora da igreja” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 766).

Todos nós estamos na mesma condição: pecadores. O próprio Paulo confessou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm.7:24). Mas o que fará a diferença entre pecadores e pecadores naquele grande Dia, será a nossa conduta e reação com relação ao pecado. Estamos vigiando, orando e nos esforçando por não cair em tentação? Ou simplesmente aprovamos ou somos indiferentes ao pecado, que acabamos perdendo a consciência espiritual que o reprova?

A lascívia praticada naquela igreja, comenta Warren Wiersbe, era cometida tendo por base “dois argumentos. Em primeiro lugar: ‘Todas as coisas me são lícitas’ (1Co.6:12). Essa era uma expressão em voga em Corinto e tomava como base um conceito falso da liberdade cristã […] O segundo argumento deles era: ‘Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos’ (1Co.6:13). Consideravam o sexo um apetite a ser saciado, não uma dádiva a ser guardada e usada com cuidado” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 769). Portanto, amados, “Fugi da impureza” (v.18).

Disciplinar não é tarefa fácil. Os pais que o digam. Um pai ou uma mãe temente a Deus nunca tratará os erros dos filhos com negligência ou indiferença, mas fará o que estiver ao seu alcance para corrigi-los e mostrar-lhes, por preceito e por exemplo, como andar no caminho eterno. Quanto mais o Pai Celestial não procurará atuar no meio do Seu povo a fim de que Seus filhos sejam lavados, santificados e “justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (v.11).

Não encare a repreensão e a disciplina como ofensas que devem ser ignoradas. Peça a Deus sabedoria para aceitar a repreensão e também, quando preciso for, para repreender seu irmão “com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl.6:1). E ainda que, por vezes, alguns não tenham sabedoria para disciplinar, consideremos a possibilidade de ser um recado direto de Deus para a nossa salvação. Somos “santuário do Espírito Santo” (v.19), e fomos comprados por alto preço. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (v.20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santuário do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios6 #RPSP

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1Coríntios 05 – Comentado por Rosana Barros
13 de setembro de 2021, 0:45
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“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (v.11).

Este capítulo, sem dúvida, revela uma verdade muito delicada que nem todos estão dispostos a aceitar. Vivemos em uma época tão permissiva que certas atitudes que dantes causavam espanto, hoje já são consideradas de pouca importância. A exortação é considerada retrógrada e a repreensão logo é subjugada como um julgamento de alguém que deveria preocupar-se apenas com a própria vida. Entretanto, a igreja de Corinto estava tomada pela desunião e pelo mundanismo de uma forma tão preocupante, que sérias providências precisavam ser tomadas a título de urgência.

Ao Se referir à igreja dos últimos dias, Jesus também não economizou palavras ao chamar o laodiceano de “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Contudo, Sua dura repreensão é seguida de um conselho e de palavras de amor de um Pai que repreende a quem ama e que não desiste de nenhum de Seus filhos. De igual forma, Paulo procurava ser um pai espiritual para a igreja primitiva, e bem sabia que fazia parte de seu dever exortá-la também. Ele não disse que os cristãos devem cortar relações com os de fora da igreja, pois temos um evangelho a pregar. E sim que devemos ter cautela quanto aquele que, “dizendo-se irmão” (v.11), apresenta um comportamento impuro, não confiável ou que tem prazer em falar da vida alheia.

Desde a entrada do pecado no mundo, uma série de relatos aponta para a dura realidade de que os piores inimigos podem estar bem perto. Quem matou Abel? Seu irmão Caim. Ismael e Isaque, irmãos e líderes de povos que sempre foram inimigos. Esaú e Jacó, brigando desde o ventre. Quem vendeu a José como escravo para os ismaelitas? Seus próprios irmãos. Quem perseguiu Davi a fim de matá-lo? Saul, aquele que dizia amá-lo e o próprio filho de Davi. Por quem Jesus foi morto? Pelos reclamos de Seu próprio povo. Pelas mãos de quem Estêvão foi apedrejado? De seus patrícios. Percebem? Paulo não nos convida a criarmos ruins suspeitas a respeito de nossos irmãos e a desconfiar de todos, mas nos orienta a dar ouvidos à voz do Espírito Santo quando ficar evidente “o fermento da maldade e da malícia” (v.8).

Realmente este é um assunto muito delicado, mas que tem a ver com salvação, não somente nossa, mas daqueles que insistem em permanecer no erro. A expressão “entregue a Satanás” (v.5) não se refere a desprezar quem não aceita a repreensão, mas em que a sua prática resultará na colheita de suas más escolhas. A igreja de Deus deve ser composta por homens e mulheres que lutam contra o pecado e é essa igreja que Jesus vem buscar. E se alguns escolhem o caminho da dor e do fundo do poço, ainda ali Deus pode resgatá-los a fim de que sejam salvos “No Dia do Senhor [Jesus]” (v.5).

Todos os dias, precisamos fazer um autoexame e pedir que o Espírito Santo nos revele nossas más tendências e pecados acariciados. Temos sido “os asmos da sinceridade e da verdade”, ou nossas palavras e ações revelam “o fermento da maldade e da malícia” (v.8)? As palavras de Paulo, antes de tudo, precisam ser uma aplicação pessoal. E bem mais do que ações externas, Deus sonda as nossas intenções, se realmente há sinceridade e verdade, ou malícia e maldade. Na igreja do Deus vivo deve haver ordem e decência e é dever dos seus líderes o de orientar os membros a serem fiéis portadores das verdades eternas, ainda que correndo o risco de serem mal interpretados. Certamente, as ovelhas ouvirão a repreensão como a vara do Bom Pastor a lhes conduzir.

Lembremos do desfecho da vida de Ananias e Safira. Aparentavam boas intenções, mas Deus revelou a maldade de seus corações. Não há mais tempo de se brincar com o pecado, meus irmãos! Estamos às portas do Dia decisivo que revelará as nossas obras. Que o “Deus da paz [nos] santifique em tudo; e o [nosso] espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts.5:23). Vigiemos e oremos!

Bom dia, “asmos da sinceridade e da verdade” (v.8)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios5 #RPSP

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1Coríntios 04 – Comentado por Rosana Barros
12 de setembro de 2021, 0:45
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“Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (v.16).

Após sua conversão, Paulo empenhou-se com maior convicção e lealdade a pregar a Palavra de Cristo do que quando a perseguia. O que sabemos sobre o seu encontro com Jesus na estrada de Damasco certamente não pode discernir a experiência pessoal de Paulo com o Salvador. Aquela visão, o impedimento de sua visão por três dias e a cura realizada por Ananias foram experiências tão marcantes e reais que, dali para frente, em nenhum momento encontramos algum registro em que Paulo tenha duvidado de seu chamado. Muito pelo contrário. Percebemos um crescente desenvolvimento da recriação promovida por Cristo em sua vida. Percebemos um Paulo cada vez mais íntimo de Jesus e completamente comprometido em fazer discípulos sempre falando a verdade ainda que isto lhe custasse não obter o favor e a simpatia de todos.

Ao falar sobre julgamento, o apóstolo demonstrou cautela quanto ao trato pessoal. Sua consciência foi colocada como testemunha de sua inocência, ainda que não considerasse a si mesmo justificado, pois o seu caso foi entregue nas mãos de Deus, o verdadeiro juiz. O juízo temerário tem causado uma grande confusão no sentido de inverter os papéis. Fomos chamados para sermos testemunhas, e não juízes. Contudo, a testemunha tem por obrigação falar a verdade. E nesse conflito de interesses, em que cada um se coloca na defensiva de proteger seus próprios gostos e opiniões, ignoramos ou até condenamos conselhos e repreensões dos lábios de testemunhas que estão simplesmente querendo nos dizer: “É por te amar que eu preciso abrir os seus olhos”.

Paulo precisou ficar cego para perceber que sempre esteve na escuridão. Seu escrito de dívida foi pago por Cristo e mais do que qualquer outra pessoa, ele compreendeu que o seu chamado não consistia em uma barganha com Deus, mas em uma contínua entrega do coração. Suas censuras e reprovações não visavam acusar, e sim reconduzir a igreja no caminho em que deveria andar. Quanto a isto, estamos vivendo em tempos angustiosos, amados, quando qualquer advertência é considerada como julgamento arbitrário. Imaginem se Paulo vivesse em nossos dias e entregasse esta epístola em nossa igreja. O que pensaríamos de alguém que declara: “Sejam meus imitadores”? Ou pior: “O que vocês preferem? Que eu vá até vocês com vara ou com amor e espírito de mansidão?” No mínimo, muitos diriam: “Quem você pensa que é?”

O apóstolo Paulo, porém, utilizou a linguagem da experiência pessoal. Seu relacionamento com Cristo era o seu passaporte de entrada para onde quer que o Espírito Santo o levasse e o seu visto de autorização, para corrigir, repreender e exortar (2Tm.4:2), sem ultrapassar o limite divino do “que está escrito” (v.6). Paulo preparava seus sucessores na obra, como Timóteo, considerado “filho amado e fiel no Senhor” (v.17), na escola da comunhão. As pessoas podem aprender técnicas de evangelismo, participar de inúmeros treinamentos e ouvir boas palestras, mas se tudo isso não corresponder a uma vida de comunhão com Deus, de buscá-Lo de todo o coração a cada dia, qualquer esforço não passará de mera formalidade. “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (v.20).

Paulo falava e escrevia com autoridade não porque havia deixado de ser pecador, mas porque conhecia Aquele que jamais pecou. Meus irmãos, o Senhor apela à nossa geração para que voltemos o nosso olhar para as Escrituras a fim de sabermos fazer diferença entre julgamento e exortação. Como testemunhas de Jesus, é nosso dever exortarmos uns aos outros. Exortar significa “estimular, mostrar coragem para algo, incentivar”. É segurar pela mão e dizer: “Eu estou aqui para lhe ajudar”. É falar a verdade com brandura, mas também com convicção. Na linguagem do Mestre dos mestres, é replicar: “vai e não peques mais” (Jo.8:11). Que pelo poder do Espírito Santo sejamos testemunhas de Jesus. Só assim seremos encontrados como despenseiros fiéis dos mistérios de Deus. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios4 #RPSP

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1Coríntios 03 – Comentado por Rosana Barros
11 de setembro de 2021, 0:45
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“Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (v.17).

Ainda que por carta, Paulo conseguiu expressar em palavras sua sincera preocupação com a igreja de Corinto. Inspirado pelo Espírito Santo, o apóstolo expôs sua indignação contra as atitudes carnais daquela igreja. É tão séria diante de Deus a questão das dissensões no meio de Seu povo, que Paulo censurou os coríntios com veemência declarando a incompatibilidade de sua pregação com a capacidade deles de compreendê-la. Quando há “ciúmes e contendas” (v.3) entre irmãos, é revelada a imaturidade espiritual que cria uma espécie de bloqueio para o “alimento sólido” (v.2) da Palavra de Deus. Tomar partido a favor de um grupo em detrimento de outro mostra o quanto ainda somos carnais e andamos “segundo os homens” (v.4), e não segundo os propósitos divinos. Precisamos baixar a bandeira humana e erguer a bandeira divina: “O SENHOR É MINHA BANDEIRA” (Êx.17:15).

Porque “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (v.7). Se naquele tempo havia um forte apelo para que a fase de “crianças em Cristo” (v.1) fosse superada, quanto mais hoje precisamos deixar as coisas de meninos a fim de que estejamos prontos para suportar “alimento sólido” que nos dará forças para sermos vitoriosos em Cristo no tempo de angústia que se aproxima. O fundamento sobre o qual devemos estar alicerçados e lançar a outros é um só: “Jesus Cristo” (v.11). A nossa parte é a de edificar sobre este fundamento como prudentes construtores e “cada um veja como edifica” (v.10), porque “manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um, o próprio fogo o provará” (v.13).

Eu não sei você, mas eu tremo diante desta revelação. Quais têm sido nossas reais intenções no serviço do Senhor? Notem que nem Paulo, nem Apolo, nem apóstolo algum fez nada que pudesse erguer altares em favor deles mesmos. Eram zelosos e tementes servos de Deus que visavam unicamente revelar a glória do Pai. Nunca aceitaram louvores de homens e nem regalias que pudessem envaidecê-los. Mas foi o próprio povo que criou expectativas erradas com relação ao ministério do discipulado, colocando os pregadores acima do Senhor que os governava. O fato de que o fogo provará as nossas obras e o Dia de Deus as revelará deveria causar em nós um profundo exame de coração. Quando lançados na fornalha dos últimos dias, sairemos ilesos, ou o fogo irá revelar que de fato nossas obras não passavam de combustível para aquecê-la?

Amados, “não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (v.16). Quando embotamos nossa mente com meninices que em nada glorificam o nome do Senhor, profanamos o santuário de Deus. Quando julgamos ser a nossa sabedoria alguma coisa, profanamos o santuário de Deus. Quando roubamos a glória de Deus para nós mesmos ou para outros, profanamos o santuário de Deus. E assim, paulatinamente destruímos o que o Senhor declarou ser sagrado. Temos trocado a verdadeira adoração por uma idolatria disfarçada. Trocamos o prazer de estar na casa do Senhor pelo merchandising de bons cantores ou bons pregadores, que aliás, são homens como nós. Até quando Deus terá de suportar a nossa futilidade?

Estamos vivendo em tempos decisivos e parece que teimamos em permanecer no jardim de infância. Sejamos como crianças na dependência de Deus, na simplicidade, na pureza, e não na imaturidade. Deus não nos chamou para uma competição de talentos, mas para sermos “de Cristo” (v.23). É tempo de estarmos com nossas lâmpadas bem acesas a fim de vermos claramente em meio às trevas deste mundo, porque “a sabedoria deste mundo é loucura” (v.19). Que usemos cada um dos dons que o Espírito Santo nos deu para a glória de Deus e que sejamos todos um só coração alicerçado num só fundamento: Cristo Jesus, nosso Senhor. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, “edifício de Deus” (v.9)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios3 #RPSP

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1Coríntios 02 – Comentado por Rosana Barros
10 de setembro de 2021, 0:45
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“Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (v.10).

Mesmo sendo conhecido como doutor da lei e instruído na escola dos rabis, ao falar de sua pregação Paulo a classificou como “testemunho de Deus” (v.1) “em fraqueza, temor e grande tremor” (v.3). Resumindo, em uma linguagem contemporânea, ele quis dizer o seguinte: “Eu não sou nada, mas Cristo é tudo em mim!” Apesar de sua alta formação e de possuir um vocabulário rebuscado, Paulo procurava fazer de sua pregação o mais simples possível de se compreender. O seu objetivo não era angariar aplausos ou destaque em sua oratória, mas se fazer entender a fim de que seus ouvintes fossem alcançados por “demonstração do Espírito e de poder” (v.4) em sua vida.

A diferença entre a sabedoria humana e a divina foi estabelecida nesta epístola como pólos que não se encontram. Como um instrumento, Paulo colocava-se nas mãos de Deus e constantemente quedava-se a clamar por sabedoria do alto. A crucifixão do “Senhor da glória” (v.8) foi o ato que melhor definiu a falibilidade da sabedoria humana, ao crucificarem Aquele que diziam aguardar. Por outro lado, a eternidade e tudo o que Deus preparou “para aqueles que O amam” (v.9) será o que melhor definirá a bênção de ter confiado na sabedoria divina. E somente mediante o poder do Espírito Santo podemos conhecer a Deus e experimentar a Sua vontade.

As primeiras palavras deste capítulo não foram de depreciação, mas de quem desfrutava e experimentava do poder do Espírito Santo a cada dia. “Conferindo coisas espirituais com espirituais” (v.13), o Espírito nos ensina a viver de acordo com a verdade revelada pelas Escrituras e nos auxilia em nossa árdua jornada diária. O “homem natural” (v.14), ou aquele em quem o Espírito Santo não habita, nunca conseguirá compreender as coisas de Deus “porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). Mas “o homem espiritual”, “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), torna-se um vaso de honra nas mãos do Oleiro e “ele mesmo não é julgado por ninguém” (v.15). A mente ganha novo ânimo e, flexível à obra do Espírito Santo, um milagroso e eficiente transplante acontece, dando lugar à “mente de Cristo” (v.16).

Grande e sublime privilégio nos foi dado de sermos habitação do Espírito Santo! Não fomos chamados a fim de sermos expositores de habilidades, mas capacitados por Deus como “cooperadores em Cristo Jesus” (Rm.16:3). Ter “a mente de Cristo” é colocar em evidência “o testemunho de Deus” (v.1) através de uma vida completamente apoiada em Seu poder. Pela fé, o Espírito Santo deseja nos revelar o que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano” (v.9). Deus preparou para nós uma vida de eterna felicidade e nos convida a iniciá-la aqui, mesmo que por vezes “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10). Que você e eu sejamos habitação do Espírito Santo a cada dia, até aquele grande Dia! Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres espirituais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios2 #RPSP

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1 Coríntios 01 – Comentado por Rosana Barros
9 de setembro de 2021, 0:45
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“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (v.18).

Iniciamos hoje o estudo das maiores epístolas de Paulo. Veremos que a preocupação do apóstolo era razoável, posto haver uma maior necessidade dessa igreja em receber advertências e orientações. Segundo registros históricos, Corinto era uma das principais cidades da Grécia não somente por seu potencial no comércio, mas também pela imoralidade e idolatria. Era um centro de prostituição e de templos pagãos. Mas ali também era o lar de um grupo de cristãos que corria o risco de contaminar-se com tais abominações, enfraquecendo e colocando em risco o crescimento da obra evangélica em Corinto.

As primeiras saudações de Paulo já revelam o que se espera daqueles que professam amar a Deus: “santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos” (v.2). Na própria saudação inicial, ele já deixou bem claro o motivo pelo qual a “igreja de Deus” (v.2) que estava em Corinto foi chamada: para ser santa. Santidade nada mais é do que ser separado para um propósito específico. Propósito este que precisava estar bem firme e definido na mente de cada um dos irmãos coríntios, para que fossem e permanecessem “inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (v.10).

Diante das notícias a respeito desta tão amada igreja, o Espírito Santo moveu o coração de Paulo a dirigir-lhe uma palavra de exortação. E o primeiro problema posto em destaque foi a ‘disputa partidária’ entre ministérios, em que cada um dizia: “Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (v.12). Cada grupo apoiava apenas os que lhe eram favoráveis e desmerecia os demais que não comungassem de suas convicções, o que estava causando divisões e acaloradas contendas. Fica claro que os “da casa de Cloe” (v.11) não tinham o objetivo de levar informações, mas de buscar soluções. A igreja estava sofrendo e algo precisava ser feito.

O primeiro questionamento que Paulo fez aos coríntios já derruba toda e qualquer tentativa de dividir o corpo de Cristo: “Acaso, Cristo está dividido?” (v.13). Quando somos colocados em nosso devido lugar de meros instrumentos, o resultado é uma igreja que entende o objetivo pelo qual foi chamada. Israel era composta por doze tribos. Não por uma ou duas, mas doze. Foi quando surgiu divergência entre as tribos, que houve a separação entre Reino do Norte e Reino do Sul, uma das maiores tragédias ocorridas no meio do povo de Deus. Este nunca foi e nunca será o plano do Senhor para a Sua igreja. Mas quando o homem coloca a sua própria sabedoria acima da sabedoria divina, o resultado sempre é uma louca tragédia.

Diante de uma igreja desunida, Paulo enfrentou o grande desafio de novamente uni-la pela “palavra da cruz” (v.18). E mesmo que seja “loucura para os que se perdem” (v.18), os salvos são chamados para pregar “a Cristo crucificado” (v.23), pregar “a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (v.24). Esta deve ser a mensagem a transbordar de nossos lábios e de nossos corações! Independente da procedência de nossa conversão, independente de por quem fomos doutrinados ou batizados, diante de Deus, devemos nos colocar na mesma disposição de servos de Cristo. Porque o Espírito Santo não escolhe orgulhosos e soberbos para tomarem a frente na obra de salvação, e sim “as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (v.28 e 29).

Vivemos em dias decisivos e aproxima-se o tempo em que nossa fé em Cristo será provada severamente. Estamos, pois, preparados com nossas lâmpadas acesas pelo azeite reserva do Espírito Santo? “Fiel é Deus” (v.9), e muito em breve Ele cumprirá a Sua derradeira promessa. “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:37). “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação” (v.26), com humildade de espírito e completa dependência de Deus. Se “vós sois dEle, em Cristo Jesus” (v.30), “glorie-se no Senhor” (v.31), para ser encontrado irrepreensível “no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.8). A Ele seja toda a honra e toda a glória, desde agora e para sempre! Amém! Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 16 – Comentado por Rosana Barros
8 de setembro de 2021, 0:45
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“Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal” (v.19).

O apóstolo termina a sua carta aos romanos fazendo recomendações e saudações de cunho pessoal. Nome por nome é citado e cada qual com sua peculiar observação. Paulo faz questão de externar o seu apreço através de palavras de motivação e reconhecimento. Expressões como “cooperadores em Cristo Jesus” (v.3), “notáveis entre os apóstolos” (v.7) e “dileto amigo no Senhor” (v.8), mostram o quanto Paulo apreciava bons relacionamentos e o quanto estas pessoas foram importantes em sua vida. De igual forma, ele termina as saudações com um conselho: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (v.16). Ou seja, tenham todos o mesmo sentimento de amor fraterno.

Em contrapartida, ele admoesta seus irmãos a terem muito cuidado com seu círculo de amizades. Paulo apela para que sejam atentos e se afastem daqueles “que provocam divisões e escândalos” (v.17), “porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (v.18). Notem que Paulo não se refere a pessoas desagradáveis e antissociais, mas que possuem língua adocicada e que gostam de conquistar por meio de elogios, enganando os mais ingênuos. A orientação do Senhor é para, “se possível, quanto depender de [nós]”, que tenhamos paz com todos (Rm.12:18). Contudo, não significa permitir que más companhias nos influenciem para o mal. Como escreveu o sábio Salomão: “Abomináveis para o Senhor são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o Seu prazer” (Pv.11:20).

Deus abomina toda e qualquer tentativa de causar dissensões entre irmãos (Pv.6:16 e 19). Partidarismo, “panelinhas” e confusões são instrumentos de Satanás para o retrocesso da obra de salvação. “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem” (v.17) com quem estão se relacionando e se suas amizades estão edificando a sua vida espiritual ou prejudicando o seu relacionamento pessoal com Deus. E mais uma vez, o apóstolo destaca a obediência como um padrão do povo de Deus: “Pois que a vossa obediência é conhecida por todos” (v.19). Isto é, vocês são reconhecidos como servos do Deus vivo, não permitam que más associações os tornem em mau testemunho.

Jesus, nosso supremo exemplo, misturava-Se com as multidões. Não rejeitava a ninguém e a ninguém tratava com desprezo. Mas a todos lançava o divino convite do amor. Da mesma forma, temos a responsabilidade, como “cooperadores em Cristo Jesus” (v.3), de lançarmos a boa semente do evangelho no coração de todos. Todavia, como Cristo, devemos ser influenciadores do bem e jamais influenciados para o mal. Mesmo dentre o professo povo de Deus, há o joio que cresce juntamente com o trigo. Deus não nos deu o direito de julgar e nem de definir quem seja joio ou trigo, mas nas palavras de Paulo nos orientou: “sejais sábios para o bem e símplices para o mal” (v.19).

Amados, “a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas” (v.25 e 26), nos foi dada como uma dádiva inestimável, a verdade presente “para a obediência por fé, entre todas as nações” (v.26). Percebem? Todos são convidados a experimentar a fé que gera obediência. Não foi algo dado para um povo ou uma nação em particular apenas, mas o privilégio inigualável de participar da vitória juntamente com Cristo, pois que “o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos [nossos] pés a Satanás” (v.20) e reinaremos com Cristo “pelos séculos dos séculos” (v.27).

Seja você motivo de regozijo entre os irmãos e que o Espírito Santo o conserve sábio para o bem e prudente para se desviar do mal. “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos [nós]. Amém!” (v.24). Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 15 – Comentado por Rosana Barros
7 de setembro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (v.13).

Fica claro no livro de Romanos a preocupação de Paulo quanto ao quesito relacionamento. Tanto dos crentes com Deus, quanto uns com os outros. Uma igreja desunida e apática certamente não era uma opção, nem tampouco uma igreja egoísta e incrédula. Paulo exortou seus irmãos a viverem o altruísmo conforme o modelo deixado por Cristo. “Porque também Cristo não Se agradou a Si mesmo” (v.3). E apontando para as Escrituras, assinalou a sua finalidade: “para o nosso ensino foi escrito” (v.4).

A forma como lidamos uns com os outros define quem de fato nós somos. Quem possui um coração mal intencionado geralmente não revela a sua malícia a todos, mas somente àqueles que deseja atingir. Aquele, porém, que é guiado pelo Espírito Santo glorifica o nome de Deus diante de todos, ainda que nem todos queiram reconhecer. Somos convocados para fazer parte de um só povo “que concordemente e a uma voz” glorifique “ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.6). E para tanto, precisamos ter o mesmo sentimento “de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus” (v.5), “pelo poder do Espírito Santo” (v.19).

O Espírito Santo é constantemente mencionado, e destacados alguns de Seus atributos: poder (v.13 e 19), santidade (v.16) e amor (v.30). Poder para “o sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus” (v.16). Santidade para que nossa vida glorifique a Deus “por palavra e por obras” (v.18). Amor “a serviço dos santos” (v.25) e “para conduzir os gentios à obediência” (v.18). A companhia do Espírito de Deus é viver constantemente “na plenitude da bênção de Cristo” (v.29). É travar a mais árdua batalha espiritual até que do alto recebamos a tão sonhada chuva serôdia e “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14). O Espírito Santo na vida promove a troca do egoísmo pelo altruísmo e do ressentimento pela simpatia.

Paulo pediu que seus irmãos lutassem com ele em oração a seu favor (v.30). Em sua peregrinação certamente enfrentaria algumas dificuldades, mas que não o impediriam de avançar conforme o Espírito Santo o guiasse. E resoluto em ajudar seus irmãos pobres que viviam em Jerusalém (v.26), continuou sua viagem blindado de “valores espirituais” (v.27) a fim de que logo pudesse ver os frutos do “evangelho de Cristo” (v.19). “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação” (v.2). Sigamos o exemplo de Paulo e “no poder do Espírito Santo” (v.13), sejamos transformados conforme o caráter de Cristo “para a glória de Deus” (v.7) e para que estejamos “possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para [nos admoestarmos] uns aos outros” (v.14) a fim de que estejamos prontos para o breve retorno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

E o Deus da paz seja com todos [nós]. Amém!” (v.33). Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100