Reavivados por Sua Palavra


Levítico 24 – Comentado por Rosana Barros
7 de maio de 2022, 0:45
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“Dirás aos filhos de Israel: Qualquer que amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado” (v.15).

Os dois elementos que compunham a função do candelabro e da mesa da proposição eram, respectivamente, o azeite e os pães asmos. Aos sacerdotes cabia a atribuição de manter o candelabro sempre aceso e cuidar para que, em cada sábado, houvesse novos pães sobre a mesa, no lugar santo do santuário. O azeite sabemos ser um símbolo do Espírito Santo e o pão, representa a Cristo, “o Pão da Vida”(Jo.6:35) e Sua Palavra, o maná espiritual. Esses dois símbolos declaram a missão do povo de Deus na Terra e a condição necessária para a admissão no Reino dos Céus. Assim como a lâmpada deveria estar “acesa continuamente” (v.2), o povo de Deus deve manter acesa a chama do Espírito Santo a fim de revelar o caráter de seu Senhor. E, à cada sábado, reunido como um só povo, comungar da Palavra de Deus conforme o exemplo deixado pelo nosso Mestre (Lc.4:16; Mt.12:12).

Todos os dias o candelabro era mantido aceso e, na mesa, jamais faltavam os pães. Deus coloca à nossa disposição a constante guia do Espírito e a porção diária de Sua Palavra. Fomos chamados para ser uma luz contínua, espalhando pelo mundo o brilho incomparável das Escrituras. Somos o “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e não podemos perder o foco do objetivo de nossas vidas: glorificar a Deus (Is.43:7; Mt.5:16). Estivesse esta pérola conservada em cada coração dos filhos de Israel, e não sucederia o caso de haver pecado de blasfêmia no meio deles. A blasfêmia como conhecemos se trata de uma grave ofensa ou insulto a Deus ou às coisas sagradas. A Bíblia, porém, apresenta um contexto mais amplo, considerando a blasfêmia como uma tentativa do homem em assumir a posição de Deus.

Certa feita, quando Jesus estava em Cafarnaum, antes de operar a cura de um paralítico, Ele fez a polêmica declaração de que perdoava os pecados daquele homem, sendo acusado por isso de blasfêmia (Mc.2:7). Da mesma forma, quando levado preso e colocado diante do Sinédrio, a Sua resposta ao sumo sacerdote, afirmando ser o Filho de Deus, provocou grande alvoroço entre a turba acusadora e a pronta acusação: “Blasfemou!” (Mt.26:65). Blasfêmia, portanto, refere-se a assumir uma função que só a Deus pertence ou tentar assumir o Seu lugar. Jesus não blasfemou, pois que Ele era o próprio Deus. Mas Satanás que, desde tempos antigos, ambiciona ocupar o lugar do Altíssimo, tem trabalhado incansavelmente para que o homem também conserve a mesma ambição. O profeta Daniel declarou que surgiria um poder que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25), assumindo então uma função que só a Deus pertence. O princípio bíblico é muito claro: ninguém é autorizado a acrescentar ou a tirar palavra alguma das Escrituras Sagradas (Ap.22:18-19).

Precisamos, amados, nos apegar firmemente à fé que nos é qual escudo contra os enganos do Maligno (Ef.6:16). E somente mediante o Espírito Santo nossas lâmpadas permanecerão acesas até às bodas (Mt.25:4). No livro do Apocalipse, vemos que o candelabro é um símbolo da igreja (Ap.1:20). Mas, de acordo com a parábola proferida por Jesus, em Mateus 25:1-13, não basta ser candelabro, não basta ser igreja. Afinal, do que vale uma lâmpada que não ilumina? A presença do Espírito Santo deve ser real e constante no meio do povo do advento. A lâmpada também simboliza a Palavra de Deus (Sl.119:105). Mas do que vale o conhecimento da Bíblia sem o poder do Espírito? Fazer parte da igreja não é sinônimo de salvação, amados. Como “o filho da mulher israelita” que “blasfemou o nome do Senhor” (v.11), muitos professos cristãos serão destruídos no juízo porque escolheram ser guiados por suas próprias paixões.

Estamos vivendo, creio eu, a maior crise de identidade da história da igreja de Deus. Há uma letargia sem precedentes no meio do povo do advento. Onde estão os raios de luz provenientes do Céu quando os reformadores protestantes pregavam com ousadia a verdade que os homens desprezavam? Onde estão aqueles que, qual os pioneiros adventistas, não descansavam enquanto não ouvissem a voz de Deus a lhes conceder mais luz? O grande conflito está à beira de seu desfecho e a menos que estejamos qual tochas acesas pelo Espírito Santo, não conseguiremos discernir o tempo sobremodo decisivo de nossa peregrinação. Despertai, igreja do Deus vivo! Despertai! “E isto digo a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, igreja reavivada pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico24 #RPSP

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Levítico 23 – Comentado por Rosana Barros
6 de maio de 2022, 0:45
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“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as Minhas festas” (v.2).

O Senhor estabeleceu um calendário de festas solenes para o Seu povo. Não eram meras convocações, mas “santas convocações”, assembleias separadas para propósitos especiais. Novamente o Senhor reforçou a festa semanal estabelecida na criação, o Seu santo sábado: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). A primeira coisa que os filhos de Israel precisavam ter em mente é que, toda semana, havia um memorial que os fazia lembrar de que desde o princípio ele foi estabelecido pelo Criador como uma bênção à humanidade (Mc.2:27). Em todas as suas moradas, onde quer que colocasse a planta de seus pés, Israel seria o modelo de Deus para o mundo, e o descanso semanal de seu labor despertaria a curiosidade dos demais povos, ao perceberem o seu zelo e apreço em observar o sábado como um dia santo.

No decorrer de cada ano, também haviam as festas cerimoniais, na seguinte ordem: Páscoa e festa dos pães asmos, Primícias, Pentecostes, Dia da Expiação e Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas. O que muitos ignoram é o fato de que estas festas representam a cronologia do ministério de Cristo, do plano da redenção. Foi na Páscoa que o Cordeiro de Deus morreu e derramou o Seu sangue para resgatar a humanidade caída, mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou como “as primícias dos que dormem” (1Co.15:20). Exatamente no Pentecostes a Sua promessa de enviar-nos o outro Consolador foi cumprida. Conforme as profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844 estamos vivendo no período profético do Dia da Expiação, quando Jesus passou do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celeste (Dn.7:13-14). Aguardamos, portanto, a última festa, a gloriosa convocação, quando o Senhor nos levará não mais para habitar em cabanas, mas em moradas eternas (Jo.14:1-3).

Não havia uma semana sequer sem que Deus celebrasse com o Seu povo a certeza da futura recriação e nem um ano sequer de que a glória futura seria garantida no “ano aceitável do Senhor” (Is.61:2). Cristo veio e nos garantiu a festa da vitória final. Estamos vivendo em tempo de solene advertência: “afligireis a vossa alma” (v.27). Quantos têm andado trôpegos e errantes na Terra por falta de conhecimento! O Senhor do Céu deseja derramar sobre nós nada menos do que o Seu Espírito, “Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2). Mais do que vitórias transitórias, necessitamos clamar pela vitória espiritual em Cristo, pedindo a constante guia do Espírito Santo. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Lc.11:13).

Olhem para o mundo, amados. Há motivos suficientes para gemermos diante das abominações que têm sido cometidas. Há aproximadamente dois mil anos, o apóstolo Paulo fez uma lista de nossa condição atual: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.” (2Tm.3:1-5 NVI). Mas sabem o que é mais assustador? O final deste texto, quando diz: “tendo forma de piedade”. Ou seja, em sua maioria, são religiosos, mas assemelham-se à mesma classe que condenou o próprio Jesus à morte.

Arde no meu coração o desejo de que, assim como o foi com o servo do profeta Eliseu (2Rs.6:17), os nossos olhos sejam abertos para contemplar o posto do dever dos anjos ministradores de Deus que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Há um grande conflito com forças espirituais invisíveis, e Satanás e seus agentes têm lançado grande medo e dúvida nos corações. Oh, meu irmão e minha irmã em Cristo Jesus, “não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16)! Se hoje estamos em vestes de saco e parece que a nossa angústia está a ponto de nos sufocar, creia, em nome de Jesus, que “em seu dia próprio” (v.37), o Senhor Se levantará para nos vestir com as vestes festivais da eternidade.

Que neste dia da preparação você celebre a vitória do nosso Senhor e Salvador e a esperança real de que, muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), adoraremos ao Senhor na eternidade! Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico23 #RPSP

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Levítico 22 – Comentado por Rosana Barros
5 de maio de 2022, 0:45
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“Não profanareis o Meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor, que vos santifico” (v.32).

Lidar com as coisas sagradas era uma questão de prioridade no santuário. Tudo ali apontava para a santidade de Deus e a necessidade do homem em ser por Ele santificado. A obrigação dos sacerdotes consistia em transmitir ao povo a vontade de Deus, ensinando-lhes a fazer diferença entre o santo e o profano. Os sacrifícios realizados no pátio do tabernáculo e as ofertas de manjares eram considerados “coisas sagradas” (v.2), portanto, não poderiam ser consumidos de qualquer forma e nem por qualquer um. A ordem era clara: “Não profanarão as coisas sagradas que os filhos de Israel oferecem ao Senhor” (v.15). Pontualmente, Deus prescreveu a Israel o passo a passo da verdadeira adoração.

Havia todo um cuidado de Deus para que os Seus filhos não profanassem as coisas sagradas e nem o Seu santo nome lidando com o sagrado de forma comum. Aquele que criou o homem para a Sua glória (Is.43:7) não poderia exigir-lhe menos do que poderia oferecer. Ofertas de animais com defeito eram inaceitáveis. Como uma representação de Cristo, o perfeito Cordeiro, cada animal deveria ser cuidadosamente selecionado para compor o cenário de adoração. Ainda nos resta, hoje, uma oferta a ser feita. Um sacrifício nos é exigido: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1).

Muito mais do que exigir santidade, Deus nos confere santidade. Só Ele é santo. Portanto, só Ele pode nos santificar. Deus deseja imprimir o Seu caráter em Seu povo, mas, para que isso aconteça, precisamos descer os degraus de nossas orgulhosas concepções e permitir que o Santo Espírito nos transforme. A melhor oferta que podemos depor no altar do Senhor não são os nossos esforços religiosos, e sim o que Ele mesmo nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Sabem quando começa a genuína conversão? Não é quando fazemos a obra de Deus, mas quando permitimos que o Deus da obra nos encontre. Todas aquelas leis e obrigações consistiam em ensinar a Israel que o Senhor desejava ter um encontro especial com o Seu povo todos os dias, para que assim eles pudessem se agradar dos Seus caminhos.

Quando um pecador se dirigia ao templo com uma oferta segundo os seus próprios critérios, e o coração endurecido para ouvir a voz de Deus, estava a replicar a ofensiva oferta de Caim. Foi pela fé que “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas” (Hb.11:4). Abel depositou o seu coração naquela oferta e foi selado para a eternidade. Caim, porém, ofereceu do que achava ser o melhor, duvidando da provisão de Deus e recebendo o sinal de eterna maldição. A diferença entre a verdadeira adoração de Abel e a falsa adoração de Caim tem sido vista no decorrer da história deste mundo e permanecerá até que Cristo volte e ponha “as ovelhas à Sua direita, mas os cabritos, à esquerda” (Mt.25:33).

Muitos professos cristãos têm exigido de outros com severo rigor que sejam observadas as regras de modéstia cristã, regime alimentar, dentre outras, quando, na verdade, eles mesmos necessitam de uma mudança interior. Não podemos exigir reforma se não há reavivamento. Reforma sem reavivamento é hipocrisia e legalismo, e reavivamento sem reforma é inconcebível. Ambos estão ligados pelo elo do Espírito Santo na obra de preparar o derradeiro povo do advento. E naquele Dia haverá um sacrifício aceitável a Deus: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). A entrega incompleta do eu aos cuidados do Senhor desvia o nosso foco do Criador para a criatura. Precisamos abandonar o “assim eu acho” e retornar às veredas antigas do “assim diz o Senhor”. A nossa missão não consiste em simplesmente ensinar a verdade, mas em vivê-la para a glória de Deus, porque “dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas” (Rm.11:36).

O evangelho do Reino “não é segundo o homem[…] mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl.1:11 e 12). Este é o evangelho que nos foi dado a pregar e testemunhar. Seja o nosso coração uma oferta contínua ao Senhor e toda a nossa vida será uma progressiva revelação da atuação do Espírito Santo em nós. “Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos rumo ao Lar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico22 #RPSP

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Levítico 21 – Comentado por Rosana Barros
4 de maio de 2022, 0:45
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“Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do Senhor, o pão do seu Deus; portanto, serão santos” (v.6).

As leis para os sacerdotes consistiam não apenas em preservar a honra de tal posição, mas também em conservar a integralidade do relacionamento deles para com Deus e de suas obrigações como “homem principal entre o seu povo” (v.4). Cada sacerdote representava a figura de Cristo, santo, incontaminado e sem defeito. Aos sacerdotes era ilícito o achegar-se a um morto, e ao sumo sacerdote essa regra era ainda mais rígida, já que nem a morte de seu pai ou de sua mãe o autorizava a descumpri-la. O sacerdócio era um ministério privilegiado, que exigia um estilo de vida santo e totalmente dependente de Deus. Cabia aos sacerdotes a grande missão de unificar a nação na adoração ao Senhor como único Deus verdadeiro e incentivá-la na busca por uma vida cada vez mais santa e consagrada.

O exemplo dos sacerdotes e do sumo sacerdote devia ser para Israel uma visão provisória do plano de Deus para a humanidade: “Ele vos será santo, pois Eu, o Senhor que vos santifico, sou santo” (v.8). Esses líderes espirituais deviam manter uma constante comunhão com Deus, através de um relacionamento pessoal que os fizesse crescer no verdadeiro conhecimento. Reconhecendo a sua falibilidade e exaltando ao Senhor como soberano Provedor, seu ministério, impulsionado pelo Espírito Santo, seria o mais eficaz testemunho de que Deus estava guiando o Seu povo. Desta forma, sua eleição jamais seria considerada como uma predileção, mas um privilégio de superiores responsabilidades, representando o Ministro de superior aliança, Cristo Jesus. Para tal encargo, portanto, nada menos do que isto poderia ser exigido: “o sacerdote é santo a seu Deus” (v.7).

Hoje, nossos pastores e obreiros correspondem àquela privilegiada função. Apesar de não ser-lhes mais impostas as mesmas leis, o princípio que as norteava deve prevalecer: “Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus” (v.6). Mais do que um eloquente pregador ou de um exímio teólogo, o mundo precisa de homens que correspondam ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). A Bíblia não faz menção a pastoras, como líderes espirituais da igreja de Deus. Não se trata de algum tipo de preconceito, mas do fato do sacerdote simbolizar o próprio Cristo, além da importância do papel da mulher dentro do lar e de sua presença e influência no seio da família. Por negligenciar esta obra, tão sagrada quanto a função sacerdotal, é que muitas famílias têm sofrido as consequências desta inversão de papéis.

Quando Cristo morreu na cruz do Calvário, ressuscitou e subiu aos Céus, tornando-Se uma vez por todas o nosso Sumo Sacerdote, o sacerdócio uniu-se ao discipulado. Hoje, todos nós somos chamados para ser “sacerdócio real, nação santa” e proclamar as virtudes dAquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Todos nós recebemos o sagrado privilégio de sermos testemunhas de Jesus. Cada um em sua esfera de influência pode participar desta obra. Aos pastores cabe a função de pastorear, de cuidar das ovelhinhas do Senhor. Mas é o cuidado que devemos ter de uns para com os outros que mantém o “rebanho” unido e mais forte. Santidade não se limita a padrões de comportamento, e sim em imitar o perfeito Padrão, Jesus Cristo.

A vida exemplar cristã começa quando o crente compreende que não é ele mesmo ou as suas obras que devem estar em evidência. Até mesmo Jó, o homem que foi considerado justo e íntegro pelo próprio Deus, reconheceu a sua impotência diante da grandeza do Senhor. Assim como uma lâmpada precisa de uma fonte de energia para iluminar, precisamos de Cristo para que a nossa vida seja luz, a fim de que o Pai seja glorificado (Mt.5:16). Seja o nosso sentimento como o foi o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade” (Sl.115:1).

Se homens e mulheres assumirem cada qual a sua função como o Senhor nos orienta em Sua Palavra, as famílias do Seu povo serão benditas, Sua igreja será fortalecida, o mundo será sacudido pelo último clamor e mais rápido veremos o regresso do nosso Senhor e Salvador, que nos santifica.

Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu” (Dn.9:19). Vigiemos e oremos!

Bom dia, sacerdócio real de Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico21 #RPSP

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Levítico 20 – Comentado por Rosana Barros
3 de maio de 2022, 0:45
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“Ser-Me-eis santos porque Eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes Meus” (v.26).

Israel já era mui numeroso no deserto, e, certamente, se estabeleceria como uma nação deveras numerosa em Canaã. Era imprescindível que houvesse leis, inclusive, leis penais que inibissem a prática de crimes no meio do povo. Os crimes descritos no capítulo de hoje compõem, por assim dizer, a lista dos mais hediondos aos olhos de Deus. Suas sanções que incluem pena de morte e esterilidade já dizem por si só que a tolerância divina não os admite. Sacrifícios humanos, idolatria, imoralidade sexual, filhos rebeldes, alimentação imunda e feitiçaria eram práticas comuns entre os povos que habitavam Canaã, “porque fizeram todas estas coisas”, por isso o Senhor os lançaria para fora daquela terra (v.23).

Até hoje, as penas estabelecidas por Deus chamam a atenção para o rigor que possuem. Não parece haver piedade, contrastando com a compaixão do Salvador nas linhas que descrevem o Seu ministério terrestre. Todavia, este contraste desaparece quando examinamos toda a história de Israel e a misericórdia e paciência de Deus para com os filhos do Seu povo. De todos os reis de Judá, por exemplo, creio que Manassés foi o pior deles. Dentre os crimes citados neste capítulo, pelo menos 90% deles Manassés praticou, e ainda outros cometeu. Mas, quando preso por ganchos e cadeias, Manassés se humilhou diante de Deus e orou fervorosamente. Resultado: foi perdoado por Deus, conduziu Israel a um reavivamento e reforma, e dormiu em paz o sono da morte dos que serão despertados para a vida eterna na volta de Jesus.

Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Suas leis e penas aplicadas aos transgressores, ao contrário do que aparentem, não eram para a morte, e sim para a vida. Quando uma mulher adúltera foi levada à presença de Jesus (Jo.8:1-11), a lei dizia que ela deveria morrer, mas também dizia que não apenas ela deveria sofrer a pena: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (v.10). Jesus estava diante de uma acusação justa, considerando que a mulher adulterou, mas também de um julgamento injusto, porque ela não adulterou sozinha. O povo havia corrompido tanto a pena como a motivação da pena, e cada pedra que tinham em mãos era a materialização de seus corações endurecidos. Aquele, porém, que sonda os corações, jamais aplicaria uma pena de morte a alguém que estivesse disposto a ser por Ele transformado.

Amados, estamos cercados pelo mal que o pecado tem causado a este mundo. A respeito disto, está escrito: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). E “fechar os olhos para não ver” (v.4) as abominações que acontecem todos os dias, e o pior, que acontecem até mesmo no meio do professo povo de Deus não resolve nada, pelo contrário, só faz com que o pecado de um atinja também “a sua família” (v.5). Quando lemos o relato do rei Manassés, de seus pecados e de sua conversão (2Cr.33:1-20), percebemos que não cumpre a nós julgarmos a ninguém, mas, certamente, cumpre-nos falar e viver a vontade do Senhor como Seus atalaias, intercedendo sempre por nossos irmãos. Porque não há admoestação mais eficaz para o impenitente do que o exemplo de uma vida consagrada a Deus.

Cumpre-nos viver como aqueles que estão à espera do selamento final (Ap.7:3). Porque, como nos dias do profeta Ezequiel, assim será nos últimos dias. O selo de Deus só será posto sobre a fronte daqueles “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” não somente na Terra, mas também no seio de Sua igreja (Ez.9:4). A profunda angústia levou o ímpio rei Manassés ao arrependimento. Creio que o Senhor trará grande angústia aos “Manassés” atuais a fim de que a pena de morte não seja o seu destino final. Nunca foi e nunca será desejo de Deus que o perverso morra em sua perversidade, mas “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez.18:23).

Seja hoje o dia de buscarmos ao Senhor com angústia de alma! Olhemos para a cruz, para o sacrifício do Inocente que sofreu a pena de morte pelos nossos pecados. Olhemos para a tumba vazia, para o Salvador que nos resgatou para a vida eterna. Cristo, eis o incomparável Exemplo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, selados para a eternidade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico20 #RPSP

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Levítico 19 – Comentado por Rosana Barros
2 de maio de 2022, 0:45
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“Guardareis todos os Meus estatutos e todos os Meus juízos e os cumprireis. Eu sou o Senhor” (v.37).

Na providência de Deus, instruções foram estabelecidas e leis instituídas a fim de que o Seu povo permanecesse separado dos demais povos da Terra. O atributo divino que mais se destaca em toda a Bíblia foi requerido daqueles que representam a Deus: “Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (v.1). A santidade coloca em ordem as prioridades estabelecidas por Deus e rejeita as instituídas pelo homem. Antes mesmo de proferir uma espécie de resumo das diversas leis dadas a Seu povo, o Senhor deu destaque ao seu objetivo: para que se tornasse santo como Ele é santo. Israel estava para deparar-se com povos cujo grau de corrupção e depravação sobrepujava a malignidade do Egito. Apenas se fossem fiéis em guardar e cumprir as leis do Senhor, dEle receberiam poder para não contaminarem-se com as abominações da terra.

A obediência verdadeira requer disciplina, perseverança, mas, acima de tudo, total dependência de Deus e a prática do amor altruísta. Em todas estas leis podemos perceber que elas nos elevam a uma atmosfera de amor a Deus e uns pelos outros. Todos os “nãos” de Deus apresentam um claro e sonoro “Eu amo vocês!” Se apreciássemos devidamente as Escrituras como um tesouro de inestimável valor, nossos ouvidos compreenderiam e nossos olhos se abririam para ver que, ainda que algumas leis tenham sido criadas apenas para o antigo Israel, outras prevalecem em sua eterna força normativa, e todas elas apresentam princípios que nem o tempo pode revogar. O Decálogo, por exemplo, é a inscrição do caráter de Deus, algo que é eterno como Ele mesmo o é. E a mesma posição em que foi colocado, no mais interior do lugar Santíssimo do santuário terrestre, permanece diante do trono de Deus, no Santíssimo do santuário celeste (Ap.11:19).

Outras leis específicas que encontramos como reivindicações de um Deus santo ao Seu povo, podemos encontrar no Novo Testamento. As leis com relação ao cuidado com os pobres e os estrangeiros, por exemplo, revelam o mesmo princípio nas palavras do apóstolo Paulo à igreja de Corinto: “Quanto à coleta para os santos[…] No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando” (1Co.16:2). E também no trabalho dos diáconos para com as viúvas da igreja primitiva (At.6:3). E no ministério do próprio Cristo que, compadecendo-Se de uma multidão faminta a alimentou a partir de cinco pães e dois peixinhos (Mt.14:13-21).

A verdade, a honestidade e a transparência também devem nortear a vida do fiel filho de Deus. É uma questão de caráter. Fofocas, rancor que consome o coração e vingança são venenos tomados a conta gotas e, mais cedo ou mais tarde, destroem o possuidor. O mesmo princípio destacado no verso 17 do capítulo de hoje, Paulo aplicou ao perceber a insensatez de Pedro: “Quando, porém, Cefas [Pedro] veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível” (Gl.2:11). O amor ao próximo bíblico não tem nada a ver com o amor mundano romantizado. Aquele que ama busca o bem do seu próximo ainda que para isso tenha que repreendê-lo ou afastar-se, como Paulo também advertiu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos[…] afastai-vos deles” (Rm.16:17). Não é uma questão de política da boa vizinhança, é uma questão de salvação, pois “nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (1Jo.3:14).

Repetidas vezes o Senhor tem mostrado o Seu amor para conosco no exame de cada capítulo sagrado. O Espírito Santo tem nos revelado os segredos do Reino dos Céus e a cada “chave” que nos é dada, uma nova porta é aberta para que possamos entrar na presença de Deus oferecendo-Lhe o nosso culto racional (Rm.12:1). Precisamos cooperar com o poder divino a fim de recebermos porções de sabedoria cada vez maiores do divino Professor. O testemunho de um povo que ama a Deus e ao próximo; que não se contamina com ídolos e nem com homens que professam adivinhar o futuro; um povo que guarda os sábados do Senhor como sinal de que pertence ao Criador do Universo; que trata com respeito os seus progenitores e anciãos do povo; que teme a Deus e pratica a justiça; será este povo que terminará a derradeira obra do Senhor na Terra. Nele cumprir-se-á a profecia de Isaías:

Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os Seus caminhos, e andemos pelas Suas veredas” (Is.2:2-3).

Há uma igreja lá fora à procura de um lugar de adoração ao Deus verdadeiro. E o que Cristo disse à mulher samaritana, ecoa até nós hoje: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Ellen White escreveu o seguinte: “O Capitão de nossa salvação nos deu Suas ordens, e devemos prestar-Lhe implícita obediência; se, porém, fecharmos o Livro que revela Sua vontade, e não investigarmos ou examinarmos, nem buscarmos compreender, como poderemos cumprir suas obrigações?” (Ellen G. White, E Recebereis Poder, CPB, p.129).

O Senhor tem um só povo em cada tribo, língua e nação, um povo unido no mesmo propósito de adorá-Lo em espírito e em verdade. Que por meio de Sua Palavra, seguros na âncora da graça de Cristo, façamos parte do povo que o Senhor erguerá perante o Universo como “fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico19 #RPSP

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Levítico 18 – Comentado por Rosana Barros
1 de maio de 2022, 0:45
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“Portanto, os Meus estatutos e os Meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor” (v.5).

Após a queda do homem, a primeira impressão que Adão e Eva tiveram do pecado foi de sua nudez. Despidos das vestes da glória de Deus, o homem e sua mulher fizeram para si vestes com “folhas de figueira” e, ouvindo a voz de Deus, “que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus” (Gn.3:7 e 8). A nudez causou-lhes a sensação de impotência diante de tal situação. Tiveram medo de apresentar-se daquela forma diante do Criador. Mas com que amor o Senhor lhes proveu a solução! Antes mesmo de criá-los, o plano já estava estabelecido, através do “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). Ali no Éden, o primeiro sacrifício foi realizado e “fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn.3:21).

Não podemos cobrir a nudez do pecado mediante nossos próprios esforços, mas Deus nos proveu os vestidos da salvação: “Aconselho-te que de Mim compres[…] vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18). A nudez representa a condição vergonhosa do homem perante Deus. E os estatutos e juízos estabelecidos quanto aos casamentos ilícitos e uniões abomináveis revelam as bênçãos de Deus em cumpri-los, e as consequências destrutivas em desobedecê-los. O Senhor instituiu uma lista de parentes como proibida para o matrimônio. Antes mesmo da entrada do pecado, Deus já havia estabelecido a união entre o homem e a mulher. O casamento heterogêneo e monogâmico foi instituído por Deus para ser uma bênção à humanidade; e o sexo, planejado como uma bênção exclusiva para o uso sagrado dentro do casamento. O relato da vida dos personagens bíblicos que desobedeceram a estes princípios está escrito “para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co.10:11).

O pecado deturpou a sexualidade humana de tal forma que a respeito do que o Senhor disse: “maldade é” (v.17), o homem responde: “é normal”. O que antes causou grande vergonha no Éden, hoje é publicado em praça pública. Estamos, de fato, devendo, e muito, a Sodoma e Gomorra! Os povos que ainda habitavam em Canaã estavam contaminados com uniões abomináveis, e Deus precisava instruir o Seu povo a fim de não praticarem “nenhum dos costumes abomináveis” (v.30) que ali se praticavam. O incesto, a homossexualidade, a bestialidade, dentre outras práticas sexuais ilícitas e perversas diante de Deus eram naturalmente aceitáveis entre os povos cananeus e praticadas em seus rituais pagãos. Os filhos de Israel estavam para entrar em terreno perigoso e o Senhor precisava alertá-los e protegê-los. Seus estatutos e juízos não são imposições arbitrárias, mas um código de segurança: “cumprindo-os, o homem viverá por eles” (v.5).

Ainda moro em zona urbana, mas quanto mais os dias passam mais me convenço de que o povo de Deus precisa sair das cidades. Está chegando o tempo (se é que não já chegou), em que os anjos do Senhor estão apelando, como fizeram com Ló, de que os filhos de Deus abandonem, o mais rápido possível, os grandes centros. A demora de Ló lhe custou a perda de parte de sua família e de sua esposa, e a gravidez abominável de suas filhas. A terra em que habitava tornou-se tão maligna que a homossexualidade era praticada em plena luz do dia. Estamos longe deste contexto, amados? Músicas, novelas, filmes e até desenhos animados incentivam nossas crianças e adolescentes a serem sexualmente ativos antes da hora, da forma que desejarem e com quem ou o quê desejarem. O mundo está testemunhando a desconstrução da família e do casamento, e o surgimento de uma nova geração cujo pudor é ignorado e a moral zombada.

Muitos carregam marcas de uma infância vivida em uma família que não era temente a Deus, ou de escolhas erradas que fizeram antes de conhecer ao Senhor. Todos nós, na verdade, possuímos marcas causadas pelo simples fato de existirmos. O pecado é letal e “a terra se contaminou” (v.25), e a menos que guardemos e andemos no caminho que o Senhor nos orienta a andar, carregaremos em nosso corpo e em nossa mente feridas que nos causarão traumas difíceis de esquecer. É desejo do Senhor que os Seus filhos se mantenham puros. Mas ainda que o pecado tenha nos causado manchas difíceis de limpar, ou que alguém tenha nos machucado, o Senhor nos prometeu: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e Me ouvirdes” (Is.1:18 e 19).

Ao que o Senhor chamou de abominável sob a recorrente lembrança: “Eu sou o Senhor” (v.6), não consideremos aceitável. Não é normal, “é abominação” (v.22)! Não é natural, “é confusão” (v.23)! A repetida declaração de Deus como Senhor declara a Sua autoridade em legislar sobre a sexualidade humana. Aquele que cobriu a nudez de nossos primeiros pais é O mesmo que deseja cobrir a nossa, não mais com vestimenta de peles de animais, mas com “vestes de salvação[…] e com o manto de justiça” (Is.61:10). Não permita que o inimigo exponha a sua nudez, mas confiante nos méritos de Cristo Jesus, dEle adquira a roupa da vitória.

Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, vestidos pelo Senhor da glória!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Levítico 17 – Comentado por Rosana Barros
30 de abril de 2022, 0:45
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“Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações” (v.7).

Recentemente, um famoso casal americano expôs na mídia um costume em extremo bizarro: tomar um pouco do sangue um do outro para fins ritualísticos. Em entrevista, a atriz descreveu tal ritual como quem descreve uma ida ao parque para tomar um sorvete, alegando que eles tomavam apenas algumas gotas do sangue um do outro. Essa prática pagã e demoníaca advém de tempos muito remotos, e nos faz compreender melhor porque Deus advertiu o povo com tanta veemência a respeito da proibição quanto ao consumo do sangue; e nos faz pensar além, na questão das leis quanto aos fluidos corporais que estudamos em Levítico 15, pois estes também eram e continuam sendo utilizados para fins de rituais satânicos.

Haviam práticas pagãs observadas pelos povos vizinhos que, dentre algumas, eram realizadas no Egito. Uma delas era o sacrifício aos deuses pagãos. Deus orientou o Seu povo para abster-se de tais práticas, pois elas, na verdade, não passavam de cultos a demônios. Ou seja, só o Senhor Deus é digno de toda adoração; só o Senhor é Deus, e não há outro. Ele é o nosso Criador e Redentor. Fora disso, a adoração é adulterada. O Senhor mesmo disse: “Eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22). Nos dois primeiros mandamentos do Decálogo, está escrito: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura[…] não as adorarás, nem lhes darás culto[…]” (Êx.20:3-5). Só ao Senhor Deus devemos prestar culto! Somente a Ele!

Semelhantemente, os pagãos tinham costume de beber do sangue de seus sacrifícios aos deuses estranhos, inclusive, de sacrifícios humanos. Deus advertiu o Seu povo a não contaminar-se com a mesma prática. O derramamento de sangue no santuário prefigurava a Cristo, que verteria o Seu sangue para a remissão de nossos pecados. Os sacrifícios às entidades pagãs eram uma contrafação de Satanás ao plano da redenção prefigurado no santuário. Ellen White escreveu: “Fazendo os homens violarem o segundo mandamento, visava Satanás rebaixar suas concepções acerca do Ser divino. Pondo de lado o quarto, fá-los-ia esquecer-se completamente de Deus. A reivindicação divina à reverência e culto, acima dos deuses dos gentios, baseia-se no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem sua existência” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.239).

A ênfase do capítulo de hoje está, portanto, na contrafação à verdadeira adoração e dá início ao chamado “Código de Santidade” que segue até o capítulo 26 deste livro. Um código não somente de conduta, mas que definiria a identidade do povo de Deus, através de um estilo de vida que declarava ao mundo que só o Senhor é Deus, o Senhor é único. A idolatria afasta o povo de Deus e, por consequência, o coloca em terreno inimigo. Não era apenas uma proibição quanto ao consumo de sangue de animais, mas uma questão que afetava o relacionamento entre o povo e Deus, que feria a identidade de um povo escolhido para ser santo. Podemos nós afirmar categoricamente que servimos somente ao Senhor? Ellen White também pontuou: “Por meio das tentações de Satanás o gênero humano todo se tornou transgressor da lei de Deus; mas, pelo sacrifício de Seu Filho, abriu-se um caminho por onde podem voltar a Deus. Mediante a graça de Cristo, podem habilitar-se a prestar obediência à lei do Pai. Assim, em todos os séculos, do meio da apostasia e rebelião, Deus reúne um povo que Lhe é fiel, povo em cujo coração está a Sua lei.” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.241).

Cuidado com as contrafações atuais! Elas não deixaram de existir, só mudaram de forma. A última batalha universal não será por força ou violência, mas pela diferença entre os verdadeiros e os falsos adoradores, os que conhecem ao Senhor e os que não O conhecem. E Satanás está usando todas as suas armas “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Que Deus nos ajude e continue a nos santificar através de Sua Palavra. Portanto, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, adoradores do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico17 #RPSP

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Levítico 16 – Comentado por Rosana Barros
29 de abril de 2022, 0:45
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“Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o Senhor” (v.30).

Todos os dias, pela manhã e à tarde, dois cordeirinhos eram sacrificados no tabernáculo como oferta pelos pecados de Israel. Todos os dias, também, o sacerdote entrava no lugar santo do santuário para queimar o incenso, que representava as orações do povo. O capítulo de hoje fala sobre um dia especial, um feriado anual chamado Dia da Expiação, em hebraico, “Yom Kippur”. Nesse dia acontecia o que não podia ser feito em nenhum outro: o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo. Lembram? O segundo compartimento do tabernáculo em que ficava a arca da aliança com as tábuas dos dez mandamentos. Era um dia de purificação. Durante todo o ano os filhos de Israel haviam levado seus pecados para o santuário. Neste dia era realizada a expiação, uma espécie de limpeza do santuário.

Antes, porém, o sumo sacerdote precisava oferecer primeiramente por ele e por sua família uma oferta pelo pecado, e só então pelo povo. A expiação feita “por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel” (v.17), aponta para a ordem dos fatores no viés espiritual. Em carta a um pai cristão, Ellen White escreveu: “Aqueles que conquistarem a vida eterna farão tudo o que puderem para pôr sua casa em ordem. Eles precisam começar no próprio coração e prosseguir até que retumbantes vitórias sejam alcançadas. O eu precisa morrer e Cristo viver em seu coração” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, v.2, p.88). O verdadeiro espírito missionário provém de um coração verdadeiramente convertido. A boa obra do Espírito Santo na vida sempre nos indicará o lar como sendo o nosso primeiro campo missionário; uma obra que se estende para outros como poderosa e insuperável influência.

Na sequência do Dia da Expiação, dois bodes eram trazidos e acontecia uma espécie de sorteio. Um seria o bode “para o Senhor” (v.8). Sobre este bode não seria lançada culpa, mas, sem culpa alguma, seria morto e seu sangue aspergido no lugar Santíssimo, representando a Cristo, o Inocente que Se ofereceu em sacrifício por nós. Já sobre o bode emissário ou Azazel – cujo significado é “demônio do deserto” – eram lançadas todas as iniquidades do povo e levado para fora do arraial, no deserto, e lá era solto “para terra solitária” (v.22). Ou seja, demônio, que merecia receber toda a culpa, lançado vivo no deserto à sua própria sorte. É praticamente uma ilustração de Apocalipse sobre o destino de Satanás durante o milênio.

Cristo é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Mas apesar de receber sobre Si as nossas iniquidades (Is.53:6), Ele morreu sem culpa. Ele não merecia tal condenação. Porém, o Seu sangue tinha que ser derramado para que tivéssemos vida, para que fôssemos purificados. Existe, porém, uma criatura na qual se originou o pecado e que, um dia, receberá a culpa merecida por todas as iniquidades (bode Azazel), sendo lançado vivo nesta terra que estará desolada como um deserto durante o período de mil anos. A Bíblia diz que, após o retorno de Cristo, Satanás ficará nesta Terra desolada por mil anos sem ter a quem tentar, ou seja, num verdadeiro deserto (Ap.20:1-3). O Dia da Expiação representava, portanto, algo grandioso e profético. Era uma sombra daquilo que um dia se tornaria realidade. Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, está hoje no lugar Santíssimo do santuário celestial fazendo expiação por nós, e quando Ele declarar: “Feito está” (Ap.16:17), voltará para buscar os que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), e Satanás receberá a sua primeira condenação.

Um dia, todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (1Co.5:10). Conforme Daniel 8:14 e 9:25, desde 1844 vivemos no dia da expiação profético. Jesus está agora intercedendo por cada um de nós. É tempo, pois, de afligirmos a nossa alma; de nos consagrarmos para encontrarmos com o nosso Deus, confessando os nossos pecados Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Hoje é o tempo de buscarmos esta purificação! Nas palavras de Guilherme Müller: “Hoje, e hoje, até que Ele venha”. Nosso Pai do Céu tanto nos amou que entregou o Seu único Filho, o Inocente, por mim e por você (Jo.3:16). Não há maior amor do que este! Aceite, hoje, este amor incondicional que espera ansiosamente pelo Dia em que nos levará “para o Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico16 #RPSP

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Levítico 15 – Comentado por Rosana Barros
28 de abril de 2022, 0:45
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“Assim, separareis os filhos de Israel das suas impurezas, para que não morram nelas, ao contaminarem o Meu tabernáculo, que está no meio deles” (v.31).

A lei sobre as imundícias do homem e da mulher apresentam algumas restrições que em certos detalhes podemos até entender como sendo um exagero, mas que na verdade se tratava de uma proteção divina. Foi a forma que Deus encontrou para preservar tanto a saúde quanto a intimidade de Seus filhos. Provavelmente, a primeira parte do capítulo sobre o vazamento de fluxo seminal, ou a retenção dele, fosse referente a alguma enfermidade no homem, podendo ser até alguma doença venérea. Logo após, o capítulo trata sobre o período menstrual da mulher. O Senhor buscou ensinar o Seu povo noções importantes acerca do cuidado com a higiene e de como isto pode ser uma questão de vida ou morte.

Habitando em tendas no meio do deserto, tanto homens quanto mulheres precisavam seguir as orientações de Deus para o bem geral da nação. Além da mulher não possuir os recursos que temos hoje para conter “o fluxo costumado do seu corpo” (v.19), por uma questão de higiene, como de cuidado para com a mulher neste período, Deus também estabeleceu regras para que nenhum homem a importunasse nos dias de sua menstruação. Dada a cultura predominantemente patriarcal, se o Senhor não tivesse sido tão enfático com relação a isto, o homem não respeitaria este período feminino tão íntimo e incômodo.

Mesmo em nossos dias, acredito que necessitamos de semelhante zelo no cuidado com o nosso corpo, a fim de que ele seja oferecido diariamente como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1). Como nosso Criador, Seu cuidado em estabelecer limites nos lembra do que aconteceu no Éden quando um limite foi quebrado. Apesar de muitos especialistas discordarem a respeito da abstinência no período menstrual, pesquisas já comprovaram que há um risco maior em se contrair doenças sexualmente transmissíveis e até mesmo algum tipo de infecção. Portanto, é prudente levarmos essas questões em consideração. Mas o versículo 25 revela algo ainda mais crítico: a mulher que era acometida do fluxo de sangue além do período natural.

Nos evangelhos, encontramos o relato de uma mulher que há 12 anos sofria deste mal. Conforme estudamos no capítulo de hoje, tudo o que aquela mulher tocasse tornava-se imundo. Contudo, ela rompeu todas as barreiras do preconceito e se pôs no meio de uma grande multidão. Imaginem quantas pessoas ela não tocou até conseguir chegar perto de Cristo. Nada mais importava para ela, a não ser tocar nas vestes dAquele que era o Único capaz de torná-la limpa, e com muita dificuldade, ela tocou na orla do “jaleco” do Médico dos médicos. Sabem o que é mais lindo nessa história, amados? Em meio àquela multidão, Jesus perguntou: “Quem Me tocou? […] porque senti que de Mim saiu poder” (Lc.8:46). Notem que a Bíblia não diz que foi o poder da fé que a curou, mas o poder que saiu de Jesus. O toque da fé é o conduto que faz com que o poder divino possa atuar em nosso favor. Quando confiamos nAquele que nos salvou, a consequência inevitável é a salvação.

Qual tem sido a barreira que tem lhe impedido de ir ao encontro de Jesus? Hoje, o Senhor nos diz que nem demônios, nem multidões, nem a morte, absolutamente nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39). Por isso, não pense que o seu problema não tem solução, mas continue suplicando com fervor e perseverança. Deus tem o poder de transformar maldição em bênção! Aleluia! Aquela mulher entendeu isso e sua fé em Cristo a salvou! E o sangue que era símbolo de imundícia, tornou-se símbolo de fé. Deus reverteu este conceito ao enviar o Seu único Filho em favor de nós, que éramos imundos em nossos pecados.

Aceite ser purificado pelo único sangue que tem poder para salvar, o sangue do Cordeiro de Deus. Não permita que pessoas ou situações desfavoráveis lhe impeçam de tocar nas vestes de justiça de Cristo. Lembre-se que, no meio de grande multidão, os olhos do Salvador percorriam ao redor para encontrar o olhar de uma única mulher. Jesus está, agora, olhando para a Terra e a pergunta é: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?” (Lc.18:8). Que muito em breve possamos ouvir da boca do nosso Resgatador: “Filho(a), a tua fé te salvou” (Mc.5:34). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela fé em Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

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