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“Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido[…]” (v.84).
Exatamente “no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo” (v.1), uma oferta especial foi oferecida pelos “príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais” (v.2). Instruído pelo Senhor, Moisés logo distribuiu estas ofertas entre os levitas, menos aos filhos de Coate, já que estes não teriam necessidade de carros ou animais, “porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros” (v.9). Além desta oferta levada ao tabernáculo no primeiro dia, outra oferta sucedeu aquele momento em mais doze dias. Começando pelo príncipe dos filhos de Judá, cada dia, o príncipe de uma tribo se dirigia ao tabernáculo para oferecer a sua dádiva, segundo a ordem das tribos. O detalhe é que as ofertas de todos os príncipes eram iguais.
As Escrituras têm uma característica especial que, para muitos de nós, pode até parecer cansativa: a repetição. O capítulo de hoje relata a oferta de príncipe por príncipe, repetindo as suas ofertas, ainda que sejam todas idênticas. O Senhor, porém, não faz nada que seja sem um propósito definido. A nossa mente pode receber fortes influências negativas ou positivas pelo processo de repetição. Mas quando a Bíblia reforça alguma ideia ou ensinamento, é porque o Senhor deseja que assimilemos algo de muito importante naquela mensagem. Ao lermos sobre as dádivas idênticas dos príncipes de Israel, percebemos que Deus não olha para o valor de nossas ofertas, nem faz acepção de doadores. Aos olhos de Deus, toda oferta apresentada diante do Seu altar como uma expressão de alegria do adorador, é semelhante à oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4).
Ao oferecerem seus presentes ao Senhor, não houve tentativa de angariar o reconhecimento humano. Nenhum príncipe levou além ou aquém do que o outro. Toda a atenção deveria estar voltada para a adoração ao Senhor que havia descido para habitar no meio de Seu povo. Não ousaram pôr em destaque nenhuma de suas obras. Mas, no dia determinado, cada príncipe, em atitude de reverência e santo procedimento, sem pompas ou prévio anunciamento, conduzia suas ofertas ao local designado e rogava ao Senhor pelo Seu favor e bênção. E consagrado o altar pelos filhos de Israel, o santuário tornou-se morada de Deus e fonte de comunicação entre Ele e Seu povo através de Moisés, que “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim [o Senhor] lhe falava” (v.89).
Deus não exige de Seus filhos ofertas mecânicas nem lhes pede além do que as suas posses lhes permitam ofertar. Também não pode abençoar onde há descaso para com a Sua Casa e a Sua obra. Onde há um grupo de crentes reunidos, deve haver a cooperação de todos para o avanço na obra do Senhor. E isto inclui a nossa adoração através dos dízimos e das ofertas. Muitos têm alimentado o sentimento maligno de que apenas os mais afortunados devem se empenhar em devolver e doar. Fossem eles mais fiéis no pouco que possuem, e não teriam necessidade alguma dos recursos dos ricos. A bênção do Senhor não está sobre o que dá mais, e sim sobre “quem dá com alegria” (2Co.9:7). São estes os amados de Deus que saltarão de júbilo quando ouvirem da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23).
Mordomia, amados, é adoração. Se queremos crescer como verdadeiros adoradores de Deus, precisamos nos dedicar melhor ao exame da Sua Palavra sem descaso ou desleixo, clamando pela sabedoria do Espírito da verdade. Como foram distribuídos os bens aos levitas de forma diferente, Deus também distribui os bens desta terra conforme Lhe apraz, de acordo com a capacidade de cada um em administrar. Porém, tudo o que ofertamos ao Senhor de coração, sendo pouco ou muito, é computado nos Céus como o montante afortunado daqueles que entenderam que a maior e melhor Oferta já nos foi dada: Jesus Cristo.
Que a alegria que brota do fruto do Espírito Santo nos motive não somente a ofertar os nossos recursos ao Senhor, mas que tudo em nós seja uma resposta de amor ao Deus que nos salvou. Vigiemos e oremos!
Bom dia, príncipes e princesas do Reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números7 #RPSP
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“Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (v.27).
Ao estudarmos sobre a lei do nazireado, creio que todos nós nos reportamos ao nazireu mais famoso da Bíblia: Sansão. O voto de nazireu incluía a abstenção do fruto da vide e de todos os seus derivados, a proibição em cortar os cabelos e de não poder tocar em nenhum cadáver. Era um voto feito por um determinado tempo ou durante toda a vida. “Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao Senhor” (v.8). Sansão nasceu de uma mulher estéril e desde o ventre foi dedicado ao Senhor como nazireu. Na fase adulta, porém, suas ações não condiziam com seu título, depositando a sua confiança em sua força como sendo um talento peculiar. Apesar de ter se arrependido no final de sua vida, como teria sido diferente o fim de sua história se tivesse compreendido a razão de ser de sua vocação.
Quanto ao voto ou juramento, Cristo nos ordenou: “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis[…] Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Jesus, através de Sua vida e ministério, nos deixou exemplo de que fidelidade ao Senhor deve ser resultado de uma vida de santificação. O Senhor está à procura de homens e mulheres que assumam o posto de seu dever com temor e tremor. Será este o povo que os anjos do Senhor reconhecerão e no grande Dia de Deus a respeito dele dirão: “isto é santo” (v.20); quando o Senhor mesmo “enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31).
Todas as vezes que Israel se preparava para marchar segundo as orientações do Senhor, antes de partir, todo o acampamento era tomado por grande silêncio, e em atitude de reverência, todos ouviam a bênção proferida pelos sacerdotes. Anjos poderosos eram comissionados por Deus para acampar ao redor do Seu povo. Jovens, velhos e crianças sentiam em seus corações a alegria de saber que o Senhor estaria no meio deles, dando-lhes sempre a certeza de Sua proteção e cuidado. Assim como foi com Moisés, Deus também desejava refletir o Seu rosto sobre todo o Seu povo. Israel havia sido eleito para refletir o caráter do Senhor, seu Deus.
O mundo está diante dos últimos instantes de oportunidade para aceitar o chamado de Deus. É tempo “de consagrar-se para o Senhor” (v.2) não mais para cumprir um juramento, mas a fim de estar preparado para ver a Deus. “Segui”, amados, “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Muitos dizem aceitar a Jesus como seu Salvador, mas O rejeitam como seu Senhor. Desejam as bênçãos, mas ignoram os deveres. Se seguir a Cristo e Sua Palavra importa em abandonar suas paixões e inclinações pessoais, escolhem seguir uma carreira religiosa menos exigente; um “cristo” que oculte os seus pecados e os considere aceitáveis e ingênuos.
A bênção tem a ver com a inscrição do nome de Deus sobre um povo eleito para ser santo, como o Senhor é santo. Santidade não tem a ver com impecabilidade, amados, mas com a constante busca pelo conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Diante de tão terrível e solene momento, precisamos consagrar a nossa vida ao Senhor e sermos o reflexo de Seu caráter a um mundo que sofre em agonia. Reflitamos nas palavras de M. L. Andreasen:
“É agora o tempo de enviar a mensagem profética até os confins da Terra. Foi esta a ordem de Cristo quando nos confiou a grande comissão evangélica de ensinar todas as nações e batizá-las, ‘ensinando-lhes a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado’ (Mt.28:20). Essa ordem – de observar todas as coisas – está a par com a mensagem profética, de que obedecer é melhor do que sacrificar. Uma vez feita esta obra, o fim virá” (O Ritual do Santuário, CPB, p. 60).
“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, consagrados ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números6 #RPSP
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“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).
Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições não tão favoráveis, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para que todo o povo não fosse afetado. Por algum motivo, a lepra era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis a torná-la uma calamidade nacional. Para os doentes era uma situação muito triste e constrangedora, mas necessária para a sanidade de todos.
Além de preocupar-Se com a saúde e bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto “a lei para o caso de ciúmes” (v.29) de um marido para com a sua mulher, revelam que Deus não aplicará o Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina aqui mesmo todo aquele que comete pecado. No entanto, assim como nestas leis há uma prestação de contas com sanções para fins de confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm.1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia e tem por finalidade a salvação.
A penalidade descrita quanto ao adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21) encontra-se com as palavras de Jesus que definem o seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não estava falando de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado em uma mulher adúltera era uma marca de que mais vale ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado que envenenam para a morte.
Existe uma grande confusão atual quanto a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Na concepção da maioria, não há harmonia entre ambos. Os erros precisam ser relevados, as advertências abandonadas e as disciplinas esquecidas, em nome do amor. Trocaram o temor do Senhor pela lógica humana; o “Assim diz o Senhor” pelo assim disse o homem que o Senhor disse. Para muitos jaz a necessidade de orientação e de correção, afinal, somos todos pecadores e as minhas escolhas não são da conta de ninguém. Entretanto, este é um perigo que incorre no meio do povo de Deus prestes a se espalhar como uma lepra, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “Apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são duas frases de impacto que deixam clara a necessidade do pecador de reconhecer os seus erros e de apresentar-se diante do Senhor e aceitar a Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).
Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois que Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados, e sim, proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos têm saído das fileiras do Senhor por sentirem-se ofendidos em sofrer disciplina por sua má conduta, e saem como verdadeiros perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Há, porém, aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem obedecer à ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo” (2Tm.2:25).
A esta geração, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede a fim de despertar a nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que é mau. Não saiam de nossa boca palavras ásperas ou de depreciação aos nossos irmãos, mas que por preceito e por exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração sempre zeloso, disposto a aceitar a correção; e cheio do amor de Deus para admoestarmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação, pois esta é a revelação do caráter de Cristo. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alvos do amor e da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números5 #RPSP
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“Segundo o mandado do Senhor, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o Senhor ordenara a Moisés” (v.49).
Como vimos no capítulo anterior, não bastava ser um levita para assumir a obra de Deus no santuário. Havia uma hierarquia e divisão de cargos e funções que designava cada um em um serviço determinado. Havia também condições para que cada serviço pudesse ser realizado a fim de preservar a vida dos próprios levitas. Certos objetos do tabernáculo precisavam ser preparados por Arão e seus filhos antes que os levitas tivessem acesso a eles para os transportar. A arca da aliança, por exemplo, além dos objetos e móveis utilizados no lugar Santo, precisavam ser cuidadosamente cobertos antes que os filhos de Coate tivessem acesso a qualquer deles, para que não morressem.
Através destas regras acerca do transporte do santuário, tanto os levitas quanto os demais filhos de Israel recebiam preciosas lições sobre santidade, reverência e temor do Senhor. Cada vez que precisavam levantar acampamento e marchar, todo o povo podia ver com que ordem e decência os levitas carregavam as coisas sagradas. Era um trabalho que lhes exigia grande responsabilidade e cuidado para com as “coisas santíssimas” (v.19). Enquanto permanecessem fiéis ao mandado do Senhor, Ele os abençoaria e protegeria em todas as suas viagens. Engana-se quem pensa que Deus não requer mais de Seu povo o mesmo cuidado e zelo para com a Sua obra. Cada discípulo de Jesus é chamado a realizar um serviço específico na grande obra final, e precisamos permitir que o Senhor nos indique este exato dever.
Após o Pentecostes, os discípulos foram capacitados para um ministério mundial de proclamar as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. O Espírito Santo falou a Filipe para ir ao encontro de um eunuco etíope e lhe ensinar as Escrituras (At.8:29). O apóstolo Pedro recebeu instruções do Espírito Santo, após uma visão, de ir pregar também aos gentios (At.10:20). Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de ir a determinado lugar, e, através de uma visão, entendeu para onde deveria ir naquele momento (At.16:7-10). O mesmo Espírito permanece guiando os filhos de Deus hoje, e nosso papel é tão somente estar atentos para ouvir a Sua voz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2:7).
Não podemos lidar com a sagrada obra do Senhor conforme nos apraz, mas precisamos entender qual seja a vontade de Deus em nossa lida nesta terra. Ele não exigiu que os sacerdotes tomassem para si todos os encargos do templo, mas designou uma tribo inteira para auxiliá-los. Também não colocou sobre os ombros de uns poucos o peso de carregar o santuário, mas dividiu as funções a fim de que não fossem sobrecarregados. O primeiro convite que Jesus nos faz é o de ir até Ele depondo a Seus pés todo o nosso cansaço e sobrecarga, e trocarmos pelo Seu jugo suave e Seu fardo leve (Mt.11:28-30). Só então estaremos aptos para realizar a obra que Ele nos designou conforme o Espírito nos for guiando. Entender isto é crucial para que o Reino de Deus avance em seus propósitos e o Senhor nos acrescente, dia a dia, os que vão sendo salvos (At.2:47).
Há um inimigo que conhece muito bem a ordem e disciplina celestial, que já compôs o cenário do Céu na perfeita obra dos anjos, mas cuja rebelião o expulsou do lugar de Deus. E ele faz de tudo para distrair o povo do advento e impedi-lo de avançar ordenadamente aproveitando-se da fragilidade de professos cristãos para isso. Ellen White escreveu o seguinte:
“Satanás bem sabe que o sucesso apenas pode acompanhar a ação ordenada e harmoniosa. Bem sabe que tudo que se relaciona com o Céu se acha em perfeita ordem, e que sujeição e disciplina perfeita caracterizam os movimentos da hoste angélica. Ele estuda e faz esforços para levar os cristãos professos o mais longe possível da disposição ordenada por Deus; portanto, engana até o povo professo de Deus, e faz-lhes crer que a ordem e a disciplina são inimigas da espiritualidade” (A Igreja Remanescente, p.24).
Precisamos estar atentos para ouvir o Espírito do Senhor a nos indicar cada passo que devemos dar no sagrado dever missionário e no cuidado para com a Sua Casa de Oração. Se atendermos ao primeiro chamado de Cristo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28), certamente seremos habilitados a cumprir a Sua ordem: “Ide” (Mt.28:19). E eis que Ele estará conosco, “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, igreja ordenada do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números4 #RPSP
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“Mas a Arão e seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá” (v.10).
Escolhidos para um ofício sobremodo sagrado, Arão e seus filhos deveriam cumpri-lo com fidelidade e dedicação exclusiva. Assim como o Senhor separou um dia da semana como sendo Seu, a tribo de Levi também foi por Ele consagrada como Sua. Deus a designou como o primogênito de Israel e a dividiu em três grupos: os filhos de Gérson (v.25), os filhos de Coate (v.29) e os filhos de Merari (v.36). A cada um desses grupos foi designado os cuidados para com determinada parte do santuário. Deus estabeleceu uma divisão de cargos onde cada grupo teria uma função específica, mas todos estariam unidos na mesma missão de realizar o transporte do santuário cada vez que o povo tivesse que marchar.
A primogenitura na Bíblia possui um significado especial. Nem sempre os que abriam a madre eram os que recebiam a bênção privilegiada, mas o Senhor deixou bem claro, através de tantos exemplos, como Jacó, José e Davi, que nascer primeiro não era o único requisito para se obter o favor divino; porque Aquele que sonda os corações conhece aqueles que são as primícias de Sua ceifa. Os levitas, portanto, mesmo não sendo descendentes do primogênito de Israel, receberam tal eleição pelo próprio Senhor. E após a contagem dos primogênitos dos filhos de Levi, Deus ordenou a Moisés que também fosse realizado um censo de “todo primogênito varão dos filhos de Israel” (v.40), o que excedeu o número dos filhos de Levi em “duzentos e setenta e três” (v.46). E um resgate foi exigido por estes que eram “demais entre eles” (v.48).
A obra de Deus não pode ser realizada de qualquer jeito ou conforme a preferência humana. A preleção do Senhor quanto ao ofício no tabernáculo e os deveres de cada um, deixa isso bem claro. Antes de haver santuário, Ele estabeleceu como este deveria ser feito e quem o faria. Antes que ele pudesse ser inaugurado, chamou a Moisés e o instruiu em todas as coisas. Antes que Israel tivesse que marchar pela primeira vez após a construção do santuário, deu instruções sobre como o desmontariam e quais os responsáveis por isso. Definitivamente, precisamos ter respeitoso temor e reverência para com tudo o que o Senhor separou para ser santo, inclusive, e principalmente, com aqueles que Ele escolheu para ministrar a Sua obra. Foi com profundo zelo que Paulo se retratou ao ter falado de forma exaltada com o sumo sacerdote: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (At.23:5).
Com que cuidado, amados, devemos lidar com as dificuldades que surgem no meio do povo de Deus! Mesmo após levar uma bofetada na boca a mando de um líder de caráter maculado e inimigo de Cristo, o apóstolo Paulo mais considerou a Palavra do Senhor do que a sua própria honra. A mesma eleição privilegiada do antigo Israel, hoje nos é oferecida pela graça que há em Cristo Jesus. Simbolicamente, podemos dizer que fazemos parte dos “duzentos e setenta e três” que excederam e fomos resgatados não mais pelo dinheiro desta Terra, mas pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus. Esta sublime verdade deveria, por si só, encher o nosso coração de alegria perene e inamovível. Alegria que nada nem ninguém neste mundo pode destruir. Um contentamento que provação alguma é capaz de roubar.
Uma obra maior e mais urgente está diante de nós, e o Senhor tem um propósito especial e grandioso para a vida de cada um de Seus filhos. Todos nós somos chamados a fazer parte desta derradeira missão. Ninguém que se propõe a crescer no conhecimento de Deus é abandonado ao ócio. Todos temos um trabalho a ser feito. O mesmo Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, de Moisés e dos levitas é O mesmo que olha com atenção para aqueles que O amam e não os deixa sem resposta. Aquele que nos escolheu como as Suas primícias e nos resgatou por alto preço deseja nos levar para a Casa do Pai o quanto antes. Sejamos, pois, “tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, arautos do advento!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números3 #RPSP
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“Os filhos de Israel se acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da congregação se acamparão” (v.2).
A disposição das tribos de Israel enquanto acampavam no deserto foi meticulosamente organizada por Deus. Cada tribo, conforme a turma de sua seleção, deveria permanecer em seu lugar tanto acampados quanto em marcha. As primeiras tribos compunham o “arraial de Judá” (v.9), que ficava “ao lado oriental (para o nascente)” (v.3); estes marchariam primeiro. O segundo arraial, o “arraial de Rúben” (v.16) era composto por outras três tribos, que acampavam “para o lado sul” (v.10), sendo estes a marchar “em segundo lugar” (v.16). O arraial dos levitas ficava no meio dos demais arraiais, ao redor do tabernáculo. “Para o lado ocidental” (v.18) ficariam as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim, compondo o “arraial de Efraim”, que marcharia “em terceiro lugar” (v.24). E, finalmente, o “arraial de Dã”, localizado ao norte e que marcharia por último. Esta ordem foi estabelecida pelo próprio Deus e certamente obedecia a uma lógica para fins especiais.
Tal organização promovia confiança nas promessas de Deus. Ele prometeu habitar no meio do Seu povo. Acampando ou marchando, os filhos de Israel tinham sempre a presença de Deus no meio deles: “como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar” (v.17). Sendo vista do alto, a planta do acampamento de Israel, conforme a disposição das tribos, formava a imagem de uma cruz com o santuário ao centro. E ao marcharem assim dispostos, carregavam a “cruz” por onde quer que fossem. Também eram organizados por famílias e “segundo a casa de seus pais” (v.34). Ou seja, os membros de cada família estavam sempre juntos, quer acampando quer marchando. Israel estava dividido por tribos, estandartes, turmas e famílias, mas era um só povo com um só objetivo de alcançar a terra prometida.
Na visão de João, do livro selado com sete selos, o apóstolo ficou perturbado e chorou muito com a informação de que ninguém era digno de abrir aquele livro e desatar-lhe os selos. Até que um dos vinte e quatro anciãos se dirigiu a ele em sua aflição e disse que “o Leão da tribo de Judá… venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap.5:4). Percebam que o arraial que marchava à frente de Israel era o arraial de Judá. Um símbolo inquestionável de Cristo, o Senhor dos Exércitos, marchando à frente do Seu povo. Uma marcha vitoriosa dAquele que “saiu vencendo para vencer” (Ap.6:2). Jesus declarou a Seus discípulos: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt.16:24). Quem sabe o Salvador visualizou o acampamento de Israel ao proferir estas palavras. Este símbolo faz com que estas palavras de Jesus tenham um sentido muito mais significativo e pontual. Assim como o antigo Israel acampava e marchava conforme a orientação de Deus, colocando o plano divino acima de suas terrenas aspirações, como povo remanescente, precisamos fazer o mesmo. Todas as vezes que Israel se desviava da vontade de Deus, desfigurava o projeto divino e colocava em risco a segurança e bem-estar de todos.
Tomar a cruz de Cristo e levá-la não tem a ver com trabalho excessivo e nem com autoflagelo, mas em que nos tornemos um reflexo do amor sacrifical do Salvador, de forma que Ele sempre esteja no centro de nossa vida. Esta é uma obra que Ele deseja realizar não somente em nós, mas em nós, em nossa casa, na igreja e, então, no mundo. Esta é a sequência que precisamos obedecer. Esta é a mensagem da cruz que o mundo precisa conhecer. Que Deus tem uma família na Terra composta por pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações, mas unida num só propósito e marchando para o mesmo lugar. Pela fé, façamos parte desta família mundial, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15) que, cheia do Espírito Santo, acampada ou em marcha, é uma prova inequívoca de que “o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).
Bom dia, Israel de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números2 #RPSP
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“Como o Senhor ordenara a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai” (v.19).
Do monte para o deserto. Esta mudança de cenário introduz o livro de Números com o primeiro censo da nação israelita. Foi no tabernáculo recém-inaugurado que Moisés recebeu as orientações de Deus quanto à forma de proceder com a contagem do povo. Ele e Arão contariam os homens de “vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra em Israel” (v.3). O Senhor ainda declarou o nome dos príncipes de cada tribo que os auxiliariam nesta missão. Não era propósito de Deus que o Seu povo se envolvesse em conflitos com as demais nações. Uma clara prova disso foi a sua saída do Egito, em que o povo não precisou erguer uma espada sequer, mas apenas confiar no poder de Deus. Todavia, chegaria o tempo em que Israel rejeitaria o governo de Deus e sob a monarquia de reis terrenos precisaria estar pronto para as guerras que inevitavelmente surgiriam.
Contados “nominalmente[…] cabeça por cabeça” (v.18), cada homem capacitado a lutar foi recrutado pelo alistamento militar de Israel. Cada tribo dispôs o seu destacamento. Em cada família havia pelo menos um hábil soldado capaz de representá-la. A tribo de Levi, porém, não entrou na contagem do censo. Aos levitas cabia a responsabilidade de “cuidarem do tabernáculo do Testemunho, e de todos os seus utensílios, e de tudo o que lhe pertence” (v.50). Quando Israel acampava, cada tribo possuía o seu lugar próprio, “cada um junto ao seu estandarte, segundo as suas turmas” (v.52). Já a tribo de Levi acampava-se “ao redor do tabernáculo do Testemunho” (v.53), para que ninguém comum do povo tivesse acesso às coisas santas e morresse. A tribo de Levi, portanto, era uma espécie de exército do santuário. E todas as tribos, mesmo divididas por estandartes, deveriam estar sempre unidas pela mesma bandeira: “O Senhor É Minha Bandeira” (Êx.17:15).
Estamos vivendo o tempo do maior censo já realizado pelo Senhor: o censo dos “inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações, tribos, línguas e povos. Todos, sem restrição de idade, sexo ou etnia, podem alistar-se para o exército do Deus vivo. No entanto, a convocação tem prazo para acabar e se apressa para o fim. Há um conflito ocorrendo neste exato momento. Desde a entrada do pecado no mundo, a humanidade tem enfrentado um inimigo cruel e desleal. E somente mediante o uso da armadura correta poderemos estar em pé no Dia do Senhor. Eis a ordem superior que devemos obedecer: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). Enfrentamos uma guerra que seria facilmente vencida pelo inimigo não fosse a graça do Senhor dos Exércitos. Acerca disto, Ellen White escreveu:
“O antagonismo que existe entre Cristo e Satanás revelou-se de maneira flagrante na recepção que Jesus teve. A pureza e santidade de Cristo suscitaram o ódio dos ímpios contra Ele. Sua vida de renúncia era uma perpétua reprovação a um povo orgulhoso e sensual. Satanás e os anjos caídos uniram-se aos homens maus contra o Campeão da verdade. A mesma inimizade é manifesta em relação aos seguidores de Cristo. Quem quer que resista à tentação, suscitará a ira de Satanás. Cristo e Satanás não podem harmonizar-se. ‘Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos’” (2Tm.3:12, O Grande Conflito, p.223).
Cumpre-nos fazer o que fez Israel: “Assim fizeram os filhos de Israel; segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram” (v.54). Através de Sua Palavra, o Senhor continua instruindo o Seu povo e preparando-o para entrar na Canaã celestial. Temos o Céu a nosso favor e precisamos deixar isso muito claro através de nossas escolhas. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7). Eis a nossa arma secreta: “Ao som de fervorosa oração, treme todo o exército de Satanás[…] É quando anjos todo-poderosos, revestidos da armadura do Céu, vêm em auxílio da desfalecida e perseguida alma, Satanás e seus anjos retiram-se, pois bem sabem que está perdida a sua batalha” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, CPB, p.53).
Encerre o seu estudo de hoje com uma leitura cuidadosa de Efésios 6:10-18. Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército do Deus Altíssimo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números1 #RPSP
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“No entanto, nada do que alguém dedicar irremissivelmente ao Senhor, de tudo o que tem, seja homem, ou animal, ou campo da sua herança, se poderá vender, nem resgatar; toda coisa assim consagrada será santíssima ao Senhor” (v.28).
Os votos e os dízimos constituem a parte final desta coleção de normas estabelecidas por Deus, conhecido como “Código de Santidade”. O voto consistia em uma espécie de acordo do homem diretamente com Deus, visando o favor divino a fim de alcançar uma determinada bênção. Ana, por exemplo, fez um voto com o Senhor prometendo dedicar seu primeiro filho exclusivamente a serviço dEle caso Ele lhe abrisse a madre. Voto este que cumpriu ao entregar o menino Samuel aos cuidados do sacerdote Eli, ainda em tenra idade. Fazer um voto a Deus implicava um sagrado compromisso que culminava em uma oferta específica que era levada ao santuário pelo votante. O voto implicava compromisso, gratidão e plena confiança na provisão divina. Conforme o sábio Salomão, “Melhor é que não votes do que votes e não cumpra” (Ec.5:5).
O dízimo, por sua vez, foi estabelecido como uma prova de fidelidade e “antídoto” contra a avareza. Ao separar “todas as dízimas da terra” (v.30) e entregá-las aos sacerdotes, os adoradores eram levados ao consciencioso entendimento de que tudo o que tinham era fruto da bênção de Deus, e devolver a décima parte era muito pouco à vista da abundância de que desfrutavam na terra que o Senhor lhes havia dado por herança, mas o suficiente para lhes provar a fidelidade para com o Doador divino. Enquanto o sistema de ofertas não possui uma porcentagem específica, o dízimo coloca em pé de igualdade todos os fiéis. Para Deus não importa se você devolve o dízimo de um salário mínimo ou de uma grande fortuna. Aquele que é o Dono do ouro e da prata (Ag.2:8) não precisa do nosso dinheiro; nós, porém, precisamos dizimar, sendo este o método mais eficaz de declararmos ao Senhor que nós confiamos nEle como o nosso Provedor e Mantenedor.
Infelizmente, o mundo cristão, em geral, transformou este assunto em uma forma de angariar dinheiro fácil. A famosa teologia da prosperidade tem conquistado multidões de seguidores atraídos pelas promessas de riquezas. Através de discursos criativos e apelativos, líderes espirituais reúnem milhares de pessoas que, em sua maioria, deixam em seus lugares de culto as economias de toda uma vida. Pedro já havia nos advertido com relação a este engano: “também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:3). Por outro lado, não há sociedade mais próspera do que aquela estabelecida entre o homem e Deus, onde o Sócio Majoritário só nos pede o mínimo enquanto nos promete o máximo de lucro: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro[…] e provai-Me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Ml.3:10).
A fidelidade nos dízimos e nas ofertas não é uma questão material, mas espiritual. O mesmo Deus que declara: “Não furtarás” (Êx.20:15), é O mesmo que não muda (Ml.3:6) e que continua a advertir o Seu povo: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós Me roubais e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml.3:8). Se fazer um voto ou juramento ao Senhor e não cumprir constitui uma grave ofensa, imagine usufruir de dinheiro roubado! Lembremos do exemplo de Ananias e Safira, que, pela cobiça, levaram ao Senhor uma oferta mentirosa (At.5:1-11). Ao entregar ao Senhor os nossos tesouros com inteireza de coração, o Espírito Santo nos concede mais da fidelidade de Seu fruto e menos nos apegamos às coisas deste mundo. “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm.6:10).
Há bênção e verdadeira felicidade em fazer a vontade de Deus. Que a nossa vida e os nossos bens declarem que tudo o que somos e o que temos pertencem ao Senhor. Que possamos dar ouvidos às palavras do nosso Resgatador: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo” (v.12).
Nesta última década, o mundo tem passado por grandes mudanças e uma acelerada queda no que diz respeito aos antigos costumes. A casa da vovó não tem mais graça se não tiver Wi-Fi. Dar lugar a um idoso no ônibus é coisa do passado. Uma criança que não fala palavrões tornou-se esquisita. Um homem que não trai a esposa é artigo de luxo. Estudar em uma escola onde todos estejam satisfeitos com o seu próprio sexo é praticamente impossível. Estamos presenciando os últimos dias, os dias decisivos deste planeta, onde cada um terá de responder pelas escolhas que tenha feito em vida. Ignorar os avisos de Deus em Sua Palavra certamente não é a melhor escolha a ser feita, mas professar segui-la enquanto as atitudes não são coerentes com o discurso creio ser bem pior.
Israel só tinha dois caminhos a seguir: o da maldição e desobediência para a morte ou da bênção e obediência para a vida. “Se” permanecessem fiéis ao Senhor em obedecer às Suas leis, receberiam as mais ricas bênçãos. “Mas”, rejeitando ao “assim diz o Senhor”, seriam “consumidos pela sua iniquidade” (v.39). Muitos têm trocado a obediência pela conveniência. Negando a luz que têm recebido, folgam-se em assumir uma postura semelhante à maioria, tornando-se mais amantes dos frívolos métodos do mundo do que do eficaz e simples método de Cristo. Unicamente a obediência por fé faria de Israel uma nação diferente de todas as demais, e os habilitaria a viver pequenos vislumbres do Éden, quando o Senhor andava com nossos primeiros pais.
Todas as punições listadas neste capítulo refletem o estado deplorável e desesperador do homem sem Deus. Doenças, fome, guerras são consequências diretas do pecado. Isto não significa que os justos não passam por momentos difíceis nesta Terra, mas que, mesmo sob duras provas, sua fé os faz “andar eretos” (v.13). Nada é mais valioso para Deus do que um coração disposto a servi-Lo. Há uma sebe especial reservada para todo aquele cujo coração é qual barro nas mãos do Oleiro. Mas há um juízo específico reservado para todo o que não ouve e nem cumpre os mandamentos do Senhor. Isto não se trata de uma visão legalista, e sim de uma mensagem que aponta para o breve desfecho: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Onde há amor não há medo. Não precisamos temer os juízos de Deus se permanecermos em Seu amor. Também não se trata de uma barganha: eu obedeço e Ele me abençoa; e sim uma resposta de amor ao Deus que me salvou. Eu obedeço ao Senhor porque não consigo fazer diferente frente ao grande amor que Ele tem por mim. Se desrespeitar as leis dos homens já produz resultados ruins, que dirá desobedecer às leis dadas pelo Rei do Universo! Acerca disto, Ellen White pontuou: “A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será norma de caráter no juízo. Declara o apóstolo Paulo: ‘Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados[…] No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo’. E ele diz que ‘os que praticam a lei hão de ser justificados’ (Rm.2:12-16). A fé é essencial a fim de guardar-se a lei de Deus; pois ‘sem fé é impossível agradar-Lhe’“ (O Grande Conflito, CPB, p.435).
Para todos os que têm andado “contrariamente para com” Deus (v.21), há um chamado de misericórdia sendo realizado com o interesse de todo o Céu para que pecadores se arrependam e confessem seus pecados Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). O Senhor, por amor de todos nós, tem lembrado da aliança que fez com o Seu povo e que assinou com o sangue de Seu Filho unigênito. A um povo obediente o Senhor dará as “chuvas a seu tempo” (v.4). Que vindo a última chuva, estejamos prontos para recebê-la:
“Caso alguém não seja purificado pela obediência à verdade, e vença o egoísmo, o orgulho e as más paixões, os anjos de Deus têm a recomendação: ‘Estão entregues a seus ídolos; deixai-os’, e eles passarão adiante à sua obra, deixando esses com seus pecaminosos traços não subjugados, à direção dos anjos maus. Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, CPB, .1, p.64). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos da obediência!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico26 #RPSP
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“Observai os Meus estatutos, guardai os Meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra” (v.18).
Aquele que lançou “os fundamentos da terra” (Jó 38:4) também instruiu o Seu povo a conservá-la. Quando Adão foi criado, o Senhor “o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). Enquanto o verbo “cultivar” implica trabalhar, o verbo “guardar” significa cuidar e preservar. Portanto, o trabalho dado por Deus ao homem consiste em não apenas retirar da terra o seu sustento, mas em preservá-la para que ela permaneça sendo uma inegável declaração de “que foi o universo formado pela palavra de Deus” (Hb.11:3). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).
O Ano de Descanso era, portanto, um claro lembrete de que todo filho de Israel possuía a mesma dupla responsabilidade dada ao homem desde a criação do mundo. A cada sete anos, a terra deveria desfrutar um “sábado de descanso solene[…] um sábado ao Senhor” (v.4). Além de ser um benefício para a natureza, mais benefícios o homem colheria. Deus concederia ao Seu povo a bênção de que no sexto ano a terra desse “fruto por três anos” (v.21). O ano sabático também reforçaria o princípio de que Deus é o nosso Mantenedor: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é Ele O que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a Sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt.8:17-18).
O Ano do Jubileu, por sua vez, era um ano de grande celebração. A cada cinquenta anos era proclamada “liberdade na terra a todos os seus moradores” (v.10) e as terras eram devolvidas aos seus possuidores originais. Era um ano de liberdade da terra e do homem. No Dia da Expiação, era soada a trombeta por toda a terra de Israel, proclamando as boas-novas de igualdade e liberdade a todos os homens. Era um tempo de resolução de conflitos, de remissão e de respeitoso e singular temor a Deus. Era um tempo de desfrutar de uma espécie de prévia da Nova Terra: “A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros” (v.19). Somos todos “estrangeiros e peregrinos” na terra (v.23) e precisamos manter esta verdade viva em nossos corações, como aqueles que aguardam “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).
Enquanto estivermos nesta condição de peregrinos a caminho do Lar, cumpre-nos viver aqui de forma digna ao nosso chamado. Da mesma forma que Israel deveria temer a Deus e observar as Suas leis, uma solene mensagem nos é anunciada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7); e uma resposta nos é exigida: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Por outro lado, há uma prestação de contas a ser realizada com os que rejeitam as instruções divinas, pois o Criador derramará o Seu juízo e destruirá “os que destroem a terra” (Ap.11:18). Cada capítulo da jornada de Israel sobre a Terra é um sonido da trombeta do Céu para a humanidade. Esta foi a compreensão do apóstolo Paulo ao declarar acerca dos filhos de Israel: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).
Há um constante e urgente apelo sendo feito: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Sair de Babilônia significa libertação e completa mudança de vida. Significa retornar ao plano original do Criador e buscar uma vida de santificação. Este apelo não somente se refere ao aspecto espiritual, mas também físico e mental, já que somos criaturas holísticas. O Espírito Santo está chamando um povo que viva o mandamento por experiência: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento[…] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39); um povo que confie na provisão de Deus ainda que o mundo a desconsidere.
Prossigamos com perseverança em viver a vontade de Deus, pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, peregrinos a caminho do Lar eterno!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100