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“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (v.25).
Não sabemos por quanto tempo durou o sofrimento de Jó e nem por quanto tempo ele foi obrigado a ouvir as acusações de seus amigos. Mas foi tempo suficiente para levá-lo à exaustão emocional e piorar ainda mais o seu estado físico. Apesar de seus constantes apelos e pedidos de socorro, Jó sentia-se mais e mais oprimido por Aquele a quem buscava socorro: “Arruinou-me de todos os lados […] e arrancou-me a esperança” (v.10). Em seu desespero, sentia-se completamente só, e afligido pelo Único que tinha o poder de ajudá-lo. Mas sua falta de esperança neste mundo não poderia destruir a sua esperança no futuro lar de eterna paz.
Seus irmãos, seus conhecidos, seus parentes, seus servos e servas, as crianças, seus amigos íntimos, até sua mulher e todos os que ele amava o desprezavam. Jó estava desamparado e carente nem que fosse de um olhar de compaixão. Em sua angústia, como um grito por socorro, apelou aos seus acusadores: “Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim” (v.21).
A descrição de sua condição física (v.20) nos dá um pálido vislumbre não somente de sua enfermidade, mas da dureza de coração de seus amigos, que encurralaram Jó numa espécie de tribunal arbitrário, não importando o que este falasse em sua defesa, sendo considerado como um réu condenado à pena de morte. Mesmo sentindo-se perseguido e abandonado à própria sorte, Jó revelou a sua plena confiança no Único que fielmente Se levantaria em sua defesa: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (v.25).
O desejo de Jó de ter suas palavras “gravadas em livro” (v.23) e “esculpidas na rocha” (v.24) foi atendido acima de qualquer registro jurídico. Suas palavras foram registradas na “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1Pe.1:23), como testemunho perpétuo de sua integridade e do poder de Deus em sua vida. Mesmo que não houvesse na Terra quem agisse em sua defesa, Jó revelou a sua esperança no glorioso advento de Cristo e a sua saudade dAquele a quem tanto amava.
Todo aquele que ama a Deus e O busca com humildade de coração, sente uma saudade imensa de um Deus que nunca viu e de um lugar que nunca foi. Mas são nos momentos de maior angústia e perseguição que esta saudade aumenta. Como Jó, sentimos “fome e sede de justiça” (Mt.5:6) e um intenso desejo de estar no lugar onde reinará o amor e a harmonia; onde “não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4), nem “contendas e rixas” (Is.58:4), nem “iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13).
A esperança que sustentava o cansado e enfermo Jó deve ser a esperança que nos sustenta hoje neste mundo afetado por milênios de pecado. Se o Redentor veio primeira vez “para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11), como servos de Cristo, não devemos esperar um tratamento diferente. Quanto a isto, Paulo nos advertiu: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Perseveremos, amados! Perseveremos na mesma esperança de Jó, pois logo o nosso Redentor nos levará ao lar de eterna paz.
Olhando para a cruz, olhando para o que Jesus suportou em nosso lugar e para a Sua vitória sobre a morte, avancemos confiando em Sua derradeira promessa: “Certamente, venho sem demora”. Que nossa resposta corresponda em atos de misericórdia às palavras do discípulo amado: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, misericordiosos do Senhor Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jó19 #RPSP
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“Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o paradeiro do que não conhece a Deus” (v.21).
Bildade fez uma espécie de trocadilho quando disse que Jó caçava palavras para persuadir a ele e a seus amigos, e descreveu a sorte do perverso usando de metáforas relacionadas à caça de animais. O seu reclamo desta vez se referia ao seu orgulho ferido, pela incompreensão com relação ao discurso de um homem moribundo e exausto pela dor. Jó não duvidou da inteligência de seus amigos, mas compartilhou a sua aflição, sendo sincero em dizer que estava sofrendo pela falta de compaixão por parte deles. Mas parece que quanto mais ele procurava fazê-los entender que precisava de consolo e de amigos de oração, tanto mais eles se revolviam em seu orgulho e fechavam os ouvidos para compreendê-lo.
Bildade descreveu a sorte do homem perverso não com a intenção de se referir a alguém de fora, mas ao próprio Jó. Imputando a este a culpa por toda a sua desgraça, insinuou de que tudo o que estava acontecendo com Jó era porque ele havia “caçado” o seu próprio infortúnio. No entanto, de todos os insultos e acusações já proferidos contra ele, até então, dizer que Jó não conhecia a Deus (v.21), sem dúvida, foi o pior deles. Ainda que em condição totalmente desfavorável, Jó sabia em Quem havia crido e não abriria mão desse conhecimento que salva. Quando em oração por nós, Jesus nos revelou esse precioso conhecimento: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Jó poderia ter encerrado os discursos desagradáveis de seus amigos apenas com um: “É, vocês têm razão”. Ele poderia ter fingido uma empatia e aceitação só para se ver livre de mais insultos e humilhações. Mas ele escolheu andar em sinceridade e terminar os seus dias com honestidade. Não estava ali para agradar aos zombadores, mas para estar limpo diante de Deus. Como está escrito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor de homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse a homens não seria servo de Cristo” (Gl.1:10).
O verdadeiro conhecimento de Deus deve ir além da página impressa; além da teoria. Ele promove transformação e busca diária pelo aperfeiçoamento do caráter em Cristo Jesus. E isso só se torna possível mediante uma vida de íntima comunhão com Deus. É quando o Espírito Santo muda o velho homem e abranda o coração, transformando-o “de glória em glória” (2Co.3:18), à imagem de quem o criou. Essa imagem vai muito além do que o homem consegue ver, porque “o homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7).
Procuremos, pois, a santificação a cada dia por meio do estudo da Bíblia (Jo.17:17), da oração (Cl.4:2), do relacionamento diário com Deus (Mt.6:33) e o Espírito Santo nos capacitará a pensar, falar e fazer o que Lhe agrada, ainda que em circunstâncias desfavoráveis. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, conhecedores de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó18 #RPSP
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“Contudo, o justo segue o seu caminho, e o puro de mãos cresce mais e mais em força” (v.9).
Quando eu tinha onze anos de idade, uma “valentona” da escola resolveu me fazer de alvo, e um dia, na frente de muitos amigos, ela me deu um tapa no rosto. Ainda me lembro como hoje. Senti minha face queimar de vergonha. Simplesmente não reagi. Fiquei ali parada, enquanto notei que ela também ficou sem ação, provavelmente por esperar que eu revidasse; o que não aconteceu. Então, ela apontou o dedo para mim, falou mais algumas palavras rudes e eu fui para casa com uma tremenda vontade de chorar. Muitos podem até dizer que eu fui boba. Outros, que eu fui prudente. Mas naquele momento eu nem parei para pensar e nem tive tempo para analisar o que estava acontecendo, porque eu simplesmente fui surpreendida.
Jó não esperava e nunca imaginou estar passando por todo aquele sofrimento. Tudo caiu como uma enxurrada em sua vida de um dia para o outro. Não houve tempo de se preparar e de ponderar sobre o que fazer ou como reagir. E isto nos ensina algo de precioso valor. Se andamos com Deus hoje, ainda que o amanhã nos reserve surpresas desagradáveis, ainda que estejamos cercados de zombadores, ainda que tenhamos que conviver com provocações e injustiças, “Contudo, o justo segue o seu caminho, e o puro de mãos cresce mais e mais em força” (v.9).
Amo as palavras da inspiração cheias de poder e de esperança ditas pelo apóstolo Paulo: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:16-17). Aleluia! Louvado seja o nome do Senhor! Nossas aflições neste mundo podem ser muitas, amados, mas servimos ao Deus que já venceu o mundo (Leia Jo.16:33).
A vitória que Deus reserva para os Seus filhos está muito além das conquistas passageiras deste mundo. Por mais que Jó não nutrisse qualquer esperança quanto à sua vida terrena, ele tinha a plena certeza de que não estava só. Ele contemplava a própria condição e percebia que a cada nova chaga, a cada dor, por sua própria condição humana não seria capaz de suportar tudo aquilo, não fosse a força concedida do alto. E a luz que parecia estar se apagando, Deus transformaria no farol para as futuras gerações.
Portanto, amados, não desanimemos! Olhemos para Jesus, que, mesmo sendo inocente, foi contado “como aquele em cujo rosto se cospe” (v.6): “Então, uns cuspiram-Lhe no rosto e Lhe davam murros, e outros O esbofeteavam” (Mt.26:67). Cristo suportou, sem culpa alguma, a vergonha e a dor momentâneas para nos conceder a vitória eterna. Vamos, então, responder à pergunta de Jó, no versículo quinze? “Onde está, pois, a minha esperança?”: A nossa esperança está em Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Salvador! “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Rm.15:13). É a minha oração por todos os meus amados irmãos neste dia. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pelo amor de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jó17 #RPSP
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“Os meus amigos zombam de mim, mas os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus” (v.20).
É impossível estudar a história de Jó e não deparar-se com a grande controvérsia entre o bem e o mal, como também não questionar a causa de Deus ter permitido que Satanás afligisse o Seu servo de uma forma tão brutal. Exausto e terrivelmente ferido, seu clamor e suas lágrimas eram como um constante pedido de socorro. Mesmo que não conheçamos os motivos dos obstáculos que encontramos pelo caminho, se como Jó acreditamos: “a minha Testemunha está no céu, e nas alturas, Quem advoga a minha causa” (v.19), podemos confiar que a nossa vitória final já está garantida.
O apóstolo Paulo comparou o cristão a um atleta: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1Co.9:25). Sabemos que nenhum atleta consegue o seu prêmio sem que antes tenha se esforçado para isso. E esse processo sempre exige renúncias, muita dedicação e até mesmo algumas marcas e cicatrizes que, no fim da linha, tornam-se tão preciosas quanto as conquistas.
Ainda que as feridas de Jó fossem feridas sem causa, Deus usaria cada uma delas, e a conta-gotas as lágrimas de Seu amado servo, para premiá-lo com a Sua aprovação e a Sua bênção. Mesmo que Jó não tivesse conhecimento sobre o verdadeiro autor de seu sofrimento, ele confiava no Autor de sua vida. O Senhor o honraria, pois apesar de um corpo apodrecido, ele conservou puro o seu coração, permanecendo fiel à vontade de Deus.
Assim como “o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2Tm.2:5), não receberá a coroa da vida eterna aquele que não tiver a fidelidade impressa no caráter. Nos apelos dos profetas, no incessante e firme “assim diz o Senhor”, em cada geração, Deus tem enviado os Seus avisos e proclamado o Seu terno convite: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque Eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22).
Em meio à ameaças nucleares, crises ambientais e econômicas, violência em ascensão, confusão moral, secularismo e letargia espiritual, certamente todos estamos sofrendo de alguma forma. Para a palha, o fogo é o seu algoz; mas é em meio ao fogo da aflição que Deus purifica o Seu ouro. Lembre-se de que “estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida” (Mt.7:14). Perseveremos com fidelidade no caminho, e Deus honrará a nossa chegada: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10). Vigiemos e oremos!
Bom dia, ouro provado de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó16 #RPSP
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“Porventura, fazes pouco caso das consolações de Deus e das suaves palavras que te dirigimos nós?” (v.11).
Acusações nunca tiveram o poder de corrigir. Elas simplesmente apontam situações negativas que podem ser verdade, ou não. Elifaz acusou a Jó de impiedade. E ele foi além, afirmando que Jó estava em iniquidade (v.5), acusando-o de ser um transgressor da lei do Senhor, “porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). Percebemos neste discurso de Elifaz, a presença do orgulho e da presunção, a ponto de considerar as suas palavras e de seus amigos como “consolações” e “suaves palavras” (v.11).
As palavras que proferimos só podem resultar em duas coisas: bênção ou maldição. Está escrito que da boca que profere bênção, não pode haver maldição; pois, “pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Tg.3:11). “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tg.3:17). Precisamos buscar essa sabedoria, e a fonte é Cristo.
Jesus mesmo nos deixou escrito que: “pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). Deus ama para salvar. Satanás acusa para destruir. De que lado da batalha estamos hoje, amados? Não façamos como os amigos insensatos de Jó. Que de nossa boca não saiam palavras de acusação, e sim a atitude que eles deveriam ter praticado com Jó: “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg.5:15).
Jesus não condenava. Jesus exortava. E Ele nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de oração e de serviço abnegado. Sigamos, pois, as pegadas do Mestre, e nossas palavras e ações refletirão sempre em verdadeiras consolações, para a glória de Deus, para o nosso bem e do nosso próximo. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, sábios consoladores!
Rosana Garcia Barros
#Jó15 #RPSP
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“O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está?” (v.10).
Entre existir e não existir há uma linha tênue chamada morte. Mas por que nunca nos acostumamos à ideia de que tudo o que é vivo um dia morre? Simplesmente porque não fomos criados para morrer. Fomos criados para a eternidade (Leia Ec.3:11). Cada célula do nosso corpo, cada neurônio, cada gota de sangue que corre por nossas veias, representa vida e amor de um Criador que planejou a nossa existência eterna. Jó sabia disso e, ao revelar o seu argumento sobre a brevidade da vida não negou a sua fé na ressurreição, nem tampouco defendeu ter o homem uma alma imortal (Leia 1Tm.6:15-16).
Jó afirmou o que toda a Escritura declara, de que a vida neste mundo é passageira, ela não tem uma continuidade em uma “alma” fora do corpo, mas, como já vimos antes, nós somos uma “alma vivente” (Gn.2:7), e a morte é um estado de sono (Ec.9:5-6), o que é confirmado pelo próprio Jó no verso doze, que diz: “não acordará, nem será despertado do seu sono”. Antes de ressuscitar a Lázaro, Jesus declarou: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). E não compreendendo os discípulos de que Ele se referia à morte de Seu amigo, o Senhor concluiu: “Lázaro morreu” (Jo.11:14).
A esperança que movia o coração de Jó deve ser a nossa hoje. Observe que ele sabia que a morte do justo tem prazo de validade: “e me pusesses um prazo e depois Te lembrasses de mim!” (v.13). Muito em breve, “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Não mais uma ressurreição passageira. A substituição de que Jó almejava acontecerá (v.14). Todo filho e toda filha de Deus terá esse corpo maltratado pelo pecado mudado em um corpo perfeito e glorificado.
O Senhor tem saudades daqueles que criou para a vida abundante, e breve virá para chamar pelo nome a todos os que O amam. Quer você estar entre essas pessoas que a Bíblia chama de “restantes” (Ap.12:17)? Como Jó, abra o seu coração a Deus, busque-O através de Sua Palavra como quem procura um tesouro, e confie de que ainda que a morte chegue, nem ela poderá nos separar “do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39). Prepara-te para te encontrares com o teu Deus! O Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, restantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jó14 #RPSP
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“Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição” (v.17).
Um contraste é apresentado neste capítulo: o falatório dos amigos de Jó e o silêncio de Deus. Em defesa de sua integridade, Jó apelou para a consciência dos que o acusavam e questionou as razões de seu sofrimento ao Senhor. Mesmo diante de seu deplorável estado físico, econômico e emocional, Jó não permitiu que seus amigos o tratassem como inferior e os classificou como “médicos que não valem nada” (v.4). Quem dera tivessem se calado, e seriam considerados sábios!
Jó já não alimentava esperança alguma nesta Terra. Como “uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça” (v.28), seu corpo emanava o odor da morte. Para ele e para aqueles que o viam, era só uma questão de tempo e seus gemidos cessariam. Foi mediante esse pensamento, que resolveu externar a sua agonia independente do que ouviria em seguida. Jó mudou o rumo do seu discurso para o Santo Ouvinte, para Aquele com Quem havia aprendido a se relacionar e a confiar. Sua inquietação era conhecer o motivo de sua desventura.
O pedido de Jó: “Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado” (v.23), deveria ser o nosso pedido diário. Não como uma resposta ao sofrimento, mas como uma forma de estreitarmos a nossa relação com Deus e dEle dependermos; para confessarmos as nossas transgressões e vivermos em novidade de vida, como está escrito: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13). Jó foi sincero em suas palavras e não buscou o favor de homens, mas buscava desesperadamente a aprovação de seu Amigo e Redentor.
Além de escavar no passado os tesouros de seu íntimo relacionamento com o Senhor, o flagelo de Jó o fez revirar a lama dos pecados de sua mocidade (v.26). Essa é uma estratégia que o Maligno usa constantemente contra os filhos de Deus. Mediante as tempestades da vida, ele nos traz à memória lembranças de pecados já confessados e abandonados; e num jogo desleal e cruel, faz de tudo para desviar o nosso olhar do compassivo Salvador e de Seu perdão irrevogável. Assim como a nuvem que descarrega a tempestade se dissipa e nunca mais se refaz, os pecados perdoados são lançados “nas profundezas do mar” (Mq.7:19), e de lá jamais serão retirados.
“Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem” (Sl.118:8). Jesus, que é a própria Palavra (Jo:1:1), nos deixou exemplo disso. Nas madrugadas, em Seus lugares solitários, Ele buscava no Pai a sabedoria e a força para enfrentar as batalhas de cada dia. A Sua comunhão com o Céu foi o que O sustentou no deserto, O guiou em Seu ministério terrestre, e O fortaleceu até à cruz. A vontade de Deus era o seu alimento, e a oração, o Seu oxigênio. Assim como Jó sofreu com o silêncio de Deus, Jesus padeceu em agonia por sentir em nosso lugar o terrível castigo da ausência do Pai. Mas porque Cristo vive, nós também viveremos (Jo.14:19).
Abra o seu coração ao Senhor e O busque com sinceridade! E quando encontrá-Lo, você descobrirá a verdadeira felicidade: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:13 e 14). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, novas criaturas em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jó13 #RPSP
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“Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?” (v.3).
Daqueles os quais esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.
Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás incluiu a tudo isso uma de suas maiores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigir-se a ele do alto do “pódio da santidade”.
A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardada na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa sanidade mental e até a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará severamente a nossa fé. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado; e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.
Se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó12 #RPSP
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“Porventura, não se dará resposta a esse palavrório? Acaso, tem razão o tagarela?” (v.2).
Se os discursos anteriores já haviam abalado o estado emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusou a Jó de ser um tagarela (v.2), zombador (v.3), mentiroso (v.4), perverso (v.20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v.6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v.1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v.7-11), “vomitou” a sua ironia (v.12), aconselhou acerca do que não conhecia (v.13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua própria perversidade (v.20).
Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3). A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Sl.139:1-2). Quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), Ele não fez acepção de pessoas, mas acolheu, curou e ensinou a todos, sem distinção. Andou e comeu “com publicanos e pecadores” (Lc.15:2); atraiu os rejeitados (Lc.15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor.
Na escolha de Seus discípulos, Jesus deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um impostor. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo, dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como os amigos de Jó o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (Jo.18:27) e acusado injustamente (Lc.23:4). Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).
Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mt.27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias, e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v.7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).
Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (O Décimo Primeiro Mandamento, CPB, p.34). Que o silêncio de nossos lábios se convertam em súplicas e orações por nossos irmãos (Ef.6:18). E dentro em breve, o Senhor nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria. Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
*Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jó11 #RPSP
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“Bem sabes Tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da Tua mão” (v.7).
Caso não tivéssemos conhecimento das estratégias de Satanás e do desfecho deste livro, como será que julgaríamos as palavras e a reação de Jó? Sob o ponto de vista humano, os discursos de seus amigos seriam justos e os de Jó, insensatos. Em seu desespero, Jó questionava a Deus: “O que foi que eu fiz”? E sua dor sem causa lhe afligia grande trauma emocional. Parecia que tudo conspirava para o seu mal e para o bem dos que o oprimiam. Jó protestou contra o que julgava ser o severo juízo de Deus.
As palavras de Jó acerca de sua origem revelam o seu conhecimento sobre a criação. Através de comparações, ele reafirmou a verdade sobre a origem da humanidade, mas não possuía total entendimento sobre a diferença entre o juízo de Deus e as obras do Maligno. Para Jó, as mãos que o criaram eram as mesmas que agora o afligiam.
Sabemos que todo o mal que sucedeu a Jó foi proveniente da cólera do adversário. Deus tinha todo o poder de livrá-lo, mas em Sua onisciência, já vislumbrava a vitória de Seu servo fiel. Uma coisa faltava a Jó, e todo o seu sofrimento seria esquecido frente ao seu encontro com o conhecimento que salva. Todos nós passamos por experiências diárias diferentes, umas boas e outras ruins. E talvez esses últimos dias tenham sido tão difíceis, que muitos cheguem a questionar ao Senhor: “faze-me saber por que contendes comigo” (v.2).
Cristo mesmo, em Seu sofrimento, questionou: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt.27:46). Não é pecado questionar a Deus e nEle buscar respostas. O Senhor anseia que o Seu povo O busque, e é no vale da sombra da morte, que a Sua presença e a Sua graça mais se revelam: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam” (Sl.23:4).
Meus irmãos, estamos vivendo no período que o apóstolo Paulo denominou de “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Não estamos apenas cercados pelo mal, mas corremos o sério risco de permitir que o mal nos domine. Referindo-Se aos nossos dias, Jesus nos advertiu: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). Há um inimigo irado e desleal em nosso encalço. Há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Como Jó, necessitamos da fé que suporte a severa provação, “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6).
Os dias, meses e anos correm com a celeridade do relógio divino que marca o fim do pecado e da miséria humana. Enquanto há tempo, busque conhecer ao Senhor e a perfeita revelação de Seu caráter através de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Leia e medite, a cada dia, com oração e profundo respeito, sobre a crucifixão. Olhe para Jesus, para Sua obra de redenção. O seu sofrimento tem prazo de vencimento. Ele criou você e prometeu te levar de volta para Casa. “Eis que vem o teu Salvador; vem com Ele a sua recompensa, e diante dEle, o seu galardão” (Is.62:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jó10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100