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“Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade” (v.14).
Em sua sincera confissão, Jó trouxe à lembrança os dias de sua prosperidade. Sentindo-se como um alvo da inimizade de Deus, recordava com saudades do tempo em que Deus era seu amigo e da alegria em ter seus filhos ao redor de si. A referência feita por Jó de um período de “meses” revela que ele ainda estava em um luto recente, principalmente considerando o fato de que havia perdido todos os seus filhos. Em mencioná-los, ele acrescentava aos seus discursos a dor irreparável da perda.
O primeiro homem nas Escrituras que foi chamado de justo, foi Noé: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn.6:9). Mas quem afirmou isto foi o Senhor, e não o próprio Noé. Enquanto as virtudes de Jó foram ditas e confirmadas por Deus, e não por ele mesmo, não havia o perigo de cair no erro da justiça própria. Suas obras testificavam de que a sua vida era relevante para a sua família e para a comunidade. Jó relatou uma série de ações sociais, onde atendia as necessidades materiais, espirituais e emocionais das pessoas, e “até as causas dos desconhecidos” (v.16) ele examinava.
Através de suas palavras de sabedoria, de sua boa vontade em ajudar e de seus recursos, Jó foi um dos maiores, senão o maior, filantropo do antigo Oriente. Mas uma coisa lhe faltava, um conhecimento que lhe abriria os olhos para contemplar a salvação: a justiça que provém da fé. Está escrito que “não há justo, nem um sequer” (Rm.3:10). Como, pois, explicar o fato de que alguns personagens na Bíblia foram denominados de justos? A questão é que ninguém pode ser chamado de justo por mérito próprio, mas confiado nos méritos do único que é justo: “Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), “visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei” (Rm.3:20), mas “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1).
Todas as virtudes que o homem possa ter são adquiridas. O amor, a alegria, a mansidão, a fidelidade e qualquer tipo de bondade não provém de nós, é dom de Deus. Jó não havia perdido a amizade de Deus, nem tampouco sua terrível condição o havia privado da privilegiada companhia do Senhor do Universo. O Deus que estava ao lado dele sustentando-lhe a vida, era O mesmo que um dia caminharia “pelas trevas” (v.3) deste mundo e andaria lado a lado com “publicanos e pecadores” (Lc.15:1).
Por preceito e por exemplo, Jó refletia a glória de Deus e era uma viva exposição do caráter divino. Mas precisava reconhecer que tudo isto só era possível mediante a fé nAquele a quem representavam os holocaustos que constantemente oferecia. Nem mesmo o arrependimento vem de nós mesmos, mas é proveniente da bondade de Deus (Rm.2:4), que nos salva “mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24).
As obras devem ser o resultado da fé e da salvação que o Senhor já nos outorgou. “Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). Olhemos para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, e nosso perfeito exemplo da harmonia que deve haver entre fé e obras. Aceitemos, hoje, o Seu convite: “aprendei de Mim” (Mt.11:29). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jó29 #RPSP
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“E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento” (v.28).
Já naquele tempo, a ganância do homem era manifestada pela incessante busca pelo ouro e pelas pedras preciosas. Jó descreveu o arriscado e duro trabalho nas minas e nos oceanos para ilustrar que nem todo o tesouro obtido pode ser comparado à sabedoria divina, pois “o seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir” (v.16) e “a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas” (v.18). Apesar disso, muitos já arriscavam tudo, e até a própria vida, por causa de tesouros corruptíveis, quando a maior riqueza não pode ser comprada, ela é um dom de Deus: “Deus lhe entende o caminho, e Ele é quem sabe o seu lugar” (v.23).
Diante de discursos que ostentavam sabedoria e entendimento, Jó se valeu de seu conhecimento de Deus e da multiforme sabedoria divina. Mesmo em agonia, não compreendendo as razões de todo o seu sofrimento, ele sabia que Aquele que “vê tudo o que há debaixo dos céus” (v.24) traça caminhos que o homem não é capaz de cogitar. A menos que haja intimidade entre o homem e Deus, a menos que aliada à vontade divina esteja a submissão humana, o que pensamos ser sabedoria não passam de discursos vazios e destituídos de poder.
A confirmação de sua posição, sua coroa e tudo o que herdou de seu pai não foram suficientes para Salomão. Com a responsabilidade do governo, lhe sobreveio o medo de agir como um monarca insensato. E como resposta de seu humilde pedido, Deus lhe descortinou o véu da sabedoria. Por meio das palavras de Jó, dos escritos de Salomão e da vida de Cristo, o Senhor nos concedeu um tesouro de inestimável valor. Sua sabedoria, ou pelo menos o que conseguimos dela compreender, deveria ser buscada com mais esforço do que um mineiro em seu labor.
Em alta voz, a ordem inaugural da primeira voz angélica foi dada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória” (Ap.14:7). Sendo uma mensagem para os últimos dias, deveríamos considerá-la em grande conta, pois ela nos prepara para as demais. A busca sincera por fazer a vontade de Deus é a chave que abre as portas dos Céus e derrama sobre o verdadeiro adorador a dádiva de um “coração sábio e inteligente” (2Rs.3:12). “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13).
Semelhante a Jó, que consideremos mais valiosos os dons de Deus do que as ofertas corruptíveis deste mundo. E, certamente, o Espírito Santo nos dotará, cada dia mais, de sabedoria e de entendimento a fim de seguirmos as pegadas do Sábio dos sábios, Cristo Jesus. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó28 #RPSP
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“Longe de mim que eu vos dê razão! Até que eu expire, nunca afastarei de mim a minha integridade” (v.5).
Os pensamentos e as palavras têm uma íntima relação com o ser todo. E não mensuramos o quanto os nossos hábitos afetam diretamente a nossa mente. Como criaturas holísticas, não temos como negar o fato de que corpo e mente estão intimamente ligados um ao outro. Portanto, quando um é afetado, consequentemente, o outro também sofre. Mas a experiência de Jó nos mostra algo de extrema importância em um mundo repleto de enfermidades físicas e emocionais: Ainda que o nosso corpo e a nossa mente sofram danos, a nossa fé em Deus pode permanecer inabalável.
Assim como foi extremamente difícil para Jó aquele período de sofrimento em todos os âmbitos de sua vida, hoje, enfrentamos um período que antecede a grande angústia final. Jesus mesmo afirmou, referindo-Se aos últimos dias: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). Não se trata, pois, de vida ou morte aqui nesta Terra, mas é o nosso destino eterno que está em jogo.
Da mesma forma em que há um clamor do Espírito Santo para que ouçamos a Sua voz, o diabo reforça e aprimora o seu jogo satânico. Pouco a pouco ele foi acrescentando suas ciladas de modo que o ser humano fosse se adaptando a elas. A princípio, vozes se levantam em protesto, mas, com o decorrer do tempo, o que era inaceitável torna-se comum, até que um novo conceito possa ser acrescentado. Creio que já passamos pela fase das sutilezas, e estamos vivendo no limiar do “game over” deste mundo. Portanto, um tempo sobremodo arriscado para baixarmos a guarda.
Está escrito: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo” (Is.5:20). Ou seja, amados, maldito o que faz distorção entre o santo e o profano. Mesmo não tendo todas as respostas, ou não compreendendo o seu sofrimento, Jó se manteve íntegro à luz que possuía. Nem a doença física, nem a depressão fizeram ruir a sua confiança na justiça de Deus. O mesmo poder nos é garantido, hoje. E comparado ao “que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9), o nosso sofrimento aqui não passará de um breve lapso temporal.
Eu não sei você, mas eu acho que está ficando cada vez mais difícil viver em conformidade com a Palavra de Deus. Todo cristão sincero tem experimentado as dificuldades de se nadar contra a correnteza deste século. Cansados e afligidos, a nossa única segurança está em olhar para Jesus, obedecer Sua Palavra, vigiando e orando como dependentes criancinhas:
“Oh, Senhor, assim como Jó recebeu a Tua força na tribulação e o Teu alívio em tempo oportuno, neste tempo sobremodo escuro, Te pedimos força e perseverança, no poder do Espírito Santo, até que venhas em nosso resgate! Em nome de Cristo Jesus, nós Te clamamos! Amém!”. Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, perseverantes de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó27 #RPSP
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“Eis que isto são apenas as orlas dos Seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dEle! Mas o trovão do Seu poder, quem o entenderá?” (v.14).
Conforme o dicionário, a palavra “conselho” significa “aviso oferecido sobre o que alguém deve ou não fazer em alguma situação; recomendação”; geralmente associada a alguém prudente e sensato, que tem bom senso. No capítulo de hoje, Jó ironizou o conselho de Bildade e questionou a origem de suas palavras. Mencionando o conhecimento científico da época, Jó mostrou que também era um homem dedicado ao estudo da natureza e como esta é uma revelação do Criador. Através de símbolos naturais, Jó exaltou a soberania de Deus e a limitação humana em compreendê-la.
A profecia de Isaías quanto à primeira vinda do Senhor declara o nome de Deus em alguns de seus infinitos aspectos. Dentre eles, Jesus é chamado de “Conselheiro” (Is.9:6). E dentre os atributos do Espírito Santo, está o “conselho” (Is.11:2; Pv.8:14). Quando depositamos a nossa confiança em Deus e em Sua Palavra, estamos pisando em terreno sempre seguro e estável. Ainda que as coisas do alto sejam grandes demais para a nossa mente limitada, o Senhor nos deixou revelado tudo o que precisamos saber: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt.29:29).
Mesmo que a comparação feita por Jó seja uma realidade até mesmo para os mais fervorosos cristãos: “Que leve sussurro temos ouvido dEle!” (v.14), a garantia de Deus de que a revelação que nos foi dada é suficiente, deve encher o nosso coração de paz e da certeza de que temos um Criador cujo conselho é infalível. Assim como nos sentimos seguros em aprender um determinado assunto de quem seja um especialista, devemos confiar nAquele que é especialista em transformar e salvar vidas. Mas, semelhante aos degraus acadêmicos, o Senhor também deseja que subamos cada dia mais alto nos degraus de Seu conhecimento.
Que nenhum conselho humano seja colocado acima do perfeito conselho das Escrituras. Temos à nossa disposição a Palavra de Deus e o seu Intérprete, o Espírito Santo. Se nos apegarmos com confiança ao “assim diz o Senhor”, nenhuma palavra humana de origem duvidosa (ou maligna) poderá abalar a nossa fé. Como Jó, olhemos também para o segundo livro de Deus: a natureza. “Porque os atributos de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, estudantes do conhecimento que salva!
Rosana Garcia Barros
#Jó26 #RPSP
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“Como, pois, seria justo o homem perante Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?” (v.4).
Como advogados de Deus, os amigos de Jó insistiam em buscar discursos que refutassem as suas palavras. Apelando à justiça divina, Jó foi acusado de erguer aos Céus uma defesa inválida. Como questionar o juízo dAquele a quem “pertence o domínio e o poder” (v.2)? Para eles, o sofrimento de Jó era resultado de seus muitos pecados, e sua condição deveria ser aceita com conformidade e como uma oportunidade de arrependimento e confissão.
A busca de Jó por justiça foi interpretada por Bildade como uma tentativa de justificar-se a si mesmo. Em poucas palavras, Bildade concluiu: a natureza humana e a natureza divina são de inconcebível amálgama. Comparado a um verme, o homem jamais poderia alcançar a pureza. Davi declarou: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Mas, no mesmo Salmo, ele pediu: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (Sl.51:7).
O homem por si mesmo não pode justificar-se ou purificar-se, mas Jesus, por Sua misteriosa amálgama, nos comprou o direito de pedirmos, e diante de um coração humilde e contrito, Ele diz: “Quero, fica limpo!” (Lc.5:13). NEle estava a natureza humana e a natureza divina em perfeita fusão. Paulo denominou esta junção de o grande “mistério da piedade” (1Tm.3:16). O que era impossível, tornou-se realidade pelo poder de um Deus que nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3). “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1Pe.1:3-4).
É certo que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Is.64:6). Mas o Justo, o Santo, o Puro, o nosso Redentor, deseja lançar sobre nós as imaculadas vestes de Sua justiça e nos fazer participantes da natureza divina. Não fomos chamados para advogar pela causa de Deus, mas para sermos testemunhas dAquele que é “poderoso para salvar” (Is.63:1). “Se sabeis que Ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle” (1Jo.2:29). Eis o nascimento que ninguém pode refutar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, nascidos de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jó25 #RPSP
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“Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos clama; e, contudo, Deus não tem isso por anormal” (v.12).
Em seu sofrimento, Jó acabou construindo um conceito sobre a sorte do justo e do ímpio. Sua inquietação por justiça era reforçada pelo descaso e maldade cometidos contra os pobres e necessitados e pela prosperidade de seus algozes: “Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que O conhecem não veem tais dias?” (v.1). Há um clamor pela urgente necessidade de entender os propósitos de Deus e de ter uma resposta quanto às injustiças cometidas. Por mais que Jó confiasse no justo julgamento de Deus, ele o teve por demais demorado.
Esse questionamento não foi levantado apenas por Jó. O profeta Habacuque, por exemplo, diante da apostasia e corrupção nacional, julgou tardio o juízo divino: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e Tu não me escutarás? Gritar-Te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita […] porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hq.1:2-4). Apesar de serem homens e mulheres escolhidos por Deus para um ministério sagrado, os profetas eram os que mais sentiam e sofriam os resultados da injustiça.
A demora, em todos os aspectos da vida, é vista pela humanidade como um mal a ser evitado. O relógio nos mostra constantemente que há um horário a ser cumprido. E, a depender da situação, minutos de atraso podem resultar em perdas irreparáveis. Mas será que o Dono do tempo atrasa em Seus desígnios? Será que Deus demora em realizar a Sua justiça sobre a Terra? Estamos vivendo nos dias em que o apóstolo Pedro advertiu que surgiriam “escarnecedores com os seus escárnios […] e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:3 e 4). Mas a resposta dada pelo Espírito Santo ao apóstolo deve ser a nossa certeza de que Deus não atrasa, mas espera: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
Ainda que pareça tardio o cumprimento da derradeira promessa, ela “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-O, porque, certamente, virá, não tardará” (Hq.2:3). Assim como Jó foi retribuído no tempo determinado, e Habacuque teve uma resposta à sua queixa, Deus tem designado o tempo perfeito para nos dar “a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12).
Diante das injustiças deste mundo hostil, confiemos nAquele a quem “pertence a vingança” (Rm.12:19). Que a nossa mente não fique a divagar em “tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At.1:7-8), e seremos testemunhas de Jesus, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
É certo que “os sábios entenderão” (Dn.12:10) que estamos muito perto do retorno do nosso Salvador. Logo Ele virá nos buscar. Mas, que até lá, nossa vida esteja escondida com Cristo em Deus (Cl.3:3), a fim de vivermos “de modo digno do Senhor, para o Seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl.1:10). Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jó24 #RPSP
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“Mas Ele sabe o meu caminho; se Ele me provasse, sairia eu como o ouro” (v.10).
Já participei algumas vezes de tribunais de júri, e garanto que os acusados não ficam à vontade perante o juiz. Alguns gaguejam, outros permanecem calados, e há ainda aqueles que defendem insistentemente a sua inocência. Não é confortável estar diante de um tribunal quando a culpa é evidente e há provas quanto a isto. Jó, contudo, pediu para que pudesse estar diante do tribunal de Deus (v.3).
Ele desejou apresentar-se perante o Juiz de toda a Terra e expor os seus argumentos (v.4). Ele tinha certeza de que a sua causa diante de Deus, ao contrário do veredito de seus amigos, alcançaria justiça e liberdade (v.7). Apesar de não ver a Deus, ele sabia que o Senhor não o perdia de vista e que depois de toda aquela provação, o resultado seria como o mais puro ouro (v.10). Gosto da versão King James de 1611, para o versículo dez, que diz: “Quando Ele tiver me provado, apresentar-me-ei como ouro”.
Jó desejava estar na presença de Deus e ele não se perturbou e nem desfaleceu o coração por causa de todo o sofrimento que passou (v.17), mas de saudade lhe desfalecia o coração (Jó 19:27). Ele tinha saudades de Quem nunca havia visto, e, apesar da sua condição miserável, Deus era o único perante o qual desejava estar. Jó só pisava onde sabia ser seguro (v.11) e, em seu íntimo, guardava as palavras da boca de Deus (v.12). Eis o segredo da integridade e da retidão daquele homem: O “assim diz o Senhor” era a sua regra de fé e prática.
Todas as manhãs somos despertados pelo Espírito Santo a declarar o Seu apelo: “Hoje, se ouvirdes a [Minha] voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). A oração e a Bíblia devem compor o nosso primeiro alimento. Cercados como estamos das influências profanas, a armadura de Deus deve ser a nossa primeira roupa diária. E antes de lavar o corpo, precisamos clamar pelo “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5). Só assim, estaremos prontos para combater o bom combate e rejeitar as obras da carne. Pois, “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl.5:24-25).
Não havia palavras ou costumes humanos que desviassem Jó da vontade de Deus. O Está Escrito era o seu aio. E quem assim procura viver, meus amados, não há como não sentir saudades de um Deus que, pela fé, sempre está por perto. Você sente saudades do teu Criador? Tem tirado um tempo de qualidade diário para conversar com Ele e para ouvir a Sua voz?
Para aquele que O busca de todo o coração, ainda que sobrevenham provações, estas não lhe servirão de tropeço, mas de instrumentos de purificação, para que, como Jó, torne-se o mais puro ouro nas mãos de Deus. Porque assim diz o Senhor: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, ouro do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jó23 #RPSP
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“Porventura, não é grande a tua malícia, e sem termo, as tuas iniquidades?” (v.5).
Muitos já passaram pela dura prova de enfrentar uma prisão por engano. Condenados injustamente, tiveram de enfrentar os piores dias de sua vida, até que se provasse a sua inocência. E por mais que tivessem o direito de ser indenizados e assistidos juridicamente, nenhum valor pode trazer de volta o tempo perdido, a reputação manchada, nem tampouco apagar os traumas sofridos. Jó estava cercado de homens que se diziam seus amigos, mas que não acreditavam em sua inocência. Em uma espécie de prisão humana, Jó recebeu sua cruel sentença: Culpado! (v.10). E, sob o manto do que acreditava ser religião, Elifaz apelou ao “réu”: “Reconcilia-te, pois, com [Deus] e tem paz, e assim te sobrevirá o bem” (v.21).
A ideia de Elifaz e de seus companheiros de acusação é a mesma que predomina na maioria das religiões cristãs de hoje: se você aceitar a Jesus, sua vida será perfeita; você terá prosperidade, uma família feliz e saúde em abundância. Se Jesus não fizer prosperar, se Jesus não curar, se Jesus não atender aos desejos do coração humano, então, para quê segui-Lo?
Quando Ele realizou o milagre da primeira multiplicação dos pães e peixes, houve uma grande comoção. As pessoas esqueceram suas casas e seus negócios, e se apressaram para segui-Lo. Mas no encontro seguinte se depararam com o que julgaram ser um duro discurso: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:35). E diante das expectativas frustradas, “muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo.6:66).
Como nos dias de Jesus, “uma geração má e adúltera pede um sinal” (Mt.16:4). Muitos desejam assistir a espetáculos, e não participar de um culto de adoração a Deus. Assim como os milagres faziam parte do ministério de Cristo, eles têm o seu lugar hoje. O maior milagre, porém, é um coração contrito e agradecido, ainda que as coisas não aconteçam da maneira que se espera.
Os exemplos de fé relatados no capítulo onze do livro de Hebreus nos apresentam provas inequívocas disso. Homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor mesmo em face da morte. Pessoas que “passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (Hb.11:36-38).
É, amados, acho que nenhuma igreja permaneceria aberta se colocasse esse texto de Hebreus como marketing. No fim de seu sofrimento, a maior vitória de Jó não foi a cura de sua enfermidade, nem tampouco as riquezas que recebeu em dobro. Mas os seus olhos contemplaram o maior tesouro que alguém pode ter na vida: Deus. Ele não nos prometeu que não passaríamos pelo vale da sombra da morte, mas que, ainda ali, Ele estaria conosco (Sl.23:4).
Se o que você mais deseja é estar na presença do Senhor, Ele deseja mais do que estar ao seu lado. Ele quer habitar em você! Abra agora o seu coração a Deus! “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar; mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Vivifica-nos, Senhor, e habita em nós! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, contritos de coração!
Rosana Garcia Barros
#Jó22 #RPSP
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“Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade” (v.34).
Nenhum dos argumentos trazidos pelos amigos de Jó conseguia persuadi-lo a acreditar que falavam sem malícia. “Vede que conheço os vossos pensamentos e os injustos desígnios com que me tratais” (v.27); esta fala de Jó não significa que ele pudesse ler pensamentos, mas que as palavras e ações de seus amigos deixavam bem claro quais eram as suas reais intenções. Jó só desejava ser ouvido de forma atenciosa (v.2) e que a sua condição fosse vista com misericórdia (v.5). O estado próspero dos ímpios não era um motivo para que ele desconfiasse dos desígnios de Deus, pois ele mesmo afirmou: “longe de mim o conselho dos perversos” (v.16). Mas o mistério sobre o seu sofrimento era o que o afligia.
O fato é que havia um nítido conforto na vida dos ímpios. Vistas de fora, suas vidas pareciam tranquilas e prósperas. Ainda assim, Jó não admitia ser comparado a qualquer deles, pois não temiam a Deus nem tampouco Lhe faziam orações (v.15). Jó ridicularizou a crença de seus amigos de que “Deus […] guarda a iniquidade do perverso para seus filhos” (v.19). A morte de seus filhos constantemente lhe foi lançada no rosto como consequência de sua iniquidade, e seu estado físico e econômico como resultado direto de seus pecados. Mesmo sem entender a prosperidade do perverso, Jó sabia que era uma questão de tempo, que não passava de uma prosperidade terrena e passageira.
Amados, o contentamento motivado pela prosperidade material desmorona na primeira dificuldade. A alegria do Senhor, porém, nos dota de força mesmo em meio à adversidade. Precisamos, como Jó, apoiar-nos na “vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4), e não em palavras humanas falíveis ou nas coisas perecíveis deste mundo. Não sejamos néscios, rejeitando conhecer os caminhos de Deus contidos em Sua Palavra.
Para os que direta ou indiretamente dizem ao Senhor: “Retira-Te de nós!” (v.14), muito em breve ouvirão de Quem desdenharam: “Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:23). A prosperidade não define o caráter. Mas um caráter que mesmo provado pelo fogo, permanece “íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1:7), define para onde estamos indo: para “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10). Deus espera de nós a mesma fidelidade e confiança dos Seus fiéis servos do passado, que deixaram gravado na História um legado não só de sofredores e mártires, mas de homens e mulheres que verdadeiramente amaram a Deus e a seus semelhantes.
O salmista Asafe também passou pelo mesmo dilema de Jó com relação à prosperidade dos perversos. E em sua angústia confessou: “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl.73:3). Mas sua amargura de alma foi subjugada quando ergueu os olhos para o lugar certo: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).
Podemos resumir as palavras de Jó neste capítulo na conclusão de Asafe: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl.73:26). Seja esta a nossa confiança e a nossa esperança todos os dias de nossa vida, mantendo nossos olhos no santuário celestial de onde o nosso Salvador pessoal intercede por nós e está prestes a fazer justiça por Seus santos. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, peregrinos rumo ao Lar!
Rosana Garcia Barros
#Jó21 #RPSP
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“Tal é, da parte de Deus, a sorte do homem perverso, tal a herança decretada por Deus” (v.29).
Como quem tapa os ouvidos à voz do aflito, assim foram os amigos de Jó. Nada do que ele dissesse em sua defesa era considerado, e seus clamores eram ignorados. A necessidade de acusá-lo era maior do que o cenário que deveria comovê-los. Despedaçado pelo sofrimento, Jó foi julgado e condenado pelos argumentos daqueles que antes o contemplavam como o mais favorecido dos homens. Em sua cega concepção, a terrível condição de Jó não poderia ser outra coisa a não ser o juízo divino sobre o pecador impenitente.
O entendimento equivocado de que tudo aquilo havia sido provocado por Deus limitava a mente à verdadeira compreensão de Seu caráter. Mesmo conservada a esperança e a fé em seu Redentor, Jó também compartilhava do mesmo entendimento. A diferença é que ele mantinha em seu coração a certeza de sua sinceridade e integridade diante de Deus, e, desconhecendo ser o “palco” ambulante de um conflito superior, era consumido pela angústia diante do silêncio do Céu. Mas ainda que vituperadas todas as suas virtudes e corroído pela dor, nada pôde abalar o seu amor e confiança nAquele que conhecera em tempos de bonança.
Mesmo que tenhamos nas Escrituras nada mais do que pequenos vislumbres dos primeiros anos da vida de Cristo, é certo que este tempo oportuno foi aproveitado para promover-Lhe um caráter íntegro e santo mediante a intimidade com Seu Pai celestial. Jesus enfrentaria um ministério de duras provas e perseguições. Não fosse o relacionamento estabelecido com o alto enquanto lidava com as simples atividades do cotidiano, e no deserto da tentação cairia subjugado. Mas nem o apetite, nem coisa alguma neste mundo pôde subjugar Aquele que escolheu Se tornar semelhante a nós e nos deixar a certeza de que tudo podemos nAquele que nos fortalece (Fp.4:13).
Deus conclama o Seu povo a buscá-Lo em intimidade enquanto há paz. Porque se aproxima o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), e não ficará em pé quem desperdiçou “o tempo sobremodo oportuno”. Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas de uma coisa podemos ter certeza: CRISTO EM BREVE VOLTARÁ! Portanto, amados, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Renunciar as coisas que há no mundo, fechar os olhos para a maldade, apegar-se com profundo interesse à Palavra Inspirada, fazer da oração a constante confissão do íntimo, encher a vida de louvor, olhar para o próximo com compaixão, faz parte do aperfeiçoamento de caráter que o Senhor deseja realizar no meio do Seu povo, todos os dias, quer seja nas atividades corriqueiras ou em maiores empreendimentos.
Como Jó e como Jesus, que a comunhão diária com o Eterno seja o nosso jornadear. E quando este mundo for atingido pela tempestade final, estaremos bem seguros “à sombra do Onipotente” (Sl.91:1). Sejamos, pois, “imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb.6:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jó20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100