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“Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (v.10).
Da linhagem de Arão, sendo sacerdote e “escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel”, Esdras foi beneficiado pelo rei Artaxerxes, “segundo a boa mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele” (v.6). Em 457 a.C., “este Esdras” (v.5) liderou o segundo grupo de exilados que regressou à terra de Judá. Sendo reconhecido pelo rei como “escriba da Lei do Deus do céu” (v.12, 21) e possuidor da sabedoria de Deus, Esdras demonstrou ter sido alguém que fez a diferença no meio de um reino pagão.
Esdras não foi apenas um perito das Escrituras, mas um obediente servo de Deus, praticante da Palavra. Sua vida não se resumia, contudo, a guardar consigo a sua experiência, pois além de buscar e cumprir a Lei do Senhor, também se dedicava a “ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (v.10). O conhecimento que dia a dia adquiria das leis de Deus não podia ser silenciado, e sua importância foi reconhecida pelo próprio rei persa: “e ao que não as sabe, que lhas façam saber” (v.25).
Em seu decreto, por nove vezes, Artaxerxes se referiu a Deus como o Deus de Esdras. Para o monarca, era fato que o escriba judeu era um fiel adorador “do Deus do céu” (v.21). Tanto Esdras quanto Neemias foram favorecidos diante dos soberanos da Terra, não por mérito próprio ou por posições privilegiadas, mas porque tinham um coração disposto a fazer a vontade de Deus, segundo está escrito. Tendo por norma irrevogável o “assim diz o Senhor”, decidiram dedicar a vida a Deus e nEle buscar refúgio. E sua confiança e dedicação deram cumprimento aos eventos profeticamente determinados.
Foi a partir do decreto de Artaxerxes, “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn.9:25), que se começou a contagem do período das setenta semanas, ou quatrocentos e noventa anos proféticos. De 457 a.C. “até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” (Dn.9:25). Ou seja, 483 anos até o batismo de Cristo, que foi ungido pelo Espírito Santo. Na última semana restante, “na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn.9:27), pois Cristo ali cumpriu a justiça em Sua morte na cruz. Mas ainda faltava a outra metade da semana, que se encerrou no ano 34 d.C., com a morte de Estêvão. Em sua visão, este mártir de Deus viu encerrado o tempo de oportunidade a Israel como nação eleita: “e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At.7:56). O ministério de Esdras, portanto, foi de extrema importância no cenário profético histórico-mundial.
O exemplo de Esdras revela o caráter de quem aplica o coração a examinar e cumprir as Escrituras. Todo aquele que dedica, diariamente, um tempo de qualidade em comunhão com Deus, através da oração e do estudo da Bíblia, recebe do alto o vigor espiritual necessário para enfrentar as mais adversas situações. Entretanto, há uma porção adicional separada aos que se dedicam a compartilhar as boas-novas. Sua vida torna-se mais nobre e mais bela, como está escrito: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Rm.10:15). Isso significa, amados, que a nossa comunhão com Deus não pode ficar restrita a quatro paredes. Ela só tem razão de ser se recebermos a Palavra viva para, então, transmiti-la (Leia At.7:38).
O capítulo é encerrado com uma ação de graças de Esdras. Ele atribuiu a Deus todo o mérito. Lembro-me da história de Jó, que, mesmo sendo fiel a toda prova enfrentada, no fim, reconheceu: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Quando reconhecemos que é pela bondade de Deus e por Suas misericórdias que “vivemos, e nos movemos, e existimos” (At.17:28), mais nos achegamos a Ele, assim como uma criancinha de colo necessita de sua mãe (Leia Sl.131:2).
Que, a cada dia, possamos declarar ao sair de nosso lugar de comunhão: “Assim, me animei, segundo a boa mão do Senhor, meu Deus, sobre mim” (v.28).
Pai nosso, que habita no mais santo lugar, mas que também habita com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o coração dos contritos e abatidos, vem em nosso encontro e nos vivifica. Senhor, Teu servo Esdras participou e contribuiu para o preparo de um povo no início de um período profético, e nós fomos chamados por Ti para preparar um povo para o encerramento deste mundo de pecado. Não há mais período de tempo a nós revelado, mas é nosso dever, mediante o que nos deixaste escrito, saber o quão perto estamos do tempo de prova e da segunda vinda do nosso Redentor. Por isso, Pai, capacita-nos mediante a dotação do Teu Espírito, e nos anima nesses dias difíceis, segundo a Tua boa mão sobre nós, para que ajuntemos os restantes de Israel para subirem conosco de volta ao Lar. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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