Reavivados por Sua Palavra


SALMO 74 — Rosana Barros by Ivan Barros
20 de outubro de 2026, 0:45
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“Levanta-Te, ó Deus, pleiteia a Tua própria causa; lembra-Te de como o ímpio Te afronta todos os dias” (v.22).

Em tom de lamentação, este Salmo retrata a angústia do povo de Deus diante da invasão dos inimigos. O santuário havia sido destruído e o povo levado cativo. O período que este Salmo bem retrata é quando Babilônia conquistou Jerusalém, assim como havia predito o profeta Jeremias. Negando a mensagem profética, os judeus rejeitaram o chamado de Deus e a Sua aliança: “Viraram-Me as costas e não o rosto; ainda que Eu, começando de madrugada, os ensinava, eles não deram ouvidos, para receberem a advertência” (Jr.32:33).

A reivindicação do salmista para com Deus foi, na verdade, um grito de misericórdia. O que vemos é o clamor de um homem que tinha fé no mesmo Deus que abriu o mar (v.12) e que secou os rios (v.15), guiando o Seu povo por caminhos seguros. Todavia, a desobediência às palavras do profeta de Deus fez com que o Senhor os entregasse à própria sorte: “Portanto, assim diz o Senhor: Eis que entrego esta cidade nas mãos dos caldeus, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e ele a tomará” (Jr.32:28).

A palavra profética nunca foi tão banalizada como atualmente. Milhares têm aberto a boca para declarar profecias falsas e aleatórias, quando a verdadeira profecia é negligenciada ou ignorada. Enquanto Jeremias clamava para que o povo desse ouvidos ao que Deus lhe havia revelado, mais obstinado o povo se tornava. Mas foi ali, em meio ao cativeiro babilônico, enquanto se dizia: “já não há profeta” (v.9), que Deus suscitou Daniel e lhe deu o dom profético e um livro que, em conjunto com o livro de Apocalipse, nos abre os olhos para o “até quando” (v.9). Na verdade, foi revelado aos filhos de Israel e de Judá até quando duraria aquele jugo: 70 anos (Jr.25:11).

Nós não sabemos quanto tempo mais durará o cativeiro do pecado neste mundo, contudo, de uma coisa podemos ter certeza: os sinais nos mostram que cada dia é o tempo que nos é concedido para estarmos prontos: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Se tão somente seguirmos as orientações proféticas, seremos bem-sucedidos: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

O Senhor nunca desconsiderou a aliança que havia feito com o Seu povo (v.20), mas o Seu povo que escolheu não Lhe deu ouvidos. Em sua dureza de coração, os judeus rejeitaram o profeta de Deus e trataram de eles mesmos profanar a casa de Deus: “Antes, puseram as suas abominações na casa que se chama pelo Meu nome, para a profanarem” (Jr.32:34). Mas a aliança que o Senhor fez com os Seus filhos é eterna e jamais volta atrás: “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de Mim” (Jr.32:40).

Se há uma verdade que Satanás odeia, é a verdade do santuário. As visões de João no Apocalipse revelam que há um santuário no Céu “que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2). Ali está traçado todo o plano de Deus para a salvação da humanidade. É claro que o inimigo faria de tudo para que essa verdade ficasse encoberta aos homens e o salmista bem soube reconhecer isso: “tudo quanto de mau tem feito o inimigo no santuário” (v.3). Só quando, pela fé, entramos no santuário, é que recebemos do Espírito Santo uma melhor compreensão do que Cristo fez, faz e fará por nós. Estude essa doutrina tão importante. Ela fará toda a diferença na edificação da sua fé.

O Senhor breve virá, amados! Perseveremos em estudar a Sua Palavra. Examinemos as Escrituras com diligência e humildade, cavando na mina sagrada a fim de encontrarmos os tesouros do caráter aprovado pelo Céu. Então, não teremos do que lamentar, mas veremos o Senhor pleitear a Sua própria causa (v.22) em favor do Seu povo: “Eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Jr.32:38). Logo Deus destruirá os que “[profanam] o santuário […], mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn.11:31 e 32).

Oremos: “Lembra-Te da Tua congregação, [Pai]! […] Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso, blasfemará o inimigo incessantemente o Teu nome? […] Considera a Tua aliança, pois os lugares tenebrosos da Terra estão cheios de violência […] Levanta-Te, ó Deus, pleiteia a Tua própria causa”! Queremos ir para casa, Pai! Levanta-Te, ó Deus! É o nosso clamor, em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, congregação do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#SALMO74 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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