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SALMO 65 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
11 de outubro de 2026, 0:30
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SALMO 65 – É importante celebrar cada colheita; toda colheita é fruto da atuação divina. Entretanto, os festivais de colheita deveriam celebrar não apenas as bênçãos da colheita, mas especialmente reconhecer a soberania de Deus sobre a natureza, Sua criação! Sobre esta verdade trata o Salmo 65.

O Salmo 65 tem recebido alguns títulos interessantes, tais como “O cântico da colheita”, ou “O Salmo do agricultor”, ou também “O Salmo do fazendeiro”, devido ao seu teor agrícola. Contudo, no Salmo “o cenário é uma celebração no tabernáculo, talvez na Festa dos Pães Asmos, na primavera, ou na Festa dos Tabernáculos, no outono”, lembra John MacArthur.

São tantas as religiões no mundo quanto o número de deuses. As crenças variam mais do que as culturas. O cristianismo é tremendamente fragmentado com incontáveis denominações diferentes, opostas. Isso tudo apesar de existir apenas um Deus verdadeiro, com somente uma Bíblia verdadeira.

• Deus é criador de todos os povos, independente se são cristãos ou pagãos, crentes ou ateus. Esse Deus ouve a oração de todas as pessoas, sejam elas quem forem que clamar por arrependimento. Seu perdão é inclusive para ateus e pagãos, idolatras e perversos. Está disponível a todos. Graças à graça de Deus (vs. 1-4).

• O Espírito Santo trabalha no coração de todo tipo de pessoa, da prostituta ao executivo, da ladrão ao honesto, do antirreligioso ao religioso visando atraí-lo ao Salvador. É para isso que inclusive os alheios a Deus recebem sabedoria, amor, família, amigos, cultura, capacidade artística, habilidades científicas, proteção, etc. além de receberem alimentos, chuva, orvalhos e muitas outras bênçãos (vs. 5-13).

“Deus deu dons a todos as pessoas, crentes e descrentes, e devemos tirar proveito desses dons numa grande variedade de chamados e carreiras terrenas” analisa Michael Horton, depois destaca dois benefícios que Deus dá indiscriminadamente a todos os povos:

• Deus restringe o pecado: “Devido à depravação do coração humano bem como à corrupção de instituições onde hábitos de pecado estão profundamente incrustados, as coisas muitas vezes são ruins, mas raramente tão ruins quanto poderiam ser, graças à graça comum de Deus”.

• Deus restringe até mesmo Sua própria ira: Deus não está ansioso para punir nem pune imediatamente a cada pecador no ato de seu pecado. “A Escritura está repleta de exemplos da providencial bondade de Deus, especialmente nos salmos. ‘O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras’ e ‘Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente’ (Sl 145.9, 16)”.

O Comentário Bíblico Adventista salienta que a última parte do Salmo 65 “é um dos exemplos mais notáveis nos salmos de poesia sobra a natureza”; e, extrai desta porção várias verdades, das quais transcrevo três:

• “Feliz aquele que se deleita na natureza e se aproxima do Deus que a criou”.

• “Não se celebra a natureza em si, mas o fato de ela apontar para Deus”.

• “Como clímax da personificação, os prados nos vales, ricos de cereais, exclamam de júbilo e cantam. Toda a natureza se alegra em Deus”.

Deus merece ser adorado pelas colheitas abundantes, devido a prover fertilidade na natureza.

Contemplada com equilíbrio, a natureza aponta para Deus; e, aqueles que se deleitam corretamente nela, se aproximam do Criador.

Davi entende muito bem a bondade de Deus, o cuidado e a proteção para com todos os povos, não apenas para Israel (vs. 5-8).

Deus abençoa a terra, a agricultura e os animais de crentes e descrentes, de ateus e pagãos. Davi confia nesse Deus e nos desafia a reverenciá-lo também. Deus merece indubitavelmente a adoração de cada habitante deste planeta.

Anuncie isto ao mundo! – Heber Toth Armí.


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