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“Senhor, Deus meu, em Ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me” (v.1).
Se havia uma coisa que Davi pedia a Deus era o livramento contra os seus inimigos. Somente o Deus justo que sonda a mente e o coração (v.9) seria capaz de frustrar os desígnios dos ímpios. Você já foi enganado alguma vez? Alguém já aparentou ser uma coisa e, depois, se mostrou outra? Davi estava cercado de gente assim. A sua única saída era o seu Refúgio (v.1). “O Senhor que julga os povos” (v.8), faria distinção entre a sua integridade e retidão e “a malícia dos ímpios” (v.9). Davi não estava pedindo para que os seus inimigos desaparecerem, mas que Deus julgasse entre as suas intenções e as deles. Caso não se convertessem (v.12), teriam de sofrer o juízo do “justo Juiz” (v.11).
Você tem, como o salmista, a certeza de que serve a um Deus justo e fiel? Davi teve que enfrentar inúmeros inimigos durante toda a sua vida. Contudo, além dos aparentes, havia os inimigos secretos. Como é bom quando vai chegando o final do ano e participamos dos famosos amigos secretos. Só descobrimos quem é nosso amigo na hora da troca de presentes. Mas ainda há uma brincadeira chamada “inimigo secreto” ou “amigo da onça”, em que os “presentes” não são tão agradáveis assim. Como brincadeira, pode até ser divertido, mas na vida real, torna-se um desafio difícil e, ao mesmo tempo, angustiante.
Percebam que Davi, apesar de afirmar que possuía as melhores intenções, apesar de afirmar-se diante do Senhor como um homem reto e íntegro (v.8), ainda se colocou nas mãos de Deus e pediu que a justiça divina fosse a ele aplicada, caso tivesse feito algo de errado a seus inimigos (v.3), ou devolvido com o mal a quem ia ter com ele em paz (v.4). Ele estava pronto para ser alvo da justiça de Deus, mesmo que esta não viesse a favorecê-lo. E no fim de tudo, Davi rendeu “graças ao Senhor” (v.17), porque confiava plenamente em Seu justo juízo.
Meus amados, os piores inimigos que Davi teve de enfrentar não foram os filisteus ou o gigante Golias, mas aqueles que estavam ao seu redor e afirmavam amá-lo (Leia 1Sm.16:21). E enfrentar inimigos assim é confuso e amedrontador. Creio que o maior sofrimento de Davi não era o medo de ser ferido ou morto por estes, mas de não estar de alguma forma sendo justo com eles. Era como se ele dissesse a Deus: “Senhor, se eu lhes fiz algum mal, me revele, porque não compreendo a reação deles!” Davi não compreendia a natureza dos atos de seus inimigos; todavia, compreendia bem a natureza da justiça de Deus. Por isso, com sinceridade de coração apegava-se a ela e rendia graças ao Senhor “segundo a Sua justiça” (v.17). No final, ele sabia que o que realmente importava era ser justo aos olhos do Senhor, seu Deus.
Oremos, amados, para que jamais sejamos cúmplices do mal, mas sempre amigos da justiça. Apeguemo-nos ao único Refúgio (v.1) e Escudo (v.10) que pode nos salvar tanto de nossos inimigos quanto de nós mesmos. Como escreveu Ellen White: “A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida” (Caminho a Cristo, CPB, p.43). Portanto, perseveremos buscando ao Senhor nas primeiras horas de cada manhã. Permaneçamos em Sua presença durante todo o dia e, certamente, no final dele, poderemos dizer: “Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a Sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo” (v.17).
Oração: Pai querido, a Ti rendemos graças, pois tens cuidado de nós e nos livrado de tantas situações adversas! Em Ti nos refugiamos, Senhor! Dá-nos um coração reto e puro como o de Jesus para que possamos Te louvar para sempre! Levanta-Te, Senhor, e faz descer sobre nós a chuva serôdia do Teu Espírito! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, refugiados em Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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