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“Então, os oficiais de Faraó lhe disseram: Até quando nos será por cilada este homem? Deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor, seu Deus. Acaso, não sabes ainda que o Egito está arruinado?” (v.7).
Moisés e Arão foram novamente enviados ao encontro de Faraó com a notícia de uma próxima praga devastadora. Essa notícia abalou o coração dos oficiais do reino. Como uma nação que já estava arruinada suportaria um novo caos? Imaginem uma nação, em nossos dias, sofrendo terremotos, furacões, incêndios, pestilências, e isso tudo em um curto intervalo de tempo de um episódio para o outro. Certamente o país ficaria devastado. Não sabemos quanto tempo duraram as pragas e o intervalo entre elas, mas acredito que a fala dos oficiais de Faraó deixa claro que não havia tempo para recuperar os estragos causados, de forma que a nação egípcia estava arruinada.
No entanto, Faraó não admitia a ideia de fazer algo segundo a vontade do Senhor. Suas tentativas de permitir que os israelitas fossem ao deserto sob suas próprias condições eram uma estratégia política para manter sua mão de obra escrava, garantindo que os hebreus retornassem ao Egito. Moisés deixou bem claro que não poderia ser como Faraó queria, mas sim como Deus havia ordenado. ‘Não há de ser assim’ (v.11) foi a resposta malcriada do rei de coração obstinado. Então, vieram os gafanhotos, ‘e não restou nada verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito’ (v.15). O estrago foi tão assombroso que o próprio Faraó, novamente, clamou em desespero para que Moisés e Arão orassem ao Senhor por livramento.
Sabemos que o clamor de Faraó era apenas para se ver livre da penalidade, e não pela culpa de um coração arrependido. Logo ele e todo o Egito estariam envoltos em trevas tão espessas que se podiam apalpar (v.21), uma representação bem real do coração de Faraó. Por três longos dias, os egípcios ‘não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar […] porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações’ (v.23). Ao criar o mundo, a primeira ordem divina foi: ‘Haja luz’ (Gn.1:3). Quando Jesus veio em carne, João O apontou como ‘a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem’ (Jo.1:9). E a respeito de João Batista, escreveu: ‘Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz’ (Jo.1:8).
Quando Jesus declarou aos Seus discípulos: ‘Vós sois a luz do mundo’ (Mt.5:14), indiretamente indicou o contraste entre a luz e as trevas, mas não no sentido de que estes possuíssem luz própria, e sim que, qual João Batista, seriam condutores da fonte de toda luz: Jesus Cristo. Da mesma forma, o fato de os filhos de Israel terem sido poupados das pragas não era porque tivessem o poder de o fazê-lo, mas sim porque o próprio Deus os livrava para que os egípcios pudessem reconhecer que se tratava do cuidado divino com o Seu povo. Aquelas cerradas trevas precederam a décima e última praga. Era como um prenúncio de que Faraó e seu povo haviam ido longe demais e, mergulhados na escuridão, a morte estava à sua espreita.
Sabem, amados, esse planeta escuro e tudo o que tem acontecido ultimamente só provam a veracidade da Bíblia e de suas profecias escatológicas. Não vale a pena perder tempo com os falsos “deuses” deste mundo, porque, à semelhança do que aconteceu no Egito, quando tudo em que aquele povo depositava sua confiança e segurança foi destruído em questão de pouco tempo, assim acontecerá no fim. Será que o que temos visto pelo mundo afora – tantos desastres e guerras dizimando milhares de vidas e destruindo propriedades sem distinção de classe social – não é mais do que suficiente para entendermos que estamos no fim e que o nosso lar não é aqui?
Aproxima-se o tempo em que esta Terra será abalada com ‘as sete taças da cólera de Deus’ (Ap.16:1), e o remanescente do Senhor será odiado pelos ímpios porque Deus os protegerá. Enquanto ainda existe graça disponível, abra o seu coração e permita que a luz de Cristo incida sobre você. E trabalhemos para dar a mensagem ao mundo, amados. Trabalhemos ‘enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar’ (Jo.9:4). Pois quando irromperem os últimos flagelos neste mundo, as decisões estarão tomadas. ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’ (Ap.22:11). E, como Faraó, os homens blasfemarão ‘o Deus do céu’ e não se arrependerão ‘de suas obras’ (Ap.16:11). É hora de vigiar, orar, trabalhar e confiar inteiramente em Deus. E Ele iluminará a nossa vida e o nosso caminho até chegarmos em casa.
Pai das luzes, nosso Criador, nosso Mantenedor e Salvador, nós Te agradecemos porque a nossa vida foi escolhida para refletir a luz do Teu caráter! Não somos dignos, Pai. Em realidade, ninguém é. Mas aceitamos que tire de nós nossas vestes sujas e nos cubra com as vestes brancas da justiça de Cristo, nosso Senhor e Salvador pessoal. Dá-nos Teu Espírito, para que sejamos habilitados para a Tua obra de aguardar e apressar a volta de Jesus. Em meio à escuridão deste mundo, faz-nos brilhar por Ti, ó Deus! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 10 – Na “briga dos deuses”, o Deus da Bíblia vence. Na guerra contra o Egito, Deus apresentará fraquezas e limitações dos deuses adorados e aclamados do paganismo. O problema são indivíduos com obstinada rebeldia diante de tanta evidência das crenças imprestáveis.
Assim como o problema do “barro” endurecer ou da “cera” derreter não está no sol, mas com o material que recebe seu calor, o problema do coração duro não está com Deus; está com aquele que teima diante dEle. Perder, e ainda não admitir estar errado, é a pior das tolices. Descer do pedestal do orgulho é muito difícil; por isso, a loucura trava uma batalha acirrada com Deus, faz a criatura pensar que pode combater ao Criador.
Rejeitar Deus tem consequências. “O pecado dos egípcios foi que eles recusaram a luz que Deus lhes havia tão graciosamente enviado por meio de José” no passado (Ellen White. CBASD, v. 1, p. 1210). A dureza do coração frente a tantas investidas de juízos empapados de misericórdia com Moisés esgotou o limite da paciência divina. Assim também sucederá na história universal; embora Deus seja paciente, não querendo que ninguém pereça (2 Pedro 3:9), o tempo de graça chegará ao fim, então, Jesus aparecerá nas nuvens dos Céus a fim de libertar o remanescente fiel das agruras deste mundo perverso (Mateus 24:29-31).
Pragas cairão como juízo de Deus sobre aqueles que rejeitaram todas as estratégias e oportunidades oferecidas no evangelismo. “Cada rejeição da luz endurece o coração e obscurece o entendimento; e assim os homens acham cada vez mais difícil distinguir entre o certo e o errado e se TORNAM MAIS OUSADOS EM RESISTIR à vontade de Deus” (Idem, p. 1212).
Nessa altura, na nona praga, Faraó tentou negociar; porém, “Moisés não estava disposto a barganhar com Faraó. Por essa razão, o rei o expulsou de sua presença e ordenou que nunca mais voltasse”, destaca William MacDonald.
Como as pragas foram prenúncios de juízos sobre o mal, e também da libertação de Israel, assim as sete últimas pragas implicarão no juízo divino sobre os agentes do mal e na libertação do remanescente fiel (Apocalipse 16:1-21).
Leitor(a) amigo(a), hoje…
…se você ouvir a voz de Deus, não endureça teu coração (Hebreus 4:7).
Entreguemo-nos a Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 9 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/9
A sétima praga de saraiva fez chover a morte sobre a terra do Egito, mas “na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.” (9:26, ARIB). Este é um lembrete de que Deus está exercendo Seu poder para proteger Seu povo, não para prejudicá-lo. O Salmo 91:9-10 nos diz que nenhuma praga prejudicará aqueles que fazem de Deus seu refúgio. À medida que nos aproximamos do fim da história deste mundo, quando as sete últimas pragas cairão sobre o mundo, sou grato por Deus usar Seu poder para proteger e libertar Seu povo de seus inimigos.
Outra coisa que me impressionou foi o falso arrependimento do Faraó. Faraó confessou que havia pecado, que “o Senhor é justo” e que deixaria os israelitas livres. Mas quando os trovões e granizo cessaram, ele endureceu seu coração mais uma vez e não deixou os israelitas irem.
Quantas vezes eu ajo como o Faraó? Quantas vezes eu recorro a Deus apenas para “me safar de problemas”, quando deveria estar focando em Sua bondade? Sua bondade é a única coisa que leva ao verdadeiro arrependimento (Romanos 2:4).
Aron Crews
Capelão do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1373 palavras
1 Essa foi a quinta vez que Deus enviou Moisés a Faraó com a exigência: “Deixa ir o Meu povo!”. Desta vez Moisés deve já estar cansado e desencorajado, mas ele continuou a obedecer. Existe algum conflito que você tem que enfrentar repetidas vezes? Não desista quando você sabe que este é o correto a fazer. Como Moisés descobriu, a persistência é recompensada. Life Application Study Bible Kingsway.
Assim diz o SENHOR. Se o crente [aquele que crê] deseja falar com autoridade e com poder, antes de mais nada tem que possuir a certeza de que Deus lhe deu uma mensagem para transmitir aos seus semelhantes. Só aqueles que creem que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que a ela submetem sua vida, têm autoridade para falar ao povo em nome de Deus. Bíblia Shedd.
Pestilência. A doença específica mencionada aqui afetava apenas os animais. Assim, a palavra poderia ser traduzida por “praga de animal”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 570.
4 Distinção. O próprio Deus estabelece o tempo (em oposição ao tempo definido pelo faraó em 8:9, 10). Bíblia de Estudo Andrews.
Mais uma vez veio uma prova definida que não se trata de fenômenos naturais; o próprio Faraó teria verificado que a pestilência não atingiu o gado dos israelitas (7). Bíblia Shedd.
5 certo tempo. A praga não ocorrera por mera coincidência. O relato bíblico não dá margem a explicações naturalistas (como uma epidemia de antraz proveniente das rãs mortas). Bíblia de Genebra..
6 todo o rebanho. Uma tradução melhor seria “todos os tipos de rebanho”, provavelmente aqueles expostos nos campos. Em outras pragas posteriores, outros animais foram afetados. Bíblia de Estudo Andrews.
Ou seja, tudo que estava nos campos (Êx 9:3). No tempo da praga seguinte muitos dos egípcios ainda possuíam animais (v. 19). O fato de muitos egípcios terem trazido seus rebanhos indica como foram impressionados pelo poder de Deus e pelas catástrofes que se seguiram. CBASD, vol. 1, p. 570.
7 Porém. O processo de rebelião contra Deus se desenvolveu de tal maneira que Faraó nem mais precisou de motivos nem de desculpas para recusar deixar ir o povo de Deus. Bíblia Shedd.
8-12 A sexta praga [úlceras] afetou diretamente a saúde e a vida das pessoas e dos animais, marcando a intensificação crescente das pragas. Subjacente ao evento se encontra o conceito bíblico de um Deus criador que também sustenta a saúde (15.26). Bíblia de Estudo Andrews.
9 Tumores. Talvez um “abcesso”ou uma “úlcera que estourava formando bolhas”. A natureza clara desta doença não é clara. CBASD, vol. 1, p. 570.
11 Os magos não podiam permanecer. Parece que até aqui os magos estiveram presentes quando os milagres eram realizados, embora tivessem falhado algumas vezes em produzir sua contrafação. Nesta ocasião, a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para suas casas, em busca de proteção e tratamento. CBASD, vol. 1, p. 571.
A derrota dos mágicos do Egito foi clara desde o começo, quando o bordão de Arão, que virara serpente, devorou as serpentes por eles produzidas 7.12). Eles foram capazes de imitar a água transformada em sangue e de produzir rãs; mas só puderam imitar, e não reverter essas pragas (7.22; 8.7). Quando não puderam imitar a produção de piolhos, disseram a Faraó que as pragas eram julgamentos divinos, e não artes mágicas (8.18-19). Finalmente, os magos egípcios retrocederam, feridos de tumores, derrotados e envergonhados (9.11). Bíblia de Genebra.
14 Para que saibais que não há quem me seja semelhante em toda a terra. Que este propósito surtiu efeito, temos prova em 1Sm 4.8, onde se percebe que, 400 anos mais tarde, os filisteus ainda guardavam esta história. Bíblia Shedd.
16 A fim de mostra-te o Meu poder, e para que seja o Meu nome anunciado em toda a terra. Os eventos que precederam e acompanharam o êxodo ficaram famosos no mundo todo. Como o costume dos egípcios era não registrar eventos adversos, não deixaram sinais do êxodo em seus monumentos, mas não poderiam impedir que a maravilhosa história se espalhasse e chegasse a outras nações. … Atualmente, embora tenha passado mais de três milênios desde que essas “coisas maravilhosas” aconteceram … a história ainda é lida em mais de mil idiomas, em todos os países do mundo. … Poderia alguma profecia ser cumprida de forma mais literal que esta proferida ao rei do Egito? CBASD, vol. 1, p. 571.
13-15 O granizo (que raramente ocorre no Egito) desceu com violência incomum. Os egípcios que acreditaram na ameaça divina recolheram seu gado antes da chegada da tempestade, mas os céticos perderam tudo, tamanha foi a violência do granizo. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
15 Eu já poderia. Os juízos divinos são temperados com misericórdia. Deus evita uma destruição total a fim de que os egípcios saibam de seu poder e se arrependam (v. 15). Bíblia de Genebra.
16 Paulo cita este versículo como ilustração notável da soberania de Deus (v. Rm 9.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
20, 21 Pelo menos alguns egípcios aprenderam a temer a palavra de Deus (10.7). Bíblia de Genebra.
Assim como antes houvera uma distinção entre o povo de Israel e os egípcios, agora a distinção não é mais de nacionalidade, mas entre aqueles que aceitam a Palavra de Deus e os que rejeitam. O novo Israel de Deus é composto dos que têm fé (Rm 4.11). Bíblia Shedd.
O texto indica uma polarização da sociedade egípcia: aqueles que começaram a levar o Senhor a sério (alguns deles talvez tenham se tornado parte do “misto de gente”em 12:38) e, por isso, prepararam-se para a praga, e aqueles que não o fizeram. Bíblia de Estudo Andrews.
23 Trovões e chuva de pedras, e fogo (ARA; NVI: “Caiu granizo, e raios cortavam o céu em todas as direções”). Embora tivesse sido predita apenas a chuva de pedras, raios e trovões em geral acompanham as tempestades em climas quentes. CBASD, vol. 1, p. 573.
27 pequei. Faraó confessa sua culpa pela primeira vez, mas as palavras “esta vez”mostram a superficialidade de sua confissão. Embora não acreditando nele, Moisés mostra o poder de Deus sobre a terra, fazendo parar a chuva de pedras. Bíblia de Genebra.
A confissão foi notável, porém não representava arrependimento sincero, como indica a expressão “esta vez”. Ela foi compelida mais pelo efeito do terror ocasionado pelos trovões e raios amedrontadores e da chuva de pedras destrutiva do que por pesar genuíno pelo pecado. CBASD, vol. 1, p. 573.
29 Em saindo eu da cidade. Possivelmente Mênfis ou Tânis, sendo a última a mais provável … onde o rei morava. CBASD, vol. 1, p. 573.
Estenderei as mãos. Este é um dos vários textos em que se menciona o costume de estender as mãos em oração. Não foi apenas Moisés que orou desta maneira, mas também Jó (Jó 11:13), Salomão (2Cr 6:13) e Esdras (Ed 9:5). CBASD, vol. 1, p. 573.
30 Eu sei que ainda não temeis ao Senhor. Moisés, sabendo que a atitude do rei permaneceria tão inflexível quanto antes, tão logo a praga fosse removida, foi ousado o suficiente para expressar sua convicção desse fato na presença do rei. Verdadeiro temor a Deus é demonstrado pela obediência aos Seus mandamentos. No entanto, o medo do faraó era do tipo que os demônios sentem, pois eles também “creem e temem”(Tg 2:19). … O temor genuíno de Deus não foi o tipo sentido pelo faraó, mas um espírito de temos reverente resultante da consciência da sublime majestade e do poder de Deus. CBASD, vol. 1, p. 574.
31 O linho. As informações com respeito às plantações que sofreram com a praga indicam a época do ano em que ela ocorreu. CBASD, vol. 1, p. 574.
Em flor. Isso indica que era final de janeiro ou começo de fevereiro. CBASD, vol. 1, p. 574.
34 Tornou a pecar. Com perversa impenitência, o rei endureceu seu coração, como predisse Moisés. Ao que tudo indica, seus oficiais o apoiaram nessa decisão, embora a praga seguinte os convencesse da inutilidade de sua resistência (Êx 10:7). … Como algumas das pragas anteriores, a sétima outra vez mostrou a inutilidade do arrependimento nascido do temor. Assim, Deus poderia obter a submissão de todos, mas a conquista seria inútil, porque o coração ainda não seria dEle. Deus não é encontrado na tempestade ou no fogo, mas na voz suave que fala dentro do peito. Muitos pecadores têm passado pelos portões do medo, quando ouvem a voz de Deus, confessam Seu poder e reconhecem sua própria indignidade, mas o caráter humano só é transformado quando, no silêncio, ouve a voz divina. CBASD, vol. 1, p. 574.
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“Então, Faraó mandou chamar a Moisés e Arão e lhes disse: Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios” (v.27).
A essa altura, a população do Egito estava exausta e, certamente, tomada por enfermidades. O sangue, as rãs, os piolhos e as moscas já haviam causado grande estrago, e todo o país estava em estado de calamidade pública. ‘Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel’ (v.26), não havia pragas. A obstinação de Faraó e seus oficiais mantinha o Egito sob o juízo divino. E aquele pesadelo estava longe de terminar, pois quanto mais Faraó endurecia o coração, mais o Senhor manifestava o Seu poder, para que Seu nome fosse ‘anunciado em toda a Terra’ (v.16), tornando o Egito um exemplo e assunto internacional diante das demais nações.
Aquele que era um dos maiores impérios da época estava à beira do colapso e da ruína. Na quinta praga, Deus feriu todo o gado egípcio ‘com pestilência gravíssima’ (v.3), mas ‘do rebanho de Israel não morrera um sequer’ (v.7), verdade essa que o próprio Faraó mandou verificar. Ainda assim, o rei do Egito permaneceu inabalável em sua teimosia, que custou ao seu povo uma praga de úlceras. Sua saúde física foi afetada com tumores que, certamente, eram dolorosos e incômodos. Nem isso, porém, dobrou Faraó de sua posição irredutível, de sorte que, desta vez, a Bíblia diz que ‘o Senhor endureceu o coração de Faraó’ (v.12). Era como se ele tivesse atingido o grau irreversível do pecado, que é o pecado contra o Espírito Santo.
O Espírito do Senhor apela ao coração humano de forma incessante, mas jamais ultrapassa a barreira do livre-arbítrio. Caso o homem O rejeite em rebelião aberta, acontece o que Jesus chamou de pecado imperdoável: ‘Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada’ (Mt.12:31). A rebelião consumada de Faraó era uma clara rejeição ao Espírito do Senhor e, se a voz do Espírito não mais é ouvida, não há como haver mudança. O terreno do coração passa a ter um dono destrutivo. Satanás ocupa a consciência, e tudo o que vem de Deus é visto como desprezível e irrelevante.
Na confissão: ‘Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios’ (v.27), parecia finalmente haver algum fio de esperança de que Faraó houvesse se arrependido. Contudo, Moisés rapidamente percebeu que tão logo cessasse a praga, ele tornaria a endurecer o coração, então declarou: ‘eu sei que ainda não temeis ao Senhor Deus’ (v.30). Não era necessário ser profeta para perceber que as atitudes de Faraó não eram coerentes com sua fala. Jesus disse, amados, que ‘toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. […] pelos seus frutos os conhecereis’ (Mt.7:17 e 20).
A nossa vida é uma revelação não somente de quem somos, mas a quem pertencemos. O Senhor disse que Moisés seria ‘como Deus sobre Faraó’ e Arão, como profeta (Êx.7:1). Somos chamados a ser testemunhas de Jesus (At.1:8), pregando o Seu evangelho eterno e confiando na obra de convencimento e conversão do Espírito Santo. O endurecimento do coração de Faraó fazia a missão de Moisés parecer infrutífera, mas tudo estava acontecendo ‘como o Senhor tinha dito a Moisés’ (v.35). Se você ainda não consegue enxergar os frutos da missão que Deus lhe confiou, simplesmente persevere e confie. Talvez nem os vejamos aqui. Mas, se não largarmos a mão do Senhor, o Céu vai revelar que a obra que plantamos ou regamos, o Espírito Santo deu o crescimento.
Nosso bom Deus, nós Te agradecemos pelo sublime privilégio de Te servir e servir aos nossos pequeninos irmãos! Somos todos pecadores e carecemos da Tua graça salvífica. Mas sabemos que nem todos aceitarão o Teu evangelho. Ajuda-nos, Pai, a pregar sem fazer distinção, sabendo que esta parte da obra pertence somente a Ti. Nós Te amamos e oramos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 9 – Os juízos divinos sobre os perversos são ações misericordiosas objetivando despertar conversões. Se Deus não almejasse a salvação dos ímpios, não dedicaria tanto tempo com 10 pragas até Faraó libertar Seu povo.
Absurdamente, teimosia – chamada “dureza de coração” ou “cabeça dura” – tem impedido muitos indivíduos renderem-se ao paciente Deus onipotente. Vários capítulos tratando das pragas do Egito apresenta Deus endurecendo o coração de Faraó (Êxodo 4:21; 7:3; 9:12; 10:1, 20, 27; 11:10; 14:4, 8).
• Indicaria isso que o Faraó não tivesse escolha a não ser submeter-se à coerção de Deus sobre suas decisões?
• Tal insubordinação levou muitos egípcios ao sofrimento?
• Estaria Deus manipulando o coração de Faraó conduzindo muita gente ao sofrimento com tantas pragas visando revelar Seu amor pelos israelitas?
• Estaria Deus desrespeitando o livre-arbítrio concedido às criaturas pensantes?
Não podemos ignorar nada da Bíblia para não deturpá-la, desfigurando o caráter benevolente de Deus. Antes de conclusões precipitadas, é importante considerar atentamente que há vários textos revelando que Faraó endurecia também seu próprio coração (Êxodo 8:32; 9: 34-35; 13:15).
“Faraó viu a poderosa atuação do Espírito de Deus; viu os milagres que o Senhor realizou por Seu servo; recusou, porém, obediência ao mandamento do Senhor. O rei, rebelde, indagara orgulhosamente: ‘Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? (Êx 5:2). E, quando os juízos de Deus sobre ele caíra cada vez mais pesadamente, persistiu na obstinada resistência. Rejeitando a luz do Céu, tornou-se duro, insensível” (Ellen White, CBASD, v. 1, p. 1211).
Se arbitrariamente Deus endurecesse o coração de Faraó, Moisés fazia papel de palhaço diante dele!
A série profética das 7 trombetas objetivava despertar pagãos para a conversão; apesar da didática, estratégia e paciência de Deus, na sexta trombeta o texto afirma: “O restante da humanidade que não morreu por essas pragas nem assim se arrependeu das obras de suas mãos; eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, ídolos que não podem ver, nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos” (Apocalipse 9:20-21).
Devemos extinguir a teimosia diante da manifestação de Deus esperando nossa conversão. Sejamos sábios, sendo sensíveis a Ele! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 8 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/8
Relembrando a leitura bíblica de hoje, perguntamos a nós mesmos: o que sapos, piolhos e moscas têm em comum? O que eles podem simbolizar em nossa vida espiritual?
Apesar de serem altamente defendidos e adorados pelo povo egípcio, os sapos logo se tornariam uma maldição para eles. Os magos tentaram se levantar contra Deus, mas apenas pioraram o problema anfíbio.
Os piolhos eram terríveis. Os magos tentaram duplicar os piolhos, mas falharam – e os piolhos estavam em toda parte! O problema se manifestou tanto no homem quanto no animal. Os homens de poder não tinham controle sobre algo tão pequeno quanto os piolhos, forçando-os a reconhecer o poder superior de Deus.
As moscas eram mais do que apenas um incômodo. Elas tinham asas e podiam picar. Com seus enxames vieram sujeira e muita miséria. Não havia como escapar das pragas – nem ao ar livre nem dentro de casa.
Sapos, piolhos e moscas. Pai, por favor, remova-os da minha vida espiritual e ajude meu coração a ser humilde, cheio de vontade de aprender e completamente entregue à sua vontade. Amém.
Aleksandra Talev
Aluna de Great Lakes Adventist Academy
Cedar Lake, MI, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/8
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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386 palavras
1-15 A praga dos sapos – embora que não ameaçadora à vida – aumentou o senso de inconveniência e urgência. Desta vez a descrição é abreviada e não inclui a conversação entre Faraó e Moisés e Aarão (Andrews Study Bible).
3 em abundância. Literalmente, “enxame” (Andrews Study Bible).
7 Novamente os mágicos reproduzem o milagre através de truques (7:22) e enchem ainda mais a terra com sapos (Andrews Study Bible).
8-10 Rogai. Este verbo não usual, usado para oração (traduzido por “pedido” em Gên. 25:21), abre uma janela de oportunidade para faraó e sugere súplica (um paralelo ao rei Acaz em Is. 7:11-12). Faraó é deixado a escolher o momento exato do milagre (Andrews Study Bible).
15 Mesmo em face da graça divina, Faraó endurece seu coração ainda mais e não cumpre sua parte no acordo (v. 8) (Andrews Study Bible).
16-19 piolhos. O tipo de inseto referido aqui não é perfeitamente claro. Mosquitos ou carrapatos também têm sido sugeridos. A descrição da terceira praga é a mais curta e encerra o primeiro ciclo de três. É aqui que os mágicos encontram seus limites. Seus truques e mágicas não podem reproduzir nuvens de insetos perturbadores e desagradáveis (Andrews Study Bible).
19 dedo de Deus. Não necessariamente uma expressão de fé por parte dos mágicos, mas, antes, o reconhecimento da origem divina da praga (Andrews Study Bible).
20-32 O próximo ciclo de três pragas traz de volta as longas descrições, incluindo a ordem e ação divinas, um diálogo entre Faraó e Moisés e Aarão cedo de manhã (7:15; 8:20; 9:13), e uma oração por livramento em favor dos egípcios feita por Moisés. Moscas são portadoras de doenças, especialmente no contexto de peixes mortos e sapos (veja as primeiras duas pragas) (Andrews Study Bible).
22-23 Começando com esta praga, Deus distingue entre egípcios e israelitas – outro sinal da autoridade divina. Esta distinção é também feita explicitamente na maioria das demais pragas (Andrews Study Bible).
25 A oferta de Faraó não satisfaz realmente o solicitado: Israel não deve apenas sacrificar, mas servir (= adorar) o Senhor (v. 20). A negociação continua (Andrews Study Bible).
28 A segunda concessão de Faraó permite uma curta jornada, mas não uma jornada de três dias, o que seria equivalente à uma saída permanente (Gên. 30:36). Esta resposta torna claro que Faraó entendeu o pedido original de Moisés (Andrews Study Bible).
32 Mesmo Deus tendo atendido ao seu pedido, Faraó endureceu ainda mais o seu coração (4:21) (Andrews Study Bible).