Reavivados por Sua Palavra


ÊXODO 12 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
17 de junho de 2025, 1:30
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Texto bíblico: ÊXODO 12 – Primeiro leia a Bíblia

ÊXODO 12 – BLOG MUNDIAL

ÊXODO 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



ÊXODO 12 by Luís Uehara
17 de junho de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/12

Por que Deus desencoraja sobras no Antigo Testamento, mas parece apreciá-las no Novo Testamento? Êxodo 12:10 (NVI) diz: “Não deixem sobrar nada [do cordeiro da Páscoa] para a manhã seguinte; caso isso aconteça, queimem o que restar. “Mas depois da alimentação dos 5.000, Jesus diz a seus discípulos: “Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado”. João 6:12 (NVI). Por que Deus deu instruções diferentes? Qual a razão para a ordem ter sido diferente?

A Páscoa era um serviço especial instituído por Deus para traçar uma linha entre os que eram fiéis e os que não acreditavam. O cordeiro morto simbolizava a morte de Cristo em favor dos pecadores e como esses participantes seriam poupados [passed over] pela ira do julgamento de Deus. A opção estava disponível para todos, mas somente apenas até a ira cair. As sobras não teriam mais nenhum proveito para a salvação e equivaleria tentar crucificar novamente a Cristo.

Por outro lado, Jesus alimentando os 5.000 simbolizava a divulgação do evangelho. A verdade pode ser compartilhada inúmeras vezes e nunca irá se esgotar. A fé realmente se fortalece com o compartilhamento. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” Mateus 4:4 (NVI). Quanto mais a palavra de Deus é compartilhada, mais vida ela traz.

Karen Lifshay
Coralista da IASD Hermiston
Stanfield, Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



ÊXODO 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
17 de junho de 2025, 0:50
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2277 palavras

Disse o Senhor. Neste capítulo estão registrados os regulamentos acerca da primeira das instituições conhecidas como mosaicas. Deve-se observar que nem Moisés nem Arão implantaram legislação alguma por conta própria, nesta ocasião nem mais tarde. Todo o sistema religioso e civil anunciado por Moisés, antes do êxodo, foi revelado a ele. Não foi ele quem deu origem às leis que levam seu nome no Pentateuco; ele foi apenas o instrumento usado por Deus para tornar conhecida Sua vontade ao povo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1, p. 584, 585.

Este mês. Introdução do calendário religioso em Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O verdadeiro aniversário do povo de Deus. … O cordeiro da Páscoa era o sacrifício aceitável, que Deus mesmo tinha instituído. Jesus é nossa Páscoa (1 Co 5.7), é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro tinha de ser sem defeito (5) e Cristo cumpriu esta exigência. Bíblia Shedd.

Como ocorre aqui, às vezes este mês é designado como o primeiro mês do ano (Êx 40.2, 17; Lv 23:5; etc.), chamado também de abibe (Êx 13:4; 23:15; 34:18; Dt 16:1). Abibe, que geralmente corresponde ao mês de abril do nosso calendário, significa “mês das espigas”, pois os cereais estavam na espiga nesse período. Após o cativeiro, nomes do calendário babilônico foram adotados e abibe se tornou nisã (ver Ne 2:1; Et 3:7). CBASD, vol. 1, p. 585.

um cordeiro.  A palavra hebraica se aplica tanto a cordeiros como cabritos, sem limitação de idade. Porém, a idade foi fixada por estatuto (ver Êx 12:5) em um ano, e se podia escolher um cordeiro ou um cabrito (v. 5). É interessante observar que em geral os hebreus preferiam cordeiro a cabrito. CBASD, vol. 1, p. 585.

se a família for pequena. Posteriormente, a tradição judaica fixou como 10 o número de pessoas para quem um cordeiro deveria ser repartido. CBASD, vol. 1, p. 585.

O cordeiro será sem defeito. A ausência de defeitos e danos … era símbolo da integridade moral do Cordeiro de Deus representado pelo sacrifício. … Mais adiante, a lei proibiu o uso de animais imperfeitos para sacrifícios obrigatórios, embora pudessem ser apresentados como oferta voluntária (Lv 22:20-25). CBASD, vol. 1, p. 585.

macho. Esta exigência era feita porque o cordeiro assumia o lugar do primeiro filho homem da famíliaCBASD, vol. 1, p. 585.

todo o ajuntamento da congregação. O chefe de cada família deveria oferecer o sacrifício por si mesmo e por sua família. Assim, ninguém que não fosse da família interviria entre ela e Deus. Isso era feito em reconhecimento de de que Israel era uma nação de sacerdotes, como os cristãos (Ap 1:6; 1Pe 2:5, 9)CBASD, vol. 1, p. 586.

no crepúsculo. Os cordeiros da Páscoa eram mortos … aproximadamente à hora quando o verdadeiro “Cordeiro de Deus” morreu pelos pecadores na cruz (1Co 5:7; Mt 27:45-50). A preparação da refeição pascal requer tempo e deveria estar pronta antes da meia-noite. … Segundo Josefo, era costume em sua época oferecer o cordeiro por volta das três horas da tarde (Antiguidades, xiv.4.3)CBASD, vol. 1, p. 586.

Tomarão do sangue e porão em ambas as ombreiras e na verga da porta. O sangue simboliza a vida de uma vítima (Lv 17.11)Bíblia de Genebra.

Simboliza um sacrifício oferecido em substituição, uma vida entregue em troca de outra de outra.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

Espargir o sangue deveria ser considerado um ato de purificação, pois o molho de hissopo era usado para esse fim (Êx 12:22). CBASD, vol. 1, p. 586.

assada no fogo. As razões podem ser que assar fosse mais fácil que cozinhar e que seria difícil “cozinhar” o “cordeiro” sem cortá-lo em pedaços, o que também parece ter sido proibido (ver Êx 12:46; Nm 9:12; Jo 19:36). CBASD, vol. 1, p. 587.

pães asmos. O cordeiro assado devia ser comido com pães asmos, pois o fermento produz fermentação, símbolo natural de impureza e corrupção. CBASD, vol. 1, p. 587.

ervas amargas. Embora não se saiba que tipo de “ervas” eram usadas no Egito, mais tarde, judeus da Palestina usaram duas variedades de alface, um tipo de cardo e agrião. A alface e a escarola são nativas do Egito e da Palestina. … Quaisquer que tenham sido as ervas usadas, é óbvio que eram designadas para lembrar aos participantes de seu cativeiro e do amargo sofrimento na terra do Egito. CBASD, vol. 1, p. 587.

Não comereis do animal nada cru. Esta ordem era necessária, tendo em vista o fato de os povos pagãos com frequência comerem carne crua em suas refeições de sacrifícios. CBASD, vol. 1, p. 587.

10 Nada deixareis dele. Toda a carne devia ser consumida na refeição, para que não se decompusesse. Visto que o corpo de Cristo não veria a corrupção (At 2:27, 31; 13:35-37), o cordeiro simbólico também não. CBASD, vol. 1, p. 587.

11 lombos cingidos. Para o trabalho ou para uma viagem em que se tenha que carregar algo, a parte da frente [das longas e soltas vestes semitas] é dobrada e amarrada na cintura. CBASD, vol. 1, p. 587.

sandálias nos pés. Não era costume usar sapatos dentro de casa ou às refeições. CBASD, vol. 1, p. 587.

comê-lo-eis à pressa. Como não sabiam o momento quando partiriam, e pelo fato de terem que queimar os ossos do cordeiro antes de ir, deviam terminar a refeição o mais rápido possível. CBASD, vol. 1, p. 587.

é a Páscoa do Senhor. O povo devia perceber que aquela não era uma refeição comum. A vida de seus primogênitos dependia do cumprimento das instruções. CBASD, vol. 1, p. 588.

12 ferirei na terra do Egito todos os primogênitos … até os animais. Quase todos os deuses do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. A morte do primogênito de cada tipo de animal mostrará a falibilidade e a impotência das “divindades” que haviam de protegê-los. Bíblia Shedd.

13 passareis por vós. Ao passar pela [em inglês, passover] terra do Egito para ferir todos os primogênitos de homens e de animais, o Senhor “passaria por alto”, pasah, os israelitas. Esta palavra foi transliterada para o grego como pascha, de onde vem a palavra portuguesa “Páscoa”. CBASD, vol. 1, p. 588.

14 memorial. A observância deveria ser comemorada de ano em ano. CBASD, vol. 1, p. 588.

perpétuo. De ‘olam, cuja tradução literal seria “perpetuamente”. … Como um tipo [modelo], deveria continuar vigente até a vinda do antítipo [realização do modelo], Jesus Cristo, que liberta do pecado. A duração de “perpétuo”, ‘olam, está condicionada à natureza daquilo a que se aplica. Pode se referir a algo que não tem começo nem fim, como, por exemplo, o próprio Deus, ou a um tempo que tem um início, mas não tem fim, como a vida eterna dos remidos, ou pode significar um período mais curto de tempo que tem tanto início como fim. Aqui, tem o último sentido. Instituída no êxodo, a Páscoa permaneceu vigente até a crucificaçãoCBASD, vol. 1, p. 588.

15 qualquer que comer coisa levedada … será eliminada. A punição é grave; mas, na Bíblia, o fermento frequentemente simboliza o pecado, a podridão (Lc 12.1), e é claro que nenhuma cerimônia religiosa tem valor se vier acompanhada do pecado humano (1 Co 10.1-5, 11.28-19). Bíblia Shedd.

Antes de celebrar a Páscoa, o judeu praticante faz uma busca sistemática (muitas vezes simbólica) em casa para eliminar toda migalha de pão levedado que porventura haja ali (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

eliminada. O que de fato aconteceu nesses casos [os 36 registrados de negligência passível de “eliminação” no AT] não se sabe, pois não há registro de tal ocorrência, nem de instruções dadas quanto à forma como essa ameaça deveria ser levada a cabo. Alguns imaginam que isso signifique uma morte violenta, mesmo prematura, ou eterna. Mas, provavelmente, significa a perda dos direitos e privilégios de pertencer ao povo de Israel. Após ser “eliminado”, o indivíduo era considerado forasteiro e não tinha parte em nenhuma das bênçãos da aliança. CBASD, vol. 1, p. 588.

16 Santa assembleia. Assembleia convocada por ordem expressa de Deus para santificação. CBASD, vol. 1, p. 589.

19 será eliminado … o peregrino. Este era o cidadão não israelita que vivia de forma temporária ou permanente entre o povo hebreu, mas que não aceitava suas crenças e práticas religiosas. CBASD, vol. 1, p. 589.

o natural da terra. O israelita. O termo … era [também] aplicado aos que nasciam como israelitas. CBASD, vol. 1, p. 589.

22 hissopo. Uma planta usada para aspergir. Bíblia Shedd.

A maioria dos pesquisadores bíblicos concorda que esse hissopo era um tipo de manjerona cinza-esverdeado, origanum maru, conhecido na Palestina como za’tar. Os samaritanos ainda usam um maço de za’tar nas cerimônias da Páscoa, para colocar o sangue do cordeiro pascal sobre os umbrais das portas das casas. CBASD, vol. 1, p. 589.

nenhum de vós saia. Naquela noite de juízo, nenhum lugar estaria seguro, a não ser atrás da porta manchada de sangue. Assim … também …  não há salvação à parte do sangue de Cristo, o verdadeiro “Cordeiro de Deus” (Jo 1:36; At 4:12). CBASD, vol. 1, p. 590.

26 Que rito é este? Hoje, ao ser [a Páscoa] observada, a criança mais jovem presente faz perguntas semelhantesBíblia de Estudo NVI Vida.

Cada culto, cada rito, cada sacramento tem a finalidade de ensinar a palavra de Deus, instruir os participantes nas coisas que Deus tem feito, ordenado e prometido. Bíblia Shedd.

28 fizeram isso. Descreve de maneira muito abreviada a total aceitação dos israelitas da divina instrução. Andrews Study Bible.

Uma vez que a ordem foi dada antes do dia 10 de abibe (Êx 12:3), e o cordeiro pascal não foi morto antes do dia 14, o v. 28 fala de vários dias de preparação. CBASD, vol. 1, p. 590.

29 à meia noite. Literalmente “na metade da noite”. Embora os israelitas soubessem o dia, este não havia sido anunciado ao rei, e essa incerteza deve ter-lhe causado mais ansiedade. Quando Moisés saiu da presença do obstinado rei, todos os cortesãos, sem dúvida, temeram perder seu primogênito. Contudo, passados vários dias sem que a ameaça se cumprisse, muitas pessoas, talvez o próprio rei, devem ter pensado que nada aconteceria. Porém o temor de que a palavra de Moisés se cumprisse deve ter estado sempre presente. CBASD, vol. 1, p. 590.

o primogênito de Faraó. Se Amenhotep II foi o faraó do êxodo …, seu filho mais velho foi morto durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe herdeiro. CBASD, vol. 1, p. 590.

30 grande clamor. Os egípcios não tinham mais dúvida de que todos morreriam se os israelitas permanecessem no país. CBASD, vol. 1, p. 591.

32 abençoai-me. Faraó … foi forçado a reconhecer que lhe faltava alguma coisa. Só que não quis pagar o sacrifício do próprio “eu”, com um arrependimento real. Bíblia Shedd.

34 tomou a sua massa. Isto reflete a urgência dos egípcios. Os israelitas provavelmente preparariam pães para a viagem. Embora Moisés lhes tivesse advertido muitos dias antes, o povo parecia não esperar uma partida tão apressada e ainda não estava pronto. … a necessidade os obrigou a se contentar com pães asmos, ou o chamado “pão da aflição” (Dt 16:3). CBASD, vol. 1, p. 591.

35 pediram aos egípcios. Uma indenização a pagar aos escravos libertados, uma fração daquilo que lhes era devido. Bíblia Shedd.

36 despojaram. Não pelo roubo, mas pelo favor. Bíblia Shedd.

37 cerca de seiscentos mil homens. Cifra redonda que representa 603 550 [cf. 38.26]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A referência de Ellen G White a “mais de dois milhões de almas” e “milhões” que saíram do Egito e morreram no deserto (PP, 344, 410) está em harmonia com a tradução de 600 mil. CBASD, vol. 1, p. 593.

38 um misto de gente. Foram feitas muitas tentativas para se identificar este “misto de gente”. … Embora não saibamos a identidade desses não israelitas que se uniram aos triunfantes hebreus nessa oportunidade, eles aparecem novamente mais tarde na narrativa. Foram sempre os primeiros a lamentar a saída do Egito e desejar suas iguarias (Nm 11:4, 5)CBASD, vol. 1, p. 593.

39 e cozeram. Os israelitas fizeram uma parada breve em Sucote para os preparativos finais da longa jornada no deserto. A duração de sua estada não é mencionada, mas foi tempo suficiente para assar os pães que necessitariam. CBASD, vol. 1, p. 593.

40 quatrocentos e trinta anosA declaração de Paulo em Gálatas 3:17, assim como outras evidências, deixa claro que esses 430 anos incluem o período desde o chamado de Abraão para deixar Harã até a descida de Jacó ao Egito, 215 anos mais tarde. Visto que na época de Moisés a Palestina era considerada parte do império egípcio, não é de se estranhar que um autor desse período incluísse Canaã no termo “Egito”. … A profecia de que a quarta geração daqueles que haviam entrado no Egito sairia dali (Gn 15:16) e o registro de seu cumprimento (Êx 6:16-20) tornam irrelevante qualquer outra explicação do período de 430 anos. CBASD, vol. 1, p. 593.

43 nenhum estrangeiro. Isto é, alguém de outra etnia que desejasse permanecer com sua condição de estrangeiro e não ser circuncidado. Uma vez que a Páscoa era uma festa que comemorava o nascimento de Israel como nação, seria naturalmente impróprio que um estrangeiro participasse dela. CBASD, vol. 1, p. 593.

44  depois de o teres circuncidado. Não foi de forma natural, mas por meio de um chamado divino, que Israel se tornou o povo do Senhor. Por essa razão, e como estava destinado a ser uma bênção a todas as nações, Israel não deveria assumir atitude exclusivista em relação aos estrangeiros. Eles deveriam receber bem os que desejassem se unir a eles em adoração e serviço a Deus. CBASD, vol. 1, p. 593.

45 O estrangeiro e o assalariado. Residentes temporários e assalariados não deviam participar da Páscoa, pois sua participação com Israel poderia ser dissolvida a qualquer momento. CBASD, vol. 1, p. 593.

46 nem lhe quebrareis osso nenhum. Esta norma mostra claramente que o cordeiro pascal era um tipo de Cristo. João 19:33 e 36 evidencia que isso era compreendido na igreja cristã primitiva. CBASD, vol. 1, p. 594.

Tal como acontecia ao cordeiro pascal, e contra o costume dos romanos, nenhum osso de Jesus foi quebrado por ocasião de sua crucificação (Jo 19.36; cf 1Co 5.7)Bíblia de Genebra.



Êxodo 12 – Rosana Barros by Ivan Barros
17 de junho de 2025, 0:45
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“Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor” (v.12).

A Páscoa foi a primeira experiência religiosa daquele povo há tanto tempo escravizado. Era essencial que ele fosse novamente ensinado sobre a verdadeira adoração. Com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão” (v.11), os filhos de Israel deveriam comer com pressa o cordeiro, as ervas amargas e os pães sem fermento. Seria “um cordeiro para cada família” (v.3), com a opção de convidar o vizinho mais próximo, caso a família fosse pequena. O sangue do animal deveria ser passado “em ambas as ombreiras e na verga da porta” (v.7), como uma marca de proteção para que o “Destruidor” não os ferisse. Este rito seria lembrado todos os anos e transmitido de geração em geração. Diante de tudo isso, “o povo se inclinou e adorou” (v.27), cumprindo tudo o que Deus havia orientado “a Moisés e a Arão” (v.28).

Então, como o Senhor havia dito, “à meia-noite”, Ele feriu “todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó […]” até “os primogênitos dos animais” (v.29). Naquela mesma noite, o Senhor deu livramento ao Seu povo, pois os egípcios expulsaram os filhos de Israel com pressa e lhes deram “objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas” (v.35). “E despojaram os egípcios” (v.36). Após “quatrocentos e trinta anos” (v.40), aquela geração finalmente respirava o ar da liberdade, e “todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito” (v.41), pois “tirou o Senhor os filhos de Israel do Egito, segundo as suas turmas” (v.51).

A Páscoa era uma ilustração da justificação pela fé e seus resultados. Cada família foi instruída a manter-se em casa, comendo o cordeiro e o pão com ervas amargas, pronta para partir, e com a porta marcada com o sangue do cordeiro. Essa era uma cerimônia que, se o povo tivesse compreendido seu verdadeiro significado e, como o Senhor orientou, a tivesse transmitido de geração em geração, Jesus teria nascido rodeado pela nação de Israel em festa. Cada detalhe dado por Deus para esse momento deveria ser obedecido e era uma questão de vida ou morte. Passar o sangue na porta, mas não ter preparado o cordeiro como orientado, ou se o pão fosse levedado, implicaria em ser atingido pelo Destruidor. Ou observar todo o rito dentro de casa e não marcar a porta com o sangue do cordeiro também implicaria em morte. Percebem, amados?

A fé de passar o sangue nos umbrais da porta deve nos impulsionar a alimentar nossa família com o Cordeiro e o Pão do Céu. E mesmo que tenhamos que provar das “ervas amargas” da vida, no final do dia podemos encontrar em Cristo – o Cordeiro imolado – a força e a paz que nos saciam a alma. O Espírito Santo, então, preenche o nosso coração e nos mantém de malas prontas para a eternidade. Cristo, “Justiça Nossa” (Jr.33:16), Cristo, em nós, “a esperança da glória” (Cl.1:27), sempre foi a mensagem central das Escrituras. Era essa mensagem que Israel deveria entender, viver e compartilhar. Mas falhou em entender, com o tempo se negou a viver e, com isso, tornou-se incapaz de compartilhar.

Meus irmãos, o desejo do Senhor em nos libertar é muito maior do que nosso próprio anseio por liberdade deste mundo mau. Mas por que será que ainda estamos aqui? Porque ainda não entendemos, não vivemos e, por consequência, não compartilhamos a mensagem de que Jesus é a nossa justiça. Desde o primeiro cordeiro imolado por Adão, cada sacrifício apontava para Cristo como nosso único e suficiente Salvador. A obediência de Israel deveria ser fruto da fé que tinham no Deus que havia prometido livrá-los da escravidão e da morte. Havia condições estabelecidas pelo Senhor para que o povo obedecesse. Por que achamos que é diferente conosco hoje? Se o próprio Jesus foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8)?

Ó, amados, estamos em tempos solenes e decisivos. Até quando nos comportaremos como se Jesus fosse voltar daqui a cem anos? É tempo de andarmos com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão”! É tempo de termos até a porta de nossa casa como um lembrete vivo de que ali habita uma família que pertence ao Senhor. É tempo de alimentarmos a nossa família com a Palavra de Cristo e compartilharmos esse alimento com nossos vizinhos mais próximos. Então, o destruidor não nos atingirá. Eu não sei você, mas eu estou cansada daqui. Cansada de mim mesma. Cansada de ver tanto sofrimento. E com muita, muita saudade de Jesus e do Céu! E eu não digo isso porque me acho digna de ver o Salvador e entrar nas moradas do Pai. Muito pelo contrário. É na justiça de Cristo que me agarro a cada dia e clamo para que ela esteja sobre mim quando Ele voltar.

Não nos cabe saber o tempo da volta de Jesus, mas a Palavra nos diz que podemos não somente aguardar, mas também apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Então, clamemos pelo Espírito Santo! Clamemos para que, mesmo nesse tempo de dormência, de sonolência, “à meia-noite” (Mt.25:6), despertemos com nossas lâmpadas acesas, cheias do precioso azeite e possamos entrar com Cristo “para as bodas” (Mt.25:10). Por favor, estude com mais interesse e profundidade a justificação pela fé, pois ela é a última mensagem a ser dada ao mundo, ela “é, na verdade, a mensagem do terceiro anjo” (Eventos Finais, CPB, p.215).

Nosso amado Pai Celestial, Tu tens sido muito paciente com o Teu povo. De geração em geração, tens conservado filhos fiéis que confiaram em Ti, ainda que não compreendessem muitas das coisas que o Senhor pedia que fizessem. Santo Deus, há uma promessa para nós, hoje, de que o Teu Espírito nos guiará a toda a verdade, e esta promessa é uma bênção porque é a verdade que nos liberta, e nós queremos desfrutar da completa liberdade que o Senhor nos oferece, a nós e a nossos filhos. Mas, antes, o Espírito Santo precisa nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, para que possamos discernir a Tua verdade. Portanto, nos livra de nós mesmos e nos concede uma mente lúcida para que sejamos, nesta geração, filhos fiéis que vivam a Tua vontade pela fé no nosso Fiador, apressando o Seu grande Dia. Que de nossa casa saia o alto clamor que amadurecerá a Terra para a última colheita. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ÊXODO 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
17 de junho de 2025, 0:30
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ÊXODO 12 – Desde o início do drama das pragas, Deus havia previsto que Sua intenção era tornar-Se conhecido em meio aos deuses falsos. A evidência de Sua existência retira toda desculpa que alguém queira dar (Êxodo 7:5; 9:15-16; 11:9).

Deus demarca o tempo (Êxodo 12:1-2) como sinal de Sua administração dos eventos históricos, evidente desde as profecias no limiar da história com Adão e Eva (Gênesis 3:15), com os descendentes de Noé (Gênesis 9:25-27), na trajetória de Abraão (Gênesis 12:1-3), na previsão profética dos gêmeos (Gênesis 27:27-29, 39-40) e nos sonhos de José (Gênesis 37:5-8). Deus está no controle da história!

Como festa anual, a Páscoa é a instituição que celebra libertação da aflição “de Israel de maneira que acentua sua realidade histórica. Os israelitas devem observar a Páscoa como um dia que assinala um momento particular quando Israel foi liberto do Egito (12:7). Devem alimentar-se com comidas que os lembrem da realidade insossa e amarga da sua escravidão (12:8-9, 17-20) e faz reviver a ânsia e prontidão de sair do Egito. É bastante significativo o recebimento de instruções para datar todos os acontecimentos futuros a partir desta noite de livramento (12:2), o que significa que este acontecimento histórico torna possíveis todos os demais em Israel [profetizados por Deus]” (Paul R. House).

A Páscoa foi idealização de Deus. O cordeiro perfeito apontava para Seu impecável Filho (1 Pedro 1:19; 2:22); deveria ser macho de um ano, pois Jesus viria como menino e morreria com 33 anos de idade; deveria ser imolado com toda a congregação no crepúsculo, pois Jesus morreria por toda humanidade às 15h (Isaías 53:4-8; Marcos 15:25-37); deveria ser comido e seu sangue aspergido nas ombreiras e vergas das portas para livrar-se da morte, indicando que Jesus daria Sua vida por nós e derramaria Seu sangue para nos garantir a absolvição de nossas transgressões (Hebreus 9:22); deveria ser assado, apontando ao castigo que Jesus suportaria por nós (2 Coríntios 5:21; Gálatas 3:13).

Pães sem fermento e ervas amargas acompanhando a carne do cordeiro simbolizam que Jesus nos liberta da amargura do pecado. Ele é a Páscoa de quem aceita Seu sacrifício (Êxodo 12:11; João 1:29; 1 Coríntios 5:7).

Jesus substituiu a Páscoa pela Santa Ceia: Ela revela nossa libertação do pecado! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.