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Texto bíblico: ÊXODO 5 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/5
Eu saí da reunião de classe, desapontada. “Senhor, eu pensei que querias que eu concorresse para o cargo de líder espiritual da turma. Então, por que eu perdi?”, eu perguntava. Eu estava genuinamente confusa, não brava. Eu havia me rendido a Deus e pedido que Seus planos fossem cumpridos. Eu sabia que a pessoa que vencera amava Jesus e faria um bom trabalho. Mas ainda assim eu estava me sentindo perturbada. E foi aí que Deus sussurrou: “Confie em mim”.
Como Moisés deve ter se sentido neste capítulo? Em vez de Deus surgir como um poderoso guerreiro e destruir instantaneamente toda a oposição e resgatar Seu povo, as coisas pioraram. Eu quase posso ouvir seu desespero ao clamar: “Mas Senhor, você prometeu. Por que agora está acontecendo isso?”
Eu consegui outra posição de liderança naquele ano, uma que eu gostei muito. Para minha surpresa, até consegui ir ao acampamento de líderes. Só lá consegui vislumbrar porque não havia ganhado a eleição anterior. A líder espiritual da turma me disse que, tendo os seus pais mudado de cidade, ela estava pensando seriamente em ir para outra escola, se não fosse por essa oportunidade. É por isso que Deus disse: “Confie em mim”? Talvez Deus precisasse dela aqui, e Ele precisava que eu O servisse de outra maneira.
Louvado seja Deus, que vê o quadro amplo de nossas vidas!
Sarah Klingbeil
Aluna do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/5
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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542 palavras
1-5 O conflito reside entre Deus e Faraó (v. 2). A pergunta retórica de Faraó (“Quem é o SENHOR…?“) precisa ser entendida como um desafio direto a Deus. Note o uso do “Senhor’ (3:14) quando apresentando Deus a Faraó. Não conheço o SENHOR. Conhecer Deus é um tema principal em Êxodo (1:8; 6:3; 7:5; 8:10; 14:4; etc.). É uma questão relacional (e não intelectual) e envolve compromisso. O acesso surpreendente de Moisés e Aarão à corte egípcia é baseada na arbitração legal tradicional do antigo Oriente Próximo, aonde o Rei era a suprema fonte de justiça (Andrews Study Bible).
1 foram Moisés e Arão… a Faraó. Depois de terem sido aceitos pelos anciãos de Israel como os líderes apontados por Deus é que Moisés e Arão compareceram diante de faraó. Registros antigos esclarecem que não era fácil para um plebeu conseguir audiência com o rei.
uma festa. O pedido feito a faraó era razoável. Os israelitas não podiam oferecer sacrifícios na presença dos egípcios sem provocar uma explosão de animosidade religiosa. Havia esse risco porque dentre os animais sacrificados estavam alguns que os egípcios consideravam sagrados, e, portanto, não deveriam ser mortos de forma alguma. Para evitar conflitos, a festa dos israelitas tinha que ser realizada além das fronteiras do Egito, no deserto (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
5 o povo da terra já é muito. Era como se o rei tivesse dito: “Esse povo já não é útil para nada, e vocês ainda querem que todos parem de trabalhar de uma só vez?” Moisés e Arão tinham instituído uma reforma na observância do sábado, e isso chamou a atenção do rei (PP, 258). O povo estava ocioso e precisava trabalhar mais para consumir as energias, pensou ele (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 Não torneis a dar palha ao povo para fazer tijolos. Moisés não diz que os hebreus faziam “tijolos sem palha”, como às vezes se declara. O decreto do faraó exigia especificamente que usassem palha que fosse conseguida por eles mesmos. Se os hebreus [fizessem] tijolos sem palha estariam violando o decreto, e isso os feitores não permitiriam. Tais tijolos seriam inferiores, pois a palha aumentava a resistência. Isso se deve em parte à presença da própria palha e em parte à ação química da matéria vegetal em decomposição sobre a mistura do tijolo. Quando a mistura é deixada a descansar por alguns dias, os tijolos ficam mais fortes e fazê-los torna-se mais fácil (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
9 palavras mentirosas. O desprezo de Faraó pelo Senhor é expresso em sua avaliação da origem da mensagem de Moisés (Andrews Study Bible).
10 Assim diz… Esta fórmula de linguagem utilizada pelos feitores no anúncio formal da vontade de Faraó é idêntica à formula da mensagem divina (v.1; 7:17, 26; 2 Rs. 1:4, 6, 11, 16; Is. 7:7; etc.) e destaca a auto-entendimento de Faraó como sendo Deus (Andrews Study Bible).
21 Espada. Note o contraste com o v. 3, referindo-se à espada de Deus. odiosos. A expressão idiomática para descrever o desagrado de Faraó pelos israelitas é única (literalmente, “nosso cheiro a feder”), mesmo que outras passagens usem expressões similares (Gên. 34:30; 1 Sam. 13:4; 27:12; 2 Sam. 10:6; 16:21; etc.) (Andrews Study Bible).
22-23 Aparentemente Faraó venceu a primeira parte da disputa. O diálogo entre Deus e Moisés inclui 6:1 (as divisões de capítulo da Escritura não foram introduzidas até o 12º século A.D.) (Andrews Study Bible).
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‘Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel’ (v.2).
Finalmente, Moisés e Arão estavam diante do grande e intransigente monarca do Egito. Dirigindo-lhe as palavras do Senhor, disseram: ‘Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto’ (v.1). A religião no Egito era politeísta. Acredita-se que havia mais de 1500 deuses e deusas, sendo alguns dos principais do panteão egípcio: o deus Rá (associado ao sol), Ísis (deusa da fertilidade), Osíris (deus dos mortos e da ressurreição), e centenas de outras divindades, cada uma com funções e características diferentes. Ao se deparar com a visita daqueles dois homens, que apresentavam o pedido de apenas um Deus, Faraó foi até sincero ao declarar a verdade de que não conhecia o Senhor.
O conhecimento de Deus está muito além de um mero assentimento intelectual ou, como acreditavam os egípcios com relação aos seus deuses, de agradá-Lo como forma de receber Suas bênçãos. Conhecer a Deus é ter uma fé tangível, que persevera apoiada no firme alicerce de Sua Palavra. Jesus declarou: ‘E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem enviaste’ (Jo.17:3). Faraó sabia que os hebreus adoravam um único Deus, mas era tudo o que ele conhecia. E mesmo antes de enviar Moisés ao Egito, Deus já lhe havia revelado a dureza de coração de Faraó: ‘Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte’ (Êx.3:19). E disse mais: ‘mas Eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo’ (Êx.4:21). O Senhor, na verdade, usaria até mesmo o orgulho daquele rei para se dar a conhecer em toda a terra do Egito. A recusa de Faraó em se arrepender se tornaria um instrumento para a manifestação do poder divino e para deixar bem claro que só o Senhor é Deus.
A maldade de Faraó foi manifestada já no início, obrigando os hebreus a produzirem tijolos de uma forma que seria praticamente impossível. E a aflição e o aperto causados pelo rei ao povo, fizeram com que este se queixasse a Moisés e Arão e os acusasse de piorar ainda mais o seu sofrimento. Moisés, então, se volta para o Senhor e faz duas perguntas: ‘Ó, Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?’ (v.22). Duas perguntas bem interessantes. A primeira dá a entender que era o Senhor que estava afligindo os filhos de Israel. Já a segunda era, praticamente, a declaração de uma missão fracassada. Amanhã veremos, na resposta do Senhor, que Ele não leva em conta a nossa humanidade no sentido de muitas vezes não percebermos que, por trás das cortinas, há um grande conflito acontecendo.
Estava claro no discurso daquele rei pagão que ele intencionava colocar o povo contra a liderança de Moisés e Arão e contra o próprio Deus. É assim que o inimigo age. O porquê do sofrimento ecoa pelo mundo como um discurso ininterrupto de que, se há um Deus, Ele não Se importa com a humanidade. Senão, por que Ele permite que tantas coisas ruins aconteçam a inocentes, por exemplo? E os noticiários tornaram-se como o discurso odioso de Faraó, proclamando o mal e tornando milhares de corações insensíveis para com o sofrimento alheio. Amados, ainda estamos em um mundo de pecado e, se não fosse permitido ao mal manifestar todos os seus resultados desastrosos e destrutivos, simplesmente nos acostumaríamos a viver aqui, e a morte seria o fim de todo ser humano.
Mas um dia, o Filho de Deus, o único verdadeiramente inocente, entregou a Sua vida para nosso resgate. Antes, porém, Ele nos deixou o exemplo de como conhecer a Deus e andar com Ele. Jesus investia horas, principalmente as primeiras horas da manhã, para ter comunhão com o Pai. Em Seus lábios sempre se achava a resposta certa aos questionamentos, com um infalível ‘está escrito’. E seu caráter puro e conduta íntegra O faziam odioso perante aqueles que não conheciam o Senhor. Isso O entristecia, mas não O abatia. Nem a cruz O fez retroceder em Sua missão de revelar o amor de Deus pelo mundo. Precisamos olhar mais para Jesus, amados. Moisés aprenderia essa lição com o passar dos anos, e nós podemos ter a mesma experiência.
Que, mesmo não sabendo o desfecho de nossas dificuldades, confiemos que o Senhor sempre tem a palavra final na vida daqueles que O amam. Perseveremos em buscar o conhecimento do Senhor através de Sua Palavra, e o Espírito Santo realizará a Sua boa obra de gravar em nós o maravilhoso caráter de Cristo.
Santo Deus, quantas vezes o inimigo tem nos afrontado com situações que, aos nossos olhos, podem ser bem desanimadoras ou até mesmo desesperadoras. Mas nós colocamos a nossa confiança em Ti e na Tua Palavra que nos diz tantas vezes: “Não temas”. Ajuda-nos a não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas a olharmos para Jesus e dEle aprender, Te conhecendo e Te amando cada dia mais! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, contempladores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 5 – Por mais que Deus julgue, Seu foco primário é salvar. Ainda que tenha profetizado que castigaria a nação a quem os israelitas seriam escravizados e oprimidos, “ao estabelecer Seu braço poderoso contra o Egito, Deus ofereceu-lhe também misericórdia. À medida que os egípcios testemunhavam a realidade do poder do Deus todo-poderoso, tinham de reconhecer a falsidade dos deuses inventados pelo homem”, explica Russell Shedd.
O Egito foi fundado após o dilúvio por Mizraim – filho de Cam, que foi amaldiçoado devido ao desrespeito ao pai (Gênesis 9:22, 25). A maldade alastra-se por gerações.
“A história bíblica situa-se primeiro na Babilônia, o ‘berço da civilização’ (Gn 1-11). Foi somente quando o Egito já tinha alguns milhares de anos, nos tempos de Abraão (c. 2050 a.C.), que sua história cruzou com a narrativa bíblica (Gn 12 em diante)… Abraão bem pode ter visto as pirâmides quando foi ao Egito, pois foram construídas no Antigo Império (da III para a IV dinastia, c.2700-2200 a.C.)”, informa-nos Merrill F. Unger.
Desde que Abraão fugiu da fome no Egito, Deus intentava evangelizar aquele Império. Ele mostrou indignação pela forma que o Egito tratava as mulheres (Gênesis 12:14-20). Anos depois, Deus dera um sonho ao Faraó e colocou à sua disposição um tremendo missionário, José, que testemunhou ousadamente perante o grande monarca (Gênesis 41:16, 25, 28, 32, 38-39). Além disso, o remanescente de Deus alojou-se no Egito, onde formou-se o povo de Deus (Êxodo 1:1-7). Apesar de todo esforço divino, o desprezo ao Deus verdadeiro foi notório quando Moisés abordou Faraó pedindo para liberar Israel para celebrar no deserto (Êxodo 5:1-9). Moisés sentiu-se frustrado e fracassado diante de sua investida amistosa; contudo, correu para Deus expressando indignação (Êxodo 5:10-23).
Em certas situações, as orientações de Deus parecem causar mais confusão do que prover solução; porém, desistir de fazer o que Ele quer, nunca será uma opção para quem busca verdadeira adoração.
Ao se complicar a situação por seguirmos orientações de Deus, devemos buscar forças nEle através da oração – como fizeram Moisés e Arão.
Certamente Deus quer que Seu povo pratique a celebração da vida, não a escravidão. Visando isso, o próprio Deus provê libertação. No Egito, Deus enviou Moisés; para um planeta escravo do pecado, Deus enviou Seu próprio Filho.
Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.