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Texto bíblico: GÊNESIS 50 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 50 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/50
O último capítulo de Gênesis começa com o luto de José pela morte de seu pai Jacó, o terceiro dos grandes patriarcas do livro. É um capítulo de grande dor e tristeza, especialmente para José que esteve separado do pai por tanto tempo. Tanto ele quanto Jacó haviam sofrido muito durante aqueles anos. Na morte de seu pai, José chora sobre o rosto de seu pai e beija seu corpo quente, mas já sem vida. Com amor e respeito, José embalsamou Jacó de acordo com a tradição egípcia.
Após o enterro digno de Jacó no cemitério ancestral de Canaã, encontramos os irmãos de José preocupados com a possibilidade de José finalmente se vingar deles. Humilde e perdoador, José repete as palavras que ele havia dito anteriormente “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem…” v. 20 (NVI). A bondade no comportamento de José nos lembra o perdão de Cristo.
O capítulo final de Gênesis, relatando a morte de José, compara-se fortemente com a história da Criação de Gênesis 1. Já a sentença “e, depois de embalsamado, foi colocado num sarcófago no Egito.” (v. 26) contrasta com as palavras finais do Apocalipse que falam acerca do “Livro da Vida do Cordeiro.”
D. Lynn Bryson
Twin Falls, IASD de Idaho
EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/50
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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497 palavras
1-3 O texto foca o sofrimento de José e mantém silêncio sobre os irmãos. Jacó é tratado do mesmo modo que o seria um nobre egípcio, marcando a alta consideração pela família de José. A religião egípcia requeria o embalsamento do corpo tendo em vista a jornada após a vida. Quarenta dias… setenta dias. Os quarenta dias de embalsamento eram seguidos de trinta dias de luto (Num. 20:29; Deut. 34:8) (Andrews Study Bible).
2 embalsamassem. Uma prática egípcia destinada a preservar o corpo após a morte e, desta forma, conservar a identidade pessoal na vida pós-morte. Não existia essa prática em Israel. Aqui, o intento é o de preservar o corpo para ser transportado para Canaã (Bíblia de Genebra).
4 falou José à casa de Faraó. Logo após ter chorado a morte de seu pai (Dt 34.8), a aparência de José talvez não fosse adequada para se apresentar diante de Faraó (cf 41.14) (Bíblia de Genebra).
4-14 Após receber a permissão de Faraó para enterrar Jacó em Canaã, José, seus irmãos, e “todos” os oficiais de Faraó viajaram a Canaã para o enterro de Jacó. A explicação de José para a necessidade do enterro em Canaã (v. 5 “sepultura que eu cavei para mi mesmo”) é colocada de modo que possa ser entendida pelos egípcios (Andrews Study Bible).
9 carros e cavaleiros. A história posterior do êxodo usa linguagem similar (Êx. 14:9, 17-18, 23, 26, 28) (Andrews Study Bible).
10 além do Jordão. As palavras “além do Jordão” indicam que esse livro [Gênesis] foi concluído na outra margem desse rio, onde Moisés, depois, faleceu (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento – F.B Meyer).
11 Abel-Mizraim. Lit. “Lamentação do Egito” (Andrews Study Bible).
No hebraico ebel significa “lamentação” e abel, “campo”. O nome parece ser um jogo das duas palavras (Bíblia Shedd).
13 Caverna do campo de Macpela. Ver 24.3.
17 As lágrimas de José só demonstraram o seu amor para os irmãos ao pensar que eles tinham desconfiado do seu perdão genuíno (Bíblia Shedd).
19 Este é o coração e o clímax da história de José: só Deus pode perdoar pecado e cobrir a culpa do homem pecador. A providência divina dirige em tudo, tornando os propósitos maus dos homens em bem (cf 45.4-7) (Bíblia Shedd).
21 lhes falou ao coração. Ver 34:3. O perdão verdadeiro entre seres humanos é induzido pelo perdão divino (Ef. 4:32) (Andrews Study Bible).
22,26 110 anos. O tempo ideal de uma vida, segundo inscrições egípcias (Bíblia Shedd).
Note a longevidade decrescente dos patriarcas desde Abraão (175 anos; 25:7) até José (110 anos). Ele recebeu embalsamento e honras de sepultamento como as teve Jacó (Andrews Study Bible).
23 Os filhos de Maquir, neto de José, são descritos como tomados sobre os seus joelhos (lit “nascidos sobre os seus joelhos”). Significa “adotados como seus descendentes” (Bíblia Shedd).
24 Deus certamente nos visitará. O verbo hebraico traduzido por “visitar” denota um encontro divino que mudará a vida de alguém para o bem ou para o mal (21.1; Êx 3.16, 4.31; Lc 1.68,78; At 15.14) (Bíblia de Genebra).
25 transportar os meus ossos. Os ossos de José foram tirados do Egito por Moisés (Êx 13.19) e, mais tarde, foram sepultados em Siquém (Js 24.32) (Bíblia de Genebra).
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“Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” (v.19).
A morte de Jacó causou grande comoção não só à sua família, mas também aos egípcios, que ‘o choraram por setenta dias’ (v.3). Após esse período, José transmitiu à casa de Faraó o pedido de Jacó para ser sepultado ‘na caverna do campo de Macpela, que Abraão comprara com o campo, por posse de sepultura’ (v.13). Com a permissão de Faraó, José viajou com o corpo embalsamado de Jacó, acompanhado de seus irmãos e dos ‘principais da terra do Egito, de modo que o cortejo foi grandíssimo’ (v.9). A parada para mais sete dias de lamentação e luto, que chamou a atenção dos próprios cananeus, revela o quão impactante foi a influência de Jacó no Egito.
Ainda com o coração entristecido, José teve que lidar com a desconfiança de seus irmãos. Temendo a vingança de José pelo mal que lhe haviam feito, enviaram mensageiros com um suposto pedido de Jacó, ‘antes da sua morte’ (v.16). A Bíblia relata que, enquanto a mensagem era entregue, José chorava. Seus irmãos haviam convivido com ele durante os dezessete anos em que seu pai viveu no Egito, mas, mesmo assim, duvidaram do amor e do perdão de José. No entanto, as palavras e a atitude de José revelaram mais uma vez seu caráter nobre: ‘Assim, os consolou e lhes falou ao coração’ (v.21). José teve uma vida feliz e longeva, fazendo ‘jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui’ (v.25).
Amados, iniciamos o livro de Gênesis com a origem da vida no Éden e o terminamos com a morte de José no Egito. De Adão a José, acompanhamos a jornada da humanidade após a sua queda. E do Éden ao Egito, acredito que já percebemos o enorme contraste causado pelo pecado. No princípio, enquanto Deus dava vida ao mundo, ‘as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus’ (Jó 38:7). No fim do livro, a morte de Jacó causou ‘grande e intensa lamentação’ (v.10). Contudo, assim como no começo o Senhor manifestou Sua graça e perdão ao casal errante que merecia a morte – prometendo cuidar deles e de sua descendência, e lhes dando consolo ao coração –, no final, José confirmou seu perdão a seus irmãos errantes, prometendo cuidar deles e de seus filhos, e ‘lhes falou ao coração’ (v.21).
Ó, meus irmãos, ainda existe graça! Ainda existe perdão! E podemos, como José, ser instrumentos da graça e do perdão de Deus na vida de nossos semelhantes. Podemos confiar que, onde o primeiro Adão falhou, o segundo triunfou. ‘Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante’ (1Co.15:45). ‘Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos’ (Rm.5:19). Espero que a mensagem contida no livro de Gênesis tenha ficado muito clara e permaneça muito viva em nosso coração: Deus não abandonou a humanidade à sua própria sorte, mas, em Cristo, o segundo Adão, a redimiu e a perdoou. A decisão agora é nossa: Aceitaremos essa oferta gratuita de salvação?
Nosso amado Deus, sabendo que Jesus é o Verbo, a própria Palavra, nós Te agradecemos porque O encontramos já aqui em Gênesis. Desde o fato de que Ele é o Princípio da Tua criação, o segundo Adão, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e em José, percebemos um tipo de Cristo, tudo isso enche o nosso coração de esperança e de confiança em Tuas fiéis promessas. Nós Te agradecemos, Pai, pelo conhecimento de Ti através do livro de Gênesis! E o fazemos em nome de Jesus, o vitorioso Filho do Homem. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos e perdoados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis50 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 50 – Alguém pode ter-se chocado com os relatos perversos dos personagens do povo de Deus. Não é pelo fato do texto bíblico descrever suas falhas que devemos abandonar a leitura. Ao perseverarmos nas Escrituras, notamos como Deus tem poder para reverter casos aparentemente irrecuperáveis.
“Durante os anos em que José estivera separado dos irmãos, estes filhos de Jacó se haviam mudado em seu caráter. Invejosos, turbulentos, enganadores, cruéis e vingativos tinham eles sido; mas, agora, quando provados pela adversidade, mostraram-se abnegados, leais uns para com os outros, dedicados ao pai, e, sendo eles homens de idade mediana, sujeitos à sua autoridade”, comenta Ellen White.
Assim, encerramos com vitória o último capítulo do primeiro livro contendo a história do povo de Israel. A esperança nasce ao percebermos que “as pessoas podem mudar. Os corações podem ser amolecidos. Novos rumos podem ser tomados. Milagres podem acontecer. Os candidatos menos prováveis para o reino celestial podem se tornar justos mediante Jesus Cristo e Sua graça infinita. Por isso, devemos sempre olhar para o próximo de forma aberta, pensando no que pode vir a ser. Enquanto houver vida, as pessoas têm o potencial de se tornar o que Deus quer que sejam mediante Seu amado Filho”. Desta forma, “não podemos esquecer de que João, sob inspiração divina, registrou [os nomes dos filhos de Jacó] em ligação aos redimidos na vinda de Cristo: Os selados – os especiais – os 144.000 (ver Ap 7:4-8; 21:12). É uma grande honra para aqueles irmãos, considerando todo seu passado”, analisa Philip W. Dunham.
Na morte, a esperança de Jacó e José é evidente nas promessas/profecias de Deus. Como eles, devemos ser movidos pelas promessas/profecias de Deus. Essa certeza também deveria tomar conta dos israelitas que sofriam como escravos nas insalubres fábricas de tijolos.
A profecia bíblica deve nos tornar convictos a tal ponto de agirmos focados nelas, pois certamente elas passarão de promessas a realidades (Gênesis 50:24-25).
Em breve Jesus virá resgatar-nos deste mundo que nos escraviza com suas filosofias opressoras e destruidoras. Enquanto esse dia não chega, permitamos que Deus transforme nosso caráter e ofereçamos perdão a quem precisa de paz no coração! Ódio, vingança e retaliação são eliminados pelo perdão!
Deixe Deus conduzir. Sabendo que tudo coopera para o bem, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.