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“Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” (v.19).
A morte de Jacó causou grande comoção não só à sua família, mas também aos egípcios, que ‘o choraram por setenta dias’ (v.3). Após esse período, José transmitiu à casa de Faraó o pedido de Jacó para ser sepultado ‘na caverna do campo de Macpela, que Abraão comprara com o campo, por posse de sepultura’ (v.13). Com a permissão de Faraó, José viajou com o corpo embalsamado de Jacó, acompanhado de seus irmãos e dos ‘principais da terra do Egito, de modo que o cortejo foi grandíssimo’ (v.9). A parada para mais sete dias de lamentação e luto, que chamou a atenção dos próprios cananeus, revela o quão impactante foi a influência de Jacó no Egito.
Ainda com o coração entristecido, José teve que lidar com a desconfiança de seus irmãos. Temendo a vingança de José pelo mal que lhe haviam feito, enviaram mensageiros com um suposto pedido de Jacó, ‘antes da sua morte’ (v.16). A Bíblia relata que, enquanto a mensagem era entregue, José chorava. Seus irmãos haviam convivido com ele durante os dezessete anos em que seu pai viveu no Egito, mas, mesmo assim, duvidaram do amor e do perdão de José. No entanto, as palavras e a atitude de José revelaram mais uma vez seu caráter nobre: ‘Assim, os consolou e lhes falou ao coração’ (v.21). José teve uma vida feliz e longeva, fazendo ‘jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui’ (v.25).
Amados, iniciamos o livro de Gênesis com a origem da vida no Éden e o terminamos com a morte de José no Egito. De Adão a José, acompanhamos a jornada da humanidade após a sua queda. E do Éden ao Egito, acredito que já percebemos o enorme contraste causado pelo pecado. No princípio, enquanto Deus dava vida ao mundo, ‘as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus’ (Jó 38:7). No fim do livro, a morte de Jacó causou ‘grande e intensa lamentação’ (v.10). Contudo, assim como no começo o Senhor manifestou Sua graça e perdão ao casal errante que merecia a morte – prometendo cuidar deles e de sua descendência, e lhes dando consolo ao coração –, no final, José confirmou seu perdão a seus irmãos errantes, prometendo cuidar deles e de seus filhos, e ‘lhes falou ao coração’ (v.21).
Ó, meus irmãos, ainda existe graça! Ainda existe perdão! E podemos, como José, ser instrumentos da graça e do perdão de Deus na vida de nossos semelhantes. Podemos confiar que, onde o primeiro Adão falhou, o segundo triunfou. ‘Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante’ (1Co.15:45). ‘Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos’ (Rm.5:19). Espero que a mensagem contida no livro de Gênesis tenha ficado muito clara e permaneça muito viva em nosso coração: Deus não abandonou a humanidade à sua própria sorte, mas, em Cristo, o segundo Adão, a redimiu e a perdoou. A decisão agora é nossa: Aceitaremos essa oferta gratuita de salvação?
Nosso amado Deus, sabendo que Jesus é o Verbo, a própria Palavra, nós Te agradecemos porque O encontramos já aqui em Gênesis. Desde o fato de que Ele é o Princípio da Tua criação, o segundo Adão, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e em José, percebemos um tipo de Cristo, tudo isso enche o nosso coração de esperança e de confiança em Tuas fiéis promessas. Nós Te agradecemos, Pai, pelo conhecimento de Ti através do livro de Gênesis! E o fazemos em nome de Jesus, o vitorioso Filho do Homem. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos e perdoados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis50 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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