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Texto bíblico: GÊNESIS 39 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 39 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/39
A resposta de José à Sra. Potifar é, na minha opinião, o ápice de uma teologia da sexualidade no Pentateuco e talvez de toda a Escritura. Lemos no v. 8 que a Sra. Potifar fazia propostas a ele “dia após dia” (v. 10); talvez um dos primeiros casos registrados de assédio sexual na história.
No verso 9, José raciocina que Potifar e ele são iguais na casa, exceto por UMA coisa: Potifar dorme com a Sra. Potifar e José não. Esta única coisa diferencia Potifar de José. José reconheceu este elemento como o verdadeiro ideal de Deus para a expressão sexual. Prazer e filhos não são o propósito principal da expressão sexual. Eles são deliciosos bônus. O propósito da expressão sexual é promover e manter um sentido de unicidade entre marido e mulher. Ceder aos avanços da Sra. Potifar não só violaria a confiança de seu marido em José (e nela!), mas seria subverter a exclusividade ordenada por Deus entre marido e mulher. José, assim, demonstra-se moralmente superior a Judá, quando confrontado com a mesma tentação de permissividade sexual fora do casamento.
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Southern Adventist University
Collegedale, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/39
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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816 palavras
1 Retorna ao enredo de 37:26. José chegou agora ao Egito (Andrews Study Bible).
2-6 Enquanto as circunstâncias de José mudam, Deus nunca muda. Ele está sempre com Seus filhos (Jos. 1:5; Is. 41:10; Jer. 1:8, 19; Mat 28:20) e os habilita para grandes desafios (Andrews Study Bible).
2 O Senhor era com José do mesmo modo como nosso Senhor Jesus prometera estar conosco (Mt 28.20). Sabemos que Ele cumpre Sua promessa. Nosso dever e nosso privilégio é reconhecer e corresponder ao companheirismo que o Senhor nos proporciona. No caso de José, tal correspondência está evidente em seu espírito serviçal, alegre e criterioso (v 4; cf Cl 3.23), sua fidelidade absoluta (vv 5, 6) e sua resistência em face da tentação (vs 7-15). Contraste-se com este procedimento de José o que se menciona de Judá no capítulo anterior (Bíblia Shedd).
O benefício da presença de Deus foi experimentado até mesmo na escravidão, fora da terra da bênção (Bíblia de Genebra).
próspero. Uma das palavras chave deste capítulo (vs, 2-3; 23), sempre ligadas à bênção especial de Deus. A rápida ascensão de José na casa de Potifar se deve ao reconhecimento do mestre de que este escravo é diferente (Andrews Study Bible).
As famílias e patrões incrédulos devem muito à presença de pessoas que amam a Deus, em seus lares e firmas; pois o Senhor vai junto com seus servos (ver os versículos 2, 21 e 23 e Atos 7.9). Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento (F. B. Meyer).
4 servia. O termo hebraico aqui denota serviço pessoal, como Josué servia a Moisés (Êx. 24:13) ou Eliseu servia a Elias (1 Reis 19:21) (Andrews Study Bible).
7-10 O texto bíblico sugere um longo período de sedução e o firme comprometimento de José de fidelidade e integridade moral. A longa resposta de José ao convite da mulher reconhece que o pecado não destrói apenas as relações humanas mas – e principalmente – é uma afronta a Deus (Sal. 51:4) (Andrews Study Bible).
7 cobiçá-lo. Olhava com desejo para ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 pecar contra Deus. Todo pecado é contra Deus em primeiríssimo lugar (v. Sl 51.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O adultério era considerado um grande pecado no antigo Oriente Próximo (20.9), porém José estava absolutamente consciente de que vivia na presença de Deus (cf 2Sm 12.13; Sl 51.4) (Bíblia de Genebra).
Provavelmente José já havia elaborado sua bela resposta no interior do seu coração, e bem antes de externá-la já praticava esses preceitos. Na hora crítica, a boca deixa escapar aquilo em que o coração está meditando. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento (F. B. Meyer).
11-19 Outra recusa deixa a roupa de José (note novamente a importância da roupa na narrativa de José) na mão da mulher de seu mestre, que rapidamente cria uma história plausível visando punir aquele que a recusou (Andrews Study Bible).
12 pegou. O termo hebraico aqui implica violência (Deut. 9:17; 22:28; 1 Reis 11:30) (Andrews Study Bible).
14 este hebreu. Isto é, um descendente de Héber (ver Gn 10:21; 14:13). Geralmente era assim que os descendentes de Jacó se referiam a si mesmos como um povo, e que os outros se referiam a eles (ver Gn 39:17; 40:15; 41:12; 43:32; Êx 1:15, 16. 19; 2:6; etc.). Originalmente, um “judeu” era um descendente de Judá, mas após o cativeiro o termo perdeu sua estrita aplicação tribal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 460.
17 servo. Clara calúnia racial (Andrews Study Bible).
20 Mesmo que Potifar pareça furioso, a punição surpreende, tendo em vista que a lei bíblica exigia que estupradores convictos fossem sumariamente executados (Deut. 22:23-27). Potifar parece não acreditar em sua mulher, mas para manter as aparências colocou José na prisão. O foco agora muda para a prisão (o que reflete claramente um ambiente egípcio, tendo em vista que o Egito tinha prisões antes de outros povos ao redor), o próximo local das experiências positivas e negativas de José (Andrews Study Bible).
Embora a ira de Potifar fosse incidente sobre José, sua ação posterior indica que ele duvidou da acusação de sua esposa. Uma tentativa de estupro da esposa de um senhor por um escravo certamente resultaria em sentença de morte, mas a punição de José (aprisionamento com os prisioneiros do rei) foi relativamente suave (Bíblia de Genebra).
[Potifar] Queria tão somente preservar o nome da família. Tudo se ajustava, perfeitamente, nos planos providenciais de Deus com relação a José e ao seu povo escolhido (Bíblia Shedd).
A leniência de Potifar sem dúvida reflete sua confiança na integridade de José e, em contraste, seu pouco respeito pelo relato do episódio contado pela esposa. O castigo de José, no entanto, parece a princípio ter sido severo, pois ele sofreu mais coisas do que a narrativa de Gênesis deixa implícito. Segundo o Salmo 105:18, seus “pés” foram apertados “com grilhões” e ele foi posto “em ferros”. CBASD, vol. 1, p. 460, 461.
21 Há um paralelismo muito estreito entre o comportamento de José e o de Cristo, quando diante de situações adversas e de falsas acusações, ambos as recebiam sem murmurações, como expressões da vontade de Deus (cf Is 53.7). Como Cristo, José não sofrera por erro algum cometido, mas sim, em virtude da retidão da conduta (Bíblia Shedd).
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“O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio” (v.2).
Enquanto Judá e seus irmãos sofriam as consequências de seu plano maligno, José estava coberto pela mão de Deus. A partir de hoje veremos a impressionante história de um jovem que decidiu ser fiel a Deus mesmo diante das circunstâncias mais desfavoráveis, tornando-se assim um grande homem de Deus. Não podemos esquecer que José enfrentou uma longa jornada até o Egito, onde foi vendido como uma mercadoria. A Bíblia não revela o que ele teve de sofrer até alcançar a posição de um servo próspero e benquisto por seu senhor egípcio. No entanto, é muito provável que tenha enfrentado as dificuldades de um escravo até conquistar a confiança de Potifar.
Ainda assim, é perceptível a fidelidade de José e sua firme decisão de confiar no Senhor em todos os momentos; José logo se destacou, e sua fé em Deus não era oculta, já que o próprio Potifar reconheceu “que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos” (v.3). Além de próspero e excelente administrador, “José era formoso de porte e de aparência” (v.6); qualidades que logo foram apreciadas pela mulher de Potifar, que “todos os dias” (v.10), convidava José para um encontro em sua cama. Ora, seria fácil para ele enganar seu senhor e, certamente, por ser a mulher de um oficial do Egito, se tratava de uma bela mulher.
José, porém, possuía algo de que tanto o mundo carece hoje: ele tinha o senso constante da presença de Deus; José era temente a Deus. E o fato de não dar ouvidos ao que aquela mulher lhe dizia todos os dias, deixa isso bem claro. José demonstrou ser fiel aos mandamentos de Deus, amando o próximo (nesse caso, Potifar) e amando a Deus. Podemos perceber isso em sua famosa declaração: “como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (v.9). Sua consideração por Potifar e seu temor a Deus são claramente demonstrados em sua resposta e na reação em fugir da armadilha sensual daquela mulher. E mesmo assumindo o risco de morte e sendo preso injustamente, José permaneceu resiliente, de forma que, mesmo na prisão, “o Senhor era com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava” (v.23).
Será que temos tido a mesma firme resolução diante da insistência diária de um inimigo que tenta nos seduzir? A mensagem que precisa ser pregada a todo o mundo em nossa geração diz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7-8). Temer a Deus e dar glória a Ele é viver o padrão de José. É a decisão de honrar a Deus em tudo o que fazemos, de forma que isso revele quem de fato nós somos. Não eram simplesmente as obras de José que se destacavam, mas a essência daquele servo de Deus, resultando em que tudo o que realizava tinha a inconfundível assinatura de Deus.
O livro de Apocalipse descreve uma mulher, a meretriz, chamada Babilônia, que tem seduzido as nações com o “vinho do furor da sua prostituição” (Ap.18:3). E o chamado de Deus àqueles que ainda estão lhe dando ouvidos, é: “Retirai-vos dela, povo Meu” (Ap.18:4). Ou seja, fujam dela! Como José, somos chamados a fugir dos encantos enganadores da meretriz e estarmos firmes, unidos à mulher pura e resplandecente (Ap.12:1), que é uma representação da igreja de Cristo. E nessa escolha, amados, acabamos sofrendo a fúria de um inimigo que não suporta a perseverança dos santos (Ap.12:17;14:12). Mas, se semelhante a José, que mesmo na prisão “fazia tudo quanto se devia fazer ali” (v.22), permanecermos fiéis ao Senhor fazendo o que precisa ser feito segundo a guia do Espírito Santo, com certeza o inimigo terá de contemplar a nossa prosperidade mesmo em meio à adversidade.
Se o deserto lhe alcançou por causa da sua fidelidade, não se preocupe. Como diz um provérbio beduíno, que li um dia desses: “Se você tem um destino certo, até o deserto se torna uma excelente estrada” (Rodrigo Silva, Descobertas da Fé, devocional diário, CPB, p.138).
Pai Celestial, existem muitas situações que acontecem e não entendemos o porquê. Mas ao estudarmos a Tua Palavra percebemos que nem tudo precisamos entender, e que isso fortalece a nossa fé. Enche-nos do Espírito Santo para que sejamos tementes a Ti e Te glorifiquemos com a nossa vida! E dá-nos força e coragem para perseverarmos, ainda que severamente provados! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, servos fiéis do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 39 – Após os negros capítulos revelando o estado deplorável da natureza pecaminosa em Gênesis 34 e 38, juntando com outros tenebrosos de homens e mulheres de Deus, muitas vezes ficamos questionando o porquê dessas histórias vergonhosas serem trazidas à nossa memória.
Ellen White nos ajuda: “Homens a quem Deus favoreceu, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram algumas vezes vencidos pela tentação, e cometeram pecado, mesmo como nós, presentemente, esforçamo-nos, vacilamos, e frequentemente caímos em erro. Sua vida, com todas as suas faltas e loucuras, estão patentes diante de nós, tanto para a nossa animação como advertência. Se eles fossem representados como estando sem faltas, nós, com a nossa natureza pecaminosa, poderíamos desesperar-nos pelos nossos erros e fracassos. Mas, vendo onde outros lutaram através de desânimos semelhantes aos nossos, onde caíram sob a tentação como o temos feito, e como todavia se reanimaram e venceram pela graça de Deus, acoroçoamonos [nos encorajamos, animamos] em nosso esforço para alcançar a justiça. Como eles, embora algumas vezes repelidos, recuperaram o terreno, e foram abençoados por Deus, assim nós também podemos ser vencedores na força de Jesus” (PP, 238).
José é um exemplo de que, pelo poder de Deus, aquele que deseja viver no temor do Senhor, poderá se erguer da imoralidade e viver corretamente diante de Deus e dos homens. José é uma exceção num mundo tomado por imoralidade e corrupção.
José é um ícone em meio à depravação mostrando como um jovem pode manter puro o seu caminho (Salmo 119:9-11), mesmo quando tudo conspira para sua destruição (Romanos 8:28-39). Vendido pelos irmãos aos ismaelitas, revendido como objeto no Egito, foi trabalhar na casa de Potifar, oficial de Faraó e capitão da guarda egípcia. Embora fosse escravo trabalhador, confiável e responsável, a mulher de seu senhor armou uma contra ele – que escolheu servir a Deus. Inocente, foi parar na prisão, rendendo-nos preciosas lições:
• Cada lágrima bem aproveitada pode ensinar-nos extraordinárias verdades.
• Adversidades despertam em nós capacidades que em circunstâncias favoráveis permaneceriam adormecidas.
• Adversidades podem ser usadas como trampolins rumo à maturidade.
• Experiência não é o que nos acontece, é o que fazemos com o que nos acontece.
• Paciência e perseverança fazem que, miraculosamente, adversidades se tornem universidades da vida.
Em meio às dificuldades, aprendamos preciosas verdades! Cresçamos espiritualmente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 38 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 38 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/38
Este capítulo trata da história da família de Judá, a tribo que deu origem a Jesus. E é por isso que temos tanto da história da família!
O Messias não veio de uma linhagem de pessoas santas ou honradas. Em vez disso, Judá e seus filhos agiram de maneira que desagradaram a Deus. Os ancestrais humanos de Jesus eram pecadores. Judá chegou a escolher uma esposa pagã, contrariando a vontade de Deus (Gn 38:1,2). E essa mulher pode ter sido a principal má influência sobre seus filhos.
Judá parece mal neste capítulo, enganando Tamar e sendo enganado por ela se passar por prostituta. Se ele tivesse escolhido uma vida de obediência, quão mais simples teria sido, com bênçãos em vez de maldições.
Judá finalmente confessou que Tamar “foi mais justa do que eu” (Gn 38:26). Às vezes, tendemos a julgar as pessoas precipitadamente, sem perceber que talvez sejamos tão ou mais pecadores do que elas.
A Bíblia não esconde o fato de que Jesus veio de uma linhagem humana tão corrompida quanto esta. Mas, apesar das fraquezas herdadas, Ele confiou em Seu Pai e nunca pecou.
Jesus é o nosso exemplo perfeito. Judá, que dependeu de si mesmo, certamente não é.
Wai Fong Chan
Nutricionista na Aenon Health
Tampin, Malásia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/38
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1383 palavras
1-30 À primeira leitura, este capítulo parece fora de lugar. Contudo, existem nele importantes ligações para a circundante história de José. Vocabulário similar, a importância de símbolos de status (roupa, selo, equipe) e a importância crescente (e transformação) de Judá conecta este capítulo aos circundantes (Andrews Study Bible).
Este capítulo dá a origem das três principais famílias de Judá, a futura tribo real de Israel. Mostra também que os filhos de Jacó, esquecendo-se da sagrada vocação de sua raça, estavam em perigo de perecer nos pecados de Canaã. Se Deus, em Sua misericórdia, não Se tivesse interposto para promover a remoção de toda a casa de Jacó para o Egito, a nação escolhida poderia ter sucumbido à influência corruptora dos costumes cananeus. Assim, Gênesis 38 é parte da fase inicial da história de Israel. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1. p. 453.
No Egito, os israelitas eram segregados porque os egípcios os desprezavam (43:32; 46.34). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1-5 Judá sai da casa de Jacó e se casa com uma cananita e se torna amigo de um líder cananita. Todos estes elementos sugerem que Judá está perdendo sua visão da linhagem como povo especial de Deus (Andrews Study Bible).
Sendo o quarto filho de Lia, Judá certamente não era mais do que uns três anos mais velho que José, o que o colocaria com cerca de 20 anos de idade na época em que José foi vendido (ver Gn 37:2; e com. de Gn 30:24). Entre a venda de José como escravo e a migração de Jacó para o Egito se passaram 22 anos (cf. Gn 41:16; 45:6), de forma que Judá estava com cerca de 42 anos de idade quando a família se mudou para o Egito. Nessa ocasião, ele não só tinha três filhos (Gn 38), mas aparentemente já era avô, como Gênesis 46:12 deixa implícito. Se assim for, seus filhos Er, Onã e Selá devem ter nascido antes de José ter sido vendido, uma vez que eles próprios já haviam alcançado a idade de casar quando ocorreram os eventos relacionados a Tamar, e Perez (filho de Tamar) já tinha dois filhos quando a família se mudou para o Egito. Essas observações levam a concluir que alguns filhos de Jacó se casaram bem jovens. Judá não devia ter mais de 14 anos de idade por ocasião de seu filho mais velho, Er. Por sua vez, Er não tinha mais do que 13 anos de idade quando se casou com Tamar. … Casamentos precoces não são incomuns em certas partes do Oriente ainda hoje. CBASD, vol. 1, p. 454.
6-10 A apresentação de Tamar, a esposa cananita de Er, é significativa. Apesar de que o fato de ser canaanita a coloca de fora das promessas especiais da família de Abraão, ela se torna a real heroína da história (Andrews Study Bible).
8 O casamento do levirato é conhecido das leis dos hititas e medo-assírias. A diferença principal é que na lei bíblica o cunhado é responsável em prover um herdeiro (Deut. 25:5-10). Onan tem relações sexuais com Tamar mas rejeita sua responsabilidade com ela e com seu falecido irmão (Andrews Study Bible).
Segundo o costume, Onã, sendo cunhado de Tamar, devia se casar com a viúva sem filhos de seu falecido irmão e suscitar descendência para ele. Onã, contudo, relutava em aceitar as responsabilidades que isso envolvia, uma vez que o filho primogênito não seria seu, mas perpetuaria a família do falecido e receberia sua herança. A conduta de Onã demonstrou falta de afeto natural pelo irmão e cobiça pelas posses e herança daquele. CBASD, vol. 1, p. 454.
9 Para não dar descendência a seu irmão. Porque o irmão morto, Er, era o primogênito, seu primogênito iria herdar a sua posição de liderança na família e a proção dupla (37.11, nota). Desejando o lugar do primogênito para si, o segundo filho, Onã (v. 4) tinha relações sexuais com Tamar, porém evitava que ela concebesse. Fazendo assim, ele era injusto tanto para com seu irmão morto quanto para com Tamar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 Judá envia Tamar para a casa de seu pai para viver como viúva (Lev 22:13; Rute 1:8). Ele não parece estar comprometido a ter Tamar como membro de sua casa (Andrews Study Bible).
O fato de Judá nunca pretender cumprir a promessa fica evidente na desculpa de que Selá poderia morrer “também … como seus irmãos”. CBASD, vol. 1, p. 455.
12-13 Note a diferença entre Tamar e Judá. Tamar está vestindo suas roupas de viúva enquanto Judá, por sua vez, está a caminho de atividades festivas (Andrews Study Bible).
18 O teu selo, o teu cordão e o cajado. O “selo” de Judá era provavelmente um selo cilíndrico, carregado ao pescoço por um cordão. Como a literatura da época deixa claro, o selo era um objeto de considerável valor, uma vez que nenhuma transação comercial poderia ser feita sem ele. Talvez o cajado fosse ornamentado, como era própria do filho de um rico criador de gado. CBASD, vol. 1, p. 455.
21 A prostituta cultual. A palavra heb. aqui é diferente da do v. 15, zanah, uma mulher imoral. “Prostitua cultual” vem de qedeshah, “a consagrada” ou “a devotada”. O culto religioso cananeu, como o da Grécia, fazia provisão para grande número de prostitutos e prostitutas cultuais. Essa profissão era respeitável entre os cananeus e, portanto, ao perguntar pela prostituta a quem devia entregar o cabrito, Hira usou o termo mais respeitável. CBASD, vol. 1, p. 455.
As prostitutas sagradas eram causadoras da pior forma de prostituição cabível, uma vez que lhe era conferida a sanção religiosa. Tratava-se de uma feição relevante de sistema de culto prevalecente entre os cananeus e que consistia na prostituição tanto masculina … quanto feminina, estando associada às práticas que se realizavam nos vários santuários espalhados pelo território. No AT, era frequente ver os profetas fazerem estreita ligação entre a prostituição e a apostasia nacional (cf Is 1.21; Jr 13.27; Ez 16.16 e Os 1.2, etc). Bíblia Shedd.
23 Judá está preocupado com respeito à vergonha de não haver redimido sua promessa, mas ignora os direitos de Tamar (Andrews Study Bible).
24-25 Adultério exigia a morte do ofensor (Lev 20:10; Deut 22:22) (Andrews Study Bible).
24 Para que seja queimada. Judá deu essa ordem em virtude de sua autoridade como cabeça da família. Além disso, essa lhe pareceu uma boa oportunidade de se livrar da obrigação de arranjar para ela um marido. Tamar era considerada a noiva de Selá, e como tal devia ser punida por quebra de castidade. … A seção 11o do código [de Hamurábi] declara que uma pessoa “devotada” (ver com de 38:21) que abrisse uma taberna ou entrasse numa para beber deveria ser queimada vida, … . CBASD, vol. 1, p. 456.
26 Mais justa é ela do que eu. Havia pouca coisa que Judá pudesse fazer, exceto admitir a culpa. Novamente, como na conspiração contra José, ele revelou um espírito de decência e sinceridade por baixo da conduta às vezes vergonhosa. Sua franca confissão, a maneira como posteriormente tratou Tamar, seu êxito em criar os filhos nascidos dela, e o fato de um deles ser honrado com um lugar na linhagem ancestral de Cristo – tudo aponta claramente para uma reforma de sua parte. Um caráter mais excelente que o de seus irmãos mais velhos o qualificou para a liderança da família, e qualificou sua posteridade para a liderança em Israel (ver Gn 49:3, 4, 8-10). CBASD, vol. 1, p. 456.
A justiça de Tamar é contrastada com a semi justiça de Judá. A história se foca mais nos motivos do que nos atos e os motivos de Tamar estão alinhados com a lei do do levirato, que visava preservar famílias. … Tamar é parte da linhagem messiânica (Rute 4:12, 18-22; Mat 1:3-6) (Andrews Study Bible).
E nunca mais a possuiu. Fazê-lo o tornaria culpado de incesto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 Perez. O nome dos filhos de Tamar refletiu o interessante episódio do nascimento deles. Quando os gêmeos nasceram na ordem inversa da que apareceram pela primeira vez, a parteira censurou o segundo, como se estivesse dizendo: “Então você conseguiu uma brecha para sair!” (NVI), talvez com o sentido de: “Realmente você soube passar à frente.”A partir dessas palavras da parteira, o menino recebeu o nome de Perez, “rompimento”. Embora a parteira não o considerasse o primogênito, ele é daí por diante sempre colocado à frente de Zera nas listagens genealógicas (Gn 46:12; Nm 26:20; etc.). Tornou-se o ancestral do rei Davi (Rt 4:18-22) e, através dele, do Messias (Mt 1:3-16). CBASD, vol. 1, p. 456.
30 Zera. O gêmeo com o fio vermelho no pulso recebeu o nome de Zera, “ascensão”. CBASD, vol. 1, p. 456.
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“Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez” (v.19).
A probabilidade de Judá ter se separado “de seus irmãos” (v.1), por causa da consequência trágica de seu plano é muito grande. Foi dele a sugestão de vender José “aos ismaelitas” (Gn.37:27); e a tristeza que consumia Jacó era tão grande que temia vê-lo morrer. Para onde foi, Judá se casou com uma cananeia e teve três filhos: Er, Onã e Selá. Apesar da separação de sua família, parece que Judá tentou de alguma forma imitar seus antepassados ao escolher uma esposa para seu primogênito. A Bíblia não fala sobre a origem de Tamar, mas é bem provável que fosse uma cananeia e alguém que Judá julgou que seria uma boa esposa para seu filho.
Pelo desenrolar da história, parece que Judá ficou um bom tempo longe da casa de seu pai. Pois casou o seu primogênito, “que era perverso perante o Senhor, pelo que o Senhor o fez morrer” (v.7). Logo depois, seguindo o costume do levirato, Judá casou Tamar com Onã, mas o que ele fazia para não dar descendência a seu irmão mais velho, “era mau perante o Senhor, pelo que também a este fez morrer” (v.10). Então, Judá pensou: “Já perdi dois filhos. Eu é que não vou permitir que o filho que me restou case com essa mulher”. Era como se Tamar agora tivesse a fama de “viúva negra”. Judá não considerou a maldade de seus filhos, colocando a culpa na mulher que muito provavelmente era vítima da maldade deles.
Vendo, porém, Tamar “que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher” (v.14), teve uma ideia. Nesse tempo, Judá também havia ficado viúvo e subiu “a Timna, para tosquiar as ovelhas” (v.13). Tamar “se disfarçou”, “cobrindo-se com um véu” (v.14) e esperou que Judá passasse pelo caminho onde estava. Sendo confundida com uma prostituta, Judá deitou-se com ela, mas não sem antes deixar nas mãos daquela desconhecida o penhor do qual ela precisava: o seu selo, o seu cordão e o seu cajado. Era como se Tamar tivesse garantias da identidade e da promessa de Judá. Quando sua gravidez foi anunciada como um crime passível de morte, aquele penhor lhe garantiu não somente a vida, mas o respeito de Judá, que reconheceu: “Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu” (v.26).
Às vezes eu penso que Deus poderia ter ocultado de Sua Palavra alguns detalhes sórdidos que aconteceram no meio do Seu povo. Mas que esperança haveria para nós, ou para todo aquele que acha que foi longe demais para que Deus possa alcançá-lo e perdoá-lo? Porque foi desse encontro estranho e escuso que foi dada continuidade à genealogia do próprio Messias! Pois “Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera” (Mt.1:3), e, a partir de Perez, aos demais na árvore genealógica de Jesus. Vocês percebem, amados? Tamar foi a primeira mulher estrangeira a participar da linhagem de Jesus Cristo. Isso não significa que o que ela fez ou o que Judá fez, foi certo aos olhos de Deus, mas que Deus tem o poder de transformar um aparente fracasso em vitória.
Essa pausa na história de José é o relato de como o pecado não confessado pode causar muitos estragos. A consciência culpada de Judá o afastou de sua família, onde de alguma forma ainda havia o temor de Deus. A Palavra do Senhor nos diz: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade?” (2Co.6:14). Judá experimentou as consequências de sua transgressão, mas, apesar disso, o Senhor ainda tinha planos especiais para ele e sua descendência. Se você não consegue ver a misericórdia de Deus nessa história, eu aconselho que a releia com a visão do futuro que Judá não teve o privilégio de conhecer. Mas você e eu conhecemos a continuidade e a consumação dessa história que, em Cristo, ganhou uma nova perspectiva.
Uma família disfuncional, um pecado escondido, lembranças de um passado tenebroso, angústias que nos consomem a alma, tudo isso pode ser lançado aos pés de Jesus Cristo, hoje, agora. O que começou errado pode, de fato, ter um final feliz, se você permitir que Cristo conduza a história da sua vida. Ele nos prometeu isso e a cruz e a sepultura vazia são o penhor da nossa vitória, a garantia de que não morreremos, mas nEle viveremos, pois “tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação” (Hb.9:28). Você crê? Então, ore comigo:
Nosso amado Pai Celestial, porque o Senhor permitiu tantas situações complicadas e aturou tantos erros no percurso do Teu povo, não o sabemos. Mas isso por um lado nos consola, pois também somos pecadores e muitas vezes até exageramos nisso. E aí podemos ver o quão misericordioso e quão paciente Tu és! Ó, Senhor, nos perdoa e transforma os nossos fracassos em uma vida vitoriosa em Cristo! Livra-nos das lembranças amargas de um passado que gostaríamos de esquecer! E nos faz confiar que todos eles foram lançados por Ti nas profundezas do mar! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, renovados em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis38 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 38 – Duras críticas aos pecados alheios podem estar escondendo nossos próprios pecados. Este capítulo está repleto de imoralidade, perversidade, engano.
E, cinicamente, de busca por justiça por gente injusta.
Geralmente desejamos que executem justiça aos que erram, mas exigimos ser tratados com misericórdia. Somos duros e inflexíveis contra os outros, mas queremos flexibilidade e misericórdia quando falhamos.
Infelizmente, aqueles que erram não admitem ou reconhecem seus erros até serem confrontados ou encurralados… Essas, e outras verdades, encontramos no relato de Judá e Tamar.
Distanciamento familiar, jugo desigual (comunhão) de quem serve a Deus com quem não O serve, jugo desigual no relacionamento conjugal, infidelidade nos compromissos (2 Coríntios 6:14), e, decisões imorais… resultam em tragédias que deveriam alertar-nos para a desgraça do maldito pecado. O pior é que o pecado torna os indivíduos insensíveis a Deus, desprovidos de senso moral próprio, mas com aguçado senso de justiça contra o próximo (Romanos 2:1-3).
Maldade, imoralidade e subterfúgio ligados à depravação sexual recheiam este capítulo do povo de Deus. Judá é o líder da tribo da qual descenderia o Messias. Tamar, mulher pagã, foi incluída na genealogia do Salvador (Mateus 1:3). Perez, “o primeiro dos gêmeos nascido de Tamar, fruto de prostituição e incesto, entrou, porém, na linhagem messiânica, que perpassou por Boaz e Rute e chegou ao rei Davi (Rt 4:18-22; Mt 1:3)”, destaca John MacArthur.
A verdade bíblica nua e crua deve servir de Raio-X de nossa vida, visando que busquemos reavivamento e reforma espirituais!
Ellen White expõe que a Bíblia “registra as faltas de homens bons, daqueles que se distinguiram pelo favor de Deus; efetivamente, suas faltas são apresentadas de modo mais completo do que as virtudes. Isto tem sido objeto para admiração de muitos e tem dado aos incrédulos ocasião para escarnecerem da Bíblia. É, porém, uma das mais fortes provas da verdade das Escrituras, não serem os fato explicados de maneira que os favoreça, nem suprimidos os pecados de seus principais personagens… Houvesse a Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e teria sem dúvida apresentado o caráter de seus homens honrados sob uma luz mais lisonjeira. Mas, assim como é, temos um registro exato de suas experiências” (PP, 238).
Reavivemo-nos na Palavra de Deus (Hebreus 4:12), alicerçados no Messias! – Heber Toth Armí.