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Texto bíblico: GÊNESIS 4 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/4
Gênesis 4 descreve as terríveis consequências da raiva descontrolada. As emoções desenfreadas de Caim o levaram a matar seu irmão Abel. Quando nossas emoções ficam fora de controle as consequências são sérias. Caim deixou sua casa e vagou como um “fugitivo e andarilho”. Sua vida mudou em um instante. Más escolhas, emoções descontroladas e atitudes negativas produzem consequências devastadoras. Boas escolhas, emoções sob controle e emoções positivas resultam em consequências positivas. Uma vida sob o controle do Espírito de Deus está preparada para enfrentar qualquer circunstância que a vida apresente com uma atitude de calma segurança nos propósitos preponderantes de Deus.
Uma das perguntas mais fascinantes desta narrativa bíblica é feita por Caim. Ele pergunta: “Sou eu o guardião do meu irmão?” Onde nossas decisões impactam os outros, a resposta é um sonoro “sim”. Embora não sejamos responsáveis pelas escolhas que “nosso irmão” faz, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos que influenciam a vida das pessoas ao nosso redor. Isso nos deve fazer parar a fim de avaliarmos a influência de nossas ações e atitudes.
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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2351 palavras (1294 palavras em destaque)
1 Adquiri um varão. O hebraico diz, literalmente: “Adquiri um varão, o SENHOR”. Quando Eva segurou seu primogênito nos braços, provavelmente se lembrou da promessa divina (Gn 3: 15) e, acariciando a esperança de que ele fosse o Libertador prometido, deu-lhe o nome de Qayin, “adquirido” (DTN, 31). Pobre esperança! Seu ávido anseio pelo rápido cumprimento da promessa do evangelho estava destinado a doloroso desapontamento. Mal sabia ela que aquela criança se tornaria o primeiro assassino do mundo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo dia, vol. 1, p. 223.
3-5 Hb 11:4 destaca a importância da motivação ao dar a Deus: Abel ofertou pela fé. Autores bíblicos posteriores desenvolveram mais o tema de Deus olhar o motivo do doador (1Sm 16:7; Os 6:6; Mt 5:24). Bíblia de Estudo Andrews.
3 Uma oferta ao Senhor. “Oferta”, minhah. […] Caim sabia estar procedendo de forma errada ao levar o tipo de oferta oferecida a Deus. Ele fora ensinado de que o sangue do Filho de Deus expiaria seus pecados. Seguindo a regra divinamente instituída de que o sangue do Filho de Deus expiaria seus pecados, ele mostraria lealdade a Deus, que havia ordenado o sistema sacrifical, e expressaria fé no plano da redenção (Hb 11:4). […] O que tornou a oferta de Caim inaceitável a Deus? A contragosto, Caim reconhecia parcialmente as reivindicações de Deus sobre ele. Mas um espírito secreto de ressentimento e rebelião o levou a cumprir os reclamos divinos da forma que ele mesmo escolheu, em vez de segui precisamente o plano estabelecido por Deus. Aparentemente ele obedeceu, mas a maneira em que o fez revelava um espírito desafiador. Caim pretendia se justificar por suas próprias obras, ganhar a salvação por seus méritos. Ele se recusou a reconhecer que era pecador e que precisava de um Salvador. Apresentou uma oferta que não expressava nenhum arrependimento pelo pecado – uma oferta sem sangue. E “sem derramamento de sangue não há remissão”, pois “”é o sangue que fará expiação pela alma” (Hb 9:22; Lv 17:11, ARC; PP, 71, 72). Caim reconhecia a existência de Deus e Seu poder para dar ou reter bênçãos terrestres. Achando vantajoso estar bem com a Divindade, Caim julgou conveniente aplacar e desviar a ira divina por meio de uma oferta, embora ela fosse feita a contragosto Ele não compreendeu que a atenção parcial e formal das exigências explícitas de Deus não podia obter Seu favor e substituir a verdadeira obediência e contrição do coração. Examinar bem o coração pode evitar que, como Caim, ofereçamos a Deus bons inúteis e inaceitáveis. CBASD, vol. 1, p. 224, 225.
4, 5 Deparamos na vida de Caim: 1) O pensamento humano em oposição à revelação divina; 2) A vontade humana em oposição à vontade divina; 3) O orgulho em oposição à humildade que Deus requer; 4) O ódio humano em oposição ao amor divino; 5) A hostilidade humana em oposição à comunhão divina (cf v 16). Bíblia Shedd.
4 Agradou-se. Sha’ah, “considerar favoravelmente”. Embora não seja revelada a maneira como Deus aceitou a oferta de Abel, ela consistiu na aparição de um fogo celestial para consumir o sacrifício, como aconteceu muitas vezes em épocas posteriores (ver Lv 9:24; Jz 6:211Rs 18:38; 1Cr 21:26; 2Cr 7:1; PP, 71). A aceitação do sacrifício de Abel por parte de Deus indicava a aceitação de sua pessoa. De fato, na narrativa, a menção de que Abel foi aceito precede a menção de que sua oferta foi aceita. Isso é uma indicação de que Deus não está tanto interessado no sacrifício quanto na pessoa que o apresenta. CBASD, vol. 1, p. 225.
5 Ao passo que de Caim e de sua oferta […] Irou-se, pois, sobremaneira, Caim. Caim notou a ausência de qualquer sinal visível do agrado de Deus e a aceitação da oferta. O resultado foi uma ira ardente e profunda. A frase hebraica usada aqui pode ser traduzida literalmente como: “Isso ardeu em Caim sobremaneira.” Ele foi tomado por um intenso ressentimento contra seu irmão e contra Deus. Aparentemente não houve nenhuma tristeza pelo pecado, nenhuma oração por luz e perdão. O comportamento de Caim é típico de um pecador obstinado e impenitente cujo coração não se comove diante da correção e da reprovação, mas se torna ainda mais duro e rebelde. Caim não fez nenhuma tentativa de esconder sentimentos de desapontamento, insatisfação e ira. Sua face demonstrava seu ressentimento. CBASD, vol. 1, p. 225.
6 Por que andas irado? Fica aqui evidente, como nos v. 14 e 16, que Deus não deixou de ter contato pessoal com o ser humano quando o expulsou do jardim. A rejeição da oferta de Caim não significava necessariamente a rejeição do próprio Caim. Em misericórdia e paciência, Deus estava pronto a lhe dar outra chance. Embora tivesse manifestado claramente Seu desprazer ao rejeitar a oferta, Deus apareceu ao pecador e arrazoou com ele, na tentativa de persuadi-lo de que sua conduta estava errada e de que sua ira era injusta. CBASD, vol. 1, p. 225.
7 Se procederes bem. Deus desejava que Caim compreendesse que, se ele se corrigisse e passasse a viver de acordo com os preceitos divinos, não haveria mais razão para o Senhor mostrar desprazer nem para Caim manter o semblante desapontado e irado. Contudo, se Caim não mudasse, o pecado o dominaria. A frase “o pecado jaz à porta” (como um animal selvagem) é provavelmente um provérbio (ver 1Pe 5:8). CBASD, vol. 1, p. 226.
o pecado jaz à porta. Uso de um termo hebraico que se refere a um demônio mitológico que vigia as portas. Portanto, o pecado fica à espreita como um demônio, pronto para atacar aqueles que lhe abrem a porta. Bíblia de Estudo Andrews.
8 Entrada da morte na sociedade humana. Aquilo que ficara implícito na maldição de Deus se tornou explícito em ações humanas. Bíblia de Estudo Andrews.
Vamos ao campo. Indica que o assassínio foi premeditado. Bíblia Shedd.
Estando eles no campo. O crime de Caim revelou a verdadeira natureza de Satanás como “homicida desde o princípio” (Jo 8:44). Ali já havia brotado o contraste de suas “descendências” distintas dentro da raça humana, um contraste que tem se estendido ao longo de toda a história da humanidade. CBASD, vol. 1, p. 226.
9 Onde está Abel, teu irmão? Assim como ocorreu com Adão e Eva, Deus, então, foi atrás de Caim para pôr a transgressão na devida luz, a fim de despertar arrependimento em sua consciência culpada e criar nele um novo coração. Como Deus havia se dirigido aos pais de Caim com uma pergunta, fez o mesmo com ele. Os resultados, contudo, foram bem diferentes: Caim ousadamente negou a sua culpa. A desobediência havia levado ao homicídio ao qual ele acrescentava a mentira e o desafio, pensando cegamente que poderia ocultar de Deus o seu crime. CBASD, vol. 1, p. 227.
10 A voz do sangue de teu irmão clama. É uma expressão figurada, demonstrando tremenda culpabilidade do criminoso (cf Ap 6.9, 10). Bíblia Shedd.
O trêmulo homicida percebeu que o Deus que tudo vê e tudo sabe via sua alma desnuda. […] Contra toda a desumanidade do homem para com o homem, em todas as eras, o clamor de Abel ascende a Deus (Hb 11:4). Abel encontrou a morte na mão de um parente chegado. Da mesma forma, Jesus, vindo à Terra como parente chegado da raça humana, foi rejeitado e entregue à morte por Seus irmãos. CBASD, vol. 1, p. 227.
11 És agora, pois, maldito. Uma maldição divina já havia sido pronunciada sobre a serpente e a terra (3:14, 17); agora, pela primeira vez, ela cai sobre o homem. CBASD, vol. 1, p. 227.
12 Não te dará ele [o solo] a sua força. Caim estava condenado a vaguear perpetuamente a fim de conseguir alimento para si, para a família e os animais. Havendo sido compelida a beber sangue inocente, a terra se rebelou, por assim dizer, contra o assassino. E quando ele a lavrasse, ela não daria sua força. Caim teria pouca recompensa de seu trabalho. Da mesma forma, posteriormente, é dito que a terra de Canaã “vomitou” os cananitas por causa de suas abominações (Lv 18:28). CBASD, vol. 1, p. 227.
13 Já não posso suportá-lo. A sentença divina transformou a truculência de Caim em desespero. Embora Caim merecesse a pena de morte, um Deus misericordioso e paciente lhe deu mais uma oportunidade de arrependimento e conversão. Mas, em vez de se arrepender, Caim reclamou da punição como sendo mais severa do que merecia. Nenhuma palavra de tristeza saiu de seus lábios, nem mesmo um reconhecimento de culpa ou de vergonha; nada, a não ser a triste resignação de um criminoso que percebe ser impotente para escapar da penalidade que merece. CBASD, vol. 1, p. 227.
14 Eis que hoje me lanças. Caim sabia que estaria barrado, não só das bênçãos da terra, mas também, pela própria escolha, de todo contato com Deus. CBASD, vol. 1, p. 227.
Quem comigo se encontrar. Caim se viu sem esperança de continuar vivo, com medo de que a maldição de Deus implicasse a retirada da restrição divina de sobre aqueles que buscassem vingar o sangue de Abel. Uma consciência culpada o advertia de que ele merecia morrer e que, daí em diante, sua própria vida estava em perigo. Mas a pena de morte, que lhe cabia, foi trocada pelo exílio perpétuo. Em vez de ficar preso, ele devia ficar excluído de toda associação normal e feliz com outras pessoas, e, por sua própria escolha, excluído de Deus. Aquele que havia tirado a vida de seu irmão via nas outras pessoas seus executores em potencial. CBASD, vol. 1, p. 227, 228.
15 Sete vezes. Proteção especial lhe foi concedida, em harmonia com o princípio: “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12:19). O joio precisa crescer junto com o trigo; é preciso permitir que os frutos do pecado alcancem a maturidade para que o caráter de sua semente possa ser manifesto. A vida de Caim e de seus descendentes devia ser uma demonstração do que o pecado faz nos seres racionais (PP, 78). CBASD, vol. 1, p. 228.
Um sinal. O que quer que seja, não era um sinal do perdão de Deus, mas apenas uma proteção temporal. CBASD, vol. 1, p. 228.
17-22 As genealogias têm propósitos diferentes na Bíblia: (1) mostrar a origem comum da humanidade; (2) servir para verificar o direito à propriedade da terra (Lv 25:23, 24), ligada ao senhorio geral de Deus sobre tudo; (3) mostrar a importância da continuidade das linhagens sacerdotal e real; (4) funcionar como ponte entre diferentes períodos nas Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
17 E coabitou Caim com sua mulher. A repentina menção da mulher de Caim não deve criar problema. Gênesis 5:4 declara que Adão “teve filhos e filhas” além dos três filhos cujos nomes são mencionados. Os primeiros habitantes da Terra não tinham escolha exceto se casarem com seus irmãos e irmãs a fim de cumprirem a ordem divina: “Sede fecundos, multiplicai-vos” (ver At 17:26). O fato de que esse costume permaneceu por longo tempo é visto no casamento de Abraão com sua meia-irmã Sara. Tais casamentos foram mais tarde proibidos (Gn 1:28; ver Lv 18:6-17). CBASD, vol. 1, p. 228.
Caim edificou uma cidade. É digno de nota que a primeira “cidade” do mundo tenha sido fundada pelo primeiro assassino, um indivíduo perversamente impenitente cuja vida, completa e irremediavelmente dedicada ao mal, foi vivida em desafio a Deus. Foi alterado, assim, o plano de Deus de que o homem vivesse em meio à natureza, contemplando nela o poder do Criador. Muitos males atuais são resultado direto do agrupamento antinatural de seres humanos em grandes cidades, onde os piores instintos predominam e vícios de todos os tipos florescem. CBASD, vol. 1, p. 228, 229.
18 A Enoque nasceu-lhe Irade. O caráter de Enoque, filho de Caim, está em contraste tão acentuado com o do Enoque da linhagem de Sete, que é impossível identificar os dois como uma só pessoa. CBASD, vol. 1, p. 229.
19 Lameque tomou para si duas esposas. Lameque foi o primeiro a perverter o casamento, tal como este fora estabelecido por Deus, transformando-o na concupiscência dos olhos e da carne, sem ter sequer o pretexto de que a primeira esposa não tivesse tido filhos. A poligamia foi um novo mal que ficou arraigado durante longos séculos. Os nomes das esposas de Lameque sugerem atração sensual: Ada significa “adorno” e Zilá significa “sombra” ou “tilintar”. CBASD, vol. 1, p. 228.
21 De todos os que tocam harpa e flauta. “Harpa”, kinnor [de onde Quinerete, o outro nome do mar da Galiléia/Tiberíades/Genezaré, em forma de lira]. Tendo sido o primeiro instrumento musical do mundo, a “harpa” é mencionada 47 vezes no AT (ver Sl 33:2; etc.). A palavra kinnor é traduzida na ARA e na ARC como “harpa”, embora na verdade seja uma lira. CBASD, vol. 1, p. 229.
22 Naamá. Não se sabe por que a irmã de Tubalcaim é especificamente mencionada. A tradição judaica a identifica como a esposa de Noé. Seu nome, que significa “a bela” ou “a agradável” reflete a mente mundana dos cainitas, que ohavam para a beleza, e não para o caráter, como o principal atrativo das mulheres. CBASD, vol. 1, p. 230.
23, 24 A canção de vanglória entoada por Lameque se contrapõe ao pedido de Caim por proteção divina (v. 13, 14) e ressalta a tendência de degradação da sociedade humana. Lameque queria ser a própria lei. O tema da vingança desempenha um papel importante. Bíblia de Estudo Andrews.
23 Matei um homem. […] esse “cântico” constitui a primeira composição poética do mundo. É difícil saber o significado exato de suas palavras um pouco enigmáticas. CBASD, vol. 1, p. 230.
25 Sete. Depois de relatar o desenvolvimento da ímpia família de Caim, o autor volta a Adão e Eva e repassa brevemente a história daqueles que foram leais a Deus. Pouco após a morte de Abel nasceu um terceiro filho, a quem sua mãe deu o nome de Sete. Sheth, o “nomeado”, a “compensação” ou o “substituto”, em lugar de Abel. Eva, tendo visto que seu filho piedoso estava morto e reconhecendo que as palavras de Deus com respeito ao descendente prometido não podiam encontrar cumprimento no amaldiçoado Caim, expressou sua fé de que o Libertador prometido viria através de Sete. Sua fé foi recompensada, pois os descendentes de Sete obedeceram ao Senhor CBASD, vol. 1, p. 230.
26 Enos. Em seu tempo, iniciou-se um culto mais formal. As pessoas, é claro, haviam invocado o Senhor antes do nascimento de Enos, mas à medida que o tempo passava surgiu uma distinção mais evidente entre aqueles que adoravam o Senhor e aqueles que O desafiavam. A expressão “invocar o nome do Senhor” é usada frequentemente no AT (Sl 79:6; 116:17; Jr 10:25; Sf 3:9) para indicar adoração pública, como ocorre aqui. CBASD, vol. 1, p. 230.
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“Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante?” (v.6).
Após saírem do Éden, Adão e Eva começaram a sentir os resultados do pecado na natureza. Ao contemplarem as folhas que caíam, as flores que murchavam, os animais mudando o seu trato antes dócil para um instinto agressivo; ao perceberem o ar diferente, os espinhos e ervas daninhas que invadiam suas plantações, tudo isso lhes causava dor e sofrimento e a triste e terrível lembrança de sua queda. Tudo ao redor, por mais que ainda lembrasse o seu lar edênico, possuía o hálito da maldade. Ao dar à sua mulher o nome de Eva (Gn.3:20), Adão demonstrou sua confiança no plano da salvação e esperança de que através de sua mulher, nascesse Aquele que esmagaria a cabeça da serpente.
O nascimento de Caim encheu de expectativa o coração do jovem casal, e principalmente daquela cujo coração era esmagado com o peso constante de sua má escolha. E ao dar à luz seu primeiro filho, com esperança exclamou: “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor” (v.1). Algum tempo depois, Eva também deu à luz a Abel. Ambos tiveram acesso à verdadeira educação. Seus pais sabiam que precisavam transmitir a seus filhos a verdade sobre o que havia acontecido e a esperança de um dia estarem novamente no Éden desfrutando da presença e da glória do Senhor. Caim e Abel cresceram vendo seu pai oferecer sacrifícios ao Senhor, em reconhecimento e confiança na promessa pré-estabelecida.
A Bíblia diz que os irmãos tinham ofícios diferentes. Caim era lavrador, enquanto Abel era pastor de ovelhas. De alguma forma, a compreensão acerca dos sacrifícios alcançou o coração de Abel com a fé e a intensidade de quem confiava e amava o Senhor, mas o coração de Caim foi endurecido pelo trágico pensamento de que Deus Se agradaria de sua oferta frugal. A diferença entre os altares de Caim e Abel e o resultado de suas escolhas refletem até hoje a diferença entre o ímpio e o justo.
Eu pergunto, amados: Qual dos altares era o mais bonito? Certamente, era o altar de Caim, com os belos frutos da terra. O altar de Abel, porém, era o altar da fé, do amor e da obediência. Pois “o obedecer é melhor do que o sacrificar”, mas “a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria” (1Sm.15:22, 23). Vocês percebem? A motivação de Caim ao matar seu irmão estava no fato de que “suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1Jo.3:12). Quando alguém fecha o coração para a vontade de Deus e mesmo assim deseja a aprovação divina, ao perceber a bênção desejada na vida de quem é fiel, a suposta piedade se revela em maldade que pode gerar graves e irreparáveis danos.
Caim e Abel representam as duas classes de pessoas que haverá até o fim dos tempos, e a diferença entre a falsa e a verdadeira adoração. Que o Espírito Santo esteja sempre no controle de nossa vida para que tudo o que ofertarmos ao Senhor contenha o aval das Escrituras e seja purificado com o sangue do Cordeiro de Deus.
Pai amado, livra-nos de oferecermos a Ti uma adoração falsa, segundo os nossos próprios gostos e vontades! Queremos ser Teus verdadeiros adoradores, que Te adoram em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Concede-nos um coração disposto a Te servir e a Te obedecer porque nós Te amamos! E purifica-nos com o sangue do nosso amado Redentor! Por Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos! E até amanhã, pela graça e misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 4 – Os efeitos do pecado se multiplicaram rapidamente. A frieza espiritual e suas consequências são logo percebidas neste capítulo.
Após você ler o relato bíblico, te convido a uma reflexão:
• Por que Deus aceitou a oferta de Abel e não o fruto do suado esforço e trabalho de Caim?
• Seria Deus arbitrário demonstrando aceitação por um e rejeição por outro?
• Em Levítico 23:10-11 Deus revela interesse nos frutos da terra como forma de aceitar Seu povo, então, por que rejeitou os frutos de Caim?
• Seria predestinação?
O que realmente importa é: No que consistia a questão da desaprovação de Deus à adoração de Caim?
Ao lermos o texto com pressupostos equivocados, julgaremos mal o caráter justo e gracioso de Deus. Embora sejam sucintos os primeiros capítulos da história humana, a revelação desvenda mistérios, não os cria. Observe:
Após o pecado, o Éden não foi imediatamente retirado do planeta; pois, ao afastar-se de Deus, Caim foi ao lado leste dele (Gênesis 4:16). Subentende-se, então, que Adão compartilhara a triste história de sua vida aos filhos e revelara a providência divina para a tragédia do pecado expressa em Gênesis 3:15, 21.
Do contrário, não haveria sentido algum de Deus indagar a Caim: “Se você fizer o bem, não será aceito?” (Gênesis 4:7) caso ele desconhecesse o que era certo.
O problema foi que a ação contrária à instrução caracterizou desobediência e rebelião de Caim, o qual se apresentou “perante Deus com murmuração e incredulidade com respeito ao sacrifício prometido e necessidade de ofertas sacrificais. Sua oferta não expressava arrependimento pelo pecado”; portanto, “Caim não foi vítima de um intuito arbitrário. Um irmão não fora eleito para ser aceito por Deus, e outro para ser rejeitado. Abel escolheu a fé e a obediência; Caim, a incredulidade e a rebeldia. Nisto consistia toda a questão” (Ellen White).
Toda a história de Caim foi corrupta (Gênesis 4:17-24). Somente surgiu um raio de esperança com o terceiro filho de Adão e Eva: Sete, com seu filho Enos (Gênesis 4:25-26). Reavivemo-nos como Sete e Enos nestes dias de frieza espiritual.
Para quem deseja verdadeira espiritualidade em meio a tantas formas de religiosidade, a revelação é clara: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão” (1 João 3:12) – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 3 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – destaques
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
GENESIS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – texto completo
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/3
Gênesis 3 fala poderosamente a cada um de nós que as escolhas têm consequências eternas. A escolha de nossos primeiros pais no Jardim, junto à árvore, ainda impacta nosso mundo milênios mais tarde. Nossas escolhas pessoais não só nos afetam, mas afetam também nossa família, amigos, colegas de trabalho e até mesmo as gerações vindouras.
Também é interessante observar que quando Adão e Eva pecaram, eles “costuraram folhas de figueira umas às outras para se cobrirem.” (v. 7 NVT). Eles aprenderam rapidamente a limitação das ações humanas para solucionar as consequências do pecado. Existe apenas um remédio para o pecado – Jesus, o Cordeiro que foi morto.
O pecado produz desculpas e culpa. Toda mudança significativa é baseada em nossa escolha. Desculpas não produzem mudanças. A culpa apenas nos aprisiona em comportamentos destrutivos. A mudança ocorre quando cedemos aos sussurros do Espírito Santo e respondemos à iniciativa de Deus para nos salvar. No jardim, Deus tomou a iniciativa. Ele procurou o casal caído e graciosamente os atraiu de volta para seu coração amoroso. Ele fez isso por eles e o fará por nós também.
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1370 palavras
[Nota do compilador: recomendamos a leitura do Comentário Bíblico Adventista sobre Gênesis 3, de cujas 9 1/2 páginas extraímos aqui esta seleção.]
Disse à mulher. Usando a serpente como médium, Satanás achou um momento em que pôde se dirigir à mulher sozinha. Sempre é mais fácil persuadir uma pessoa a fazer algo errado quando ela está longe de um ambiente protetor. Tivesse Eva permanecido junto ao marido, sua presença teria sido uma proteção para ela, e a história sem dúvida teria tido uma sequência diferente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 213.
Deus disse. Observe-se que a tentação está associada à dúvida relativa à Palavra de Deus, “Deus disse”. Bíblia de Estudo Andrews.
2 Do fruto das árvores do jardim podemos comer. … em vez de voltar as costas e correr para o marido, mostrou sinais de vacilação e dúvida e uma disposição para discutir o assunto um pouco mais com a serpente. CBASD, vol. 1, p. 213.
5 No dia …se vos abrirão os olhos. Satanás … acusou a Deus de: (1) Invejar a felicidade de Suas criaturas. … (2) Mentir. … A promessa “se vos abrirão os olhos” sugeria uma então presente limitação de visão que podia ser removida seguindo-se o conselho da serpente. CBASD, vol. 1, p. 214.
Depois de terem sido despertadas na mulher a dúvida e a incredulidade com respeito à Palavra de Deus, a árvore lhe pareceu muito diferente. Três vezes é feita a menção de quão atrativa ela era: agradava ao paladar, aos olhos e ao anseio por mais sabedoria. O olhar para a árvore dessa forma, com o desejo de participar de seu fruto, foi uma concessão ao estímulo de Satanás. Em sua mente, ela já era culpada de transgredir o mandamento divino: “Não cobiçarás”(Êx 20:17). O ato de tomar o fruto e comer dele foi apenas o resultado natural de haver se colocado no caminho da transgressão. CBASD, vol. 1, p. 214.
Tomou-lhe do fruto. Havendo cobiçado aquilo a que não tinha direito, a mulher prosseguiu, transgredindo um mandamento após outro. A seguir ela roubou o que era propriedade de Deus, violando o oitavo mandamento (Êx 20:15). Comendo do fruto proibido e dando-o ao marido, transgrediu também o sexto mandamento (Êx 20:13 [Não matarás.]). Então, quebrou o primeiro mandamento (Êx 20:3) porque colocou Satanás acima de Deus em consideração e obedeceu a ele em vez de ao Criador. CBASD, vol. 1, p. 214, 215.
E deu também ao marido. Observando que não havia morrido imediatamente – o que parecia confirmar a definida afirmação do sedutor: “Não morrereis” – Eva experimentou uma enganosa sensação de enlevo. Desejou que o marido também partilhasse dessa sensação. CBASD, vol. 1, p. 215.
E ele comeu. … o poder de persuasão da esposa aliado a seu próprio amor por ela, induziu-o a partilhar das consequências de sua queda, quaisquer que elas fossem. Em vez de esperar até que tivesse a oportunidade de discutir o trágico assunto com Deus, Adão decidiu tomar o destino em suas mãos. A queda de Adão é a mais trágica, porque ele não duvidou de Deus, nem foi enganado como Eva; agiu sob a segura expectativa de que a terrível ameaça de Deus se concretizaria. … Não foi a escolha de Eva, mas a deliberada escolha de Adão, na plena compreensão de uma ordem expressa de Deus, que tornou o pecado e a morte a sorte inevitável da humanidade. Eva foi enganada, mas o mesmo não ocorreu com Adão … Se Adão tivesse permanecido leal a Deus, apesar da deslealdade de Eva, a sabedoria divina teria resolvido o dilema e evitado o desastre para a raça humana. CBASD, vol. 1, p. 215.
7 Abriram-se, então, os olhos de ambos. Que ironia há nessas palavras, que registram o cumprimento da ambígua promessa de Satanás! Abriram-se os olhos de seu intelecto e compreenderam que não mais eram inocentes. CBASD, vol. 1, p. 215.
9 Onde estás? Deus … o chamou não porque ignorasse o seu esconderijo, mas para levá-lo à confissão. Adão procurou ocultar o pecado por trás das consequências deste e sua desobediência, por trás de seu senso de vergonha, declarando a Deus que havia se escondido devido ao embaraço da nudez. A consciência dos efeitos do pecado era mais aguçada que o senso de pecado em si. CBASD, vol. 1, p. 216.
A mulher que me deste. A resposta de Adão para explicar seu embaraço foi uma desculpa tortuosa e evasiva que acabou sendo uma acusação contra Deus. A que ponto o caráter de Adão havia mudado no curto intervalo de tempo desde que enveredara pelo caminho da desobediência! O homem que havia amado tanto a esposa que intencionalmente violara o mandamento de Deus para não se separar dela, agora fala da esposa com fria e insensível antipatia, como “a mulher que me deste”. … Um dos amargos frutos do pecado é que o coração se torna duro, “sem afeição natural” (Rm 1:31). CBASD, vol. 1, p. 216.
13 A serpente me enganou. Nenhum dos dois deu evidências de arrependimento. Existe, porém uma diferença notável entre a confissão de um e de outro. A mulher alegou que havia sido enganada; Adão admitiu tacitamente que seu ato havia sido deliberado, com pleno conhecimento das consequências. CBASD, vol. 1, p. 216.
15 Entre a tua descendência e o seu descendente. Faz-se referência aqui ao conflito milenar entre a “descendência” ou os seguidores de Satanás (Jó 8:44; At 13:10; 1Jo 3:10) e o descendente da mulher. O Senhor Jesus Cristo é designado, por preeminência, como “o descendente” (Ap 12:1-5; cf. Gl 3:16, 19). Ele que veio para “destruir as obras do diabo” (Hb 2:14; 1Jo 3:8). CBASD, vol. 1, p. 217.
Este te ferirá a cabeça. Adão, que foi vice-rei de Deus na Terra enquanto permaneceu leal, havia cedido a autoridade a Satanás, ao transferir sua lealdade a Deus para a serpente. … Adão começou a perceber a extensão de sua perda quando, de governante deste mundo passou a ser um escravo de Satanás. Contudo, antes de ouvir o pronunciamento da sentença, o bálsamo da esperança foi aplicado à sua alma despedaçada. Para a mulher, a quem havia culpado pela sua queda, ele agora devia se voltar em busca do livramento – na espera pelo descendente prometido, em quem haveria poder para vencer o arqui-inimigo de Deus e do homem. CBASD, vol. 1, p. 218 e 218.
16 O teu desejo será para o teu marido. A palavra heb. shuq, “desejo”, significa “correr atrás de de, ter ardente anseio por algo”, indicando o mais forte desejo possível. Embora governada pelo homem e torturada pelas dores do parto, a mulher ainda sentiria intenso desejo pelo marido. … Prece razoável concluir que esse “desejo” foi dado para aliviar as tristezas da feminilidade e unir ainda mais o coração do marido e da esposa. CBASD, vol. 1, p. 218.
17 Maldita é a terra. Deve ser notado, novamente, que Deus não amaldiçoou Adão nem sua esposa. As maldições foram pronunciadas somente sobre a serpente e a terra. Mas Deus disse a Adão: “Maldita é terra por tua causa”. CBASD, vol. 1, p. 219.
Até que tornes à terra. O Senhor informou Adão que a sepultura era seu destino certo. Ele compreendeu, assim, que o plano da redenção (v. 15) não impediria a perda da vida presente, mas oferecia a certeza de uma nova vida. … A menos que, em misericórdia, fosse concedido um tempo de graça para o homem, a morte teria ocorrido instantaneamente. A justiça divina exigia a vida; a misericórdia divina concedeu uma oportunidade para restaurar essa vida. CBASD, vol. 1, p. 220.
20 E deu o homem o nome de Eva a sua mulher. Este verso … mostra que Adão creu na promessa relativa ao descendente da mulher e manifestou essa fé no nome que deu à esposa. Eva, hawwah, significa “vida”, e é aqui traduzida como zoe pela LXX [versão em grego do AT efetuada antes do nascimento de Jesus]. … Em Gênesis 4:1, hawwah foi imperfeitamente transliterado como eua pela LXX e daí vem a forma “Eva” em nossa língua. CBASD, vol. 1, p. 220.
Por ser a mãe. Adão deu, em fé, o nome “aquela que vive” à sua esposa… Em vez de chamá-la, em desânimo e desespero – como seria de se esperar naquelas circunstâncias – de “a mãe de todos os condenados à morte”, ele fixou os olhos, pela fé, em seu Juiz e, antes mesmo que ela desse à luz seu primogênito, chamou-a, com esperança, de “aquela que vive”. A fé de fato foi para ele “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1). CBASD, vol. 1, p. 220.
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“E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” (v.9).
Antes mesmo da criação do mundo, “Houve peleja no Céu” (Ap.12:7). No coração de um ser criado perfeito, surge o pecado, algo inexplicável que conhecemos como “o mistério da iniquidade” (2Ts.2:7). Conhecido como Lúcifer, um anjo de luz, esse querubim cobridor estava constantemente na presença de Deus e conhecia de perto o caráter do Eterno (Leia Ez.28:14-15). Sua rebelião contaminou o coração de terça parte dos anjos (Ap.12:4), compondo um motim contra Deus e os demais anjos que permaneciam fiéis. Essa guerra gerou uma perda irreparável no Céu e uma enorme tristeza no coração de Deus. Pois “Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles” (Ap.12:7-8).
O Senhor foi vitorioso na batalha no Céu, mas ainda havia uma batalha a ser travada na Terra. A essência do caráter de Deus é o amor; um fato que carrega a verdade de que no amor há liberdade. Certamente, o casal edênico foi advertido quanto a este inimigo oculto que poderia lhes tentar. Mas, astuto e sagaz, Satanás tomou a forma de uma serpente, na primeira sessão espírita da Terra. Com lisonjas e mentiras, fingindo ter interesse no ser humano, “a antiga serpente” (Ap.12:9), avançou em seu propósito de ferir ainda mais o coração de Deus através da queda do primeiro casal. E oferecendo a eles o que ele mesmo cobiçava (Is.14:14), comemorou em triunfo quando Eva comeu daquele fruto e o “deu também ao marido, e ele comeu” (v.6).
A tentação é o meio utilizado pelo Maligno para levar o homem a pecar. Entendam, amados: Tentação não é pecado. Se Eva houvesse ficado tentada a comer, mas não tivesse comido, de forma alguma estaríamos neste mundo de pecado hoje. Por isso é tão perigoso nos aproximarmos das “zonas de tentação”. Satanás sabe exatamente em que nos tentar. Mas, como Adão e Eva foram advertidos quanto ao perigo e às consequências da desobediência, hoje nós também temos a Palavra de Deus, que é viva e eficaz, e nos foi dada como uma bússola na direção de Deus.
Percebam que os olhos do casal foram abertos para o mal e fechados para a glória de Deus, pois perceberam a sua nudez. A forma humana de cobrir a nudez do pecado é ineficaz e nunca seria suficiente. Mas no relato a partir do versículo 8, temos descrito o passo a passo do plano da salvação:
- Deus procura o homem (v.8-9);
- Deus promove o diálogo entre Ele e o homem (v.11-13);
- Deus toma providência contra o mal (v.14);
- Deus traça o plano perfeito para acabar com o mal (v.15);
- Ele não esconde as consequências do pecado, mas promete cuidar do ser humano ao preparar-lhe roupas adequadas e ao vesti-lo (v.16-21).
Sabem, amados, o fato de Deus ter expulsado o casal do Éden, de lhes ter empregado duras consequências e impedido de se alimentarem da árvore da vida, nos revela a graça e a misericórdia de Deus para com a humanidade. Se não houvesse consequências ruins para o pecado, nunca nos daríamos conta de que esta não é a nossa casa original. E se a árvore da vida estivesse ao nosso alcance, o mal seria perpetuado. Ó, maravilhosa providência divina, “para guardar o caminho da árvore da vida” (v.24) até que estejamos prontos para dela desfrutar! Ali no Éden, houve o primeiro sacrifício “do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). E Ele deseja nos vestir das mesmas vestes de Sua justiça. Só assim, estaremos prontos para novamente andar com Deus no jardim que Ele “tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9).
É só uma questão de tempo, meus irmãos, e logo o Senhor esmagará a cabeça da serpente de uma vez por todas (v.15), e nos levará para a Sua “santa cidade, Jerusalém, […] a qual tem a glória de Deus” (Ap.21:10-11).
Nosso Deus e Pai de misericórdias, nós Te louvamos pelo plano da redenção que, em Jesus, se cumpriu perfeitamente de uma vez por todas! Cremos em Tuas promessas e clamamos que nos prepare para Te encontrar, cobrindo a nossa nudez com as vestes de Tua justiça! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justificados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 3 – Esse texto nos conta sobre a maior tragédia humana. Este capítulo nos revela por que não estamos num jardim, onde originalmente Deus colocara a humanidade. Ele mostra como o maravilhoso plano de Deus para nós foi arruinado. Ele explica a origem da dor, do sofrimento, da humilhação, da morte; e também da esperança!
Analisando atentamente este texto em seu contexto, entendemos que Moisés intentava mostrar aos sofredores israelitas que a angústia deles na escravidão egípcia não se dava pela inexistência de Deus, mas pela existência do pecado. E, que a existência do pecado, não se deu pelo fato de que Deus não cuidou bem do que criou, mas pela negligência de nossos primeiros pais.
Desde que o homem e a mulher optaram por confiar em suas próprias conclusões, Deus Se mostrou amoroso por trás de cada acontecimento e de cada capítulo da história humana, almejando reverter a situação. Apesar da porta do mundo ter sido aberta para o pecado e todo seu pacote de desgraça resultando em terríveis calamidades e angústias, Deus está conduzindo à história mundial a um fim glorioso.
Em meio ao medo, vergonha e desespero humanos veio Deus com a solução que eliminaria a morte e todas consequências funestas do pecado. Quando o futuro parecia escuro e incerto, Deus apresentou a primeira e mais importante profecia de toda a Bíblia. Em Gênesis 3:15 Deus revela que O descendente da mulher (Jesus) pagaria altíssimo preço a fim de cobrir a culpa do pecador com a justiça divina, assim como Deus cobriu os dois transgressores com peles de animais (Gênesis 3:19).
Na pior desgraça humana, percebemos a maior graça divina. Os desobedientes que deveriam morrer no dia em que comessem do fruto proibido, não morreram – animais inocentes morreram no lugar deles. Contudo, os pecadores sentiram a morte na pele ao serem revestidos com peles de animais mortos. A morte de Jesus pagaria o resgate da humanidade.
Assim foi revelado o evangelho, as boas notícias de que o mal não existirá eternamente. Em breve a cabeça do autor do pecado será esmagada por Quem já foi ferido na cruz (Romanos 16:20).
Através de Jesus, o desespero se transforma em esperança, a incerteza quanto ao futuro se transforma em certeza de vitória! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.