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II CORÍNTIOS 9 – A teologia de Paulo sobre a doação de ofertas contrasta com muitas campanhas de doações contemporâneas, que apelam para a culpa, barganha ou a obrigação.
Para um público acostumado a questionar as instituições e a buscar experiências autênticas, aprofundar no estudo de II Coríntios 8 e 9 levará a uma compreensão correta, equilibrada e espiritual da contribuição financeira para o avanço do Reino de Deus.
O tema da alegria é um elemento central em II Coríntios 9. Em sua sabedoria, Paulo não impõe uma quantia específica ou estabelece uma forma de dar. Ao invés disso, ele enfatiza a atitude do coração: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9:7).
Este capítulo nos desafia a refletir sobre o ato de dar, não apenas do ponto de vista material, mas especialmente, espiritual.
Após considerar com oração II Coríntios 9, dê atenção aos seguintes princípios:
• A alegria de contribuir deve começar antes mesmo da ação em si, como uma expressão de fé e de gratidão por tudo o que Deus já fez (vs. 1-5).
• Dar com alegria reflete uma compreensão espiritual madura da fé cristã. Quando damos generosa e alegremente, experimentamos a bênção de ser usados por Deus para impactar a vida de outras pessoas (vs. 6-7).
• A alegria vem de compreender que Deus é o verdadeiro provedor e que Ele nos abençoa a sermos bênçãos (vs. 8-10).
• Participar da obra de Deus através da generosidade nos conecta à alegria de testemunhar o impacto eterno de nossas ações (vs. 11-13).
• A generosidade une os crentes em amor, graça e gratidão, promovendo alegria mútua no corpo de Cristo (v. 14-15).
Atos de generosidade aumentam a felicidade e o bem-estar. Pois, ao doar, não apenas ajudamos os outros, mas alcançamos realizações que satisfazem o nosso coração. Além disso, interessante nesse texto sagrado é a promessa de Deus de suprir todas as nossas necessidades (II Coríntios 9:8). Assim, ao confiarmos em Deus, podemos experimentar uma paz e uma alegria que transcendem as circunstâncias.
A maior fonte de alegria é o reconhecimento do presente inefável de Deus, que é Jesus. Toda generosidade cristã é um reflexo da indescritível generosidade divina.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 8– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/8
Este capítulo trata da generosidade. Agora que Paulo terminou de defender seu ministério e após confirmar os crentes de Corinto, ele os desafia a contribuir para um fundo de ajuda aos crentes pobres de Jerusalém (ver 1Co 16:1-4; Rm 15:22-23).
Resumindo: o apóstolo Paulo recorda-lhes que ajudar aos outros é uma questão de igualdade. Ao ajudar os outros, eles colaboravam para manter a igualdade. Apesar das desigualdades sociais, econômicas, e muitas outras que possam existir no mundo, como cristãos, temos a responsabilidade de lutar pelo ideal original de Deus de igualdade.
Na seção final (vs. 16-24) Paulo recomenda três representantes para coordenar o esforço de captação de recursos: Tito (vs. 16, 23) e dois indivíduos não identificados (vs. 18-19, 22-23). Ele adota procedimentos que indicam seriedade e confiabilidade a fim de evitar críticas “quanto ao nosso modo de administrar essa generosa oferta” (v. 20 NVI).
Como membros da Igreja, temos uma responsabilidade sagrada de sermos vigilantes na maneira como lidamos com as finanças, particularmente dentro da igreja, de modo que tudo que fazemos esteja livre de qualquer censura ou suspeita.
Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2650 palavras
A generosidade e como ela é inspirada no próprio ato de Jesus de se tornar infinitamente pobre para que nos tornássemos ricos.
1 Irmãos. Os cap. 8 e 9 constituem uma nova seção, que trata da coleta para os pobres na Judeia (ver com. de 1Co 16:1). A palavra “irmãos” é a nota tônica desta seção. O amor fraternal entre os cristãos é a verdadeira motivação para doar e compartilhar. Em 2 Coríntios 8:1 a 5, Paulo chama a atenção dos coríntios para o exemplo de generosidade apresentado pela igreja da Macedônia, da qual Paulo escreve esta carta. Paulo informou os coríntios anteriormente sobre a questão da ajuda aos cristãos da Judeia e seu plano a respeito da grande coleta (1Co 16:1-4; cf. Gl 2:9, 10). Quando Paulo introduziu a proposta a princípio, cerca de um ano antes (2Co 8:10), eles manifestaram grande zelo, do qual Paulo mais tarde se gabou para outros (2Co 9:3, 4). No entanto, o zelo deles declinou, e quando Paulo escreveu esta carta eles estavam atrasados quanto ao cumprimento das promessas feitas (2Co 9:4, 5). Essa situação possivelmente se deveu ao período de declínio espiritual, mas eles se arrependeram. A conversão dos coríntios era genuína, e Paulo entendeu que eles estavam ansiosos para demonstrar amor de modo prático. Uma característica de ‘conversão genuína é a disposição em fazer ”sacrifícios pessoais por aqueles que estão “em necessidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 978, 979.
Graça de Deus. A liberalidade das igrejas macedônicas foi exercida a despeito da “profunda pobreza” dessas comunidades (v.2), e isso testifica da “graça de Deus” operando no coração delas. Paulo relaciona essa generosidade à verdadeira fonte e salienta ‘aos coríntios que a graça divina é que inspira a generosidade, a doação e o sacrifício. Diz-se que os cristãos são mordomos “da multiforme graça de Deus” (1Pe 4:10). Além disso, pela graça de Deus, os cristãos são mordomos das coisas que possuem. A disposição em doar é uma atitude divinamente inspirada, e assim, uma evidência especial da graça divina. Um espírito liberal busca se manifestar espontaneamente em atos de benevolência. Não requer encorajamento. CBASD, vol. 6, p. 979.
Igrejas da Macedônia. Paulo exaltou estas igrejas como dignas de emulação. Todas foram fundadas por ele: Filipos, Tessalônica, Bereia e talvez outras mais. CBASD, vol. 6, p. 979.
2 Prova. Ou, “teste”. A palavra é usada especialmente para testes de qualidade de metais. Os cristãos macedônios sofreram mais que a aflição comum. Ainda assim, a fé e a experiência deles se provaram genuínas. Eles sofreram por causa da perseguição (At 17:5-9; lTs 1:6-8; 2:14; 3:3-5; 2Ts 1:4-6). Um dos grandes testes de uma experiência cristã triunfante é encontrar alegria, paz e amor em meio à aflição (Mt 5:11, 12; Rm 5:3; 12:12; 1Pe 2:20 , 21). CBASD, vol. 6, p. 979.
Abundância de alegria. A perseguição e a pobreza tendem a reprimir o espírito e a prática da liberalidade. No entanto, a abundância de alegria combinada com pobreza é representada como inspirando generosidade. Tal era o espírito da igreja apostólica (At 4:32-37). CBASD, vol. 6, p. 979.
A profunda pobreza deles superabundou. Figuradamente falando, a pobreza dos macedônios era tal que eles tinham que raspar o fundo de um barril que estava quase vazio. A despeito da completa destituição de bens, eles transbordavam em auxílio aos que estavam em necessidade. A medida do louvor de Paulo aos cristãos macedônios não era à real quantidade doada, embora fosse considerável. O espírito que impelia a doação era o que Paulo destacava como digno de emulação (ver com. de Mc 12:41-44). A pobreza extrema da Macedónia na época devia-se a vários fatores. Três guerras desolaram a área: a primeira delas, entre Júlio César e Pompeu, a segunda, entre os triúnviros, Brutus e Cássio, seguindo o assassinato de César, e a terceira, entre Otaviano e Antônio (ver vol. 5, p. 13, 14, 22-25). A situação dos macedônios era tão desesperadora que eles pediram redução de impostos ao imperador Tibério. Além disso, a maioria dos cristãos vinha das classes sociais mais baixas. CBASD, vol. 6, p. 979.
Generosidade. Neste versículo, denota-se a boa disposição de mente e coração que se manifesta em grande liberalidade. Refere-se não tanto ao que doaram, mas à atitude do coração, que é a base de toda verdadeira doação e que resulta em abnegação espontânea pelo bem-estar dos outros. CBASD, vol. 6, p. 979, 980.
3 Na medida de suas posses. No texto grego, os v. 3 a 6 constituem uma sentença, que explica melhor o tipo de liberalidade mencionada nos v. 1 e 2. Os macedônios doaram além da capacidade e dos meios. A tendência deles não era doar pouco, mas muito. Doavam espontaneamente, sem serem encorajados ou mesmo lembrados, como parecia ocorrer com os coríntios. Era suficiente que os macedônios soubessem da necessidade existente. Eles solicitaram o privilégio de poder compartilhar no ministério aos santos pobres de Jerusalém. O espírito deles exibia completa dedicação e abnegação para a obra do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 980.
A graça de participarem. Os macedônios consideravam a necessidade dos irmãos em Jerusalém como se fosse sua. Para os crentes que viviam na Macedónia, pertencer à grande família cristã significava ter uma causa comum com os companheiros cristãos em sacrifício, em compartilhar pobreza e auxiliar os outros. Até onde podiam e mais além, estavam prontos a ter todas as coisas, mesmo a pobreza, em comum (ver At 2:44; 4:32). Os recursos espirituais, morais, sociais e materiais estavam disponíveis aos outros, prontos para ser utilizados numa causa comum. Na verdade, eles consideravam um favor ser-lhes permitido agir dessa forma. CBASD, vol. 6, p. 980.
5 Como nós esperávamos. Melhor, eles excederam as expectativas de Paulo. Consideraram a coleta não como dever, mas como privilégio. CBASD, vol. 6, p. 980.
Deram-se. A doação dos macedônios vinha de corações gratos e devotos. Eles doavam a si mesmos, e as doações automaticamente os seguiam. Eles doavam a si mesmos nas doações (cf. Pv 23:26). O cristão que doa o coração a Deus nada quer de volta. … Aquele que se doa sem reservas não hesitará em também doar suas posses. CBASD, vol. 6, p. 980.
Vontade de Deus. Os macedônios permitiram que Deus lhes dirigisse a vida, e que a vontade de Deus fosse a deles. Era evidência de conversão completa. CBASD, vol. 6, p. 980.
7 Em tudo. Uma experiência cristã simétrica é um harmonioso desenvolvimento da vida e do serviço, das graças interiores e de sua expressão externa. Qualquer aspecto da vida cristã cultivado à custa de outros aspectos pode se tornar um defeito (ver 1Co 1:5). Os coríntios se distinguiam de tantos modos que seria inconsistente negligenciar a graça da caridade. CBASD, vol. 6, p. 980.
8 Não … na forma de mandamento. Ver 1Co 7:6, 12, 25. A coleta deveria ser concluída por livre escolha, não por uma exigência de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 980.
Sinceridade do vosso amor. Ver com. 2Co 7:11, 16. Paulo n ã o duvidava da sinceridade dos coríntios, mas sabia que a coleta proveria a oportunidade ideal para revelar essa genuinidade. CBASD, vol. 6, p. 981.
9 Conheceis. Paulo declarou-lhes a graça de Cristo, e os coríntios a conheciam por experiência, como o grego evidencia, não apenas como um dogma. CBASD, vol. 6, p. 981.
Que … Se fez pobre. Do gr. ptocheuo, “ser [extremamente] pobre”, “ser um mendigo” (sobre a palavra pochos, o substantivo relacionado, ver com. de Mc 12:42). O tempo verbal utilizado neste versículo salienta a ação de se tornar “pobre”, a encarnação. Cristo Se esvaziou tão plenamente que nada reteve das riquezas que Lhe pertenciam. Ele tomou sobre Si a natureza humana e Se sujeitou às limitações da humanidade. Ele Se tornou pobre a ponto de não fazer nada de Si mesmo (Jo 5:19, 20; ver vol. 5, p. 1013, 1014). CBASD, vol. 6, p. 981.
Sendo rico. Uma alusão à pré-existência de Cristo (ver J o 17:5; ver com. de Fp 2:6, 7; ver Nota Adicional a João 1). Como Ele era criador e rei, o universo era Seu (Jo 1:1, 2; Cl 1:15-17), no entanto, Sua vida terrestre foi de extrema pobreza (Mt 8 : 2 0 ) . Suas riquezas consistiam da natureza e dos atributos da divindade, de milhões de mundos, da adoração e lealdade de multidões de anjos. CBASD, vol. 6, p. 981.
Para que … vos tornásseis ricos. Cristo veio para libertar os seres humanos da pobreza que resulta de buscar as falsas riquezas (ver T3, 401). Em Cristo e por meio de Cristo as pessoas conseguem discernir o verdadeiro valor das coisas, e recebem o privilégio de se tornarem “ricas” nEle, pois herdam todas as coisas (Mt 6:20; Rm 8:17, 32; 1Co 1:5; Ef 1:3-5, 10, 11, 18, 19; 2:6, 7; ver com. de Mt 6:33). CBASD, vol. 6, p. 981, 982.
10 Pois a vós outros. O conselho de Paulo era que os coríntios não deveriam procrastinar mais para completar o que iniciaram no ano anterior. Era desejável que não agissem dessa forma, para seu próprio bem. Procrastinar seria danoso à experiência cristã e os conduziria abertamente à crítica. Um voto a Deus não pode ser repudiado se envolver a integridade cristã (Ec 5:4-5). CBASD, vol. 6, p. 982.
Desde o ano passado. Aproximadamente um ano havia decorrido desde que os crentes coríntios empreenderam uma sincera tentativa para levantar fundos para a igreja de Jerusalém (2Co 9:2). Esse nobre projeto foi interrompido pela disputa e rixa ocasionadas pelos falsos apóstolos. Sendo que a maioria havia reafirmado lealdade a Paulo, o projeto podia ser retomado (ver com. de 2 Co 11:22). CBASD, vol. 6, p. 982.
11 Prontidão no querer. Uma mente disposta torna o pouco aceitável, no entanto, fazer menos do que s e é capaz de fazer é uma negação da boa vontade. Uma vontade generosa é boa, mas isolada, não é suficiente. A vontade deve ser incorporada às obras, para que nossos melhores desejos e energias prestem solidez e força ao caráter. E bom estimar a caridade, no entanto, o ideal deve encontrar expressão prática. Fé e amor, como ideais, nunca alimentarão o faminto ou vestirão o nu (Tg 2:14-20). “Prontidão” é uma disposição espontânea e uma atitude mental para servir a Deus e ao semelhante. Não há’ necessidade de ser encorajado ou direcionado “‘É pela importunação dos outros.CBASD, vol. 6, p. 982.
12 Boa vontade. É a boa vontade que determina a aceitabilidade do dom diante de Deus. Com Deus, a pergunta sempre é: Quanto o seu coração doa? Se o coração não doa nada, o que as mãos podem oferecer não tem valor diante de Deus. O Senhor não precisa de nosso cuidado nem de nosso dinheiro, e não é beneficiado com isso. Uma pessoa pode ter pouco ou nada “para doar, no entanto, um coração disposto é o que santifica o dom. … Não é a quantidade de talentos que uma pessoa possui, mas a devoção e a fidelidade com os quais ela os aprimora é que vale para Deus. CBASD, vol. 6, p. 982.
14 Haja igualdade. Paulo não se refere aqui à igualdade de propriedades ou bens, mas à proporcionalidade dos esforços. Na condição de prosperidade material, os coríntios tinham condições de fazer muito mais que os macedônios, na situação de escassez. (ver com. dos v. 1-5). CBASD, vol. 6, p. 982.
A falta daqueles. Chegaria o tempo em que os coríntios estariam em necessidade, e outros teriam que assumir uma grande parte do fardo. As Escrituras reconhecem o direito da propriedade privada e de que todas as contribuições sejam voluntárias, mas também condena o egoísmo e a cruel negligência dos pobres e necessitados. Se um cristão doa uma grande soma, isso não dispensa os demais da obrigação de contribuir com o puderem. Os que possuem menos bens terrenos não devem se isentar de fazer sua parte proporcional em auxiliar os outros (cf Ef 4:28; 2Ts 3:12). CBASD, vol. 6, p. 982, 983.
15 Muito colheu. Para ilustrar o princípio da proporcionalidade apresentado no v. 14, Paulo alude à colheita do maná no deserto (Êx 16:17, 18). Independentemente da quantidade colhida, cada pessoa tinha o suficiente para suas necessidades. O mesmo princípio deve operar na igreja cristã, não por uma intervenção miraculosa, mas por meio do exercício do espírito do amor pelos irmãos. É a vontade de Deus que cada um tenha uma porção das coisas materiais adequada às suas necessidades. Também é a vontade de Deus que aqueles que, devido à habilidade e oportunidade, colhem mais desses bens, não desfrutem, egoistamente sua superabundância, mas compartilhem com os necessitados (ver com. de L c 12:13-34). Eles são mordomos, não proprietários, dos b e n e f í c i o s terrestres que acumularam, e devem utilizá-los para o bem de seus companheiros (Sl 112:9; Mt 25:14-46). Assim, os males que resultam da superabundante riqueza e pobreza podem ser evitados, CBASD, vol. 6, p. 983.
16 A mesma solicitude. Em primeiro lugar, Paulo elogia a Tito para a igreja de Corinto, expressando gratidão pelo fato de que Tito também está dedicado à coleta. Eles podem contar com a dedicação integral de Tito para a realização da tarefa em questão. … A obra de caridade e filantropia no mundo é essencialmente cristã em sua origem e espírito. Tal espírito não se origina no coração humano, porque é naturalmente egoísta. … Os cristãos podem ser gratos a Deus pela igreja, que inspira seus membros a contribuir para suprir as necessidades de outros membros e também a ministrar às necessidades deles (Mt 20:26, 28). Tito oferece aos coríntios um verdadeiro favor, ao estimulá-los às obras generosas. Em vez de tentar evitar apelos para doar para a salvação e o bem-estar dos demais, os cristãos deveriam agradecer a Deus essas oportunidades. CBASD, vol. 6, p. 983.
17 Partiu. Paulo narra a partida iminente para Corinto, como se eleja tivesse partido, do ponto de vista dos coríntios que estariam lendo a carta. Esse modo de expressão grego característico indica que Tito foi o portador da segunda epístola. CBASD, vol. 6, p. 983.
18 O irmão. Paulo confiou a obra da coleta em Acaia a três homens, Tito e outros dois, cujos nomes não são apresentados. Os três contavam com a confiança das igrejas. Esse arranjo foi planejado para facilitar a coleta e para proteger a todos com relação à coleta, contra a suspeita de apropriação de fundos coletados para uso pessoal. Em vista de que uma minoria em Corinto ainda se opunha a Paulo, era melhor que ele não coletasse fundos pessoalmente. Uma soma considerável foi coletada, e um relatório completo foi devolvido às igrejas, mencionando a quantidade doada e a entrega em Jerusalém (ver v. 20, 21). Paulo sabia que seus oponentes encontrariam falhas nele, caso pudessem achá-las. O ministro do evangelho é aconselhado a ser criterioso com relação ao dinheiro (1Tm 3:3; 1Pe 5:2). CBASD, vol. 6, p. 983, 984.
19 Para a glória. A coleta proposta para os santos em Jerusalém levaria as pessoas a glorificar a Deus. Quem vivia em Jerusalém louvou a Deus porque o evangelho conduziu os gentios a ter interesse prático na condição de necessidade deles, e os gentios encontraram alegria ao ministrar às necessidades de seus companheiros cristãos.CBASD, vol. 6, p. 984.
20 Evitando, assim. Ou, “tomando precauções sobre isso”. Paulo tentou evitar qualquer justificativa para a acusação de que ele estava obtendo benefício pessoal do projeto. Estrita honestidade pode nem sempre ser suficiente nas questões financeiras, nas quais o mínimo descuido pode se tornar ocasião de crítica. O ministro cristão, especialmente, deve exercer cuidado escrupuloso ao lidar com questões financeiras (cf. 1Tm 3:3; 1Pe 5:2) .CBASD, vol. 6, p. 984.
21 Honestamente. Isto é, bom, admirável ou bonito, indicando o que é honorável. Neste versículo, denota a conduta de alguém que tem a excelência do amor e desfruta de uma boa reputação diante dos outros, alguém que é tido em alta estima por sua admirável conduta. Os cristãos não são chamados apenas para ser santos, honestos e puros, mas “também na vista dos homens” devem ser reconhecidos como possuindo a beleza da santidade, honestidade e pureza. O verdadeiro cristão deve exemplificar diante de Deus e dos homens um belo e atrativo modo de vida (Rm 12:17; Fp 4:8; I P e 2:12). CBASD, vol. 6, p. 984.
23 Glória de Cristo. Os três mensageiros de Paulo deveriam ser tratados com o máximo respeito como representantes pessoais de Cristo. A comissão deles redundará para a glória de Cristo. Paulo não poderia ter dado maior recomendação a esses homens.CBASD, vol. 6, p. 985.
24 Manifestai. Os coríntios eram uma exibição pública nessa questão da coleta. A honra deles como igreja estava em jogo. A única resposta adequada da parte deles seria de sincera cooperação com os mensageiros de Cristo e de generosidade para com os cristãos pobres na Judeia. Cada igreja é representante do reino de Deus e, assim, um espetáculo a anjos e seres humanos (lCo 4:9). Nenhum assunto deste reino foi confiado com os dons ou bênçãos de Deus apenas para uso pessoal, embora seja verdade que a experiência com Cristo ou as bênçãos materiais provêm da providência divina. CBASD, vol. 6, p. 985.
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“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” (v.3).
O tema central deste capítulo é a caridade cristã, tanto no aspecto da generosidade através das ofertas quanto da administração das mesmas “para a glória do próprio Senhor” (v.19). Paulo iniciou com um “Provai e Vede” da igreja primitiva, relatando o testemunho das igrejas da Macedônia. A realidade financeira daquelas igrejas de espírito voluntário, porém, não correspondia com as ofertas que enviavam a fim de ajudar seus irmãos em Jerusalém. Manietadas pelas circunstâncias desfavoráveis, certamente elas seriam as últimas igrejas que poderiam oferecer algum tipo de ajuda. Na verdade, poderiam tornar-se igualmente alvo da ajuda dos demais irmãos.
No entanto, o contraste apresentado por Paulo nos revela o genuíno amor cristão e a dedicação em vivê-lo, pois que “no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (v.2). Pela fé, eles “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois” aos irmãos, “pela vontade de Deus” (v.5). Vocês conseguem perceber a sequência? Primeiro eu me entrego a Deus e depois, aos meus irmãos. Esta é a ordem da vitória na vida cristã: primeiro eu para com Deus, depois, eu para com os meus semelhantes, segundo a vontade de Deus. Quando eu assumo um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor, a consequência se manifesta em atos de misericórdia e amor altruísta para com todos.
O que Paulo quis transmitir neste capítulo foi que a nossa vida precisa refletir o caráter dAquele que afirmamos seguir, e este reflexo precisa ser prático. Podemos ser cheios de fé, de conhecimento da Bíblia, de zelo e de orgulho pelo amor que um dia nos alcançou (v.7), mas tudo isso não tem valor aos olhos de Deus a menos que produza a sensibilidade de olhar para as necessidades dos meus irmãos como uma questão de prioridade. Aquelas igrejas pobres e atribuladas não foram persuadidas a ajudar, mas elas mesmas rogaram grandemente para que pudessem participar “da assistência aos santos” (v.4). Eis o que Paulo nos apresenta: o verdadeiro e puro amor cristão.
E não poderia haver comparação mais fiel e perfeita do que esta: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos” (v.9). Quando olhamos para a vida de Cristo, meditando em Seu exemplo de altruísmo e em Seu sacrifício, mergulhamos no universo de um amor sem limites, e nosso caráter vai sendo transformado por intermédio da atuação do Espírito Santo. Primeiro preciso compreender o que Cristo fez por mim, então, o meu papel como cristão será revertido em amor voluntário pelos outros.
Lembrem de Isaías 58, amados. Através do profeta, Deus nos deixou uma mensagem que deve ser declarada “a plenos pulmões”, com “a voz como a trombeta” (Is.58:1). O que o Senhor nos pede não é um religião de rituais vazios. Mas a verdadeira religião, a “religião pura e sem mácula”, que consiste em “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg.1:27).
Que a manifestação da prova do nosso amor para com o próximo seja motivada pela sincera preocupação de quem olhou para o Voluntário da cruz e entendeu que a sua missão é tão-somente imitá-Lo.
Senhor, nosso Deus, Tu és o nosso Pai bondoso que supre as nossas necessidades de uma forma que não merecemos. Quando Moisés pediu para ver a Tua glória, Tu fizeste passar por ele toda a Tua bondade. E toda a Terra será iluminada com a Tua glória nestes últimos dias, quando o Senhor tiver um povo preparado para o Céu, pois tem o Céu no coração. E uma das virtudes do Céu é compartilhar com generosidade. Mata o nosso egoísmo, Pai, para que a Tua bondade se manifeste através de nós. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, “glória de Cristo” (v.23)!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CORÍNTIOS 8 – O líder espiritual deve revelar maturidade espiritual e sensibilidade pastoral ao tratar sobre generosidade e a participação financeira na igreja.
• Paulo revela ser um líder exemplar, e temos lições a explorar neste capítulo.
É importante considerar a relevância da liderança, da estrutura eclesiástica e da união dos irmãos para o avanço do evangelho e do Reino de Deus.
- A liderança exemplifica e motiva a generosidade nas ofertas (II Coríntios 8:1-7): Paulo destaca o exemplo dos irmãos da Macedônia, que, mesmo em meio à pobreza extrema, transbordaram em riqueza de generosidade. A liderança cristã deve apontar para ações concretas de fé e serviço na obra de Deus.
- A generosidade é uma resposta ao Evangelho (II Coríntios 8:8-9): Paulo lembra que Jesus Cristo, sendo rico, Se fez pobre para enriquecer a todos nós com a graça divina. Entender e assimilar à vida esse sacrifício é a motivação suprema para a generosidade cristã. É mais que uma obrigação, é uma resposta de amor ao que Cristo fez por nós: Cada ação de generosidade, seja tempo, recursos ou habilidades, é uma forma de refletir o caráter de Cristo ao mundo.
- A união dos irmãos fortalece a missão da igreja (II Coríntios 8:13-15): Paulo enfatiza o equilíbrio entre os recursos, para que todos tenham o suficiente. A união dos irmãos reflete o espírito do evangelho, onde cada membro deve contribuir, mas de acordo com suas possibilidades, fortalecendo a comunidade: A igreja cresce quando seus membros estão unidos em espírito e propósito, ajudando-se mutuamente para alcançar os objetivos do Reino.
- A estrutura eclesiástica organiza e facilita a obra de Deus (II Coríntios 8:10-20): Paulo menciona que os irmãos organizaram uma coleta para ajudar os santos em Jerusalém. Esse esforço não foi desorganizado; ao contrário, foi cuidadosamente planejado para que houvesse integridade e transparência. Paulo elogia a diligência de Tito e de outros irmãos que foram designados para administrar a coleta: A obra de Deus requer responsabilidade e boa administração.
Enfim, assim como os macedônios participaram generosamente, cada membro da igreja hoje é chamado a contribuir para a missão.
Sejamos líderes exemplares, trabalhemos com organização e unamo-nos em amor, para que o Reino Divino avance com poder e eficácia neste mundo tomado pela dor! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 7– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/7
O verdadeiro arrependimento é o ato de afastar-se do pecado. “A tristeza segundo Deus”, lembra Paulo, “não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação.” (v. 10 NVI)
Então como devemos lidar com uma pessoa que pecou? O exemplo de Paulo é significativo. Em sua segunda carta, ele não expõe o nome da pessoa que havia cometido um erro grave. Anteriormente ele os tinha aconselhado os crentes de Corinto a perdoar aquela pessoa (2 Coríntios 2:5-8). Ellen White nos lembra que, como cristãos, temos a responsabilidade de evitar uma atitude crítica: “É fácil falar contra as falhas e os erros dos outros e, em termos gerais condenar isso e aquilo, mas você já parou para pensar que este é o trabalho que o inimigo está sempre fazendo? … Quanto descanso e paz e felicidade tem você encontrado em se demorar sobre as imperfeições dos seus irmãos? … a sua fé não se tornou enfraquecida e seu discernimento obscurecido? Sua alma tornou-se mais e mais destituída da graça de Deus” (Carta 48, 1893).
Paulo procurou salientar os pontos positivos dos membros da igreja de Corinto (v. 13). Façamos o mesmo, buscando destacar o bem existente nas pessoas ao nosso redor (v. 16).
Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/7
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1 Purifiquemo-nos. As pessoas são incapazes de se purificar, pois não há poder inerente ao ser humano para eliminar o pecado (Rm 7:22-24). O crente pode ser santificado apenas ao permitir que Deus trabalhe nele e por meio dele (Fp 2:12 e 13). O cristão deve utilizar os meios apontados por Deus para a purificação. Deus desperta a vontade para que as pessoas a exerçam. A armadura de Cristo está disponível para todos os cristãos, no entanto, eles têm a responsabilidade de vesti-la. O poder e a graça de Deus são ineficazes em alguém que tem vontade e mente passiva. Deus está com aquele que combate “o bom combate da fé”, e lhe concederá vitória. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 970.
2 Exploramos. Talvez os oponentes tenham acusado Paulo de negligência em relação à grande coleta que solicitou em favor dos pobres em todas as igrejas de Jerusalém. A recusa de alguns dos coríntios em abrir o coração a Paulo e aceitá-lo estava em evidente contraste com a livre associação deles com os falsos apóstolos. Se eles sentiam afeto por pessoas que praticavam o erro, a corrupção e a fraude, por que não deveriam sentir afeto por alguém que não havia feito nenhuma dessas coisas? CBASD, vol. 6, p. 972.
5 Fomos atribulados. Paulo retoma a narrativa da qual ele se desviou desde 2 Coríntios 2:13. Nenhuma igreja fundada por Paulo deu-lhe tantos motivos para aflição e sofrimento como a de Corinto. Muito desse sofrimento foi devido aos falsos apóstolos, que tinham seguido Paulo até Corinto e deliberadamente começaram a destruir sua obra, desacreditar seu apostolado e ridicularizar seu evangelho e sua pessoa. Eles criticavam seu caráter e o acusavam de mau uso do dinheiro, de covardia e falsidade e de usurpaçao de autoridade. Também tentaram impor certas exigências rituais aos conversos gentios, em contradição à posição da igreja. CBASD, vol. 6, p. 973.
Temores por dentro. Isto é, incerteza quanto a resolução das crises. Isso não significa que Paulo estivesse abatido pelo temor. CBASD, vol. 6, p. 973.
10 Tristeza segundo Deus. Isto é, do modo prescrito por Deus ou aceitável a Deus. Não é a tristeza por ser descoberto ou a antecipação de ser punido. É a genuína tristeza, arrependimento, separação do pecado e determinação para resistir, a partir dali, pela graça de Deus, à tentação que conduziu ao pecado. CBASD, vol. 6, p. 974.
12 Não foi por causa. Ao redigir a carta anterior, Paulo demonstrou grande preocupação pelo bom nome da igreja. Ele temia que os pagãos vissem o cristianismo com desprezo e que os judaizantes chamassem a atenção desse desavergonhado caso de incesto como resultado de seu ministério. Mas a igreja lidara com firmeza com o transgressor e ele se arrependera. Assim, o bom nome da igreja fora protegido, e a preocupação de Paulo se voltou para o bem-estar espiritual das pessoas envolvidas. CBASD, vol. 6, p. 976.
16 Confiarem vós. Ou, “coragem acerca de vós”. Este versículo é considerado por muitas autoridades como uma transição ou elo entre o que Paulo escreveu nos capítulos anteriores e o que vem a seguir. Essas palavras descartam todos os erros e mal-entendidos do passado e expressam verdadeira reconciliação. Ao mesmo tempo, oferecem uma introdução adequada ao assunto da grande coleta para os cristãos pobres da Judeia, que Paulo promove entre as igrejas gentílicas. CBASD, vol. 6, p. 977.
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“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (v.10).
Em todo o tempo, Paulo procurou alertar os irmãos coríntios a respeito dos perigos envolvidos quando a vida cristã fica paralisada. O primeiro amor não é um estado inicial apenas, mas deve ser renovado diariamente, “aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (v.1). Na mensagem à igreja de Éfeso, esta verdade fica bem evidente quando Jesus declarou: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:4-5). Não se trata de algo forçado ou de uma tentativa de mostrar aparência de santidade, e sim o resultado da constante obra do Espírito Santo em um coração humilde e submisso.
Grande era o afeto de Paulo para com os coríntios, de forma que todo o seu esforço não era para condená-los, mas para que se sentissem amados através da preocupação e do cuidado que o apóstolo lhes demonstrava. Tomando conhecimento das necessidades de seus irmãos em Cristo, logo procurou motivá-los a buscar a pureza e a santidade que seus atos estavam corrompendo. A visita de Tito, sem dúvida, foi de extrema importância. Tito pôde conviver por certo período com aquela igreja e perceber tanto seus pontos fortes quanto seus pontos fracos. E foi por meio desta fonte segura e sincera que Paulo foi tocado a escrever esta segunda epístola.
Apesar de seu amor e sincero desejo pela salvação dos coríntios, o apóstolo se sentiu triste e em certo momento até arrependido pelo fato de ficar sabendo que a sua primeira carta os “contristou por breve tempo” (v.8). Não é fácil repreender, tampouco gostamos de ser repreendidos. Contudo, Deus faz o que for preciso para nos salvar, e se para isso tiver que nos entristecer, Ele o fará, porque “a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação” (v.10). Por outro lado, “a tristeza do mundo produz morte”, pois que ela não promove arrependimento, mas remorso. A diferença entre Pedro e Judas, por exemplo, foi que Pedro se arrependeu, ao passo que Judas apenas foi “tocado de remorso” (Mt.27:3).
Jesus nos diz: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Somos constantemente atribulados com “lutas por fora, temores por dentro” (v.5) e o nosso “Deus, que conforta os abatidos” (v.6), coloca em nosso caminho pessoas especiais para nos consolar. Paulo e Tito foram estas pessoas na vida dos coríntios e, por algum momento, eles não souberam reconhecer isso. Precisamos, no entanto, ser humildes de espírito para reconhecer as nossas faltas e a nossa total necessidade do auxílio divino. Por vezes, acabamos caindo no perigo da autodefesa, e demonstramos espírito inquieto quando contrariados. Criamos nossos próprios mecanismos de defesa e nos armamos de todos eles para ignorar a voz de Deus através de Sua Palavra ou de algum instrumento humano.
Atentemos para a trajetória dos filhos de Israel, de quantas vezes Deus usou os Seus profetas para alertá-los e corrigi-los e de quanto sofrimento poderia ter sido evitado se tão-somente o povo tivesse dado ouvidos às palavras inspiradas; de como o povo desfrutava de períodos de paz e de alegria quando era obediente. O Espírito Santo deseja reafirmar o primeiro amor todos os dias em nosso coração. E pode ser que para isso Ele tenha que nos orientar através de um instrumento escolhido. Que Ele nos conceda um coração humilde e sempre disposto a ouvir a Sua voz, discerni-la e obedecê-la.
Santo Deus, concede-nos um coração humilde e contrito para aceitarmos o assim diz o Senhor, ainda que contrarie nossos gostos e preferências. Quando vier a repreensão, que nossa mente seja guiada pelo Espírito Santo a aceitá-la e a sermos transformados pelo Teu poder. Que sejamos sempre submissos à Tua vontade porque Te amamos e Te conhecemos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, humildes de espírito!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100