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II CORÍNTIOS 13 – A conclusão apoteótica desta carta de Paulo chama os crentes leitores a um autoexame espiritual. Evangelho é mais um convite a autoexame do que examinar os outros.
O líder espiritual precisa pastorear as ovelhas do rebanho de Deus levando-as a tirar o foco colocado nos outros para colocar em si mesmas. Críticas precisam ser substituídas pela autocrítica.
- Se alguém não administrar corretamente a própria vida, quem dirá a vida dos outros?
Contudo, jamais alcançaremos autoavaliação correta desprovidos do estudo correto da Bíblia e da comunhão com Deus; veja que a comunidade de crentes de Laodiceia declarou: “Rico sou e de nada tenho falta”; quando, na verdade, o diagnóstico de Cristo era contrário (Apocalipse 3:14-22).
Diante disso, é imprescindível atentar para cada detalhe do último capítulo da segunda carta de Paulo aos Coríntios, que eram crentes difíceis de lidar.
A disciplina e a exortação em amor são fundamentais para corrigir o foco da igreja que está desfocada. A exortação e repreensão só são necessárias após usar todos os outros recursos mais brandos, mas sempre se baseando na misericórdia, bondade e amor oriundos do reino dos Céus (vs. 1-4).
O autoexame deve ser uma prática constante na vida de cada crente. O líder espiritual deve convocar sua congregação a fazer isso de vez em quando. Faça o exercício você, agora mesmo. Leia o versículo 5, depois prossiga:
- Examine a si mesmo se realmente estás na fé; tua concepção de crente pode estar fora do padrão bíblico ou do que Cristo espera de ti.
- Provai-vos a vós mesmos, não os outros; quando colocamos o foco nos outros enxergamos o cisco no olho deles, para não perceber as vigas em nossos olhos.
- Se Cristo não está em vós, indubitavelmente já estais absolutamente reprovados; és crente apenas de fachada, cristão só de nome, causadores de problemas na igreja.
Ser reprovado pelos homens não significa ser reprovado por Deus; fique atento, pois Paulo é um exemplo disso (vs. 6-10);
Enfim, os crentes devem amadurecer/aperfeiçoar, consolar uns aos outros, buscar o mesmo parecer e viver em paz e amor, para que Deus Se manifeste entre eles (vs. 11-12).
A Trindade deve abençoar cada comunidade para que viva na plenitude da verdade (v. 13).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS12– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/12
Paulo continua sua defesa de seu ministério que ele começou no Capítulo 11. Sua “vanglória” assume a forma de compartilhamento de sua visão do céu que seus leitores teriam entendido como o lugar onde os anjos e Deus habitam. Paulo oferece essa experiência como autenticidade de seu ministério. Embora Deus o tenha honrado com essa visão, não removeu o “espinho da carne” de Paulo. De acordo com as instruções de Deus (vs 9), Paulo aceitou que essa fraqueza fosse usada para mostrar a força e a glória de Deus, em vez de algo a ser removido.
É interessante notar que Paulo se refere aos milagres (vs 12) como um dos sinais de um apóstolo; no entanto, ele não explora o assunto. Em vez disso, ele parece enfatizar que o maior sinal de um verdadeiro apóstolo não é a realização de “sinais e maravilhas”, mas a presença de amor altruísta e abundante por aqueles por quem ele está trabalhando.
Esse amor paciente é a evidência de Paulo de seu verdadeiro apostolado. Ele promete não ser um fardo para eles; ele se sacrificará pela salvação deles; ele prega Cristo para a Luz deles; e ele lhes deseja o bem, esperando que quando ele os visitar, os encontre arrependidos, evitando contendas entre si.
Verlyne Starr
Professora aposentada da Southern Adventist University e esposa, mãe e avó
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/12
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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614 palavras
1 Se é necessário que me glorie. Novamente Paulo expressa relutância em se envolver no que muitos considerariam uma ostentação. No entanto, as circunstâncias tornaram necessário que ele agisse dessa forma para vindicar seu apostolado e sua mensagem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1015.
2 Conheço um homem. É evidente que Paulo fala de si devido a: (1) esta referência às visões estar no meio de um relato de eventos ligados a seu ministério e vida pessoal; (2) no v. 7, ele designar essas visões e revelações como feitas diretamente a ele; e (3) usar a terceira pessoa para evitar a aparência de ostentação. João, por conta da modéstia e humildade cristãs, de modo semelhante evitou se identificar. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Há catorze anos. Cerca de 20 anos antes, Paulo encontrara Cristo na estrada de Damasco (At 9:1-7). A data desta epístola é cerca de 57 d.C. Catorze anos antes seria a época aproximada em que Barnabé levou Paulo a Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Terceiro céu. Ou , “paraíso”. O primeiro “céu” da Escritura é a atmosfera, o segundo céu refere-se ao espaço onde as estrelas estão, e o terceiro céu, à morada de Deus e dos seres celestiais. Paulo foi “arrebatado” à presença de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1016.
4 Não é lícito. Literalmente, “não é permitido” ou “não é possível”. Paulo tinha sido instruído a não revelar o que viu e ouviu, ou a linguagem humana era inadequada para descrevê-lo. CBASD, vol. 6, p. 1016.
7 Não me ensoberbecesse. Uma afirmação que Paulo repete, para enfatizar, no final do versículo. Deus considerou adequado proteger Paulo de si mesmo. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Espinho. Do gr. skolops, “uma peça de madeira indicada”, “um piquete”. Os papiros também utilizam a palavra para se referir ao estilhaço ou lasca deixada sob a pele e impossível de ser removido. CBASD, vol. 6, p. 1017.
Na carne. A enfermidade era física, não era mental nem espiritual. Era algo evidente, e lhe causava considerável constrangimento bem como desconforto e inconveniência (Gl 4:13-15). CBASD, vol. 6, p. 1017.
Mensageiro de Satanás. Ou, “um anjo de Satanás”. A aflição vinha de Satanás, com permissão de Deus. Do mesmo modo ocorreu com Jó. É da natureza e obra de Satanás infligir sofrimento físico e doença. CBASD, vol. 6, p. 1017.
Para me esbofetear. Literalmente, “golpear com o punho”. O propósito de Satanás era angustiar Paulo e impedir sua obra. O propósito de Cristo em permitir a aflição era proteger Paulo do orgulho. CBASD, vol. 6, p. 1017.
9 Basta. No grego, esta palavra está na forma enfática. A prece não libertou o apóstolo da aflição, mas lhe proporcionou graça para suportá-la. Paulo apelou para a libertação da enfermidade, pois cria que ela era um obstáculo a seu ministério. Cristo mais que supriu sua necessidade com uma provisão abundante de graça. Deus nunca prometeu alterar as circunstâncias ou livrar as pessoas dos problemas. Para Ele, enfermidades físicas e circunstâncias desfavoráveis são questões de preocupação secundária. A força interior para suportar é, de longe, mais manifestação da graça divina do que dominar as dificuldades internas da vida. Externamente, uma pessoa pode estar despedaçada, exausta, esgotada e quase enfraquecida; no entanto, internamente, tem o privilégio de desfrutar perfeita paz, em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1017.
10 Então, é que sou forte. O paradoxo cristão é que ocasiões de fraqueza podem ser transformadas em situações de força. A derrota sempre pode ser transformada em vitória. A verdadeira força de caráter surge da fraqueza, que, desconfiando do eu, é entregue à vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1017.
20 Orgulho. Ou, “arrogância”, “desdém. Este era um dos pecados proeminentes de alguns coríntios. CBASD, vol. 6, p. 1020.
21 Indo outra vez. Paulo teme uma repetição da vergonha e humilhação da visita anterior, muito embora a maioria dos membros estivesse arrependida do modo como procedia. CBASD, vol. 6, p. 1020.
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“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v.10).
A lógica divina é totalmente diferente da lógica humana. É por isso que Paulo também afirmou que “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co.1:25). Muitos confundem a sabedoria e a força com os padrões humanos, limitando Deus a esses padrões terrenos e corruptíveis. Entendem sabedoria como sendo palavras bem escolhidas, e força como sendo determinação. Porém, sabedoria nem sempre está numa boa oratória e força nem sempre se encontra em alguém determinado. Ambos são dons de Deus, disponíveis a todo aquele que os busca com sinceridade.
Além de ter que expor os reveses de seu ministério, Paulo continuou declarando sobre as “visões e revelações do Senhor” (v.1) que o haviam impactado. Teve o privilégio de receber sonhos e visões e, algumas vezes, pôde ouvir e ver o próprio Jesus. Diante de tamanhas revelações, considerou seu “espinho na carne” (v.7) uma forma do Senhor livrá-lo da exaltação própria e da soberba. Apesar de seus clamores para que fosse liberto deste mal, a resposta de Jesus o impactou e o fez compreender a lógica do Céu: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (v.9).
Não sabemos do que se tratava esse “espinho na carne, mensageiro de Satanás” (v.7). Pode ter sido alguma enfermidade, ou alguém que o perturbava, mas uma coisa é certa, Paulo estava incomodado e gostaria de se ver livre disto. Mas ao invés de ter seu pedido atendido, Jesus apresentou a Sua preciosa graça como suficiente e a fraqueza de Paulo como impulsionadora do “poder de Cristo” (v.9). E o que antes lhe era um incômodo, passou a ser um incentivo para estar cada vez mais perto de Deus e uma maneira de sempre reconhecer a sua total e constante dependência dEle.
Mesmo no meio do professo povo de Deus há aqueles que se julgam sábios e fortes aos próprios olhos, chamando palavras rudes de sabedoria e autoritarismo de força. Da mesma sorte, muitos cristãos têm sido enganados por homens fraudulentos que só visam seus bens. A preocupação de Paulo e a do verdadeiro cristão deve ser de procurar sempre o bem do outro, de gastar-se em prol da salvação de pessoas, de mostrar o caminho em que devemos andar, andando também por ele. Tudo o que compartilhamos com vocês aqui no Reavivados, “falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação” (v.19). Tudo para que possamos crescer juntos na graça de Cristo e nos desenvolver na vida em todos os seus aspectos, mas, principalmente, no espiritual.
Não permita que “haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” (v.20), pois tudo isto endurece o coração. Pedir perdão ou “dar o braço a torcer” não é sinônimo de fracasso, mas de conquista; é o reconhecimento de nossa fraqueza, abrindo espaço para a atuação do poder de Deus. “Temo” (v.20), porém, que muitos de nós “pecaram e não se arrependeram” (v.21). Que sustentando aparência de fortes e oratória de sabedoria não tenham ainda caído em si de que têm levado perante Deus “ofertas vãs” (Is.1:13). Que o Espírito Santo nos conceda um coração de carne, que possa ser moldado à imagem do caráter de Cristo. Lembremos de Sansão, de como a sua força e sabedoria humanas o levou ao fundo do poço, e de que foi no seu momento de maior fraqueza que Deus o fez sobremodo forte. Eis o segredo da verdadeira força: reconhecer as nossas fraquezas e que a força é um dom de Deus dada no tempo oportuno.
Nosso amado Senhor e Deus, acredito que cada um de nós está atravessando algum momento difícil. À medida em que o grande conflito se intensifica, sentimos a peso da atmosfera de um mundo abalado pela ira de um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta. Mas, como Paulo, queremos manter os nossos olhos em Cristo Jesus. Queremos entregar nossas angústias e fraquezas a Ti e confiar que o Senhor as está usando para a nossa salvação e salvação de outros. Ainda que nada somos, o Senhor nos escolheu para sermos Tuas testemunhas. Então, Pai, nos ajuda e nos ensina a lidar com as dificuldades sem perder a fé e a esperança de que logo o Senhor voltará. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortalecidos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CORÍNTIOS 12 – Há pessoas complexas e complicadas na igreja. Os ministros devem ser firmes com elas.
Paciência é um dom que pastores devem pedir a Deus para ser coerente com o poder do evangelho.
Satanás incomoda demasiadamente. Apenas quando estamos envolvidos no amor de Cristo e confiando que Deus sabe o que é melhor para nós, é possível ter prazer em meio aos dissabores da vida, alegria em meio às fraquezas, satisfação frente à perseguição e oposição dos de fora e também dos de dentro.
II Coríntios 12 é instrutivo:
- Ter privilégios espirituais ou visões excepcionais não garantem que o pastor será blindado frente aos infortúnios e obstáculos apresentados por Satanás (vs. 1-6).
- Ser profeta ou apóstolo não é garantia de que a vida será pacífica, calma e isenta de problemas. Nem sempre nossas orações serão respondidas como queremos ou mais do que almejamos; contudo, sempre será como Deus intenciona, visando o aperfeiçoamento de Seus servos (v. 7).
- A desgraça vivida pela humanidade só pode ser curada com a graça de Deus aliviando a dor e dando suporte para enfrentar o que não foi aliviado. Na fraqueza, precisamos aprender a depender da força divina; nas nossas limitações, devemos confiar no Deus Todo-poderoso (vs. 8-10).
- Quando Deus é prioridade, nada mais importa para Seus servos, somente Sua bendita vontade.
- Deslealdade, ingratidão e irresponsabilidade dos membros da igreja não devem desmotivar aos ministros de Deus; apesar da indiferença e indisposição dos cristãos que vivem a infantilidade espiritual, os ministros devem, como Paulo, agir com paciência e tolerância (vs. 11-21).
Ser ministro não é fácil. Há problemas por todos os lados, o tempo todo. A pressão é grande, mas Deus é maior. Sendo assim, reflita:
- O ministério não é para pessoas fortes, mas para os fracos que dependem da força de Deus.
- Também não é para os perfeitos, mas para que aqueles que, como Paulo, dependem da graça de Deus frente aos espinhos – os quais são agentes satânicos causadores de dores.
- O ministério pastoral é uma função especial numa sociedade mergulhada no lamaçal do pecado, visando à transformação radical de quem se torna cristão.
A grande questão aqui não é porquê sofremos, mas como respondemos ao sofrimento. Portanto, reavivemo-nos com o poder da graça divina! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS11– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/11
Paulo expressa sua terna consideração pelos crentes de Corinto comparando-se a um pai que apresenta sua filha casta — a igreja — para ser prometida em casamento a Cristo. Agora, ele vê um relacionamento que está sendo rompido e não consegue entender como os crentes de Corinto estão sendo afastados de Cristo. É por causa da presença desses autoproclamados superapóstolos? É porque ele não pediu apoio financeiro deles? É porque ele foi perseguido pela causa de Cristo e eles têm vergonha dele? É porque ele de alguma forma pareceu fraco para a igreja de Corinto?
Obviamente, Paulo está ciente do mau tratamento que esses superapóstolos infligiram à igreja de Corinto. Em uma série de contrastes acentuados entre esses outros líderes “espirituais” e ele mesmo, ele os mostra como fraudes diabólicas e mentirosos que se gabam de seu próprio valor.
Continuando em tom de sarcasmo, Paulo diz que também pode se gabar! Paulo sabe, porém, que sua descrição de suas múltiplas punições pelo evangelho será vista como fraqueza, não força. Essa discussão sobre suas fraquezas leva o leitor ao Capítulo 12, onde Paulo postula que o poder de Cristo é aperfeiçoado em nossa fraqueza.
Verlyne Starr
Professora aposentada da Southern Adventist University e esposa, mãe e avó
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/11
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1 Minha loucura. Os críticos de Paulo fizeram parecer que o apóstolo era um insensato, então, como “insensato”, ele se gloria de suas “fraquezas” (2Co 11:30). Paulo também fala, apologeticamente, de sua glória como “loucura”. Gloriar-se como os críticos de Paulo “faziam era, para ele, a mais grave loucura, uma glória que ele considerava incompatível com sua humildade, dignidade e responsabilidade apostólicas. Tal glória era oposta ao espírito de Cristo. Paulo se sentia ridículo em ser colocado numa posição na qual, para defender sua autoridade apostólica, parecia necessário fazer o que seria considerado autoglorificação. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1002.
8 Salário. Paulo não afirma que tomou algo da igreja de Filipos de modo desonesto. As doações que havia recebido foram feitas voluntariamente e representavam um sacrifício real por parte dos doadores. Essas doações possibilitaram que ele devotasse mais de seu tempo a Corinto, para estabelecer a igreja ali. De certo modo, os coríntios foram beneficiados pelos macedônios; a pregação do evangelho nada custou aos coríntios, pois Paulo era sustentado por outras pessoas (2Co 11:9). CBASD, vol. 6, p. 1006.
13 Falsos apóstolos. Eram, nominalmente, judeus cristãos e alegavam ser apóstolos de Cristo. Eles se uniram à igreja cristã, no entanto eram impostores, meros pretendentes que haviam usurpado a autoridade, os direitos, ofícios e privilégios dos verdadeiros apóstolos de Cristo. Na ausência de credenciais genuínas, recorreram a disfarce e subterfúgio. CBASD, vol. 6, p. 1007.
17 Não o falo segundo o Senhor. Paulo nega que o que está prestes a dizer seja por ordem divina. Ele fala apenas em defesa própria. Caso ele não tivesse deixado claro esse ponto, ele poderia parecer ter justificado a jactância de seus inimigos. A razão de Paulo para se gloriar seria claramente compreendida. De um ponto de vista exterior, talvez a autodefesa de Paulo pode parecer tola, o que ele mesmo reconhece. No entanto, do ponto de vista de seus motivos, está plenamente justificado em agir assim. CBASD, vol. 6, p. 1008.
23 São ministros […]? Professando ser judeus conversos, alegavam ser porta-vozes de Cristo. Paulo negava essa afirmação. Como judeu, Paulo era igual a eles. No entanto, quanto ao relacionamento com Cristo (que é o teste fundamental em qualquer tempo), Paulo afirmava ser melhor do que os falsos apóstolos, o que se confirma pela própria autoavaliação deles. Como evidência, Paulo salienta as obras que de longe ultrapassam as deles, quanto a abnegação, a extensão e os resultados. Eles procuravam usurpar os frutos das obras de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1011.
32 Aretas. Registros históricos revelam que a Síria, incluindo Damasco, tinha sido uma província romana desde aproximadamente 64 a.C, antes de estar sujeita aos nabateus. Não se sabe como Aretas IV, um rei independente de Nabateia, que reinou de 9 a.C. a 39 d.C. (ver, vol. 5, mapa, p. 26, 51, 52), estaria no controle de Damasco na época à qual Paulo se refere. E possível que o imperador tenha designado a cidade a Aretas na época para assegurar amizade, ou por outras razões políticas desconhecidas. Aretas dificilmente a teria tomado à força dos romanos. CBASD, vol. 6, p. 1013.
Para me prender. Isto é, por influência dos judeus. CBASD, vol. 6, p. 1014.
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“Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (v.3).
No princípio, quando o Senhor disse: “Haja luz” (Gn.1:3), este pequeno planeta no vasto universo começou a ganhar forma e vida. O que era sem forma e vazio tornou-se a mais bela e harmônica obra cheia das mais variadas criaturas de rara beleza. É nesse cenário que encontramos inserido o primeiro casal humano, nos dois primeiros capítulos da Bíblia. A partir do capítulo três de Gênesis, o mundo imergiu nas trevas do pecado alcançando os nossos dias, até que se cumpram os dois últimos capítulos da Bíblia com a recriação: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram” (Ap.21:1). E o mais profundo desejo do apóstolo Paulo era preparar a igreja “como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (v.2).
Não podemos esquecer que estamos todos inseridos num grande conflito. De um lado está Deus nos convidando à vida e à bênção, do outro, Satanás, nos impelindo à morte e à maldição. Foi assim desde que, disfarçado em serpente, “enganou Eva com a sua astúcia” (v.3). Seu engano continua sendo astuto e sagaz. Chamando a atenção para o que atrai as mais diversas classes, Satanás continua disparando as suas setas inflamadas contra a humanidade, destruindo a muitos enquanto os faz pensar que estão fazendo uma escolha inteligente. E o cristianismo tornou-se seu alvo principal não no sentido de destruí-lo, mas de reinventá-lo; uma religião que “prega outro Jesus” (v.4), um “Jesus” sentimentalista, camarada e tolerante, completamente diferente de Cristo Jesus, cuja bondade conduz ao arrependimento, cujo amor constrange, cuja amizade transforma e cuja justiça salva.
Paulo percebeu que os irmãos de Corinto estavam aceitando com facilidade falsas teorias de ministros de Satanás disfarçados “em ministros de justiça” (v.15). A comparação de que “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (v.14) nos alerta quanto ao perigo do engano. Quando comissionado para o dom profético, Ezequiel recebeu do Senhor uma advertência bem clara: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Não era fácil para os profetas lidar com as situações adversas, dentre elas o desprezo e a perseguição daqueles a quem tentavam salvar. Também não foi fácil para Paulo ter que escrever cartas com mensagens “graves e fortes” aos seus irmãos (2Co.10:10). Mas o seu objetivo, em primeiro lugar, estava em fazer a vontade de Deus, ainda que isto lhe custasse passar pelas mais diversas e adversas situações, como bem registradas nos versos 23 ao 28.
Aproxima-se uma tempestade que abalará este frágil planeta e revelará o ouro refinado no fogo: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Os enganos de Satanás tomarão proporções tão acima de tudo o que este mundo já viu, que, enganariam, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). E só estarão prontos para resistir, aqueles que estiverem bem alicerçados na Palavra da Verdade. Que, como Paulo, possamos dizer em palavras e atitudes: “A verdade de Cristo está em mim” (v.10). Nas palavras inspiradas do profeta Zacarias: “Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (Zc.8:16-17).
Ellen White escreveu: “É o Espírito Santo, o Consolador, o qual Jesus prometeu enviar ao mundo, que transforma nosso caráter na imagem de Cristo; e quando isto é realizado, refletimos como num espelho, a glória do Senhor. Isto é, o caráter daquele que assim contempla a Cristo é tão semelhante ao dEle, que quando alguém olha para ele vê o próprio caráter de Cristo brilhando como de um espelho. De modo imperceptível a nós mesmos, somos transformados dia a dia, de nossos caminhos e vontade nos caminhos e vontade de Cristo, no encanto de Seu caráter. Assim crescemos em Cristo, e inconscientemente refletimos Sua imagem” (Refletindo a Cristo, CPB, p.12). Que possamos permitir esta boa obra do Espírito Santo em nossa vida. Então, meus irmãos, nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo, que nos será por escudo e proteção no dia mau.
Pai de amor e bondade, estamos vivendo dias solenes e ao mesmo tempo muito difíceis. O próprio Paulo nos advertiu isso e ainda acrescentou que a forma de piedade não é prova de que há poder, e que precisamos fugir de pessoas assim. Ao mesmo tempo, necessitamos muito da Tua sabedoria para saber lidar bem com as situações adversas de forma que, se possível, tenhamos paz com todos. Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, que ao olharmos para trás possamos perceber em cada momento difícil a Tua mão protetora e restauradora sobre nós. E que o Teu Espírito continue falando conosco todos os dias através da Tua Palavra, nos santificando. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados na Verdade!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100