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GÁLATAS 2 – Servir a Cristo requer compromisso com a verdade, mesmo quando isso significa ir contra expectativas particulares ou enfrentar a resistência. Por isso Paulo, desde Gálatas 1, identifica que seu chamado e serviço pertencem exclusivamente a Cristo, não ao público. Ele reconhece que seu ministério foi recebido diretamente de Deus (Gálatas 1:12), o que significa que sua responsabilidade está em ser fiel ao evangelho que lhe foi confiado.
• A igreja não é uma instituição democrática onde as pessoas definem a missão, mas uma comunidade espiritual sob a autoridade de Cristo.
• O pastor ou os líderes espirituais não são empregados da congregação, mas servos de Deus chamados a guiar os membros da Igreja segundo a Palavra de Deus.
O foco do líder espiritual não é agradar as multidões, mas convocar as pessoas a adorar fielmente a Deus; não é conquistar a aprovação humana, mas a divina. Assim com Gálatas 1, Gálatas 2 é um chamado para colocar Deus no centro de tudo. Tanto a congregação quanto a liderança eclesiástica devem fazer isso, mesmo que para isso tenham que enfrentar oposição e incompreensão.
Ao relatar sua viagem a Jerusalém, Paulo deixa claro que buscava confirmar que o evangelho por ele pregado era o mesmo confiado aos demais apóstolos. Contudo, sua submissão não era às autoridades humanas, mas a Cristo (Gálatas 2:1-10). Isso nos lembra que a missão da igreja e a administração eclesiástica não devem ser definidas por consenso humano, mas pela direção divina.
A postura de Paulo em relação a Pedro (Gálatas 2:11-14) é um exemplo de coragem e fidelidade à verdade. Mesmo sendo Pedro uma figura de grande respeito, Paulo o confronta publicamente quando percebe que sua atitude não estava alinhada com o evangelho. Isso ensina que a lealdade à Palavra de Deus deve ser maior que o desejo de manter harmonia superficial.
• No corpo de Cristo, corrigir equilibradamente faz parte de preservar a pureza da fé e a unidade verdadeira.
• Os pastores não são chamados a adaptar a mensagem para agradar ao público (cultura), mas a chamar as pessoas a adaptar a vida à mensagem do evangelho bíblico.
Gálatas 2:15-21 nos mostra que a igreja deve ser um lugar onde a graça de Deus é proclamada, vivida e protegida contra distorções.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÁLATAS 1– Primeiro leia a Bíblia
GÁLATAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gl/1
Embora Paulo certamente não se opusesse à obediência, ele percebeu que os indivíduos dentro da igreja que estavam insistindo na circuncisão estavam inadvertidamente tornando o comportamento humano um pré-requisito para a salvação, que é o legalismo. Gálatas é o apelo apaixonado de Paulo aos novos crentes gentios para permanecerem fiéis ao evangelho.
Como parte de sua saudação inicial, Paulo nos lembra que a salvação está enraizada no que Jesus já fez pela raça humana ao dar Sua vida como um sacrifício substitutivo pelos nossos pecados – um sacrifício que traz consigo não apenas o perdão dos pecados, mas também a libertação de seu poder escravizador (v. 4). Esta mensagem do evangelho não foi algo que o próprio Paulo inventou. Ele a havia recebido diretamente do Cristo Ressuscitado que apareceu ao apóstolo na estrada de Damasco, transformando-o de um perseguidor em um seguidor do próprio Cristo (vv. 11-24).
E quanto a nós? Por meio de nossas ações e palavras, estamos inadvertidamente substituindo a suficiência total de Cristo para a salvação por alguma forma de comportamento humano? Que o nosso tempo gasto na carta de Paulo nos lembre que o evangelho é para sempre e sempre a respeito do que Cristo fez, não a respeito do que devemos fazer.
Carl P. Cosaert
Universidade de Walla Walla, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gal/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1880 palavras
1 Paulo não demora em lançar o fundamento que indica o propósito da epístola. O evangelho que ele prega não é de origem humana, mas divina. Seu apostolado, posto em dúvida pelos judaizastes (v. 7), é importante para sustentar a veracidade de sua mensagem. Bíblia Shedd.
Apóstolo. Habitualmente, Paulo fala de si mesmo como apóstolo sem tentar justificar sua reivindicação ao título. Aqui, no entanto, a defesa prolongada de seu apostolado indica que as igrejas às quais ele se dirigia tinham dúvidas a esse respeito. Seu evangelho era de origem divina. Ele era genuinamente convertido e tinha sido recebido à comunhão das igrejas da Judeia. Sua posição sobre a circuncisão fora aprovada pelos líderes de Jerusalém. Seu chamado como apóstolo aos gentios fora reconhecido por eles. Sua autoridade como apóstolo era igual à dos doze. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1034.
Não da parte de homens. Seus oponentes negavam sua pretensão de autoridade apostólica, alegando que ele não havia sido, nomeado nem comissionado pelos doze. Isso ele admite, mas, ao mesmo tempo, reivindica uma ordenação ainda mais importante. CBASD, vol. 6, p. 1035.
Ele não tinha uma chamada normal de um ministro comum, mas uma chamada extraordinária do céu para esse ministério. … Os homens não devem, de forma alguma, orgulhar-se de qualquer autoridade que possuam, todavia, às vezes, pode ser necessário afirmá-la. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
O ressuscitou dos mortos. A ressurreição é a afirmação central da fé cristã (v. At 17.18; Rm 1.4; 1Co 15.20; 1Pe 1.3), e, como Paulo tinha visto o Cristo ressurreto, tinha a qualificação para ser apóstolo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Galácia. Paulo provavelmente emprega o nome em referência à província romana da Galácia (a moderna Turquia Central), incluindo uma área ao sul, que ele percorreu em sua primeira viagem missionária. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
irmãos meus. A mensagem de Paulo não é sua opinião particular; em vez disso, contava com o apoio da comunidade como um todo. Bíblia de Estudo Andrews.
2 igrejas. Que se reuniam nas casas. Bíblia de Estudo Andrews.
Essa era uma carta circular, dirigida a várias congregações. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 graça a vós outros e paz. Todas as cartas de Paulo começam mencionando essas duas bênçãos de Deus. “Graça”traduz o termo grego charis, que significa “um ato de bondade imerecido”. … Aplica-se a tudo o que Deus nos deu em Cristo, sem que tivéssemos obtido por merecimento ou que possamos devolver. “Paz” aplica-se ao relacionamento inaugurado pela morte e ressurreição de Cristo (1.4) entre Deus e os que crêem no evangelho. Bíblia de Genebra.
A graça inclui a boa vontade de Deus para conosco e a paz sugere todo conforto interior e a prosperidade exterior que nos são necessários; elas vêm de Deus, o Pai, por Jesus Cristo. Observa-se primeiro a graça, e depois a paz, pois não pode haver uma verdadeira paz sem a graça. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Deus, nosso Pai e do [nosso] Senhor Jesus Cristo. Salienta a identidade e a harmonia entre o Deus do AT e o Cristo do NT. Bíblia de Estudo Andrews.
4 presente era perversa. Ao contrário da era do porvir (o contrário da era messiânica), essa era presente é caracterizada pela iniquidade (Ef 2.2; 6.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A verdade central do evangelho – a morte expiatória de Cristo no nosso lugar – também nos extrai deste mundo corrupto e nos coloca no reino de Deus (Cl 1.13). Bíblia Shedd.
6 Admira-me (RA; ARC: “Maravilha-me”). Expressão de profundo desagrado de Paulo. Bíblia de Estudo Andrews.
A deserção deles lhe encheu da maior tristeza e angústia. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
tão depressa. Tão pouco tempo após a sua conversão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo admirava a susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos seus oponentes. Bíblia Shedd.
vos chamou na graça. A graça de Deus vem até nós por iniciativa dele mesmo, através de seu chamado, e não por causa de coisa alguma que tenhamos feito por merecê-la (1.15; Rm 4.4-8; 8.30; 9.11-13). Bíblia de Genebra.
outro evangelho. Os oponentes de Paulo ensinaram que a circuncisão seria um rito que aperfeiçoaria a fé em Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.
7 outro. (gr allos). Do mesmo tipo e valor. “Outro”, no v. 6, é heteros: de tipo diferente. Bíblia Shedd.
algumas pessoas. Os judaizantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os judaizantes estavam em ação na Galácia quando Paulo escreveu esta carta. Bíblia de Estudo Andrews.
Cristãos judeus que acreditavam, entre outras coisas, … que o gentio convertido ao cristianismo agisse de acordo com certos ritos do AT, especialmente a circuncisão.
Provavelmente cristãos de origem judaica provenientes de Jerusalém, os quais insistiam em exigir dos gentios não apenas que cressem em Jesus Cristo mas também que aceitassem a circuncisão e, desse modo, se tornassem judeus (2.3-5, 12; 6.12-13). Vário indícios dessa ideia estavam disseminados entre os cristãos de origem judaica na Igreja Primitiva (At 15.1; 21.20-21; Fp 3.2-3). Bíblia de Genebra.
Perturbam. Do gr. tarassõ, “agitar”, “perturbar”, “confundir” a mente com relação a alguma coisa. Neste caso, sugerindo dúvidas e escrúpulos acerca da validade do evangelho proclamado por Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8 anátema. Condenado à danação eterna. Bíblia de Estudo Andrews.
Do gr. anathema, “uma coisa amaldiçoada”, isto é, dedicada ao castigo merecido. Neste caso, a sofrer a ira de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8-9 Aqueles que exigem mais do que a fé em Jesus Cristo para a salvação, ainda que suas credenciais sejam as melhores, distorcem completamente o evangelho. Os pregadores do falso evangelho estão debaixo da condenação de Deus. Bíblia de Genebra.
9 já dissemos. Não se refere ao v. anterior, mas à segunda visita aos gálatas (At 14.21 ss), quando os missionários os advertiram contra essa propaganda insidiosa. Bíblia Shedd.
evangelho … que recebestes. Em 2:16, Paulo faz uma síntese do evangelho que estabelece os parâmetros da proclamação cristã. Bíblia de Estudo Andrews.
10 favor. Tentar obter a aprovação. A pessoa preocupada demais com a opinião dos outros a seu respeito não pode servir a Deus (ver 6:14). Bíblia de Estudo Andrews.
Em sua doutrina, ele não se conformava às pessoas, nem para ganhar afeição, nem para evitar o ressentimento delas; mas o seu grande cuidado era ser aprovado diante de Deus. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Agradar a homens e a Cristo ao mesmo tempo é impossível. … se Paulo é um escravo (gr doulos) de Cristo, não pode ambicionar o favor dos homens. Bíblia Shedd.
Servo de Cristo. Paulo anteriormente levava o “jugo da escravidão”(5.1), mas, tendo sido liberto do pecado pela redenção que há em Cristo, passou a ser escravo da justiça, escravo de Deus (v. Rm 6.18, 22). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como servo de Cristo, Paulo devia fazer todo o possível para salvar as pessoas, não para agradá-las. Se ele tentasse “agradar as pessoas”, sem considerar sua obrigação como pregador do evangelho, ele não seria fiel à sua vocação como servo de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
11 não é segundo o homem. Paulo argumenta que a sua autoridade vem tão somente de Deus, apenas confirmada pelos apóstolos de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
12 mediante revelação. Ver At 9.3-5; 22.6-10; 26.13-18; 1Co 15.8. Bíblia de Genebra.
13 “Judaísmo” é o termo para a fé e o modo de vida judaicos desenvolvidos no período entre o AT e o NT [período intertestamentário] … O termo é derivado de Judá, o Reino do Sul, extinto no século VI a.C, com o exílio na Babilônia. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
Paulo foi criado na religião judaica. Além de ter rejeitado a religião cristã, ele foi um perseguidor da mesma e havia se aplicado com a maior ira e violência a destruir os cristãos. O apóstolo não foi levado ao cristianismo puramente por aprendizado, pois ele foi criado em inimizade e oposição ao mesmo. Eles poderiam razoavelmente supor que precisaria ter sido algo extraordinário que realizou uma mudança tão grande nele. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
14 tradições de meus pais. Referência ao farisaísmo, que seguia as tradições judaicas, além das Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
extremamente zeloso. Paulo gostava de mostrar a oponentes como os da Galácia que ser um judeu, ainda que um judeu zeloso, não é suficiente para a salvação. Paulo via sua própria experiência como prova de que o zelo pela lei não podia salvar (Rm 9.30-10.4; 2Co 11.22; Fp 3.4-6). Bíblia de Genebra.
15 me separou antes de eu nascer. Alusão à consagração de Jeremias no útero materno (Jr 1:5). Bíblia de Estudo Andrews.
me chamou. O encontro de Paulo com Jesus na estrada de Damasco (At 9:3-6) não foi uma mera experiência de conversão, mas um chamado para ser “profeta às nações [os gentios]” como Jeremias (Jr 1:5). Bíblia de Estudo Andrews.
16 gentios. Lit. “nações”ou “povos”. O termo geralmente designava estrangeiros – daí pagãos, ou o mundo não-judaico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não consultei. Outra evidência da origem divina de sua comissão era o fato de que ele não teve nenhum contato com os líderes em Jerusalém por três anos, após sua conversão, e que não recebeu nenhuma instrução deles a respeito de como pregar sobre Jesus. CBASD, vol. 6, p. 1039.
carne e sangue. Seres humanos. Bíblia de Estudo Andrews.
17 Arábia. O reino nabateu da Transjordânia que se estendia de Damasco ao Suez, no sudoeste [ que incluía Amã e Petra]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém. A primeira viagem de Paulo a Jerusalém, mencionada em At 9:26, deve ter ocorrido após os três anos de sua permanência na Arábia, por volta de 37 d.C. Bíblia de Estudo Andrews.
avistar-me com. Tradução da palavra grega que significa visitar alguém com o propósito de obter informação. Bíblia de Genebra.
para avistar-me com Cefas. É possível que Barnabé tenha organizado esse encontro. Bíblia de Estudo Andrews.
Cefas. Nome aramaico de Pedro. Tanto “Cefas” como “Pedro”significam “pedra”. Bíblia de Genebra.
19 Tiago, o irmão do Senhor. Ver Mt 13.55 e Mc 6.3. Esse Tiago não é o discípulo Tiago que aparece frequentemente junto com Pedro e João nos Evangelhos. Herodes assassinou aquele Tiago nos primórdios da igreja (At 12.2). Bíblia de Genebra.
Mencionado em Mc 6:3. Tiago não cria em Jesus durante Seu ministério terrestre (Jo 7:3-5), mas teve um encontro com Ele após a ressurreição (1Co 15:7) e se tornou um dos apóstolos. Depois de um tempo, transformou-se numa figura central na igreja de Jerusalém (Gl 2:9, 12; At 15:13; 21:18). Bíblia de Estudo Andrews.
20 Afirmo perante Deus que não minto. O juramento é um apelo a Deus para testemunhar a veracidade de uma afirmação ou o caráter obrigatório de uma promessa … Na época de Cristo, a lei do AT a respeito dos juramentos (Êx 22.11) foi bastante pervertida pelos escribas, e nosso Senhor, portanto, condenou abertamente o ato do juramento. Ele afirmava que as pessoas deveriam ser honestas a ponto de os juramentos se tornarem desnecessários. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
21 Cilícia. Nesta ocasião estava ligada à Síria e sob a administração romana. A cidade principal da Cilícia era Tarso, onde Paulo tinha sido criado e agora anunciava o evangelho (23). Bíblia Shedd.
23 Aquele que […] nos perseguia. Paulo tinha sido sincero na perseguição à então odiada seita (At 26:9, 10). Não satisfeito com desarraigar o cristianismo de Jerusalém e das cidades da Judeia, continuou com o seu propósito nas regiões fora da Palestina. CBASD, vol. 6, p. 1041.
24 E glorificavam a Deus a meu respeito.O relato dessa poderosa mudança nele os enchia de alegria, e os motivava a dar glória a Deus por causa disso. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Ou seja, eles encontravam em Paulo, em sua conversão e no seu ministério, um motivo para louvar a Deus. CBASD, vol. 6, p. 1041.
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“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v.8).
A Galácia ficava entre a Capadócia e a Macedônia, na região onde atualmente fica a Turquia. Já na introdução da epístola encontramos uma saudação em forma de oração. Paulo declara-se apóstolo de Cristo e O exalta como Aquele que, “segundo a vontade de nosso Deus e Pai” nos salvou de nossos pecados “para nos desarraigar deste mundo perverso” (v.4). Apesar de seus esforços em deixar ali uma igreja forte e vibrante, a realidade não correspondia às suas expectativas. Rapidamente, o puro evangelho estava sendo substituído por “outro evangelho” (v.6). Os cristãos judaizantes estavam criando um grupo separatista exigindo dos cristãos gentios a prática da circuncisão e de outros rituais que não mais condiziam com a nova aliança em Cristo Jesus.
Paulo conhecia os perigos de uma religião legalista. Seu passado o fazia identificar com segurança o grave problema que os gálatas estavam enfrentando. Se continuassem a proceder desta forma, não passariam de uma nova classe de cristãos fariseus, mais preocupados com o exterior do que com o que realmente importa. Pois um exterior verdadeiramente aperfeiçoado nada mais é do que o resultado de um interior santificado. Nem “um anjo vindo do céu” (v.8) tem a autorização dada por Deus, muito menos pelas Escrituras, de modificar, acrescentar ou retirar nada da Inspiração. O que o próprio Jesus disse a João em Apocalipse é perfeitamente aplicável a toda a Escritura: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro” (Ap.22:18-19).
Na época da reinvenção, da distorção de valores e das “desculpas” pessoais como meios de transformar o evangelho em uma espécie de guarda-roupas eclético, onde cada um escolhe a religião que vai vestir, certamente Paulo ficaria perplexo. No tempo em que a igreja mais se preocupa em agradar antes as pessoas do que a Deus, como imaginar que logo nossas escolhas apontarão para o mesmo princípio dos apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29)? Há pessoas lá fora em busca de algo diferente; corações que clamam pelo conhecimento da verdade ainda que elas mesmas não se deem conta disso. Precisa-se urgentemente de homens e mulheres que entendam que existe um Manual seguro e verdadeiro que precisa ser estudado, compreendido e praticado. É disso que se trata o livro de Gálatas. Da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6).
Paulo não advogou pela revogação da lei, não a modificou e nem a desprezou. Paulo também não defendeu uma religião liberal, egocêntrica e, muito menos, desobediente. Aquele humilde “servo de Cristo” (v.10) simplesmente acendeu o alerta da temperança, que é tão-somente rejeitar “as obras da carne” (Gl.5:19) e permitir que “o fruto do Espírito” atue na vida (Gl.5:22-23). Meus amados irmãos, Deus não nos libertou de nossos pecados porque O obedecemos. Muito pelo contrário. Primeiro Ele nos liberta, então, nos chama à obediência. Foi assim com o antigo Israel. Primeiro Ele os libertou da escravidão do Egito e, depois, promulgou a Sua Lei. Primeiro Cristo nos perdoa e acolhe, e só então ordena: “vai e não peques mais” (Jo.8:11).
Em meio a tantos “outros evangelhos” dentro e fora da igreja, que você e eu sejamos guiados pelo mesmo Espírito que inspirou aqueles que escreveram a Palavra do Senhor. Que possamos dar ouvidos às palavras inspiradas: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Querido Pai do Céu, estamos cercados de igrejas e pessoas que se dizem cristãs, quando, na verdade, estão pregando outro evangelho, não o de Cristo. Não queremos viver uma religião que não Te agrada, Senhor. Clamamos pelo precioso dom do Espírito Santo, para que sejamos Teus verdadeiros adoradores. Não agradando a nós mesmos ou fazendo a vontade de homens, mas a Tua vontade, Pai. Que o testemunho da nossa vida, como foi a de Paulo, glorifique tão-somente a Ti. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gálatas1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÁLATAS 1 – Enquanto alguns prezam pelo evangelho verdadeiro e alegram-se com a conversão de pessoas a ele, têm aqueles que após terem crido no verdadeiro evangelho, desviam-se para evangelhos falsos.
Paulo, como qualquer líder sério, expressa sua preocupação com os crentes da Galácia, pois, em vez de glorificar a Deus por sua conversão e ministério, eles estavam rapidamente se desviando do evangelho que ele havia pregado. Ele menciona que estavam sendo influenciados por falsos ensinamentos que distorciam o evangelho de Cristo.
Precisamos desta carta, pois…
• Como os Gálatas, podemos estar afastando-nos do evangelho verdadeiramente bíblico: Os crentes gálatas estavam substituindo o verdadeiro evangelho pelo falso, persuadidos por falsos mestres que pregavam algo contrário à graça de Cristo (Gálatas 1:6-9). E nós, não corremos esse risco no presente?
• Como os crentes da Galácia da época de Paulo, os crentes de hoje podem não reconhecer plenamente a autenticidade de um ministro chamado por Deus: Paulo reforça que seu chamado viera diretamente de Deus, não de homens (Gálatas 1:1-5, 11-24), destacando que sua autenticidade como líder espiritual e apóstolo era divina. Atualmente, membros da igreja que causam confusão, e vivem perturbando, devem reconhecer a autoridade dos líderes chamados por Deus.
Gálatas 1:10 reflete um princípio crucial no ministério cristão. A fidelidade a Deus deve ser superior ao desejo de agradar as pessoas. Diferente do mundo dos negócios, onde o cliente é frequentemente colocado no centro para garantir o sucesso financeiro, a igreja e o ministério têm como objetivo central a fidelidade a Cristo e ao evangelho.
Por isso, ao defender a autenticidade de seu chamado e do evangelho por ele pregado, Paulo confronta os gálatas por terem se desviados do evangelho verdadeiro. A tentação de agradar aos homens, adaptando a mensagem para ganhar aceitação, era real, mas Paulo rejeita essa abordagem – e todo líder religioso deveria fazer como Paulo – o qual deixa claro que seu compromisso não é com a opinião popular, mas com a verdade de Deus.
• A fidelidade a Deus é incompatível com uma postura de servidão ao favor humano.
• O líder chamado por Deus não cede à pressão de comprometer a verdade para ser popular.
Os membros da igreja não devem seguir pregadores que estão dispostos a desagradar a Deus para agradar as pessoas! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS13– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/13
A humildade pode facilmente ser o mais mal interpretado e mal compreendido de todos os atributos. Os coríntios podem ter pensado que Paulo era uma farsa por não mostrar mais carisma, milagres, brilho e charme ao longo do seu ministério, mas Paulo sugere algo mais profundo do que a exibição externa. Ele aponta para o coração humilde encontrado em Cristo. Jesus foi uma pedra de tropeço para muitos porque escolheu um caminho não convencional que o levou à cruz. A cruz representava vergonha e desonra, mas Paulo declara que “Ele (Jesus) vive pelo poder de Deus (versículo 4)” e esse mesmo poder está disponível para ajudar a todos hoje.
O poder verdadeiro não reside na fachada pretensiosa de uma vida orgulhosa, mas no serviço humilde e sacrificial em prol dos outros. Os Coríntios estavam prestes a perder os benefícios do ministério sacrificial de Paulo porque não conseguiam enxergar além da humildade de Paulo. Paulo disse-lhes anteriormente (no capítulo 12) que quando ele estava fraco, é que estava forte. Frequentemente, como os Coríntios, nossa paixão pelos prestigiosos e orgulhosos muitas vezes nos impede de ver as marcas do verdadeiro poder.
A humildade não é fraqueza, pois está na base da verdadeira grandeza e é uma das marcas do ministério de nosso Senhor e Salvador Jesus.
Shaun Brooks
Pastor, Conferência Georgia-Cumberland, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1636 palavras
1 Duas ou três testemunhas. Este capítulo constitui a última mensagem escrita de Paulo aos coríntios. Um estado crítico de declínio espiritual ainda prevalecia em parte da igreja (2Co 12:20, 21), pelo qual as epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3), uma possível segunda visita de Paulo (ver com. de 2Co 12:14) e a obra de Tito (2Co 2:13; 7:6, 13, 14; 12:18) parecem ter realizado pouco ou nada para reverter. Paulo adverte os membros a respeito desse grupo voluntarioso (2Co 13:1-4). Resta apenas uma alternativa: lidar com eles firme e severamente no poder e autoridade de Cristo. Na expectativa de seu procedimento pretendido ao discipliná-los, Paulo cita uma reconhecida lei judaica (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15), a qual Cristo referendou (Mt 18:16). Numa visita anterior, Paulo tinha tratado esse grupo rebelde com leniência e evitou tomar medidas decisivas contra ele. O grupo interpretou essa atitude como fraqueza, até mesmo como covardia da parte de Paulo. O apóstolo se referiu àquela visita como uma experiência humilhante (2Co 2:1, 4; 12:21). A minoria insubordinada constantemente pedia prova de sua autoridade apostólica (ver com. de 2Co 2:1; 12:14). CABSD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1022.
2 Já o disse anteriormente. Isto é, nas epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3; cf. 1Co 4:13-19). Na visita anterior, ele fez o mesmo verbalmente (ver com. de 2 C o 12:14). Eles foram advertidos por um considerável período de tempo. CABSD, vol. 6, p. 1022.
E a todos os mais. Paulo dirige esta advertência à igreja como um todo, para que ninguém diretamente envolvido fosse simpático aos acusados. CABSD, vol. 6, p. 1022.
Não os pouparei. Eles tiveram chance de se arrepender. Caso se mantivessem obstinados, seriam sujeitos à mais rígida disciplina da igreja. CABSD, vol. 6, p. 1022.
3 buscais prova de que, em mim, Cristo fala. Paulo tinha sido poderoso em verdade, em doutrina, em livrar pessoas do pecado, em levar-lhes regeneração espiritual e em realizar milagres (2Co 12:12), para que houvesse entre os próprios coríntios cartas vivas para Cristo (2Co 3:3). A evidência de seu apostolado era irrefutável a todos os que a examinassem francamente (ver com. de 2Co 12:11, 12). Tiveram evidência abundante de que Cristo falara por meio de Paulo. No entanto, mercenários não são impressionados por esse tipo de evidência (1Co 2:14-16). Na verdade, os inimigos de Paulo acusam Cristo, não Paulo. CABSD, vol. 6, p. 1023.
4 Crucificado em fraqueza. Paulo encontra consolo no pensamento de que ninguém deveria parecer mais fraco e indefeso que Cristo enquanto pendia na cruz em vergonha e agonia. Contudo, Cristo vive e é exaltado (Fp 2:6-9). Todos os que seguem a Cristo podem esperar partilhar não apenas Sua humilhação, mas também Sua força, que é “aperfeiçoada” na fraqueza (2Co 12:9; cf. Rm 6:3-6). CABSD, vol. 6, p. 1023.
Vive pelo poder de Deus. Os rebeldes coríntios teriam que lidar com o Cristo vivo “pelo poder de Deus”, não apenas com um Paulo “fraco”, como pensavam. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Nós … somos fracos. Paulo admite sua fraqueza, mas se gloria no poder de Cristo que opera nele e por meio dele (ver 2Co 11:30; 12:9, 10), a despeito de sua fraqueza. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Pelo poder de Deus. Os coríntios testemunharam deste poder e o experimentaram. Não podiam negá-lo. CABSD, vol. 6, p. 1023.
5 Examinai-vos. Começando com o v. 5, Paulo desvia a atenção de si mesmo e desafia os coríntios a olhar para eles mesmos criticamente. Eles seriam cristãos genuínos? Cada seguidor de Cristo pode examinar a vida pessoal diariamente. Se fôssemos mais autocríticos, criticaríamos menos os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.
A vós mesmos. Muitos dos coríntios estavam mais prontos a julgar os outros do que a si mesmos (ver 1Co 11:31, 32; cf. Gl 6:4). Antes de serem competentes em julgar os outros, as pessoas devem se provar. Deveríamos estar dispostos a aplicar a nós mesmos o teste que aplicamos aos outros (ver com. de Mt 7:1-5). A trave deve ser removida de nossos olhos. As pessoas geralmente se inclinam a ter uma visão muito favorável de si mesmas, de seu caráter e importância. Restringem a avaliação pessoal, a fim de que não descubram que não são tudo o que imaginam. Poucos conseguem suportar verem-se como realmente são. … Em vez de se encararem como realmente são, focalizam as faltas alheias. Agindo assim, perdem de vista as faltas pessoais e se convencem de que são b em melhores do que os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Na fé. Não no sentido doutrinário, mas prático. Paulo se refere a uma profunda convicção com respeito ao relacionamento pessoal com Deus; confiança e fervor santo nascem da fé em Cristo como Senhor e Salvador. CABSD, vol. 6, p. 1023, 1024.
Jesus Cristo está em vós? Isto é, vivendo os princípios da vida perfeita de Cristo na vida pessoal (ver com. de Rm 8:3,4; Gl 2:20). CABSD, vol. 6, p. 1024.
Reprovados. Do gr. adokimoi, literalmente, “reprovar em teste”. Reprovar no teste era evidência de que Cristo não estava neles e que não eram cristãos genuínos. CABSD, vol. 6, p. 1024.
6 Mas espero reconheçais que não somos reprovados. Paulo sinceramente espera passar no teste do apostolado aos olhos dos coríntios. CABSD, vol. 6, p. 1024.
Embora sejamos tidos como reprovados. Mesmo que eles não vissem em Paulo a evidência de apostolado genuíno, ele esperava que evidenciassem ser cristãos genuínos. Paulo estava disposto a ser considerado um fracassado, se isso os ajudasse a ser bem-sucedidos. CABSD, vol. 6, p. 1024.
8 Nada podemos contra a verdade. Isto é, a verdade como em Cristo Jesus, a verdade da salvação como apresentada na Palavra de Deus (Jo 1:14, 17; 8:32; Gl 2:5, 14). A verdade eterna permanece inalterada independentemente do que as pessoas façam. Os inimigos da verdade sempre falharam. Se os coríntios fossem dedicados à verdade não teriam nada a temer, pois ela os tornaria invencíveis. Quando as pessoas se colocam ao lado da verdade, Deus aceita a responsabilidade pela segurança delas e por seu triunfo eterno. CABSD, vol. 6, p. 1024.
9 Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós fortes. Paulo ficaria feliz em parecer fraco na aplicação de poder disciplinador, se eles fossem fortes nas graças do Espírito (ver com. do v. 6) e refletissem o caráter de Cristo. CABSD, vol. 6, p. 1024.
Aperfeiçoamento. Ou, “solidez”, “completude”. Paulo anseia ver seus conversos alcançarem a maturidade cristã, com os dons, talentos, faculdades, tendências e apetites devidamente ajustados. Ele deseja que a igreja seja reunida em amor, cada membro do corpo funcionando adequadamente sob o controle da habitação do Espírito (ICo 12:12-31). CABSD, vol. 6, p. 1024.
10 Que o Senhor me conferiu para edificação. O propósito da autoridade do evangelho é a edificação da igreja, o aperfeiçoamento dos santos (Jo 3:17; 20:21-23). Por mais necessário que seja o exercício desse poder em favor da disciplina, ele é inevitavelmente a segunda melhor opção. Não seria agradável a Paulo expulsar um membro da igreja, portanto, ele agiria com severidade apenas como último recurso. CABSD, vol. 6, p. 1025.
11 Consolai-vos. Os coríntios deveriam se encorajar e fortalecer mutuamente a fazer o bem. Nesse caso, não teriam tempo para se devorarem uns aos outros. CABSD, vol. 6, p. 1025.
Sede do mesmo parecer. A unidade cristã foi o objeto da última oração de Cristo por Seus discípulos (Jo 17:11, 21-23). A suprema necessidade da igreja de Corinto era a “unidade do Espírito no vínculo da paz” (ver E f 4:2-7). CABSD, vol. 6, p. 1025.
Vivei em paz. Ou, “vivei em harmonia”. A paz é um dos maiores legados que Cristo transmitiu a Sua igreja (Jo 14:27; 16:33; cf. Jo 20:21, 26; At 10:36). Sempre foi parte essencial do evangelho cristão e um teste de experiência cristã ( Rm 5:1; 10:15; 14:17, 19; 1Co 14:33; Ef 2:14). À altura de sua capacidade, o cristão deve viver em “paz com todos os homens” (Rm 12:18). Se a paz exterior não é possível devido a fatores além do controle do cristão, ele ainda pode desfrutar paz no coração. CABSD, vol. 6, p. 1025.
12 Com ósculo santo. Nos tempos da Antiguidade, e em várias partes do mundo hoje, esta é uma forma cordial de saudação. Era um beijo dado na bochecha, na testa, nas mãos ou mesmo nos pés, mas nunca nos lábios. Assim, homens saudavam homens e mulheres saudavam mulheres. O costume se originou nos tempos do AT (Gn 29:13). Expressava afeição (Gn 27:26, 27; 1Sm 20:41), reconciliação (Gn 45:15), despedida (Rt 1:9, 14; 1Rs 19:20) e homenagem (1Sm 10:1). … Entrou em uso geral pelos cristãos apostólicos como um símbolo de paz, boa vontade e reconciliação (Rm 16:16; 1Co 16:20; 1Ts 5:26). CABSD, vol. 6, p. 1025.
Os santos. Ver com. de At 9:13; Rm 1:7. Os cristãos são denominados assim no NT porque foram chamados a viver vida santa. Paulo faz referência especial aos cristãos da Macedônia, onde ele se encontrava no momento da escrita. CABSD, vol. 6, p. 1025.
13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Ver com. de Rm 3:24; 2Co 1:2. Este versículo é único porque, em todo o NT, ocorre apenas aqui em sua forma completa que seria conhecida como a bênção apostólica. Desde os tempos antigos, tornou-se parte da liturgia da igreja. A bênção também era pronunciada em batismos e no encerramento das reuniões cristãs. Junto com Mateus 28:19 este versículo fornece a síntese mais completa e explícita da doutrina da Trindade (ver Nota Adicional a João 1). A ordem dos nomes da Divindade apresentada neste versículo difere da ordem apresentada em Mateus. Geralmente, nas epístolas de Paulo, o nome do Pai precede o do Filho (Rm 1:7; 1Co 1:3; 2Co 1:2). Aqui, a ordem está invertida. A fórmula de despedida do AT, a bênção araônica, também era de natureza tripla (Nm 6:24-26). 0 teste da verdadeira experiência cristã é companheirismo e comunhão com Deus por meio do Espírito Santo. CABSD, vol. 6, p. 1025.
Com todos vós. Logo após enviar esta carta, Paulo fez outra visita a Corinto e passou três meses ali (At 20:1-3), tempo durante o qual escreveu as epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Essa atitude sugere que os crentes coríntios aceitaram sua segunda epístola e agiram em harmonia com o conselho dado. Na epístola aos Romanos, Paulo indica que teve bondosa recepção em Corinto (Rm 16:23). Além disso, a coleta em Corinto para os pobres em Jerusalém foi bem-sucedida (Rm 15:26-28). Os registros da igreja apostólica não fornecem informação adicional a respeito da igreja de Corinto até o final do século, quando Clemente de Roma endereçou uma carta a eles. CABSD, vol. 6, p. 1025.
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“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (v.5).
Toda avaliação requer um preparo anterior. Na fase escolar ou acadêmica, por exemplo, nosso conhecimento é testado através de provas e outros métodos a fim de saber se podemos avançar para a fase seguinte ou não. Na vida espiritual também somos avaliados. Seja como consequência de nossas más escolhas ou resultado da fúria do Maligno, as provações surgem e o nosso preparo anterior fará toda a diferença ao enfrentá-las. Ao encerrar a sua segunda carta aos coríntios, a linguagem de Paulo foi clara e persuasiva: ou eles se arrependiam e mudavam suas atitudes, ou teriam de ser corrigidos com rigor. Paulo fez tudo o que estava ao seu alcance para admoestá-los com brandura e não fez caso da própria vida por amor a eles.
No âmbito espiritual, porém, as provas também podem ser uma forma de reavivar em nós o que estava adormecido. A igreja de Corinto precisava voltar ao primeiro amor e todas as tribulações enfrentadas deveriam lhes servir como instrumentos de aperfeiçoamento. O exame pessoal era necessário a fim de que se arrependessem de seus pecados, os confessassem e abandonassem. Paulo não estava impondo um comportamento específico a eles, mas oferecendo-lhes a oportunidade do “aperfeiçoamento” (v.9), de crescerem espiritualmente. Mediante a autoridade que o Senhor lhe “conferiu para edificação e não para destruir” (v.10), concluiu: “Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco” (v.11).
Quando o apóstolo afirmou: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade” (v.8), expôs, a meu ver, o maior dos princípios da Bíblia: a verdade. Paulo e os demais apóstolos derramaram lágrimas e sangue em defesa das verdades da Palavra de Deus. Os reformadores, igualmente, dedicaram suas vidas contra as tradições humanas e em defesa do “assim diz o Senhor”. Todos esses homens e mulheres de Deus enfrentaram duras e longas provas em favor da verdade. E foi por sua fé e confiança no poder de Deus e em Suas promessas, que hoje temos a Bíblia em mãos em nossa própria língua materna. Aqueles cristãos abriram mão de tudo, até da própria vida, por amor à verdade que os libertou da escravidão do pecado. O amor de Deus e a infinita graça do Salvador ressurreto era tudo de que precisavam. As muitas tribulações só provaram o quanto amavam a Deus.
Da mesma sorte, como povo de Deus, somos chamados ao aperfeiçoamento. Cada um de nós necessita do autoexame diário. Há um crivo sendo realizado. Aqueles que seguem a “Testemunha fiel e verdadeira” (Ap.3:14) são conhecidos como “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Como testemunhas de Jesus (At.1:8), é nosso dever guardar e zelar pela verdade do Senhor. Não como uma obrigação imposta, mas como quem descobriu a verdadeira felicidade, pois “o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Então, as últimas provas virão e “toda questão será decidida” não mais “por boca de duas ou três testemunhas” (v.1), mas, perante todo o Universo, Deus revelará “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (v.13).
Nosso Deus e Pai eterno, a Tua verdade é pavês e escudo para todo aquele que em Ti confia. O sincero exame pessoal só pode ser realizado se dermos liberdade ao Teu Espírito. E pedimos, Pai, que Ele sonde o nosso coração para que haja mudança e genuíno reavivamento. Que ao perseverar no estudo da Tua Palavra, cada um de nós seja santificado e purificado pelo Teu poder. Que a Tua verdade nos liberte de nós mesmos para que assim possamos levar libertação aos nossos semelhantes. Faz-nos Te conhecer cada dia mais e andar Contigo como quem caminha com um amigo íntimo. Por favor, Senhor, enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios13 #RPSP
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