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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/53
Escrever sobre esse capítulo me faz tremer. Quem pode dizer uma palavra sobre a profundidade da dor sofrida por Jesus como Servo de Deus a favor dos pecadores? O que alguém pode dizer sobre o que Jesus fez por nós? Ele carregou “nossas enfermidades” (literalmente, nossas doenças) e carregou “nossas tristezas” (literalmente, nossas dores), foi ferido, transpassado por nossas transgressões e esfolado (literalmente, esmagado) por nossas iniquidades (vv. 4- 5). Ele foi “eliminado da terra dos viventes”, e por nossas transgressões “foi golpeado” (v. 8). Ele foi feito “uma oferta pela culpa” em nosso favor (v.10), e “derramou Sua vida até a morte” (v. 12) por você e por mim.
Leia Isaías 53. Leia-o vez após vez. Não continuamos os mesmos quando contemplamos o infinito amor que Deus demonstrou por seus inimigos (Romanos 5:10). “Aquele que contempla o incomparável amor do Salvador, será elevado no pensamento, purificado no coração. Sairá para servir de luz ao mundo, para refletir, em certa medida, este misterioso amor.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 661)
Que assim seja comigo, Senhor Jesus.
Ron E M Clouzet
Diretor da Associação Ministerial
Divisão Ásia-Pacífico Norte
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/53
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1458 palavras
Isaías 53 é o quarto dos Cânticos do Servo deste livro (além de 42:1-9, 49:1-13 e 50:4-11). Ele é composto por cinco seções, três versos cada, começando com Isaías 52:13. Foi sobre essa passagem que Jesus fez perguntas aos rabinos com a tenra idade de 12 anos. Foi a meditação sobre Isaías 53 que trouxe a Ele a primeira luz da Sua missão como substituto para a humanidade pecadora. Esta é a passagem que o etíope estava lendo que lhe desvendou o mistério do Messias, graças ao oportuno estudo bíblico feito por Filipe (Atos 8:26-40). Este é o capítulo que, nas palavras de um conhecido evangelista aos judeus, “mais do que qualquer outro tem sido usado por Deus para trazer o povo judeu a Si mesmo.” Ele tem a ver com a essência da missão de Jesus e Sua morte substitutiva na cruz pela humanidade. O Novo Testamento cita esta parte mais do que qualquer outra do Antigo Testamento (Marcos 15:17, João 10:11; 12:37, Rm 3:25 a 4:25, 2 Coríntios 5:21; Fil 2:9).
O relatório de boas notícias de Isaías 52:7 é recebido com incredulidade: “Quem creu em nossa pregação?” (Is 53:1 ARA), Isaías exclama. Os seres humanos rejeitaram o Filho de Deus porque Ele não apresentava a beleza de um príncipe ou “qualquer … majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (v.2 NVI). Jesus foi desprezado e rejeitado ao longo de toda a Sua vida, não apenas durante o Seu julgamento e crucificação. Ele realmente está familiarizado com a tristeza e o pesar (v.3). Quando sentimos que o mundo está contra nós, não devemos esquecer que ele também estava contra Jesus. Por experiência própria, Ele certamente se identifica com nossos sentimentos. Ron R E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/18.
“Este capítulo, colocado em pauta sete séculos do nascimento de Cristo, até parece ter sido escrito por uma testemunha da crucificação. O apóstolo Pedro preferiu citar trechos deste capítulo a resumir os relatos das testemunhas oculares (1Pe 2.21-25). Sete citações deste capítulo são feitas no Novo Testamento á Pessoa de Jesus Cristo. Declara-se oito vezes, neste capítulo, a doutrina da expiação vicária [substituta], que se resume na expressão de 2Co 5.21.” Bíblia Shedd.
1 Quem creu … ? Quem teria crido no relato da humilhação e exaltação do Messias, o Servo do Senhor (ver com. de Is 52:7, 13-15)? … A divisão entre Isaías 52 e 53 deveria ser no v. 12 do cap. 52, e não no 15. … O NT (Mt 8:17; Jo 12:38) claramente aplica Isaías 53 a Cristo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 307.
O braço. O instrumento pelo qual alguém cumpre seus propósitos. Aqui o “braço” de Deus, ou poder, se revela na salvação do ser humano. CBASD, vol.4, p. 307.
2. Perante Ele. “diante de Deus”, no sentido de ser submisso à Sua vontade, e sujeito ao Seu cuidado (ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol.4, p. 307.
Como renovo. Cristo cresceu física, mental e espiritualmente em harmonia com as leis naturais do desenvolvimento humano (ver com. de Lc 2:52). Como uma planta tira o sustento do solo, Ele Se sustentaria da sabedoria e da força de Deus. CBASD, vol.4, p. 307.
Terra seca. Uma planta que nasce em solos em água não cresce de forma plena e não é atrativa. Para os líderes dos judeus, o caráter de Jesus não era atrativo. CBASD, vol.4, p. 308.
Nem formosura. …nada que chamasse a atenção. Os seres humanos não deveriam ser atraídos a Cristo por meio de demonstração de glória sobrenatural, mas pela beleza de uma vida justa (ver DTN, 23, 27, 43). … Ele não era o tipo de Messias em que os judeus estavam interessados. CBASD, vol.4, p. 308.
3 Homem de dores. Por meio da humanidade de Jesus, a Divindade experimentou tudo o que a humanidade mortal herdou. Ele sofreu todos os maus-tratos e maldades que homens ímpios e anjos maus puderam fazer contra Ele, tendo como clímax o julgamento e a crucifixão. CBASD, vol.4, p. 308.
Escondem . Em vez de se compadecerem de C r i s t o em Sua aflição, os seres humanos se desviaram dEle com amargura e desprezo. Não tiveram compaixão e O repreenderam por Seu destino trágico (ver Mt 26:29-31; 27:39-44). Até os discípulos O abandonaram e fugiram (Mt 26:56). CBASD, vol.4, p. 308.
4. Nossas enfermidades Os v. 4 a 6 enfatizam a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo. O fato de ter sido pelos pecadores e não por Si mesmo que Ele sofreu e morreu é reiterado nove vezes nestes versículos, e novamente nos v. 8 e 11. Ele sofreu em lugar do pecador. Assumiu a dor, a humilhação e os maus-tratos que outros mereciam (ver DTN, 25). CBASD, vol.4, p. 308.
Ferido de Deus. O inimigo fez parecer que os sofrimentos de Jesus eram um castigo infligido sobre Ele por um Deus vingativo por ser pecador (ver DTN, 471). Se isso fosse verdade, Ele não poderia ser o Redentor do mundo. CBASD, vol.4, p. 308.
5. O castigo. Isto é, a punição necessária para nos reconciliarmos com Deus (ver Rm 5:1).CBASD, vol.4, p. 308.
7. Não abriu a boca. Isto é, para protestar, reclamar ou se defender. O silêncio era evidência de submissão completa e inquestionável (ver Mt 26:39-44). O que o Messias fez foi de forma voluntária e com alegria, a fim de que pecadores condenados pudessem ser salvos (sobre o cumprimento desta profecia, ver Mt 26:63; 27:12, 14). CBASD, vol.4, p. 308.
8. Por juízo opressor. O Messias não foi julgado com justiça. Apesar do pretenso procedimento judicial, o veredito não foi justo. CBASD, vol.4, p. 308.
Foi arrebatado. Isto é, pela morte. “Ele morreu”. CBASD, vol.4, p. 308.
E de Sua linhagem, quem dela cogitou? …”quem se interessava por Seu destino?”. … ninguém O defendeu. Ele sofreu tudo sozinho. CBASD, vol.4, p. 308, 309.
Por causa da transgressão. Sobre a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo, ver com. dos v. 4-6. CBASD, vol.4, p. 309.
9 Com os perversos. O Servo justo (ver com. de Is 52:13) foi morto como pecador, não como santo. Após ter dado a vida pelos transgressores, foi colocado entre eles em Sua morte. CBASD, vol.4, p. 309.
Com o rico. Ele seria sepultado na tumba de um homem rico, a de José de Arimateia (Mt 27:57-60). CBASD, vol.4, p. 309.
Posto que. Ou, “apesar de”, “embora”. Cristo sofreu a sorte de um pecador, embora não tivesse feito nada para merecer isso. CBASD, vol.4, p. 309.
10. Ao SENHOR agradou. O Senhor não Se alegrou com o sofrimento de Seu Servo (ver com. de Is 52:13), o Messias. Em vista do bem estar eterno do ser humano e da segurança do universo, Ele teve de sofrer. A frase “ao SENHOR agradou” indica que isso “foi da vontade do Senhor”. Só assim o plano de salvação poderia ter êxito. CBASD, vol.4, p. 309.
Alma. Do heb. nefesh, que significa, “ele próprio” ou “Sua vida” (ver com. de IRs 17:21; SI 16:10). Sua vida substituiu a nossa (ver com. de Is 53:4; ver DTN, 25). Por causa do pecado, o ser humano perdeu a inocência, a capacidade de amar e de obedecer a Deus, seu lar, seu domínio sobre a terra e mesmo sua vida. Cristo veio para restaurar todas as coisas permanentemente, não só na Terra, mas em todo o universo. CBASD, vol.4, p. 309.
Como oferta pelo pecado. Esta oferta era apresentada quando se exigia uma restituição, fosse a alguém ou a Deus. A morte do Servo de (Deus proporcionou uma expiação aceitável e efetiva do pecado que ocasionou a perda. Este sacrifício era essencial à redenção e restauração do ser humano (Jo 1:29; 17:3; 2Co 5:21; 1Pe 2:24). CBASD, vol.4, p. 309.
Sua posteridade. Isto é, “sua descendência”: aqueles que estivessem dispostos a recebê-Lo, aos que cressem “no Seu nome” (Jo 1:12) e nascessem de novo (Jo 3:3). Ele “suportou a cruz” em vista dessa “alegria que Lhe estava proposta” (Hb 12:2). A informação de que Cristo verá Sua posteridade aponta para a [Sua] ressurreição. CBASD, vol.4, p. 309.
Prolongará os Seus dias. Aqui se afirma com mais clareza a ressurreição (ver Hb 7:16, 25; Ap 1:18). CBASD, vol.4, p. 309.
A vontade do SENHOR. Cristo Se deleitava em fazer a vontade de Seu Pai (Mt 26:39, 42; Jo 4:34; 5:30; 6:38), e, por meio dEle, a vontade de Deus prevaleceria mais uma vez entre os homens (Mt 6:10; 7:21; Jo 17:6). A missão do Messias teria êxito. CBASD, vol.4, p. 309.
11. Trabalho. Isto é, o resultado de Sua obra. CBASD, vol.4, p. 309.
Ficará satisfeito. Por causa de Sua morte, muitos viveriam; por causa de Seus sofrimentos, muitos encontrariam paz e alegria eternas (ver DTN, 25; cf. Hb 12:2). O resultado justificaria o sacrifício necessário para alcançá-lo. CBASD, vol.4, p. 309.
O Meu Servo, o Justo. O Pai está falando de Seu Filho, o Messias (ver com. de Is 41:8; 52:13). CBASD, vol.4, p. 309.
Levará sobre Si. Reafirmação da natureza vicária do sacrifício do Messias enfatizada nos v. 4 a 6, 8 e 10. CBASD, vol.4, p. 309.
12 Por isso, Eu Lhe darei. Deus recompensará o Servo vitorioso com um lugar de honra diante de todo o universo. CBASD, vol.4, p. 310.
O despojo. Tudo o que se perdeu como resultado do pecado (ver com. do v. 10) seria restaurado. CBASD, vol.4, p. 310.
Intercedeu. Aqui se prediz claramente o ministério de Cristo (Rm 8:34; Hb 7:25; 9:24; 1Jo 2:1). CBASD, vol.4, p. 310.
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“Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (v.5).
A maravilhosa obra de Jesus na Terra foi a assinatura do amor de Deus pela humanidade. De uma forma totalmente altruísta, Cristo despiu-Se de Sua glória para caminhar no solo enegrecido deste mundo, experimentando o sofrimento humano e sendo desprezado e rejeitado (v.3). Porém, mesmo diante da atitude irracional daqueles pelos quais veio salvar, Ele nos amou a tal ponto de entregar-Se no maior ato de compaixão de todos os tempos! E eu lhe convido a, neste momento, contemplar o que o Amor (1Jo.4:8) aceitou sofrer por você e por mim:
Jesus escolheu deixar a glória do Céu para vir a este mundo como um bebê indefeso. Cresceu em uma família pobre. Encaliçou as mãos no serviço de carpintaria com José. Passou quarenta dias e quarenta noites jejuando e orando, e foi tentado por Satanás. Esteve entre nós suportando a fadiga, o escárnio e o desprezo daqueles que tanto amava e vendo o sofrimento daqueles que criou para a perfeição. Era constantemente acusado como um impostor. Foi maltratado, cuspido e esbofeteado. Apanhou com um caniço. Teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Foi cruelmente açoitado. A madeira que por anos havia sido o Seu instrumento de trabalho, foi transformada em instrumento de morte em forma de cruz. Por um longo e doloroso caminho teve que carregá-la sob sofrimento descomunal.
Em meio a desmaios e quedas, Jesus enfrentou uma turba enfurecida que blasfemava do Seu nome. Foi despido e deitado no madeiro, e as mãos que haviam curado e abençoado receberam os cravos que O prendiam ao “castigo que nos traz a paz” (v.5). Os mesmos pés que, mui formosos, haviam percorrido toda aquela região espalhando as boas-novas da salvação, foram unidos à cruz com golpes cruéis de um enorme cravo que os traspassava. A cruz foi erguida, e o peso do Seu corpo rasgava Suas feridas. Quando teve sede, ofereceram-Lhe fel a beber. Seus discípulos e companheiros de jornada O abandonaram, ficando apenas o discípulo amado. Foi insultado pelos líderes religiosos como incapaz de salvar-Se a Si mesmo, e morreu com o coração dilacerado pela dor de sentir-Se separado do Pai por pecados que jamais cometeu!
Que cena! Quanta dor! Quanto amor por um mundo que nem merece! Mas, foi ali no Calvário que Jesus orou por você e por mim: “Pai, perdoe-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). O que pensamos estar fazendo quando damos as costas ao Salvador de nossa vida? Apesar de todo o sofrimento, a clara expressão do amor de Deus em nenhum momento perdeu a sua força, e Seu olhar permaneceu perscrutando cada coração ali presente. Mesmo em meio às trevas que ocultaram a Sua vergonha, as trevas morais dos que O rejeitaram eram atingidas por Seus olhos de amor.
Qualquer que seja a nossa condição hoje, todos nos encontramos separados do Senhor pelo abismo que é o pecado. O Salvador Se doou por amor de todos e todos nós estamos sujeitos tanto ao Seu amor, quanto às trevas deste mundo. Professos cristãos hoje podem não o ser amanhã. Enquanto homens e mulheres considerados casos impossíveis poderão levantar-se na “hora undécima” (Mt.20:6) como fiéis sentinelas do Senhor. Não cabe a nós julgar, mas agir conforme nos deixou exemplo o nosso Mestre: amar ao próximo assim como Ele nos amou!
Em uma geração onde “por se multiplicar a iniquidade, o amor esfriará de quase todos” (Mt.24:12), o amor de Deus em nós será o que nos tornará diferentes do mundo. Um amor relacional, que redime, que transforma e que nos salva de nosso egoísmo. Eis o nosso maior desafio: amar como Jesus amou. Eis a ordem de Cristo: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que vós outros, Me odiou a Mim” (Jo.15:17 e 18). E Cristo jamais nos pediria algo que fosse impossível. Somente mediante o agir do Espírito Santo podemos experimentar o amor celestial. Somente entregando o nosso coração por completo nas mãos de Deus, podemos amar como Jesus amou.
Que a Bíblia, com a sabedoria que ela traz do Alto, seja o nosso mapa para o Céu. E que aceitemos, todos os dias, o chamado de Cristo de buscá-Lo e conhecê-Lo como o nosso Salvador pessoal. E quem O busca O encontra, cumpre com os Seus propósitos e vive o amor.
Querido Pai Celestial, não conseguimos mensurar o privilégio que nos é dado de termos um relacionamento pessoal Contigo. Que privilegio, Senhor! Um privilégio que tantas vezes temos negligenciado. Oh, Deus Eterno, que nossas orações não sejam mais monólogos, mas diálogos, porque mais do que falar Contigo, necessitamos ouvir a Tua voz. Derrama em nosso coração o amor do Calvário e enche-nos do Espírito Santo até que não reste nada mais de nós, mas que viva Cristo em nós! Nós Te pedimos e clamamos! E Te perguntamos: Qual é a Tua vontade para cada um de nós neste dia? Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados pelo “penoso trabalho” (v.11) de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías53 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 53 – O plano da redenção pauta-se inteiramente na substituição divina. Jesus não só assumiu nosso lugar na cruz, Ele nos representa/intercede perante o Pai – outra forma de substituição por não podermos representar-nos a nós mesmos! Estas duas fazes substitutivas de Cristo estão presentes em Isaías 53. Jesus é prenunciado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (conferir João 1:29).
Assim, o sacrifício descrito pelo profeta é uma profecia do sofrimento de Cristo na cruz, onde Ele carregaria o pecado da humanidade, oferecendo-Se como sacrifício substituto para redimir os transgressores em suas iniquidades (Isaías 53:1-9).
Embora o texto sagrado esteja mais explicitamente ligado à ideia de um sacrifício substitutivo, alguns elementos da mensagem inspirada relacionam com o ministério sacerdotal e de intercessão de Jesus no Santuário Celestial. Isaías 53:12, por exemplo, a revelação encerra com as seguintes informações: “Pois Ele levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”.
O sacrifício de Cristo na cruz garantiu-Lhe a possibilidade de ser nosso Intercessor. Na cruz, Jesus ofereceu-Se a Si mesmo, morreu e depois ressuscitou tornando-Se apto para apresentar-Se vivo perante Deus e representar àqueles que merecem morrer, mas entregou-Se a Ele (Isaías 53:10-12). Estas duas fases são interdependentes – uma é tão importante quanto a outra; então, nós, pecadores precisamos imprescindivelmente das duas. E… Isaías revela-nos isso claramente no Antigo Testamento.
O livro de Hebreus é essencial para confirmar e ampliar a mensagem evangélica de Isaías 53. Do qual, focarei apenas num versículo (Hebreus 12:2) que complementa Isaías 53:11-12.
• Em Isaías Jesus é chamado de Servo Sofredor ao assumir o lugar do pecador por tornar-Se sacrifício substituto e Redentor.
• Em Hebreus Jesus é retratado como o “Autor e Consumador da fé” que, apesar do sacrifício na cruz, manteve Seus olhos fixos na alegria que estava diante dEle.
A interconexão de Isaías 53:11-12 com Hebreus 12:2 vai além do aspecto intercessório. Ambos os versículos revelam o paradoxo da cruz – um lugar de sofrimento extremo que leva à exaltação e redenção. Em Isaías, o Servo Sofredor é exaltado após Sua morte vicária; em Hebreus, Jesus supera a cruz, desdenhando da vergonha, e é coroado de glória na posição à direita de Deus.
Seu sofrimento trouxe-Lhe satisfação/alegria devido à nossa redenção!
E nós… como responderemos? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/52
Comissionado pelo comandante no campo de batalha, um jovem corre com alegria no coração e uma maravilhosa mensagem nos lábios: O Rei está vencendo! A guerra contra nosso inimigo está quase no fim, o Rei está perto da vitória e a paz está quase aqui! Essa é a ilustração do versículo 7: “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas… que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!’” (NVI)
Você já ouviu o hino escriturístico baseado em Isaías 52:7, Our God Reigns (Nosso Deus Reina)? Que mensagem simples e poderosa ele contém! Quão poderosa é uma canção de esperança em tempos de angústia. Quando a escuridão e a depressão parecem envolver a alma, cantar os cânticos de Sião levantará a nuvem que nosso inimigo colocou ali para nos oprimir. Cante. Cante ao Senhor um cântico novo! Cante de manhã, cante ao meio-dia e à noite. Cante, independentemente de saber cantar ou não. Isso trará anjos celestiais perto de você para harmonizar silenciosamente o seu anseio por Deus.
Deus é capaz, Ele é abundantemente capaz! Escolha olhar para o alto e cantar!
Ron E M Clouzet
Diretor da Associação Ministerial
Divisão Ásia-Pacífico Norte
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/52
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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566 palavras
1 Tuas roupagens formosas. Isto é, vestes de beleza e santidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 302.
2 Do pó. Sião trocaria o pó pelo trono, uma vida de exílio por outra, de esplendor. CBASD, vol.4, p. 302.
3 Fostes vendidos. os judeus se venderam ao serviço do mal e, como resultado, sofriam nas mãos de seus vizinhos pagãos, os assírios, nos dias de Isaías, e anda seriam cativos em Babilônia. CBASD, vol.4, p. 302.
5 É blasfemado. Visto que podiam oprimir o povo hebreu, os pagãos pensaram que os seus deuses eram mais fortes que Yahweh. CBASD, vol.4, p. 302.
6 Saberá o Meu nome.Saber o nome de Deus é entender Sua vontade e confiar nEle. CBASD, vol.4, p. 302.
7 Boas novas. Isto é, o evangelho (ver com. de Mc 1:1; 2:10). CBASD, vol.4, p. 302.
10 O SENHOR desnudou o Seu braço. O poder de Deus foi manifesto, levando a vitória a Seu povo sobre os inimigos (ver Sl 98:1, 2; cf. Ez 4:7). CBASD, vol.4, p. 303.
11 Retirai-vos. Isto é, de Babilônia [cf. Ap 18:1-4]. CBASD, vol.4, p. 303.
Purificai-vos. Os exilados que voltariam deviam constituir um povo puro. … Os que saíssem de Babilônia espiritual deviam também se purificar (Ap 18:4; 21:27; cf. 1Jo 3:3). CBASD, vol.4, p. 303.
Vós que levais os utensílios do SENHOR. Os líderes de Israel seriam responsáveis por levar os utensílios sagrados do templo, de Babilônia a Jerusalém (Ed 1:7, 8; 5:14, 15; 6:5). … Os líderes do povo de Deus têm a responsabilidade solene diante de Deus de dar exemplo digno de um viver correto. CBASD, vol.4, p. 303.
13 Eis que o Meu Servo. Estas são as palavras introdutórias de uma nova seção que continua até Isaías 53:12. … Nesta nova seção, o Messias surge como o Servo sofredor (ver com. de Is 41:8; 42:1). Nas Escrituras, não há outro texto que apresente de forma mais vívida a natureza vicária e o caráter expiatório da obra de Cristo. … a ideia de salvação material e terrena para Israel como nação praticamente ofuscou o conceito aqui apresentado por Isaías, de que o messias primeiramente os libertaria de forma individual do poder e do castigo do pecado (ver DTN, 30; ver com. de Lc 4:19). CBASD, vol.4, p. 303.
Procederá com prudência. Ou, “prosperará”. … O messias, o Servo sofredor, teria êxito em Sua missão (ver Fp 2:10, 11). CBASD, vol.4, p. 303.
Exaltado e elevado. Os poderosos da Terra se maravilhariam de que um homem tão insignificante segundo os padrões humanos pudesse ter tão tremenda influência sobre o pensamento e a vida do ser humano e sobre o curso da história (ver Is 52:14, 15). Hoje, milhões de pessoas consideram honra serem conhecidos como cristãos. CBASD, vol.4, p. 303, 304.
14 Pasmaram muitos. É surpreendente que o tão honrado Filho de Deus Se humilhasse de forma voluntária como Cristo o fez. Jesus velou Sua divindade na humanidade (ver com. de Lc 2:48) a fim de que o ser humano fosse atraído a Ele, não pela glória exterior, mas pela beleza de seu caráter. CBASD, vol.4, p. 304.
Seu aspecto. Depois de voltar do conflito contra Satanás no deserto da tentação e durante o conflito maior com os poderes das trevas no Getsêmani (DTN, 137, 689), a aparência de Jesus era tão diferente que até para Seus amigos foi difícil reconhecê-Lo. CBASD, vol.4, p. 304.
15 Admiração às nações. O mundo se maravilharia ante o fato de o humilde Servo sofredor, o Messias, vir a ser “exaltado e elevado” e se tornar “mui sublime” (v. 13). CBASD, vol.4, p. 304.
Fecharão a sua boca. Os poderosos da terra se emudecerão diante dEle, em espanto e reverência (ver Jó 29:9; 40:4). CBASD, vol.4, p. 304.
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“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (v.7).
A pregação do evangelho é um privilégio dado aos homens que os anjos gostariam de executar. O Senhor incumbiu o Seu povo de, como Seu porta-voz, anunciar as boas-novas de salvação. Porém, os próprios anjos tiveram que assumir tal missão quando apareceram a uns poucos pastores em Belém, anunciando o nascimento do Messias. O chamado que não foi compreendido por Israel na primeira vinda do Senhor, nos foi dado a fim de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), um povo preparado para a Sua segunda vinda. E corremos o sério risco de, como Israel, assumir uma postura de indiferença e exclusivismo.
O nome do Senhor tem sido “blasfemado incessantemente todo o dia” (v.5) e isto está prestes a ter o seu fim. Deus despertará a Sua “cidade santa” (v.1), que, como noiva, estará pronta para receber os seus cidadãos. E diante do caos da Babilônia espiritual, o Espírito Santo faz um chamado urgente: “Retirai-vos, retirai-vos, saí de lá […] saí do meio dela, purificai-vos” (v.11). “Retirai-vos dela, povo Meu” (Ap.18:4). Pois na santa cidade não entrará coisa alguma imunda ou qualquer tipo de impureza (v.1). Este é um chamado para agora, “porquanto não saireis apressadamente, nem vos ireis fugindo” (v.12) somente quando virem se cumprindo os últimos eventos. Mas, quando forem soltos “os quatro ventos da Terra” (Ap.7:1), Deus já terá selado um povo de Sua propriedade particular, o qual Ele mesmo conservará (v.12).
Hoje é o tempo de conhecermos o nome do Senhor, então, “naquele Dia” saberemos que é Ele “quem fala: Eis-Me aqui” (v.6). Quando nossos pés avançam para anunciar a salvação, também avançam para recebê-la. Os calçados da “preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15), fazem parte integrante da armadura de Deus e sem eles não suportaríamos andar por sobre as pedrinhas do caminho. Aqueles que não compreenderem a sua missão como atalaias do Senhor, terão seus pés machucados pelas tribulações e provações, abandonando a fé com a mesma rapidez com que a aceitaram. Precisamos de uma fé viva que mesmo em meio à perseguições e ameaças nos motive a clamar: “agora, Senhor […] concede aos Teus servos que anunciem com toda a intrepidez a Tua Palavra” (At.4:29).
Ouça hoje o grito dos atalaias do Senhor! Não deixe para depois! Breve virá Aquele que como Servo nasceu, viveu, e morreu sendo rejeitado, mas que naquele Dia “será exaltado e elevado e será mui sublime” (v.13). Revistamo-nos de toda a armadura de Deus, calçando, agora, os nossos pés com os calçados do Céu e proclamando onde quer que o Espírito nos enviar: O nosso Deus reina! Então, com santa ousadia, nossa vida será uma constante declaração de que, dentro em pouco, com nossos próprios olhos distintamente veremos o retorno do Senhor (v.8), “e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” (v.10).
Apeguemo-nos à misericordiosa graça de Deus e avancemos anunciando o evangelho eterno “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Despertai, pés formosos! Andemos na luz do Senhor, amados!
Nosso Pai Celestial, necessitamos do poder do Espírito Santo para cumprir a obra que o Senhor nos confiou. Enche-nos do Teu Espírito a fim de que estejamos escondidos em Cristo e Teu nome seja glorificado em toda a Terra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, atalaias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías52 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 52 – O mais poderoso despertamento espiritual acontece mediante a ação de Deus sobre quem está sonolento na fé. “Desperte! Desperte!, ó Sião, vista-se de força. Vista suas roupas de esplendor, ó Jerusalém, cidade santa. Os incircuncisos e impuros não tornarão a entrar em você” – Assim inicia o capítulo em pauta.
Em Isaías 51:17 esse imperativo impetuoso já havia soado: “Desperte, desperte! Levante-se, ó Jerusalém, você que bebeu da mão do Senhor o cálice da ira dEle…”.
O chamado de Deus ao despertamento visa uma mudança de estado, uma conscientização da situação e a necessidade de se levantar de uma condição adversa. Especificamente, em Isaías 52:1 a chamada para despertar está ligada à ideia de fortalecimento e renovação. É uma exortação para o povo de Deus (Sião) levantar-se e vestir-se com força e, adotar uma posição de dignidade e santidade. Hoje, nós precisamos de…
• …Reconhecer nossa degradante condição espiritual: Assim como Jerusalém foi chamada a despertar para a realidade de sua situação espiritual deprimente, Isaías nos chama a atenção hoje da importância de estarmos cientes da nossa própria condição espiritual. Isso implica refletir sobre nossas escolhas, valores e relacionamento com Deus.
• …Renovação e fortalecimento espirituais: O apelo para vestir-se de força e roupas formosas indica uma busca por renovação e fortalecimento espiritual. Atualmente enfrentamos diversos desafios e distrações que visam prejudica a nossa fé. O profeta incentiva-nos a buscar ativamente uma renovação espiritual, fortalecendo nossa conexão com valores e princípios sólidos.
• …Rejeitar tudo o que é impuro: Diante do fato de que não entrará na cidade nada impuro (conferir Apocalipse 21:1-8), carecemos de uma separação radical daquilo que é prejudicial à nossa saúde espiritual. Temos de rejeitar ou afastar-nos de influências negativas que recebemos através de amigos, de entretenimento e das mídias.
O Deus que nos chama para o despertamento (Isaías 52:1) é Quem pode libertar graciosamente da escravidão (Isaías 52:2-5) a fim de que Sua glória seja espalhada pela Terra (Isaías 52:6-8). Toda ação de Deus é movida por Sua graça em prol de Seu povo (Isaías 52:8-10) com objetivo de estar com e entre as pessoas (Isaías 52:11-15).
Deus anseia estar presente conosco; e nós, queremos estar com Ele? Permitiremos que Ele nos desperte espiritualmente, ou preferimos dormir relaxadamente?
É melhor reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/51
Uma sucessão de calamidades se abateu sobre você. Quem sobrou para se compadecer? Quem pode lhe confortar?
Enfrentando incontáveis provações, o exilado Israel foi diminuído em número e em esperança. Sua nação tornou-se um deserto. Os corações doloridos estavam em ruínas. Eles estavam sem conforto. Precisavam desesperadamente de um Deus compassivo e forte o suficiente para restaurar Seu povo e esmagar seus inimigos.
Procissões intermináveis de provações deixam nossas vidas em ruínas, nossos corações em desertos. Freqüentemente, ninguém está por perto para se compadecer de nós ou nos confortar. Somos exilados da miséria.
Capturados pelo sofrimento, precisamos do Consolador do Céu. Em nosso mundo despedaçado, Ele é a esperança mais verdadeira para nossos corações, o renovador de nossas mentes. Ele olha com compaixão para as ruínas de nossas vidas e vê o que podemos nos tornar. Deus se especializou em transformar corações desérticos em jardins de graça e alegria.
Você está aprisionado pela desesperança? Acorde da sua miséria! Não tema! Deus prometeu que um dia a alegria e regozijo serão encontrados dentro de você. Sua vida será repleta de ações de graças e cânticos de louvor. Toda tristeza e luto fugirão.
Sentindo-se sozinho, sem ninguém para lhe ouvir e cuidar de você? A mensagem de Deus permanece: “Eu, eu mesmo, sou Aquele que te conforta.” (v. 12)
Lori Engel
Capelã
Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/51
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1245 palavras
1 Ouvi-Me. Isaías se dirige aos piedosos de Israel, os que com sinceridade e fervor ansiavam pelo cumprimento das promessas feitas, mas que ficaram desanimados por causa da demora e do aparente fracasso (ver com. de Is 49:4; 14; 50:1). Eles se esqueceram de como o Senhor tinha conduzido os pais no passado (ver EF, 72). Deus os convida a se voltarem a Ele e esquecerem suas dúvidas e apreensões. Para os que os que buscam a justiça e o livramento só há um caminho para alcançar esses objetivos: obediência fiel à voz do Senhor. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 298.
Justiça. Os que semeiam retidão [v. 7] colherão justiça, êxito e livramento [v. 5]. Um é a causa, e o outro, o resultado. … Se fizesse apenas o que é correto, Israel poderia esperar justiça, êxito e livramento. CBASD, vol. 4, p. 298.
De que fostes cortado. Assim como a pedra é tomado da pedreira e se transforma em parte de um lindo templo, o povo de Israel foi tirado do Egito e da Mesopotâmia e preparado por Deus para ser Seu representante. Quantas maravilhas o Senhor fez em favor desse povo! Então, Ele os insta a ter ânimo e a crer pela fé que Ele fará o mesmo mais uma vez. CBASD, vol. 4, p. 298, 299.
2 Olhai para Abraão. Deus relembra Israel de sua origem como nação (Gn 11:28, 31; 12:1, 4, 5). Triunfos do passado devem inspirar coragem no presente e esperança no futuro (ver Os 1:10). CBASD, vol. 4, p. 299.
4 porque de Mim sairá a lei. Do heb. torah, que inclui toda a vontade de Deus revelada (ver com. de Dt 31:9; Sl 19:7). Deus promete continuar a revelação de Suas promessas a Israel (ver Am 3:7). CBASD, vol. 4, p. 299.
A palavra [torah] vem da raiz que significa … “almejar um alvo”. Já que o sentido básico de pecado é “errar o alvo que Deus propõe”, é importante reconhecer que a lei conduz à vontade de Deus, e nos aponta para a pessoa de Jesus Cristo. É neste sentido que consta aqui, como parte integrante da revelação de Deus, que é Sua palavra. Bíblia Shedd.
O Meu direito. A justiça divina seria outra vez estabelecida na Terra (ver com. de Is 42:4, 6), e a confiança no governo de Deus traria um espírito de paz e segurança. CBASD, vol. 4, p. 299.
5 Minha justiça. Isto é, “Meu livramento” (ver com. do v. 1). O livramento que Deus promete a Seu povo não tardará [Virá com certeza e no tempo certo]. CBASD, vol. 4, p. 299.
As terras do mar. nações gentílicas. CBASD, vol. 4, p. 299.
6 Os céus desaparecerão A hora se aproxima quando os céus atmosféricos “se desfarão” (2Pe 3:10, 11). Céus e terra podem passar, mas a vontade de Deus (ver com. de Is 51:4) permanece para sempre (ver Mt 5:18). CBASD, vol. 4, p. 299.
7 Que conheceis a justiça. Os que conhecem a justiça são definidos neste versículo como os que têm a lei de Deus – uma transcrição de Seu caráter – no coração. Sua vontade revelada (ver com. do v. 4) está gravada na mente deles, e seu caráter é semelhante ao caráter divino (ver Gl 2:20; Cl 1:27; 1Jo 3:2, 3). CBASD, vol. 4, p. 299.
8 A traça. Ver com. de Mt 6:19, 20; Cf Is 50:9. Pecado e pecadores desaparecerão, mas a justiça é permanente. A transgressão trará inevitavelmente a ruína, mas aobediência traz vida ebênção (Is 1:19, 20, 28; Jo 3:16; Rm 6:23; ver com. de Mt 7:21-28). CBASD, vol. 4, p. 299.
9 Desperta, desperta. Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade. Ron E M Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/16/.
Nos dias passados. Representando os piedosos de Israel, Isaías roga a Deus que repita os grandes feitos de livramento que marcaram o passado (ver com. dos v. 1 e 2). CBASD, vol. 4, p. 299.
Egito. Heb. rahabh, lit “o orgulhoso”, “o insolente”. Aplica-se claramente aoEgito, como também em Sl 89.10, onde aparece o nome Raabe (cf Sl 87.4). A referência específica é a derrota sofrida pelos exércitos do Egito, ao perseguir os israelitas, depois do Êxodo. Bíblia Shedd.
monstro marinho. O crocodilo do Nilo tem servido como símbolo do Egito. Bíblia Shedd.
10 Secou o mar. Referência à travessia do Mar Vermelho (ver Êx 14:21; cf. Is 43:16). CBASD, vol. 4, p. 299.
11 Os resgatados. Ver com. de Is 35:10. Isaías outra vez prediz o retorno do cativeiro babilônico. Da mesma forma, “todo o Israel” (Rm 11:26), ou os filhos espirituais de Abraão (Gl 3:29), será libertado da tirania da babilônia espiritual (Ap 18:1-4; 19:1, 2; 21:1-4). CBASD, vol. 4, p. 299.
12 Eu, Eu. A repetição do pronome enfatiza o Senhor como a fonte da confiança de Israel. Se Deus estava com eles, quem seria contra eles (ver Rm 8:31)? CBASD, vol. 4, p. 299.
13 Esqueceres do SENHOR. Esta foi a causa de todas as dificuldades que sobrevieram a Israel e de todas as que ainda enfrentariam. Paulo fala do perigo de se esquecer de Deus (ver Rm 1:20-24). CBASD, vol. 4, p. 300.
14 Não descerá à sepultura. Nenhum poder na Terra poderia frustrar o propósito divino de libertar os Seus quando chegasse a hora. CBASD, vol. 4, p. 300.
16 Minhas palavras. Isto é, as palavras de Deus na boca de Isaías. CBASD, vol. 4, p. 300.
Estenda novos céus. Ou, “estabeleça os céus”(ver com. de Is 40:12). Isaías contempla a terra restaurada ao seu estado edênico (ver Is 65:17; 66:22; 2Pe 3:13). CBASD, vol. 4, p. 300.
16 Tu és o meu povo. Isto é um grande conforto e encorajamento para os israelitas que antes do cativeiro ouviram a sentença: “Não sois o meu povo!”. Bíblia Shedd.
17 Desperta, desperta. No v. 9, Israel dirige estas palavras ao Senhor. Aqui, Deus fala a uma Jerusalém pecadora para despertá-la de um estupor causado pelo cálice da ira de Deus. Aplicação de castigo é associada em geral ao derramamento da taça da ira (Sl 75:8; Jr 25:15, 16; Ez 23:32-34; Ap 14:10). Exorta-se com fervor a Jerusalém para que desperte e volte a si antes que seja tarde demais. CBASD, vol. 4, p. 300.
18 Nenhum a guiou.Os filhos de Jerusalém tinham perecido na batalha (Is 49:20, 21), e ela se encontrava só no exílio (ver com. de Is 49:21). Ela teve muitos filhos, mas nenhum deles estava presente para ajudá-la. Na hora de maior necessidade, ela se encontrava totalmente abandonada. O alívio só viria de Deus. CBASD, vol. 4, p. 300.
Justamente os líderes políticos de Jerusalém tinham sido politiqueiros internacionais, e por isso foram os primeiros a ir para o cativeiro, na leva de 605. a.C. Bíblia Shedd.
19 Estas duas coisas. A primeira (fome e espada) ocasionou a outra: desolação e destruição (ver Ez 14:21; Ap 6:8). CBASD, vol. 4, p. 300.
20 Como o antílope. Eles são como um animal selvagem capturado numa rede, tentando freneticamente escapar e que, finalmente, desistem devido ao cansaço. CBASD, vol. 4, p. 300.
22 Minha ira. Ao castigar Israel, Deus lidou com o povo como um pai amoroso lida com um filho desviado (ver Pv 3:11, 12; Hb 12:5-11; Ap 3:19). CBASD, vol. 4, p. 300.
Jamais dele beberás. A hora da libertação está próxima. CBASD, vol. 4, p. 300.
23 pô-lo-ei nas mãos dos que te atormentaram. A razão para passar adiante a taça da fúria divina aos opressores de Israel é claramente apresentada em Isaías 10:5 a 13; e 49:25. A crueldade desmedida dos conquistadores de Israel demandava justiça. CBASD, vol. 4, p. 300.