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“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (v.2).
Em um tempo de exclusivismo e hipocrisia, Isaías ergueu a voz profética declarando uma mensagem difícil de ser aceita e compreendida pelos líderes de Israel. A inclusão de estrangeiros e eunucos na adoração no templo era inaceitável. Tecnicamente, havia um pátio do templo reservado para eles, a fim de que os judeus pudessem evitar-lhes o contato. Isto explica a ira de Cristo ao ver que o único lugar onde era permitido o acesso aos estrangeiros estava tomado por comércio espúrio. Replicando as palavras dadas ao profeta e repreendendo o povo severamente, Sua voz embargada e cheia de santa autoridade pôde ser ouvida em cada recinto do templo: “Não está escrito: A Minha casa será chamada Casa de Oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores” (Mc.11:17). E, logo depois, ali mesmo, recebeu cegos e coxos, os quais curou (Mt.21:14).
Até mesmo as pessoas com alguma imperfeição física, como os eunucos, eram impedidas de entrar no templo por serem consideradas impuras. No livro de Atos, encontramos o relato de um coxo de nascença que era colocado “diariamente à porta do templo […] para pedir esmolas aos que entravam” (At.3:2). Mas a partir do momento em que ele se viu curado por intermédio de Pedro e João, a primeira coisa que fez foi entrar “com eles no templo, saltando e louvando a Deus” (At.3:8). Filipe foi enviado pelo Espírito Santo ao eunuco etíope que estava lendo justamente o livro de Isaías. E ao ensiná-lo sobre a transformadora salvação em Cristo Jesus, seu coração foi constrangido pela maravilhosa graça e fé viva que o fez declarar: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”, e Filipe o batizou (At.8:37 e 38).
Assim como a observância do sábado, a obediência à vontade de Deus e fé na aliança do Senhor (v.4) eram os critérios divinos que revelavam o caráter de Seus servos, não importando sua etnia ou condição física, estes mesmos critérios permanecem como “um memorial” (v.5) dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). A palavra profética continua operante: “Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos” (v.8). Mas ai dos atalaias cegos (v.10) e dos “pastores que nada compreendem” (v.11), que fazem acepção daqueles que Deus prometeu dar “um nome melhor do que filhos e filhas” (v.5)! Nossa vida, nossa casa e a igreja devem ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (v.7). Se permitirmos que o Espírito do Senhor habite em nós, em nosso lar e na igreja, veremos poder ainda maior do que no Pentecostes, de forma que, dia a dia, o Senhor nos acrescentará os que serão salvos (At.2:47).
Amados, breve os justos que estiverem vivos terão de enfrentar “um tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Tempo em que serão “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). E o Espírito Santo está preparando um só remanescente de “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). A verdadeira adoração ao Criador, que, “em seis dias, fez […] os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia descansou” (Êx.20:11), que já na criação estabeleceu o Seu dia santo (Gn.2:1-3), confirmará os que receberão do Senhor “um nome eterno” (v.5): “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Hoje temos o incomparável privilégio de nos relacionar pessoalmente com o Criador e Rei do universo. Continue estudando a Palavra de Deus. Ore sem cessar. A oração humilde e sincera move o coração de Deus e torna nossos ouvidos mais sensíveis à voz do Espírito Santo. E Ele fará de nós “Filipes” atuais, guiando-nos aos “eunucos” que desejam conhecer Jesus.
Pai bondoso, mesmo que provados e afligidos, confiamos na fiel promessa de que estás conosco. Ensina-nos a andar Contigo! Dá-nos ouvidos sensíveis à Tua voz e um coração disposto e feliz em fazer a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos e filhas de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías56 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 56 – A vida espiritual para ser saldável requer que alimentemos de “toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Talvez o alimento que mais necessário é o menos palatável; o mesmo se dá com a Palavra de Deus.
Consequentemente, algumas pessoas são seletivas na Bíblia; quando não gostam de certos ensinamentos, acham conveniente descartá-los. Isso não é novidade! O povo de Israel também tinha grandes dificuldades com a aceitação de certas verdades. Por isso, Deus precisou investir grandes esforços para despertá-lo!
• Aquilo que Deus requer visa beneficiar Seu povo. Entretanto, Ele não é seletivo nem exclusivista; Ele almeja as bênçãos de Seus princípios a cada povo da Terra (estrangeiros, eunucos).
Os judeus libertos do exílio babilônico deveriam “praticar juízo e justiça e guardar o sábado. Nem o estrangeiro nem o eunuco precisam temer serem impedidos de desfrutar os benefícios do reino de Cristo. Na verdade, quem obedecer à Palavra do Senhor ocupará lugar privilegiado. O templo do Senhor será Casa de Oração para todos os povos, não apenas para Israel. Deus trará os gentios para dentro de Seu aprisco junto com Seu povo”, analisa William MacDonald.
E continua, “o versículo 9 volta a Israel em seus dias de rebelião. As nações (feras) são convocadas para disciplinar o povo cujos atalaias não veem o perigo. São como cães mudos que não conseguem ladrar para alertar as pessoas. São sonhadores que gostam de dormir. São pastores mercenários, egoístas e cheios de ganância”.
• Atalaias honestos proclamam toda a revelação de Deus; ensinam que o ser humano “descansa no dia de sábado em honra ao Criador. E, onde quer que ele possa dirigir seu olhar, seja para os céus, a terra ou o mar, ali ele contempla a obra do Criador. Ao descansar no sétimo dia, ele vê nas incontáveis variedades da natureza e a sabedoria e o poder dAquele que que criou tudo em seis dias e, assim, é dirigido, pela natureza, para o Deus da natureza. O sábado se torna, agora, a corda que liga o homem ao infinito Criador. Ele é a corrente de ouro que une a Terra e o Céu e o homem a Deus” (Tiago White).
A guarda do sábado impede a idolatria e o ateísmo. Portanto, reavivemo-nos guardando-o! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/55
Este capítulo de Isaías está literalmente saturado de superlativos e oferece tantos “prazeres” que o leitor fica completamente surpreso com a bondade de Deus!
Isaías 55 exalta a salvação de Deus comparando-a a um saboroso banquete e a uma bebida saudável e agradável. Além disso, Deus descreve aqui Sua aliança com a humanidade em termos tão deliciosos que Ele vai além da analogia da Água da Vida e, em vez disso, compara-se neste capítulo a um saboroso copo de suco de uva fresco e agradável!
Ah! – mas fica ainda melhor! Quando testemunhamos este tipo de “salvação”, temos a promessa de que “as nações que não te conhecem correrão para ti”. Você acredita nisso? Se você cooperar com Deus, então sua influência será como a chuva que faz com que as plantas produzam uma rica colheita que levará muitos a “sair com alegria” porque a Palavra de Deus “realizará o que me agrada” enquanto os crentes viajam em direção ao céu em “alegria” e “paz”.
Pense! Tudo o que foi dito acima pode ser a sua experiência se você estiver disposto a abandonar seus próprios caminhos e pensamentos e retornar a Deus de todo o coração!
David Grams
Capelão, Hartland College, Rapidan, Virgínia, EUA
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1 Todos vós, os que tendes sede. Isto é, aqueles que tem sede de entender a vontade e os caminhos de Deus e obter graça para estar em paz com Ele (Sl 42:1, 2; 63:1; Mt 5:6; Jo 7:37; Ap 21:6; 22:17). … A beleza poética deste capítulo se sobressai nas Escrituras. É um notável convite ao pecador para aceitar as bênçãos da salvação. Ninguém está excluído (Ap 22:17). Não existe fundamento para a ideia de que alguns são criados para a salvação e outros, para a perdição, alguns para serem salvos e outros para se perderem. Deus não interfere no livre exercício do poder de escolha (ver Ez 18:31, 32; 33:11; 2Pe 3:9). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 314.
Águas … vinho, leite (e pão, v. 2). Representam as bênçãos espirituais (ver Mt 26:27-29; Jo 4:10, 13, 14; 1Co 11:27-27; 1Pe 2:2). CBASD, vol. 4, p. 314, 315.
Os que não tendes dinheiro. Na linguagem simbólica empregada nesta passagem, a pessoa sem “dinheiro” é a que está ciente de sua necessidade espiritual (ver com. de Mt 5:3). Ela sabe que não tem méritos para oferecer a Deus como pagamento pelo precioso dom da salvação. Deus, no entanto, convida a todos esses para ir a ele a despeito de sua pobreza espiritual. O preço da salvação foi pago pelo Salvador. CBASD, vol. 4, p. 315.
Vinde, comprai. As bênçãos da salvação são gratuitas;contudo, só podem ser obtidas à custa de tudo o que a pessoa é e possui. CBASD, vol. 4, p. 315.
2 Gastais o dinheiro. Uma repreensão para os que gastam tempo, esforço e dinheiro em coisas de pouco ou nenhum valor, ao passo que negligenciam o mais importante da vida (ver com. de Jo 6:27). CBASD, vol. 4, p. 315.
Não satisfaz. Os que não participam das riquezas espirituais que Deus tem proporcionado, de forma gratuita, sofrerão de fraqueza espiritual e dificilmente se darão conta da fome oculta da alma, que as coisas materiais jamais satisfazem. CBASD, vol. 4, p. 315.
Com finos manjares. Uma expressão hebraica comum que significa abundância e prosperidade, neste caso, prosperidade espiritual (ver Gn 27:28, 39; 45:18; etc.). CBASD, vol. 4, p. 315.
3 Inclinai os ouvidos. Isto é, estar atento às realidades espirituais. CBASD, vol. 4, p. 315.
E a vossa alma viverá. Isto é, “vivereis” (ver com. de Sl 16:10). CBASD, vol. 4, p. 315.
Uma aliança perpétua. isto se refere à “nova” aliança, sob a qual Deus promete escrever Sua lei no coração do ser humano (ver com. de Jr 31:31-34; Hb 8:10, 11). CBASD, vol. 4, p. 315.
4 Eis que Eu o dei. Isto é, Davi (v. 3), que foi um símbolo de Cristo e sobre cujo trono Cristo se assentaria (Sl 89:3, 4, 20, 33-37; Ez 34:23, 24; Os 3:5; ver com. de Dt 18:15; Mt 1:1). CBASD, vol. 4, p. 315.
6 Buscai o SENHOR. Foi nisso que Israel falhou. A razão do exílio foi que a nação não buscou conhecer e obedecer à vontade de Deus (ver Is 6:9-12). CBASD, vol. 4, p. 316.
Enquanto está perto. Deus … está “perto” de todos os que O invocam (Sl 46:1; 145:18). Porém virá o tempo em que a obstinada rejeição dos rogos do Espírito de Deus fechará a porta da graça e retirará a presença divina (Is 1:15; Os 5:6; Mt 25:10-12; cf. Jo 7:34; 8:21). CBASD, vol. 4, p. 316.
9 Mais altos do que a terra. O ser humano pensa no tempo; Deus na eternidade. O ser humano pensa em si mesmo; Deus, nas criaturas de Suas mãos. O ser humano pensa no que pode conseguir, e Deus, no que pode outorgar. CBASD, vol. 4, p. 316.
11 A palavra. A palavra de Deus representa Sua vontade e está dotada de poder para ser eficaz. CBASD, vol. 4, p. 316.
O que Me apraz. O que ocorre com a chuva e a neve (10) também se dá com a Palavra de Deus. Todas cumprem o propósito benéfico para que foram enviadas. Assim foi com Cristo, a Palavra viva (Jo 1:1), em cujas mãos, “a vontade do SENHOR” prosperaria (ver com de Is 53:10). CBASD, vol. 4, p. 316.
12 Saireis com alegria.O cumprimento da vontade do Senhor (v. 11) traz alegria. CBASD, vol. 4, p. 316.
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“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (v.6).
Certo dia, quando meu caçula tinha 3 anos de idade, eu o levei no colo para a janela a fim de lhe falar do amor de Deus através do que podíamos ver na natureza. Então, ele olhou para o céu e apontou, dizendo: “Vamos, mamãe, para lá!” E eu lhe respondi: “Sim, Lipe, muito em breve Jesus nos levará para o Céu!”. Mas ele insistiu: “Não mamãe, vamos agora! O homem está chamando!”. Ao entender que Felipe estava vendo o que eu não podia ver, lhe perguntei: “Que homem, Lipe?”. E ele respondeu: “O homem na porta, mamãe! Vamos subir?”. E ele estendia a mãozinha com insistência fazendo o sinal de quem estava chamando. Fiquei muito emocionada e expliquei a ele que precisávamos esperar um pouco.
Em Apocalipse 3:8, está escrito: “eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar”. À igreja de Filadélfia foi dada uma mensagem de esperança e de consolação como recompensa por sua obediência e perseverança, características que também descrevem o povo do advento: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). O que o meu filhinho viu foi um vislumbre dessa última mensagem; a graça que do Céu ainda nos é oferecida antes que a porta se feche. Ellen White escreveu:
“Estas verdades, conforme são apresentadas no capítulo 14 de Apocalipse, em relação com o ‘evangelho eterno’, distinguirão a igreja de Cristo ao tempo de Seu aparecimento. Pois, como resultado da tríplice mensagem, é anunciado: ‘Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé em Jesus’ (Ap.14:12). E essa mensagem é a última a ser dada antes da vinda do Senhor. Seguindo-se imediatamente à sua proclamação, pelo profeta é visto o Filho do Homem vindo em glória, para ceifar a colheita da Terra” (Visões do Céu, p.12).
Dos quatro cantos da Terra, o Senhor está recolhendo os Seus escolhidos. E o apelo do Céu ecoa em todos os lugares: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (v.7). O perdão cura as enfermidades da alma e abre ao aflito a única porta que promove a verdadeira alegria e a paz que excede todo o entendimento. Jesus declarou: “Eu sou a porta” (Jo.10:9). Ele é a nossa salvação e O maior interessado em suprir as nossas necessidades e derramar sobre nós as “fiéis misericórdias prometidas a Davi” (v.3).
“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei” (v.1). É ilustrando as nossas necessidades básicas, que o Senhor nos oferece o que é eterno: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14). “Eu sou o pão da vida […] quem comer este pão viverá eternamente” (Jo.6:48 e 58). Oh, amados, “comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares” (v.2)! Alimentai a mente e o coração com as palavras da vida eterna, porque a Palavra do nosso Deus não volta vazia, mas satisfaz e prospera segundo os propósitos divinos (v.11). “Saireis com alegria e em paz sereis guiados” (v.12) se inclinarem os ouvidos e estiverem dispostos a aceitar os caminhos de Deus (v.9).
No lugar onde hoje só existem arbustos espinhosos, o Senhor deseja tornar em um agradável jardim; “e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto” (v.13). Permita que o Espírito Santo faça de sua vida um poderoso “testemunho aos povos” (v.4). Em um mundo que está em contagem regressiva, busquemos o Senhor enquanto podemos achá-Lo, O invoquemos enquanto Ele está perto. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32).
Nosso Deus e Pai, dá-nos pão a comer e água a beber! Não o pão e a água que saciam por pouco tempo este corpo corruptível, mas o pão e a água do Céu, que saciam a alma hoje e eternamente e que são abundantes o suficiente para que possamos compartilhar com outros. Alimenta-nos da Tua Palavra e dá-nos da água purificadora do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, todos vós, santos perseverantes!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Isaías55 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 55 – O evangelho da graça foi escancarado pelo profeta Isaías. Especialmente o capítulo em questão, pois explora esse evangelho no Antigo Testamento.
“O Espírito de Deus faz um convite evangelístico para Israel voltar. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da Terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter consciência da necessidade (sede). As bênçãos consistem nas águas do Espírito, no vinho da alegria e no leite da boa Palavra de Deus. São uma dádiva da graça, obtida sem dinheiro e sem preço”, comenta William MacDonald.
Desta forma, Isaías 55, com sua ênfase na graça divina e na magnitude da Palavra de Deus, oferece um terreno fértil para entender como tais elementos promovem reavivamento e reformas espirituais:
• A graça divina, conforme expressa no convite aos que têm sede virem às águas, não faz distinção de classe social, méritos pessoais ou recursos financeiros. Pessoas de todos os contextos são convidadas a se aproximarem de Deus (Isaías 55:1).
• O convite para buscar o Senhor e comer o que é bom é um apelo direto para que as pessoas abandonem a busca por satisfação em coisas supérfluas e se voltem para aquilo que é verdadeiramente essencial à existência. O reavivamento acontece quando se percebe a insuficiência do que o mundo oferece, e anseia por algo mais significativo (Isaías 55:2-5).
• O apelo urgente para buscar ao Senhor enquanto Ele pode ser achado revela que o tempo da graça disponível pode terminar. Essa urgência incentiva à prontidão espiritual e à busca intensa por Deus – elementos cruciais no reavivamento genuíno, que resulta em reforma autêntica de vida: Conversão (Isaías 55:6-7).
• Para isso, é imprescindível reconhecer a soberania e sabedoria insondável de Deus. Tal reconhecimento é vital para o reavivamento espiritual e a reforma de vida, pois impulsiona a humildade e a submissão à autoridade divina (Isaías 55:8-9).
• O final do capítulo apresenta o clímax do reavivamento e reforma espirituais, os quais estão vinculados à redescoberta da aplicação prática das Escrituras – que não retornam vazias. Através de Sua Palavra, Deus promete uma transformação na vida e na condição de quem aceitar Seus ternos convites (Isaías 55:10-13).
Isaías 55 é mais que um mero chamado à redenção, é uma exaltação ao Criador e à eficácia de Sua Palavra! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/54
Pobre mulher. A pessoa mais indefesa, vulnerável e sem esperança da cidade. Absolutamente nada em que se agarrar, rejeitada por todos, sem ninguém que se importasse ou compreendesse. Nenhum marido ou filhos para cuidá-la e protegê-la, para sustentá-la, confortá-la e amá-la. Mesmo que o Sr. Perfeito tenha batido à sua porta, é tarde demais. Ela está velha, já passou dos dias de sua beleza.
A promessa de Deus: Reverter absolutamente tudo o que é desesperador – completamente. Do lamento desesperado à canção alegre. De sem filhos e sem esperança de ter filhos a uma família mais afortunada de qualquer uma das mulheres abençoadas. De uma cabana em ruínas a uma casa grande, mas não grande o suficiente. Os lugares desolados serão revitalizados e transformados em algo belo por sua crescente família.
Sentindo-se desagradável, como se fosse ridículo que um homem pudesse querer você? O próprio Deus QUER VOCÊ! Seu novo marido é o melhor, o mais rico, o mais forte e o mais terno.
Parece um sonho, não é? Amor eterno? Grande compaixão? Acredite! O compromisso de Deus é mais estável do que uma cadeia de montanhas. Lugares em ruínas brilharão como uma caverna de tesouros. Injustiças, inseguranças e perigos? Tudo esquecido.
Adeus, meu eu deplorável. A palavra de Deus é certa. “Eu sou o Senhor. Eu falei.”
Art Kharns
Ancião, IASD de Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/54
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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574 palavras
1 Canta alegremente, ó estéril. Israel, que então era “estéril” de resultados (ver p. 17-19; cf. Is 5:1-7; Jo 3:3, 5; Gl 5:22, 23), teria êxito em sua tarefa. Seus próprios filhos e filhas seriam “ensinados do SENHOR” (Is 54:13), os gentios se converteriam (56:6) e o templo de Jerusalém se tornaria “Casa de Oração para todos os povos” (56:7). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 311.
2 Alarga o espaço. “Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo” (PJ, 290). Citado em CBASD, vol. 4, p. 311.
Não o impeças. Deus não estará satisfeito, e Sua obra na Terra não poderá ser concluída, até que a igreja se levante com fé e se una aos agentes divinos para proclamar ao mundo o Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir. CBASD, vol. 4, p. 311.
3 Transbordarás. Se Israel se erguesse com fé para cumprir seu destino como nação, o êxito excederia suas maiores expectativas. Assim será no tempo do fim quando o povo de Deus estiver pronto para receber o poder que Ele deseja manifestar. CBASD, vol. 4, p. 311, 312.
4 Da vergonha da tua mocidade. Yahweh tirou Israel do Egito para ser Sua noiva, mas ela se prostituiu ao servir a outros deuses (Jr 3:1-11; Ez 16:8-16; Os 2:5-13). Essa foi a sua desgraça e vergonha. CBASD, vol. 4, p. 312.
Da tua viuvez. Uma alusão ao cativeiro em Babilônia, quando, por causa da infidelidade a seu Marido, a nação foi levada cativa (Lm 1:1; 2:5, 6; cf. Os 2:6-13). CBASD, vol. 4, p. 312.
5 Teu marido. Embora a nação de Israel tivesse abandonado seu “marido”, Ele a traria de volta e seria novamente seu esposo (ver Ez 16:8; Os 2:14-20; cf. 3:1-5). CBASD, vol. 4, p. 312.
6 Repudiada. Ou, “rejeitada”, isto é, como “esposa”. CBASD, vol. 4, p. 312.
7 Por breve momento. Durante os 70 anos do cativeiro babilônico, Israel pareceu estar abandonado e esquecido. Contudo, na verdade, Deus permitiu essa experiência amarga a fim de revelar a Israel a tolice de seus caminhos e persuadi-lo de que a sabedoria consiste em ser fiel a Ele (ver Os 2:6-23). Em meio às dificuldades e às desilusões da vida, o povo de Deus tem o privilégio de ouvir a voz divina que chama a deixar os próprios caminhos e a andar com o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 312.
9 Como as águas de Noé. Depois do dilúvio, Deus prometeu que não destruiria a terra com água (Gn 9:11-15). Promessa semelhante foi dada ao povo de Judá desde que permanecesse fiel a Deus, depois que retornasse à sua terra natal. CBASD, vol. 4, p. 312.
10 A aliança da minha paz. Isto é, a aliança divina que resulta em paz (ver Nm 25:12; Ez 34:25; 37:26). CBASD, vol. 4, p. 312.
13 Filhos. Expressão hebraica comum para designar descendência, sem levar em conta a idade. CBASD, vol. 4, p. 313.
15 Poderão suscitar contendas. Se tivessem permanecido fiéis a Deus depois do cativeiro, os judeus teriam recebido bênçãos inumeráveis (ver p. 16, 17). Seus inimigos conspirariam para tomar deles essas bênçãos, mas cairiam nessa tentativa (ver Ez 38:8-23); Zc 12:2-9; 14:2, 3). … Nos últimos dias, haverá também, da parte dos exércitos do mal, um esforço conjunto para destruir os santos, mas não terão êxito (ver Ap 16:14-16; 19:11-21; ver p. 17, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 313.
16 O assolador. Isto é, aquele que devasta. deus afirma Seu controle soberano sobre os poderes da Terra. nenhuma força pode operar a menos que Ele permita (ver com. de Dn 4:17). nenhum inimigo pode ultrapassar os limites de Deus estabelece. CBASD, vol. 4, p. 313.
17 Seu direito. Ou, sua “vindicação”. Deus vindicará a causa de Seus servos. Quando o inimigo os acusar e lutar contra eles, Ele os declarará inocentes e os libertará. CBASD, vol. 4, p. 313.
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“Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (v.7).
A vida cristã é feita de altos e baixos. Num momento nos sentimos fortes e preparados para enfrentar as aflições; noutro, estamos tão fracos que pensamos não poder suportar o mínimo apuro. E um dia após o outro seguimos nesta luta pela sobrevivência espiritual, que o apóstolo Paulo denominou de “bom combate” (2Tm.4:7). Creio eu que a maioria de nós ainda não compreendeu, de fato, o que seja buscar “em primeiro lugar” o reino de Deus “e a Sua justiça”, mas com vistas à satisfação dos nossos gostos e vontades, esquecendo-nos da condição anterior, apenas esperamos o cumprimento da promessa: “e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt.6:33).
A relação responsabilidade/benefício deve ser tão íntima quanto o ar está para a vida. Foi por perdermos esse princípio na formação e educação da sociedade, que estamos lidando com uma geração em sua maioria indiferente às responsabilidades e deveres, preferindo o caminho das facilidades a lidar com perdas e frustrações; um tempo em que vemos os filhos não mais pedirem, mas exigirem que seus pais realizem seus desejos e que não admitem ser repreendidos; um tempo em que a disciplina tornou-se sinônimo de legalismo, e o amor de Deus, uma desculpa para um cristianismo sem essência e sem identidade.
Como uma mulher infiel, Israel havia rejeitado o seu Criador e se tornado estéril e vazia. “Por breve momento” (v.7), o Senhor permitiu que sofressem os resultados de suas más escolhas. Não Se retirou por severidade ou autoritarismo, mas por respeitar a decisão que O desconsiderou. Bastou, porém, ver o Seu povo Israel, de “espírito abatido” (v.6), a nação eleita, “aflita, arrojada com a tormenta e desconsolada” (v.11), para Se compadecer de Seus filhos como uma mãe se compadece do filho desde o ventre. E como Aquele que apaga as iniquidades e delas não mais tem lembrança (Mq.7:19), assim como jurou “que as águas de Noé não mais inundariam a Terra” (v.9), também jurou fortalecer o Seu povo e lhe dar “a herança dos servos do Senhor” (v.17).
O mundo necessita de líderes espirituais que governem o lar e os púlpitos com o temor do Senhor a tonificar o caráter de seu serviço. Homens e mulheres que contribuam na obra de subir os degraus da “obediência por fé” (Rm.1:5), deixando para trás os objetos do egoísmo. Pessoas comuns, como você e eu, que, com humildade, se coloquem a serviço de Deus ainda que suas expectativas não sejam correspondidas. Que ousem erguer aos céus os segredos do coração, e das Escrituras receber diariamente as palavras da vida eterna. Um povo que, mesmo enfraquecido e sonolento, está preparado para despertar e entrar com o seu Redentor “para as bodas” (Mt.25:10).
Amados, o nosso Redentor é “o Deus de toda a Terra” (v.5), que não retarda “a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). É “com misericórdia eterna” (v.8) que o Senhor Se compadece de nós e nos chama para perto de Si. Ainda que os nossos “pecados sejam como a escarlata”, diz o Senhor, “eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is.1:18).
“Todo o capítulo 54 de Isaías é aplicável ao povo de Deus” escreveu Ellen White, “e todas as especificações da profecia serão cumpridas. O Senhor não abandonará Seu povo no tempo de prova. […] A promessa é para aqueles que, em meio à apostasia generalizada, guardam os mandamentos de Deus e exaltam o padrão moral ante o olhos do mundo que viola os estatutos e quebra a aliança eterna” (CBASD, v.4, CPB, p.1264).
Se aceitarmos viver a vontade de Deus, confiando em Sua provisão, Ele mesmo encrustará em nossa vida as joias de Seu caráter (v.11-12), a fim de que nossos filhos sejam “ensinados do Senhor” (v.13) e as armas forjadas do maligno não tenham poder contra nós (v.17). Jesus sofreu “por um momento” (v.8) a separação do Pai para que possamos estar com Ele para sempre. Não troque essa herança eterna pelas ilusões de um mundo prestes a cair! “Canta alegremente” (v.1), pois o nosso Redentor breve virá!
Pai Eterno, sejas louvado por Tua bondade e por Tua misericórdia que dura para sempre! Obrigada pelo perdão que nos está disponível e pela esperança da vida eterna em Cristo Jesus! Abre o nosso entendimento para que a Tua Palavra entre em nosso coração e opere a transformação tão necessária! Prepara-nos para a Tua breve volta, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías54 #RPSP
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ISAÍAS 54 – A mensagem principal deste capítulo foi dirigida a Jerusalém, personificada como uma mulher estéril que é encorajada a alegrar-se, pois Deus promete-lhe restauração e prosperidade. Desta forma, há elementos neste texto sagrado que apontam para um reavivamento espiritual.
A Bíblia Andrews comenta que “este capítulo usa uma linguagem tocante para retratar o relacionamento entre Deus e Seu povo. O Senhor é Criador, Redentor, Marido e Mestre. É Ele quem demonstra amor eterno ou bondade e misericórdia, além de afirmar uma aliança de paz que não pode ser revogada. Protege tão bem Seu povo que ‘toda arma forjada contra [ele] não prosperará’ (v. 17)”.
Assim, Isaías 54:1-17 revela uma mensagem de renovação e expansão (vs. 1-3), de confiança na graciosa providência divina (vs. 4-5), de restauração baseada na graça (vs. 6-10), e de proteção pautada na misericórdia (vs. 11-17).
O mais impressionante em Isaías 54 é que sem a graça divina, só restaria desgraça na vida humana. Sem a misericórdia, generosidade e bondade divinas, nunca experimentaríamos qualquer tipo de vida – seríamos estéreis, abandonados; estaríamos desoladamente perdidos.
• É a ação graciosa e misericordiosa de Deus que oferece solução e salvação de nossa situação!
Um texto interessante é o versículo 9. Nele, a referência à promessa de Deus fazendo menção ao dilúvio, um evento catastrófico que Deus havia usado para julgar a maldade da humanidade, mas agora promete não o repetir. Mesmo diante da inclinação da humanidade para o mal, a promessa foi mantida pautando-se na graça e misericórdia.
• A certeza da promessa independe do comportamento instável das pessoas.
Assim como Deus prometeu nunca mais destruir a Terra com águas (Gênesis 9:11) Deus manteria esta nova promessa com base em Sua graça, não no compromisso humano à aliança. A infidelidade dos judeus que retornaram do cativeiro babilônico não cancelou a promessa; pelo contrário, no sentido escatológico o plano de preservar a terra foi ampliado (Apocalipse 21:1-22:21). “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança” (Mateus 5:5).
Jesus é o Messias, Salvador, que tornou possível a realidade dessa promessa. Ele é a manifestação da graça divina que nos oferece perdão. E, por meio dEle podemos buscar, hoje mesmo, a renovação espiritual, a restauração de nossa fé e, a certeza de nossa salvação! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.