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Texto bíblico: LAMENTAÇÕES 1 – Primeiro leia a Bíblia
LAMENTAÇÕES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lm/1
O livro poético de Lamentações foi escrito em um estilo acróstico cuidadosamente elaborado (ou seja, o poeta usou as letras do alfabeto hebraico como a primeira letra de cada versículo nos capítulos 1, 2, 4 e 5. No cap. 3, centro do livro, em vez de 22 versos refletindo as 22 letras do alfabeto hebraico, Jeremias usou 66 versos, começando três versos com a mesma letra hebraica).
Estas não são as divagações espontâneas de um autor magoado e desiludido – o livro é uma descrição cuidadosamente elaborada do status quo, o motivo do exílio e o reconhecimento fervoroso de que nossa única esperança reside no compromisso renovado com nosso Criador e Salvador. “Tu, Senhor, reinas para sempre” (Lam 5:19) é uma declaração de fé – mas a sua plena realização ainda está no futuro. Como todos os que sofrem dor e perda, existem passos que precisamos dar quando queremos voltar à vida.
Não sei onde você se encontra hoje. Não sei que vale ou topo de montanha você terá que cruzar hoje. Lembre-se de que o Senhor é justo – e está no controle. No julgamento e na salvação, Ele é soberano e está disposto a ouvir suas orações e considerar suas lágrimas.
Gerald A. Klingbeil
Editor Associado da Adventist Review / Adventist World
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lam/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1763 palavras
INTRODUÇÃO AO LIVRO
“O livro de Lamentações tem um tema principal: o sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586 a.C. Tanto o rei Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o cativeiro. Depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi queimada juntamente com o templo; todos os objetos de valor foram levados embora, a muralha da cidade foi destruída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma diminuta população dos mais pobres ignorantes.
“Numa série de elegias, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e tristeza da cidade. O primeiro lamento descreve e explica as aflições, em termos gerais. O segundo descreve o desastre com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores profundos desse julgamento são elucidados na terceira lamentação. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamento (mais exatamente, é uma oração) descreve como os sofrimentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da aflição. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto humilhação e invocação.
“O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma na sua ordem certa.
“Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormente, os cristãos, tem atribuído o livro de Lamentações à pena de Jeremias. Bíblia Shedd.
“O autor de Lamentações compreende com clareza que os babilônios eram meros agentes do castigo divino, e o próprio Deus destruíra Sua cidade e Seu templo (1.12-15; 2.1-8, 17, 22; 4:11). Não foi, no entanto, arbitrária a atuação de Deus; o pecado desavergonhado que desafiava a Deus e a rebeldia que violava a aliança foram as causas principais do infortúnio do povo (1.5, 8, 9; 4.13; 5.7, 16). Embora fosse de esperar o choro (1.16; 2.11, 18; 3.48-51) e fosse natural o clamor por punição contra o inimigo (1.22; 3.59-66), o modo certo de reagir ao juízo é o arrependimento sincero, de todo o coração (3.40-42). O livro que começa com uma lamentação (1.1,2) termina acertadamente com arrependimento (5.21,22).
“No meio do livro, a teologia de Lamentações chega ao ápice ao focalizar a bondade de Deus. Ele é o Senhor da Esperança (3.21,24,25), do amor (3.22), da fidelidade (3.23), da salvação (3.26). A despeito de toda prova em contrário, “as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (3.22,23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
COMENTÁRIOS
1 Como. Do heb. ‘ekah. A primeira palavra do livro é uma exclamação que dá o tom do desastre. É usada no contexto de funerais…. Trata-se de uma maneira abreviada de dizer: “Como poderia ser?”. Expressa descrença e choque diante de uma tragédia inexplicável. Bíblia de Estudo Andrews.
‘Ekah foi considerada como o título do livro na Bíblia Hebraica … Este capítulo, assim como os três seguintes, é um poema acróstico (ver vol. 3, p 705). Cada versículo se inicia com uma letra hebraica diferente, organizado em ordem alfabética.CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 596.
Expressa um misto de choque e desespero. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Tornou-se viúva. Jerusalém é despojada de seu povo (ver com. [CBASD] de Jr 4:25). Ela também é uma viúva porque o Senhor não é mais seu esposo. Comentaristas judeus destacam a palavra “como”: ela está viúva temporariamente, visto que o Senhor a tem esquecido, mas “por breve momento” (Is 54:7). CBASD, vol. 4, p. 596, 597.
Trabalhos forçados. A palavra parece envolver servidão, assim como tributação. CBASD, vol. 4, p. 597.
2 Não tem quem a console. Embora o contexto indique que a expressão se aplica principalmente à rejeição de Judá por seus vizinhos, ela também reflete a rejeição temporária da nação por parte de Deus. CBASD, vol. 4, p. 597.
Procederam perfidamente. Quando os babilônios atacaram Judá, seus vizinhos, que antes encorajaram os judeus a se unir a eles contra Babilônia (ver com. [CBASD] de Jr 27:3) a abandonaram, e alguns mesmo se uniram para saqueá-la (2Rs 24:2; Sl 137:7; Ob 10-13). O assunto deste versículo é que Judá cometeu adultério espiritual ao buscar com seus vizinhos pagãos, em vez de obedecer a Deus e depender dEle para estar em segurança. Quando se deflagrou a crise, seus amantes se voltaram contra ela, que, por fim, foi rejeitada por todos e encaminhada para o cativeiro. CBASD, vol. 4, p. 597.
3 Judá … exílio. A promessa do descanso de todos os inimigos, apresentada em Dt 12:10 foi invertida. A aliança dá o contexto para a tragédia que sobreveio ao povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Não acha descanso. Judá foi atrás de amantes ímpios, que a abandonaram. Por fim, não há segurança [descanso] conjugal para ela. CBASD, vol. 4, p. 597.
Assim como advertiu Moisés em Dt 28.65. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Os caminhos de Sião. Ou, “as estradas de Sião”. Jerusalém ficava na convergência de quatro estradas principais. CBASD, vol. 4, p. 597.
Cessou a reunião solene. A peregrinação não era mais relevante. As festas, que ocupavam as estradas, acabaram. Bíblia de Estudo Andrews.
Suas portas. Possivelmente, uma referência às portas que davam acesso ao espaço aberto, e que serviam como local público de reunião para o comércio e para transações governamentais… Todo o comércio diário da grande cidade cessou. CBASD, vol. 4, p. 597.
5 Prevaricações. Do hrb. pesha’im, “rebeliões”, “revoltas” ou “transgressões”, isto é, pecados cometidos intencionalmente (ver Jr 2:8; Lm 3:42). CBASD, vol. 4, p. 597.
7 queda. Lit., “cessação”. A raiz hebraica é a mesma de “sábado” – e talvez tenha o objetivo um jogo irônico de palavras [o povo, cativo, teria cessado o seu privilégio de guardar os sábados] (v. Lv 26.34, 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Nudez. Era comum aos conquistadores humilhar os cativos, fazendo-os caminhar nus para o exílio … Em 1878, em Balawât, na Assíria, descobriram-se vários painéis de bronze retratando as conquistas de Salmanezeer III (859-824 a.C.). São mostradas filas de cativos; os homens ficavam sem roupa, enquanto as mulheres eram forçadas a manter aberta a frente de suas saias enquanto marchavam. Sem dúvida, Jeremias via o povo de Judá humilhado dessa forma, e assim ele ilustrou como a iniquidade da nação se tornara visível a todos. CBASD, vol. 4, p. 598.
E se retira. Literalmente, “é uma excreção”ou “se tornou impura”. Neste versículo, a frase indica tanto a impureza cerimonial quanto a moral (2Cr 29:5; Ed 9:11). A purificação desta impureza é prometida àqueles que a desejam (Zc 13:1). CBASD, vol. 4, p. 598.
9 A contaminação por causa da infidelidade é um tema comum nos escritos dos profetas do oitavo século. Bíblia de Estudo Andrews.
Minha aflição. A própria cidade é retratada como irrompendo em pranto e se unindo ao lamento do profeta. CBASD, vol. 4, p. 598.
10 Estendeu o adversário a mão. Evidentemente, para apreender e controlar. CBASD, vol. 4, p. 598.
Entrar as nações. Os amonitas e moabitas não deviam entrar na congregação (Dt 23:3, 4). Durante a calamidade de Judá, eles e outros gentios profanaram os lugares santos (ver 2Rs 24:2; Sl 74; 79), de onde estava excluído mesmo o judeu comum. CBASD, vol. 4, p. 598.
V. Ez 44.7,9. [Neemias fez valer essa restrição quando demitiu Tobias (Ne 13.8), um amonita (Ne 2.10; v. Dt 23.3). Mesmo assim, os estrangeiros podiam vir a fazer parte de Israel]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 Pão. Do heb. Lechem. Estava palavra, enquanto usada especificamente para pão, geralmente tem o sentido de “alimento” (1Rs 5:11; Sl 136:25). CBASD, vol. 4, p. 598.
Restaurar as forças. Literalmente, “levar a alma a retornar”, isto é, “refrescar a vida”. A palavra “alma”, do heb. nefesh, é usada neste versículo em seu sentido mais básico, de “vida”(ver com. [CBASD] de 1Rs 17:21; Sl 16:10). CBASD, vol. 4, p. 598.
Vê, SENHOR. Até aqui, é o autor quem mais fala. Agora, no meio do cap. 1, a locutora principal passa a ser a Jerusalém personificada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Novamente, Jerusalém é retratada como falando (ver com. do v. 9) e continua como a oradora (exceto pelo v. 17) até o final do capítulo. CBASD, vol. 4, p. 598, 599.
13 Meus ossos. Esta expressão é normalmente usada no sentido de profundo. CBASD, vol. 4, p. 599.
14 Jugo. A intenção do profeta é mostrar que Jerusalém percebia que as transgressões … eram a causa direta do castigo; os pecados eram um jugo sobre seu pescoço. CBASD, vol. 4, p. 599.
15 Lagar [Lugar onde eram pisoteadas as uvas e se recolhia o suco, de cor alusiva ao sangue]. Símbolo da ira de Deus (Is 63:3; Jl 3:13; Ap 14:19; 19:15). CBASD, vol. 4, p. 599.
Virgem. Jerusalém tinha sido considerada inexpugnável e inviolável (Lm 4:12; ver Jr 18:13). CBASD, vol. 4, p. 599.
16 Restaurar as minhas forças. Considerando que o povo de Jerusalém em vão buscava alimento físico durante o cerco final, por fim ele percebeu sua necessidade do alimento espiritual. CBASD, vol. 4, p. 599.
17 Seus inimigos. Uma referência às nações vizinhas que se voltaram contra Judá, que delas esperava o auxílio contra os babilônios. CBASD, vol. 4, p. 599.
Coisa imunda. A implicação mais ampla da ilustração é de alguém marginalizado, de algo rejeitado como imundo e abominável, como aconteceu com Jerusalém por causa de seus pecados. CBASD, vol. 4, p. 599.
18 Justo é o SENHOR. Enfático contraste com a abominável condição de Jerusalém. Neste versículo, o poema se eleva acima do lamento sobre Jerusalém e reconhece a justiça de Deus em todas as Suas relações com a cidade. Desta forma, o lamento é proferido, não em atitude de autopiedade, mas para mostrar o profundo remorso que sobrevém a alguém que percebe a imensidão de seu fracasso diante de um Deus justo. Não há dúvidas a respeito da justiça de Deus. Tudo o que Ele faz está correto, porque Ele é o padrão de justiça (ver Jó 38-41; Rm 9:20). CBASD, vol. 4, p. 599.
20 Turbada está minha alma. Uma característica expressão hebraica que indica forte emoção (ver com. [CBASD] de Jr 4:19). CBASD, vol. 4, p. 600.
21 Tu o fizeste. Os inimigos de Judá estavam especialmente satisfeitos porque o próprios Deus, que em tempos passados a livrara admiravelmente de seus inimigos, permitiu então que a destruição lhes sobreviesse. CBASD, vol. 4, p. 600.
Trazendo Tu o dia. Literalmente, “Tu trouxeste”. O profeta estava tão seguro de que os juízos de Deus também cairiam sobre as nações ímpias que então oprimiam a Judá, que ele colocou sua afirmação no tempo perfeito do hebraico, indicando ação completa. O fato de Deus usar os ímpios para punir Judá de forma alguma indicava que aquelas nações eram inocentes de pecados ainda maiores (Lm 5:11). A certeza com a qual o castigo prometido caiu sobre Judá apenas tornou mais inevitável o cumprimento dos juízos profetizados contra seus vizinhos (ver Jr 25:17-26; Hc 1:5-17; 2:1-8; ver com. [CBASD] de Jr 25:12). CBASD, vol. 4, p. 600.
22 À Tua presença. Isto é, em julgamento. CBASD, vol. 4, p. 600.
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“Justo é o Senhor, pois me rebelei contra a Sua Palavra” (v.18).
Em forma poética, este livro inicia com o choro de quem sofre os resultados das próprias escolhas, e termina com o clamor de quem reconhece que precisa de ajuda. A princípio, Jeremias relata todo o sofrimento do povo de Judá. Os exilados padeciam de um processo de luto. Jerusalém é comparada a uma viúva que, desamparada e solitária, é forçada a viver “sujeita a trabalhos forçados” (v.1) para sobreviver. Além disso, precisava suportar a afronta e o escárnio das demais nações, até aquelas que um dia foram suas aliadas.
O povo estava colhendo exatamente o que plantou. “Jerusalém pecou gravemente” (v.8) ao rejeitar as palavras do Senhor. Não pensou nas consequências de suas ações, “por isso, caiu de modo espantoso” (v.9). “Todo o esplendor” “da filha de Sião” (v.6) foi trocado por aflição e vergonha. Enredou-se no jugo de suas transgressões (v.14) e buscou caminho que o Senhor não havia planejado. Dando as costas aos planos estabelecidos por Deus, não lhe restava mais nada a não ser chorar, e chorar muito (v.16).
Mas o discurso sofre uma mudança drástica a partir do versículo 18. Em reconhecimento de sua rebelião e de suas prevaricações contra Deus, uma verdade foi declarada com convicção: “Justo é o Senhor”. A angústia de Judá não foi causada pela ira de um Deus tirano com sede de vingança, mas permitida pela justiça de um Deus pleno de misericórdia e pronto a perdoar. A dor nos faz lembrar que Ele continua sendo “o Senhor que [nos] sara” (Êx.15:26). E através da dor, temos a oportunidade de buscar ao Senhor em espírito de arrependimento, pois Ele é “bom e pronto a perdoar” (Sl.86:5).
A dor e a angústia são dois algozes, mas ao mesmo tempo agentes corretivos, que nos deixam bem claro de que o nosso lugar não é aqui. Que estamos longe de casa. Então, nossas lágrimas tornam-se em bálsamo curativo para nosso coração que têm saudades do lar, regando a nossa jornada e tornando-a frutífera. Pois “quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).
A dor lhe alcançou? As lágrimas insistem em cair ou inundam o teu coração? Como Judá, derrame toda a sua dor e esgote todas as suas lágrimas diante de Deus, em oração:
“Vê, Senhor, a minha aflição” (v.9).
Não sejamos rebeldes à Palavra do Senhor, mas continuemos sendo por ela reavivados e santificados, aguardando a bendita promessa: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap.21:4).
Santo Deus, a maioria de nós mora em lugares onde ainda podemos desfrutar de liberdade de crença e isso é uma bênção. Mas também existem lugares onde os Teus filhos têm sofrido perseguição e muitos são obrigados a fugir de seus lares e até mesmo de seu país de origem. Senhor, oramos em favor dos que ainda gozam de liberdade, para que esta liberdade não lhes dê ocasião de viverem como quem pertence a este mundo, mas como peregrinos e forasteiros que estão forjando a sua fé para a batalha. Oramos também a favor de nossos irmãos que sofrem os revezes da guerra e da perseguição, para que sua fé não esmoreça, e eles percebam o Teu cuidado com eles ainda que no vale da sombra da morte. Quer em uma situação ou em outra, une o Teu povo num só pensamento e propósito, em perseverante súplica no Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Lamentações1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LAMENTAÇÕES 1 – Este livro, muitas vezes ignorado nos púlpitos e em estudos particulares, é uma expressão profunda do sofrimento do povo de Deus após a destruição de Jerusalém e do Templo pelos babilônios.
Curiosamente, “textos de lamentação são comuns na literatura do Antigo Oriente Médio. Eles geralmente evocam a dor individual ou coletiva causada pela destruição de uma cidade, pela morte de um ente querido ou pelo castigo infligido por uma divindade. No contexto bíblico não é diferente. Há salmos de lamentações e seções em diversos profetas. Neste caso, o livro inteiro é um grande lamento profético pela destruição do templo e da cidade de Jerusalém pelos babilônios em 587 a.C. Seu próprio título em hebraico é uma exclamação de luto”, explica Rodrigo Silva.
Lamentações 1 reflete o desespero e a angústia vivenciados pelo povo que experimentava o sofrimento:
• Socialmente, a destruição da cidade resultou numa crise humanitária, com inúmeras vidas perdidas, famílias desfeitas e uma grande parte da população sendo levada como cativa para Babilônia (Lamentações 1:1-22).
• Politicamente, a queda de Jerusalém marcou o fim do reino de Judá como entidade independente, sujeita agora ao domínio estrangeiro.
• Religiosamente, o Templo de Jerusalém representava o centro da adoração e da identidade nacional de Israel, e sua destruição deixou o povo sem um ponto focal para sua fé e culto.
• Teologicamente, a destruição de Jerusalém é vista como juízo divino, mas também como um ato da disciplina amorosa de um Deus paciente para com Seu povo (Lamentações 1:5, 8, 12, 17).
Embora o escritor de Lamentações seja Jeremias, o autor da mensagem é Deus. Esta concepção é importantíssima para a compreensão mais profunda do texto. Note que, “a tradição retrata o padecente profeta se lamentando numa gruta além do muro setentrional de Jerusalém, à sombra do outeiro chamado Gólgota, onde o padecente Salvador morreu. Seja como for, o Espírito de Cristo no profeta fez dele, num sentido real, um prenúncio do Senhor (Jr 13:17), pois o Mestre também Se lamentou sobre a cidade desencaminhada (Mt 23:36-38)”, observa Merrill Unger.
Deus chora, quando Seu povo chora; Ele Se identifica com Seu povo mesmo quando o sofrimento é resultado das consequências dos erros desse povo.
Assim, o texto revela muito do caráter gracioso de Deus. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 52 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 52 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/52
Você gosta de conselhos ou críticas não solicitadas? A maioria das pessoas não. Um amigo sábio me disse que a primeira pergunta que se deve fazer ao receber uma crítica é se a crítica é verdadeira ou não – e se for verdade, leve-a a sério.
É triste que Zedequias não tenha feito isso. O profeta Jeremias vinha alertando rei após rei que a desgraça e a destruição estavam por vir porque o povo de Deus era infiel. Talvez fosse só porque Jeremias sempre estivera por perto que Zedequias não estava interessado na sua mensagem. É fácil desconsiderar algo como ultrapassado, que não acontecerá iminentemente. Talvez Zedequias considerasse Jeremias um espinho constante em seu sapato, pois ele sempre mencionava Babilônia. Zedequias tentou silenciar o profeta, mas isso não impediu os babilônios de sitiar Jerusalém e capturar Zedequias. Embora sua vida tenha sido poupada, a última coisa que Zedequias viu foi o massacre de sua família (ver Jeremias 52:8-11).
profecia é registrada para nosso benefício, para que possamos aprender com o conselho do profeta e não sermos pegos de surpresa. Uma pessoa sábia acata o conselho da mensagem de Deus, mesmo que ela pareça antiga e desatualizada.
Karen D. Lifshay
Coos Bay/Coquille/Bandon, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/52
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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794 palavras
Epílogo histórico, baseado em 2Rs 24:18-25:30. … Existem algumas discrepâncias de números entre os dois relatos, que podem ser explicadas como erros de cópia ou por diferentes sistemas de contagem (ver v.12, 22, 28, 29, 31). Bíblia de Estudo Andrews.
Possivelmente este capítulo tenha sido acrescentado para mostrar o completo cumprimento histórico das profecias de Jeremias com relação à queda de Judá. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 587.
1 Vinte e um anos. Na época da maior crise em sua história, Judá teve o infortúnio de ter sua liderança nas mãos de um rei jovem, inexperiente e indeciso. CBASD, vol. 4, p. 587.
3 Ira do SENHOR. Esta declaração não deve ser entendida como significando que a rebelião de Zedequias contra a Babilônia era obra de um Deus irado que desejava destruir a Judá. O destino do rei judeu foi sua escolha pessoal. CBASD, vol. 4, p. 587.
4 Nono ano. Possivelmente o cerco a Jerusalém tenha começado em 15 de janeiro de 588 a.C. … e durado até 18 de julho de 586 a.C., um período de dois anos e meio. No entanto, a cidade não esteve sob ataque contínuo durante todo o tempo. Em algum momento durante a campanha, o exército de Ápries, rei do Egito (Faraó-Hofra, Jr 44:30), avançou para a Palestina, e os babilônios temporariamente se retiraram de Jerusalém (ver Jr 37:5-11). CBASD, vol. 4, p. 588.
Contra Jerusalém. Este cerco diferiu das invasões anteriores porque a intenção de Nabucodonosor era destruir a nação. CBASD, vol. 4, p. 588.
tranqueiras. … torres de batalha. Bíblia Shedd.
6 fome. Uma característica devastadora do cerco de Jerusalém, que durou 18 meses (ver 14:2; 38:2, 9). Bíblia de Estudo Andrews.
7 Arrombada. Isto é, foi feita uma brecha no muro. O contexto parece indicar que a resistência sucumbiu por causa da fome. CBASD, vol. 4, p. 588.
8 Jericó. Zedequias pode ter fugido na direção do vale do Jordão, com a intenção de escapar pela Transjordânia, onde se localizavam os moabitas e amonitas. No início de seu reinado, estas nações procuraram a aliança de Zedequias numa coalisão contra os babilônios (ver Jr 27:3). CBASD, vol. 4, p. 588.
Lm 4.19ss pode referir-se a esse acontecimento. Bíblia Shedd.
11 Vazou os olhos. Os prisioneiros normalmente eram cegados pela perfuração do globo ocular com a ponta de uma lança. Além de suportar a tortura envolvida na perda da visão, Zedequias sofreu a angústia de ter que relembrar por toda a sua vida, como a última coisa que contemplou, a terrível visão da execução de seus filhos. CBASD, vol. 4, p. 588.
Çarcere. A LXX diz “moinho”, indicação de uma possível tradição que diz que Zedequias passou seus últimos dias moendo grão, à semelhança de Sansão. Bíblia Shedd.
12 Ano décimo novo. A mudança nos dados, introduzida neste versículo, de um cálculo em termos do reinado de Zedequias a um cálculo em harmonia com o reinado de nabucodonosor, é uma admissão tácita de que a regência passou da Judeia ao rei babilônio. CBASD, vol. 4, p. 588.
13 Queimou a casa. A destruição do templo e de outros edifícios públicos não foi resultado do cerco, mas um ato deliberado dos babilônios, realizado um mês depois da queda da cidade. CBASD, vol. 4, p. 588.
17-23 O saque dos magníficos móveis do templo (ver 1Rs 7:15-37; sobre sua restauração, ver Ed 1:7-11). Bíblia de Estudo Andrews.
21 dezoito côvados. Cerca de 8 m. doze côvados. Cerca de 5,4 m. Bíblia de Estudo Andrews.
24-27 Dos líderes de Judá, alguns foram executados , outros levados para o cativeiro. O motivo para a escolha não é apresentado, mas os executados deveriam ser considerados especialmente responsáveis pela resistência aos babilônios. Bíblia de Estudo Andrews.
24 O sumo sacerdote. Não apenas os líderes políticos, mas também os chefes religiosos da nação foram eliminados. Pouco tempo antes disso, Sofonias, o segundo sacerdote, ouviu Jeremias predizer a morte dos líderes de Jerusalém (Jr 21:1, 7). CBASD, vol. 4, p. 589.
29, 30 O número de exilados é difícil de se calcular. O total mencionado (“as pessoas são quatro mil e seiscentas”) pode incluir apenas chefes de família. Bíblia de Estudo Andrews.
31 Acredita-se que Joaquim era considerado rei legítimo pelos judeus no exílio. … A presença desse material prova que a edição dessa porção foi feita depois de 560 a.C., que é o trigésimo sétimo ano. Bíblia Shedd.
34 Aos olhos do mundo, Jeremias parecia totalmente malsucedido. ele não tinha nem dinheiro, nem família ou amigos. Ele profetizou a destruição da nação, da capital e do templo, mas os líderes políticos e religiosos não aceitaram nem seguiram suas advertências. Nenhum grupo gostava dele ou o escutava. Entretanto, ao olhar em retrospectiva, vemos que ele completou com sucesso o trabalho que Deus deu para ele fazer. O sucesso nunca deve ser medido por popularidade, fama ou fortuna, porque estas são medidas temporais. O rei Zedequias, por exemplo, perdeu tudo ao perseguir objetivos egoístas. Deus mede nosso sucesso por nossa obediência, fidelidade e retidão. Se você é fiel fazendo o trabalho que Deus te deu, você é bem sucedido aos Seus olhos. Life Application Study Bible Kingsway.
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“Assim, Judá foi levado cativo para fora de sua terra […]” (v.28).
O último capítulo do livro de Jeremias relata um resumo das profecias quanto ao cativeiro babilônico. Desde os dias do rei Josias, Deus enviou o Seu profeta para alertar o povo acerca do que deveria fazer. Por muitos anos Jeremias pregou sobre a necessidade de arrependimento e conversão, mas também sobre juízo. Porém, um rei após outro fazia “o que era mau perante o Senhor” (v.2). O convite da graça foi rejeitado e pronunciada foi “a sentença” (v.9) sobre “todas as casas de Jerusalém” (v.13).
O rei Zedequias, dentre os demais, teve a oportunidade maior de dar ouvidos às palavras do Senhor. Estabelecido como rei a mando de Nabucodonosor (2Rs.24:17), ocupou o trono de seu sobrinho Joaquim, que foi levado cativo “no oitavo ano do seu reinado” (2Rs.24:12). “Zedequias, no início do seu reinado, desfrutou inteiramente a confiança do rei de Babilônia, e teve como experimentado conselheiro ao profeta Jeremias” (EGW, Profetas e Reis, CPB, p. 224). No entanto, recusou-se a seguir as orientações divinas e o último rei de Judá terminou seus dias sem honra alguma dentro de uma prisão.
Apesar de ter seguido os passos de seu pai (2Rs.24:9), o rei Joaquim teve um fim diferente. Recebeu honra maior do que os demais reis que se encontravam em Babilônia, comeu pão na presença do rei dos caldeus e ainda recebeu uma espécie de salário diário de natureza vitalícia “até ao dia da sua morte” (v.34). Ao que parece, Joaquim entendeu os propósitos de Deus e aprendeu “no exílio a lição da obediência tão necessária para sua futura felicidade” (EGW, Profetas e Reis, CPB, p. 242).
Quantos apelos o Espírito Santo vai ter que fazer até que possamos entender que já não nos resta muito tempo? Assim como Babilônia foi tomada e “apanhada de surpresa” (Jr.51:41), “à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt.24:44). “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:37). O Espírito Santo já está sendo retirado deste mundo. Ele “não agirá para sempre no homem, pois este é carnal” (Gn.6:3).
Desde o princípio, o Espírito Santo tem agido em favor da humanidade. Da mesma forma em que trabalhou no coração dos ouvintes de Noé, tem agido em benefício de cada um que haverá de existir. A Sua função é a de nos unir em comunhão com Cristo e uns com os outros. E, para isso, precisamos estar dispostos a ouvi-Lo e a obedecê-Lo no tempo que se chama HOJE: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15).
Estamos vivendo no tempo em que o apóstolo Paulo chamou de “tempos difíceis” (2Tm.3:1), onde somos aconselhados a fugir de tudo e de todos os que recusam o governo divino: “Foge também destes” (2Tm.3:5). Uma mente que não é guiada pelo Espírito de Deus torna-se uma arma letal nas mãos de Satanás. “Tendo forma de piedade”, agem com sutileza e cativam os que se deixam guiar pelas próprias paixões e que “jamais podem chegar ao conhecimento da verdade”(2Tm.3:5, 7).
Oh, amados, o verso final deste livro fantástico e sobremodo apaixonante nos deixa uma linda mensagem de esperança:
Mesmo ainda em solo estrangeiro; mesmo sabendo que o nosso lar não é aqui; mesmo conscientes de que o pecado ainda faz separação entre nós e nosso Deus; mesmo sofrendo perseguições, ameaças e por vezes, nos sentindo sozinhos; o Senhor nunca nos abandonará! Dentro em breve Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e grande glória e, diante de todos, nos falará “benignamente” e nos dará “lugar de mais honra do que o dos reis” (v.32) que já pisaram nesta terra, e nos levará Consigo para a Casa de Seu Pai (Jo.14:1-3). Ele mudará as nossas “vestes do cárcere” em “uma vestidura branca” (Ap.6:11) e passaremos “a comer pão na Sua presença” (v.33) e a desfrutar dos doze frutos da árvore da vida (Ap.22:2), de onde receberemos uma “subsistência vitalícia, uma pensão […] durante os dias” da eternidade!
Quer você receber este dom gratuito? Então, prepara-te! Eis que o Rei do universo está às portas!
Oh, Senhor, nosso Deus, estamos tão gratos a Ti pelo estudo deste livro que foi para nós um grande alerta, uma voz profética poderosa! Estamos no limiar de nossa eterna libertação. O convite para hoje não mais é que edifiquemos e prosperemos em Babilônia, mas que fujamos dela enquanto há tempo. Abre o nosso entendimento e fortalece a nossa confiança em Ti assim como o foi com Jeremias. Necessitamos do refrigério e do poder do Espírito Santo, purificando o nosso coração e a nossa mente. Que as Lamentações de Jeremias também cumpram o Teu propósito em nós, nos santificando para a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, estrangeiros à caminho de Casa!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias52 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100