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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/8
Os coríntios enfrentavam um dilema. A maior parte da carne vendida nos mercados havia sido oferecida aos ídolos. O cristão deveria comprá-la e comê-la ou evitá-la?
De acordo com Paulo, a resposta não deve ser baseada apenas no conhecimento intelectual. Ele concorda que os ídolos não são reais e, portanto, o sacrifício não muda a carne de forma alguma. No entanto, havia membros na igreja para os quais comer carne oferecida a ídolos fazia parte da adoração pagã antes de se tornarem cristãos. Para este grupo, a prática era vista como uma negação de Cristo, uma vez que implicava em participar na adoração de um ídolo. Consequentemente, Paulo estava preocupado que aqueles que escolheram comer a carne pudessem dar a impressão de que não havia problema em adorar ao mesmo tempo à Deus e aos ídolos e, ao fazê-lo, poderiam ser responsáveis por fazer com que outros pecassem.
Embora possamos não enfrentar o mesmo dilema, as decisões que tomamos devem representar um equilíbrio entre o nosso conhecimento e nosso amor e preocupação pelos outros. Você toma tempo para refletir a respeito de como suas escolhas podem ser entendidas pelos que lhe observam? Suas escolhas fortalecerão a fé dos demais ou farão com que eles tropecem?
Wendy Jackson
Diretora do Seminário de Avondale, Universidade de Avondale
Cooranbong, NSW, Austrália.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1742 palavras
1 No que se refere. Este versículo introduz outro tema sobre o qual a igreja de Corinto havia buscado o conselho de Paulo, a saber, se era lícito comer alimentos oferecidos a ídolos por seus adoradores pagãos. Quando se sacrificavam animais aos deuses nos templos pagãos, parte do animal era dada aos sacerdotes oficiantes, que vendiam a carne. Parte dela era encontrada nos mercados públicos. Por isso, surgiram dois questionamentos: se era apropriado comprar tais alimentos nos mercados públicos e comê-los, e se era correto comer tal alimento ao visitar um amigo pagão. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 792.
todos somos senhores do saber. Talvez os coríntios tenham se vangloriado disso na carta que enviaram a Paulo (ver com. de 1Co 7:1). Os crentes de Corinto estavam cientes da real natureza dos ídolos, sabiam que não tinham importância alguma (1Co 8:4). CBASD, vol. 6, p. 792.
ensoberbece. Isto é, conduz ao orgulho e a superestimar a opinião de um ser humano, bem como a falta de amor para com outros. CBASD, vol. 6, p. 792.
amor. Do gr. ágape, “amor” na forma mais elevada. Não se trata de uma atração sensual ou biológica, mas amor baseado em princípio; interesse real no bem-estar do próximo por causa de seu valor para Deus como pessoa pela qual Cristo morreu (ver com. de Mt 5:43). Tal amor “não se ensoberbece” (1Co 13:4). Edifica em vez de destruir; portanto, busca sempre ajudar o próximo (ver 1Co 13). Paulo relembrou-lhes que não é seguro confiar num guia tão defeituoso como a sabedoria humana. Se o coração não está ligado a Deus, o conhecimento e a ciência acaba enchendo a pessoa de orgulho, vaidade e confiança na própria capacidade. Com frequência, esse saber afasta a pessoa da religião genuína e lhe confunde a mente (ver 1Co 1:20, 21). A resposta à pergunta sobre alimentos oferecidos a ídolos não devia se basear apenas no conhecimento abstrato, mas no amor verdadeiro pelo próximo. A preocupação principal deve ser por aquilo que melhor contribui para a paz, pureza, felicidade e salvação do próximo. O amor é a resposta para todo problema doutrinário, moral e social. CBASD, vol. 6, p. 792.
2 saber alguma coisa. Paulo condena o orgulho pelo conhecimento intelectual que leva ao desprezo e à negligência pelos menos instruídos. A pessoa orgulhosa por seu conhecimento, a ponto de desprezar os outros e ignorar suas necessidades, demonstra que ainda não aprendeu o princípio do verdadeiro conhecimento. Aquele que é verdadeiramente instruído é humilde, modesto e se preocupa com os demais. Não é orgulhoso e não desconsidera a felicidade dos outros. Quem não usa o conhecimento para contribuir para a felicidade e o bem-estar de outros prova que desconhece um dos propósitos fundamentais do conhecimento, que é o bem geral da humanidade. Assim como um avarento acumula riquezas e não faz o uso delas para abençoar e ajudar outros, quem não reconhece a responsabilidade que a aquisição de conhecimento traz pisa nos interesses dos outros ao redor. Seu conhecimento será usado em benefício próprio, a despeito da necessidade das pessoas em geral. Isso tem sido visto repetidamente na história do mundo. O saber, como a luz do sol, não tem valor a menos que ilumine a Terra. Os seres humanos devem sempre se lembrar de que é Deus quem lhes dá a capacidade de adquirir conhecimento, e é seu dever como mordomos do Senhor usar esse dom em benefício do próximo (ver Pv 2:1-6 ; Tg 1:5). Somente os que conhecem o amor e o colocam em prática é que possuem conhecimento verdadeiramente útil (ver ICo 13:2). Este versículo ensina que conhecimento sem amor é nada, pois não considera o que é mais necessário, a saber, a aplicação correta do conhecimento em favor do próximo. CBASD, vol. 6, p. 792, 793.
3 ama a Deus. A obediência ao primeiro grande mandamento, “amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração”, promove a verdadeira sabedoria (M t 22:37; cf. Pv 1:7). CBASD, vol. 6, p. 793.
é conhecido por Ele. Deus conhece a todos, mas tem estreita comunhão apenas com os que O amam, considerando-os como amigos (ver Jo 10:14; Gl 4:9 ; 2Tm 2:19). CBASD, vol. 6, p. 793.
4 No tocante. Este versículo resume a análise da atitude do cristão quanto aos alimentos oferecidos aos ídolos. CBASD, vol. 6, p. 793.
nada. No texto grego, esta palavra é enfática, destacando que o ídolo é absolutamente nada. O ídolo é apenas madeira, pedra ou metal sem vida, e não tem existência de fato no céu nem na Terra. Deve-se considerar que a palavra “ídolo” não se refere apenas à imagem, mas ao deus que supostamente representa. A declaração de Paulo nega a existência desse deus. A crença de que divindades habitam nos ídolos fabricados é apenas uma fantasia da mente dos adoradores. CBASD, vol. 6, p. 793.
5 Deuses … senhores. Os pagãos criam que o céu e a Terra eram habitados por deuses e senhores de níveis e poderes diferentes. Mas eram apenas divindades imaginárias. CBASD, vol. 6, p. 793.
6 pelo qual. Por meio do Filho, tudo no universo veio a existir (ver Jo 1:1-3, 14; Cl 1:16, 17; Hb 1:2). Os pagãos diziam haver muitos governantes e senhores do universo, mas os cristãos sabem que há apenas um. Paulo apresenta a grande verdade de que Deus, e apenas Deus, trouxe “todas as coisas” à existência, e que fez isso por meio do Filho Jesus Cristo, que é a segunda pessoa da divindade. CBASD, vol. 6, p. 794.
7 por efeito da familiaridade. Ou, “segundo o uso habitual” ou “pela força do hábito”. Havia alguns na igreja de Corinto que não consideravam o alimento oferecido a ídolos como alimento comum, embora não mais cressem na existência de ídolos. Como resultado do hábito de anos, eles não conseguiam se dissociar por completo do passado. Compartilhar desse alimento os colocava de forma vívida no seu antigo contexto, uma situação além do que podiam suportar. CBASD, vol. 6, p.794.
8 recomendará. O favor de Deus não depende do uso ou abstenção de alimento oferecido a ídolos. Deus vê o coração e leva em conta os pensamentos e motivações que impulsionam as ações. A adoração a Deus é espiritual e não se baseia em questões dessa natureza . CBASD, vol. 6, p.794.
nada perderemos. Literalmente, “nos falta”. Não é recusando-se a comer esse tipo de alimento que os crentes aumentam seu valor moral ou sua excelência. Paulo trata aqui do alimento oferecido a ídolos, e sua declaração não deve ser generalizada para além do tema em consideração, como se nenhum alimento ou bebida pudesse afetar o relacionamento com Deus. O princípio não se aplica aos casos em que o alimento ou a bebida seja prejudicial ao corpo, ou no caso de alimentos estritamente proibidos por Deus. CBASD, vol. 6, p. 794.
9 Vede. Conhecer a verdade sobre os ídolos não constitui em si uma desculpa ilimitada para se satisfazer o apetite sem considerar a influência desses atos sobre os outros. CBASD, vol. 6, p. 794.
liberdade. Do gr. exousia, “direito” ou “autoridade”, isto é, de comer a carne oferecida a ídolos. Em muitas circunstâncias, o cristão tem o direito ou autoridade de fazer algo, mas não é sábio nem cortês para com os demais exercer esse direito de forma indiscriminada (ver com. de 1Co 6:12; cf. 10:23). CBASD, vol. 6, p. 794, 795.
tropeço. Isto é, qualquer coisa que faça com que o outro se desvie do caminho da verdade e cometa pecado. CBASD, vol. 6, p. 795.
fracos. O cristão deve sempre se lembrar de que é guardião de seu irmão. Seu dever é viver de modo tal que nenhum ato ou palavra desvie alguém da harmonia com a vontade de Deus. Conveniência e inclinação pessoal não deve ser a principal preocupação, mas sim o efeito de seus atos sobre os demais. CBASD, vol. 6, p. 795.
10 à mesa. Isto é, em uma refeição. Talvez a ocasião fosse de uma função oficial, associada a uma refeição no templo dedicado ao ídolo. CBASD, vol. 6, p. 795.
em templo de ídolo. Neste versículo, apresenta-se o que pode ser considerado um caso extremo, embora se aceite que os que não consideram a influência de suas ações sobre outros possam se comportar da forma descrita. CBASD, vol. 6, p. 795.
11 irmão fraco. O irmão fraco é aquele a quem mais se deve tratar com paciência e tolerância. É um irmão na fé, alguém unido ao Senhor pelo mesmo laço familiar que une aqueles cuja fé é mais amadurecida . Ele tem direito ao amor e à ajuda dos demais na igreja. Deve-se fazer todo o possível para evitar pôr em risco os interesses espirituais de tal pessoa. CBASD, vol. 6, p. 795.
Cristo morreu. Este é o argumento mais forte contra o mau uso da liberdade, quando esse mau uso põe em risco a salvação dos outros. Não se deve fazer nada que torne infrutífero o sacrifício de Cristo por uma pessoa. Essa possibilidade deve ser o suficiente para impedir alguém de tomar qualquer atitude que resulte nisso. Certamente o cristão consciente do que o Salvador fez por ele não insiste em ser indiferente ao bem estar de seus irmãos, fazendo algo que os levaria a violar sua consciência. CBASD, vol. 6, p. 795.
12 pecando. Aquele que tem o amor de Jesus no coração não deseja usar a liberdade de forma que seus irmãos se desviem. Pelo contrário, fica feliz em se abster de privilégios e prazeres, se com isso puder evitar que alguém se desanime. Existe uma ideia enganosa de que toda pessoa tem o direito de fazer o que desejar sem considerar o efeito disso sobre outros, desde que não faça nada contrário à lei (cf. Rm 14:13, 16, 21; 1Pe 2:15, 16). Cristãos amadurecidos devem cuidar para não fazer nada que possa escandalizar os crentes mais fracos ou ser pedra de tropeço no caminho deles. Influenciar outros de forma errada é uma violação da lei que instrui os cristãos a amar seus irmãos e a buscar o bem-estar deles (ver Mt 22:39; Jo 15:12, 17; Rm 13:10; Gl 5:14; Tg 2:8). CBASD, vol. 6, p. 795, 796.
contra Cristo é que pecais. O Salvador Se identifica com Seu povo, incluindo Seus irmãos mais fracos. Na estrada para Damasco, Ele disse a Saulo que a perseguição contra os santos era, na verdade, contra Ele próprio (At 9:5; cf. Mt 25:40). CBASD, vol. 6, p. 796
nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo. A liberdade é valiosa. Mas, se o exercício dela resulta em fraqueza para um irmão, o correto é renunciar essa liberdade em favor daquele. O amor ao próximo deve ser o princípio orientador em tais questões. … Negar o eu em favor dos demais é uma característica importante da experiência de um genuíno seguidor de Jesus (ver Mt 16:24; Jo 3:30; Rm 12:10; 14:7, 13, 15-17; Fp 2:3, 4). Esse princípio é a essência do espírito de Jesus, em cuja vida terrena se manifestava constantemente. CBASD, vol. 6, p.796.
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“Mas se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (v.3).
No tempo em que minha alimentação incluía o consumo de produtos de origem animal e muitos industrializados, adquiri pedras nos rins, endometriose e precisei fazer a retirada da vesícula biliar. Entretanto, só pude mudar para uma alimentação vegetariana estrita com a ajuda de Deus em um processo bem difícil que levou alguns anos. Através do estudo da Bíblia e do espírito de profecia, eu entendi que a mensagem de saúde está intimamente ligada à mensagem do terceiro anjo, assim como é o braço para o corpo. Mas também compreendi que a minha decisão foi de foro íntimo, pessoal, e que meu dever como testemunha de Cristo é ser uma bênção aos meus irmãos, quer compartilhem da mesma decisão, quer não.
Paulo trouxe à tona um assunto que se tornou polêmico naqueles dias. Era comum que as carnes vendidas no mercado público fossem antes ofertadas aos ídolos. Parte da carne era queimada e parte era vendida. O consumo dessas carnes tornou-se motivo de divisão e de discórdia entre os irmãos coríntios. De um lado estavam aqueles que não viam motivo para se abster da carne, já que acreditavam que sua fé não seria prejudicada por isso. Por outro lado, alguns ficavam escandalizados ao ver aqueles irmãos consumindo aquela carne, inclusive nas casas ou nas festas dos pagãos. O princípio do amor foi novamente enaltecido por Paulo. O amor a Deus e ao próximo é o que deve nortear nossas atitudes. “Não é a comida que nos recomendará a Deus” (v.8), mas “se a comida serve de escândalo ao meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (v.13). Percebem, amados?
O conhecimento de que necessitamos nos é concedido pelo estudo diário da Bíblia (Jo.17:3, 17). Através de uma vida de comunhão, quando colocamos a vontade de Deus acima de nossos gostos e vontades, o Espírito Santo refina o nosso apetite e nos apresenta a comida de Cristo: “A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra” (Jo.4:34). Representar o estilo de vida segundo a verdade presente para os nossos dias deve ser uma experiência leve e prazerosa. Ao apresentá-la como um fardo ou um pedestal de santidade, muitos têm distorcido o real propósito da mensagem, que é promover a cura pelo amor. Mas aqueles que são motivados pelo amor de Deus, conseguem enxergar a beleza da mensagem e seu objetivo vertical e horizontal: glorificar a Deus e ser uma bênção para o próximo.
Não tem como vivermos um estilo de vida saudável de forma integral sem a entrega do coração a Deus. Como também não podemos usar a desculpa de que Deus só quer o nosso coração, enquanto destruímos o nosso corpo e mente através de um estilo de vida segundo os padrões deste mundo. Muitos têm sido acometidos da síndrome de Caim. Apegados às suas próprias paixões, se utilizam do mesmo argumento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9). E Isaías declarou: “O aspecto de seu rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos” (Is.3:9). Isso é algo muito sério, meus irmãos! Onde está o povo cuja face testifica a favor de Deus e a favor do reino para o qual diz estar indo?
No livro de Lucas encontramos um dos relatos mais lindos de quando Jesus esteve nesta terra: “E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia Ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém […] porque o aspecto dEle era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (Lc.9:51, 53). Diante da proximidade do Dia em que Cristo voltará para nos levar ao Céu, não deveria até mesmo o nosso semblante manifestar a mesma intrépida resolução de Jesus de ir para a casa do Pai? O nosso aspecto não deveria denunciar, decisivamente, que estamos indo para a Nova Jerusalém? Amados, só vamos parar de discutir sobre comer ou não comer quando houver uma entrega genuína de nossa vida a Deus. Somos sim tutores uns dos outros e, um dia, teremos de prestar contas a Deus quanto a isso.
Que ao olharmos uns para os outros possamos enxergar a face de nosso Senhor Jesus Cristo; semblantes que, mesmo cansados e abatidos pelo pecado, resplandecem a bendita esperança de que estamos indo para o Lar. Pois, “para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por Ele” (v.6).
Nosso Deus e Pai, das Tuas mãos viemos e para elas desejamos voltar. Livra-nos de pecar contra Ti e contra nossos irmãos em questões que envolvem decisões pessoais e intransferíveis. O que comemos e o que bebemos, como qualquer outra coisa que façamos, que tenham o único objetivo de Te glorificar. E é Te glorificando, Senhor, que damos ao mundo o testemunho direto que ele precisa ver e ouvir. Enche o nosso coração do Teu amor a ponto de até mesmo o nosso semblante revelar para onde estamos indo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, edificados pelo amor de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 8 – Embora Atos 15:20 e 29 proíbam explicitamente o consumo de alimentos sacrificados a ídolos, Paulo adota abordagem pastoral em I Coríntios 8, reconhecendo a complexidade das diferentes situações. Em vez de repetir a proibição de forma absoluta, ele destaca o princípio subjacente: O amor ao próximo e a preocupação com sua edificação espiritual. Paulo não contradiz o Concílio de Jerusalém, mas complementa sua decisão com uma aplicação prática mais ampla.
Alguns irmãos da Igreja de Corinto raciocinaram que se os ídolos não são nada, e não existem outros deuses além do Deus verdadeiro, não havia problema nenhum em comer carnes sacrificadas a eles (I Coríntios 8:1-8). Paulo reconhece que, em algumas situações, comer carne sacrificadas a ídolos podem não ser prejudicial para quem tem “consciência forte”. Porém, ele reafirma que, se isso causar tropeço a um irmão com “consciência fraca”, então é melhor abster-se (I Coríntios 8:9-13)
• O vínculo entre Atos 15 e I Coríntios 8 é o amor. Em ambos os casos, o foco está na preservação da unidade e na edificação da igreja.
• Atos 15 protege a convivência entre judeus e gentios; I Coríntios 8 protege a consciência dos “fracos” dentro do corpo de Cristo.
Em ambos os casos, o amor ao próximo e o respeito pela unidade da igreja são os fundamentos que orientam a decisão.
Qual era o problema em I Coríntios 8 que oferecem lições para a atualidade?
O problema era o “conhecimento”. Paulo reconhece que os coríntios possuíam conhecimento: Eles sabiam “que o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus” (I Coríntios 8:4). Esse conhecimento teológico é lógico e correto, no entanto, poderia levar à arrogância ou à insensibilidade. Por isso o apóstolo alerta: “O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica” (v. 1).
Paulo afirma que o amor deve prevalecer sobre o conhecimento. A questão não era apenas teológica, mas também relacional em Corinto. O comportamento de cristãos mais “conhecedores” poderia destruir a fé de irmãos mais fracos. Para Paulo, tal atitude é um pecado contra Cristo, pois Jesus morreu por esses irmãos.
• Assim como no tempo de Paulo, nosso testemunho cristão é mais eficaz quando está fundamentado no amor que considera as necessidades e fragilidades do próximo!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 7 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/7
“Se eu tivesse um carro, um diploma, um cônjuge, uma casa nova ou uma situação melhor, então eu poderia realmente servir a Deus!” Você já se pegou pensando assim? O espírito de descontentamento pode entrar furtivamente em nossas vidas, sussurrando que o que temos agora não é o suficiente. Se a vida pudesse mudar um pouco, dizemos a nós mesmos, então tudo se encaixaria. Certamente, não podemos esperar que prosperemos nessas circunstâncias atuais, elas são tão irracionais!
Paulo oferece sabedoria sobre essa mentalidade. Seu conselho, às vezes pessoal e às vezes divinamente inspirado, centra-se em um tema poderoso: contentamento. Onde quer que você esteja, casado ou solteiro, judeu ou gentio, livre ou escravizado, Deus pode usá-lo. Seu status atual não é uma barreira para servi-Lo; é uma oportunidade. O que mais importa é sua fidelidade a Deus no presente, não em algum futuro “melhor” imaginado.
A chave é manter a eternidade em foco. Sua situação atual, por mais imperfeita que seja, não está fora do plano de Deus. Em vez de esperar que as condições melhorem, o que pode acontecer se você abraçar sua situação e confiar em Deus para trabalhar através de você? Vamos começar a viver com essa confiança, começando hoje!
Lisa Wards
Escriturária da Country Life SDA Church
Cleburne, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/7
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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606 palavras
1 Toque em mulher. Um eufemismo para relação sexual. É provável que esta expressão seja sinônima de casamento. A instrução deve ser interpretada à luz de seu contexto, e não deve ser compreendida como uma proibição para o casamento. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 778.
5 Priveis. Do gr. a-postereõ, “roubar”, “privar de”. Os cristãos são aconselhados a não privar um ao outro dos privilégios íntimos do matrimônio, a não ser por tempo limitado, sob circunstâncias especiais e consentimento mútuo. CBASD, vol. 6, p. 779.
9 Não se dominem. Paulo enfatiza a importância de se dominar, mas também reconhece que nem todos são como ele. Além disso, os que se acostumaram à vida de casados podem achar difícil ter esse domínio completo. CBASD, vol. 6, p. 780.
10 A mulher. O fato de citar a mulher em primeiro lugar se deve a que ela estaria mais inclinada a buscar o divórcio. Como a parte mais frágil, ela era suscetível a sofrer opressão nas mãos do companheiro incrédulo. CBASD, vol. 6, p. 780.
12 Não a abandone. Poderia haver casos em que uma esposa não cristã fosse tão contrária ao evangelho que não desejasse viver com um marido cristão. Em tais casos, o marido não podia evitar a separação. Se, pelo contrário, a esposa incrédula desejasse permanecer com o esposo crente, ele não tinha a liberdade de buscar a separação. O voto matrimonial é sagrado e não pode ser desconsiderado por causa de uma mudança religiosa de uma das partes. O efeito natural da conversão de um cônjuge deveria ser torná-lo mais carinhoso, gentil, amoroso e leal do que antes. CBASD, vol. 6, p. 781.
19 O que vale é guardar. O que importa é a fé manifestada na obediência aos mandamentos de Deus. O Senhor não avalia a religiosidade individual pela observância de rituais, mas pelo relacionamento com os princípios da lei divina. CBASD, vol. 6, p. 783.
23 Comprados. O preço do resgate é o precioso sangue de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 784.
27 Não procures casamento. Aconselha-se ao solteiro ou viúvo não estar ansioso para se casar. Isso não significa que Paulo desaprovava o casamento ou que o declarou ilegítimo, como talvez pensavam alguns dos crentes coríntios. Em vez disso, buscava livrar os cristãos de envolvimentos desnecessários em tempos de angústia. É verdade que os solteiros passam por menos dificuldades em períodos de tribulação. CBASD, vol. 6, p. 786.
32 Das coisas do Senhor. Isto é, coisas concernentes à religião, assuntos espirituais, em contraste com as questões terrenas. O solteiro não se sobrecarrega com responsabilidades familiares. Seu tempo e energia não são consumidos em satisfazer as necessidades materiais de uma família, em particular, em períodos de prova e perseguição. Ele é livre para dar atenção completa ao avanço do reino de Deus. Paulo pessoalmente preferiu isso. Portanto, é correto que uma pessoa, se assim o desejar, permaneça solteira e se dedique totalmente à obra do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 788.
38 E, assim. Este versículo resume a discussão dos v. 36 e 37. Não é errado dar a filha em casamento, ou que um jovem se case com sua noiva. Tampouco é pecado permanecer solteiro. CBASD, vol. 6, p. 790.
40 Eu tenho o Espírito. Parece haver referência a certos líderes da igreja em Corinto que criam ser inspirados. O apóstolo afirma sua crença de que ele também é inspirado pelo Espírito Santo. Portanto, essa declaração é uma afirmação de que suas cartas deviam ser recebidas não como opinião humana, mas como sabedoria divina. Era necessário que Paulo apresentasse seu direito de afirmar que tinha iluminação divina. Só assim ele poderia contrapor á instrução dada por falsos mestres em Corinto, e poderia estabelecer regras para a conduta dos crentes coríntios que os fortaleceria contra as tentações a que estavam expostos. CBASD, vol. 6, p. 791.
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“Ande cada um segundo o Senhor lhe tem distribuído, cada um conforme Deus o tem chamado” (v.17).
No capítulo de hoje, Paulo deu início a uma sequência de perguntas e respostas, começando por questões relacionadas ao casamento. Para uma igreja que estava sofrendo os efeitos da imoralidade, os conselhos do apóstolo, se obedecidos, teriam um papel fundamental na restauração de sua moral e avanço da obra. Apesar de ter optado pelo celibato por entender a vontade de Deus para sua vida, Paulo não impôs tal condição como uma regra a ser seguida, mas a igualou ao casamento no sentido de que ambos são aprovados por Deus quando discernidos espiritualmente.
Ao colocar a mulher em pé de igualdade com relação ao marido nos direitos e deveres conjugais, Paulo deixou bem claro que, diante de Deus, ambos são responsáveis pela felicidade ou pela infelicidade no lar. Ele ainda destacou a prática sexual como fundamental para um casamento estável e próspero. “Não vos priveis um ao outro” (v.5), é uma das mais importantes frases de impacto nesse sentido. O sexo dentro do casamento entre um homem e uma mulher tem a plena aprovação de Deus (observados os princípios bíblicos) e deve ser uma entrega de ambos os cônjuges pelo prazer de fazer o outro feliz (v.4). Se o meu corpo pertence ao meu marido e o corpo do meu marido me pertence, deve haver um “mútuo consentimento” (v.5) e consciência de que a abstinência prolongada pela indiferença de uma das partes abre uma grande brecha para Satanás e suas tentações.
Jesus também nos deixou orientações com relação ao casamento, ao condenar o adultério e ao esclarecer que as únicas exceções que permitem um segundo casamento são em caso de adultério ou de morte. Portanto, quando Paulo diz que é ele quem fala “e não o Senhor” (v.12), não está afirmando que aqueles conselhos não são inspirados, mas que ele abordará questões das quais Jesus não tratou. Ao dirigir-se a uma igreja que avançava na pregação do evangelho, era natural que tivesse em seu meio muitos cristãos que aceitaram a mensagem quando já casados, cujos companheiros não abraçaram a mesma fé. Acontecia que muitos pensavam na possibilidade do divórcio neste caso como sendo uma aprovação de Deus. Paulo esclareceu que o divórcio nunca deveria partir de uma iniciativa do cristão, mas em que este deveria ser um modelo de conduta cristã, a fim de ganhar seus filhos e seu cônjuge para Cristo (v.14).
Em tempos em que a igreja de Deus sofria severas perseguições e a obra de pregação encontrava sérios obstáculos, Paulo viu a necessidade de mais obreiros dedicados à missão de forma desimpedida, ou seja, “livres de preocupações” (v.32). Mais uma vez ele não condenou o casamento, mas advertiu o povo a sempre colocar o Reino de Deus em primeiro lugar. Um casamento apressado e sem a plena certeza da aprovação divina, ao invés de ser uma benção, pode tornar-se um fardo para toda a vida. E um casal que possui a plena consciência de seus deveres matrimoniais, precisará dividir as “coisas do Senhor” (v.34) com as “coisas do mundo” (v.33), de como agradar um ao outro. Pessoas desimpedidas certamente têm uma liberdade bem maior para estar a serviço da obra missionária.
Devemos observar e levar em consideração, no entanto, as palavras de Paulo à luz do que toda a Escritura diz sobre o assunto. O casamento foi instituído por Deus como uma bênção ainda no Éden. Sob um teto e sobre um solo destituídos de pecado, Adão e Eva gozaram das delícias de uma união pura e aprovada pelo Criador. Apesar de estarmos debaixo de um céu enegrecido e com os pés sobre uma terra maculada pelo pecado, ainda assim o casamento hétero e monogâmico continua sendo uma bênção. A despeito do celibato, o importante na vida de cada filho de Deus deve ser sempre a certeza da presença do Espírito Santo (v.40). Podemos fazer tanto do celibato quanto do casamento um instrumento nas mãos de Deus, pois “o tempo se abrevia” (v.29).
Solteiros e viúvos, sem dúvida, terão um papel fundamental no término da obra alcançando muitos lugares e pessoas. Mas em um tempo onde as famílias têm sido abatidas pelos ‘golpes’ de um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta (Ap.12:12), as famílias fundamentadas na Rocha, que é Cristo, terão uma influência e missão tão nobres quanto foi com Noé e sua família. Que independentemente de seu estado civil atual ou qualquer outro aspecto, lembre-se que “o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (v.19) e permanecer fiel a Ele “naquilo em que foi chamado” (v.24), pois “o tempo se abrevia” (v.29).
Nosso Deus e Criador, o Senhor instituiu o casamento no Éden como uma bênção à humanidade. Marido e mulher possuem o sagrado privilégio de procriar e constituir uma família, podendo viver na terra um pedacinho do Céu. Derrama a Tua bênção e o Teu Espírito sobre cada lar dos Teus filhos, e mesmo que muitos sejam chamados a abrir mão do casamento, que de igual forma a Tua bênção e o Teu Espírito sejam sobre eles. Quer em família, quer no celibato, faze de nós atalaias da Tua verdade, de forma que fique claro para o mundo que temos o Espírito de Deus. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados à paz de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 7 – A Igreja de Corinto estava inserida numa cidade cosmopolita, marcada por imoralidade sexual e pluralismo religioso. O templo de Afrodite, com suas práticas cultuais envolvendo prostituição, e a influência do estoicismo, que promovia o celibato como ideal de virtude, criaram tensões significativas na compreensão cristã do casamento e da pureza sexual. Surgiram dúvidas, tais como:
• Se o celibato era mais santo que o casamento.
• Como lidar com casamentos mistos (entre crentes e descrentes).
• A relação entre as realidades terrenas, como o casamento, e a iminência da volta de Jesus.
O casamento é uma instituição divina: Paulo reafirma o matrimônio como uma instituição honrada e necessária para evitar a imoralidade sexual (I Coríntios 7:1-3). O casamento é uma ordem estabelecida na criação (Gênesis 2:24). No entanto, Paulo não eleva o casamento acima da devoção espiritual, apontando que tanto casados quanto os solteiros podem servir a Deus em suas respectivas condições (I Coríntios 7:4-6).
O celibato como dom: Para Paulo, o celibato é um dom espiritual (I Coríntios 7:7-9). Ele não é uma imposição, é uma escolha legítima para aqueles que podem viver sem distrações no serviço a Deus. Enquanto o casamento é uma bênção (vs. 25-28), o celibato pode ser um chamado especial para dedicar-se exclusivamente ao Reino de Deus (vs. 36-40; Mateus 19:12).
A santidade do lar: A orientação de Paulo sobre casamentos mistos enfatiza que a presença de um crente no lar é uma fonte de santificação aos demais familiares (I Coríntios 7:10-16).
O evangelho e a prioridade do Reino de Deus: Paulo exorta seus leitores a viverem os benefícios do evangelho onde estão (I Coríntios 7:17-24), com senso de urgência – dado o contexto de que “a forma presente deste mundo está passando” (vs. 29-31). Assim, seja no casamento ou celibato, o foco deve estar em buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33).
Num mundo que desvaloriza o casamento, Paulo defende o matrimônio como um pacto sagrado; não é uma instituição obsoleta. Sua abordagem equilibrada entre o celibato e o casamento oferece respostas tanto ao asceticismo, que despreza as alegrias da vida conjugal, quanto ao hedonismo, que glorifica os prazeres sem compromisso.
Esse texto convida-nos a viver com senso de missão, enquanto se navega pelas responsabilidades da vida presente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 6 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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