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Texto bíblico: MATEUS 24 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/24
Será que seu coração esfriou?
Descrevendo os sinais que existirão no tempo do Seu retorno, Jesus adverte que “o amor de muitos esfriará”. Em um mundo povoado por corações frios, as pessoas se odiarão, trairão umas às outras e se ofenderão por causa de mínimas coisas.
Hoje, o nosso mundo certamente exibe um amor dos mais gelados. Os filhos negligenciam os pais doentes. Os pais abusam cruelmente de crianças pequenas. Irmãos se rejeitam. Amigos se afastam de amigos deficientes. Há falta de compaixão pelos pobres, portadores de necessidades especiais, solitários e marginalizados. Muitos corações estão congelados numa fria indiferença.
Os cristãos são chamados para aquecer o mundo por meio do amor. O amor de Deus, derramado através de nós, será um bálsamo de cura para corações feridos marcados pela dor e pecado. Somente o amor compassivo despertará as almas congeladas pela dureza de coração do pecado. Para implantar esse amor transformador, devemos primeiro ser aquecidos pelo amor de Deus. Se nosso coração está gelado pela dor e pelo pecado, pouco temos a oferecer. Somente quando nossos corações estiverem descongelados e aquecidos, seremos capazes de abençoar nosso mundo tão frio de coração com o amor divino.
Senhor, descongele nossos corações congelados. Encha-nos com o amor do céu para que possamos amar como o Senhor ama. Ajude-nos a iluminar o mundo com o amor!
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/24
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1170 palavras
1 Tendo Jesus saído. Provavelmente, na terça-feira à tarde. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 528.
para Lhe mostrar. Josefo compara as paredes de pedra branca do templo à beleza de uma montanha coberta de neve (Guerra dos Judeus, v.5.6 [223]) e dá a dimensão fabulosa de algumas das suas pedras: 45 x 5 x 6 côvados(cerca de 20 x 2 2,7 m). O templo, naquela ocasião, estava em processo de construção havia quase 50 anos (ver Jo 2:20) e a obra de construção de todo o complexo de pátios e edifícios não foi concluída até cerca de 63 d.C., sete anos antes de ser totalmente destruído pelo exército de Tito. CBASD, vol. 5, p. 529.
2 pedra sobre pedra. Esta profecia se cumpriu durante a conquista romana de Jerusalém, no ano 70 d.C. Bíblia de Genebra.
Cumprido literalmente em 70 d.C., quando os romanos, comandados por Tito, destruíram completamente Jerusalém e os edifícios do templo. As pedras eram até mesmo separadas à força umas das outras, para achar as sobras das folhas de ouro do teto que se derreteram quando o templo foi incendiado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Josefo descreve vividamente a destruição do templo e os esforços de Tito para salvá-lo (Guerra dos Judeus, vi.4.5-8 [249-270]). A excelente construção do edifício assegurava que ele resistiria a ataques indefinidamente. A própria cidade de Jerusalém era considerada, para todos os efeitos práticos, inexpugnável, mas Jesus previu que seria destruída pela força. CBASD, vol. 5, p. 529.
3 vinda. Do gr parousia, “presença” ou “chegada”. A palavra parousia ocorre comumente nos papiros por ocasião da visita de um imperador ou rei. … é mais comumente usada para denotar a vinda de Cristo (2Ts 2:1), ou de homens (1Co 16:17). … não há nada, no termo parousia que signifique uma vinda secreta. CBASD, vol. 5, p. 529.
7 nação contra nação. Escritores judeus e romanos descrevem o período de 31-70 d.C. como um tempo de grandes calamidades. … As previsões sobre “fomes, e pestes, e terremotos”, do v. 7 (ARC), sem dúvida também se referem principalmente ao mesmo período. Jesus advertiu os primeiros cristãos a não considerar a luta política, fomes, pestes e terremotos daquele tempo como sinais do “fim” imediato do mundo. CBASD, vol. 5, p. 531.
fomes. Uma grave fome na Judeia, ocorrida por volta do ano 44 d.C., é mencionada em Atos 11.28. Houve, ao todo, quatro grandes períodos de fome durante o reinado de Cláudio, em 41 a 54 d.C. CBASD, vol. 5, p. 531.
terremotos. Houve uma série de grandes terremotos entre 31 d.C. e 70 d.C. Os piores deles foram em Creta (46 ou 47), Roma (51) Frígia (60) e Campânia (63). Tácito também fala de furacões particularmente severos e tempestades no ano 65 d.C. (Anais, xvi.10-13). CBASD, vol. 5, p. 531.
15 abominação da desolação. O claro contexto dos próximos cinco versos (vv 16-20) é a destruição de Jerusalém, que aconteceu em 70 d.C. Portanto, esta profecia de Daniel (Dn 9:26-27) aponta para, entre outros eventos, a destruição de Jerusalém por Roma. Andrews Study Bible.
quem lê entenda. …”quem lê Daniel”. Bíblia de Genebra.
As montanhas da Transjordânia, onde estava localizada Pella. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Josefo diz (Guerra dos Judeus, vi.9.3 [420]) que mais de um milhão de pessoas morreram durante e, após o cerco da cidade, mais de 97 mil foram levadas em cativeiro. No entanto, durante uma trégua temporária, quando os romanos inesperadamente levantaram o cerco de Jerusalém, todos os cristãos fugiram e é dito que nenhum deles perdeu a vida. Seu local de retiro foi Pela, uma cidade no sopé a leste do rio Jordão, cerca de 30 km ao sul do mar da Galileia. De acordo com Josefo, Tito, comandante dos exércitos romanos, confessou que nem os seus exércitos nem as máquinas do cerco poderiam ter sucesso em romper os muros de jerusalém, a menos que o próprio Deus assim o quisesse. A defesa obstinada da cidade enfureceu tanto os soldados romanos que, quando finalmente entraram, seu desejo de vingança não conhecia limites. CBASD, vol. 5, p. 533.
20 Orai … sábado. Quarenta anos depois da ressurreição, o sábado seria tão sagrado quanto era quando Jesus pronunciou estas palavras, na encosta do monte das Oliveiras. Ele não sugere nenhuma alteração na sacralidade do dia, como muitos cristãos hoje supõem ter ocorrido quando Ele saiu do túmulo. A agitação, excitação, o medo e os incidentes de viagem durante a fuga de Jerusalém seriam inapropriados para o dia de sábado. CBASD, vol. 5, p. 533, 534.
24 se possível. Os fiéis obedeceram ao conselho da “Testemunha Verdadeira” a Laodiceia para “ungir” seus “olhos com colírio” (ver com. de Ap 3.18) e, portanto, são capazes de distinguir entre o verdadeiro e o falso. A forma da frase no grego significa que é impossível Satanás enganar aqueles que amam e servem a Deus com sinceridade (ver … GC, 561, 623, 624). Verdadeiro amor à verdade e diligência em obedecer a todas as instruções que Deus deu para estes últimos dias serão a única proteção contra os enganos do inimigo, os espíritos enganadores e as doutrinas dos demônios. CBASD, vol. 5, p. 534, 535.
26 não saias. Ou seja, “nem sequer tenha curiosidade para ouvir o que eles têm a dizer, não dê a impressão de concordar com eles, estando presente ao ouvi-los falar”. “Sair”, aqui, significa colocar-se em terreno encantado e, assim, estar em perigo de cair no engano. CBASD, vol. 5, p. 535.
27 como um relâmpago. A vinda de Cristo será evidente, sem ambiguidade e visível a todos. Bíblia de Genebra.
Não haveria nada de secreto ou misterioso sobre o retorno de Jesus. Todos saberiam do Seu retorno à Terra, pois todos O veriam (Ap 1:7). As palavras de Cristo não deixam margem para um arrebatamento secreto, para uma vinda mística ou para qualquer outra falsa teoria inventada por piedosos e excessivamente zelosos pretensos “profetas”. A humanidade iria “ver” Jesus “vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 24:30, cf. Mt 16:27; 26:64; Mc 8:38; 14:62; At 1:11; Ap 1:7). Não haveria dúvida quanto ao evento. Quando Jesus retornar, todos saberão disso sem que nada tenha que ser dito. CBASD, vol. 5, p. 535.
29 Jesus descreve o escurecimento do sol e a queda das estrelas como ocorrendo ao fim da tribulação (vv 21-22). … Isto se relaciona com o fim do período dos 1.260 dias proféticos em 1798 d.C. Andrews Study Bible.
o sol. O escurecimento do sol aqui predito ocorreu em 19 de maio de 1780, conhecido como o grande dia escuro. CBASD, vol. 5, p. 536.
a lua. Na noite do dia 19 de maio de 1780, a luz da lua foi velada, assim como havia ocorrido com o sol durante as horas do dia. CBASD, vol. 5, p. 536.
as estrelas. Sem dúvida, a maior chuva de meteoros que a história testemunhou se cumpriu em 13 de novembro de 1833. Esses dois fenômenos, de 1780 e 1833, cumpriram exatamente as previsões de Jesus, pois ocorreram no tempo especificado. Eles não foram os únicos eventos dessa natureza, mas os que melhor atenderam às especificações da profecia. CBASD, vol. 5, p. 536.
os poderes do céu. O abalo das “potestades do céu” não se refere aos fenômenos descritos na primeira parte do versículo [“Logo em seguida à tribulação daqueles dias”], mas a um tempo ainda futuro, quando os corpos celestes”serão movidos de seus lugares, abalados pela voz de Deus”. Isso acontecerá quando Sua voz abalar também a Terra (ver PE, 41), na abertura da sétima praga (Ap 16:17-20; GC, 636, 637; PE, 34, 285; cf. Is 34:4; Ap 6:14). CBASD, vol. 5, p. 536.
30 sinal. O “sinal” que vai distinguir o retorno de Cristo dos enganos dos falsos cristos é a nuvem de glória com a qual Ele retornará à Terra (ver PE, 15, 35; GC, 640). CBASD, vol. 5, p. 536.
lamentarão. A lamentação das nações é uma alusão a Zc 12.10-12. Bíblia de Genebra.
20-42 A segunda vinda de Cristo será rápida e repentina. Não haverá oportunidade para arrependimento ou barganha de última hora. A escolha que já fizemos determinará nosso destino eterno. Life Application Study Bible Kingsway.
40 um será tomado, e deixado o outro. Alguns veem aqui uma referência ao arrebatamento secreto. No entanto, a ida de pessoas salvas ao Céu antes da segunda vinda contradiz 1Ts 4:16, 17 e Hb 11:39, 40, passagens que ensinam que os salvos chegarão juntos ali. A ressurreição dos mortos fiéis, por ocasião da segunda vinda, será sucedida pela reunião de todos os salvos para o encontro com o Senhor noa ares, de forma nada secreta. A frase simplesmente significa que nem todos estarão prontos quando Cristo regressar. Bíblia de Estudo Andrews.
Um será tomado. Do gr. paralambano, cujo significado literal é “tomar para si” ou”levar consigo”, usado nos papiros com o sentido de receber ou tomar para si artigos que lhe pertencem. Paralambano é usado em Mateus 17:1 … [tb em Cl 4:17; 14:3] … É antibíblica a doutrina conhecida como”arrebatamento secreto”, segundo a qual os santos serão arrebatados secretamente da Terra antes do retorno visível de Cristo. Seus defensores apelam para as declarações de Cristo nos v. 39 a 41, como prova. Mas esses versículos não ensinam tal coisa. A “vinda” de Mateus 24 é sempre, sem exceção, a aparição literal e visível de Cristo (v. 3, 27, 30, 39, 42, 44, 46, 48, 500. Nessa vinda, “todos os povos da Terra […] verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu” (v. 30). Jesus adverte sobre a natureza de uma vinda secreta de Cristo atribuída aos falsos profetas (v. 24-26; ver com. do v. 27). O que Jesus quis dizer com ser “levado” e ser “deixado” é esclarecido pelo contexto. Aqueles que são deixados são os servos maus, que, em vez de continuar em suas atividade normais, … serão castigados e receberão sua parte com os hipócritas (v. 48-51). CBASD, vol. 5, p. 538, 539.
Deixado. Do gr. aphiemi, “mandar embora”, “dispensar”. … Os justos são, literalmente, “recebidos” e os ímpios, “dispensados”. CBASD, vol. 5, p. 538, 539.
42 vigiai. Um estado ativo, e não espera passiva, de acordo com os vs. 45-51. Bíblia de Genebra.
Este é o ponto central de todo o discurso de Mt 24-25. Ninguém sabe exatamente quando Jesus voltará, nem mesmo os anjos (v. 36). Somos instruídos a reconhecer quando está perto (v. 32, 33). Mas, em certo sentido, sua vinda será inesperada, como a de um ladrão na noite. Bíblia de Estudo Andrews.
44 ficai também vós apercebidos. Aqueles que sinceramente desejam a vinda de Jesus estarão prontos, não importa quando o Senhor aparecerá. CBASD, vol. 5, p. 539.
45 a quem o senhor confiou. Esta parábola se aplica especialmente aos líderes religiosos e espirituais da “família da fé” (Gl 6:10; cf Ef 2:19), cujo dever é suprir as necessidades de seus membros e que, por preceito e exemplo, devem testemunhar de sua crença na proximidade da vinda de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 539.
a seu tempo. É dever do pastor alimentar e pastorear “o rebanho de Deus” (1 Pe 5:2) dando-lhe exemplo (v.3 ) de vigilância e preparação. … cabe a cada pastor cumprir fielmente a responsabilidade que lhe foi confiada (ver Ez 34:2-10). CBASD, vol. 5, p. 539.
Nota: As épocas a que se refere Mateus 24 são:
vs 5 a 20 – perseguição da igreja por Roma pagã e destruição de Jerusalém
vs 21, 22, 29 – perseguição da Idade Média
vs 24 a 27 – Ilusões dos últimos dias
vs 30, 31 – Volta de Jesus
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“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (v.37).
Deslumbrados os discípulos com o cenário das “construções do templo” (v.1), as palavras de Jesus certamente lhes foram como um balde de água fria. A percepção que possuíam a respeito de Jerusalém era a de uma cidade que jamais perderia a sua glória. Entendendo que Jesus lhes havia falado de um tempo específico, desejaram conhecer este tempo e os sinais que o precederiam. Na verdade, Jesus relatou neste capítulo o tempo e os sinais acerca de dois grandes eventos. O primeiro deles ocorreu no ano 70 d.C., quando o império romano destruiu Jerusalém, não ficando “pedra sobre pedra” que não fosse derrubada (v.2). Já o segundo evento ainda acontecerá e não será um acontecimento local, mas global, pois “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v.27).
Jesus apresentou diversos sinais que indicam a brevidade de Seu segundo advento. Guerras, destruição, fome, terremotos, desamor, falsos cristos e falsos profetas. Mas você pode estar se perguntando neste momento: E todas estas coisas já não têm acontecido desde os tempos mais remotos? Sim, é verdade. Contudo, analisemos o que o apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). Como a parturiente, cujas dores de parto vão aumentando de intensidade, assim a intensidade dos sinais tem se revelado cada vez maior, apontando para o Dia que está “às portas” (v.33).
A vida de Cristo foi o exemplo singular e inquestionável de um Deus que deseja salvar a todos. O Sol da Justiça andou entre nós sendo Ele mesmo o Caminho excelente para a vida eterna. Se tão-somente aceitarmos nos despir do nosso eu egoísta e ruim, permitindo que os raios do amor do Salvador penetrem na escuridão de nosso íntimo, quão diferente seria a nossa expectativa quanto à Sua segunda vinda, e quão diferente seria o nosso olhar com relação aqueles que ainda não experimentaram esse amor que restaura e que transforma. Mas para podermos apresentar esse amor, precisamos conhecê-lo antes. Em um mundo onde o amor tornou-se artigo de luxo, Deus tem conservado um povo peculiar que irá “perseverar até o fim” (v.13) no sagrado ministério de amar.
O tempo de angústia jamais visto (v.21) se aproxima de nós com rapidez, assim como as águas do dilúvio que cobriram a Terra. O chamado de Deus a Noé não foi ocasionado pela ira divina, mas pela estupidez humana. Porque assim como “nos dias anteriores ao dilúvio” (v.38), as pessoas estavam completamente embriagadas por suas baixas paixões e vis preocupações a ponto de nem perceberem quando Noé entrou na arca, “assim será também a vinda do Filho do Homem” (v.39).
Muitos há que têm acreditado e até pregado que Jesus “demora-Se” (v.48), ignorando a bendita esperança e lançando sobre si o mesmo castigo que será dado aos hipócritas (v.51). Noé foi um pregador da justiça porque, acima de tudo, ele obedeceu e amou. O amor a Deus foi o que lhe motivou a construir o desconhecido e a esperar por coisas que nunca havia testemunhado. Foi o amor que o motivou a pregar em meio aos escárnios e a ser um exemplo de fidelidade e de fé “para a salvação de sua casa” (Hb.11:7).
Até quando a longanimidade do Senhor irá durar, não o sabemos (2Pe.3:9). Mas de uma coisa podemos ter certeza: Jesus Cristo voltará, “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (v.30). Estamos nós preparados para subir ao encontro do nosso Senhor e Salvador? Eis que têm surgido e ainda hão de surgir muitos outros falsos cristos e falsos profetas, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (v.24). A Palavra de Deus é clara, amados: o retorno de Cristo a esta Terra não será algo silencioso e secreto, mas “com grande clangor de trombeta” (v.31) e mundialmente visível, pois que “todo olho O verá” (Ap.1:7). Portanto, vigiemos e oremos, para sermos encontrados por Ele “apercebidos” (v.44).
“Vede que ninguém vos engane” (v.4), nos advertiu o Mestre. Que o amor de Deus, que é o verdadeiro amor embasado em Sua Palavra, seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo todos os dias (Rm.5:5). E que a prática desse amor seja “para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (v.14).
Nosso Pai de amor e de bondade, louvado seja o Teu nome por Tua longanimidade para conosco! Tua obra tem sido realizada em nossa vida e como é maravilhoso saber que temos à nossa disposição a Tua graça. Mas também, como Noé, somos chamados a pregar a Tua justiça, que é plena de misericórdia. Ajuda-nos, Pai bondoso, para que nossa vida ande em plena harmonia com Teu amor e justiça! Dá-nos o caráter de Cristo! Nós Te pedimos e Te agradecemos, em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Mateus24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MATEUS 24 – Este importante sermão de Jesus foi inteiramente profético.
A preocupação dos discípulos, no início do capítulo, com os perigos do fim do mundo lembra-nos da importância de estarmos vigilantes e atentos aos sinais dos tempos. Isso envolve, não apenas estar cientes dos perigos, mas também agir de maneira prudente e responsável em face das ameaças.
Apesar das preocupações com as adversidades, Jesus oferece esperança aos discípulos, apontando para a promessa de Seu retorno e o estabelecimento do Reino de Deus. Isso lembra-nos que, mesmo em meio à incerteza e dificuldades, podemos encontrar esperança e segurança na promessa divina de restauração e redenção.
Embora Mateus 24 tenha sido escrito há muito tempo, o ensino de Jesus sobre o “fim dos tempos” continua a ressoar com questões sobre justiça, esperança e o propósito da vida. Considere:
• Apesar dos fraudulentos cristãos e falsos cristos atrapalhando o desenvolvimento do cristianismo, embora as guerras aumentassem com o tempo tornando-se obstáculos ao avanço da Igreja de Cristo no mundo e, independente das terríveis perseguições e torturas aos fiéis cristãos perseverantes, o evangelho puro e verdadeiro do Reino de Deus “será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:4-14).
• Jesus ilustrou com a destruição de Jerusalém a situação mundial quando retornar em glória e majestade. Importantes lições podem ser extraídas de quando Tito Vespasiano cercou Jerusalém no primeiro século – para não nos perdermos no segundo advento de Cristo: a principal delas é, confiar plenamente nas instruções de Cristo (Mateus 24:15-29).
• O momento exato da segunda vinda de Cristo não foi revelado por Deus a nós. Mas Jesus deu sinais que indicam Sua proximidade; eles devem motivar-nos à consagração e preparação para esse evento cósmico que abalará a Terra (Mateus 24:30-51).
Este sermão profético não visa alertar-nos meramente sobre perigos iminentes; ele nos incita a viver com propósito e esperança em meio às adversidades. Reflita:
• Em uma sociedade repleta de distrações e enganos, a vigilância espiritual não é uma opção, mas uma necessidade vital.
• Jesus mostra que a verdadeira vitória do cristão não está em evitar o sofrimento, mas em permanecer firme nEle em meio às tribulações.
• Nossa esperança não está na política humana, mas no glorioso Rei vindouro!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 23 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/23
No capítulo 23, Mateus continua a relatar o conflito entre os líderes religiosos e Jesus, precipitado por Sua entrada triunfal em Jerusalém. Aqui, o foco está sobre o tema do poder.
Este tema, poder e prestígio, é reiterado nos oito “lamentos” [ou “ais” (ARA)] (vv 13-30) que Cristo pronunciou sobre os escribas e fariseus. Ele os acusa de exercerem o poder para fechar o reino dos céus e de serem guias cegos para as pessoas (vs 13,16). Jesus diz a seus seguidores que ninguém deveria chamar a outro de “pai”, “mestre” ou guia, nem deveriam assim se autodenominar. Pelo contrário, o maior entre eles deveria se tornar um servo dos demais (vs 8-11).
Cristo nunca pretendeu que a religião se tornasse uma ferramenta de poder pessoal. Entretanto, à semelhança dos fariseus e escribas daqueles dias, muitos ainda hoje utilizam de sua suposta autoridade divina para apoiar seus objetivos pessoais. Alguns líderes da igreja oprimem membros a eles submissos. Pais ameaçam os filhos em nome de Deus, fazendo com que eles tenham uma relação negativa com Deus e com a Igreja.
Assim como a figueira infrutífera [Mt 21:19], aqueles que usam a religião como instrumento para promover e construir poder religioso ou pessoal têm a aparência de espiritualidade, mas não demonstram os frutos do serviço caracterizado pelo auto sacrifício e da semelhança com Cristo.
“O maior dentre vós será vosso servo.” (v. 11 ARA).
Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/23
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1519 palavras
1 Então, falou Jesus. Isto ocorreu, provavelmente, na terça-feira, no fim do dia. Foi a última vez que Jesus ensinou no templo, a última em que falou ao povo. Evidentemente, Ele procurou, através de denúncias contundentes contra os escribas e fariseus, quebrar as correntes que prendiam as pessoas à tradição e àqueles que a perpetuavam. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 518.
2 Na cadeira de Moisés, se assentaram. Ou, como intérpretes oficiais da lei de Moisés. … os arqueólogos descobriram que as antigas sinagogas judaicas tinham cadeiras literais em que o intérprete da lei, sem dúvida, se assentava. CBASD, vol. 5, p. 518.
3 não os imiteis. Fazemos bem em examinar nossa vida em busca dos traços dos mesmos males que fizeram “fariseu” sinônimo de “hipócrita. CBASD, vol. 5, p. 518.
dizem e não fazem. Dizer sem fazer é o que faz de um homem um hipócrita. … Escribas e fariseus professavam lealdade absoluta às Escrituras, mas falhavam na prática dos princípios ali estabelecidos. CBASD, vol. 5, p. 519.
4 Atam pesados fardos. Esses “pesados fardos” eram parte da tradição rabínica e não das leis de Moisés (ver com. de Mc 7:1-13). CBASD, vol. 5, p. 519.
5 serem vistos pelos homens. Sua conduta era regulamentada pelo que imaginavam que os outros pensariam dela, mais do que por amor a Deus (cf 2Co 5:14). CBASD, vol. 5, p. 519.
filactérios. Eram cápsulas, ou rolos de couro, que os judeus usavam na testa, perto do coração, e no braço esquerdo. Continham quatro passagens bíblicas: Êx 13.1-10; 13. 11-16; Dt 6:4-9; 11.13-21. … Honravam-se as cápsulas tanto quanto as próprias Escrituras (imaginava-se que o próprio Deus usava filactérios), e seu tamanho era considerado como um sinal de zelo de quem o usava. Também eram considerados como amuletos para evitar o mal. Bíblia Shedd.
A ideia de usar filactérios foi baseada em uma interpretação literal de Dt 6;8. … Para muitos o filactério se transformou num talismã. CBASD, vol. 5, p. 519.
franjas. São as borlas descritas em Nm 15.37-41, usadas de maneira singular, como lembrete visível da profissão religiosa dos judeus e que Jesus também usava (cf Mt 9.20 onde se traduz por “orla”). Os fariseus desenvolveram esse costume até sobrecarregá-lo de minúcias, esquecendo-se, porém, da sua singela mensagem espiritual. Bíblia Shedd.
Alongá-las era um meio de torná-las mais visíveis; e, como as roupas adornadas com essas franjas ou borlas eram usadas para fins religiosos, a pessoa que as usava procurava chamar a atenção dos outros como sendo piedoso além das exigências da lei e além das pessoas comuns. CBASD, vol. 5, p. 519.
8-10 A advertência é contra procurar títulos de honra para alimentar o orgulho. Obviamente, devemos evitar um literalismo insensato ao aplicar esses mandamentos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ao proibir o uso dos títulos “Mestre” (v. 8), “Pai” (v. 9) e “guias” (v. 10), Jesus não proíbe a organização ou o uso de todos esses títulos na igreja (cf At 20.17; 1Co 9:1; 1Tm 1.1-2, 8, 12; Tt 1:5-7). A advertência de Cristo é contra a tentação de conceder aos líderes humanos a autoridade e prerrogativa que pertencem só Deus – uma tentação aqui exemplificada pelo uso de pretensas formas de tratamento. Bíblia de Genebra.
13 fechais o reino dos céus. Os escribas e fariseus tornaram quase impossível, aos sinceros de coração, encontrar o caminho da salvação, em primeiro lugar, fazendo da religião um fardo insuportável (Mt 23:4) e, em segundo, pelo seu próprio exemplo hipócrita (v. 3). CBASD, vol. 5, p. 521.
15 prosélito. Os gentios convertidos ao judaísmo eram convertidos ao regulamento legalístico da circuncisão e à Lei Mosaica e não a um relacionamento pessoal com Deus. Andrews Study Bible.
Um número muito maior acreditava no Deus verdadeiro e O adorava, mas sem participar dos ritos do judaísmo; esses eram conhecidos como “prosélitos de portão” ou “tementes a Deus”. CBASD, vol. 5, p. 521.
duas vezes mais. Um convertido empolgado acabava se tornando, se possível, ainda mais intolerante do que os fariseus. CBASD, vol. 5, p. 521.
23 dízimo. Jesus não está abolindo a prática de dar um décimo das entradas a Deus. Justamente o oposto. Os comentários de Jesus reafirmam a permanência da lei do dízimo e a coloca em perspectiva ao mais importante: justiça e misericórdia e fé. Andrews Study Bible.
As três hortaliças [hortelã, endro e cominho] teriam algum valor comercial, mas o dízimo obtido seria o mínimo. Os fariseus, ao se mostrarem zelosos nos pormenores, pensaram que poderiam esconder, de si mesmos e de Deus, o fato de não estarem á altura da verdadeira religião. Bíblia Shedd.
os preceitos mais importantes. Os escribas e fariseus davam grande valor às ordenanças humanas e às formas externas de observância da lei (ver com. de Mc 7:3-13), mas se esqueciam quase completamente do verdadeiro espírito da lei em si, do amor a Deus e ao próximo. CBASD, vol. 5, p. 523.
24 coam. A cláusula deveria dizer, literalmente, “coar todos os insetos” da água potável. CBASD, vol. 5, p. 523.
O fariseu rigoroso coava cuidadosamente a água potável em um pano para ter certeza de não engolir um mosquitinho, considerado o menor ser vivo impuro. Mas, figuradamente, engolia um camelo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
…camelo, o maior animal impuro da Palestina (Lev 11:4, 41-45). Andrews Study Bible.
27 sepulcros caiados. De acordo com a lei ritual, uma forma extrema de contaminação era o contato com a morte. Os sacerdotes, por exemplo, não deviam se “contaminar” pelo contato com os mortos, salvo em caso de parentes próximos (Lv 21:1-4), mas até essa exceção era negada ao sumo sacerdote (v. 10, 11). de acordo com a Mishnah, era costume caiar as sepulturas em 15 de adar, um mês antes da Páscoa, a fim de que os sacerdotes e nazireus pudessem evitar a contaminação através do contato involuntário com as sepulturas. CBASD, vol. 5, p. 523.
29 edificais os sepulcros. Os mártires de uma geração, muitas vezes, se tornam os heróis da seguinte. Enquanto os profetas estavam vivos, era comum apedrejá-los. Algum tempo após a sua morte, era costume edificar monumentos elaborados em pedra para homenageá-los. Os judeus não poderiam honrar os profetas vivos sem aceitar as suas mensagens, mas era simples honrar os mortos sem acatar suas exortações. CBASD, vol. 5, p. 524.
30 Se tivéssemos vivido. Cada geração tende a se orgulhar de ser mais sábia e tolerante do que as anteriores. … Se esses profetas vivessem hoje, teriam comunicado as mesmas mensagens em denúncia do pecado, e essas mesmas mensagens provavelmente teriam encontrado a mesma resistência insensível e provocado as mesmas tentativas de silenciar seus portadores. CBASD, vol. 5, p. 524.
35 sobre vós. Isso não quer dizer que as pessoas da geração de Cristo deveriam ser punidas pelos erros de seus antecessores, pois as Escrituras ensinam especificamente que ninguém é punido pelos pecados os outros (ver Ez 18:2-30; cf. Êx 32:33). Mas a rejeição a Jesus e a Seus ensinamentos tornou a sua culpa maior do que a de qualquer geração anterior. CBASD, vol. 5, p. 525.
Abel, até […] Zacarias. O assassinato de Abel é registrado em Gn 4.8, e o de Zacarias, filho de Joiada, em 2Cr 24.20-22 (2Cr é o último livro do AT, segundo a ordem em hebraico). A expressão é algo semelhante ao que dizemos hoje: “Do Gênesis ao Apocalipse”. Jesus estava resumindo a história dos martírios no AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 todas estas coisas. Ou, o clímax das más ações resumidas nos vs. 34 e 35. A taça da iniquidade dos judeus como nação estava se enchendo rapidamente. CBASD, vol. 5, p. 525.
37 Jerusalém, Jerusalém. Reconhecimento pleno da rejeição dos judeus (cf Jo 1.11). Deus fez tudo para Seu povo, mas este rejeitou a Jesus. Bíblia Shedd.
quis Eu reunir. Literalmente, “como desejei reuni-los!” Esta é uma das expressões mais pungentes e solícitas dos lábios de Jesus. Com o mesmo terno anelo, Deus contempla todos os perdidos (ver com. de Lc 15:7). O tempo em que Deus devia rejeitar os judeus como povo escolhido estava prestes a chegar (ver Mt 23:38). mas com que relutância Ele os abandonou à sua própria perversidade e a seu trágico destino! CBASD, vol. 5, p. 526
38 vossa casa. Apenas um dia antes, Jesus tinha Se referido ao templo como “Minha casa” (Mt 21:13). Então, passou a ser “vossa casa”. As palavras de Jesus devem ter despertado terror no coração dos sacerdotes e príncipes. Pode ser que, durante o julgamento de Cristo, eles tenham se lembrado dessa declaração (Mt 26:61-64). O véu rasgado, três dias depois, foi um sinal visível de que Deus não aceitava mais as formas e cerimônias destituídas de significado. Por cerca de 40 anos mais, elas continuaram a ser praticadas (ver Mt 27:51). CBASD, vol. 5, p. 526.
A cidade e a nação seriam assoladas em 70 d.C. Biblia Shedd.
desde agora, já não Me vereis. Por “desde agora” Jesus não se refere à Sua saída do templo, na tarde de terça-feira, mas a todas as circunstâncias ligadas à rejeição, ao julgamento e crucifixão. CBASD, vol. 5, p. 526.
até que venhais a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Jesus se referiu ao tempo em que os homens, incluindo os “que O transpassaram” (Ap 1:7), O veriam “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24:30). No último dia, mesmo os escarnecedores seriam obrigados a reconhecer a bem-aventurança dAquele a quem eles amaldiçoaram tão livremente (ver Fp 2:9-11). Os escribas e fariseus , a quem Jesus falou, estariam nessa multidão. Jesus quis dizer: “Vocês não mais me verão até que Eu retorne em glória.” Logo depois de dizer essas palavras, Jesus partiu para sempre do recinto do templo. CBASD, vol. 5, p. 526
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“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (v.37).
A atual conjuntura de conflitos entre Israel e Palestina não se trata de algo novo, mas de consequências advindas de milênios de desobediência à Palavra do Senhor. Desde o rompimento das tribos, dividindo Israel entre Reino do Norte e Reino do Sul, várias batalhas têm sido travadas e várias tentativas divinas rejeitadas por um povo que prefere fazer as coisas do seu próprio jeito. Cada profeta enviado representava a misericórdia de Deus a cada geração corrompida pela apostasia. E como “Insensatos e cegos” (v.17), rejeitavam a voz profética destinando os enviados do Senhor ao martírio. Ao aproximar-se o tempo de Sua morte, semelhante aos profetas, Jesus não Se eximiu de declarar àquela geração, principalmente a seus líderes, a necessária repreensão e reprovação.
A hipocrisia era o principal insumo da religião dos escribas e fariseus. Suas vidas aparentemente impecáveis compunham um verdadeiro desfile de máscaras. Mas diante dAquele que vê o coração, foi “manifesta a vergonha da [sua] nudez” (Ap.3:18). Com um discurso duro e direto, a intenção de Cristo não consistia, porém, em envergonhá-los ou condená-los, mas em desperta-lhes a consciência e sacudir-lhes a estrutura orgulhosa, a fim de que se arrependessem, se humilhassem e fossem salvos. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (v.12). O pronunciamento dos ais segue uma sequência lógica que define bem o que Deus levará em conta no julgamento dos crentes não convertidos:
1. Criar barreiras ou impedimentos para o ingresso de novos conversos;
2. Uma vida religiosa desprovida de caridade cristã;
3. Fazer acepção de pessoas na pregação do evangelho;
4. Falsos ensinos e descaracterização do “Assim diz o Senhor”;
5. Tentativa de salvação pelas obras;
6. Hipocrisia;
7. Perseguição e rejeição à palavra profética
Antes de ouvir a voz do Espírito me chamando para uma nova vida, tudo o que eu realizava tinha a finalidade de ser vista pelos outros. Eu dizia ser para a glória de Deus, mas meu coração não se conformava enquanto não fosse preenchido de elogios. E com o ingresso nas redes sociais, esse sentimento maligno só despertou uma insana busca pela aprovação alheia, de forma que a inveja e a cobiça me transformaram em uma pessoa completamente egoísta e hipócrita. À vista da maioria eu era uma boa mulher cristã, mas, aos olhos de Deus, infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap.3:17). Ou seja, totalmente perdida! Não me orgulho de falar essas coisas e, pelo perdão que me foi dado pelo meu Redentor, não tinha obrigação nenhuma de declará-las publicamente, mas eu creio que o que eu passei muitos podem estar passando hoje e precisam ser sacudidos tal qual eu fui.
O próprio apóstolo Paulo em suas cartas não escondeu suas fraquezas e, por vezes, as confessou publicamente, inclusive, detalhes de sua vida passada e de sua conversão como mais um meio de alcançar corações endurecidos (Veja At.22). “Muitos dos que creram” na pregação de Paulo também “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (At.19:18). A Bíblia não diz com isso que devemos confessar uns aos outros tudo o que fizemos de errado, pois o nosso único confessionário é Cristo, que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Mas aquilo que estava publicamente evidente ou que o Senhor nos pede que usemos como um testemunho favorável ao evangelho, isso sim tem o aval das Escrituras.
A maioria daqueles líderes religiosos, porém – fora alguns que podemos contar nos dedos de uma mão – não aceitaram a repreensão e não demonstraram frutos de arrependimento. A mudança que necessita ser realizada e a que é verdadeiramente poderosa em seus efeitos é aquela que acontece de dentro para fora. Essa é a ordem: “limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (v.26). Também não se trata de um episódio único, mas de uma experiência que dura 24 horas por dia durante toda uma vida; um processo do aperfeiçoamento do caráter que requer um relacionamento pessoal tão íntimo com o Senhor, a ponto de permanecermos sob Suas asas, assim “como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas” (v.37).
O provérbio “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, se encaixaria perfeitamente para os escribas e fariseus antigos e modernos. Hoje, amados, não posso dizer que estou livre de mim mesma, até porque quanto mais olho para Cristo e quanto mais O conheço em Seu amor, justiça, bondade e misericórdia, mais meus defeitos ficam evidentes e mais profundo desejo mergulhar nas águas de Sua pureza e santidade. Mas é esse reconhecimento de nosso demérito e constante dependência da graça de Cristo que nos faz permanecer nEle mais do que uma criança encontra segurança no colo de seus pais. Nem os conflitos armados, nem os familiares, nem tão pouco as dissensões eclesiásticas cessarão até que, muito em breve, venhamos a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” (v.39). No entanto, no que depender de nós, tenhamos “paz com todos os homens” (Rm.12:18).
Logo o nosso Salvador voltará e não adiantará expor “todas as suas obras” (v.5) diante dAquele que virá buscar apenas aqueles que se submeteram à boa obra do Espírito Santo na vida. Estude o capítulo de hoje com temor e tremor! Que o Espírito Santo sacuda a Sua igreja, realizando a poderosa e última obra de reavivamento e reforma “sobre a presente geração” (v.36).
Pai Santo, a Tua Palavra é útil para ensinar, para corrigir, para repreender e educar na justiça. Como necessitamos dar ouvidos a ela! E o Teu Espírito deseja nos moldar e revelar em nós o Teu maravilhoso caráter. Ó, Deus bendito, desperta a Tua igreja do torpor espiritual e do perigo dos extremos que nada tem a ver com o Teu puro evangelho! Como crianças, guia-nos pela mão à simplicidade e sabedoria de permanecer debaixo de Tuas asas, sob o abrigo do Espírito Santo. Transforma a nossa vida de dentro para fora e faz-nos a geração que verá o Senhor voltar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, novas criaturas em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Mateus23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MATEUS 23 – Antes de aprofundar em Mateus 23, é importante considerar os capítulos anteriores; é também imprescindível ponderar nos temas de justificação pela fé, da graça e da salvação, especialmente em Mateus 22:
• Na parábola das bodas, a graça é demonstrada como um convite, oferecido livremente e sem distinção. A recusa do convite por parte dos primeiros convidados simboliza a rejeição de Israel ao Messias. Em contraste, os outros convidados – das ruas – representam os gentios e todos aqueles que são chamados independentemente de seu status ou méritos. A graça é estendida a todos, mas requer resposta pessoal.
• O homem sem vestes nupciais, expulso da festa, na parábola, é símbolo daqueles que tentam entrar no Reino de Deus sem a justiça que só pode ser adquirida pela fé. As vestes representam a justiça de Cristo, imputada ao crente pela fé (Isaías 61:10). Não basta aceitar o convite; é necessário estar revestido de justiça que Cristo oferece. A justificação é, portanto, o único meio pelo qual alguém pode participar do banquete celestial.
• Na questão do grande mandamento, o amor a Deus e ao próximo não é uma obrigação legalista; é a manifestação natural de uma fé genuína. A fé que justifica é aquela que se expressa em amor (Gálatas 5:6). Portanto, a obediência aos grandes mandamentos é o fruto da justificação pela fé, onde o crente, transformado pela graça divina, vive uma vida de amor e serviço.
Em Mateus 23, Jesus pronuncia uma série de “ais” contra os Fariseus e Mestres da Lei, condenando sua hipocrisia, orgulho e falta de misericórdia. Este capítulo deve ser compreendido à luz dos temas de justificação pela fé, graça e salvação, abordados em Mateus 22. São condenados por Jesus aqueles que…
• …Se esforçam para aparentar justiça, mesmo estando cheios de injustiça interior (Mateus 23:25-32). Ao dependerem da própria justiça e tradições, rejeitam a justiça que é imputada pela fé, como o homem que entrou na festa sem as vestes apropriadas.
• …Não entram no Reino dos Céus e impedem que outros entrem, representando indivíduos que rejeitam a graça e desencorajam os outros a aceitá-la (Mateus 23:1-15, 33-39; ver 22:5-7).
• …Supervalorizam pequenas regras enquanto negligenciam “os preceitos mais importantes da Lei: A justiça, a misericórdia e a fidelidade” (Mateus 23:16-23).
Reflitamos… Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.