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Texto bíblico: DANIEL 3 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/3
Nabucodonosor teve o sonho da estátua que representa a ascensão e queda dos impérios terrestres para que pudesse entender a parte que deveria desempenhar na história mundial e reconhecer o poder do Deus do céu e da terra.
O desejo de se exaltar, entretanto, superou sua lembrança do único Deus, o qual havia interpretado o seu sonho. A fim de glorificar seu império, Nabucodonosor consagrou como objeto de adoração uma imagem de si mesmo, com 30 metros de altura. Sadraque, Mesaque e Abednego resistiram resolutamente à ordem do rei de se curvar à imagem ou então ser queimado vivo em uma fornalha ardente. Seu Deus era o Rei dos reis e Senhor dos senhores e eles não se curvariam a nenhum outro. Nabucodonosor esqueceu que nosso Deus é o Deus do fogo e do gelo, do calor e do frio, plenamente capaz de libertar seus filhos fiéis da ira do rei.” (Isaías 43:1-3).
Hoje, as pessoas em todos os lugares estão procurando significado nos eventos caóticos que acontecem ao nosso redor. Quando permanecemos tão fiéis a Deus quanto os três jovens exemplares, Ele demonstrará Sua soberania e amor por nosso intermédio também. A crise que se avizinha em relação à adoração nos dará a oportunidade de demonstrar que respeitamos a autoridade de Deus acima da autoridade dos governos humanos.
Cindy Tutsch
Editora do blog, RevivalandReformation.org
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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“Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos, que confiaram nEle, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (v.28).
Entusiasmado com a ideia de que ocupava um lugar privilegiado no cenário profético, segundo o sonho que Daniel havia revelado a interpretação, Nabucodonosor encheu-se de orgulho e permitiu que a cabeça de ouro ofuscasse a sua experiência com “o Senhor dos reis” (Dn.2:47). Insatisfeito em ser apenas a cabeça, mandou fazer uma réplica da estátua de seu sonho toda de ouro, desafiando os propósitos divinos. O que ele não esperava era que, ali, “no campo de Dura” (v.1), não seria aquela magnificente imagem o centro das atenções.
Os seis instrumentos da banda de Babilônia estavam a postos para a apresentação que, ninguém imaginava, introduziria um dos maiores milagres de toda a história da humanidade. A música, como um meio de amortizar a consciência de todos, não intimidou nem fez diferença para aqueles fiéis que bem conheciam o verdadeiro canto do Senhor. Como a música teve um papel preponderante naquele episódio, não será diferente no desfecho de todas as coisas, quando o povo de Deus estiver diante de uma falsa adoração promovida pelos governantes da Terra. Sobre a influência da música na adoração, notem o que escreveu Jacques Doukhan: “Os antigos sabiam como usar a música para provocar uma experiência mística […] Hoje, graças à mídia, podemos testemunhar o efeito da música sobre as massas […] O fenômeno tem invadido até mesmo as comunidades religiosas […] Da mesma forma, na planície de Dura, os pregadores de Babel não perderam tempo com demonstrações intelectuais ou argumentos. A música é suficiente para desencadear a adoração” (Secrets of Daniel, p.48, 49). Que o Senhor nos conceda sabedoria para discernir o louvor que Lhe é aceitável.
Todas as autoridades estavam reunidas, os músicos aguardavam a ordem do arauto, porque, ao som dos seis instrumentos e “de toda sorte de música” (v.5), todos, sem exceção, deveriam prostrar-se e adorar a imagem “que o rei Nabucodonosor levantou” (v.5), ou, do contrário, seriam lançados, “no mesmo instante […], na fornalha de fogo ardente” (v.6). Então, ao som dos instrumentos, “se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado” (v.7).
Todavia, em meio àquele tapete humano, três homens, ainda no vigor da juventude, destoaram da multidão. Enquanto a música fez com que todos caíssem com o rosto em terra, eles permaneceram em pé fiéis a seus princípios. Enquanto o medo atravessava o coração da multidão, a confiança e o temor do Senhor sustentavam aqueles três arautos da verdade, que, mesmo sob terrível ameaça, não curvaram nem sequer a cabeça. Quanta fé! Admirável coragem! Virtudes que só podem ser alcançadas mediante uma vida de total entrega e dependência aos cuidados divinos. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não desafiaram apenas a Nabucodonosor e todas as autoridades presentes ali, mas fizeram tremer Satanás e todas as suas hostes malignas.
Então, diante do maior monarca de toda a Terra, aqueles três jovens fizeram, o que todos pensavam ser, o seu último corajoso discurso: “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a Quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (v.16-18). Estas palavras foram o bastante para o rei ficar “transtornado” (v.19). Ele ficou tão confuso com tudo aquilo, que além de mandar aquecer a fornalha “mais do que se costumava” (v.19), ainda ordenou amarrar os corajosos adoradores do Deus vivo. E, atados com as próprias roupas (v.21), foram lançados nas chamas que imediatamente mataram seus algozes (v.22).
Diante de todo o mundo de sua época, inclusive de seus conterrâneos instáveis, Hananias, Misael e Azarias revelaram o verdadeiro ouro refinado: um caráter segundo o coração de Deus. Percebam a seguinte citação:
“Os três hebreus declararam a toda a nação babilônica sua fé nAquele a quem adoravam. Eles descansaram em Deus […] E de maneira maravilhosa sua fé no Deus vivo tinha sido honrada à vista de todos. A notícia de seu maravilhoso livramento fora levada a muitos países pelos representantes das diferentes nações que tinham sido convidados por Nabucodonosor para a dedicação. Mediante a fidelidade de Seus filhos, Deus fora glorificado em toda a Terra” (Profetas e Reis, CPB, p.512).
E da mesma boca de quem indagou: “E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v.15), saiu a resposta: “Porque não há outro deus que possa livrar como Este” (v.29). Louvado seja o nome do Senhor! O inimigo pode enviar chamas ardentes na vida dos “servos do Deus Altíssimo” (v.26), mas “nem cheiro de fogo” (v.27) passará sobre eles. Ele pode querer nos amarrar salientando a nossa fragilidade, mas andaremos “soltos, passeando dentro do fogo” (v.25), porque conosco está o Filho do Deus Altíssimo, que de forma espantosa nos dá livramento.
Prestem bastante atenção, servos e servas do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: o tempo de prova sobremodo terrível, que antecede a segunda vinda do nosso Salvador, está prestes a eclodir. Assim como a palavra de Nabucodonosor “era urgente” (v.22), mais urgente tem sido a estratégia de Satanás em destruir o maior número de pessoas que ele puder. Mas a sua ira fatal é contra “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17), os quais perseguirá com decidido empenho. E para isso, a fornalha já está sendo aquecida. Em sua “grande cólera”, o inimigo se valerá das maiores autoridades mundiais para concretizar seus planos, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Contudo, para todo aquele que, à semelhança daqueles três jovens, perseverarem até o fim, a fornalha aquecida “sete vezes” (v.19) será a perfeita prova de que Deus possui servos fiéis ainda nos últimos dias, cumprindo-se, pois, o que está escrito:
“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Estamos todos inseridos no grande conflito, cujo foco é: ADORAÇÃO. É tempo de darmos ouvidos à voz angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Percebam o que o Senhor revelou ao Seu último povo, amados:
“Como nos dias de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, no período final da história da Terra o Senhor operará poderosamente em favor dos que ficarem firmes pelo direito. Aquele que andou com os hebreus valorosos na fornalha ardente, estará com os Seus seguidores em qualquer lugar. Sua constante presença confortará e sustentará. Em meio do tempo de angústia — angústia como nunca houve desde que houve nação — Seus escolhidos ficarão firmes. Satanás com todas as forças do mal não pode destruir o mais fraco dos santos de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como “Deus dos deuses” (Daniel 2:47), capaz de salvar perfeitamente os que nEle puseram a sua confiança” (Profetas e Reis, CPB, p. 261).
Deus Altíssimo, nós Te louvamos e bendizemos o Teu nome, porque só Tu és Deus, só Tu és capaz de livrar e salvar os Teus filhos! Pai, como aqueles três valorosos servos foram vencedores sobre a falsa adoração, e como Jesus venceu esta terceira tentação no deserto, queremos ser fiéis prestando adoração somente a Ti. Confiamos em Tua fiel promessa: “Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2). Coloca em nosso coração e em nossos lábios, um cântico de verdadeira adoração a Ti, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo fogo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Daniel3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DANIEL 3 – Este capítulo é muito significativo; porém, deve ser considerado na sequência dos anteriores.
• Diferentemente de Adão e Eva que cederam à tentação pela alimentação (Gênesis 3:1-6), Daniel e seus amigos consagraram a vida a Deus não cedendo à alimentação impura do rei. Tal resolução conduziu-os a patamares importantes (Daniel 1).
• Além do cuidado do corpo, como templo do Espírito Santo (Levítico 11; Deuteronômio 14:1-21; I Coríntios 6:19-20), a comunhão uns com os outros e com Deus colocaram Daniel e seus amigos em destaque na terra da escravidão (Daniel 2).
Tais atitudes levaram os três amigos de Daniel a serem firmes diante da ordem real e da pressão da massa quando deveriam desonrar a Deus curvando diante da imagem erigida por Nabucodonosor. Essa imagem toda de ouro representava Babilônia e seus deuses, mas seu significado ia muito além disso: Era um confronto direto a Deus e um apelo à descrença nEle.
O sonho que Deus dera a Nabucodonosor indicava que ele era a cabeça de ouro da estátua, não a estátua inteira (Daniel 2:36-43). Além de desconsiderar a sequência de impérios após Babilônia, a estátua toda de ouro não continha a “Pedra” que esmiuçou todos os reinos opressores do mundo – o ápice da revelação de Deus a rei – interpretada por Daniel.
Mas Deus, em Sua soberania e justiça, não permitiria a blasfêmia do rei que exigiu adoração a sua própria grandeza e poder. Ele não ficaria em silêncio diante da tentativa de usurpação de Sua glória. E assim, quando todos os convocados para a celebração de seu reino receberam a ordem de curvarem-se diante de sua estátua, Sadraque, Mesaque e Abdenego permaneceram firmes em pé. Impressionante!
Indignado com a “petulância” deles, Nabucodonosor ordenou que fossem lançados na fornalha ardente, como punição por desafiá-lo (quando era ele quem desafiava a Deus). Mas Deus estava presente na fornalha, revelando Seu poder sobrenatural e Sua soberana existência.
• A arrogância do rei foi confrontada e sua intolerância religiosa exposta como vazia diante do Todo-poderoso.
Assim como os três amigos de Daniel permaneceram inabaláveis diante da estátua, os fiéis do tempo do fim resistirão à coerção da besta que surge da terra – impondo sua autoridade e exigindo lealdade –, mantendo-se firmes na verdadeira adoração (Apocalipse 13:1-14:12). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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1099 palavras
Daniel 3 poderia ser resumido pela frase: “Ouse fazer a diferença”. Quando tivermos este direcionamento, Deus nos sustentará e nos ajudará, mesmo que um milagre seja necessário. … Nabucodonosor erigiu uma imensa estátua de ouro (ao menos inteiramente folheada de ouro) em desafio à estátua de quatro materiais que vira no sonho, anos atrás, significando os reinos que se sucederiam. A ideia de poder total e eterno sempre seduziu os ditadores. O maior pesadelo deles, por outro lado, era serem eles vítimas de conspirações ou de envenenamento. A maioria tinha provadores de comida e chegavam a dormir cada noite em uma cama diferente para evitar o assassinato. Possivelmente Nabucodonosor temia que houvesse alguma rebelião em curso e uma adoração apoteótica de todos os seus liderados serviria para afirmar seu poder. O castigo para a não demonstração de sujeição seria a morte na fornalha. Koot van Wyk, https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/17/.
1 imagem. Algum símbolo religioso que exige adoração, v.5. Bíblia Shedd.
de ouro. Estátuas grandes desse tipo não eram feitas de ouro maciço, mas apenas folheadas a ouro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
sessenta côvados de altura [vinte e sete metros de altura NVI]. As medidas da imagem testemunham do uso do sistema sexagesimal (um sistema baseado no número 60) em Babilônia, uso confirmado também por fontes cuneiformes. O sistema sexagesimal de cálculo foi uma invenção dos babilônios. Esse sistema tem algumas vantagens sobre o decimal. Por exemplo, 60 é divisível por 12 fatores, ao passo que 100 é divisível por apenas nove fatores. O sistema ainda é usado para algumas medidas, como segundos, minutos, horas, dúzias. Portanto, era natural que os babilônios construíssem essa imagem de acordo com medidas do sistema sexagesimal. A menção deste detalhe confere um verdadeiro tom babilônico à narrativa. CBASD, vol. 4, p. 858.
Incluindo o pedestal imponente sobre o qual, decerto, estava posta. Bíblia de Estudo NVI Vida.
campo de Dura. Situado, provavelmente, 10 km ao sul da cidade da Babilônia. Bíblia de Genebra.
O porquê de não se mencionar Daniel na narrativa é uma pergunta sem resposta. Não é possível saber se ele estava enfermo ou ausente, por causa de importante missão. … Porém, há certeza de que, se fosse provado, Daniel teria se mantido tão leal quanto seus companheiros. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 858.
2 sátrapas. No período dos persas, o título designava oficiais que regiam satrapias, as maiores divisões do império. CBASD, vol. 4, p. 859.
prefeitos. Esses oficiais administravam as províncias, seções nas quais as satrapias estavam divididas. CBASD, vol. 4, p. 859.
2 consagração da imagem. Consagração da estátua como se fosse um objeto sagrado (v. 12, 14, 28; comparar com a dedicação do templo do Senhor em Ed 6:16-18). Ao que tudo indica, a imagem representava Nabucodonosor, a “cabeça de ouro” (Dn 2:38) e/ou seus deuses (3:12). Na rebelião contra o poder de Deus, o monarca parece ter distorcido o sonho (2) para atender às próprias ambições. Bíblia de Estudo Andrews.
5 adorareis a imagem de ouro. Até aqui, a narrativa não menciona que se exigiria a adoração da imagem. … Prestar homenagem à imagem daria prova de sujeição ao poder do rei, mas, ao mesmo tempo, mostraria o reconhecimento de que os deuses de Babilônia, ou os deuses do império, eram superiores a todos os deuses locais. CBASD, vol. 4, p. 860, 861.
toda sorte de música. Nabucodonosor tinha toda uma orquestra sinfônica da antiguidade. Bíblia de Estudo Andrews.
8 alguns homens caldeus acusaram. Não se tratava tanto de antagonismo racial ou nacional, mas de inveja e ciúmes profissional. Os acusadores eram membros da mesma casta à qual pertenciam os três judeus. CBASD, vol. 4, p. 861.
acusaram. Uma tradução literal seria: “eles comeram os pedaços de”; e daí, figurativamente, “caluniaram” ou “acusaram”. CBASD, vol. 4, p. 861.
12 tu constituíste. Aqui transparece o espírito de inveja. Bíblia Shedd.
13 irado e furioso. Reação compreensível, pois Nabucodonosor estava tentando encenar uma demonstração de lealdade absoluta a ele por parte de seus súditos. Bíblia de Estudo Andrews.
15 E quem é o deus que vos poderá livrar … ? A intenção era fazer uma pergunta meramente retórica. A resposta seria: “nenhum deus”. Entretanto, os jovens judeus tinham uma resposta diferente (v. 17). Bíblia de Estudo Andrews.
17-18 se … quer livrar-nos … se não. Estes versículos expressam o tema central deste capítulo. A ideia não é que Deus sempre protegerá o seu povo dos danos físicos (Is 43.1-2). Ele pode fazer isso e, sem dúvida, é capaz de tanto. A ideia central é que o povo de Deus devia ser fiel a Ele, sem se importar quais fossem as consequências. Bíblia de Genebra.
Confiariam em Deus, mesmo se ele permitisse que morressem (comparar com Jó 13:15; Mt 26:39; At 7:59). Bíblia de Estudo Andrews.
19 aquecida sete vezes mais.A temperatura era controlada pelo número de foles que impeliam o ar para o interior da câmara de combustão. Portanto, a sétupla intensificação era obtida com sete foles bombeando ao mesmo tempo. Mas a expressão “sete vezes mais que de costume” podia também simbolizar “tão quente quanto possível” (com o número sete significando totalidade). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um aumento do calor na fornalha não teria aumentado a tortura das vítimas. O rei queria impedir qualquer possibilidade de intervenção. CBASD, vol. 4, p. 863.
25 filho dos deuses. Ou “um filho dos deuses”, isto é, um ser divino. Esta declaração está de acordo com a perspectiva religiosa de Nabucodonosor. O ser era Cristo, pré encarnação. Ele literalmente cumpriu a promessa de Deus de estar com Seus filhos para livrá-los: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2 [ARA]). Andrews Study Bible.
A proteção divina foi publicamente revelada mediante a obra de alguém que era semelhante a um filho dos deuses, ou seja, o Redentor revelado “antes dos dias da Sua carne” (Hb 5.7) que os “salvou totalmente” (Hb 7.25) do fogo. Bíblia Shedd.
26 Deus altíssimo. Este é um título que exprime a autoridade universal de Deus. Tal como no v. 29 e em 2.47, tal confissão, nos lábios de um pagão, não é um reconhecimento de que o Senhor de Daniel é o único Deus, mas tão-somente que Ele é supremo sobre todos os deuses (4.2, 17, 34). Para um judeu, porém, isso significa que só existe um Deus (4.24-32; 5.18, 21; 7.18-27). Bíblia de Genebra.
28 que enviou o seu anjo. A palavra “anjo” significa “mensageiro” e pode se referir a um ser divino (Jz 6:11-13 – “Anjo do SENHOR”). O termo não se restringe a seres criados. Bíblia de Estudo Andrews.
29 decreto. Mais tarde, um decreto semelhante foi feito por Dario, rei da Pérsia, Ed 6.11-12. Mesmo assim, Deus está sendo considerado apenas um entre os deuses. Os reis dos pagãos precisam de milagres para se convenceram da existência de Deus e, ainda assim, logo voltam a adorar-se a si mesmos, 40. Bíblia Shedd.
Assista à palestra do pastor Arilton de Oliveira sobre Daniel 3 em: https://www.youtube.com/watch?v=Cr-871M1TXI
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Texto bíblico: DANIEL 2 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/2
Como um dos conselheiros e sábios do rei, Daniel e seus amigos enfrentariam uma terrível execução se não conseguissem contar a Nabucodonosor não apenas o que ele sonhou, mas também sua interpretação. Nessa emergência, como era seu costume, Daniel buscou a Deus em oração. Considere como Deus respondeu a essa oração além do que Daniel poderia ter pedido ou imaginado:
1. Daniel foi capaz de dar ao rei a resposta à sua pergunta, revelando o presente e o futuro tanto ao rei Nabucodonosor, como para futuros leitores.
2. A intervenção de Deus salvou a vida de Daniel e seus amigos, assim como do restante dos conselheiros do rei.
3. A resposta de Daniel demonstrou aos caldeus e a Nabucodonosor que Deus sabe tudo – passado, presente e futuro.
4. A verdade da palavra de Deus expôs a todo o reino que os adivinhos e feiticeiros eram falsos e enganadores.
Hoje, nossa confiança não deve estar em políticos, falsos profetas ou governos terrenos, mas no Rei Jesus – Rei dos reis e Senhor dos senhores para sempre! Os reinos terrestres passarão. Presidentes de nações virão e irão. Nossas esperanças devem se concentrar, não em um governo governado por um partido político, mas na Nova Jerusalém, nosso verdadeiro lar.
Cindy Tutsch
Editora do blog, RevivalandReformation.org
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2017 palavras
1 sonho. Os antigos consideravam os sonhos com temor, tratavam-nos como revelações de suas divindades, e buscavam descobrir sua verdadeira interpretação. … Deus se aproximou do rei Nabucodonosor por meio de um sonho porque, evidentemente, esse era o meio mais eficaz de impressionar a mente dele com a importância da mensagem transmitida, ganhar a confiança e assegurar a cooperação dele. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 843, 844.
2 feiticeiros. A lei mosaica ordenava pena de morte sobre os que praticavam magia negra (Lv 20:27; cf. 1Sm 28:9). CBASD, vol. 4, p. 844.
4 aramaico. Do heb ‘aramith. A família real e a classe governante do império eram caldeus do sul da mesopotâmia e falavam aramaico. Portanto, não é de se surpreender que os cortesãos do rei falassem com ele em aramaico e não em babilônico, a língua da população nativa da Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 844.
Como os astrólogos tinham diferentes antecedentes, comunicaram-se em aramaico, idioma que todos entendiam. Daqui ao fim do cap. 7, a narrativa inteira está escrita em aramaico. Esses seis capítulos tratam de questões de importância para as nações gentílicas do Oriente Médio, tendo sido escritas em idioma que todas elas conseguiam entender. Os cinco últimos capítulos (8-12), no entanto, voltam ao hebraico, porque tratam de assuntos de interesse especial para o povo escolhido. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 uma coisa é certa. O sonho era tão importante para ele e seu império, que a única prova da exatidão das interpretações era consultar os sábios para verificar se estes poderiam contar primeiro os sonhos do rei. Bíblia Shedd.
O assunto me tem escapado (ACF). O sonho foi tirado do rei propositadamente, para que os sábios não lhe dessem uma falsa interpretação (ver FEC, 412). CBASD, vol. 4, p. 844.
despedaçados. Literalmente, “desmembrados”. Eles seriam cortados membro por membro (ver 2 Macabeus 1:16; Josefo, Antiquidades, xv.48). Tal crueldade era comum no mundo antigo. Os assírios e os babilônios eram famosos pela severidade e barbaridade com que tratavam seus ofensores. CBASD, vol. 4, p. 844.
13 buscaram a Daniel. O rei e os próprios sábios não chamaram Daniel e seus três amigos, assim como médicos especialistas, diante de uma enfermidade do rei, também não consultam colegas inexperientes e recém-formados. É infundada a suposição de que o treinamento de Daniel incluísse cursos sobre exorcismo e adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 845, 846.
16 Foi Daniel ter com o rei. Visto que Daniel não tinha sido consultado previamente, o rei deve ter julgado justo dar-lhe uma oportunidade. E seu contato prévio com esse jovem judeu cativo [Dan 1:18-20], com certeza Nabucodonosor tinha ficado impressionado positivamente com a sinceridade de Daniel. A fidelidade prévia de Daniel nas pequenas coisas abriu as portas para as maiores. CBASD, vol. 4, p. 846.
18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu. Daniel e seus amigos podiam se aproximar de Deus com fé e confiança porque, até onde sabiam e podiam, eles viviam conforme sua vontade revelada (ver 1Jo 3:22). Tinham a consciência de estar onde Deus queria que estivessem e faziam a obra que o Céu desejava. Se na experiência anterior tivessem comprometido seus princípios e sucumbido às tentações que os rodeava na corte, não poderiam ter esperado uma intervenção divina tão direta nesta crise. A experiência deles contrastava-se com a do profeta de Judá que, por sua desobediência, perdeu a proteção divina (1Rs 13:11-32). CBASD, vol. 4, p. 846.
Daniel bendisse. Ao receber a revelação divina, a primeira atitude de Daniel foi louvar o Revelador de segredos, um exemplo digno para todos que recebem bênçãos do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 846.
22 trevas. Aquilo que o ser humano é incapaz de ver … (ver Sl 139:12; 1Jo 1:5). CBASD, vol. 4, p. 847.
24 não mates os sábios. Os ímpios não sabem o quanto devem aos justos. Contudo, com frequência os ímpios ridicularizam e perseguem aqueles a quem deveriam agradecer pela preservação de sua vida. CBASD, vol. 4, p. 847.
25 achei. A posição de Arioque no palácio dependia do favor do rei, e por isso tomou todo o crédito para si mesmo. Bíblia Shedd.
27-30 Antes que Daniel dissesse mais qualquer coisa ao rei, ele deu créditos a Deus, explicando que ele não saberia o sonho pela sua própria sabedoria, mas somente porque Deus lho havia revelado. Quão facilmente nós recebemos créditos pelo que Deus faz por nós! Isto rouba a Deus a honra que somente a Ele pertence. Em vez disso, deveríamos ser como Daniel, e conduzir as pessoas a Deus para que lhe demos glória. Life Application Study Bible Kingsway.
33 barro. … vaso ou pedaço de barro, em vez do barro em si do qual se formam esses objetos. … “barro de oleiro” ou “cerâmica”. CBASD, vol. 4, p. 848.
38 tu és a cabeça. Nabucodonosor era a personificação do império neobabilônico. As conquistas militares e esplendor arquitetônico de Babilônia se deviam, em grande parte, a suas proezas. CBASD, vol. 4, p. 849.
De ouro. Usou-se ouro em abundância para embelezar Babilônia. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor de ouro nos vários templos sagrados da cidade. A imagem do seu deus, seu trono, a mesa e o altar eram feito de ouro… O profeta Jeremias compara Babilônia a uma taça de outro (Jr 51:7). Plínio diz que as vestes dos sacerdotes eram entrelaçadas com ouro. CBASD, vol. 4, p. 849.
39 Depois de ti, se levantará outro reino. O fato de que um reino viria após a cabeça de ouro de Nabucodonosor indica que a cabeça também representava um reino, que incluía Nabucodonosor (605-562 aC) e vários governantes neo-babilônicos menores que se seguiram a ele (562-539 aC). Andrews Study Bible.
Esse segundo reino da profecia é, às vezes, chamado de império medo-persa porque começou como uma coligação da Média e da Pérsia. Ele incluía o mais antigo império medo e as novas aquisições do conquistador persa, Ciro. … Em 553 ou 550 aC, Ciro, que tinha se tornado rei da Pérsia como vassalo do império medo, derrotou Astíages, da Média. Assim os outrora subordinados persas se tornaram o poder dominante no que havia sido o império medo. … Mas o antigo prestígio da Média refletiu-se na frase “medos e persas”, aplicada aos conquistadores de Babilônia nos dias de Daniel e mesmo depois (Et 1:19; etc.). … Anos antes, sob inspiração divina, o profeta Isaías descreveu a obra de Ciro (Is 45:1). CBASD, vol. 4, p. 850, 851.
O último rei do império persa foi Dario III (Codomano), que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Grânico (334 aC), Isso (333 aC) e Arbela ou Gaugamela (331. aC). CBASD, vol. 4, p. 851
Inferior ao teu. Esta inferioridade, representada pelo valor decrescente dos metais … poderia se referir à glória de sua capital (Babilônia é lendária), cultura, e especialmente, dignidade moral, à medida que os governantes humanos se tornaram progressivamente mais corruptos, arrogantes e rebeldes contra Deus. Andrews Study Bible.
Um terceiro reino. A palavra hebraica para Grécia é Yawan (Javã), que é o nome de um dos filhos de Jafé. … Quando se pensa na Grécia antiga visualiza-se principalmente a era áurea da civilização grega, sob a liderança de Atenas, no 5º século aC. Esse florescimento da cultura grega aconteceu após o período de maior esforço unido das cidades-estados autônomas: a exitosa defesa da Grécia contra a Pérsia por volta da época da rainha Ester … . [A denominação] “Grécia” (Dn 8:21) não se refere às cidades-estado autônomas da Grécia clássica, mas ao reino macedônico posterior que conquistou a Pérsia. A Macedônia, uma nação consanguínea situada ao norte da Grécia propriamente dita, conquistou as cidades gregas e as incorporou pela primeira vez a um estado forte e unificado. Alexandre, o Grande, depois de ter herdado de seu pai o recém expandido reino grecomacedônico, se pôs em marcha para estender o domínio macedônico e a cultura grega em direção ao Oriente, e venceu o império persa. CBASD, vol. 4, p. 851.
de bronze. Ver com. [CBASD] sobre 2Sm 8:8. Os soldados gregos se distinguiam por suas armaduras de bronze. Seus capacetes, escudos e machadinhas eram feitos de bronze. CBASD, vol. 4, p. 851, 852.
o qual terá domínio sobre toda a terra. O império de Alexandre foi conhecido por sua vasta extensão. Mas “toda a terra” não se refere à totalidade do planeta. Nem significa “o mundo conhecido de então”. … os impérios em Daniel 2 eram aqueles que controlavam a terra de Israel. Andrews Study Bible.
A história registra que o poder de Alexandre se estendeu sobre a Macedônia, Grécia e o império persa, incluiu o Egito e se expandiu pelo Oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo até aquela época. CBASD, vol. 4, p. 852.
40 quarto reino. Esta não é a etapa posterior quando o império de Alexandre se dividiu, mas o império seguinte [Roma], que conquistou o império macedônico. Daniel representa as monarquias helenísticas, as divisões do império de Alexandre, por meio dos quatro chifres do bode que simboliza a Grécia (Dn 8:22), não por um animal separado (comparar com as quatro cabeças do leopardo). … Desde então [após conquistar Cartago e dominar o mediterrâneo ocidental], Roma primeiro dominou e depois absorveu, um a pós outro, os três reinos que restaram dos sucessores de Alexandre (ver com. de Dn 7:6) e, assim, tornou-se o poder mundial seguinte, depois do império de Alexandre. Esse quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, sendo que, no 2º século da era cristã, estendia-se desde a Grã-Bretanha até o Eufrates. CBASD, vol. 4, p. 852.
será forte como o ferro. Entre 168 e 30 aC, Roma conquistou os reinados gregos nos quais o império de Alexandre foi dividido (comparar 8:8, 22). Roma foi o mais forte e o que durou mais dos reinos representados na estátua de Daniel. Andrews Study Bible.
Roma conquistou seu território pela força ou pelo medo que inspirava seu poder armado. CBASD, vol. 4, p. 852.
41 o reino será dividido. O imperador romano Constantino dividiu o império em duas partes: a ocidental e a oriental (326 dC). A parte ocidental [capital Roma] caiu perante os bárbaros e foi dividido nos vários países da Europa, diferentes em poder. A parte oriental do império romano continuou como Império Bizantino, conquistado pelos muçulmanos em 1453 dC. Andrews Study Bible.
Barro de lodo. No 5º século d.C., Roma tinha perdido sua força e tenacidade de ferro, e seus sucessores eram fracos, como a mistura de barro com ferro. CBASD, vol. 4, p. 853.
Haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro. Esses reinos bárbaros diferiam grandemente em poder militar, como declara Edward Gibbon quando se refere às “poderosas monarquias dos francos e visigodos, e os reinos dependentes dos suevos e burgúndios”. CBASD, vol. 4, p. 853.
misturar-se-ão com semente humana (ARC). Muitos comentaristas aplicam isso aos matrimônios da realeza. …podem também se tratar de uma indicação geral de migrações de população, mas que mantém fortes vínculos com o nacionalismo. CBASD, vol. 4, p. 853.
não se ligarão. Tentativas de unir em um império as diferentes nações que surgiram do quarto poder fracassaram. Temporariamente, algumas partes se uniram, mas a união não se provou pacífica ou permanente. … No final, Satanás conseguirá uma união temporária de todas as nações (Ap 17:12-18; cf Ap 16:14; GC, 624), mas esta será breve, e num curto período os elementos que a compõem se votarão um contra o outro (GC, 656; PE, 290). CBASD, vol. 4, p. 853, 854.
44 subsistirá para sempre. Finalmente, a estabilidade e a imutabilidade virão quando o próprio Deus, no fim dos tempos, estabelecer Seu reino, que jamais será destruído (v. 44). CBASD, vol. 4, p. 843.
46 o rei … se inclinou. Do aramaico segad, palavra que normalmente parece indicar adoração verdadeira. … Segad é usado no cap. 3 para descrever a adoração à imagem de outro exigida pelo rei, mas recusada pelos hebreus. CBASD, vol. 4, p. 854.
oferta de manjares e suaves perfumes. Aparentemente o rei tentou tratar Daniel como se fosse divino (comparar At 14:11-18), embora louvasse o Deus de Daniel (v. 47). Andrews Study Bible.
47 vosso Deus é o Deus dos deuses. Nabucodonosor, que chamava seu principal deus, Marduque, de “senhor dos deuses”, reconhece que o Deus de Daniel é infinitamente superior a qualquer dos deuses babilônicos. … O rei, ano a ano, recebia novamente seu reinado de Marduque no festival de ano novo. … Embora fosse imperfeito o conceito de Nabucodonosor sobre o verdadeiro Deus, ele teve prova irrefutável de que o Deus de Daniel era infinitamente mais sábio do que todos os sábios e deuses de Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 855.
49 a pedido de Daniel, constituiu… Daniel não se iludiu com as grandes honras que lhe foram conferidas. Ele se lembrou de seus companheiros. Eles tinham compartilhado seus momentos de oração (v. 18), e também compartilhariam a recompensa. CBASD, vol. 4, p. 855.
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“Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu” (v.19).
Era apenas o segundo ano de seu reinado, e Nabucodonosor já experimentava o apogeu de sua nação, uma superpotência do mundo antigo. Sua fama correu o mundo e os reis da Terra lhe eram submissos. De uma forma extraordinária, um reino antes considerado de pouca importância, conquistou “o poder, a força e a glória” (v.37). Quando o profeta Isaías, por exemplo, profetizou acerca de Babilônia, ainda era algo impensável para Israel que esta nação tomaria as rédeas do mundo em suas mãos. Babilônia, porém, tornou-se a capital da Terra e, Nabucodonosor, o rei que Deus levantou a fim de estabelecer o Seu juízo sobre os povos. A este mesmo rei, o Senhor revelou o futuro das nações até os “últimos dias” (v.28). Através da imagem gráfica de “uma grande estátua […] de extraordinário esplendor” (v.31), o Senhor mostrou ao rei a história da humanidade até ao tempo do fim.
Cercado de magos, encantadores e feiticeiros (v.2), considerados os sábios do reino, Nabucodonosor declarou a sua imposição e ameaça: “Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo” (v.5). No antigo Oriente os sonhos eram considerados previsões divinas e existiam pessoas dedicadas apenas a interpretá-los. Tanto é que, ainda hoje, no islamismo os sonhos são levados muito a sério, e muitos relatos correm o mundo sobre muçulmanos que têm se convertido ao cristianismo através de sonhos e visões; algo que tem crescido absurdamente nos últimos anos. Mas, ao contrário destes, o rei de Babilônia dá a entender que não lembrava de tudo em seu sonho, como escreveu Ellen White: “Nabucodonosor teve um sonho singular, pelo qual ‘seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono’. Mas embora a mente do rei estivesse profundamente impressionada, foi-lhe impossível, quando despertou, recordar as particularidades” (Profetas e Reis, CPB, p. 250). E, perturbado por sabê-lo e entendê-lo, tomou uma decisão tão firme quanto a de Daniel no capítulo anterior.
Já decidido a cometer um verdadeiro morticínio da classe dos sábios, o rei não esperava que dentre estes houvesse quem daria um fim ao seu desespero. Nabucodonosor sabia que seu sonho se tratava de uma revelação e a proposta de Daniel, de forma “avisada e prudentemente” (v.14), veio até ele como um fio de esperança. Unidos em oração, “Daniel e seus companheiros” pediram “misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério” (v.18). “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão da noite” (v.19), e, após uma oração de ação de graças proferida pelo profeta, este demonstrou compaixão ao pedir a Arioque que poupasse a vida dos “sábios da Babilônia” (v.24), pois que ele já tinha uma resposta favorável para apresentar ao rei.
A maneira como Daniel foi anunciado à presença do rei revela a poderosa lição de que Deus não está com a maioria, Deus está com os humildes de coração, ainda que sejam poucos ou apenas um. Enquanto Arioque disse, referindo-se a Daniel: “Achei um” (v.25), Daniel disse a Nabucodonosor: “há um Deus no céu” (v.28). Enquanto os sábios caldeus tentaram enganar o rei com “palavras mentirosas e perversas” (v.9) ostentando a sabedoria que não possuíam, Daniel revelou a humildade de um verdadeiro servo do Altíssimo: “E a mim foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente” (v.30).
Em apenas um capítulo da Bíblia, encontramos a revelação precisa sobre a história dos maiores impérios mundiais da Antiguidade e o futuro glorioso de “um reino que não será jamais destruído” (v.44). “A cabeça de fino ouro” (Babilônia), “o peito e os braços de prata” (Medo-Pérsia), “o ventre e os quadris, de bronze” (Grécia), “as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro” (Roma), compõem a profecia que fielmente encontrou seu cumprimento na história mundial. Culminando nos tempos dos “artelhos dos pés” (v.42), ou seja, os países da Europa, que, tantas vezes tentaram unir forças “mediante casamento” (v.43), percebemos o perfeito cumprimento profético, posto que “o ferro não se mistura com o barro” (v.43).
O capítulo dois de Daniel exalta a fidelidade de Deus e Seu controle no curso da história, ainda que o homem tente usar seus próprios meios ignorando o que está escrito. Babilônia foi conquistada pelos medos e os persas; estes, foram conquistados pelos gregos; e os gregos foram derrotados por Roma. Vários casamentos foram feitos a fim de estabelecer uma aliança política entre as nações da Europa, mas todos fracassaram em seus propósitos. Provas inquestionáveis da veracidade das Escrituras e da sabedoria de “um Deus no céu, O qual revela os mistérios” (v.28) e faz saber aos Seus servos o que é importante para o fortalecimento da nossa fé e aperfeiçoamento de nosso relacionamento pessoal com Ele. Lembre-se de que Deus revelou tão grande mistério a um rei pagão, o qual veremos mais adiante, foi tremendamente provado até tornar-se como “fino ouro” (v.32).
Meus amados irmãos, estamos vivendo no desfecho de um sonho revelado há mais de dois mil e quinhentos anos! Estamos nos dedos dos pés! Estamos muito perto do tempo em que a pedra “cortada sem auxílio de mãos” (v.34) porá fim ao reino do príncipe deste mundo! Não serão guerras, não será uma arma nuclear, não serão pandemias, não será qualquer manifestação da natureza que acabará com este planeta em ebulição. Mas “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe.2:7). E a pedra é Cristo (1Co.10:4)! Breve o reino de Cristo será estabelecido de uma vez por todas! Esta é uma mensagem que não deve ser calada. Uma profecia não somente informativa, mas salvífica. Em tempos de ameaça e perseguição, Daniel e seus amigos confiaram em Deus e o Senhor os honrou. Em meio à Babilônia atual, escolhamos servir a Deus e confiar em Sua provisão, e, certamente, Ele nos guardará até que venha o Seu reino eterno. Perseveremos, amados, pois logo estaremos em casa!
“Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dEle é a sabedoria e o poder; é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; Ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com Ele mora a luz. A Ti, ó Deus de meus pais, eu Te rendo graças e Te louvo” (v.20-23)! Deus de Daniel, sê também o Deus de nossa vida, guiando-nos em humildade, mansidão e sabedoria pelo poder do Teu Espírito! Neste capítulo também vemos a vitória sobre a presunção e o orgulho, pois que Daniel foi humilde, dando um prelúdio da vitória de Cristo sobre a segunda tentação no deserto. Retira de nós toda presunção e orgulho, Pai, e faz-nos cada vez mais semelhantes a Teu Filho! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino que não terá fim!
Rosana Garcia Barros
#Daniel2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DANIEL 2 – Os escritos do profeta Daniel são frequentemente comparados ao último livro da Bíblia, o Apocalipse, por sua profundidade profética e sua mensagem relevante para os tempos atuais.
Daniel 2 trata de sonhos e suas interpretações, consultas a sábios e astrólogos para compreender eventos futuros. Mostra como o poder político exerce sua autoridade e capacidade de emitir decretos severos para executar quem quiser. Demonstra a importância da diplomacia, sabedoria e bom senso na administração, como exemplificado por Daniel ao interceder pela vida dos outros sábios.
Sobretudo, a narrativa destaca a relevância de crer num Deus soberano que administra a história das nações e revela mistérios aos Seus servos. Apresenta a ideia de que o poder e autoridade dos governadores são concedidos por Deus, e eles devem reconhecer Sua soberania (Daniel 2:20-23, 36-38, 47).
Os metais da estátua vista em sonho por Nabucodonosor foram interpretados por Daniel como uma sucessão de reinos. Temos a ascensão e queda de impérios, representados na visão da estátua:
• Cabeça de ouro: Império Babilônico.
• Peito e braços de prata: Império Medo-Persa.
• Ventre e coxas de bronze: Império Grego, de Alexandre, o Grande.
• Pernas de ferro: Império Romano.
• Pés de ferro e barro: A divisão do Império Romano, originando a Europa.
• Pedra que esmigalha a estátua: Representa o Reino Imutável de Deus, que destruirá todos os reinos/impérios terrenos para estabelecer Seu Reino de amor.
Quase tudo se cumpriu daquilo que a estátua representa; estamos no período dos pés, aguardando a chegada da pedra (Daniel 2:34-35, 44-45). Deste capítulo, muitas verdades são preciosas, importantíssimas, merecendo nosso apreço:
A estátua representa a sucessão de impérios que governariam sobre a Terra, desde o Império Babilônico até o estabelecimento de um Reino que realmente será indestrutível.
O fato de diferentes materiais da estátua serem reduzidos à pó revela transitoriedade e fragilidade dos reinos/impérios humanos em contraste com permanência e solidez do reino de Deus.
A visão oferece esperança real àqueles que confiam em Deus. Independentemente dos desafios, opressão política, tribulações, etc. enfrentados ao longo da história, o plano de Deus prevalecerá no final.
A “Pedra” não significa a primeira vinda de Cristo; também não se limita à Sua segunda vinda. Somente no final do milênio o Reino de Deus será absoluto (Apocalipse 17:1-22:6). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.