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Texto bíblico: DANIEL 5 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/5
Daniel não estava na última festa de Babilônia. Belsazar, o “rei festeiro”, pensou ter visto a mão de um fantasma escrevendo na parede do palácio e começou a tremer incontrolavelmente (v. 6). Os acadêmicos foram chamados para desvendar o mistério, mas não conseguiram (v. 7-8). Então Daniel foi chamado (v. 13).
Daniel disse a Belsazar que ele estava fazendo o oposto de seu avô. Ele estava se exaltando contra o Senhor do céu (assim como Lúcifer durante a rebelião no céu) e de forma descuidada e irresponsável havia tomado os vasos do Templo de Jerusalém e bebido neles. “Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos.” (v. 23, NVI).
Naquela noite, Gobryas, o medo, alcançou os portões abertos da Babilônia, entrou na cidade e matou Belsazar (v. 30). Mais tarde, ele adotou o nome de “Dario, o medo”, o governante mencionado no capítulo 6, e reinou quase dois anos inteiros antes de Ciro, o persa, assumir o poder. Sin, o deus da lua, de Nabonidus não conseguiu enganar o Deus de Daniel e impedir Ciro de governar a Babilônia como Isaías 45:1 tinha previsto.
Koot van Wyk
Universidade Nacional de Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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777 palavras
O espírito de busca ao prazer de Belsazar seguia a expressão comum na época: “comamos, bebamos, porque amanhã morreremos” (Is 22:13 NVI) – como uma profecia. No auge da orgia, quando todos já estavam altamente embriagados, Belsazar, o anfitrião, manda vir as taças que haviam sido tomadas do templo de Jerusalém para que nelas bebessem em homenagem aos deuses da Babilônia. Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/19/.
1 o rei Belzasar. Foi corregente do pai, Nabonido (555-539 a.C.), durante os últimos dez anos do reinado deste. Uma vez que somente Nabonido é mencionado nos escritos históricos gregos posteriores como o último rei da Babilônia, os eruditos consideravam Daniel impreciso e não confiável. Entretanto, a descoberta de textos babilônicos confirmou a existência e o reinado de Belsazar. Bíblia de Estudo Andrews.
O nome “Belsazar” significa “Bel protege o rei” (não deve ser confundido com “Beltessazar”, o nome babilônico que foi dado a Daniel (1.7). . Com base em fontes babilônicas, sabemos que Belsazar foi encarregado dos negócios na Babilônia, enquanto seu pai, Nabonido, o último rei da Babilônia, passava extensos períodos de tempo em Tema, na Arábia. Bíblia de Genebra.
grande banquete. Belsazar e seus súditos pensaram que estavam seguros dentro das imensas fortificações da cidade. Ao dar uma festa, Belsazar parecia querer levantar o ânimo do povo num período de crise, enquanto o exército medo-persa se aproximava. Bíblia de Estudo Andrews.
5 apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam. Os babilônios provavelmente interpretariam isto como uma divindade registrando seu destino. Bíblia de Estudo Andrews.
7 o terceiro. Depois do rei [Nabonido] e do príncipe real [Belsazar]. Bíblia Shedd.
10 a rainha-mãe. Deve se tratar da avó de Belsazar, que teria pertencido ao harém de Nabucodonosor. Bíblia de Estudo Andrews.
11 teu pai (ARA; NVI: “teu predecessor”). O termo aqui se refere ao avô ou bisavô. Bíblia Shedd.
Nabucodonosor morreu em 562 a.C.; o ano agora é 539 a.C. Bíblia de Genebra.
16 púrpura. Uma cor que era de muito valor naquela época, e reservava-se às pessoas de alta posição. Bíblia Shedd.
cadeia de ouro. Símbolo dos altos postos no governo, assim como possuía José (Gn 41.42). Bíblia Shedd.
17 Os teus presentes fiquem contigo. Daniel tinha plena consciência da sua alta missão profética: não era hora de levantar interpretação que agradasse à casa real, nem de considerar a autoridade humana, e, portanto, as honras carnais eram desprezadas – bem sabia Daniel quão pouco valiam! Bíblia Shedd.
23 Deus, em cuja mão está a tua vida. O poder criador de Deus continua a suster Suas criaturas (comparar com Jó 12:10; Sl 104:14, 15; 145:15, 16). Bíblia de Estudo Andrews.
25 MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM. Estas palavras estão em aramaico, mas compartilham alguns radicais com a língua babilônica. Elas podem se referir a unidades de peso, medidas em balança, usadas como moeda: “mina, mina, siclo (1/60 de mina) e meia mina (ou meio siclo). A escrita na parede era um enigma que, para nós, soaria mais ou menos como “real, real, centavo e cinquenta centavos”. … Além do impacto inicial do enigma, os radicais subjacentes das palavras para os pesos se referem a “contar”, “pesar”, e “cortar/dividir”. Daniel explicou como Deus aplicaria essas ações ao monarca e ao reino que estavam sendo condenados por ele (v. 26-28). Bíblia de Estudo Andrews.
25 As palavras na parede lidas por Daniel, MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM (mina, mina, shekel, upharsin, plural de peres) eram medidas persas de peso ou dinheiro*, mas que também se referiam às expressões: “numerar”, “pesar” e “cortar/dividir” ou “persas”. Para um bom entendedor babilônico, estas palavras expressavam a condenação do império. Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/19/.
29 mandou Balsazar que vestissem Daniel… À semelhança de Nabucodonosor, Belsazar honra a Daniel (2.48), mas, direntemente de seu antecessor, ele não honrou ao Deus de Israel (2.46-47). Bíblia de Genebra.
31 Dario, o medo, … se apoderou do reino. O persa Ciro II, o Grande, que reinou de 559 a 530 a.C. (ver 1:21; 6:28; 10:1), foi o fundador do império medo-persa aquemênida e conquistou Babilônia em 539 a.C. “Dario, o medo” não é mencionado, pelo menos não com esse nome, em escritos antigos fora da Bíblia. Este pode ser o nome de trono de Gaubaruva (Gubaru/Ugbaru em babilônico; Gobrias em grego), o general que tomou Babilônia para Ciro e depois o auxiliou, governando sobre a Mesopotâmia durante um curto período, até sua morte. Bíblia de Estudo Andrews.
Naquela mesma noite, o general medo Gubaru, que mais tarde passou a se chamar “Dario, o medo”, o governante mencionado em Daniel 6, tomou a cidade fortificada de Babilônia a partir do leito seco do desviado rio Eufrates, e entrou pelas portas internas, abertas pelos sacerdotes do deus Marduque, deixados de fora das festividades, de acordo com textos cuneiformes. A profecia de vida de Belsazar e seus nobres se cumpriu à risca: todos morreram naquela noite. Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/19/.
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“Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas” (v.26-28).
De coração iníquo e com a mente embotada, Belsazar, neto de Nabucodonosor, ocupava o lugar de seu pai no trono da superpotência do mundo antigo. Em seu pretenso governo regado a vinho e orgias, quebrou todos os protocolos da época ao usar os utensílios sagrados da Casa de Deus em seu banquete pagão. Nem Nabucodonosor, em sua obstinação, ousou realizar tamanha afronta. Todos cantavam e brindavam em honra aos seus deuses fajutos, quando, “no mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam” (v.5). Belsazar viu o que só Moisés, até então, havia visto. Uma vez que, no monte Sinai, o Senhor escreveu, perante o grande líder de Israel, “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18).
O rei foi tomado de tanto pavor, que “os seus joelhos batiam um no outro” (v.6). Em tom de urgência, Belsazar mandou chamar “os encantadores, os caldeus e os feiticeiros” (v.7), que, destituídos da sabedoria e entendimento do Alto, “não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação” (v.8). As suas imagens de escultura, sobre as quais o Senhor, também com o Seu próprio dedo, havia escrito: “Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êx.20:5), mostraram a sua inutilidade, pois que “não veem, não ouvem, nem sabem” (v.23) coisa alguma.
Contudo, havia em Babilônia alguém em quem se achavam “espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (v.12). “Então, Daniel foi introduzido à presença do rei” (v.13), para novamente provar naquela corte pagã, que só o Senhor é Deus. Apesar de ter sido ricamente assistido por Nabucodonosor com presentes e cargos privilegiados, Daniel recusou as honrarias vindas da parte de Belsazar, pois sabia que o Senhor o havia rejeitado (v.17).
Diferente de Nabucodonosor, Belsazar conservou a soberba e a arrogância de seu coração mesmo sendo conhecedor de tudo o que se havia passado com seu antepassado (v.22). E, “naquela mesma noite, foi morto” (v.30), e destruído o reino que era considerado invencível. A cabeça de ouro deu lugar ao peito e aos braços de prata (Dn.2:32), iniciando assim o cumprimento do sonho dado a Nabucodonosor e de todas as predições ditas pelos Seus profetas (Jr.51:41; Is.14:23; Is.47:1-15). Caiu, caiu, pois, a grande Babilônia!
Diante do cenário profético atual, Babilônia ocupa uma posição simbólica para designar o reino de trevas e de engano que tem seduzido o mundo. E, diante dos fatos que se noticiam, cada vez mais revestidos de terror e de estupefação, as palavras escritas por Ellen White, há mais de cem anos, assemelham-se às palavras de um jornal de hoje: “O tempo presente é de dominante interesse para todo o vivente. Governadores e estadistas, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda” (Profetas e Reis, CPB, p.274).
À semelhança de Belsazar, estamos prestes a ver o cumprimento final da segunda voz angélica: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Notem que, da mesma forma que Belsazar bebia vinho diante dos grandes da Terra num culto promíscuo e abominável, o profeta do Apocalipse descreveu uma espécie de vinho que prostituía “todas as nações”. E, logo depois, ao findar da terceira voz angélica, João descreveu o que manterá sóbrio e a salvo o remanescente do Senhor: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Vocês acham coincidência o fato de Deus ter usado o próprio dedo para escrever apenas naquelas duas situações?
O mesmo dedo que escreveu os dez mandamentos e iniciou dizendo: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4), foi o mesmo que decretou a queda do império que desprezava a Sua Lei (v.26). Da mesma forma, o desprezo pela Lei de Deus decretará a sentença definitiva daquela que tem embriagado o mundo com o seu vinho de mentiras. E o tempo solene no qual vivemos nos exige uma decisão firme e urgente. Precisamos atender, agora, ao apelo divino: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Pois como em um só dia veio a destruição da antiga Babilônia, “em um só dia” Deus dará termo a atual meretriz, “porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou” (Ap.18:8).
Amados, a graça de Jesus por meio de Seu sacrifício é o único argumento diante do Pai que nos salva e nos redime. Mas a mesma graça também nos lembra do porquê o Filho de Deus teve que descer até nós para cumprir o que a Seu respeito estava escrito. Ele “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5). E o que é a iniquidade, ou pecado? O apóstolo João também nos responde: “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). Portanto, todo aquele que aceita a graça maravilhosa e suficiente de Cristo Jesus, é conduzido pelo Espírito Santo a andar como Ele andou (1Pe.2:21). E serão estes que, como Daniel, recusarão os presentes corruptíveis de Babilônia e aguardarão o sublime e eterno presente: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10).
Nosso Pai amado, como caiu a antiga Babilônia, cremos que o Senhor também fará cair a última Babilônia! Queremos estar seguros em Ti, Senhor, pois Tu és o nosso refúgio. Escreve a Tua lei nas tábuas do nosso coração! Não queremos almejar mais nada desta terra, a não ser o sublime privilégio de andar Contigo, aguardando e apressando a nossa bendita redenção. Nós Te amamos, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, santos dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Daniel5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DANIEL 5 – A queda de Babilônia ocupa vários capítulos da Bíblia. Importantes profetas de Deus dedicaram-se a escrever sobre ela:
• Isaías 13:1-14:23; 21:1-10; 39:1-8; 43:14; 48:14-22.
• Jeremias 20:1-6; 21:1-8; 25:11-14; 27:1-22; 29:1-3; 32:1-5; 35:11; 39:1-18; 41:18; 42:7-12; 50:1-52:34.
• Ezequiel 17:11-21; 21:1-27; 26:7; 29:17-20; 30:24-25; 32:11.
Isaías previu que Babilônia seria devastada e não seria novamente habitada. Jeremias predisse que as águas de Babilônia secariam e que a cidade seria destruída, tornando-se um montão de ruínas. E, o próprio Nabucodonosor recebe a mensagem de que seu império teria um fim. Em seu sonho em Daniel 2, o rei da Babilônia ficou ciente, através da estátua com diferentes metais, que seu reino seria sucedido por outro inferior ao seu (Daniel 2:39).
Embora Nabucodonosor discordasse de Deus e intentasse mudar o rumo da história (Daniel 3), é Deus que muda a história do rei (Daniel 4). Apesar de toda investida contra o que Deus revelara, e a prepotência, arrogância e autoconfiança de Belsazar, aquilo que estava predito aconteceu a Babilônia (Daniel 5).
Em Daniel 5 o cumprimento foi quase simultâneo à profecia. Daniel interpretou a escrita na parede durante o banquete de Belsazar, filho de Nabonido. A interpretação do profeta foi uma profecia direta da queda iminente de Babilônia para os medo-persas naquela mesma noite festiva (Daniel 5:17-28). A profecia cumpriu-se quando o exército Dario desviou o rio Eufrates para entrar na cidade sem resistência e capturá-la (Daniel 5:29-31).
Esse evento é base para as profecias de João, no livro de Apocalipse. Considere:
• A escrita na parede pode ser vista como um prenúncio do registro celestial de ações humanas encontrado em Apocalipse 20:12.
• Enquanto Daniel descreve a sucessão de impérios terrenos e a soberania final de Deus sobre eles, Apocalipse mostra a batalha cósmica entre o Cordeiro e as forças do mal, culminando na vitória definitiva de Cristo e no estabelecimento de Seu reino eterno.
• Em Daniel 5, Belsazar é julgado por sua arrogância e profanação dos objetos sagrados do templo de Jerusalém. Da mesma forma, “BABILÔNIA, A GRANDE; A MÃE DAS PROSTITUTAS E DAS PRÁTICAS REPUGNANTES DA TERRA” (Apocalipse 17:5), “em apenas uma hora chegou a sua condenação” (Apocalipse 18:10) pelos mesmos motivos que a Babilônia histórica caiu (ver Apocalipse 17:1-18:24).
Conheçamos as profecias e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: DANIEL 4 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/4
Daniel 4 contém uma das histórias mais notáveis da Bíblia. É um testemunho público de um dos maiores reis dos tempos antigos, falando de seu orgulho, humilhação e conversão final ao Governante do céu. A vida de Nabucodonosor antes deste evento foi uma longa história de sucesso. Pelo poderio militar ele subjugou todas as nações vizinhas. “A seus pés curvavam-se os representantes de todas as nações e em seus cofres fluía a riqueza de todos os quadrantes. Ele estava cercado pela inteligência e pelo conhecimento da época, e sob seu patrocínio as artes floresceram” (The Centuries in a Nutshell, p. 21). Mas no auge de seu poder, Deus o derrubou. É uma história de advertência para todos nós, de que se fizermos com que a nossa felicidade dependa de algo que não seja essencial, estaremos convidando a destruição.
Gerhard Pfandl
do livro Daniel: O Profeta de Babilônia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/4
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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937 palavras
1 A todos os povos. Este capítulo começa com uma carta de Nabucodonosor para os habitantes de seu reino. Ele demonstra interesse no bem estar (“paz”) de seus súditos e reconhece a supremacia do poder do Senhor (comparar com o cap. 2). Bíblia de Estudo Andrews.
Por não encontrarem outros casos de conversões [como esta, de Nabucodonosor], eruditos modernos declaram que tal edito é historicamente absurdo. Os argumentos do silêncio, porém, nunca são conclusivos. Por outro lado, a conversão de um rei a uma nova religião ou deus é confirmada em outros escritos. … pouco se sabe da história de Nabucodonosor de fontes seculares. Portanto, é impossível verificar todos os eventos do reinado desse monarca a partir de fontes da época. … Portanto, não é estranho não encontrar referência em registros babilônicos para a enfermidade mental do rei. Tais registros, naturalmente, omitem informações que tratam das desgraças de um herói nacional. … O edito refletia os sentimentos do rei quando sua faculdade mental foi restabelecida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 867.
4 Tranquilo. Esta frase indica que o rei governava seu reino tranquilamente. O rei estava “feliz” em seu palácio na Babilônia…; e, como o rico insensato da parábola, cujos campos tinham produzido abundantemente (Lc 12:16-21), ele se esqueceu de sua responsabilidade para com Aquele a quem devia sua grandeza. CBASD, vol. 4, p. 867.
10 Vi uma árvore. A sabedoria divina com frequência emprega parábolas e metáforas como veículos de transmissão da verdade. Esse método impressiona. Os símbolos ajudam a pessoa a reter a mensagem e seu conteúdo na memória por mais tempo do que se a mensagem tivesse sido comunicada de outra forma (ver a metáfora de Ez 31:3-14). CBASD, vol. 4, p. 868.
13 Um vigilante. O atributo “santo” e a frase “descia do céu” mostram que o vigilante é um mensageiro celestial. CBASD, vol. 4, p. 869.
15 Mas a cepa … deixai. Os futuros brotos deste tronco (ver Jó 14:7-9) tipificavam, segundo se vê pela comparação dos v. 26 e 36, a restauração de Nabucodonosor de sua enfermidade, e não a continuidade da supremacia de sua dinastia, como alguns comentaristas entendem. CBASD, vol. 4, p. 869.
Com cadeias. …indicativas do cuidado que seria exercido para preservá-la. CBASD, vol. 4, p. 869.
17 Vigilantes. O plural pressupõe a existência de um conselho ou uma assembleia celestial (ver Jó 1:6-12; 2:1-6). CBASD, vol. 4, p. 869.
Que o Altíssimo tem domínio. Se Deus ordena, permite ou intervém, “o complicado jogo dos eventos humanos está sob divino controle” (PR, 536). CBASD, vol. 4, p. 870.
19 Então, lhe falou o rei. O rei viu a consternação na face de Daniel. Pela natureza do sonho, dificilmente poderia esperar ouvir algo agradável. Contudo, ele encorajou seu fiel cortesão a lhe dizer toda a verdade sem temor de ficar sujeito a reprovação. CBASD, vol. 4, p. 871.
Os que te têm ódio. As palavras de Daniel não devem ser interpretadas necessariamente como maldade para com os inimigos do rei. A resposta exibe simplesmente uma reação de um cortesão oriental. CBASD, vol. 4, p. 871.
26 Tornará a ser teu. Muitos imaginam por que [ficam a supor do porquê] o rei insano não foi morto, ou porque seus súditos e ministros de estado não colocaram outra pessoa no trono durante o tempo em que esteve incapacitado. Têm-se as seguintes explicações: Os supersticiosos daquela época criam que todos os distúrbios mentais eram causados por espíritos malignos que assumiam controle de suas vítimas. Se alguém matasse o insano, o espírito se apoderava do assassino ou instigador do crime; e se sua propriedade fosse confiscada ou seu cargo ocupado por outro, uma terrível vingança recairia sobre os responsáveis pela injustiça. Por isso, pessoas insanas eram removidas da sociedade e não eram incomodadas (ver 1Sm 21:12-22). CBASD, vol. 4, p. 871.
27 Põe termo … em teus pecados. Um princípio divino é comunicado ao monarca arrogante. Os juízos de Deus podem ser evitados mediante arrependimento e confissão (ver Is 38:1, 2, 5; Jr 18:7-10; Jn 3:1-10). Por essa razão, Deus anunciou o juízo iminente sobre Nabucodonosor, mas lhe deu um ano inteiro para se arrepender, e assim evitar a calamidade (ver Dn 4:29). Porém, o rei não mudou seu modo de vida e, como resultado, atraiu sobre si a execução do juízo. Em contraste, os ninivitas, que tiveram 40 dias para se arrepender, aproveitaram a oportunidade; assim, eles e a cidade foram poupados (Jn 3:4-10). CBASD, vol. 4, p. 871.
32, 33 tempo. A palavra aramaica para “tempo” também quer dizer “ano”. Bíblia de Estudo Andrews.
34 Levantei os olhos. Quando em oração olhou para os céus, o humilhado rei foi elevado da condição de um animal bruto à de um ser que tem a imagem de Deus. Aquele que por anos tinha estado no solo, impotente e rebaixado, foi mais uma vez elevado à dignidade humana que Deus concedeu às Suas criaturas formadas segundo Sua imagem. A característica essencial do milagre que aconteceu no caso de Nabucodonosor ainda se repete, embora de uma forma menos espetacular, na conversão de cada pecador. CBASD, vol. 4, p. 871.
36 Tornou-me a vir. A fim de mostrar a estreita relação entre o restabelecimento da razão e a restauração da soberania, este versículo repete (ver v. 34) o primeiro elemento da recuperação. O segundo vem imediatamente, no modo semita simples de narrar. Um narrador ocidental teria dito: “Quando meu entendimento retornou, também retornaram minha posição e glória reais.” CBASD, vol. 4, p. 873.
Buscaram-me. A palavra “buscaram” não indica necessariamente que, durante o período de insanidade, permitiu-se que o rei vagasse pelos campos e desertos sem supervisão, mas a busca de alguém tendo em conta seu posto oficial. Quando se tornou conhecido que o rei tinha recuperado a razão, os regentes do estado o levaram de volta com todo respeito devido, a fim de lhe restaurar o governo. Durante a insanidade do rei, esses homens tinham se encarregado das questões do governo. CBASD, vol. 4, p. 873.
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“Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo” (v.2).
A narrativa deste capítulo é o testemunho de um rei pagão que se converteu após uma dramática experiência. Quando estava tranquilo em sua casa e feliz no seu palácio, Nabucodonosor teve outro sonho que o espantou (v.4-5). Mesmo após perceber a sabedoria e inteligência dez vezes superior de Daniel e seus amigos, a revelação de seu primeiro sonho por Daniel e de ter sido testemunha ocular do milagre na fornalha ardente, o coração do rei ainda estava acorrentado ao orgulho e às glórias desta terra. Não podia admitir que seus sábios novamente falhassem em atender às suas expectativas. Desta vez, ele lhes contou o sonho, mas o Senhor não permitiu que aqueles charlatães dessem uma falsa interpretação, de modo que, “Por fim” (v.8), Daniel foi levado à presença do rei e provou, pela terceira vez, que o Senhor é o único e verdadeiro Deus.
Comparado a uma árvore grande e frondosa, abrigo de aves e de “todos os seres viventes” (v.12), Nabucodonosor recebeu do Senhor o poder, a riqueza e a fama diante de todas as nações. Estava vivendo um período próspero e pacífico, de modo que ninguém e nenhum reino se lhe apresentava como algum tipo de ameaça. Essa tranquilidade, porém, tornou-se-lhe em laço, pois olhou para o seu reino como uma conquista pessoal e meritória. Ao ouvir o relato do sonho, Daniel “esteve atônito por algum tempo, e os seus pensamentos o turbavam” (v.19). Apesar de ter sido chamado pelo rei como última opção, o profeta nutria afeição e sincero respeito pelo tolo rei. Foi muito difícil para Daniel revelar a interpretação do sonho e pensar que o seu cumprimento poderia ser o fim da graça para Nabucodonosor.
Foi enquanto o rei proferia seu soberbo discurso, que o vigilante celeste declarou o juízo há um ano revelado. “No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor” (v.33). Sua deplorável condição, por sete anos, provou que Babilônia como qualquer das demais nações da Terra não eram mantidas pelas mãos de seus governantes, mas pelas mãos de Deus. Somente no final do tempo determinado, Nabucodonosor levantou “os olhos ao céu”, recuperada a sua sanidade mental, e “bendisse o Altíssimo” (v.34). Esta poderia ter sido uma história ocultada perante todos. Afinal, o grande e poderoso Nabucodonosor passou por um tempo de terrível humilhação. Mas o fato de ele mesmo relatar este episódio “a todos os povos, nações e homens de todas as línguas, que habitam em toda a Terra” (v.1), é uma prova segura e convincente da mudança efetuada em seu coração.
Sabem, amados, sete anos não são sete dias. Dadas as condições degradantes daquela experiência, foi muito amor envolvido. Deus não desistiu de Nabucodonosor, porque antes de ser um rei, ele era um filho pródigo que precisava cair em si. Mesmo em sua vulnerabilidade, Deus não permitiu que sofresse danos que colocassem em risco a sua vida. O Pai tem propósitos de salvação na vida de cada um de Seus filhos. Ninguém é visto por Ele como bastardo ou inútil. Se há uma fagulha de esperança, Ele não mede esforços até que O conheçamos pessoalmente. Nabucodonosor foi impactado pelo testemunho de Daniel e de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, mas ele precisava viver o seu próprio testemunho. Precisava da experiência de Jó: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:5).
E você? Já teve esta experiência? Pode não ter sido tão dramática, como passar sete anos vivendo como um animal, mas, certamente, por mais simples que seja a forma de nos alcançar, ela se torna o mais poderoso testemunho do amor de Deus pela raça caída. A justiça do Senhor requer de nós a confissão e o abandono do pecado e, a Sua misericórdia, que a nossa vida seja um reflexo do caráter de Cristo (v.27). A loucura do rei caldeu ilustra a loucura humana em permanecer longe de seu Criador. Deus deseja estabelecer um relacionamento tão íntimo conosco de modo que Sua voz nos seja audível. Era assim que Enoque andava com Deus. E será assim que os salvos vão reconhecer a voz do Senhor quando Ele voltar.
A experiência da conversão deve resultar em uma vida diária de comunhão com Deus. Cada dia é uma nova oportunidade de provar e ver que o Senhor é bom. Estude a Bíblia com humildade. Ore com sinceridade. E por onde você andar, todos saberão que você esteve com Deus.
Rei dos reis e Senhor dos senhores, nós Te louvamos e glorificamos, porque todas as Tuas obras são verdadeiras, e os Teus caminhos, justos, e podes humilhar aos que andam na soberba! Mas o Senhor não humilha os soberbos para condená-los, mas para salvá-los. Oh, Senhor, nosso coração é enganoso, orgulhoso e egoísta! Que possamos, a cada dia, erguer os nossos olhos ao céu, reconhecendo quão dependentes de Ti nós somos. Continua nos reavivando e falando conosco de forma pessoal através da Tua Palavra. Ensina-nos a andar Contigo como andou Enoque! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Daniel4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DANIEL 4 – O relato deste capítulo desafia-nos a examinar as próprias atitudes em relação ao poder, questionando se estamos usando nossa influência para o bem ou para nossa própria glória egoísta.
Em Daniel 4, somos apresentados à figura imponente de Nabucodonosor, rei da pomposa Babilônia, cujo domínio estendia-se sobre vastas terras e povos. É essencial notar que Nabucodonosor personifica não apenas um monarca histórico, mas também um arquétipo humano universal: o poderoso, o influente, o elitizado. No entanto, sua história é marcada por uma jornada tumultuosa, culminando numa lição profunda de humilhação e redenção.
A narrativa inicia com Nabucodonosor desfrutando do esplendor de sua posição privilegiada na sociedade. Ele contemplava a grandeza de sua cidade imperial. Assim, logo no início, encontramos um eco da mentalidade contemporânea que muitas vezes associa o sucesso e a grandeza ao poder e à autoridade, à riqueza material e ao prestígio social.
Um sonho perturbador assolou o sono do rei, tratando de uma guinada surpreendente na sua existência: Sua queda iminente. Daniel, o profeta cativo, foi convocado a interpretar o sonho e advertiu-o monarca sobre o perigo que o aguarda caso não se arrependesse da soberba e injustiça. Aqui contém uma mensagem que ecoa nos salões elegantes da elite contemporânea:
• A verdadeira grandeza não reside na acumulação de poder e riquezas, mas na justiça, na humildade e no cuidado com os vulneráveis da sociedade.
A história do rei babilônico atinge seu clímax quando sua arrogância foi punida e ele ficou privado de seu reino, passando a viver como um animal selvagem, até reconhecer a soberania divina. Desta forma, a história de Nabucodonosor não termina com sua queda, mas com sua redenção. Após reconhecer a soberania de Deus, ele foi restaurado ao trono e expressou louvor ao Deus soberano. Isso nos lembra que…
• Não importa quão altos elevamo-nos na escala social, a verdadeira dignidade reside em nossa relação com Deus e na capacidade de reconhecer nossa humanidade compartilhada com outros seres humanos (Salmo 41:1-3).
A mensagem de Daniel 4 ressoa poderosamente nos círculos mais altos da sociedade contemporânea. Ela nos desafia a repensar nossas noções de grandeza, lembrando-nos que a verdadeira nobreza reside na humildade, na justiça e no serviço aos outros (Daniel 4:27; Provérbios 24:11-12; Tiago 1:27).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.