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Texto bíblico: DANIEL 7 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/7
O fato de Daniel 7 repetir a profecia dos quatro impérios mundiais e do reino de Deus de Daniel 2 sob diferentes símbolos indica que Deus viu a sua mensagem como extremamente importante para o conhecimento de Seu povo. Somos um movimento profético, e “o povo deve ser educado”, diz Ellen White, “para ler a palavra segura da profecia à luz dos oráculos vivos.” (Testemunhos para a Igreja, vol. 7)
O Capítulo 7 também nos ensina que, apesar do aparente caos em nosso mundo, Deus ainda está no controle. Daniel previu quatro impérios mundiais, as atividades do chifre pequeno e o reino dos santos. O cumprimento dos dois primeiros elementos da profecia indica Sua presciência. Assim podemos ter confiança de que o terceiro evento predito, a entrega do reino aos santos, também ocorrerá. A palavra segura da profecia nos dá a esperança de coisas boas que virão – um reino eterno no qual Cristo reinará supremo.
Gerhard Pfandl
Adaptado de seu livro Daniel: O Profeta da Babilônia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/7
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1847 palavras
1 No primeiro ano de Belsazar. Antes dos eventos registrados nos cap. 5 e 6. Bíblia de Estudo Andrews.
2 quatro ventos. Esta expressão pode se referir aos quatro pontos cardeais (comparar com 8:8; Jr 49:36; Zc 2:6). Bíblia de Estudo Andrews.
4 Leão … asas de águia. Um símbolo apropriado para Babilônia. O leão alado é encontrado em objetos de arte babilônicos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 903.
5 Um urso. O império persa, ou medo-persa, correspondente à prata da estátua. CBASD, vol. 4, p. 903.
sobre um de seus lados. … os persas … se tornaram o poder dominante poucos anos antes do império duplo conquistar Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 904.
Três costelas. … símbolo dos três poderes principais conquistados pelo império medo-persa: Lídia, Babilônia e Egito. CBASD, vol. 4, p. 904.
6 Semelhante a um leopardo. O leopardo é um animal feroz e carnívoro, notável por sua velocidade e agilidade. … identificado em Dn 8:21 como “Grécia”. … Não deve ser confundido com a Grécia do período clássico, visto que este período precedeu a queda da Pérsia. … é o império semigrego macedônico de Alexandre, o Grande …, que inaugurou o que é chamado de período helenístico. CBASD, vol. 4, p. 904.
… quatro asas de ave. O símbolo descreve adequadamente a rapidez fulminante com que Alexandre e os macedônios, em menos de uma década, chegaram a se apoderar do maior império do mundo até então. CBASD, vol. 4, p. 905.
quatro cabeças. Obviamente, equivalem aos quatro chifres do bode [8:8], que representava os quatro reinos [Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu] (mais tarde reduzidos a três [com a eliminação de Lisímaco]) que ocuparam o território ocupado por Alexandre. CBASD, vol. 4, p. 905.
… refletem o fato de que o império grego/macedônico de Alexandre, o Grande, foi [inicialmente] dividido em quatro reinos depois de sua morte. Bíblia de Estudo Andrews.
7 quarto animal, terrível, espantoso. Este monstro não parecia com nenhuma espécie de animal que Daniel soubesse identificar. Bíblia de Estudo Andrews.
A história mostra claramente que o poder mundial que sucedeu o terceiro império dessa profecia é Roma. No entanto, a transição foi gradual, de modo que é impossível apontar para evento específico que indique o momento da mudança. CBASD, vol. 4, p. 906.
Grandes dentes de ferro. … retratam crueldade e força. … Roma devorou nações e povos em suas conquistas. Algumas cidades inteiras foram destruídas. como no caso de Corinto, em 146 a.C. CBASD, vol. 4, p. 907.
Dez chifres. …há razão para entender esses “dez reis” também como reinos… As sucessivas invasões do império romano por parte de várias tribos germânicas e a substituição dele por vários estados separados e monarquias são fatos bem comprovados pela história. … [Uma das listas compiladas pelos historiadores é:] ostrogodos, visdigodos, francos, vândalos, suevos, alamanos, anglo-saxões, hérulos, lomardos e burgúndios. CBASD, vol. 4, p. 905.
8 outro pequeno. Este chifre mais novo começa pequeno, mas fica maior que os outros. Bíblia de Estudo Andrews.
O “chifre pequeno” é um símbolo da Roma papal. CBASD, vol. 4, p. 908.
“Das ruínas da Roma política, surgiu o grande império moral na ‘forma gigante’ da igreja romana” (A. C. Flick, The Rise of the Medieval Church [1900], p. 150. Citado em CBASD, vol. 4, p. 907.
“… em geral, sob o fraco sistema político do feudalismo, a igreja bem organizada, unificada e centralizada, tendo o papa como o cabeça, não era apenas independente em questões eclesiásticas, mas também controlava questões civis” (Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World Affairs [1937], p. 1). Citado em CBASD, vol. 4, p. 907.
Olhos. Em geral, símbolos de inteligência. Em contraste com os bárbaros, que eram em grande parte iletrados, o poder representado pelo “chifre pequeno” era notável por sua inteligência, perspicácia e previsão. CBASD, vol. 4, p. 911.
uma boca que falava com insolência. Discurso de blasfêmia contra o Deus Altíssimo … O poder do chifre pequeno não é apenas orgulhoso. Também tem uma forte característica religiosa e é blasfemo. Bíblia de Estudo Andrews.
9 Ancião de Dias. A expressão é descritiva, não um título. … Deus, o Pai, é representado. CBASD, vol. 4, p. 911.
Ao longo de toda a Bíblia, essa expressão ocorre somente neste capítulo. É um título para o Deus Altíssimo, que vive para sempre e cujo reino é eterno (comparar com 4:34). Bíblia de Estudo Andrews.
10 assentou-se o tribunal e se abriram os livros. O tribunal celestial, presidido pelo próprio Deus, responde ao desafio pronunciado pelo “chifre pequeno” [v. 8]. Os livros são registros relevantes para determinar o veredicto e indicam que cada é investigado com cautela. Bíblia de Estudo Andrews.
11 Foi morto. Isto representa o fim do sistema ou da organização, simbolizado pelo chifre. … com a destruição final do poder do “chifre pequeno”, o mundo todo será despovoado. CBASD, vol. 4, p. 912, 913.
13 um como o Filho do Homem. Em vez da tradução “Filho do Homem” a tradução “Um, humano em forma” representaria de maneira mais adequada a frase no aramaico. Deus escolheu apresentar Seu Filho na visão profética com ênfase especial na Sua humanidade. CBASD, vol. 4, p. 913.
Alguém semelhante a um ser humano se aproxima do trono de Deus no Céu para receber o reino eterno no planeta Terra (comparar com 2:44). … Cristo, o Filho divino de Deus (Mt 26:63, 6 4; 27:54; Mc 1:1), que também falou de Si mesmo como o Filho do Homem que veio à Terra estabelecer Seu reino eterno (M7 16:27; 19-28). … Observe que Dn 7:13 faz distinção entre duas pessoas divinas que pertencem à santa trindade, Cristo, o Filho, aproxima-se do “Ancião de Dias”, que é Deus Pai (comparar com Mt 6:9; 7:21; 28:19). Bíblia de Estudo Andrews.
Dirigiu-se ao Ancião de Dias. Aqui se representa a ida de Cristo ao lugar santíssimo [do santuário celestial] para a purificação do santuário (GC, 426, 480). CBASD, vol. 4, p. 913.
21 Fazia guerra contra os santos. O “chifre pequeno” representa um poder perseguidor que conduziria uma campanha da extermínio contra o povo de Deus (ver com. do v. 25). CBASD, vol. 4, p. 914.
Prevalecia contra eles. Por longos séculos (ver com do v. 25), os santos pareceram indefesos contra essa força destrutiva. CBASD, vol. 4, p. 914.
22. Veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo. Daniel relata os eventos a medida que lhe aparecem em visão. Com a vinda do Ancião de Dias, ele se refere ao surgimento desse Ser na cena profética (sobre o significado dos eventos, ver com. dos v. 9-14). Fez justiça. O juízo não será apenas em favor dos santos, mas, segundo Paulo (1 Co 6:2, 3) e João (Ap 20:4), os santos auxiliarão na obra do juízo durante os mil anos (ver GC, 661). CBASD, vol. 4, p. 914.
25 Proferirá palavras contra o Altíssimo. A literatura eclesiástica está repleta de exemplos de declarações arrogantes e blasfemas do papado. Alguns exemplos típicos são encontrados numa grande obra enciclopédica escrita por um teólogo católico romano do século 18: “O Papa é de tão grande dignidade e tão excelso que não é um simples homem, mas como se fosse Deus, e o vicário de Deus […] O Papa está coroado de uma coroa tríplice, como rei dos céus e da Terra e das regiões Inferiores. […] O Papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos fiéis de Cristo, chefe de reis, com plenitude de poder, a quem foi conferida pelo Deus onipotente a direção não só do reino terreno, mas também do celestial. […] O Papa tem tamanha autoridade e tanto poder que pode modificar, explicar ou interpretar até as leis divinas. […] O Papa pode mudar a lei divina, visto que seu poder não é de homem, mas de Deus, e ele atua como vice-regente de Deus na Terra com amplo poder de atar e soltar suas ovelhas. […] Qualquer coisa que se diga que faz o próprio Senhor Deus, e o Redentor, isso faz Seu vicário, contanto que não faça nada contrário à fé” (traduzido de Lucius Ferraris, “Papa II”, Prompta Bibliotheca, vol. 6, p. 25-29). Citado em CBASD, vol. 4, p. 914, 915.
Magoará os santos do Altíssimo. Este fato é descrito anteriormente nas palavras: “este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles” (v. 21). A frase retrata perseguição contínua e implacável. O papado reconhece que perseguiu e defende esse fato como um exercício legítimo de poder supostamente dado a ele por Cristo. A Catholic Encyclopedia diz: “Na bula ‘Ad exstirpanda‘ (1252), Inocêncio IV diz: ‘quando aqueles condenados como culpados de heresia forem entregues ao poder civil pelo bispo ou seu representante, ou a Inquisição, o magistrado-chefe da cidade deve levá-los imediatamente e, dentro de cinco dias no máximo, executar as leis contra eles.’ […] Não pode restar nenhuma dúvida quanto a quais regulamentos civis se indicam, pois as passagens que ordenam queimar os hereges impenitentes foram inseridas nos decretos papais das constituições imperiais ‘Commissis nobis‘ e ‘Inconsutibilem tunicam’. A bula mencionada ‘Ad exstirpanda‘ permaneceu dali em diante como documento fundamental da Inquisição, renovada ou reforçada por vários papas, como Alexandre IV (1254- 1261), Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292), Bonifácio VIII (1294-1303) e outros. As autoridades civis, portanto, eram obrigadas pelos papas, sob pena de excomunhão, a executar as sentenças legais que condenavam hereges impententes à fogueira” (José Blotzer, art. “Inquisition“, vol. 8, p. 34). CBASD, vol. 4, p. 915.
os tempos e a lei. Os tempos e a lei de Deus. Não seria profeticamente significativo o poder designado como “chifre pequeno” tentar mudar leis e tempos humanos. Isso é algo comum na luta por domínio mundial. O conflito descrito nesta passagem é entre os Céus e a Terra. … Uma ilustração clara de um “tempo” de Deus é seu sábado. Qualquer tentativa, por parte de um poder terreno, de mudar o sábado do Senhor é também uma tentativa de mudar sua lei, cujo centro é o próprio sábado. Bíblia de Estudo Andrews.
A igreja romana admite abertamente a responsabilidade de introduzir a adoração no domingo, afirmando que tem 0 direito de fazer tais mudanças (ver GC, 446). Um catecismo autorizado para sacerdotes diz: “Mas a Igreja de Deus [isto é, a igreja romana] em sua sabedoria ordenou que a celebração do sábado deve ser transferida para o ‘dia do Senhor’” (Catechism of the Council of Trent, tradução de Donovan, 1829 ed., p. 358). Esse catecismo foi escrito por ordem do Concilio de Trento e publicado sob o pontificado de Pio V. CBASD, vol. 4, p. 914, 915.
um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Também mencionado em 12:7 e Ap 12:14. … três anos [360 dias] proféticos e meio. … correspondem a 1260 dias proféticos [anos literais] (Ap 11:3; 12:6). … (sobre o princípio da equivalência dia-ano, ver Nm 14:34; Ez 4:4-6). Portanto, o tempo previsto para o reinado impiedoso do chifre pequeno é de 1.260 anos, que tem sido identificado como que se estendendo de 538 a 1798 d.C. (ver Ap 11:2; 12:6, 14). Bíblia de Estudo Andrews.
Em julho de 1790, trinta bispos católicos compareceram diante dos líderes do governo revolucionário da França para protestar pela legislação que tornava independentes os clérigos franceses da jurisdição do papa e os fazia responsáveis diretos perante o governo. Perguntaram se os líderes da revolução deixariam todas as religiões livres “com exceção daquela que uma vez foi suprema, que foi mantida pela piedade de nossos pais e por todas as leis do Estado, e que tem sido por mil e duzentos anos a religião nacional?” (A. Aulard, Christianity ans the French Revolution, p. 70). CBASD, vol. 4, p. 918.
26 O juízo sempre é favorável ao povo de Deus e contrário a seus inimigos (ver Dt 32:36; Sl 135:14; Ap 11:15-18; 19:2; ver também Ap 6:10). … Esta cena de juízo (ver v. 9-14, 22) corresponde cronologicamente à purificação do santuário em 8:14. Bíblia de Estudo Andrews.
28 O meu rosto se empalideceu. A revelação da história futura dos santos surpreendeu e entristeceu sobremaneira o profeta. CBASD, vol. 4, p. 918, 919.
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“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (v.18).
Mediante uma leitura repleta de símbolos, o verso acima expõe o objetivo final de toda a exposição profética: os salvos reinarão com Cristo no reino eterno. A certeza de tamanha promessa, portanto, deve despertar nossos sentidos a examinar com cuidado as profecias envolvidas aqui, já que elas apontam para um final que definirá o meu e o seu destino eterno.
Daniel não mais estava diante da incumbência de revelar o sonho de alguém, mas ele mesmo foi contemplado com um sonho que já trazia a sua devida interpretação. Os metais da estátua de Nabucodonosor agora tomaram forma de quatro animais surreais. Seguindo a mesma sequência de reinos, acompanhem comigo a explicação do pastor Henry Feyerabend:
“Babilônia, que foi representada pela cabeça de ouro da imagem, era o primeiro e o mais nobre de todos os reinos – dominante, como o rei da floresta; veloz e de longo alcance como a águia”. “O império Medo-Persa é representado por um urso […] Menos nobre do que o leão, o urso ilustra a deterioração progressiva, que é uma das características da estátua de Daniel 2”. As três costelas na boca dão margem a duas linhas de interpretação: “Ciro acabara de absorver os três impérios – o da Babilônia, dos medos e dos persas. Pode ser também uma referência à Babilônia, Lídia e Egito, que foram castigados e oprimidos pelos persas”.
“Por que a Grécia foi comparada a um leopardo? […] Nada na história do mundo pode ser comparado à velocidade com que Alexandre o Grande vencia as nações […] Com apenas 30 mil homens, Alexandre atacou Dario, com 600 mil. Como um leopardo ataca um leão ou urso, a Grécia conquistou a Pérsia. Esse leopardo tinha quatro cabeças. O império de Alexandre foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, que dominou a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, que dominou a Trácia e a Bitínia; Ptolomeu, o Egito; e Seleuco, a Síria” (Idem, p. 119).
“O quarto animal era tão diferente dos demais que o profeta não pôde encontrar nada na natureza real para descrevê-lo… Sua descrição – terrível, espantosa, muito forte e que fazia em pedaços outras nações, pisando-as aos pés, é uma descrição realista de Roma. Nenhuma outra nação poderia se encaixar nessa forma profética […] somos informados de que Roma seria dividida em dez reinos, os quais são simbolizados por dez chifres […] As dez divisões do império romano são identificadas como os Germanos, os Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Hérulos, Anglo-Saxões e Lombardos” (Daniel Verso por Verso, p.117-121).
Dado o conhecimento de que os dez chifres foram dez divisões do império romano, o chifre pequeno também simboliza um poder. E o pastor Henry continua dizendo: “O décimo-primeiro chifre surgiu entre os dez. O papado fez sua aparição no território da Roma imperial, entre as nações da Roma dividida […] Por meio de guerra e diplomacia, o papado, que adotou o Credo Niceno, empenhou-se em destruir […]” três daquelas nações: os Hérulos (493 d.C.), os Vândalos (533 d.C.) e os Ostrogodos (538 d.C.) (Daniel Verso por Verso, p.122 e 123).
Tendo o seu cumprimento no decorrer da história, as profecias de Daniel nos apontam para um futuro e decisivo acontecimento: a segunda volta de Cristo, com o estabelecimento de Seu reino eterno. A descrição dada pelo profeta sobre o Ancião de Dias revela a autoridade e a majestade supremas e eternas de Deus ao sentar-Se como Juiz de toda a Terra e dar início a uma fase do julgamento que findará pouco antes do retorno de Jesus a esta Terra. Contudo, apesar de tão grande esperança, o pequeno e insolente chifre ainda traria muito sofrimento “aos santos do Altíssimo”, que lhes seriam entregues nas mãos “por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (v.25).
No Guia de Estudo Bíblia Fácil encontramos a seguinte explicação: “Considerando que na mensagem profética do livro de Daniel, ‘tempo’ corresponde a ‘ano’ (ver Daniel 11:13), temos aqui três tempos e meio, ou seja, três anos e meio. Este mesmo período de tempo aparece em Apocalipse 11:3; 12:6, 14 e 13:5, onde temos 42 meses (3,5 anos x 12 meses = 42 meses) e 1.260 dias (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Considerando ainda que na profecia um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7), 1.260 dias proféticos representam na realidade 1.260 anos literais […] A partir de 538 d.C., inicia o período de completo domínio papal que, segundo o próprio Daniel, se estenderia por 1.260 anos. Se contarmos 1.260 anos a partir de 538 d.C. chegaremos a 1798 […] o Papa Pio VI foi preso em fevereiro daquele ano e levado à Florença […] Terminava assim, em 1798, a supremacia papal de 1.260 anos” (Guia de Estudo Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.30).
O poder que cuidou “em mudar os tempos e a lei” (v.25) pode hoje não ter mais a supremacia sobre o governo terrestre, mas, certamente, a mudança que efetuou com relação às verdades das Escrituras, prosperou (Dn.8:12). Basta comparar o catecismo com o conteúdo da Bíblia e verificar o que o próprio papado declara: “O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho” (Lucius Ferrari, Prompta Bibliotheca, 8 volumes, art. “Papa, II”).
“Aqui terminou o assunto” (v.28) por hoje. Sei que se trata de uma mensagem muito forte e que talvez envolva tudo o que você até hoje acreditava e seguia com sinceridade. Ou quem sabe você até já ouviu falar disso tudo, mas nunca havia dado a devida atenção. Se o seu coração ficou perplexo, não se preocupe, pois até o próprio Daniel ficou perturbado com tantas informações. O convite do Senhor a você e a mim, hoje, é que permitamos que o Espírito Santo continue nos dirigindo neste estudo e que o nosso coração esteja aberto às Suas preciosas verdades. Não esqueça de que o próprio Jesus afirmou que o Espírito seria enviado para nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). Deus é amor (1Jo.4:8), mas Ele também é um Justo Juiz que muito em breve virá para “destruir e consumir até ao fim” o inimigo mentiroso e todo aquele que por ele se deixou ser enganado. Eis em suas mãos as verdades absolutas do Senhor. A escolha de segui-las, ou não, é toda sua.
Senhor, nosso Deus, as Tuas profecias confirmam o passado, nos ajudam a viver o presente pela fé e a olhar para o futuro com esperança. Ajuda-nos a compreendê-las e vivê-las, no sentido de estarmos em constante preparo e vigilância. Une o nosso coração ao Teu, de forma que nossas afeições estejam nas coisas lá do alto. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Daniel7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DANIEL 7 – O profeta Daniel recebeu uma visão de Deus onde viu quatro animais representando os impérios mundiais, seguidos pela visão do Filho do Homem (Jesus) recebendo poder e autoridade do Ancião de Dias (Deus Pai). Essa figura messiânica, o Filho do Homem, estabelecerá um Reino eterno e universal, como fora mostrado em sonho para Nabucodonosor em Daniel 2.
Tanto em Daniel 2 quanto em Daniel 7, a poderosa mensagem profética revela o destino das nações deste mundo e o triunfo final do Reino de Deus. Uma síntese de Daniel 7 nos auxilia na compreensão de sua mensagem:
• Daniel descreve a visão dos quatro grandes animais que representam quatro impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Cada um desses impérios tem sua época de domínio e opressão ao povo de Deus (Daniel 7:1-8).
• Daniel apresenta o clímax da mensagem profética: O Filho do Homem e o Reino Eterno. O tribunal celestial se reúne e o Filho do Homem é representado diante do Ancião de Dias, O qual recebe autoridade e domínio eterno sobre todas as nações, inaugurando o Reino de Deus (Daniel 7:9-14).
• Daniel oferece a interpretação da visão: Os reinos deste mundo serão sucedidos pelo Reino de Deus, estabelecido por Seu Filho – identificado como Filho do Homem (Daniel 7:15-28).
O apóstolo Paulo, em I Coríntios 15:25 nos dá uma visão neotestamentária de Daniel 7. Ali ele declara: “Pois é necessário que Ele (Cristo) reine até que todos os Seus inimigos sejam postos debaixo de Seus pés”. Esse inimigo inclui Satanás, os demônios, e inclusive a morte, o último inimigo a ser destruído (I Coríntios 15:26; Apocalipse 20:11-15).
Paulo e Daniel apontam para a autoridade e o domínio de Cristo sobre todas as coisas, tanto no presente quanto no futuro. Em Daniel 7, vemos a visão profética do estabelecimento do Reino eterno de Cristo, enquanto em I Coríntios 15:25, vemos essa autoridade sendo exercida continuamente até que todos os inimigos estejam subjugados.
Noutras palavras, Jesus não sossegará enquanto não resolver plenamente o problema do pecado causado por Lúcifer que, desde o Céu intenta usurpar Seu trono e destruir a verdade, e continua ainda aqui no mundo através de nações que buscam glórias e honras devidas unicamente a Deus (Daniel 7:25).
Diante destas informações, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: DANIEL 6 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/6
Algumas das qualidades que distinguiram Daniel foram: Sabedoria, altruísmo, integridade, educação e experiência. A sua experiência no capítulo 6 lembra-nos que um decreto governamental no futuro exigirá que toda a humanidade adore a besta e a sua imagem (Ap 13:11-15). A pressão governamental para se conformar às leis humanas contrárias às leis de Deus revelará a força de caráter dos professos cristãos nos últimos dias da história da Terra. Muitos cederão e se juntarão aos que estão no caminho da destruição eterna, enquanto outros permanecerão firmes como fez Daniel, e brilharão como as estrelas no firmamento do Céu.
“Da história da libertação de Daniel podemos aprender que em épocas de provação e tristeza os filhos de Deus deveriam ser exatamente o que eram quando suas perspectivas eram brilhantes de esperança e seu ambiente era tudo o que poderiam desejar. Um homem cujo coração está fixo em Deus será o mesmo na hora de sua maior provação como ele é na prosperidade, quando a luz e o favor de Deus e do homem irradiarem sobre ele” Profetas e Reis, p. 545.
Gerhard Pfandl
Adaptado de seu livro Daniel: O Profeta de Babilônia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/6
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1627 palavras
1-3 Neste tempo, Daniel tinha mais de 80 anos e era um dos três mais altos administradores. Daniel trabalhava com quem não cria em Deus, mas ele trabalhava mais eficientemente e com mais competência que todo os demais. Portanto, ele atraiu a atenção do rei pagão e conseguiu um lugar de respeito. Uma das melhores maneiras de influenciar empregadores não cristãos é trabalhar diligente e responsavelmente. Quão bem você representa Deus para seu empregador? Life Application Study Bible Kingsway.
1 Sátrapas. Pequenos governadores locais da província. Bíblia Shedd.
Do aramaico ‘achashdarpan. … “príncipe”… No período dos persas, o título designava oficiais que regiam satrapias, as maiores divisões do império. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 891 e 859.
2 Dano. Perda de impostos, que os 120 oficiais tinham a cobrar. Bíblia Shedd.
A razão para a complicada organização da administração civil na Pérsia é descrita em cores vívidas. Precauções eram tomadas pelo sistema imperial para evitar perdas em arrecadação de impostos e outros danos (ver Ed 4:13-16). CBASD, vol. 4, p. 892.
3 Espírito excelente. Esta não foi a primeira vez que observadores reais tinham notado um “espírito” singular em Daniel [Dn 4:18; 5:11, 12]. CBASD, vol. 4, p. 892.
4, 5 Os invejosos oficiais não conseguiram achar nada a criticar na vida de Daniel, então eles atacaram sua religião. Se você enfrentar críticas invejosas por causa de sua fé, alegre-se por estar sendo criticado por esta parte de sua vida – talvez seus críticos tenham de focar em sua religião como último recurso! Responda continuando a acreditar e viver como você deveria. Então lembre-se que Deus está no controle, lutando esta batalha por você. Life Application Study Bible Kingsway.
4 Procuravam ocasião. A história ensina-nos que eles tinham traído seu próprio rei abrindo as portas para os invasores. Não quiseram, portanto, que um favorito da velha família real regesse. Bíblia Shedd.
Nenhum erro. A despeito de sua idade avançada, então com cerca de 80 anos, Daniel era capaz de cumprir seus deveres de estado de forma tal que nenhum erro ou falta pudesse ser encontrado nele. Isso se devia à sua integridade e à confiança na direção infalível de seu Pai celestial. Amar e servir a Deus era para ele mais importante que a própria vida. A adesão restrita às leis de saúde desde a juventude, sem dúvida, lhe deu vigor bem acima do que era comum em homens de sua idade. CBASD, vol. 4, p. 892.
5 Na lei de Deus. O homem, sendo cínico, se entrega às ambições de Satanás, “o acusador dos irmãos”, que a própria virtude de sua vítima é considerada motivo justo para liquidá-la. … A mais angustiosa perseguição que o crente tem que enfrentar é justamente o plano dos homens de fazer sua virtude entrar em choque com o ambiente. Bíblia Shedd.
6 Estes presidentes e sátrapas. Não há necessidade de se supor que todos os governadores do império tenham se reunido diante do rei para tratar dessa questão. Sem dúvida, apareceram apenas aqueles que tinham ciúmes da posição de Daniel. Se todos tivessem sido chamados para a ocasião, o rei teria suspeitado, principalmente, se Daniel não estivesse entre eles. CBASD, vol. 4, p. 892.
7 Todos … concordaram. A falsa implicação é que Daniel também tinha concordado com a proposta. Bíblia de Genebra.
Sem dúvida, uma mentira, pois é duvidoso que todos tivessem sido consultados. CBASD, vol. 4, p. 893.
Todo homem que … fizer petição. Um decreto desta natureza teria sido totalmente estranho aos persas, que tinham a reputação de ser tolerantes quanto a questões religiosas. É impensável que um homem como Ciro teria assinado tal decreto. Porém, Dario, o medo, evidentemente tinha uma formação diferente. Sabe-se pouco sobre o que os medos pensavam com respeito com respeito à tolerância religiosa. Ciro, o rei persa, reconstruiu templos de nações destruídas pelos babilônios, e mostrou assim espírito de tolerância para com as práticas e os sentimentos religiosos de outros povos. CBASD, vol. 4, p. 893.
E não a ti, ó rei. Os conspiradores apelaram ao ego do rei, com o objetivo de encurralar Daniel. Bíblia de Estudo Andrews.
A proposta pareceria a Dario mais política do que religiosa, servindo para consolidar a sua autoridade sobre territórios recém-conquistados. Bíblia de Genebra.
8, 9 Dario era um administrador de governo eficiente, mas ele tinha uma falha fatal – orgulho. Ao apelar para sua vaidade, os conspiradores levaram Dario a assinar uma lei que o fazia – na prática – deus por 30 dias. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Lei dos medos e persas. O próprio rei era escravo da lei que assinava. Bíblia Shedd.
A imutabilidade da lei destes povos irmãos também é confirmada nos escritos extrabíblicos. Bíblia de Genebra.
As leis humanas são inválidas quando entram em conflito com as divinas (comparar com At 5:29), porque somente o Senhor possui conhecimento, sabedoria e poder total. Bíblia de Estudo Andrews.
10 Janelas abertas. As janelas abertas da casa de Daniel estavam na direção de Jerusalém, a cidade que tinha deixado quando rapaz e provavelmente nunca mais viu. Daniel tinha o costume judaico de se voltar em direção a Jerusalém para orar (ver 1Rs 8:33, 35; Sl 5:7; 28:2). CBASD, vol. 4, p. 894.
Três vezes por dia. Na tradição judaica posterior, orara três vezes ao dia ocorria na terceira, sexta e nona horas do dia (contadas a partir do nascer do sol). A terceira e a nona horas correspondiam ao momento dos sacrifícios da manhã e da tarde. O salmista seguia a mesma prática (Sl 55:17). Mais tarde, orar três vezes ao dia se tornou costume de todo judeu ortodoxo que vive de acordo com as regras rabínicas (Berakoth, iv.1). Este costume também parece ter sido adotado pela igreja cristã primitiva (Didaquê, 8). CBASD, vol. 4, p. 894.
De joelhos. A Bíblia apresenta diferentes posições para oração. Houve servos de Deus que oraram sentados, como Davi (2Sm 7:18); inclinando-se, como Eliézer (Gn 24:26) e Elias (1Rs 18:42); e, em vários casos, em pé, como Ana (1Sm 1:26). A mais comum é a posição ajoelhada, da qual se têm os seguintes exemplos: Esdras (Ed 9:5), Jesus (Lc 22:41), Estêvão (At 7:60); ver mais a esse respeito em PR, 48; OE, 178. CBASD, vol. 4, p. 894.
Daniel continuou no seu costume de orar porque ele não poderia buscar no rei a orientação e força que ele precisava neste momento. Ore regularmente, não importa o que aconteça, porque orar é a sua corda salva vidas com Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
Como costumava fazer. É evidente que os hábitos de oração de Daniel tinham-se tornado públicos. Bíblia de Genebra.
13 Dos exilados de Judá. Esta identificação étnica de Daniel talvez indique preconceitos contra os judeus por parte dos oficiais de Dario (3.8). Bíblia de Genebra.
Eles não se referiram à dignidade de seu posto, mas o caracterizaram meramente como um estrangeiro, um exilado judeu. Sem dúvida, esperavam com isso colocar sua conduta sob suspeita de ser um ato de rebelião contra a autoridade. … As palavras deles foram planejadas de modo a levar Dario a considerar Daniel como ingrato, ou mesmo traidor. CBASD, vol. 4, p. 894.
Não faz caso de ti. Uma mentira covarde, veja 3.12. Bíblia Shedd.
14 Livrar a Daniel. O monarca viu a armadilha que lhe tinham preparado. … De repente, percebeu que a origem de toda a questão não era como havia imaginado: trazer honra ao seu reino e à sua pessoa, mas privá-lo de um amigo verdadeiro e servo público de confiança. A despeito de seus esforços quase frenéticos, o rei não pôde encontrar uma desculpa legal para salvar Daniel e, ao mesmo tempo, preservar o conceito básico da inviolabilidade da lei dos medos e dos persas. CBASD, vol. 4, p. 894, 895.
15 Foram juntos. Pela segunda vez naquele dia, os inimigos de Daniel foram ao rei, então ao entardecer. Esperaram por vária horas e execução do veredito; quando nada ocorreu, voltaram a procurar o rei e insolentemente reivindicaram sua presa. Sabiam que tinham direito legal de ordenar a execução de Daniel, pois não havia brecha na lei pela qual pudesse escapar. CBASD, vol. 4, p. 895.
17 Selou-o com o seu próprio anel. Anéis de selar e cilindros de selar eram usados pelos assírios, babilônios e persas. O cilindro de selar era pressionado sobre a argila ainda mole, para deixar nela a marca do proprietário do selo. Romper esses selos era uma violação da lei. Bíblia de Genebra.
O selamento oficial por parte do rei e de seus grandes tinha um duplo propósito. Servia como garantia ao rei de que Daniel não seria morto por nenhum outro meio, no caso de não ser atacado pelos leões. Pelo fato de Dario ter a esperança de que o Deus de Daniel o salvasse dos leões, naturalmente, ele tomaria precauções contra qualquer interferência da parte dos homens que estavam determinados a tirar a vida de Daniel. Por outro lado, o selamento garantia aos inimigos de Daniel que nenhum esforço poderia ser feito para salvá-lo, no caso de ele não ser imediatamente despedaçado pelos animais. CBASD, vol. 4, p. 895.
20 Triste. Do aramaico ‘atsib, “triste”, “sofrido”, “cheio de ansiedade”. A voz é um reflexo das emoções. É difícil às pessoas esconder seus sentimentos mais íntimos. CBASD, vol. 4, p. 895.
Servo do Deus vivo. As palavras de Dario revelam o quanto conhecia do Deus e da religião de Daniel. O fato de o rei chamar o Deus de Daniel de “o Deus vivo” sugere que Dabiel tinha lhe falado sobre a natureza e o poder do verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 895.
22 O meu Deus enviou o Seu anjo. … uma menção ao Anjo do Senhor. Ver a nota em 3.28. Bíblia de Genebra.
Fechou a boca aos leões. O escritos de epístola aos Hebreus cita essa experiência de Daniel e atribui o livramento do profeta ao poder da fé (Hb 11:33). CBASD, vol. 4, p. 896.
23 Tirar a Daniel da cova. Cumpriram-se as exigências do decreto real. Esse decreto não tinha exigido a execução do transgressor, mas apenas que fosse “lançado na cova dos leões”(v. 7). … Daniel tinha sido lançado na cova dos leões e não havia restrições legais que impedissem o rei de tirá-lo dali. CBASD, vol. 4, p. 896.
24 Seus filhos e mulheres. Segundo o costume persa, esta punição cruel foi transferida àqueles que haviam conspirado contra o rei a fim de levá-lo a uma ação injusta (ver também Ester 7:9, 10). Life Application Study Bible Kingsway.
Por mais horrendo que pareça hoje, a destruição de membros da família fazia parte da punição dos culpados (comparar com a justiça divina de retribuição em Nm 16:27, 31-32). A prática se deve, em parte, à visão de vida grupal comum na época. Era também uma medida para prevenir retaliação. Bíblia de Estudo Andrews.
Alguns comentaristas questionam esta narrativa como não histórica afirmando que a cova onde os leões eram mantidos não poderia ser ampla o suficiente para receber 122 homens com suas famílias. Além disso, não poderia haver leões suficientes em Babilônia para devorar tantas vítimas. No entanto, a Bíblia não declara que esse tenha sido o número dos condenados à morte. Esses eruditos críticos tiram a conclusão de que os 120 príncipes e os dois presidentes dos v. 1 e 2 estavam envolvidos no caso. No entanto, o número de pessoas envolvidas é apenas uma especulação. CBASD, vol. 4, p. 896.
Esmigalharam. Não haja dúvida de que os leões eram mesmo ferozes. Bíblia Shedd.
26 Faço um decreto. Dario promulgou um edito que ordenava todas as nações de seu reino a temer e a reverenciar o Deus de Daniel. Não se deve concluir disso que o rei tenha abandonado o politeísmo dos medos. Dario reconheceu o Deus de Daniel como o Deus vivo, cujo reino e domínio são eternos, mas não se afirma que O reconheceu como o único e verdadeiro Deus (ver p. 826, 827 [CBASD, vol. 4]. CBASD, vol. 4, p. 896.
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“Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus” (v.5).
Sob a regência do rei Dario, os medos e os persas tomaram o controle do governo mundial e adaptaram o sistema político, nomeando três presidentes e cento e vinte sátrapas (governadores das satrapias ou províncias). Este sistema garantia um melhor controle nos negócios do reino e evitava possíveis rebeliões. De todos, porém, Daniel logo se destacou, se distinguindo dos demais “porque nele havia um espírito excelente” (v.3). Havia algo em Daniel que o rei não conseguia ver em nenhum de seus subordinados. Como uma luz que se acende e dissipa as trevas, assim era Daniel num meio de intrigas e ambições políticas.
Movidos por inveja, os demais presidentes e os sátrapas se uniram com o propósito maligno de “acusar a Daniel a respeito do reino”. O que eles conseguiram, porém, foi perceber que Daniel era fiel em tudo, de modo que “não se achava nele nenhum erro nem culpa” (v.4). Liderados pelo mentor de toda a iniquidade, aqueles homens não desistiram, só mudaram de estratégia: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus” (v.5). Desta vez não foi difícil encontrar um motivo para eliminar aquele cujo caráter lhes era uma constante repreensão. E mentindo a respeito do consentimento do próprio Daniel, conseguiram a aprovação de Dario em um interdito irrevogável.
Maior do que um decreto de morte era o relacionamento íntimo entre Daniel e o Senhor. Daniel sabia que, como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego no campo de Dura, não se tratava de orar ou não orar, mas, novamente, era uma questão de adoração. Todos conheciam a devoção de Daniel ao seu Deus e suas orações diárias haviam se tornado um testemunho público disso. Se Daniel houvesse fechado as janelas e orado em secreto, ele teria tomado uma posição diferente de seus três amigos quando ficar em pé era o sinal distintivo entre os falsos e os verdadeiros adoradores. Seu costume diário não foi apenas o que definiu a sua sentença de morte, mas também o que definiu diante de todo o reino, a Quem ele servia.
Profundamente consternado e sentindo-se enganado, Dario “determinou consigo mesmo livrar a Daniel” (v.14). Mas logo perceberia que não se tratava de um livramento por mãos humanas, e sim, divinas. Enquanto Daniel dormia numa cova de leões, o rei não conseguia dormir em seu palácio. O ambiente não deve definir o nosso estado de espírito. Daniel sabia que não havia entrado sozinho naquela cova. Dario, contudo, mesmo cercado de pessoas que estavam a postos para servi-lo, nunca se sentiu tão só. Andar com Deus é uma dádiva que não pode ser comparada a nenhuma regalia desta terra. A Bíblia não diz o que o profeta sentiu ao entrar naquele lugar, mas, certamente, o que Dario reconheceu em Daniel, Deus confirmou e honrou: “Daniel, servo do Deus vivo!” (v.20).
Vejamos o que Ellen White escreveu a respeito deste episódio de estrita fidelidade: “Deus não impediu os inimigos de Daniel de lançarem-no na cova dos leões; Ele permitiu que anjos maus e homens ímpios chegassem a realizar o seu propósito; mas isto foi para que pudesse tornar o livramento do Seu servo mais marcante e mais completa a derrota dos inimigos da verdade e da justiça. ‘A cólera do homem redundará em Teu louvor’ (Sl.76:10), o salmista testificou. Graças à coragem deste único homem que escolheu seguir o direito antes que a astúcia, Satanás devia ser derrotado e o nome de Deus exaltado e honrado” (Profetas e Reis, CPB, p.277).
Às vésperas do tempo em que os filhos do reino serão perseguidos por serem fiéis à “lei do seu Deus” (v.5), estes devem ser reconhecidos em tempos de guerra pelo que costumavam fazer em tempos de paz. Notem que, na bonança, Daniel se destacou no meio de um grupo de mais de 120 líderes políticos, e, na tribulação, sua fé se tornou conhecida por todo o reino. Amados, Deus nos chamou para fazermos a diferença aonde quer que estivermos. Mas logo, a fé genuína não conhecerá fronteiras, e então, será conhecido de todos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Logo o inimigo de nossas almas receberá o castigo que ele faz de tudo para nos impor (v.24). Portanto, já é chegada a hora de despertar, servos do Deus vivo! Então, quando vier a última grande prova, como Daniel, sairemos de lá sem nenhum dano, pois confiamos no Senhor nosso Deus (v.23). E, com Ele, prosperaremos em Seu reino eterno (v.28).
Pai, não Te pedimos que nos livre das covas de leões, mas que nos sustente e salve mesmo que nelas tenhamos que entrar. Que o Teu nome seja glorificado em toda a Terra pelo testemunho da Tua última igreja fiel e confiante! Precisamos ter uma vida de oração como Daniel. Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos e servas do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Daniel6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DANIEL 6 – Sempre foi arriscado servir a Deus na política: Muitos perdem a salvação comprometendo princípios quando deveriam renunciar até a vida pelos princípios do reino de Deus!
Uma importante verdade, neste relato, é sobre o envolvimento de fiéis na política. Não é pecado ser político honesto e fazer política correta; o problema é corromper-se (Daniel 6:1-5). Daniel mostra que a pressão contra a fé é grande no meio político quando pretende-se viver centrado em Deus.
Outra verdade relevante é quanto à intolerância religiosa. Daniel 6 trata de um decreto real emitido pelo rei Dario, que proibia qualquer pessoa de fazer orações a qualquer deus ou homem, exceto ao próprio rei, sob pena de ser lançado na cova dos leões. Deparamo-nos assim com um exemplo de como decretos legais podem ser utilizados pelo poder estatal para impor sua autoridade e controlar práticas religiosas e comportamentos dos cidadãos.
No centro do conflito está a liberdade religiosa de Daniel e sua recusa em comprometer suas crenças em face da lei do rei. Daniel continuou a orar a seu Deus, conforme sua prática habitual, desafiando assim o decreto real. Sua conduta destaca a importância da liberdade religiosa como um direito humano fundamental, que vai além das leis estatais (Mateus 10:22; 22:21; Atos 4:19). A capacidade de professar e praticar a própria fé sem coerção ou punição estatal é essencial para a dignidade humana.
Daniel 6 oferece várias lições valiosas que podem ser aplicadas aos desafios contemporâneos relacionados à liberdade e à intolerância religiosa:
• Primeiramente, destaca a importância de proteger e preservar a liberdade religiosa como um direito humano fundamental, garantindo que os indivíduos tenham o direito de professar e praticar suas crenças sem medo de retaliação ou coerção.
• Em segundo lugar, alerta contra o perigo dos decretos legais que buscam restringir ou suprimir a liberdade religiosa em nome do controle estatal. Os governos devem ser cuidadosos ao promulgar leis que podem violar direitos fundamentais dos cidadãos.
• Por fim, a história de Daniel lembra-nos da necessidade de combater a intolerância religiosa em todas as suas formas (Daniel 6:6-15, 26), promovendo o respeito mútuo, a compreensão e a convivência pacífica entre pessoas de crenças diferentes.
Mais importante de tudo é que Deus livra Seus servos (Daniel 6:13-28). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.