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“Ele me levou para lá, e eis um homem cuja aparência era como a do bronze; estava de pé na porta e tinha na mão um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3).
Diante de um capítulo tão rico em detalhes e de uma visão sobre algo que para Israel era tão familiar, a descrição do templo parece soar para nós como uma interminável repetição de compartimentos e medidas. Ezequiel viu uma figura peculiar que tinha nas mãos instrumentos para medição de curtas e longas distâncias. O profeta pôde visualizar o templo com a precisão exata de suas dimensões, seguindo a orientação daquele ser luminoso: “Filho do homem, vê com os próprios olhos, ouve com os próprios ouvidos; e põe no coração tudo quanto eu te mostrar, porque para isso foste trazido para aqui; anuncia, pois, à casa de Israel tudo quanto estás vendo” (v.4).
Como João no livro de Apocalipse, logo após a destruição definitiva dos ímpios, Gogue e Magogue, teve a visão de um lugar planejado (Ap.21:10), assim também Ezequiel, após a profecia contra Gogue, viu o templo do Senhor. Meticulosamente, cada parte do templo lhe foi apresentada conforme media o homem com “um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3). Era o “Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10) colocando em cada parte daquele lugar as Suas perfeitas medidas. “Cada câmara” (v.7), cada “espaço em frente das câmaras” (v.12) e cada detalhe do templo apontava para a aliança eterna do Senhor com o Seu povo. Mas, enquanto Ezequiel viu a figura, João viu o verdadeiro, “a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap.21:10).
O texto de hoje também aponta para um juízo sobre a casa de Israel, mais precisamente sobre os sacerdotes. Os instrumentos de medir simbolizam isso. Haveria um juízo e ele havia de começar pelos líderes do povo. Quando Jesus esteve na Terra, deixou bem claro, em Sua própria experiência, qual seria o dever e a responsabilidade dos líderes religiosos. Encontrou, contudo, em sua maioria, homens cheios de si, orgulhosos e com fortes motivações de ganância e de poder. Por fora, eram impecavelmente polidos. Mas, por dentro, estavam “cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt.23:28). O apóstolo Pedro também fez referência ao juízo como sendo algo preliminar de um grupo específico: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).
Amados, um dia, todos compareceremos “perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (1Co.5:10). Entretanto, há um julgamento em andamento hoje. Há um cordão de linho e uma vara de medir sendo utilizados no meio do povo de Deus, do maior para o menor. Nada fica velado diante dAquele que sonda os corações. E todos nós, ministros e leigos, precisamos reavaliar a nossa vida, as nossas prioridades e guardar no coração tudo quanto o Senhor nos tem revelado em Sua Palavra.
Há uma necessidade urgente de homens e mulheres que sejam tão fiéis ao Senhor quanto as medidas do templo. Um povo que, com uma visão espiritual crescente, revele ao mundo a face do genuíno amor: “do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2Co.4:6). Com insistente e perseverante súplica, oremos pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa vida e para que façamos parte do povo que se esconde na perfeita estatura de Cristo Jesus.
Pai, como necessitamos do Espírito Santo, com Seu cordel de linho e vara de medir, nos exortando, disciplinando e purificando! A Tua Palavra diz que “muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10). Queremos a sabedoria que vem de Ti e a pedimos pela fé e no nome de Jesus Cristo! Senhor, ajusta a nossa vida conforme a perfeita medida do caráter de Teu Primogênito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, casa de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel40 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 40 – A visão escatológica deste capítulo revela uma narrativa simbólica que transcende a história judaica antiga, apontando para eventos e significados espirituais ao longo da história da igreja cristã.
A libertação e reavivamento dos capítulos anteriores resultaram no Templo restaurado; suas medidas, portões e câmaras são detalhes simbolizando a restauração espiritual do povo de Deus. Os portões mencionados indicam oportunidades de entrada na comunhão com Deus. As medidas específicas do Templo sugerem a precisão e a perfeição do plano divino para a redenção da humanidade.
Assim, Ezequiel 40 lembra-nos que, mesmo em meio às provações e decadência espiritual, Deus continua trabalhando para restaurar e renovar Seu povo, conduzindo-o à comunhão mais profunda e uma vida de plena santidade.
Considerando Ezequiel 40 em paralelo com Apocalipse, Mateus Felipe Cordeiro Caetano Pinto salienta que “Ezequiel é colocado em um alto monte, onde ele vê uma cidade (v. 2; cf. Ap 21:10). Surge a figura de um homem, com a aparência como de bronze, e este homem tem uma cana medidora (v. 3; cf. Ap 21:15). O anjo passa então a medir a estrutura do templo e a especificar cada detalhe. Assim como o templo que Ezequiel vê, a Nova Jerusalém é descrita como quadrangular (Ap 21:16). O próprio João faz uma comparação entre a Nova Jerusalém e o tabernáculo: ‘Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles’ (Ap 21:3b)”.
Desta perspectiva apocalíptica, podemos extrair as seguintes aplicações:
• O paralelo entre Ezequiel 40 e Apocalipse 21 nos fala da esperança da Nova Jerusalém, onde Deus habitará com Seu povo. Essa esperança nos sustenta durante os momentos difíceis, lembrando-nos de que um dia estaremos na presença de Deus para sempre – sem obstáculos – livres de toda dor e sofrimento.
• Ezequiel 40 nos mostra que, apesar das dificuldades e da decadência espiritual que podemos enfrentar, Deus está sempre comprometido em restaurar e renovar Seu povo. Isso nos traz uma mensagem de esperança profunda, especialmente quando enfrentamos desafios pessoais, crises de fé ou momentos de desânimo.
• Assim como o Templo restaurado simboliza a restauração espiritual, podemos confiar que mesmo nos momentos mais sombrios, Deus está trabalhando para nos restaurar espiritualmente.
Portanto, temos razões para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 39 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 39 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/39
Ezequiel capítulo 39 é sobre Deus julgando Gogue, príncipe de Rosh, Meseque e Tubal. Deus diz que Ele dará eles, suas tropas e povo como alimento para as aves e os animais do campo (versículo 4). Deus também diz que dará a Gogue um cemitério em Israel, onde Gogue será sepultado com toda a sua multidão (versículo 11). A terra será limpa. Deus diz ao profeta Ezequiel para falar aos pássaros e aos animais para se reunirem para comerem a carne dos homens poderosos e beberem o sangue dos príncipes da terra (versículo 18).
Deus disse que fez tudo isso por dois motivos. Primeiro, para que Gogue, as nações e Israel possam saber que “Eu sou o Senhor, o Santo de Israel”. Esse tipo de afirmação aparece quatro vezes neste capítulo e está muito ligada ao julgamento que Deus fez com Gogue. Este conceito aparece em todo o Antigo Testamento. Segundo, Deus não permitirá mais que Seu santo nome seja profanado.
O capítulo termina com a promessa de Deus de restaurar Israel e trazê-los de volta de todas as nações para as quais foram espalhados. Eles habitarão em segurança em suas próprias terras.
Laura Hamilton
Engenheira Química aposentada, Grand Junction, Colorado, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/39
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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472 palavras
1 Profetiza ainda contra Gogue. Este capítulo continua o assunto do anterior, … acrescentando detalhes adicionais. CBASD, vol. 4, p. 783.
4 Aves… animais. Abutres e chacais estavam sempre prontos a se banquetear com os corpos dos que morriam em batalha (ver 1Sm 17:46; Ez 33:27). CBASD, vol. 4, p. 783.
9 Farão fogo com tudo isto por sete anos. É claro que esta parte da profecia não terá um cumprimento literal em relação à segunda vinda de Cristo e ao milênio. … a história teria seguido um caminho bem diferente se Israel tivesse permitido que Deus cumprisse Seus desígnios para com a nação. … Pode-se fazer a pergunta: Por que, então, essas coisas não se cumprirão no presente, quando há novamente um estado israelita na Palestina? A resposta é que, por causa da rejeição do Messias, os judeus foram rejeitados por Deus como nação. As promessas, desde a morte de Estêvão, pertencem ao Israel da nova aliança e se cumprirão em sentido espiritual. CBASD, vol. 4, p. 783.
11 Espantar-se-ão. Os viajantes … ao passarem por esse local … seriam compelidos a considerar o juízo infligido sobre os inimigos de Deus. … A localização precisa [a leste do mar Morto] não é importante para a interpretação da passagem. CBASD, vol. 4, p. 783, 784.
14 Homens que, sem cessar. Homens nomeados para esta tarefa que deviam continuar nela até que estivesse completa. CBASD, vol. 4, p. 784.
17 Às aves de toda espécie. Esta seção tem um notável paralelo com Apocalipse 19:17 e 18, uma passagem que indica quando e como este texto encontrará cumprimento parcial com referência à era cristã. Com o uso dos mesmos símbolos, João representa a imensa matança dos ímpios na segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 784.
21 Minha glória entre as nações. Ezequiel prediz o curso que a história seguiria se Israel, no cativeiro, tivesse aprendido com seu castigo … A derrota das multidões de Gogue não representa a aniquilação final de todo o pecado e a introdução de um novo céu e uma nova Terra. Em vez disso, descreve uma etapa intermediária. O cenário seria tão estupendo que evocaria admiração universal, para que todas as atenções fossem dirigidas a Deus e a Seus propósitos para com os habitantes da Terra. Esta se tornaria uma ocasião para grande expansão missionária por parte de Israel, o que culminaria com a introdução do reino de Deus. CBASD, vol. 4, p. 784.
23 Saberão as nações. Elas não mais afirmariam, como no passado, que os sofrimentos de Israel eram decorrentes do fato de Deus não ter conseguido proteger Seu povo. Veriam, em vez disso, a justiça e a coerência dos propósitos divinos, e como resultado seriam atraídas para o reino de Deus e procurariam fazer parte dele. CBASD, vol. 4, p. 784.
29 Derramarei o Meu Espírito. O reavivamento de Israel teria sido acompanhado por um grande derramamento do Espírito. Este poder prometido teria capacitado os judeus a evangelizar rapidamente o mundo e a se preparar para a vinda do Messias. CBASD, vol. 4, p. 784.
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“Farei conhecido o Meu santo nome no meio do Meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o Meu santo nome; e as nações saberão que Eu sou o Senhor, o Santo de Israel” (v.7).
A manifestação da ira de Deus contra Gogue declara o tamanho do zelo por Seu nome e do amor por Seu povo. Uma promessa foi feita, e Ele a cumprirá de forma “sete” (v.9, 12 e 14), ou seja, de forma perfeita e definitiva. Representando todas as nações inimigas do povo de Deus de todos os tempos, como vimos ontem, Gogue e Magogue receberão uma “viagem” só de ida ao “lugar de sepultura” (v.11). Perante “todo o povo da terra” (v.13), as forças de Gogue serão reduzidas a nada “para limpar a terra” (v.12) da escravidão do pecado, que há tanto tempo tem manifestado os seus terríveis resultados.
A última fúria do inimigo para com a humanidade caminha para um trágico clímax, onde a fé de cada um será provada ainda com maior intensidade do que o foi com os cristãos de Roma perante o coliseu e com os cristãos da Idade Média perante à inquisição. Pois que o profeta Daniel descreveu um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). E o próprio Jesus declarou: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt.24:21). Acusados como hereges e fundamentalistas, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), experimentarão os reveses de uma perseguição sem precedentes.
Semelhante ao período que Jesus enfrentou a dor da separação do Pai, grande angústia aguarda os filhos de Deus, que, como Jesus o fez, repetirão as palavras do salmista Davi: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl.22:1; Mt.27:46). Porém, o Espírito Santo que “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3), será derramado (v.29) sobre cada coração que por Ele clamou e por Ele desejou ser preenchido. Quando Satanás manifestar o seu último grande engano, Miguel, “o grande príncipe, o defensor dos filhos do Seu povo” (Dn.12:1) Se levantará e dirá: “Basta! Já chega!”. Então, o Senhor tornará “a ajuntar para voltarem à sua terra” (v.28) e lá estará para sempre com Seus fiéis.
O juízo final acontecerá quer o mundo acredite, quer não. E nenhum dos salvos irá declarar: “Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir” (Dt.9:4). Mas, com o coração compungido, cheio de gratidão e santa consagração, clamarão “em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap.7:10). O Senhor fez uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó, e, por Sua fidelidade a cumprirá. Pois que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js.23:14).
Jesus mesmo prometeu: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Muito em breve, Cristo virá buscar um povo que, cheio do Espírito Santo, abandonou “as obras da carne” (Gl.5:19) e manifestou na vida “o fruto do Espírito” (Gl.5:22). Que possamos orar, a cada dia, como Davi orou: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder” (Sl.54:1). E aguardar, andando no Espírito, a bendita e gloriosa promessa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Ó Deus bendito, como o salmista, Te pedimos: salva-nos pelo Teu nome e faz-nos justiça pelo Teu poder! Batiza-nos com o Espírito Santo, purificando o nosso coração e nos ensinando a viver pela fé. Olhar para Cristo é o que necessitamos fazer a cada instante. Abre os nossos olhos para contemplar o Teu caráter, tendo as Escrituras como fonte de toda a verdade, fonte pura e santa, na qual podemos contemplar a beleza da Tua santidade, Senhor. Pai, coloca em nossa fronte o Teu selo e cumpre a Tua fiel promessa: “por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). Pedimos também, que cessem as chuvas no Sul e que haja auxílio para os desabrigados. Volta logo, Senhor, nosso Deus! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 39 – A complexidade e a profundidade de Ezequiel 38 e 39 oferecem uma oportunidade para reflexão teológica sobre a relação entre os eventos históricos, as profecias bíblicas e a soberania divina, desafiando os leitores a manter uma postura de vigilância espiritual e confiança na providência de Deus em meio às incertezas sociais.
Aqui somos apresentados a um cenário de intriga profética e drama cósmico, onde as forças do mal se reúnem numa última tentativa desesperada de desafiar a soberania divina e destruir o povo de Deus. Este relato desafiador não apenas oferece uma visão intrigante do futuro, mas também nos convida a refletir sobre a interconexão entre eventos históricos, profecias bíblicas e soberania de Deus, especialmente em tempos de incerteza.
“Os Cap. 38-39 de Ezequiel apresentam o único evento que poderia atrapalhar [a restauração do povo de Deus]. Depois de ter sido reunido, restaurado e de servir novamente a Deus e seguir os Seus caminhos, uma última perturbação aparece para tentar destruir o povo de Israel. Gogue, da terra de Magogque, reúne nações de todo o mundo para invadir, saquear e destruir a Nova Cidade em que habitará o povo de Deus. Ezequiel 38 descreve essa coalizão, e o capítulo 39 foca-se no juízo de Deus contra estas nações e sua destruição final através de fogo e enxofre… este evento se conecta intertextualmente com Apocalipse 20:7-10”, analisa Mateus Felipe Cordeiro Caetano Pinto.
Ezequiel lembra-nos da importância da vigilância espiritual em face às ameaças contra o povo de Deus. Assim como os antigos israelitas foram desafiados a permanecer firmes em sua fé diante da iminente invasão, somos chamados a manter uma postura de vigilância espiritual em meio às incertezas e desafios do mundo contemporâneo.
A destruição final dos inimigos de Deus através do fogo e enxofre não apenas simboliza o juízo divino, mas também a vitória definitiva do bem sobre o mal e a soberania final de Deus sobre todas as coisas.
“Após o juízo, Ezequiel passa a ver o templo da Nova Cidade em que o povo de Deus habitará. Há vários paralelos relevantes entre este texto e Apocalipse 21” (Idem). Aguardamos uma Nova Era, Um Novo Tempo, uma Nova Cidade… A restauração realizada por Deus será completa!
Temos bons motivos para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 38 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 38 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/38
Quando Deus restaura Seu povo, as forças do mal se levantam contra ele. Nos capítulos 38 e 39, temos a história de uma grande aliança do mal que vem guerrear contra a nação restaurada de Israel. Vemos também como Deus lida com o problema.
O líder dessa aliança contra Israel (contra Deus, na verdade) é chamado de Gogue e ele vem da terra de Magogue. Não sabemos muito sobre a pessoa de Gogue nem da localização de Magogue a não ser que a coalizão de forças encabeçada por ele virá do extremo norte.
A idéia central é clara: antes da restauração final do povo de Deus, uma aliança do mal virá contra ele. Mas Deus não permitirá que eles tenham vitória sobre o Seu povo. Neste conflito, não só o povo de Deus é salvo, mas o próprio Deus é glorificado e conhecido por quem Ele realmente é, mesmo aos olhos de muitas nações (v. 23).
Quando isso acontecer, as pessoas saberão com certeza, como Ezequiel afirma repetidamente, que “Eu sou o Senhor.” Isto é o que Deus quer que todos nós saibamos, que Ele é o Senhor e que realiza tudo o que é necessário para a salvação do Seu povo.
Jon Dybdahl
Universidade de Walla Walla, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/38
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1766 palavras
[Nota do compilador: Julgamos altamente relevante a seleção dos comentários selecionados de hoje em virtude da complexidade, riqueza, importância e sua pretendida aplicabilidade atual.]
38:1 – 39:29 Estes capítulos formam uma unidade literária e contém uma profecia sobre Gogue, da terra de Magogue. A mensagem principal é clara: no futuro (38:8, 16), Gogue iniciaria, do extremo norte (38:6, 15: 39:2), uma campanha, com seus aliados (38:2-8), contra Israel. Isso aconteceria depois que os judeus houvessem retornado do cativeiro assírio/babilônico (38:8, 12; 39:23, 25, 27, 28) e estivessem habitando com segurança em sua terra (38:8, 14; 39:26). Então, o juízo divino (38:18-22; 39:2-6, 17-20) destruiria Gogue e sua confederação nos montes de Israel (39:4, 15); dessa forma, Israel (39:7, 22, 28) e todas as nações saberiam que o Senhor é Deus (38:16, 23; 39:6b, 7, 13b, 21, 28) e Sua santidade seria vindicada (38:16b, 23; 39:7, 27). … A profecia sobre o ataque de Gogue ao povo de Deus seria cumprida no futuro (de acordo com a perspectiva do profeta Ezequiel), depois que Israel retornasse do cativeiro babilônico (39:23, 25, 27). “Gogue e Magogue” são inimigos futuros, que só atacariam quando Israel estivesse vivendo com segurança em sua terra, em paz com as nações vizinhas, sem sofrer nenhuma ameaça visível (38:11, 12). Bíblia de Estudo Andrews.
38:4 O primeiro aspecto mencionado como ação de Deus (38:4-16; 39:2) é uma descrição da estratégia maligna de Gogue (38:10). Ele planejou destruir Israel deliberadamente (v. 10-12) e seu orgulho o levou à própria destruição (ver a ênfase na primeira pessoa do singular nos v. 11 e 12). O orgulho e a destruição de Gogue refletem de perto o orgulho e a queda de Lúcifer retratados em Is 14:12-15 (comparar com Ez 28:17-19). Bíblia de Estudo Andrews.
1 A palavra do SENHOR. O princípio [da diferenciação entre o que é imediato e o que é futuro ou escatológico] pode ser declarado da seguinte forma: As profecias com respeito á glória futura e de Israel e de Jerusalém eram primariamente condicionais e dependiam da manutenção da aliança (ver Jr 18:7-10; PR, 704). Elas teriam um cumprimento literal nos séculos subsequentes se Israel tivesse aceitado totalmente os planos de Deus. O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias em seu propósito original. Contudo, isso não implica necessariamente que essas profecias não tenham um significado original. … Ezequiel 38 e 39 teria se cumprido literalmente depois que os judeus retornaram do exílio, caso eles tivessem atendido às condições apresentadas pelos profetas. Pelo fato de eles as haverem recusado persistentemente, a condição de prosperidade aqui retratada nuca se cumpriu. Consequentemente, não pôde haver o ataque combinado dos pagãos contra um povo que habitasse na prosperidade mencionada. A profecia terá uma aplicação futura? … No NT, há apenas uma referência direta aos símbolos usados nesta profecia: Apocalipse 20:8. Nesta passagem, João diz como esta profecia, que teria se cumprido literalmente em época anterior, terá certo grau de cumprimento na luta final contra Deus empreendida pelas hostes dos ímpios, chamadas de “Gogue e Magogue”. O Espírito de Profecia não faz uma exposição direta deste capítulo. … “Como influenciava as nações pagãs para destruírem Israel, assim, num futuro próximo, ele (Satanás) incitará as maléficas potências terrestres para destruir o povo de Deus” (T9, 231; cf. TM, 465). Este conflito milenar terminará, finalmente, com a destruição de Satanás e suas hostes (denominadas “Gogue e Magogue”, em Ap 20:8), no final do milênio. Por esta época, o conflito terá atingido proporções globais e não poderá mais estar restrito à esfera indicada em Ezequiel 38 e 39, cuja referência é a um conflito militar contra um estado judaico politicamente restaurado (ver T6, 18, 19, 395). CBASD, vol. 4, p. 773, 774.
2 Gogue. Este é o nome escolhido por Ezequiel para designar o líder das hostes pagãs que atacariam o estado judaico restaurado após o retorno dos exilados (ver v. 14-16). Esforços para identificá-lo com qualquer personagem histórico são infrutíferos. … [No NT,] O termo é usado em conexão com Magogue para simbolizar as nações ímpias, as quais Satanás reúne após o milênio para atacar a Cristo e tentar tomar a Nova Jerusalém (Ap 20:8). … Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem um ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que o povo de Deus está desfrutando a prosperidade prometida sob a condição de obediência. CBASD, vol. 4, p. 775.
Da terra de Magogue. O “Magogue” de Ezequiel era a terra de Gogue, e, como no caso de “Gogue”, seu significado é obscuro. CBASD, vol. 4, p. 775.
4 Todo o teu exército. A vasta coalizão de povos foi totalmente equipada contra Israel. Seus planos pareciam ter sido cuidadosamente elaborados; os preparativos foram feitos. Do ponto de vista militar, todas as vantagens pareciam estar com os que atacavam. No entanto, se Yahweh estava contra Gogue, Israel não tinha nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 778.
8 Depois de muitos dias. Não se sabe a extensão de tempo aqui compreendida. CBASD, vol. 4, p. 779.
[Os montes de Israel, que] Sempre [estavam desolados]. Do heb. tamid, “continuamente” (ver com. de Dn 8:11). Os montes de Israel não estiveram sempre desolados, mas, durante o cativeiro, sim. Mesmo após o retorno do exílio, a reabilitação seria um processo gradual, e a restauração plena só viria após a destruição dos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 779.
10 Conceberás mau desígnio. Os v. 4 a 16 apresentam Deus como aquele que faz Gogue ir contra a terra de Israel. Aqui é observado que Deus fará isto no sentido de permitir a Gogue executar os desígnios de seu coração perverso. CBASD, vol. 4, p. 779.
11 Aldeias sem muros. Cf. Zc 2:4, 5. Isto levaria Gogue a esperar uma vitória fácil. CBASD, vol. 4, p. 779.
12 No meio da terra. Literalmente, “no umbigo da terra”. … Aqui, a Palestina é representada como se estivesse no centro da Terra, talvez da mesma forma que Jerusalém foi colocada “no meio das nações e terras” (Ez 5:5). CBASD, vol. 4, p. 779.
16 quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti. O Senhor está mostrando as obras e o curso de ação de Gogue, deixando claro seu caráter terrível por meio de sua conduta. Assim, a ação de Deus contra esse inimigo é justificada, e o Senhor vindica seu caráter de amor, verdade e justiça. Bíblia de Estudo Andrews.
Na destruição de Gogue, o caráter de Deus seria plenamente vindicado; da mesma forma, na destruição de Satanás e da vasta multidão de ímpios no final do milênio, a sabedoria, justiça e bondade de Deus serão plenamente vindicadas. Dos lábios de todas as criaturas, tanto as leais quanto as rebeldes, serão ouvidas estas palavras: “justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap 15:3; cf GC, 668-671). CBASD, vol. 4, p. 780.
17 De quem Eu disse nos dias antigos. Uma declaração-chave da profecia, afirmando que Deus, por intermédio de Seus profetas, falara a respeito de Gogue no passado. Isto quer dizer que, anteriormente, o Senhor havia se referido ao assunto de forma geral, pois em nenhuma outra passagem do AT existe uma profecia direta mencionando Gogue. O nome Gogue só ocorre mais uma vez (1Cr 5:4), porém numa genealogia, não em profecia. Bíblia de Estudo Andrews.
Vista em seus aspectos mais amplos, a batalha aqui descrita é apenas a culminação da luta milenar entre os poderes do mal e o povo de Deus, e há frequente menção disso em profecias anteriores. A mais antiga vem do jardim do Éden, na maldição pronunciada sobre a serpente. Deus predisse que haveria guerra constante entre a semente da mulher (a igreja) e Satanás. … Naturalmente, qualquer sucesso da parte do povo de Deus encontra a mais violenta oposição do adversário. A narrativa de Gogue, neste capítulo, é uma descrição do tipo de resistência que haveria no período pós-exílico por um Israel restaurado que, finalmente, cumprisse sua missão divina. Uma vez que a profecia era condicional e as condições não foram preenchidas, as predições não se cumpriram para o Israel literal. Contudo, não se pode projetar todos os detalhes para o futuro, esperando que se cumpram, então. Só se pode esperar, com certeza, que tenham uma aplicação futura os aspectos reiterados posteriormente por autores inspirados. CBASD, vol. 4, p. 780.
19 Será fortemente sacudida. Aqui está um aspecto para o qual os escritores do NT chamam a atenção. Eles falam das terríveis convulsões da natureza que precederão a vinda do Filho do homem. Jesus menciona o “bramido do mar e das ondas” e “homens desmaiarão de terror”, não tanto por causa de alguma ameaça militar à segurança, mas porque a natureza parecerá estar fora de seu curso (Lc 21:25, 26; GC, 636). … Nem uma vez, durante a longa história da Terra, exceto em dois eventos bíblicos (ver Js 10:12, 13; 2Rs 20:8-11), o sol deixou de se mover em seu ciclo normal. Todas as leis naturais têm funcionado com consistência regular. Os seres humanos têm confiado na permanência dessas operações, esquecendo-se dAquele em quem “tudo subsiste” (Cl 1:17). Escolheram, em Seu lugar, o ídolo da ciência e, em realidade, “o deus deste século” (2Co 4:4). O fato de que o mundo natural será fortemente sacudido será para eles um terrível despertamento para a tragédia de que o deus que escolheram, “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2:2), não tem poder sobre os elementos da natureza. Contudo, ele reivindicava posição e poder de igualdade o Filho de Deus (ver com. de Ez 28:13) e afirmava que, se lhe fosse dada oportunidade, exerceria controle mais equitativo sobre o mundo do que Cristo. Foi-lhe dada a oportunidade para tal demonstração. Agora, em meio a uma Terra cambaleante, todos veem a falsidade e a arrogância de suas reivindicações e descobrem, demasiado tarde, que o tempo de graça se encerrou para sempre. CBASD, vol. 4, p. 780, 781.
21 A espada de cada um. Isto também encontra paralelo durante o tempo da terrível desilusão, quando as multidões descobrirem que foram iludidas pelos líderes religiosos e, em sua ira, se voltarem contra os mesmos. “As espadas [ou os seus equivalentes modernos] que deveriam matar o povo de Deus são então empregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda e morticínio” (GC, 656). De acordo com o relato do AT, houve muitas ocasiões em que Deus trouxe livramento a Seu povo fazendo com que os inimigos lutassem uns contra os outros (ver Jz 7:22; 1Sm 14:20; 2Cr 20:22-24). CBASD, vol. 4, p. 780.
22 Grandes pedras de saraiva. Isto encontra paralelo na sétimas praga, quando pedras de cerca de um talento ampliarão a destruição em andamento (Ap 16:21). O “fogo” pode achar correspondente nos “relâmpagos” de Apocalipse 16:18. Com respeito a estes, é feita a aplicação: “Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas” (GC, 638). CBASD, vol. 4, p. 780.
23 Saberão [Tb em 38:16; 39:6, 7, 22 e 28]. À medida que o conflito se aproxima de seu clímax, os elaborados estratagemas do enganador serão desmascarados, e será revelada a debilidade e falsidade de suas reivindicações. Demônios e homens vão reconhecer que há apenas um que é supremo, e que Seu modo de agir no grande conflito visava a promover o bem eterno de Seu povo e do universo em geral (ver GC, 671). CBASD, vol. 4, p. 780.