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1 Todos vós, os que tendes sede. Isto é, aqueles que tem sede de entender a vontade e os caminhos de Deus e obter graça para estar em paz com Ele (Sl 42:1, 2; 63:1; Mt 5:6; Jo 7:37; Ap 21:6; 22:17). … A beleza poética deste capítulo se sobressai nas Escrituras. É um notável convite ao pecador para aceitar as bênçãos da salvação. Ninguém está excluído (Ap 22:17). Não existe fundamento para a ideia de que alguns são criados para a salvação e outros, para a perdição, alguns para serem salvos e outros para se perderem. Deus não interfere no livre exercício do poder de escolha (ver Ez 18:31, 32; 33:11; 2Pe 3:9). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 314.
Águas … vinho, leite (e pão, v. 2). Representam as bênçãos espirituais (ver Mt 26:27-29; Jo 4:10, 13, 14; 1Co 11:27-27; 1Pe 2:2). CBASD, vol. 4, p. 314, 315.
Os que não tendes dinheiro. Na linguagem simbólica empregada nesta passagem, a pessoa sem “dinheiro” é a que está ciente de sua necessidade espiritual (ver com. de Mt 5:3). Ela sabe que não tem méritos para oferecer a Deus como pagamento pelo precioso dom da salvação. Deus, no entanto, convida a todos esses para ir a ele a despeito de sua pobreza espiritual. O preço da salvação foi pago pelo Salvador. CBASD, vol. 4, p. 315.
Vinde, comprai. As bênçãos da salvação são gratuitas;contudo, só podem ser obtidas à custa de tudo o que a pessoa é e possui. CBASD, vol. 4, p. 315.
2 Gastais o dinheiro. Uma repreensão para os que gastam tempo, esforço e dinheiro em coisas de pouco ou nenhum valor, ao passo que negligenciam o mais importante da vida (ver com. de Jo 6:27). CBASD, vol. 4, p. 315.
Não satisfaz. Os que não participam das riquezas espirituais que Deus tem proporcionado, de forma gratuita, sofrerão de fraqueza espiritual e dificilmente se darão conta da fome oculta da alma, que as coisas materiais jamais satisfazem. CBASD, vol. 4, p. 315.
Com finos manjares. Uma expressão hebraica comum que significa abundância e prosperidade, neste caso, prosperidade espiritual (ver Gn 27:28, 39; 45:18; etc.). CBASD, vol. 4, p. 315.
3 Inclinai os ouvidos. Isto é, estar atento às realidades espirituais. CBASD, vol. 4, p. 315.
E a vossa alma viverá. Isto é, “vivereis” (ver com. de Sl 16:10). CBASD, vol. 4, p. 315.
Uma aliança perpétua. isto se refere à “nova” aliança, sob a qual Deus promete escrever Sua lei no coração do ser humano (ver com. de Jr 31:31-34; Hb 8:10, 11). CBASD, vol. 4, p. 315.
4 Eis que Eu o dei. Isto é, Davi (v. 3), que foi um símbolo de Cristo e sobre cujo trono Cristo se assentaria (Sl 89:3, 4, 20, 33-37; Ez 34:23, 24; Os 3:5; ver com. de Dt 18:15; Mt 1:1). CBASD, vol. 4, p. 315.
6 Buscai o SENHOR. Foi nisso que Israel falhou. A razão do exílio foi que a nação não buscou conhecer e obedecer à vontade de Deus (ver Is 6:9-12). CBASD, vol. 4, p. 316.
Enquanto está perto. Deus … está “perto” de todos os que O invocam (Sl 46:1; 145:18). Porém virá o tempo em que a obstinada rejeição dos rogos do Espírito de Deus fechará a porta da graça e retirará a presença divina (Is 1:15; Os 5:6; Mt 25:10-12; cf. Jo 7:34; 8:21). CBASD, vol. 4, p. 316.
9 Mais altos do que a terra. O ser humano pensa no tempo; Deus na eternidade. O ser humano pensa em si mesmo; Deus, nas criaturas de Suas mãos. O ser humano pensa no que pode conseguir, e Deus, no que pode outorgar. CBASD, vol. 4, p. 316.
11 A palavra. A palavra de Deus representa Sua vontade e está dotada de poder para ser eficaz. CBASD, vol. 4, p. 316.
O que Me apraz. O que ocorre com a chuva e a neve (10) também se dá com a Palavra de Deus. Todas cumprem o propósito benéfico para que foram enviadas. Assim foi com Cristo, a Palavra viva (Jo 1:1), em cujas mãos, “a vontade do SENHOR” prosperaria (ver com de Is 53:10). CBASD, vol. 4, p. 316.
12 Saireis com alegria.O cumprimento da vontade do Senhor (v. 11) traz alegria. CBASD, vol. 4, p. 316.
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“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (v.6).
Certo dia, quando meu caçula tinha 3 anos de idade, eu o levei no colo para a janela a fim de lhe falar do amor de Deus através do que podíamos ver na natureza. Então, ele olhou para o céu e apontou, dizendo: “Vamos, mamãe, para lá!” E eu lhe respondi: “Sim, Lipe, muito em breve Jesus nos levará para o Céu!”. Mas ele insistiu: “Não mamãe, vamos agora! O homem está chamando!”. Ao entender que Felipe estava vendo o que eu não podia ver, lhe perguntei: “Que homem, Lipe?”. E ele respondeu: “O homem na porta, mamãe! Vamos subir?”. E ele estendia a mãozinha com insistência fazendo o sinal de quem estava chamando. Fiquei muito emocionada e expliquei a ele que precisávamos esperar um pouco.
Em Apocalipse 3:8, está escrito: “eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar”. À igreja de Filadélfia foi dada uma mensagem de esperança e de consolação como recompensa por sua obediência e perseverança, características que também descrevem o povo do advento: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). O que o meu filhinho viu foi um vislumbre dessa última mensagem; a graça que do Céu ainda nos é oferecida antes que a porta se feche. Ellen White escreveu:
“Estas verdades, conforme são apresentadas no capítulo 14 de Apocalipse, em relação com o ‘evangelho eterno’, distinguirão a igreja de Cristo ao tempo de Seu aparecimento. Pois, como resultado da tríplice mensagem, é anunciado: ‘Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé em Jesus’ (Ap.14:12). E essa mensagem é a última a ser dada antes da vinda do Senhor. Seguindo-se imediatamente à sua proclamação, pelo profeta é visto o Filho do Homem vindo em glória, para ceifar a colheita da Terra” (Visões do Céu, p.12).
Dos quatro cantos da Terra, o Senhor está recolhendo os Seus escolhidos. E o apelo do Céu ecoa em todos os lugares: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (v.7). O perdão cura as enfermidades da alma e abre ao aflito a única porta que promove a verdadeira alegria e a paz que excede todo o entendimento. Jesus declarou: “Eu sou a porta” (Jo.10:9). Ele é a nossa salvação e O maior interessado em suprir as nossas necessidades e derramar sobre nós as “fiéis misericórdias prometidas a Davi” (v.3).
“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei” (v.1). É ilustrando as nossas necessidades básicas, que o Senhor nos oferece o que é eterno: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14). “Eu sou o pão da vida […] quem comer este pão viverá eternamente” (Jo.6:48 e 58). Oh, amados, “comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares” (v.2)! Alimentai a mente e o coração com as palavras da vida eterna, porque a Palavra do nosso Deus não volta vazia, mas satisfaz e prospera segundo os propósitos divinos (v.11). “Saireis com alegria e em paz sereis guiados” (v.12) se inclinarem os ouvidos e estiverem dispostos a aceitar os caminhos de Deus (v.9).
No lugar onde hoje só existem arbustos espinhosos, o Senhor deseja tornar em um agradável jardim; “e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto” (v.13). Permita que o Espírito Santo faça de sua vida um poderoso “testemunho aos povos” (v.4). Em um mundo que está em contagem regressiva, busquemos o Senhor enquanto podemos achá-Lo, O invoquemos enquanto Ele está perto. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32).
Nosso Deus e Pai, dá-nos pão a comer e água a beber! Não o pão e a água que saciam por pouco tempo este corpo corruptível, mas o pão e a água do Céu, que saciam a alma hoje e eternamente e que são abundantes o suficiente para que possamos compartilhar com outros. Alimenta-nos da Tua Palavra e dá-nos da água purificadora do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, todos vós, santos perseverantes!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Isaías55 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 55 – O evangelho da graça foi escancarado pelo profeta Isaías. Especialmente o capítulo em questão, pois explora esse evangelho no Antigo Testamento.
“O Espírito de Deus faz um convite evangelístico para Israel voltar. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da Terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter consciência da necessidade (sede). As bênçãos consistem nas águas do Espírito, no vinho da alegria e no leite da boa Palavra de Deus. São uma dádiva da graça, obtida sem dinheiro e sem preço”, comenta William MacDonald.
Desta forma, Isaías 55, com sua ênfase na graça divina e na magnitude da Palavra de Deus, oferece um terreno fértil para entender como tais elementos promovem reavivamento e reformas espirituais:
• A graça divina, conforme expressa no convite aos que têm sede virem às águas, não faz distinção de classe social, méritos pessoais ou recursos financeiros. Pessoas de todos os contextos são convidadas a se aproximarem de Deus (Isaías 55:1).
• O convite para buscar o Senhor e comer o que é bom é um apelo direto para que as pessoas abandonem a busca por satisfação em coisas supérfluas e se voltem para aquilo que é verdadeiramente essencial à existência. O reavivamento acontece quando se percebe a insuficiência do que o mundo oferece, e anseia por algo mais significativo (Isaías 55:2-5).
• O apelo urgente para buscar ao Senhor enquanto Ele pode ser achado revela que o tempo da graça disponível pode terminar. Essa urgência incentiva à prontidão espiritual e à busca intensa por Deus – elementos cruciais no reavivamento genuíno, que resulta em reforma autêntica de vida: Conversão (Isaías 55:6-7).
• Para isso, é imprescindível reconhecer a soberania e sabedoria insondável de Deus. Tal reconhecimento é vital para o reavivamento espiritual e a reforma de vida, pois impulsiona a humildade e a submissão à autoridade divina (Isaías 55:8-9).
• O final do capítulo apresenta o clímax do reavivamento e reforma espirituais, os quais estão vinculados à redescoberta da aplicação prática das Escrituras – que não retornam vazias. Através de Sua Palavra, Deus promete uma transformação na vida e na condição de quem aceitar Seus ternos convites (Isaías 55:10-13).
Isaías 55 é mais que um mero chamado à redenção, é uma exaltação ao Criador e à eficácia de Sua Palavra! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/54
Pobre mulher. A pessoa mais indefesa, vulnerável e sem esperança da cidade. Absolutamente nada em que se agarrar, rejeitada por todos, sem ninguém que se importasse ou compreendesse. Nenhum marido ou filhos para cuidá-la e protegê-la, para sustentá-la, confortá-la e amá-la. Mesmo que o Sr. Perfeito tenha batido à sua porta, é tarde demais. Ela está velha, já passou dos dias de sua beleza.
A promessa de Deus: Reverter absolutamente tudo o que é desesperador – completamente. Do lamento desesperado à canção alegre. De sem filhos e sem esperança de ter filhos a uma família mais afortunada de qualquer uma das mulheres abençoadas. De uma cabana em ruínas a uma casa grande, mas não grande o suficiente. Os lugares desolados serão revitalizados e transformados em algo belo por sua crescente família.
Sentindo-se desagradável, como se fosse ridículo que um homem pudesse querer você? O próprio Deus QUER VOCÊ! Seu novo marido é o melhor, o mais rico, o mais forte e o mais terno.
Parece um sonho, não é? Amor eterno? Grande compaixão? Acredite! O compromisso de Deus é mais estável do que uma cadeia de montanhas. Lugares em ruínas brilharão como uma caverna de tesouros. Injustiças, inseguranças e perigos? Tudo esquecido.
Adeus, meu eu deplorável. A palavra de Deus é certa. “Eu sou o Senhor. Eu falei.”
Art Kharns
Ancião, IASD de Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/54
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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574 palavras
1 Canta alegremente, ó estéril. Israel, que então era “estéril” de resultados (ver p. 17-19; cf. Is 5:1-7; Jo 3:3, 5; Gl 5:22, 23), teria êxito em sua tarefa. Seus próprios filhos e filhas seriam “ensinados do SENHOR” (Is 54:13), os gentios se converteriam (56:6) e o templo de Jerusalém se tornaria “Casa de Oração para todos os povos” (56:7). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 311.
2 Alarga o espaço. “Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo” (PJ, 290). Citado em CBASD, vol. 4, p. 311.
Não o impeças. Deus não estará satisfeito, e Sua obra na Terra não poderá ser concluída, até que a igreja se levante com fé e se una aos agentes divinos para proclamar ao mundo o Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir. CBASD, vol. 4, p. 311.
3 Transbordarás. Se Israel se erguesse com fé para cumprir seu destino como nação, o êxito excederia suas maiores expectativas. Assim será no tempo do fim quando o povo de Deus estiver pronto para receber o poder que Ele deseja manifestar. CBASD, vol. 4, p. 311, 312.
4 Da vergonha da tua mocidade. Yahweh tirou Israel do Egito para ser Sua noiva, mas ela se prostituiu ao servir a outros deuses (Jr 3:1-11; Ez 16:8-16; Os 2:5-13). Essa foi a sua desgraça e vergonha. CBASD, vol. 4, p. 312.
Da tua viuvez. Uma alusão ao cativeiro em Babilônia, quando, por causa da infidelidade a seu Marido, a nação foi levada cativa (Lm 1:1; 2:5, 6; cf. Os 2:6-13). CBASD, vol. 4, p. 312.
5 Teu marido. Embora a nação de Israel tivesse abandonado seu “marido”, Ele a traria de volta e seria novamente seu esposo (ver Ez 16:8; Os 2:14-20; cf. 3:1-5). CBASD, vol. 4, p. 312.
6 Repudiada. Ou, “rejeitada”, isto é, como “esposa”. CBASD, vol. 4, p. 312.
7 Por breve momento. Durante os 70 anos do cativeiro babilônico, Israel pareceu estar abandonado e esquecido. Contudo, na verdade, Deus permitiu essa experiência amarga a fim de revelar a Israel a tolice de seus caminhos e persuadi-lo de que a sabedoria consiste em ser fiel a Ele (ver Os 2:6-23). Em meio às dificuldades e às desilusões da vida, o povo de Deus tem o privilégio de ouvir a voz divina que chama a deixar os próprios caminhos e a andar com o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 312.
9 Como as águas de Noé. Depois do dilúvio, Deus prometeu que não destruiria a terra com água (Gn 9:11-15). Promessa semelhante foi dada ao povo de Judá desde que permanecesse fiel a Deus, depois que retornasse à sua terra natal. CBASD, vol. 4, p. 312.
10 A aliança da minha paz. Isto é, a aliança divina que resulta em paz (ver Nm 25:12; Ez 34:25; 37:26). CBASD, vol. 4, p. 312.
13 Filhos. Expressão hebraica comum para designar descendência, sem levar em conta a idade. CBASD, vol. 4, p. 313.
15 Poderão suscitar contendas. Se tivessem permanecido fiéis a Deus depois do cativeiro, os judeus teriam recebido bênçãos inumeráveis (ver p. 16, 17). Seus inimigos conspirariam para tomar deles essas bênçãos, mas cairiam nessa tentativa (ver Ez 38:8-23); Zc 12:2-9; 14:2, 3). … Nos últimos dias, haverá também, da parte dos exércitos do mal, um esforço conjunto para destruir os santos, mas não terão êxito (ver Ap 16:14-16; 19:11-21; ver p. 17, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 313.
16 O assolador. Isto é, aquele que devasta. deus afirma Seu controle soberano sobre os poderes da Terra. nenhuma força pode operar a menos que Ele permita (ver com. de Dn 4:17). nenhum inimigo pode ultrapassar os limites de Deus estabelece. CBASD, vol. 4, p. 313.
17 Seu direito. Ou, sua “vindicação”. Deus vindicará a causa de Seus servos. Quando o inimigo os acusar e lutar contra eles, Ele os declarará inocentes e os libertará. CBASD, vol. 4, p. 313.
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“Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (v.7).
A vida cristã é feita de altos e baixos. Num momento nos sentimos fortes e preparados para enfrentar as aflições; noutro, estamos tão fracos que pensamos não poder suportar o mínimo apuro. E um dia após o outro seguimos nesta luta pela sobrevivência espiritual, que o apóstolo Paulo denominou de “bom combate” (2Tm.4:7). Creio eu que a maioria de nós ainda não compreendeu, de fato, o que seja buscar “em primeiro lugar” o reino de Deus “e a Sua justiça”, mas com vistas à satisfação dos nossos gostos e vontades, esquecendo-nos da condição anterior, apenas esperamos o cumprimento da promessa: “e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt.6:33).
A relação responsabilidade/benefício deve ser tão íntima quanto o ar está para a vida. Foi por perdermos esse princípio na formação e educação da sociedade, que estamos lidando com uma geração em sua maioria indiferente às responsabilidades e deveres, preferindo o caminho das facilidades a lidar com perdas e frustrações; um tempo em que vemos os filhos não mais pedirem, mas exigirem que seus pais realizem seus desejos e que não admitem ser repreendidos; um tempo em que a disciplina tornou-se sinônimo de legalismo, e o amor de Deus, uma desculpa para um cristianismo sem essência e sem identidade.
Como uma mulher infiel, Israel havia rejeitado o seu Criador e se tornado estéril e vazia. “Por breve momento” (v.7), o Senhor permitiu que sofressem os resultados de suas más escolhas. Não Se retirou por severidade ou autoritarismo, mas por respeitar a decisão que O desconsiderou. Bastou, porém, ver o Seu povo Israel, de “espírito abatido” (v.6), a nação eleita, “aflita, arrojada com a tormenta e desconsolada” (v.11), para Se compadecer de Seus filhos como uma mãe se compadece do filho desde o ventre. E como Aquele que apaga as iniquidades e delas não mais tem lembrança (Mq.7:19), assim como jurou “que as águas de Noé não mais inundariam a Terra” (v.9), também jurou fortalecer o Seu povo e lhe dar “a herança dos servos do Senhor” (v.17).
O mundo necessita de líderes espirituais que governem o lar e os púlpitos com o temor do Senhor a tonificar o caráter de seu serviço. Homens e mulheres que contribuam na obra de subir os degraus da “obediência por fé” (Rm.1:5), deixando para trás os objetos do egoísmo. Pessoas comuns, como você e eu, que, com humildade, se coloquem a serviço de Deus ainda que suas expectativas não sejam correspondidas. Que ousem erguer aos céus os segredos do coração, e das Escrituras receber diariamente as palavras da vida eterna. Um povo que, mesmo enfraquecido e sonolento, está preparado para despertar e entrar com o seu Redentor “para as bodas” (Mt.25:10).
Amados, o nosso Redentor é “o Deus de toda a Terra” (v.5), que não retarda “a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). É “com misericórdia eterna” (v.8) que o Senhor Se compadece de nós e nos chama para perto de Si. Ainda que os nossos “pecados sejam como a escarlata”, diz o Senhor, “eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is.1:18).
“Todo o capítulo 54 de Isaías é aplicável ao povo de Deus” escreveu Ellen White, “e todas as especificações da profecia serão cumpridas. O Senhor não abandonará Seu povo no tempo de prova. […] A promessa é para aqueles que, em meio à apostasia generalizada, guardam os mandamentos de Deus e exaltam o padrão moral ante o olhos do mundo que viola os estatutos e quebra a aliança eterna” (CBASD, v.4, CPB, p.1264).
Se aceitarmos viver a vontade de Deus, confiando em Sua provisão, Ele mesmo encrustará em nossa vida as joias de Seu caráter (v.11-12), a fim de que nossos filhos sejam “ensinados do Senhor” (v.13) e as armas forjadas do maligno não tenham poder contra nós (v.17). Jesus sofreu “por um momento” (v.8) a separação do Pai para que possamos estar com Ele para sempre. Não troque essa herança eterna pelas ilusões de um mundo prestes a cair! “Canta alegremente” (v.1), pois o nosso Redentor breve virá!
Pai Eterno, sejas louvado por Tua bondade e por Tua misericórdia que dura para sempre! Obrigada pelo perdão que nos está disponível e pela esperança da vida eterna em Cristo Jesus! Abre o nosso entendimento para que a Tua Palavra entre em nosso coração e opere a transformação tão necessária! Prepara-nos para a Tua breve volta, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías54 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 54 – A mensagem principal deste capítulo foi dirigida a Jerusalém, personificada como uma mulher estéril que é encorajada a alegrar-se, pois Deus promete-lhe restauração e prosperidade. Desta forma, há elementos neste texto sagrado que apontam para um reavivamento espiritual.
A Bíblia Andrews comenta que “este capítulo usa uma linguagem tocante para retratar o relacionamento entre Deus e Seu povo. O Senhor é Criador, Redentor, Marido e Mestre. É Ele quem demonstra amor eterno ou bondade e misericórdia, além de afirmar uma aliança de paz que não pode ser revogada. Protege tão bem Seu povo que ‘toda arma forjada contra [ele] não prosperará’ (v. 17)”.
Assim, Isaías 54:1-17 revela uma mensagem de renovação e expansão (vs. 1-3), de confiança na graciosa providência divina (vs. 4-5), de restauração baseada na graça (vs. 6-10), e de proteção pautada na misericórdia (vs. 11-17).
O mais impressionante em Isaías 54 é que sem a graça divina, só restaria desgraça na vida humana. Sem a misericórdia, generosidade e bondade divinas, nunca experimentaríamos qualquer tipo de vida – seríamos estéreis, abandonados; estaríamos desoladamente perdidos.
• É a ação graciosa e misericordiosa de Deus que oferece solução e salvação de nossa situação!
Um texto interessante é o versículo 9. Nele, a referência à promessa de Deus fazendo menção ao dilúvio, um evento catastrófico que Deus havia usado para julgar a maldade da humanidade, mas agora promete não o repetir. Mesmo diante da inclinação da humanidade para o mal, a promessa foi mantida pautando-se na graça e misericórdia.
• A certeza da promessa independe do comportamento instável das pessoas.
Assim como Deus prometeu nunca mais destruir a Terra com águas (Gênesis 9:11) Deus manteria esta nova promessa com base em Sua graça, não no compromisso humano à aliança. A infidelidade dos judeus que retornaram do cativeiro babilônico não cancelou a promessa; pelo contrário, no sentido escatológico o plano de preservar a terra foi ampliado (Apocalipse 21:1-22:21). “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança” (Mateus 5:5).
Jesus é o Messias, Salvador, que tornou possível a realidade dessa promessa. Ele é a manifestação da graça divina que nos oferece perdão. E, por meio dEle podemos buscar, hoje mesmo, a renovação espiritual, a restauração de nossa fé e, a certeza de nossa salvação! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/53
Escrever sobre esse capítulo me faz tremer. Quem pode dizer uma palavra sobre a profundidade da dor sofrida por Jesus como Servo de Deus a favor dos pecadores? O que alguém pode dizer sobre o que Jesus fez por nós? Ele carregou “nossas enfermidades” (literalmente, nossas doenças) e carregou “nossas tristezas” (literalmente, nossas dores), foi ferido, transpassado por nossas transgressões e esfolado (literalmente, esmagado) por nossas iniquidades (vv. 4- 5). Ele foi “eliminado da terra dos viventes”, e por nossas transgressões “foi golpeado” (v. 8). Ele foi feito “uma oferta pela culpa” em nosso favor (v.10), e “derramou Sua vida até a morte” (v. 12) por você e por mim.
Leia Isaías 53. Leia-o vez após vez. Não continuamos os mesmos quando contemplamos o infinito amor que Deus demonstrou por seus inimigos (Romanos 5:10). “Aquele que contempla o incomparável amor do Salvador, será elevado no pensamento, purificado no coração. Sairá para servir de luz ao mundo, para refletir, em certa medida, este misterioso amor.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 661)
Que assim seja comigo, Senhor Jesus.
Ron E M Clouzet
Diretor da Associação Ministerial
Divisão Ásia-Pacífico Norte
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/53
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1458 palavras
Isaías 53 é o quarto dos Cânticos do Servo deste livro (além de 42:1-9, 49:1-13 e 50:4-11). Ele é composto por cinco seções, três versos cada, começando com Isaías 52:13. Foi sobre essa passagem que Jesus fez perguntas aos rabinos com a tenra idade de 12 anos. Foi a meditação sobre Isaías 53 que trouxe a Ele a primeira luz da Sua missão como substituto para a humanidade pecadora. Esta é a passagem que o etíope estava lendo que lhe desvendou o mistério do Messias, graças ao oportuno estudo bíblico feito por Filipe (Atos 8:26-40). Este é o capítulo que, nas palavras de um conhecido evangelista aos judeus, “mais do que qualquer outro tem sido usado por Deus para trazer o povo judeu a Si mesmo.” Ele tem a ver com a essência da missão de Jesus e Sua morte substitutiva na cruz pela humanidade. O Novo Testamento cita esta parte mais do que qualquer outra do Antigo Testamento (Marcos 15:17, João 10:11; 12:37, Rm 3:25 a 4:25, 2 Coríntios 5:21; Fil 2:9).
O relatório de boas notícias de Isaías 52:7 é recebido com incredulidade: “Quem creu em nossa pregação?” (Is 53:1 ARA), Isaías exclama. Os seres humanos rejeitaram o Filho de Deus porque Ele não apresentava a beleza de um príncipe ou “qualquer … majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (v.2 NVI). Jesus foi desprezado e rejeitado ao longo de toda a Sua vida, não apenas durante o Seu julgamento e crucificação. Ele realmente está familiarizado com a tristeza e o pesar (v.3). Quando sentimos que o mundo está contra nós, não devemos esquecer que ele também estava contra Jesus. Por experiência própria, Ele certamente se identifica com nossos sentimentos. Ron R E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/18.
“Este capítulo, colocado em pauta sete séculos do nascimento de Cristo, até parece ter sido escrito por uma testemunha da crucificação. O apóstolo Pedro preferiu citar trechos deste capítulo a resumir os relatos das testemunhas oculares (1Pe 2.21-25). Sete citações deste capítulo são feitas no Novo Testamento á Pessoa de Jesus Cristo. Declara-se oito vezes, neste capítulo, a doutrina da expiação vicária [substituta], que se resume na expressão de 2Co 5.21.” Bíblia Shedd.
1 Quem creu … ? Quem teria crido no relato da humilhação e exaltação do Messias, o Servo do Senhor (ver com. de Is 52:7, 13-15)? … A divisão entre Isaías 52 e 53 deveria ser no v. 12 do cap. 52, e não no 15. … O NT (Mt 8:17; Jo 12:38) claramente aplica Isaías 53 a Cristo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 307.
O braço. O instrumento pelo qual alguém cumpre seus propósitos. Aqui o “braço” de Deus, ou poder, se revela na salvação do ser humano. CBASD, vol.4, p. 307.
2. Perante Ele. “diante de Deus”, no sentido de ser submisso à Sua vontade, e sujeito ao Seu cuidado (ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol.4, p. 307.
Como renovo. Cristo cresceu física, mental e espiritualmente em harmonia com as leis naturais do desenvolvimento humano (ver com. de Lc 2:52). Como uma planta tira o sustento do solo, Ele Se sustentaria da sabedoria e da força de Deus. CBASD, vol.4, p. 307.
Terra seca. Uma planta que nasce em solos em água não cresce de forma plena e não é atrativa. Para os líderes dos judeus, o caráter de Jesus não era atrativo. CBASD, vol.4, p. 308.
Nem formosura. …nada que chamasse a atenção. Os seres humanos não deveriam ser atraídos a Cristo por meio de demonstração de glória sobrenatural, mas pela beleza de uma vida justa (ver DTN, 23, 27, 43). … Ele não era o tipo de Messias em que os judeus estavam interessados. CBASD, vol.4, p. 308.
3 Homem de dores. Por meio da humanidade de Jesus, a Divindade experimentou tudo o que a humanidade mortal herdou. Ele sofreu todos os maus-tratos e maldades que homens ímpios e anjos maus puderam fazer contra Ele, tendo como clímax o julgamento e a crucifixão. CBASD, vol.4, p. 308.
Escondem . Em vez de se compadecerem de C r i s t o em Sua aflição, os seres humanos se desviaram dEle com amargura e desprezo. Não tiveram compaixão e O repreenderam por Seu destino trágico (ver Mt 26:29-31; 27:39-44). Até os discípulos O abandonaram e fugiram (Mt 26:56). CBASD, vol.4, p. 308.
4. Nossas enfermidades Os v. 4 a 6 enfatizam a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo. O fato de ter sido pelos pecadores e não por Si mesmo que Ele sofreu e morreu é reiterado nove vezes nestes versículos, e novamente nos v. 8 e 11. Ele sofreu em lugar do pecador. Assumiu a dor, a humilhação e os maus-tratos que outros mereciam (ver DTN, 25). CBASD, vol.4, p. 308.
Ferido de Deus. O inimigo fez parecer que os sofrimentos de Jesus eram um castigo infligido sobre Ele por um Deus vingativo por ser pecador (ver DTN, 471). Se isso fosse verdade, Ele não poderia ser o Redentor do mundo. CBASD, vol.4, p. 308.
5. O castigo. Isto é, a punição necessária para nos reconciliarmos com Deus (ver Rm 5:1).CBASD, vol.4, p. 308.
7. Não abriu a boca. Isto é, para protestar, reclamar ou se defender. O silêncio era evidência de submissão completa e inquestionável (ver Mt 26:39-44). O que o Messias fez foi de forma voluntária e com alegria, a fim de que pecadores condenados pudessem ser salvos (sobre o cumprimento desta profecia, ver Mt 26:63; 27:12, 14). CBASD, vol.4, p. 308.
8. Por juízo opressor. O Messias não foi julgado com justiça. Apesar do pretenso procedimento judicial, o veredito não foi justo. CBASD, vol.4, p. 308.
Foi arrebatado. Isto é, pela morte. “Ele morreu”. CBASD, vol.4, p. 308.
E de Sua linhagem, quem dela cogitou? …”quem se interessava por Seu destino?”. … ninguém O defendeu. Ele sofreu tudo sozinho. CBASD, vol.4, p. 308, 309.
Por causa da transgressão. Sobre a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo, ver com. dos v. 4-6. CBASD, vol.4, p. 309.
9 Com os perversos. O Servo justo (ver com. de Is 52:13) foi morto como pecador, não como santo. Após ter dado a vida pelos transgressores, foi colocado entre eles em Sua morte. CBASD, vol.4, p. 309.
Com o rico. Ele seria sepultado na tumba de um homem rico, a de José de Arimateia (Mt 27:57-60). CBASD, vol.4, p. 309.
Posto que. Ou, “apesar de”, “embora”. Cristo sofreu a sorte de um pecador, embora não tivesse feito nada para merecer isso. CBASD, vol.4, p. 309.
10. Ao SENHOR agradou. O Senhor não Se alegrou com o sofrimento de Seu Servo (ver com. de Is 52:13), o Messias. Em vista do bem estar eterno do ser humano e da segurança do universo, Ele teve de sofrer. A frase “ao SENHOR agradou” indica que isso “foi da vontade do Senhor”. Só assim o plano de salvação poderia ter êxito. CBASD, vol.4, p. 309.
Alma. Do heb. nefesh, que significa, “ele próprio” ou “Sua vida” (ver com. de IRs 17:21; SI 16:10). Sua vida substituiu a nossa (ver com. de Is 53:4; ver DTN, 25). Por causa do pecado, o ser humano perdeu a inocência, a capacidade de amar e de obedecer a Deus, seu lar, seu domínio sobre a terra e mesmo sua vida. Cristo veio para restaurar todas as coisas permanentemente, não só na Terra, mas em todo o universo. CBASD, vol.4, p. 309.
Como oferta pelo pecado. Esta oferta era apresentada quando se exigia uma restituição, fosse a alguém ou a Deus. A morte do Servo de (Deus proporcionou uma expiação aceitável e efetiva do pecado que ocasionou a perda. Este sacrifício era essencial à redenção e restauração do ser humano (Jo 1:29; 17:3; 2Co 5:21; 1Pe 2:24). CBASD, vol.4, p. 309.
Sua posteridade. Isto é, “sua descendência”: aqueles que estivessem dispostos a recebê-Lo, aos que cressem “no Seu nome” (Jo 1:12) e nascessem de novo (Jo 3:3). Ele “suportou a cruz” em vista dessa “alegria que Lhe estava proposta” (Hb 12:2). A informação de que Cristo verá Sua posteridade aponta para a [Sua] ressurreição. CBASD, vol.4, p. 309.
Prolongará os Seus dias. Aqui se afirma com mais clareza a ressurreição (ver Hb 7:16, 25; Ap 1:18). CBASD, vol.4, p. 309.
A vontade do SENHOR. Cristo Se deleitava em fazer a vontade de Seu Pai (Mt 26:39, 42; Jo 4:34; 5:30; 6:38), e, por meio dEle, a vontade de Deus prevaleceria mais uma vez entre os homens (Mt 6:10; 7:21; Jo 17:6). A missão do Messias teria êxito. CBASD, vol.4, p. 309.
11. Trabalho. Isto é, o resultado de Sua obra. CBASD, vol.4, p. 309.
Ficará satisfeito. Por causa de Sua morte, muitos viveriam; por causa de Seus sofrimentos, muitos encontrariam paz e alegria eternas (ver DTN, 25; cf. Hb 12:2). O resultado justificaria o sacrifício necessário para alcançá-lo. CBASD, vol.4, p. 309.
O Meu Servo, o Justo. O Pai está falando de Seu Filho, o Messias (ver com. de Is 41:8; 52:13). CBASD, vol.4, p. 309.
Levará sobre Si. Reafirmação da natureza vicária do sacrifício do Messias enfatizada nos v. 4 a 6, 8 e 10. CBASD, vol.4, p. 309.
12 Por isso, Eu Lhe darei. Deus recompensará o Servo vitorioso com um lugar de honra diante de todo o universo. CBASD, vol.4, p. 310.
O despojo. Tudo o que se perdeu como resultado do pecado (ver com. do v. 10) seria restaurado. CBASD, vol.4, p. 310.
Intercedeu. Aqui se prediz claramente o ministério de Cristo (Rm 8:34; Hb 7:25; 9:24; 1Jo 2:1). CBASD, vol.4, p. 310.
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“Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (v.5).
A maravilhosa obra de Jesus na Terra foi a assinatura do amor de Deus pela humanidade. De uma forma totalmente altruísta, Cristo despiu-Se de Sua glória para caminhar no solo enegrecido deste mundo, experimentando o sofrimento humano e sendo desprezado e rejeitado (v.3). Porém, mesmo diante da atitude irracional daqueles pelos quais veio salvar, Ele nos amou a tal ponto de entregar-Se no maior ato de compaixão de todos os tempos! E eu lhe convido a, neste momento, contemplar o que o Amor (1Jo.4:8) aceitou sofrer por você e por mim:
Jesus escolheu deixar a glória do Céu para vir a este mundo como um bebê indefeso. Cresceu em uma família pobre. Encaliçou as mãos no serviço de carpintaria com José. Passou quarenta dias e quarenta noites jejuando e orando, e foi tentado por Satanás. Esteve entre nós suportando a fadiga, o escárnio e o desprezo daqueles que tanto amava e vendo o sofrimento daqueles que criou para a perfeição. Era constantemente acusado como um impostor. Foi maltratado, cuspido e esbofeteado. Apanhou com um caniço. Teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Foi cruelmente açoitado. A madeira que por anos havia sido o Seu instrumento de trabalho, foi transformada em instrumento de morte em forma de cruz. Por um longo e doloroso caminho teve que carregá-la sob sofrimento descomunal.
Em meio a desmaios e quedas, Jesus enfrentou uma turba enfurecida que blasfemava do Seu nome. Foi despido e deitado no madeiro, e as mãos que haviam curado e abençoado receberam os cravos que O prendiam ao “castigo que nos traz a paz” (v.5). Os mesmos pés que, mui formosos, haviam percorrido toda aquela região espalhando as boas-novas da salvação, foram unidos à cruz com golpes cruéis de um enorme cravo que os traspassava. A cruz foi erguida, e o peso do Seu corpo rasgava Suas feridas. Quando teve sede, ofereceram-Lhe fel a beber. Seus discípulos e companheiros de jornada O abandonaram, ficando apenas o discípulo amado. Foi insultado pelos líderes religiosos como incapaz de salvar-Se a Si mesmo, e morreu com o coração dilacerado pela dor de sentir-Se separado do Pai por pecados que jamais cometeu!
Que cena! Quanta dor! Quanto amor por um mundo que nem merece! Mas, foi ali no Calvário que Jesus orou por você e por mim: “Pai, perdoe-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). O que pensamos estar fazendo quando damos as costas ao Salvador de nossa vida? Apesar de todo o sofrimento, a clara expressão do amor de Deus em nenhum momento perdeu a sua força, e Seu olhar permaneceu perscrutando cada coração ali presente. Mesmo em meio às trevas que ocultaram a Sua vergonha, as trevas morais dos que O rejeitaram eram atingidas por Seus olhos de amor.
Qualquer que seja a nossa condição hoje, todos nos encontramos separados do Senhor pelo abismo que é o pecado. O Salvador Se doou por amor de todos e todos nós estamos sujeitos tanto ao Seu amor, quanto às trevas deste mundo. Professos cristãos hoje podem não o ser amanhã. Enquanto homens e mulheres considerados casos impossíveis poderão levantar-se na “hora undécima” (Mt.20:6) como fiéis sentinelas do Senhor. Não cabe a nós julgar, mas agir conforme nos deixou exemplo o nosso Mestre: amar ao próximo assim como Ele nos amou!
Em uma geração onde “por se multiplicar a iniquidade, o amor esfriará de quase todos” (Mt.24:12), o amor de Deus em nós será o que nos tornará diferentes do mundo. Um amor relacional, que redime, que transforma e que nos salva de nosso egoísmo. Eis o nosso maior desafio: amar como Jesus amou. Eis a ordem de Cristo: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que vós outros, Me odiou a Mim” (Jo.15:17 e 18). E Cristo jamais nos pediria algo que fosse impossível. Somente mediante o agir do Espírito Santo podemos experimentar o amor celestial. Somente entregando o nosso coração por completo nas mãos de Deus, podemos amar como Jesus amou.
Que a Bíblia, com a sabedoria que ela traz do Alto, seja o nosso mapa para o Céu. E que aceitemos, todos os dias, o chamado de Cristo de buscá-Lo e conhecê-Lo como o nosso Salvador pessoal. E quem O busca O encontra, cumpre com os Seus propósitos e vive o amor.
Querido Pai Celestial, não conseguimos mensurar o privilégio que nos é dado de termos um relacionamento pessoal Contigo. Que privilegio, Senhor! Um privilégio que tantas vezes temos negligenciado. Oh, Deus Eterno, que nossas orações não sejam mais monólogos, mas diálogos, porque mais do que falar Contigo, necessitamos ouvir a Tua voz. Derrama em nosso coração o amor do Calvário e enche-nos do Espírito Santo até que não reste nada mais de nós, mas que viva Cristo em nós! Nós Te pedimos e clamamos! E Te perguntamos: Qual é a Tua vontade para cada um de nós neste dia? Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados pelo “penoso trabalho” (v.11) de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías53 #RPSP
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