Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 58 – Seguindo a sequência da mensagem de Isaías 56 e 57, temos um maravilhoso clímax no capítulo 58. As práticas espirituais instituídas por Deus visam a nossa saúde espiritual. A negligência ou perversão delas resultam em corrupção moral, podridão espiritual – danificam a fé.
Para que sejamos saudáveis espiritualmente, devemos atentar àquilo que o Médico da Alma prescreve em Sua Palavra. Note o que diz Tiago White: “Se o homem sempre tivesse observado o sábado, não poderia ter havido um idólatra ou ateu”.
• Nosso mundo está tomado de idólatras e ateus, devido à distorção do quarto mandamento da Lei de Deus (Êxodo 20:8-11).
Note que, “se as bênçãos garantidas ao homem pelo sábado forem apenas um dia de descanso das labutas diárias e um dia para culto público a Deus, então a teoria de um dia entre sete e a de nenhum dia em particular parecem bastante plausíveis. O homem pode descansar seus membros cansados, ou o cérebro fatigado, tanto em um dia da semana como em outro. E, se o único propósito for garantir um período de tempo para o culto, o domingo pode servir de resposta. De fato, um dia em seis poderia ser tão adequado para descansar e adorar como um dia em sete, se essas forem as únicas razões para o estabelecimento do sábado”. Mas, “o propósito original do sábado era que ele fosse um memorial do Criador”. Em Isaías 58:13-14 “o grande objetivo do sábado é definido: honrar a Deus. Requer-se que o homem desvie o seu pé do sábado e se abstenha de buscar seus próprios caminhos, palavras e prazeres nesse dia, não porque ele precisa de um dia de descanso, mas porque, ao fazer isso, ele pode honrar o grande Deus. Os que guardam o sábado com esse objetivo em vista, vão chamá-lo de deleitoso, o santo dia do Senhor e digno de honra”, afirma Tiago White.
Da mesma forma que o verdadeiro sábado é essencial à saúde espiritual é prática do verdadeiro jejum, que significa aproximar-se de Deus para ser transformado por Ele, e então exercer justiça, bondade, amor, misericórdia e compaixão na sociedade adoecida, desprovida da verdade (Isaías 58:1-12).
• Isaías 58 chama nossa atenção para o reavivamento e reforma no jejum e no sábado.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/57
O justo busca a Deus e luta pelo que é certo, mas é desconsiderado pelas pessoas do mundo. Quando ele se vai, ninguém aparece no funeral. Ele é amado por Deus, mas para o mundo ele é um lembrete do que está sendo rejeitado. Ele fez a sua parte. Agora ele descansa enquanto outros resolvem sua culpa e rebelião. Deus o receberá quando Seu reino chegar.
A pessoa mundana se envolve em muitas ideias modernas. O problema é que essas coisas são inconciliáveis com Deus, o Criador. Deus vê isso como adultério, até mesmo traição. Essas coisas são falsidades, enganos cintilantes, que terminam em morte. Ao exporem o seu eu mais íntimo ao engano, eles violam o seu Criador e nem sequer se arrependem. Suas chamadas boas obras nada têm de boas.
A resposta de Deus? Venha para casa. Abandone seus caminhos desesperadores. Ouça enquanto eu lhe ensino o melhor caminho. Sim, eu sei sobre o seu passado rebelde e egocêntrico. Deixe-me limpá-lo.
É a sua escolha. Receba a transformação ou continue se revirando na angústia, o que está sempre presente quando você está longe de Deus. Ofereço-lhe paz, mesmo depois de tudo o que fez. Venha para casa.
Art Kharns
Ancião, Igreja Adventista do Sétimo Dia de Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/57
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
854 palavras
1 Perece o justo. Este capítulo dá continuidade, sem interrupção, à linha de pensamento introduzida em Isaías 56:9. Alguns observam que esta seção descreve as circunstâncias da primeira parte do reinado de Manassés (ver vol. 2 [CBASD], p. 72). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 321.
São arrebatados … antes que venha o mal. Isaías se consola com o pensamento de que, em momentos como os descritos neste capítulo, a morte dos justos os livra de males maiores, que lhes sobreviriam caso continuassem vivos. CBASD, vol. 4, p. 321.
2 Descansem no seu leito. Os justos encontrariam paz e descanso na morte. CBASD, vol. 4, p. 321.
3 Descendência. Isaías exorta os obreiros da iniquidade a se aproximar e ouvir a palavra do Senhor. A Bíblia, muitas vezes, refere-se a homens como “filhos” daqueles cujas práticas imitam (Jo 8:39, 41, 44). CBASD, vol. 4, p. 321.
4 De quem chasqueais? Os ímpios zombavam dos justos e os ridicularizavam. CBASD, vol. 4, p. 321.
5 Que vos abrasais na concupiscência junto aos terebintos. Literalmente “aqueles que se inflamam entre os carvalhos”. … Isaías faz uma descrição vívida das orgias que se praticavam nos ritos religiosos dos cultos de fertilidade da época (ver vol. 2[ CBASD], p. 20-23). CBASD, vol. 4, p. 321.
Sacrificais os filhos. Os judeus apóstatas aos quais Isaías se dirige também eram culpados de oferecer sacrifícios humanos (ver com. de Lv 18:21; 20:2; cf. 2Rs 16:3, 4; 2Cr 28:3; …). Esta prática horrível era realizada, às vezes, no vale de Hinon, ao sul de Jerusalém (2Rs 23:10; Jr 7:31; 19:5, 6). . CBASD, vol. 4, p. 321.
6 Pedras lisas dos ribeiros. Isaías repreende os judeus por outro ato idólatra: a adoração de colunas de pedra, como as adoradas pelos pagãos. Essas colunas eram ungidas com azeite e consideradas divinas (ver com. de Gn 28:18). CBASD, vol. 4, p. 321.
Contentar-Me-ia Eu com estas coisas? As práticas idólatras tinham provocado a ira de Deus. Como poderia se acalmar com elas (cf. Jr 5:7, 9)? CBASD, vol. 4, p. 321.
7 Pões o teu leito. A metáfora é apropriada porque a idolatria era considerada como adultério espiritual, e as formas mais degradantes de imoralidade faziam parte dos supostos ritos sagrados das religiões pagãs (ver Ez 16:15-36). CBASD, vol. 4, p. 321.
8 Detrás das portas … pões teus símbolos eróticos. Possivelmente o símbolo fálico, em geral adorado nos cultos de fertilidade (ver vol. 2, p. 20-22). Ordenou-se a Israel que escrevesse as palavras de Deus sobre os umbrais e as portas de suas casas a fim de que se lembrasse delas mais facilmente (Dt 6:5-9; 11:13, 18-20, 22). Porém, o infiel Israel removeu o memorial do Senhor e, no seu lugar, colocou símbolos idólatras. CBASD, vol. 4, p. 321 e 322.
9 Rei. Também pode significar “Moloque”… deus pagão. A descrição que se segue é a de uma prostituta que se enfeita para atrair a presa. CBASD, vol. 4, p. 322.
10 Não dizes: É em vão. Os líderes judeus persistiam na apostasia e não admitiam que isso os levaria à ruína. CBASD, vol. 4, p. 322.
Não desfaleces. A ideia é de que o rei de Judá encontrou meios de manter sua política pervertida, apesar das dificuldades. CBASD, vol. 4, p. 322.
11 De quem tiveste receio ou temor …? Para eles, era mais importante evitar a desaprovação do homem do que a desaprovação e os juízos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 322.
12 Publicarei essa justiça. Deus iria expor ao mundo a justiça própria vã e vazia de Judá. CBASD, vol. 4, p. 322.
14 Aterrai. Um caminho devia ser preparado para facilitar a viagem ao “santo monte” do Senhor (Is 57:13;…) Desse modo, Isaías, simbolicamente, insta com os líderes de Israel a remover obstáculos que impediam o cumprimento do propósito divino para Israel. CBASD, vol. 4, p. 322.
15 Que habita a eternidade. Literalmente, “habita para sempre”. Estas palavras sublimes caracterizam a Deus como eterno. CBASD, vol. 4, p. 322.
Mas habito também. Não importa quão insignificantes sejamos aos nosso próprios olhos, é nosso privilégio receber os maiores dons celestiais. Sejam quais forem as nossas necessidades, Deus está pronto a supri-las. CBASD, vol. 4, p. 322.
Contrito. Contrição e humildade … são os requisitos essenciais para ser aceito por Deus. CBASD, vol. 4, p. 322.
16 O espírito definharia. Se Deus fosse hostil para com os seres humanos devido à sua conduta, e contendesse com eles “para sempre”, a vida que Ele deu seria extinta e os seres que criou deixariam de existir (ver com. de Gn 2:7). CBASD, vol. 4, p. 323.
17 Rebelde. Literalmente, “dando as costas”, “apostatando”. … Como muitos hoje, escolheram fazer o que lhes agradava em vez de se sujeitarem aos princípios divinos. CBASD, vol. 4, p. 323.
18 Aos que choram. Essa expressão devia estar unida ao v. 19 para que se lesse, literalmente, “aos que dele choram como fruto dos seu lábios”. CBASD, vol. 4, p. 323.
19 Paz. A mensagem divina de paz está nas boas-novas da salvação (ver com. de Is 52:7). O evangelho é para todos … Deus sarará da enfermidade do pecado todos os que desejam abandoná-lo e seguir ao Senhor. CBASD, vol. 4, p. 323.
20 Os perversos. Os perversos não encontram paz porque rejeitam o único meio pelo qual podem alcançá-la. CBASD, vol. 4, p. 323.
21 Não há paz. A paz é o fruto da justiça (ver com. de Is 32:17). … Os perversos não podem esperar paz de espírito nem tranquilidade. Onde ocorre afastamento dos princípios divinos, há inevitavelmente dissensão, discórdia e contenda. Se o mundo quiser se livrar da contenda, primeiramente deve abandonar o pecado, a causa de toda contenda. Somente a justiça interior pode produzir paz exterior. CBASD, vol. 4, p. 323.
Filed under: Sem categoria
“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (v.15).
O conceito atual e ocidental acerca da vida cristã é baseado em uma religião de comodismo, prosperidade material e estabilidade emocional. A assinalada cultura de uma espiritualidade rasa e sem intimidade com a Palavra de Deus, avança em nosso meio como uma praga que ganha força à medida que se espalha. E a propaganda do cristianismo perde completamente a sua razão de ser quando as bênçãos tomam o lugar de Jesus. Porque Jesus não nos prometeu uma vida livre de dificuldades, e sim que neste mundo teremos aflições, “mas tende bom ânimo”, disse Ele, “Eu venci o mundo” (Jo.16:33).
Observando as multidões após um dia de pregação, Jesus Se compadeceu delas porque não tinham o que comer. Eufóricas com o milagre da multiplicação, as pessoas O seguiram na esperança de ter um rei que as servisse, suprindo sempre suas necessidades. Quando, porém, Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:48), logo se escandalizaram indo embora, restando apenas os doze discípulos. O mesmo acontece toda vez que uma dificuldade da vida é acolhida e valorizada no coração a despeito da graça divina. E à semelhança do “que foi semeado em solo rochoso […] em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da Palavra, logo se escandaliza” (Mt.13:20 e 21).
Israel se envolveu com práticas condenadas por Deus e, apesar de sua constante rebeldia, continuava exercendo a sua profissão de fé no rol das facilidades. Os justos eram ignorados e a morte deles vista em consideração distorcida. Para o Senhor, no entanto, a morte de Seus servos é tida como descanso merecido e necessário, “antes que venha o mal” (v.1). Aquele era um tempo decisivo para Israel; tempo de abandonar as práticas ilegítimas e se firmar no “assim diz o Alto” (v.15). Hoje é tempo decisivo para nós; tempo de abandonar “o caminho da [nossa] escolha” (v.17) e buscar uma renovação da mente, para que possamos experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Jesus breve voltará trazendo eterna “paz para os que estão longe e para os que estão perto” (v.19). Podemos provar desta paz enquanto O aguardamos. O desejo de Cristo é “vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (v.15); é apelar aos impenitentes: “chegai-vos para aqui” (v.3). Ninguém há que seja de inferior importância aos olhos dAquele que declarou: “habito também com o contrito e abatido de espírito” (v.15). Canalizada a tristeza para o Getsêmani, para a via dolorosa e para a cruz do Calvário, encontramos o alento em crer nAquele que “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Fp.2:7). Pois “assim diz o meu Deus” (v.21): “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl.126:5).
Senhor, o Teu apelo continua sendo o mesmo: “Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus”. O Senhor nos ama com amor eterno e a cruz foi a perfeita prova desse amor. Queremos olhar para o nosso Salvador e viver! Que o Teu Espírito continue realizando esse milagre em nós a cada dia até aquele grande Dia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, habitação do Santo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías57 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 57 – Isaías 56 e 58 formam o contexto imediato de Isaías 57; como uma moldura, eles auxiliam na compreensão do cenário de Isaías 57.
Leia os três capítulos sequencialmente. Depois, retorne a esta análise…
Considerando atentamente o contexto, ao estudar Isaías 57 podemos estar mais cientes da importância de uma espiritualidade saudável e uma adoração verdadeira, que vai além de meros rituais externos. Assim, este capítulo pode ser entendido no contexto mais amplo da chamada de Deus para uma prática espiritual genuína e uma vida justa, em contraste com a formalidade vazia.
Deus deseja o melhor para os fieis, justos e honestos; inclusive a morte se torna uma bênção, um descanso para quem O serve genuinamente (Isaías 57:1-2; Apocalipse 14:13). Contudo, as pessoas preferem o caminho do ímpio, cheio de lodo e sem paz (Isaías 57:20-21).
• Em vez de seguir a orientação divina, os religiosos preferem perverter a espiritualidade, deturpar as práticas espirituais e assim, corrompem a religião. Práticas desvirtuadas da religião desviam o foco da verdadeira adoração a Deus. Isso afeta drasticamente o comportamento humano. A perversão religiosa pode chegar a alcançar as profundezas da corrupção espiritual: A prática da idolatria, que é adultério espiritual, uma afronta ao Deus verdadeiro (Isaías 57:3-6).
• A falta de integridade na religião promove a imoralidade na vida diária: Injustiças, falsidades, etc. Tais pessoas têm falta de consciência espiritual, dormem relaxadamente sem considerar as consequências de suas atitudes displicentes: “Você fez o leito [a cama] numa colina alta e soberba”; porém, Deus diz, “ao me abandonar, você descobriu seu leito, subiu nele e o deixou escancarado…”. A falsa religião pode oferecer uma falsa ilusão, mas no fim só trará decepção. Entretanto, quem faz do Deus verdadeiro seu refúgio, Deus mesmo diz: “possuirá a terra por herança e possuirá o meu santo monte” (Isaías 57:7-13).
• A infidelidade espiritual é mais séria que a infidelidade conjugal; porém, Deus está disposto a perdoar e restaurar o relacionamento de quem O traiu. Abrir mão do orgulho e arrogância significa abrir espaço para Ele – o Soberano do Universo – habitar em nosso coração para trazer alento, conforto, cura, vida, restauração e paz (Isaías 57:14-19).
A mensagem de Isaías desafia-nos a examinar nosso coração, e convida-nos a afastar da falsa religião para, então, reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/56
Isaías 56 está saturado de promessas preciosas, mas termina com advertências terríveis. Como pode ser? Qual é o propósito? Com Sabedoria Infinita, Deus organizou Sua Palavra para que possamos não apenas ser consolados e abençoados, mas também estar preparados para permanecermos fortes em dias de grande tumulto e distrações desastrosas!
“A justiça [é] revelada” e a salvação está próxima quando homens e mulheres decidem promover a justiça! Na verdade, a Igreja Adventista foi fundada – para uma pessoa – por líderes que eram defensores não apenas do sábado bíblico, mas também da justiça social. E quão estimulante é descobrir quão profundamente imersos os fundadores da Igreja Adventista estavam na abolição da escravatura, em oposição à resposta da maioria da maioria dos cristãos americanos da época que promoviam o incrementalismo – a ideia de
destruir suavemente a escravidão em vez de tentar abolir abruptamente o terrível flagelo!
Será que a compreensão nova e sincera dos nossos pioneiros sobre a genuína observância do sábado (vs. 2,5) continuou a impulsioná-los a insistir na “justiça para todos”? Isaías 56 é absolutamente claro: a guarda do sábado bíblico impele o crente a acolher todas as pessoas na arena edificante da salvação de Deus, e fica desconfortável quando alguém é injustamente marginalizado.
Ah… e quanto os terríveis alertas? São dirigidas a falsos líderes espirituais que não têm coragem de agir como fizeram os fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Que legado abençoado temos ao nos aproximarmos do Fim!
David Grams
Capelão, Hartland College, Rapidan, Virgínia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/56
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
836 palavras
1-2 Uma aliança universal simbolizada pelo sábado. Os temas de justiça e retidão aparecem ligados à observância do sétimo dia. Os benefícios da aliança não eram exclusivos a Israel: estrangeiros e mesmo eunucos, que pela lei eram excluídos da assembleia do Senhor, poderiam ser integrados ao povo, se demonstrassem fé e lealdade a Deus ao se guardarem da prática do mal e observarem o sábado, não o profanando. Até o templo, com os limites claros que que nenhum estrangeiro devia transpor, é chamado neste texto de “Casa de oração para todos os povos”. A passagem reforça uma verdade encontrada em todo o livro de Isaías, a saber, que os propósitos divinos vão além do povo da aliança, Israel, e incluem os não israelitas. Bíblia Shedd.
1 Assim diz o SENHOR. O pensamento central de Isaías 56 é a conversão dos gentios. Em contraste com essa brilhante perspectiva, traça-se o sombrio quadro de Israel, que não está disposto a recebê-los. É necessária grande obra de reforma antes que Deus possa incorporar a Seu povo esses “separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa” (Ef 2:12). Essa reforma deve visar ao restabelecimento da fiel observância do sábado. A mensagem deste capítulo é repleta de significado para o povo de Deus hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 318.
Mantende o juízo e fazei justiça. Comparar com Mq 6:8. Religião não é mera teoria, mas prática intensa. CBASD, vol. 4, p. 318.
2 sábado. Assim como o sábado era um sinal da aliança no Sinai, é um sinal da nova aliança discutida aqui (ver também 4. 4, 6). Bíblia Shedd.
Deus ordenou a Seu povo para descansar e a honrá-Lo no sábado (Êx 20:8-11). Life Application Bible Study Kingsway.
Que se guarda de profanar o sábado. Era tão importante para o gentio convertido observar o sábado fielmente (v. 6) como era para os judeus. A observância genuína do sábado é evidência de que a pessoa reconhece a Deus como criador e redentor, e de que está disposta a render-Lhe obediência em tudo (ver com. de Is 58:13; Ez 20:12, 20). Para os gentios, é tão fundamental reconhecer esses princípios como o foi para os judeus. Deus criou ambos, planejou a salvação de ambos (Rm 1:16, 17) e tem direito de exigir dos dois grupos obediência e lealdade. Além disso, os princípios envolvidos no relacionamento do ser humano com Deus como criador e redentor não são diferentes na era cristã, e a observância do sábado não é menos importante hoje. CBASD, vol. 4, p. 318.
3 eunuco. Os eunucos eram normalmente excluídos… (Dt 23.1). O eunuco etíope, de At 8.26-29, cumpriu essa promessa através da fé em Jesus, o Servo de Is 53. Bíblia de Genebra.
5 um memorial e um nome. O hebraico traduzido nesse versículo por “um memorial e um nome” (yad vashem) foi escolhido para ser o nome do monumento principal do Holocausto, erigido em Jerusalém no atual Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Nome melhor. Ao não deixar descendentes, um eunuco poderia temer que seu nome e herança fossem esquecidos em Israel. Porém, Deus prometeu a essas pessoas que, se permanecessem fiéis a Ele, daria a elas algo muito melhor que filhos, isto é, receberiam novos nomes (Ap 2:17), e a certeza de que esses nomes estariam escritos no livro da vida (Ap 3:5). A deficiência física de forma alguma afeta a posição do ser humano perante Deus. Para o Senhor, o que importa é o caráter e a fidelidade aos princípios de justiça e verdade. CBASD, vol. 4, p. 318, 319.
6 O sábado. Este versículo é uma resposta convincente a quem afirma que o sábado não é para os gentios. CBASD, vol. 4, p. 319.
7 Jesus citou este verso quando atirou ao chão o dinheiro dos cambistas do templo (Mc 11:17). Life Application Bible Study Kingsway.
Casa de Oração. Estar ali significa ter sido incluído na aliança e desfrutar da vida de comunhão com Deus (2.2-4; Sl 15:1; cf. 1Rs 8.41-43; Mc 11.17). Bíblia de Genebra.
9. Animais do campo. Uma metáfora que representa as nações hostis (18.6; Ez 34.5, 8, 25). Bíblia de Genebra.
Invasores estrangeiros (v. 18.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Vós, todos os animais. A cena muda. Os “animais do campo” apontam apara as nações estrangeiras que logo devorariam o povo de Judá por causa de seus pecados. CBASD, vol. 4, p. 319.
10 atalaias. Eles avisavam a uma cidade sobre algum perigo que se aproximava. Os profetas foram chamados para serem atalaias espirituais. Bíblia de Genebra.
cães. No Oriente próximo, os cães são considerados animais imundos, indesejáveis comedores de carniça. Aqui, eles servem de figura daqueles que tem ganância insaciável. Bíblia de Genebra.
Cães mudos. Os líderes de Israel não se portavam sequer como cão de guarda. Eles dormiam mesmo com a aproximação do perigo e não davam o alerta. CBASD, vol. 4, p. 319.
11 Tais cães são gulosos. Em vez de buscar o bem-estar do rebanho confiado a seu cuidado, os líderes de Israel eram como cães que devoravam as ovelhas que deviam proteger (ver Jr 12:10, 11; Ez 34:8). CBASD, vol. 4, p. 319.
12 O dia de amanhã. Eles agiam como se o tempo não passasse, como se o juízo não estivesse próximo (ver v. 1). Suas bebedices e festanças eram contínuas e habituais. CBASD, vol. 4, p. 319.
Filed under: Sem categoria
“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (v.2).
Em um tempo de exclusivismo e hipocrisia, Isaías ergueu a voz profética declarando uma mensagem difícil de ser aceita e compreendida pelos líderes de Israel. A inclusão de estrangeiros e eunucos na adoração no templo era inaceitável. Tecnicamente, havia um pátio do templo reservado para eles, a fim de que os judeus pudessem evitar-lhes o contato. Isto explica a ira de Cristo ao ver que o único lugar onde era permitido o acesso aos estrangeiros estava tomado por comércio espúrio. Replicando as palavras dadas ao profeta e repreendendo o povo severamente, Sua voz embargada e cheia de santa autoridade pôde ser ouvida em cada recinto do templo: “Não está escrito: A Minha casa será chamada Casa de Oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores” (Mc.11:17). E, logo depois, ali mesmo, recebeu cegos e coxos, os quais curou (Mt.21:14).
Até mesmo as pessoas com alguma imperfeição física, como os eunucos, eram impedidas de entrar no templo por serem consideradas impuras. No livro de Atos, encontramos o relato de um coxo de nascença que era colocado “diariamente à porta do templo […] para pedir esmolas aos que entravam” (At.3:2). Mas a partir do momento em que ele se viu curado por intermédio de Pedro e João, a primeira coisa que fez foi entrar “com eles no templo, saltando e louvando a Deus” (At.3:8). Filipe foi enviado pelo Espírito Santo ao eunuco etíope que estava lendo justamente o livro de Isaías. E ao ensiná-lo sobre a transformadora salvação em Cristo Jesus, seu coração foi constrangido pela maravilhosa graça e fé viva que o fez declarar: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”, e Filipe o batizou (At.8:37 e 38).
Assim como a observância do sábado, a obediência à vontade de Deus e fé na aliança do Senhor (v.4) eram os critérios divinos que revelavam o caráter de Seus servos, não importando sua etnia ou condição física, estes mesmos critérios permanecem como “um memorial” (v.5) dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). A palavra profética continua operante: “Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos” (v.8). Mas ai dos atalaias cegos (v.10) e dos “pastores que nada compreendem” (v.11), que fazem acepção daqueles que Deus prometeu dar “um nome melhor do que filhos e filhas” (v.5)! Nossa vida, nossa casa e a igreja devem ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (v.7). Se permitirmos que o Espírito do Senhor habite em nós, em nosso lar e na igreja, veremos poder ainda maior do que no Pentecostes, de forma que, dia a dia, o Senhor nos acrescentará os que serão salvos (At.2:47).
Amados, breve os justos que estiverem vivos terão de enfrentar “um tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Tempo em que serão “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). E o Espírito Santo está preparando um só remanescente de “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). A verdadeira adoração ao Criador, que, “em seis dias, fez […] os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia descansou” (Êx.20:11), que já na criação estabeleceu o Seu dia santo (Gn.2:1-3), confirmará os que receberão do Senhor “um nome eterno” (v.5): “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Hoje temos o incomparável privilégio de nos relacionar pessoalmente com o Criador e Rei do universo. Continue estudando a Palavra de Deus. Ore sem cessar. A oração humilde e sincera move o coração de Deus e torna nossos ouvidos mais sensíveis à voz do Espírito Santo. E Ele fará de nós “Filipes” atuais, guiando-nos aos “eunucos” que desejam conhecer Jesus.
Pai bondoso, mesmo que provados e afligidos, confiamos na fiel promessa de que estás conosco. Ensina-nos a andar Contigo! Dá-nos ouvidos sensíveis à Tua voz e um coração disposto e feliz em fazer a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos e filhas de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías56 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 56 – A vida espiritual para ser saldável requer que alimentemos de “toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Talvez o alimento que mais necessário é o menos palatável; o mesmo se dá com a Palavra de Deus.
Consequentemente, algumas pessoas são seletivas na Bíblia; quando não gostam de certos ensinamentos, acham conveniente descartá-los. Isso não é novidade! O povo de Israel também tinha grandes dificuldades com a aceitação de certas verdades. Por isso, Deus precisou investir grandes esforços para despertá-lo!
• Aquilo que Deus requer visa beneficiar Seu povo. Entretanto, Ele não é seletivo nem exclusivista; Ele almeja as bênçãos de Seus princípios a cada povo da Terra (estrangeiros, eunucos).
Os judeus libertos do exílio babilônico deveriam “praticar juízo e justiça e guardar o sábado. Nem o estrangeiro nem o eunuco precisam temer serem impedidos de desfrutar os benefícios do reino de Cristo. Na verdade, quem obedecer à Palavra do Senhor ocupará lugar privilegiado. O templo do Senhor será Casa de Oração para todos os povos, não apenas para Israel. Deus trará os gentios para dentro de Seu aprisco junto com Seu povo”, analisa William MacDonald.
E continua, “o versículo 9 volta a Israel em seus dias de rebelião. As nações (feras) são convocadas para disciplinar o povo cujos atalaias não veem o perigo. São como cães mudos que não conseguem ladrar para alertar as pessoas. São sonhadores que gostam de dormir. São pastores mercenários, egoístas e cheios de ganância”.
• Atalaias honestos proclamam toda a revelação de Deus; ensinam que o ser humano “descansa no dia de sábado em honra ao Criador. E, onde quer que ele possa dirigir seu olhar, seja para os céus, a terra ou o mar, ali ele contempla a obra do Criador. Ao descansar no sétimo dia, ele vê nas incontáveis variedades da natureza e a sabedoria e o poder dAquele que que criou tudo em seis dias e, assim, é dirigido, pela natureza, para o Deus da natureza. O sábado se torna, agora, a corda que liga o homem ao infinito Criador. Ele é a corrente de ouro que une a Terra e o Céu e o homem a Deus” (Tiago White).
A guarda do sábado impede a idolatria e o ateísmo. Portanto, reavivemo-nos guardando-o! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/55
Este capítulo de Isaías está literalmente saturado de superlativos e oferece tantos “prazeres” que o leitor fica completamente surpreso com a bondade de Deus!
Isaías 55 exalta a salvação de Deus comparando-a a um saboroso banquete e a uma bebida saudável e agradável. Além disso, Deus descreve aqui Sua aliança com a humanidade em termos tão deliciosos que Ele vai além da analogia da Água da Vida e, em vez disso, compara-se neste capítulo a um saboroso copo de suco de uva fresco e agradável!
Ah! – mas fica ainda melhor! Quando testemunhamos este tipo de “salvação”, temos a promessa de que “as nações que não te conhecem correrão para ti”. Você acredita nisso? Se você cooperar com Deus, então sua influência será como a chuva que faz com que as plantas produzam uma rica colheita que levará muitos a “sair com alegria” porque a Palavra de Deus “realizará o que me agrada” enquanto os crentes viajam em direção ao céu em “alegria” e “paz”.
Pense! Tudo o que foi dito acima pode ser a sua experiência se você estiver disposto a abandonar seus próprios caminhos e pensamentos e retornar a Deus de todo o coração!
David Grams
Capelão, Hartland College, Rapidan, Virgínia, EUA