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1 Dispõe-te, resplandece. O profeta descreve a obra gloriosa a ser realizada por Israel, supondo que haveria uma reforma, em harmonia com Isaías 58:6 a 14. Os cap. 60 a 62 descrevem essa obra grandiosa. Esse era o plano divino para o antigo Israel. Mas como nação, os israelitas falharam na obra da reforma; e, portanto, Deus não pôde libertá-los de seus inimigos nem convertê-los em agentes capazes de levar salvação aos gentios (ver p. 13-17). Por isso, os privilégios e as responsabilidades da aliança foram transferidos ao Israel espiritual. Desde então, a gloriosa vitória do evangelho descrita nos cap. 60 a 62 pertence ao povo da nova aliança (ver p. 21-23). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 333.
Tua luz. A luz é símbolo da presença divina. CBASD, vol. 4, p. 334.
2 Escuridão.isto é, escuridão espiritual. CBASD, vol. 4, p. 334.
Sua glória.É a luz da glória de Deus refletida que se vê sobre seu povo. CBASD, vol. 4, p. 334.
3 As nações se encaminham. O reflexo do caráter divino visto em Israel, junto com as bênçãos do Céu, teria atraído os gentios e os convencido da superioridade da adoração e do serviço a Yahweh (ver p. 15-17;cf Is 49:6, 22). Pela providência divina, esta promessa se cumprirá com o novo Israel. CBASD, vol. 4, p. 334.
5 estremecerá. Literalmente, “tremer”, isto é, de alegria (ver Jr 33:9). Israel se emocionaria com a realização de seu destino glorioso. CBASD, vol. 4, p. 334.
As riquezas. Gentios convertidos fariam contribuições generosas e, dessa forma, apressariam a proclamação do evangelho. CBASD, vol. 4, p. 334.
Para o Meu agrado subirão ao meu altar.Os presentes dos gentios seriam aceitos pelo Senhor com sinal de que também são recebidos como indivíduos. CBASD, vol. 4, p. 334.
9 As terras do mar. Povos distantes reconheceriam a mensagem da graça divina. CBASD, vol. 4, p. 334.
Edificarão os teus muros. Edificar os muros de Sião significava aumentar sua força. Gentios ajudariam os judeus na proclamação do evangelho. CBASD, vol. 4, p. 334.
No Meu furor te castigarei. O cativeiro babilônico. CBASD, vol. 4, p. 334. [Nota: Observe-se que isto foi escrito antes do cativeiro babilônico, com objetivo de consolo aos cativos e advertência profética aos exilados retornados.]
11 Abertas de contínuo. Como medida de segurança, as portas da cidade eram fechadas à noite. Portas abertas à noite indicavam paz e segurança. CBASD, vol. 4, p. 334.
13 A glória do Líbano. O Líbano era famoso por sua beleza, em particular, pelos majestosos cedros. CBASD, vol. 4, p. 334.
Meu santuário. Isaías anteviu um novo templo que … superaria em glória [ao templo de Salomão]. Ezequiel recebeu instruções detalhadas para este novo templo, que, porém, nunca foi construído (ver Ez 40-44). CBASD, vol. 4, p. 334.
14 Inclinando-se. isto é, em submissão voluntária. CBASD, vol. 4, p. 334.
15 Abandonada. Como uma esposa abandonada, Sião se tornou objeto de escárnio e opróbrio para seus vizinhos. CBASD, vol. 4, p. 335.
16 O leite. Isaías introduz outra metáfora para a riqueza e os recursos dos gentios. CBASD, vol. 4, p. 335.
17 Por bronze. Assim como o outro tinha mais valor que o bronze, e a prata, mais que o ferro, o senhor aumentaria a riqueza de Israel. CBASD, vol. 4, p. 335.
Farei da paz os teus inspetores. Os líderes de Israel conduziriam a nação ao êxito e à prosperidade. CBASD, vol. 4, p. 335.
18 Violência. Em vez de opressão, brutalidade e luta. CBASD, vol. 4, p. 335.
20 A tua luz perpétua. Enquanto o ser humano estiver neste mundo, se alternarão sol e sombra, luz e escuridão, riso e lágrimas. Mas, na cidade santa, Deus será a luz e a alegria constantes de Seu povo. CBASD, vol. 4, p. 335.
22 O menor. “Uma pessoa insignificante”. CBASD, vol. 4, p. 336.
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“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor” (v.18).
Não tenho o costume de acompanhar notícias com regularidade. De uns tempos para cá, o derramamento de sangue e a corrupção têm eclodido de uma forma tão absurda, que prefiro me abster, na medida do possível, de contemplar tamanho caos. Mas isso não muda o fato de que esta é a nossa realidade mundial e que a maioria da população está sofrendo, e muito. De uma forma ou de outra, as notícias correm e, nem que seja pela boca de alguém, ficamos sabendo do que acontece em nosso cenário global. Então, me pego a pensar: Eu estou evitando olhar para não correr o risco de ficar fria ao contemplar tanta desgraça? Ou eu não estou vendo porque simplesmente não me importo? Afinal de contas, eu nem conheço essas pessoas mesmo!
Durante toda a nossa trajetória em estudar a Bíblia e dela ouvir a voz de Deus, o objetivo tem sido que todos nós possamos ser preenchidos pelo poder do Espírito para compreender o assim diz o Senhor e estreitar o nosso relacionamento com Ele. Não estudamos doutrinas de homens, mas única e exclusivamente a Bíblia, a Palavra de Deus viva. E a Bíblia não é um livro que você abre apenas para ler o que lhe convém, mas toda ela é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16).
A Bíblia é a voz de um Pai que ama os Seus filhos, que sabe quando deve apenas confortar, ou quando deve repreender com severidade. E após repreender o Seu povo no capítulo de ontem e fazê-los entender de que necessitavam confessar os seus pecados e achegar-se ao Único capaz de salvá-los, a promessa que se segue no capítulo de hoje é a melhor notícia mundial de todos os tempos: “Todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra” (v.21).
Após um relato que mais parece um resumo das notícias atuais, “porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (v.2), Isaías descreveu o ministério do povo de Deus na Terra: “mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a Sua glória se vê sobre ti”. Deus chamou o Seu povo para ser uma luz a fim de atrair as nações (v.3). Diferente das notícias e da publicidade que se dá às mazelas e horrores mundiais, o povo de Deus é chamado para publicar “os louvores do Senhor” (v.6). Não podemos e não devemos ser alheios ao que acontece ao nosso redor. Podemos até fechar os olhos para não contemplar a maldade, mas jamais fechá-los diante das necessidades humanas. Assistir a vídeos chocantes não resolve o problema do teu semelhante, mas estender a mão para ajudá-lo é resplandecer a glória de Deus.
A finalidade da luz não é de chamar a atenção para si, mas para as coisas que estão ao seu redor. Ninguém acende uma lâmpada para ficar olhando para ela. Ninguém, em sã consciência, fica contemplando a luz do sol. Porém, a luz é necessária para que possamos enxergar o caminho por onde andar. Da mesma forma, Deus não nos ilumina para que os outros olhem para nós, mas para que a nossa vida seja uma luz a conduzir o mundo para o Caminho (Jo.14:6). E é mediante o amor de Cristo em nós que somos capacitados a iluminar. E atenção, amados: Muito cuidado! Quando um anjo de luz pensou que a luz procedia dele mesmo, causou a maior tragédia de todos os tempos, e é por isso que nós estamos vivendo neste mundo escuro até hoje.
Dentro em breve estará cumprida a missão da “luz do mundo” (Mt.5:14), então, veremos a verdadeira Fonte de luz e ficaremos radiantes de alegria. O nosso “coração estremecerá e se dilatará de júbilo” (v.5) diante da glória do nosso Salvador e Redentor (v.16). Iremos para a “Cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel” (v.14), onde Ele constituirá “glória eterna, regozijo, de geração em geração” (v.15). Não precisaremos mais da luz do sol, nem a lua terá mais função, “porque o Senhor será a [nossa] luz perpétua, e os dias do [nosso] luto findarão” (v.20). Não mais dor, não mais lágrimas, não mais violência na nova terra, nem ruínas ou desolação nos seus limites (v.18). “A morte já não existirá” (Ap.21:4). Não haverá mais mentirosos, corruptos, assassinos, ou destruidores da terra (Ap.11:18), mas “todos os do Teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra” (v.21).
“Dispõe-te, resplandece”, povo do Deus Vivo, “porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti” (v.1)! “Levanta em redor os olhos e vê; todos estes se ajuntam e vêm ter contigo” (v.4), para conhecer o nosso Deus! Falta pouco para contemplarmos a glória do Unigênito do Pai! Falta pouco para o cumprimento da promessa feita pelo próprio Deus: “Eu, o Senhor, a seu tempo, farei isso prontamente” (v.22). E este tempo está para cumprir-se e se apressa para o fim! “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Querido Pai Celestial, a Tua fiel e maravilhosa promessa está para cumprir-se, mas, antes que aconteça, haverá um terrível tempo de angústia. Não sabemos se o enfrentaremos. Porém, venha o que vier, queremos estar prontos para sermos fiéis até à morte, ou estarmos vivos por ocasião da Tua volta. Falta tão pouco, Senhor! E a Tua Palavra diz que os sábios entenderão isso. Dá-nos a sabedoria que necessitamos a fim de que nenhuma prova nos pegue de surpresa, mas, iluminados pela glória do Teu conhecimento, possamos exultar e erguer a nossa cabeça, sabendo que a nossa redenção se aproxima. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías60 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 60 – As profecias deste capítulo não se cumpriram como Deus predissera. Pois, Israel falhou; não preencheu os pré-requisitos para viver a glória de Jerusalém. O povo não viveu para ser luz entre as nações.
Além de tornarem-se exclusivistas, egoístas e com sentimentos de superioridade, os judeus não melhoraram sua espiritualidade após o exílio babilônico. As evidências dessa perversão são as repreensões de Ageu, Zacarias, Esdras, Neemias e Malaquias. Porém, Deus não cancelou Suas maravilhosas promessas; pelo contrário, Ele as ampliou, graças à obra de Cristo na cruz!
• Em Isaías 60:1-3, 19-20 a luz e a glória divinas se levantariam sobre Jerusalém. A cidade é descrita como brilhante e iluminada pela presença de Deus. Porém, será na Nova Jerusalém, profetizada por João, que não precisará de sol nem de lua, “pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é Sua candeia. As nações andarão em sua luz, e os reis da Terra lhe trarão a sua glória. Suas portas jamais se fecharão de dia, pois ali não haverá noite” (Apocalipse 21:23-25; 22:1-5).
• Em Isaías 60:4-12 está profetizado sobre reuniões das nações em torno de Jerusalém, trazendo riquezas e recursos à cidade. Contudo, de forma plena, isso acontecerá na Nova Jerusalém, após o milênio, quando “a glória e a honra das nações lhe serão trazidas” (Apocalipse 21:26).
• Em Isaías 60:13-16 Jerusalém é mencionada como uma noiva adornada para seu esposo, simbolizando a união especial com Deus. Mas, será quando forem recriados Novos Céus e Nova Terra que Jerusalém será retratada como a noiva do Cordeiro – quando “o tabernáculo de Deus esta[rá] com os homens, com os quais Ele viverá. Eles serão seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus” (Apocalipse 19:7-9; 21:1-3).
• Em Isaías 60:17-18, 21-22 fala de Jerusalém totalmente restaurada, “sem violência em sua terra, nem de ruína e destruição dentro de suas fronteiras”, em que “todo o seu povo será justo…”. Tal realidade se dará quando o mal for completamente exterminado e, Deus não permitir que entre na Cidade Santa covardes, incrédulos, depravados, assassinos, imorais, amantes de feitiçaria, idólatras e mentirosos (Apocalipse 21:8).
A garantia divina no final de Isaías 60 foi reiterada em Apocalipse 21:5 “estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”. Então… aguardemos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/59
Isaías 59 começa com uma promessa do poder de Deus, e então imediatamente muda para uma lista contundente e detalhada de acusações contra Seus professos seguidores.
Agora, quais eram exatamente essas acusações legítimas? “Iniqüidade” certamente é uma acusação proeminente, mas, na realidade, o que isso significa? Ah! — Assim como nos capítulos anteriores, a notável falta de justiça entre o povo de Deus satura todo o argumento. Ler o livro de Isaías é ficar profundamente impressionado com a ideia repetida de que Deus está extremamente preocupado com a forma como as pessoas são tratadas… por outras pessoas! E quando os professos membros da igreja não sabem como se relacionar gentilmente entre si, eles simplesmente “tateiam a parede como cegos”, porque “a verdade caiu nas ruas”. Para não falar da acusação de que “a justiça está longe de nós”.
Em que condição desprezível estamos! Mas, felizmente, a situação não é nada desesperadora! Do versículo 16 até o final do capítulo, nosso amoroso Senhor descreve em detalhes como Ele se propõe a nos salvar de nós mesmos. O nosso Salvador Ressuscitado promete proteger aqueles que se voltam para Ele e para a SUA justiça, ao mesmo tempo que exerce a vingança merecida sobre aqueles que continuamente rejeitam as sinceras ofertas de salvação de Cristo.
David Grams
Capelão, Hartland College, Rapidan, Virgínia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/59
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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593 palavras
1 A mão do SENHOR não está encolhida. Muitos em Israel atribuíam as dificuldades da nação à incapacidade de Deus de libertá-los. … Nesta passagem, o Senhor responde a essas objeções. A culpa não está nEle, mas com eles. CBASD – Comentario Biblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 329.
2 Vossas iniquidades fazem separação. Se os céus parecem distantes da Terra, é porque o pecado colocou um véu de separação entre o homem e Deus. CBASD, vol. 4, p. 329.
3 Vossas mãos. Embora os judeus professassem de forma vigorosa a religião, suas palavras e obras eram continuamente más. CBASD, vol. 4, p. 329.
4 Ninguém há que clame pela justiça. A ideia é que, quando vai ao tribunal contra alguém, a pessoa o faz nao para alcançar justiça, mas para assegurar a sanção dos tribunais para a injustiça e a opressão. CBASD, vol. 4, p. 329.
5 Tecem teias de aranha. Teciam teias de engano para seduzir o próximo. … instrumento de morte. CBASD, vol. 4, p. 329.
6 As suas teias não se prestam para vestes. Os que se ocupam em tecer teias de aranha perdem tempo produzindo o que não só é inútil, mas prejudicial. CBASD, vol. 4, p. 329.
7 Seus pés correm para o mal. Depois de cometer um ato perverso, ficavam impacientes para cometer o seguinte (comparar com Pv 1:16; 6:17, 18; Mq 7:3). CBASD, vol. 4, p. 329.
Pensamento de iniquidade. Pensamentos maus dao origem a atos ímpios. Tentativas para frustrar o mal quando este alcança o estagio de ação geralmente sao inúteis. A única maneira de se prevenir acoes mas é transformar os pensamentos (ver com. de Mt 5:17-22). CBASD, vol. 4, p. 329, 330.
8 O caminho da paz. O povo de Deus desfruta paz (Is 32:18) porque tem paz no coração. CBASD, vol. 4, p. 330.
10 Apalpamos. Quando os seres humanos se recusam a andar no caminho da retidão e da justiça, Deus permite que a escuridão lhes sobrevenha (Is 6:10; cf Rm 11:25). CBASD, vol. 4, p. 330.
12 Nossas transgressões. Representando o povo de Judá, Isaías reconhece com sinceridade suas transgressões. CBASD, vol. 4, p. 330.
13 Retirarmo-nos do nosso Deus. O pecado afasta as pessoas de Deus, nunca as aproxima. CBASD, vol. 4, p. 330.
14 O direito de retirou. Isaías descreve a triste situação que prevalecia nos tribunais e nos negócios particulares dos judeus. Personifica-se a justiça, que é descrita como fugindo para sua própria segurança. Ela temia se aventurar em publico. CBASD, vol. 4, p. 330.
15 O SENHOR viu isso. Estas palavras dao inicio uma nova seção. Concluiu-se a acusação divina dirigida a Judá (v. 9-15). O Senhor entao estuda a condição desesperada de Judá e Se oferece como salvador e intercessor. CBASD, vol. 4, p. 331.
16 Sua própria justiça o susteve. É a misericórdia divina que faz com que o Onipotente intervenha em favor de Seu povo sitiado. … Sem a intervenção divina, o ser humano nao tem esperança. CBASD, vol. 4, p. 331.
17 Couraça. Isaias descreve Cristo como um guerreiro armado que entra na batalha pela salvação do ser humano (ver Ef 6:14, 17). CBASD, vol. 4, p. 331.
18 Segundo as obras deles. Quando Cristo retornar, será “para retribuir a cada um segundo as suas obras (Ap 22:12). CBASD, vol. 4, p. 331.
Às terras do mar. Isto é, nacoes distantes que oprimiriam o povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 331.
19 Temerao, pois, o nome de Deus. A manifestação final do poder de Deus em favor de Seu povo fará com que todos O reconheçam, de uma extremidade à outra da Terra (Sl 50:1-6; Ml 1:11; Ap 5:13; 15:3, 4). CBASD, vol. 4, p. 331.
Virá como torrente. Uma tradução literal da frase seria: “Ele virá como um rio de angústia”. CBASD, vol. 4, p. 332.
20 Virá o Redentor. Esta profecia se cumprirá na segunda vinda de Cristo. O Senhor voltará para salvar Seu povo: os que abandonaram a transgressão e O aceitaram como salvador. CBASD, vol. 4, p. 331.
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“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça” (v.2).
Sobre Israel repousava a culpa por seus pecados, iniquidades e transgressões, cada qual representando uma forma diferente de separar-se de Deus. Erro de percurso, imoralidade e rebelião indicavam um afastamento total do Senhor e uma completa dependência dEle para mudar um quadro tão desanimador. O tema principal deste capítulo aborda o assunto mais evitado ou até ignorado pela maioria, mas que envolve a todos, “porque todos pecaram” (Rm.5:12).
Não há como fugir desta realidade. A “lei do pecado que está nos [nossos] membros” (Rm.7:23) nos aprisiona a uma condição desfavorável e, na maioria das vezes, nos leva a praticar aquilo que não queremos fazer. Ignorar a existência do pecado não o torna inexistente, mas cria um obstáculo ainda maior à compreensão do significado da graça. Sobre isto, escreveu George Knight:
“É importante reconhecer que uma doutrina inadequada de pecado levará inevitavelmente a uma doutrina inadequada de salvação. Edward Vick ensina corretamente que ‘o primeiro elemento na perfeição cristã [ou em qualquer outro aspecto da salvação] é reconhecer que somos pecadores […] Reconhecer que somos pecadores significa admitir que existe um poder que nos domina e nos impede de ser o que Deus quer que sejamos. Esse poder é o poder do pecado’” (Pecado e Salvação, CPB, p.29).
Israel cometeu o desatino de comparar o Senhor aos deuses de paus e pedras das nações pagãs, que “têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam” (Sl.115:5-7). Então, Deus revelou através de Seu profeta: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o Seu ouvido, para não poder ouvir” (v.1). O problema não estava em que Deus havia esquecido do Seu povo, mas em que Seu povo havia esquecido do seu Deus. Tornaram-se indiferentes ao “assim diz o Senhor”. Não havia “justiça nos seus passos” (v.8) e andavam “falando mentiras” (v.4). Os seus pés corriam para o mal (v.7) e do coração proferiam “palavras de falsidade” (v.13). Esperavam pela luz e pelo resplendor, mas só havia trevas e escuridão (v.9).
Muitos há que têm lançado os seus pecados para “debaixo do tapete”, enquanto esperam que o poder de Deus se manifeste onde não há arrependimento e confissão. Somente quando os pecados de Israel deixaram de ser apenas um relato para se tornar uma confissão (v.9-15), foi que surgiu a esperança e a redenção (v.16-21). O pecado pode não ser o nosso assunto preferido nas Escrituras, mas ele está ali para nos lembrar de nossa real condição: condenados à morte (Rm.6:23). Somente a graça de Jesus pode nos livrar de nossa condenação: “Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).
O Senhor dos Exércitos Se revestiu de Sua armadura (v.17) e prometeu ser fiel à aliança que havia feito com o Seu povo (v.21). Ele não só está revestido de Sua armadura, como nos dá o privilégio de usá-la também: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O “Espírito do Senhor” está prestes a ser derramado “como torrente impetuosa” (v.19) sobre o Seu remanescente, e “virá o Redentor” para salvar os “que se converterem, diz o Senhor” (v.20). Apesar da condição de pecadores, escolheram odiar o pecado e desviar-se do mal (v.15), por isso o Espírito Santo e a Palavra de Deus não se apartarão da boca deles, “nem da de [seus] filhos, nem da dos filhos de [seus] filhos, não se apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o Senhor” (v.21).
Estamos vivendo, amados, em tempos decisivos e muito perigosos. Até mesmo em nosso meio Satanás tem levantado seus agentes para “pregar opressão e rebeldia” (v.13). Ideologias e filosofias humanas são introduzidas em discursos aparentemente inocentes, enquanto a Bíblia é usada com um fim espúrio assim como o diabo o fez no deserto da tentação. Há uma aplicação urgente a este tempo das palavras de Paulo aos romanos: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa redenção está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm13:11).
Aos que têm buscado ao Senhor de todo o coração e estudado as profecias com quebrantamento de espírito, não serão surpreendidos com o que está por vir. Jesus logo voltará! Portanto, clame pela justiça, arrependa-se e confesse os seus pecados diante de Deus, abrace a verdade que liberta e converta-se ao Redentor que breve virá!
Pai bendito, o Teu juízo e a Tua justiça são a base do Teu trono. Livra-nos dos enganos destes últimos dias, que tentam nos conquistar com mentiras açucaradas! Ajuda-nos a viver para Ti e em Ti, ainda que caiam os céus! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, exército do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías59 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 59 – Este capítulo continua a abordar temas relacionados à justiça, pecado, restauração e redenção seguindo o fluxo de mensagens dos capítulos anteriores.
Em Isaías 59, o profeta trata dos seguintes itens:
• A prática insistente do pecado produz afastamento de Deus, cria obstáculo ao relacionamento íntimo com Ele e, consequentemente, impede Suas preciosas bênçãos resultantes do envolvimento com Ele (Isaías 59:1-2).
• O afastamento de Deus resultante das práticas incorretas da religião descritas em Isaías 56, 57 e 58 resulta em ações incorretas no dia a dia da sociedade; as pessoas passam a ferir o próximo, falam mentiras, reclamam, ignoram a justiça, acusam falsamente, “concebem maldade e geram iniquidade”, enganam, maquinam o mal, agem com violência, “seus pés correm para o mal”, “seus pensamentos são maus”, “não conhecem o caminho da paz” (Isaías 59:3-8). São pessoas briguentas, perigosas e cruéis; “…os ímpios são como o mar agitado, incapaz de sossegar e cujas águas expelem lama e lodo” (Isaías 57:20).
• Nossa sociedade é a evidência do que acontece quando esquivamos da verdadeira religião: Nosso habitat se torna um lugar onde a justiça está ausente e as pessoas estão sempre se envolvendo em práticas que tornam a sociedade num lugar de alta periculosidade. Por isso, “todos nós urramos como ursos; gememos como pombas. Procuramos justiça, e nada! Buscamos livramento, mas está longe!” (Isaías 59:9-11).
• Então, precisamos analisar nossa condição e avaliar nossa situação a fim de reconhecermos que por nós mesmos não conseguimos solução, redenção e transformação em parte alguma (Isaías 59:12-15).
• A atuação de Deus Pai, enviando Seu Filho através do Espírito Santo traria solução aos que Se arrependessem de seus pecados; assim, teríamos livramento nesta sociedade decadente, deplorável e corrompida (Isaías 59:15-21). O próprio Deus decide agir por conta própria e trazer redenção! A salvação do pecador passa pela necessidade de reconhecimento e arrependimento diante do pecado.
Em meio à escuridão da imoralidade, podemos iluminar a sociedade com a luz da verdade que restaura. Através da mensagem bíblica podemos melhorar o mundo.
“Embora existam muitos livros de autoajuda ou reflexivos que tenham mudado a mente de várias pessoas, nenhuma produção literária da História modificou tantas vidas como a Bíblia Sagrada”, diz Rodrigo Silva!
Caso queiramos uma sociedade melhor, devemos compartilhar a mensagem da Bíblia! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/58
Em um mundo faminto por justiça social, os cristãos devem reparar brechas, preencher lacunas e curar feridas. Devemos ser o coração e as mãos de Deus para os sofredores.
Deus sempre foi um guerreiro em prol da justiça, um defensor apaixonado dos indefesos. Aos olhos do Céu, a verdadeira religião se manifesta evitando fofocas e julgamentos, evitando palavras maliciosas, quebrando as correntes da injustiça, libertando corações oprimidos emocional e espiritualmente, compartilhando comida com os famintos, fornecendo lares para os sem-teto e cuidando de parentes que estão em necessidade. Não é suficiente simplesmente acreditar nas doutrinas certas ou ser vegano. Deus requer corações transformados. Ele o quer envolvido no resgate e na reparação.
Deus repreende rituais sem relacionamento, jejum sem obediência, religião sem compaixão. Ele adverte contra formas externas de religião sem reformas internas do coração. Ele deseja uma busca pela justiça com todas as forças da mente e do coração. Qualquer coisa menos do que isso é religião falsa, é um zombaria a respeito do coração de Deus.
De que adianta jejuar se você continua brigando com os membros da igreja? De que adianta devolver o dízimo se você negligencia atender aqueles que estão sofrendo? Deus deseja que suas escolhas e seu comportamento demonstrem de uma maneira prática as suas crenças.
Somos chamados para iluminar o mundo. Você vai deixar seu coração brilhar?
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/58
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1 Clama a plenos pulmões. Em Isaías 57:15 a 21, o profeta apresenta a mensagem celestial de reconciliação e paz. No cap 58, ele fala sobre o que constitui o arrependimento e o que é essencial para que as bênçãos prometidas sejam derramadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 324.
2 Ainda Me procuram dia a dia. Exteriormente, a nação de Judá professava seguir o Senhor, mas o coração estava longe dEle. As pessoas se apegavam a formas externas da religião e negligenciavam seus princípios básicos. Jejuavam e oravam, observavam o sábado e as festas sagradas, apresentavam ofertas no templo e participavam das assembleias solenes, ao mesmo tempo em que se envolviam com toda forma de iniquidade (Is 1:11-15). CBASD, vol. 4, p. 325.
3 Por que jejuamos … ? A hipocrisia permeava a vida religiosa (ver com. de Mt 6:2). Eles pensavam que recebiam a aceitação de Deus por meio da aflição física. … Esqueceram-se de que a essência da verdadeira religião é o exercício da justiça, misericórdia e humildade (Mq 6:8; ver com. de Is 57:15). CBASD, vol. 4, p. 325.
Cuidais dos vossos próprios interesses. As pessoas jejuavam porque queriam assim obter a aprovação divina. Não compreendiam o significado espiritual do jejum e da observância do sábado, e criam que cumprir as formas de religião lhes permitia satisfazer as próprias paixões e oprimir o pobre e o desamparado. CBASD, vol. 4, p. 325.
Exigis que se faça todo o vosso trabalho. Literalmente, “oprime todos os vossos trabalhadores” (ver Lv 19:13; Tg 5:4). CBASD, vol. 4, p. 325.
4 Para contendas e rixas. As formas do jejum eram religiosamente seguidas, mas o espírito do verdadeiro jejum (ver v. 6) havia se perdido. Práticas rigorosas serviam apenas para causar irritação. O jejum conforme ordenado por Deus (v. 6) teria resultado num viver virtuoso. CBASD, vol. 4, p. 325.
5 Seria este o jejum … ? Eles jejuavam apenas para garantir o favor de Deus e assegurar a aprovação de seus atos maus, como se a abstinência de alimento fosse mais importante para Deus do que se afastar da iniquidade (ver com. de Mt 6:16). CBASD, vol. 4, p. 325.
6 Que soltes as ligaduras. O verdadeiro jejum foi designado para purificar as inclinações e reformar a vida. Mas, entre os judeus, as práticas religiosas tinham se tornado um manto para ocultar a opressão dos fracos, o roubo às viúvas e aos órfãos, e todas as formas de suborno, engano e injustiça (Is 1:17, 23; Os 4:2; Am 2:6, 3:10; 4:1; 5:11; 8:4-6; Mq 6:11, 12). O verdadeiro propósito da religião é libertar o ser humano dos fardos do pecado, eliminar a intolerância e a opressão e promover justiça, liberdade e paz. Deus queria que Seus filhos fossem livres, mas os líderes de Israel os estavam convertendo em escravos e mendigos. CBASD, vol. 4, p. 325. [Destaque acrescido].
7 Repartas o teu pão. A verdadeira religião é prática. Sem dúvida, inclui os ritos e as cerimônias da igreja, mas é na atitude perante o próximo que se manifesta a presença ou a ausência da verdadeira religião. Não é tanto uma questão de se abster do alimento quanto o é de compartilhar o alimento com o faminto. A bondade na prática é o único tipo de religião reconhecida no juízo final (Mt 25:34-46). CBASD, vol. 4, p. 325.
8 Tua cura. O que se faz para o bem de outros resulta em benefício para si mesmo. CBASD, vol. 4, p. 325.
Tua retaguarda. Quando são trilhados os caminhos que Deus escolhe, pode-se ter a certeza de Sua presença e proteção. CBASD, vol. 4, p. 326.
9 Se tirares do meio de ti o jugo. Com crítica, censura, fofocas e insinuações, muitas pessoas tornam o fardo do próximo quase insuportável. Muitos cristãos são esmagados e enviados à sepultura desanimados e derrotados por terem sido objeto de escárnio de de outros cristãos. Deus não pode Se aproximar de Seu povo enquanto este estiver ocupado em criticar e oprimir o próximo. CBASD, vol. 4, p. 326.
10 Se abrires a tua alma ao faminto. Isto é, ter interesse pessoal. Se a igreja vivesse à altura de suas oportunidades e responsabilidades, se seus membros fossem cristãos tanto em espírito como no nome, logo se cumpriria a missão, e o Senhor voltaria em glória. Vidas de serviço egoísta afastam a luz da glória de Deus (ver Is 9:2; 60:1, 2). CBASD, vol. 4, p. 326. [Destaque acrescido.]
11 O SENHOR te guiará. Para ser guiada por Deus, a pessoa deve primeiramente abandonar o eu e se entregar por completo à obra do Mestre. Deus não pode guiar os obstinados, convencidos e egoístas. CBASD, vol. 4, p. 326.
Fartará a tua alma até em lugares áridos. Em tempos de aridez espiritual, Deus promete refrigério aos que buscam com sinceridade ser uma bênção ao próximo. CBASD, vol. 4, p. 326.
12 Os teus filhos edificarão as antigas ruínas … serás chamado restaurador de brechas. Aqui se descreve uma grande obra de reavivamento, reforma e restauração. Havia uma brecha no muro, devido à falta da prática da verdadeira religião (v. 3-5). CBASD, vol. 4, p. 326.
13 Desviares o pé. A obra de restauração deve começar com um reavivamento da verdadeira observância do sábado, cuja essência é a comunhão com Deus e recordação do Seu poder criador, no dia que Ele tornou sagrado. … Nunca foi o propósito divino que o sábado fosse um fim em si mesmo, mas um meio pelo qual o ser humano pudesse se familiarizar com o caráter e os propósitos do Criador (ver com. de Êx 20:8). CBASD, vol. 4, p. 326.
Teus próprios interesses. A essência do pecado é o egoísmo; fazer o que se deseja, sem levar em consideração a Deus ou ao próximo. O sábado dá ao ser humano a oportunidade de subjugar o egoísmo e cultivar o hábito de fazer o que agrada a Deus (1Jo 3:22) e que contribui para o bem-estar de outros. Quando compreendido e observado corretamente, ele se torna a chave para a felicidade do ser humano tanto aqui quanto no porvir. A verdadeira observância do sábado conduzirá à reforma descrita em Isaías 58:5 a 12. Os que não participam do espírito do sábado como Deus ordenou não percebem o que estão perdendo. O sábado é uma das maiores bênçãos do Criador aos seres criados. CBASD, vol. 4, p. 326, 327.
Deleitoso. Os que consideram o sábado uma carga não descobriram seu verdadeiro significado e valor. A mera observância do sábado tem pouco valor. CBASD, vol. 4, p. 327.
E o honrares. Eis a prova decisiva para se determinar o que é certo e apropriado fazer no sábado: Isso honra a Deus? Toda atividade cujo objetivo seja aprender mais dos caminhos, do caráter, das obras e da vontade do Criador, ou que seja um canal pelo qual Seu amor pode alcançar o coração e a vida do próximo, é sem dúvida, uma honra a Deus. CBASD, vol. 4, p. 327.
14 Então, te deleitarás. Os que fazem do sábado o que Deus planejou que ele fosse têm comunhão íntima com Ele. CBASD, vol. 4, p. 327.
Os altos da terra. Promete-se prosperidade material e espiritual a que de coração toma parte no espírito do sábado (ver com. de Mt 6:33). CBASD, vol. 4, p. 327.
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“Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável” (v.12).
A prática do jejum era muito comum no antigo Israel. Encontramos a primeira referência ao jejum na Bíblia quando Moisés subiu ao monte para receber as segundas tábuas da Lei, e “ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras” (Êx.34:28). O primeiro jejum bíblico, portanto, estava intimamente relacionado com os mandamentos de Deus, e antecedeu o momento em que a pele do rosto de Moisés “resplandecia, depois de haver falado com Deus”, de forma que “pôs um véu sobre o rosto” (Êx.34:29 e 33). Uma experiência marcante que assinalou o recomeço de um povo chamado para iluminar o mundo com a glória do Senhor.
Também encontramos outra experiência marcante sobre o jejum, quando o profeta Elias fugiu da ira de Jezabel e, após ser alimentado com a água e o pão do Céu, “com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1Rs.19:8). O próprio Jesus experimentou o jejum, quando “foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”, onde jejuou “quarenta dias e quarenta noites” (Mt.4:1 e 2). Há três semelhanças especiais nestes três jejuns que gostaria de destacar:
1. Todos estavam no deserto;
2. Todos jejuaram durante quarenta dias e quarenta noites;
3. Todos depois subiram em um monte;
A abstinência no comer e no beber, porém, não é um fim em si mesma. Moisés subiu ao monte e ali permaneceu abstinente porque Deus o levou para lá e o sustentou pelo Seu poder. Elias caminhou tantos dias sustentado pelo alimento e bebida do Céu. Mas o nosso Salvador foi o único cujo relato diz que “teve fome” (Mt.4:2) e ainda teve de enfrentar os dardos inflamados do Maligno. Ele não teve a sua face resplandecendo como a de Moisés. Ele não ouviu a voz de Deus como Elias ouviu na caverna. Mas, sustentado pelo trio espiritual da fé: Jejum, oração e a Palavra de Deus, “O deixou o diabo, e eis que vieram anjos e O serviram” (Mt.4:11).
Amados, o que o profeta Isaías escreveu e que “a plenos pulmões” (v.1) teve de clamar, é a essência que envolveu esses três jejuns especiais: o amor e a fidelidade a Deus. A fé operante de Moisés, de Elias e de Cristo se fundem para nos dizer que o verdadeiro jejum está em fazer a vontade do Pai. Não foi sem razão que na transfiguração de Jesus, em “um alto monte […] apareceram Moisés e Elias, falando com Ele” (Mt.17:3). O jejum não é um botão que acionamos para que os nossos desejos sejam realizados e nem tampouco um instrumento de penitência. O jejum aceitável a Deus é aquele que nos eleva ao monte da comunhão para de lá descermos iluminados de santa consagração, a fim de sermos uma bênção para os nossos semelhantes.
Moisés foi usado por Deus para lembrar o povo dos mandamentos que haviam esquecido, inclusive o mandamento do sábado: “Considerai que o Senhor vos deu o sábado” (Êx.16:29). “Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs.18:30). Jesus declarou e viveu estas palavras: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt.5:17). O capítulo de hoje é um clamor para que possamos viver esta real experiência com Deus e, por meio dela, nossos filhos façam parte da geração que edificará “as antigas ruínas” (v.12). Um clamor para que vivamos o evangelho prático, que mesmo seja o deserto o último lugar de nossa existência, ou a experiência de alguns dias, confiemos de que, se perseverarmos, o Senhor converterá o deserto em “um jardim regado e […] um manancial cujas águas jamais faltam” (v.11).
Quer receber a força do alto para superar os desertos de sua vida? Então, suba ao monte da comunhão e desça de lá para ser uma bênção! Uma vida consagrada a Deus e ao próximo, eis o verdadeiro jejum! E não há dia mais oportuno para isso do que o sábado, pois “é lícito, no sábado, fazer o bem” (Lc.6:9). Ou seja, fazer do sábado um dia de cura e salvação está em conformidade com a Lei de Deus e nos leva a gozar das bênçãos celestiais, “porque a boca do Senhor o disse” (v.14).
Não perca o privilégio de experimentar este jejum que restaura, liberta e promove a verdadeira paz! “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9). Entra no descanso do teu Senhor, e Ele “fartará a tua alma até em lugares áridos” (v.11).
Pai, o sábado nos lembra que somos Teus pela criação e somos Teus pela redenção. Ajuda-nos a desfrutar da bênção, da santificação e do descanso do Teu santo dia (Gn.2:1-3). Que cada sábado seja para nós um memorial semanal de que o Senhor está conosco todos os dias. Dá-nos prazer no estudo da Tua Palavra e na oração, para que possamos prosseguir em conhecê-Lo e, assim, cheios do Espírito Santo, testemunharmos do Senhor a nossos semelhantes. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, reparadores de brechas e restauradores de veredas!
Rosana Garcia Barros
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