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“Pois assim me disse o Senhor: Vai, põe o atalaia, e ele que diga o que vir” (v.6).
Com dolorosos sintomas físicos e emocionais, Isaías revelou grande sensibilidade diante do que estava por vir. Sua comunicação com Deus receberia o reforço de uma terceira pessoa, um atalaia, que relataria o que o profeta não podia ouvir e nem ver (v.3). O Senhor conhece bem a estrutura de Seus filhos, e mesmo a Seus profetas, só pede o que sabe que podem realizar. Dia e noite, o atalaia aguardava o anúncio a ser proclamado. E a queda de Babilônia foi predita e proclamada como o rugido do símbolo de sua arrogância: “Caiu, caiu Babilônia” (v.9).
Enquanto a profecia anterior é clara, a profecia seguinte possui um requinte de mistério diante de uma pergunta sem uma resposta precisa: “Guarda, a que horas estamos da noite? […] Respondeu o guarda: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde” (v.11, 12). Já a sentença contra a Arábia revela detalhes de um cenário de batalha, com fuga para os bosques, escassez de água e alimento e a presença de armas de guerra. Para o profeta, eram palavras difíceis de falar e que, pela sua reação inicial, profecias que ele compreendeu em seu sentido mais fiel.
Assim declara a segunda voz angélica: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). O vinho sedutor da grande meretriz espiritual dos últimos dias logo dará lugar ao “vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap.14:10). Eis uma revelação que também deve ter feito o profeta João tremer. Se a justiça de Deus aplicada às nações antigas já era considerada com temor, que dirá a Sua justiça final mediante o clímax de Sua ira. Certamente se cumprirá o que está escrito: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt.5:6).
Mesmo diante de mensagens tão fortes e decisivas, não há o que temer para os que aguardam com perseverança o tempo de seu resgate; para os que, movidos pelo saudosismo de alcançar uma pátria superior, aguardam com expectativa o cumprimento da promessa: “Guarda, a que horas estamos da noite?” (v.11). Mesmo que não tenhamos uma resposta específica, mesmo que não saibamos o tempo exato da vinda do nosso Senhor e Salvador, precisamos permanecer em nossa “torre de vigia” (v.8), até que do alto possamos ouvir “a voz do Arcanjo” (1Ts.4:16).
“Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no Meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo” (Jl.2:1). Como derradeiros atalaias de Deus, precisamos gritar “como um leão” (v.8) que Jesus está voltando. Que Ele está às portas! Que este mundo está em contagem regressiva e não aguentará por mais tempo os destrutivos resultados do pecado. Ergamos as nossas cabeças, pois a nossa redenção se aproxima! E tão perto como estamos deste momento glorioso, se fizermos parte do seleto grupo dos salvos vivos, enfrentaremos o cenário da grande última batalha e nos sentiremos exaustos “diante do furor da guerra” (v.15). Mas teremos a nosso favor o Senhor dos Exércitos, poderoso nas batalhas, que de nossa fraqueza tirará forças. Ele nos sustentará até que do alto surja o raiar da tão desejada manhã gloriosa.
Enquanto aguardamos, amados, confiemos na confortante e fortalecedora promessa: “Reprime a tua voz de choro e as lágrimas de teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor” (Jr.31:16, 17).
Senhor, o capítulo de hoje bem resume a nossa condição atual. Estamos vivendo na noite deste mundo aguardando o raiar da manhã da redenção. E nosso coração só pergunta: “A que hora estamos da noite?”. Mas sabemos que quando findar a graça estaremos em meio às trevas de um mundo condenado à destruição. O Senhor, porém, nos sustentará com pão e água e, em pouco tempo, veremos a linda face do Sol da Justiça. É nessa esperança que nos apegamos a cada dia! Fortalece-nos, Senhor e faz-nos Teus atalaias! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, atalaias dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Isaías21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 21 – Isaías aborda o julgamento de várias nações; aqui o profeta trata de Babilônia, Dumá e Arábia. Embora cada seção tenha seu contexto histórico específico, os teólogos concordam que a Bíblia contém mensagens atemporais podendo ser aplicadas de maneira diversas em diferentes épocas e contextos.
Então, em pleno século 21, o que podemos aprender de Isaías 21 quanto ao…
• Julgamento da Babilônia (Isaías 21:1-10)?
• Julgamento contra Dumá (Isaías 21:11-12)?
• Julgamento contra a Arábia (Isaías 21:13-17)?
A queda de Babilônia serve como lembrete de que o poder e a riqueza são efêmeros. O orgulho e a arrogância podem levar poderosos e ricos que confiam em si mesmos a consequências negativas; por outro lado, a humildade é uma qualidade importante em todas as situações e época.
• A profecia de Babilônia mostra-nos que as decisões que tomamos podem afetar não apenas a nós mesmos, mas também aqueles ao nosso redor e até mesmo as futuras gerações.
A profecia didática sobre Dumá nos leva a refletir a importância da vigilância e a responsabilidade em relação às questões sociais, políticas e éticas de nosso tempo.
• Ser consciente do que acontece ao nosso redor e agir com responsabilidade é uma mensagem útil a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos do século 21.
Na mensagem focando a Arábia mostra que confiar em Deus mesmo em tempos de incerteza é essencial para nossa sobrevivência. Independentemente dos desafios que enfrentamos em nossa sociedade, a confiança que vai além de nós e chega até Deus contribui para comunidades mais fortes e justas em meio às adversidades.
• O julgamento contra a Arábia destaca a importância da solidariedade e apoio mútuo, e isso não tem lugar e tempo que não seja relevante.
O impressionante em Isaías 21 é o relato vívido e profundamente emocional descrito pelo próprio profeta sobre os intensos efeitos físicos e psicológicos resultantes da visão da derrota iminente da Babilônia nas mãos dos elemitas e medos (versículos 3-4). Isso demonstra que o foco não é meramente tratar dos destinos geopolíticos, mas sobre os sentimentos de Deus revelados no coração do profeta inspirado pelo Espírito Santo.
Deus não é frio e calculista; Seus verdadeiros mensageiros também não são indiferentes. Deus Se importa não apenas com Seu povo, mas com todos os povos!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/20
Onde podemos depositar nossa confiança? Alguns confiam no dinheiro, outros nas pessoas. Judá dependia de nações aparentemente estáveis e indestrutíveis: Egito e Etiópia. Contudo, estas nações não conseguiram protegê-las contra os ataques assírios.
Ao enfrentar desafios, onde podemos nos refugiar? O que devemos fazer diante de situações ameaçadoras? O profeta Isaías caminhou quase nu e descalço durante três anos mostrando a humilhação que as potências políticas mundiais enfrentariam (vs. 1-5). Quando até mesmo as grandes potências mundiais falham, “como escaparemos?” (v. 6).
Jesus humilhou-se ainda mais do que Isaías para salvar os judeus e a nós. Ele se tornou homem, viveu entre nós durante três anos e meio, morreu numa cruz sem roupa e proporcionou-nos a única forma de escapar. Se os judeus tivessem prestado atenção às mensagens de Isaías, estariam seguros. Nós também seremos salvos, se dermos ouvidos à mensagem do Deus que se humilhou (Filipenses 2: 5-11).
Aceitemos Cristo como nosso Salvador – o único que pode nos salvar.
Heber Toth Armí
Pastor distrital em Osório, Rio Grande do Sul, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/20
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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581 palavras
1-6 O juízo é contra o Egito e a Etiópia. Contudo, Deus estava tentando dissuadir seu povo de colocar a confiança em reinos sem futuro. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Tartã. Literalmente, “comandante”, sendo tartã o título do comandante-em-chefe dos exércitos assírios, não seu nome pessoal. Nos anais do 11o. ano de Sargão (711 a.C.), registra-se que Azuri, rei de Asdode [da Filístia], se rebelou contra a Assíria e que Sargão imediatamente enviou um exército, depôs Azuri, e colocou seu irmão mais novo, Aimiti, no trono de Asdode. Contudo, os asdoditas se recusaram a aceitar o rei que a Assíria os impôs, e em lugar dele colocaram um aventureiro grego no trono. De acordo com os anais de Sargão, outras cidades filisteias se juntaram na batalha contra a Assíria. Enviaram um pedido a “Pir’ u [faraó?], rei do Musru [Egito?], para que fosse aliado deles, mas [que era] incapaz de salvá-los”. Quando Sargão atacou Asdode, o usurpador grego fugiu “para o território de Musru, que pertence à Etiópia”, e um assírio foi feito governador. O rei da Etiópia estava atemorizado com o avanço de Sargão e, rapidamente, tomou medidas para fazer paz com a Assíria: prendeu o grego e o enviou à Assíria.
Sargão. Por muitos anos, a única referência disponível a esse importante rei assírio foi esta declaração [da Bíblia]. Antes, céticos contestavam a exatidão histórica deste texto, mas durante as escavações em Khorsabad, nos anos de 1843 a 1845, Paul-Émile Botta descobriu o palácio de Sagão, junto com suas famosas inscrições que falam da história deste importante rei.
2 Solta de teus lombos o pano grosseiro. Em geral se usavam panos de saco em sinal de luto, e soltá-lo era, portanto, um sinal de alegria (Sl 30:11). Mas, neste caso, o pano de saco parece ter sido a veste distintiva de Isaías, como as vestes de pelo de camelo de João Batista (Mt 3:4) e o cinto de couro e pelos de Elias (2Rs 1:8).
Despido. A palavra ‘arom, “despido”tanto pode significar completamente nu ou parcialmente vestido. neste caso (como em Is 58:7; Ez 18:7, 16; Mq 1:8), aponta-se o último significado. Isaías deixou de lado sua veste exterior e usou apenas as vestes interiores, uma prática comum no Oriente até hoje, principalmente entre os trabalhadores. O ato seria sinal de humilhação, privação e vergonha.
Três anos. Não está claro se Isaías se vestiu continuamente assim por três anos ou apenas em vários intervalos durante um período de três anos, para recordar ao povo a humilhação que viria do Egito.
4 Levará os presos do Egito. Sargão não deixou registros de sua invasão ao Egito, mas se “Musru”, para onde o usurpador grego fugiu, era o Egito (ver com. do v. 1), é provável que muitos egípcios que fizeram parte do movimento contra a Assíria tenham sido do mesmo modo enviados à Assíria em humilhação, como retratados aqui. No entanto, nos reinados de Assurbanípal (669-627?), o Egito foi, em várias ocasiões, invadido pelos exércitos assírios, e muitos cativos, mesmo da linhagem real, foram levados à Assíria.
6 Ilha (ARC) [ARA: “desta região”]. Do heb, ‘i, “ilha”, ou, como neste caso, “costa”. os povos de toda a costa da Palestina, incluindo a Filístia e Fenícia, e talvez Chipre, fizeram parte da revolta contra os assírios, mas foram duramente dominados. Eles descobriram, para sua tristeza, que nem com a ajuda do Egito e da Etiópia poderiam resistir ao poder assírio.
Fugimos. O rolo 1QIsa. do Mar Morto diz “confiamos [no apoio]”. De qualquer forma, o significado será o mesmo.
Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“Então, se assombrarão os israelitas e se envergonharão por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios, sua glória” (v.5).
De tempos em tempos, diante da ameaça de nações vizinhas, Israel estabelecia alianças políticas com países de considerável influência e força bélica. Essas alianças, contudo, eram feitas sem a aprovação de Deus ou, até mesmo, desconsiderando por completo o auxílio divino. O papel do profeta em meio a essa insensatez consistia em apelar ao povo através de mensagens incisivas e objetivas, sendo muitas vezes a sua própria experiência um recado vivo e claro da decadência espiritual da nação.
De todas as ordens dadas pelo Senhor aos Seus profetas, certamente andar nu e descalço durante três anos foi a mais vexatória. Isaías poderia ter se negado a passar tamanha vergonha ou reclamado o peso de sua função, mas a Bíblia diz que “Assim ele o fez, indo despido e descalço” (v.2), exatamente como o Senhor lhe havia ordenado. Não sabemos até que ponto era essa nudez, mas a obediência do profeta era a mais clara oposição à desobediência dos filhos de Israel e das nações pagãs advertidas. A fidelidade de Isaías era um constante e incômodo lembrete àqueles que se negavam a dar ouvidos a Deus e a Seus profetas. E sua nudez, a revelação da condição espiritual daqueles povos.
Desde o surgimento das primeiras nações da Terra, a História relata inúmeros registros de alianças políticas, guerras e pactos que foram quebrados por desacordo das partes. Nações que eram consideradas imbatíveis, ruíram como uma cidade indefesa. Nações que eram consideradas frágeis, impactaram o cenário da época. Líderes com forte voz ativa se tornaram como meninos diante do fracasso de suas ambições. Líderes vistos como pouco promissores avançaram em conquistas surpreendentes. A História revela o caráter falível e vacilante dos acordos humanos e a nossa real necessidade de olhar para o alto, para o único Rei que não falha, e almejar o único reino que “subsistirá para sempre” (Dn.2:44).
Tão perto como estamos da reta final do grande conflito, e considerando os últimos acontecimentos como precursores do que ainda está por vir, a nossa segurança não deve estar firmada em palavras de homens, mas na “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1Pe.1:23). Amados, Deus não deixaria o Seu último povo na Terra sem a palavra profética. E “falou o Senhor por intermédio de” (v.2) Sua serva, Ellen G. White, a fim de abrir os nossos olhos para a exata compreensão das Escrituras e fortalecer a nossa fé na verdade presente. Lembremos das palavras inspiradas: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Satanás é oportunista e se aproveita das fragilidades humanas “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). “Como, pois, escaparemos nós?” (v.6). Revistamo-nos “de toda a armadura de Deus […] com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:11, 18). Que “o espírito da profecia” (Ap.19:10), através dos Testemunhos inspirados, em íntima comunhão com a Palavra de Deus e uma vida de oração, fortaleça a nossa fé todos os dias. E, muito em breve, a nossa exaustão será trocada pela vitalidade, e nossas lágrimas por vivas de júbilo.
Nosso Deus e Pai, dentre as características de Laodiceia está a nudez, exatamente como o profeta ilustrou em sua vida. Dá-nos as vestes brancas da justiça de Cristo, a fim de que não seja vista a vergonha da nossa nudez! Batiza-nos com o Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo perseverante!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Isaías20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 20 – Deus é mestre em encenações. Desde o cordeirinho que sacrificou para cobrir a nudez de Adão e Eva (Gênesis 3:21), até o complexo do Tabernáculo com atividades do sumo sacerdote e sacerdotes (Êxodo 25:8-9), revelam o quanto Deus investe em ilustrações cênicas.
Aqui, Deus pede que Isaías se despisse em público; o profeta “obedeceu e passou a andar nu e descalço” (Isaías 20:1-2). O profeta permaneceu publicamente despido durante três anos (Isaías 20:3). Para Adão e Eva, Deus fez vestimentas; para Isaías, porém, Deus pediu que se despisse.
• Este é um episódio peculiar e específico na história bíblica, e extrair ensinamentos práticos para o dia a dia requer sabedoria.
Deus preza pela modéstia, decência e o bom senso nas nossas vestes (Deuteronômio 22:5; I Timóteo 2:9-10; I Pedro 3:3-5). O andar desnudo não é Seu plano aos seres humanos – o que caracterizaria despudor, vergonha, humilhação, e imoralidade. A questão então é, por que Deus pediu que Isaías andasse pelado por três anos?
Essa ação simbólica foi uma mensagem profética sobre a futura nudez e desolação que viria sobre o Egito e a Etiópia, que eram aliados de Asdode. Isaías agiu como sinal para enfatizar a desgraça que cairia sobre tais nações, devido a sua iniquidade, assim como Adão e Eva perderam suas vestes divinas (Gênesis 3:10).
Isaías foi chamado a agir dessa maneira para simbolizar a vergonha e nudez que vem sobre nações e indivíduos como consequências de pecados, ações e decisões. Este ato era uma representação dramática do julgamento iminente que Deus anunciava contra essas nações (Isaías 20:3-6). Também foi um “sinal de que o rei da Assíria deportaria cativos egípcios e etíopes, demonstrando a um forte partido de Jerusalém, que buscava auxílio do Egito, como era insensata essa esperança” (Merril Unger).
• A ordem para Isaías realizar essa ação peculiar era destinada a ser uma mensagem visual para o Egito, Etiópia e ao Seu povo, representando uma advertência profética específica.
• Hoje, os cristãos na fase de Laodicéia precisam abdicar de sua autoconfiança – rico sou, não preciso de nada –, para confiar no diagnóstico de Cristo: Miserável, pobre, cego e nu (Apocalipse 3:17).
• Será que precisamos de um profeta nu para entendermos nossa vergonha e buscarmos as vestiduras brancas?
Então, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/19
A qualquer momento, uma crise chegará a cada pessoa. Quando a crise chegar, se a esperança não estiver em Deus, haverá busca desesperada de soluções em lugares onde encontrou-se esperança no passado. No capítulo 19, o Egito e a Assíria são nações poderosas que depositaram suas esperanças em falsos deuses e ídolos. Mas quando tudo falhou e os seus deuses e ídolos não puderem ajudar, eles procuraram o Deus dos hebreus – o único lugar onde tinham visto poder e esperança antes.
Este capítulo mostra a disposição de Deus de perdoar e salvar qualquer pessoa que venha a Ele. Além disso, mostra a importância de testemunhar. “Assim o Senhor se dará a conhecer aos egípcios, e naquele dia eles saberão quem é o Senhor. A ele prestarão culto com sacrifícios e ofertas de cereal; farão votos ao Senhor e os cumprirão.” Isaías 19:21 Isaías 19:21 NVI
“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta.” Hebreus 12 :1 NVI
Walter Cárdenas
Assistente do Presidente, Mountain View Conference, Parkersburg, West Virginia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/19
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1302 palavras
1-17 Profecias contra o Egito. As acusações contra o país são as seguintes: idolatria, influência de encantadores, médiuns e feiticeiros, e um espírito de perversão. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Sentença contra o Egito. Este capítulo pode ser considerado como uma continuação do 18, pois nessa época a Etiópia (a Núbia) e o Egito era um, sendo que o Egito era governado por vários reis etíopes (ver com de Is 18:1). Contudo, a descrição tem um contraste marcante com a apresentada no v. 18. No cap. 19, Deus é descrito cavalgando “sobre uma nuvem ligeira”, trazendo juízo sobre essa terra infeliz. Num sentido figurado, até os deuses do Egito estremeceriam diante do Deus dos céus.
2 Egípcios se levantem contra egípcios. Esta é uma descrição exata do tipo de desastre que com frequência significava derrota para os egípcios. Se os egípcios tivessem permanecido unidos, nenhuma nação da Antiguidade poderia derrotá-los. Ao sul eram protegidos pelas cataratas do Nilo, ao leste e oeste, pelas areias do deserto, e, ao norte, pelo mar. Suas defesas naturais eram ideais. No entanto, os egípcios provaram ser seus piores inimigos. A inquietação interna e as dissensões provaram ser seus piores inimigos. A inquietação interna e as dissensões resultaram em fraqueza e ruína. …o resultado era no mínimo anarquia e caos e, às vezes, conquista por um inimigo estrangeiro. Mais tarde, os governantes egípcios contrataram mercenários estrangeiros para protegê-los de outros egípcios e, como resultado disso, os gregos começaram a ter considerável influência sobre os egípcios. Finalmente, Cambises, da Pérsia, marchou contra o Egito e foi coroado o primeiro faraó da 27a. dinastia, Os dias de glória e independência egípcias chegaram ao fim.
4 Um senhor duro. Estas palavras não se referem necessariamente a um único governante, pois foram muitos os reis duros e cruéis. Elas podem se referir à Assíria como nação em vez de a um único rei; e, mais tarde, ao domínio babilônico, persa, macedônico, romano, árabe ou britânico sobre a terra do Egito. No seu orgulho e esplendor, os egípcios tinham recusado por completo o conselho do Senhor, que então permitiu que caíssem nas mãos de tiranos.
5 O rio. O Egito dependia do Nilo. Sempre que o nível do rio estava baixo demais para fluir aos canais de irrigação, ocorria um desastre econômico (ver com. [CBASD] de Gn 41:34). O nível baixo do Nilo deixava todo o sistema de irrigação completamente seco.
8 Os pescadores. A pesca era uma das mais importantes ocupações do Egito. Com o nível baixo de água, o suprimento de peixe seria restrito, e os egípcios seriam privados de um importante item da alimentação.
9 Linho fino. Aqui se descreve a falência da indústria de linho, mas, possivelmente, a referência seja, de forma figurada, à falência de toda a indústria.
10 Todos os jornaleiros. A leitura literal do texto hebraico consonantal (ver vol. 1 [CBASD], p. 1, 2) é “todos os trabalhadores contratados enfrentarão problemas”.
11 Os príncipes de Zoã. Estava situada no Delta, num dos braços orientais do Nilo. Esta cidade se tornou a capital de Ramsés II, no século 13 a.C. Um século depois de Isaías, o profeta pronunciou um severo juízo sobre a cidade.
12 Determinou. Enquanto os idólatras conselheiros do faraó planejavam e prediziam grandes coisas para o Egito, Isaías revelava a intenção do Senhor de humilhar o país.
13 Os príncipes de Mênfis. Ver Jr 46:19; Ez 30:13, em que o Senhor decreta juízo contra esta capital egípcia e seus ídolos. Esta era uma das principais cidades reais do baixo Egito, e foi o primeiro ponto de ataque quando os assírios invadiram o país.
14 Espírito estonteante. Literalmente, “um espírito oscilante”, isto é, de incerteza, não de sabedoria. Toda a verdadeira sabedoria procede de Deus. Os líderes do Egito se tornaram tolos e se encontravam num estado de completa confusão. Sua perversidade e confusão não procediam de Deus, mas da recusa em andar nos caminhos divinos.
15 Cabeça ou cauda. Isto é, toda classe de pessoas, líderes orgulhosos e pobres humildes. Na confusão e angústia, nada podiam fazer.
16-25. Naquele dia. Ao longo da passagem, esta expressão é usada seis vezes (19:16, 18, 19, 21, 23, 24). A profecia contra o Egito faz uma reviravolta incomum e surpreendente. O Egito passa por libertação e cura. Um poderoso Salvador é enviado para libertar a nação. Os egípcios recebem a oportunidade de conhecer o Senhor. Eles adoram o Deus da aliança ao lado de Israel. Aquilo que começou como um oráculo contra o Egito atinge o auge na forma de uma reunião de inimigos, todos abençoados pelo Senhor: o Egito, a Assíria e Israel. Bíblia de Estudo Andrews.
17 Espanto para o Egito. Judá era uma das nações mais fracas do antigo Oriente, e o Egito uma das mais fortes. Mas, quando o Senhor mandasse juízos sobre o Egito, sua autoconfiança se perderia.
18 Naquele dia. Isto é, quando o Egito compreender a tolice e a futilidade de se opor à vontade de Deus… “Naquele dia” parece ser uma expressão típica dos profetas acerca do tempo quando Deus Se revelar às nações e estabelecer seu reino messiânico. O restante de Isaías 19 (v. 18-25) é uma profecia condicional do tempo quando, de acordo com o plano original de Deus para a evangelização do mundo (ver p. 16, 21 [CBASD]), os egípcios reconhecerem o verdadeiro Deus e O servirem como o povo hebreu fazia (ver v. 25).
Cinco cidades. Poderiam ser cinco cidades específicas, cujos nomes não estão aqui (sugeriu-se Heliópolis, Leontópolis, Elefantina, Dafne e Mênfis), ou poderia ser simplesmente um número simbólico.
Juramento. Isto é, fariam um voto de lealdade ao Senhor, reconhecendo o verdadeiro Deus.
Cidade do Sol. Do heb. ‘ir haheres, literalmente, “a cidade da destruição”. … O nome da cidade egípcia de Heliópolis significa “a cidade do sol”. Heliópolis é o nome grego da cidade de Om, mencionada em Gênesis 41:45 e 50. … Jeremias se refere à cidade como Bete-Semes, palavra hebraica para “casa do sol”(Jr 43:13). Esta cidade era o centro da adoração ao Sol. Se ‘ir haheres estiver correto, Isaías está comentando o fato de que, das “cinco cidades que “farão juramento ao SENHOR dos Exércitos”, uma seria a Cidade do Sol, centro egípcio de culto ao Sol.
19 O SENHOR terá um altar. … A profecia dos v. 18 a 25 é estritamente condicional (ver com. do v. 8). Os egípcios nunca juraram lealdade ao verdadeiro Deus (v. 18) e nunca se tornaram Seu povo (v. 25). … Se Israel tivesse sido leal, povos de todas as nações, incluindo o Egito, teriam se voltado para o Senhor (ver Zc 14:16-19). Centros de adoração ao verdadeiro Deus teriam substituído aqueles nos quais deuses pagãos eram adorados. O profeta previu um tempo quando o mundo se voltaria para o Senhor e O serviria. Contudo, com o fracasso de Israel, essa profecia condicional não pôde se cumprir. Mas, na Terra renovada, todas as nações dos salvos adorarão ao Senhor (Is 11:9; 45:22, 23; Dn 7:27).
20 Ele lhes enviará um salvador. A profecia condicional continua (ver com. do v. 18).
21 Conhecerão o SENHOR. “Naquele dia”(v. 18). As bênçãos do evangelho não seriam possessão exclusiva de Israel.
22 Ferirá, mas os curará. A mensagem de Isaías para o Egito começou com uma profecia de juízo e destruição (v. 1-17). O Senhor, porém, é Deus de misericórdia.
23 Do Egito até à Assíria. Isaías predisse o dia quando o Egito e a Assíria adorariam ao Senhor (ver com. do v. 18). As nações viveriam juntas em paz e irmandade, com júbilo em servir ao Senhor. Esta profecia terá seu cumprimento na Terra renovada, quando todos O conhecerão “desde o menor até o maior deles”(Jr 31:34; cf. Is 11:16; 35:8).
25. Egito, Meu povo. Os israelitas chegaram a se considerar o povo exclusivo do Senhor. Eles se esqueceram de que Ele é o Deus de toda a Terra e que deseja que todas as nações sejam salvas. Isaías mostra ao povo de Israel suas oportunidades e responsabilidades. O tempo viria quando a Assíria pagã, bem como o Egito, conheceriam a Deus. Oseias teve uma visão semelhante (Os 1:10).
Quando não identificados, os comentários se referem ao Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“Ferirá o Senhor os egípcios, ferirá, mas os curará; converter-se-ão ao Senhor, e Ele lhes atenderá as orações e os curará” (v.22).
Quando Abraão se viu em apuros devido à fome que assolava Canaã, foi buscar abrigo e alimento no Egito. Quando José foi vendido como escravo por seus irmãos, ele foi levado ao Egito. Foi no Egito que Moisés nasceu e cresceu como um príncipe, e para lá retornou como libertador de seu povo. Foi para o Egito que o anjo do Senhor orientou José a levar sua família, quando a vida do menino Jesus foi ameaçada pelo rei Herodes. Jesus passou os primeiros anos de sua infância tendo o Seu caráter moldado por seus pais em solo egípcio. Certamente o Egito foi palco das maiores manifestações de Deus na vida de Seu povo.
A profecia contra o Egito, suas imprecações e a forma como viraram as costas ao Senhor, tudo concorria para um fim trágico e definitivo. Mas o Senhor que abençoa até mil gerações dos que O amam e guardam os Seus mandamentos (Êx.20:6), vê o que ninguém consegue enxergar. As principais metrópoles do Egito foram citadas como determinantes do opróbrio da nação. Seus governantes eram néscios e absolutamente embriagados pela idolatria e corrupção (v.14). Nada se podia aproveitar tanto dos grandes quanto dos pequenos (v.15). O Egito havia se tornado de todo um lugar abominável.
Mas foi para ali que concorreu o Sol da Justiça no raiar dos primeiros anos de Sua vida terrena. Para o lugar menos provável, Deus enviou o argumento de maior valor probante de Seu amor pela humanidade caída. Onde as portas de milhares de casas receberam o sangue do simbólico cordeiro, repousou o infante Cordeiro de Deus. Onde os milhares de pés dos hebreus pisaram em busca de liberdade, correu o Libertador em brincadeiras inocentes. No lugar abominável, crescia o Desejado de todas as nações, até que de lá fosse chamado, cumprindo-se a profecia: “Do Egito chamei o Meu Filho” (Mt.2:15; Os.11:1).
Amados, o pecado tem um custo bem caro. Assim como Deus tinha um tempo determinado para a execução de Seu propósito na terra do Egito (v.17), Ele tem dia e hora marcados no calendário celeste para pôr fim a pecado e pecadores. Temos uma pendência com o Céu que jamais conseguiríamos pagar. Nosso coração é “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9) e inconstante (Rm.7:19). Nossa justiça é comparada ao “trapo da imundícia” (Is.64:6) e toda a carne está enferma. Como o Egito, a nossa condição presume um fim aterrador e definitivo. Mas “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:25). “Bendito seja o Egito” (v.25) que acolheu a Esperança do “Israel de Deus” (Gl.6:16) e que ainda existe como prova inquestionável do amor e da misericórdia “do Senhor dos Exércitos” (v.17)!
Ao mais vil pecador, ao mais improvável caso, Deus “Se dará a conhecer” (v.21) nesses últimos dias; “converter-se-ão ao Senhor, e Ele lhes atenderá as orações e os curará” (v.22). As feridas causadas pelos anos e até décadas de pecado serão transformadas em poderoso testemunho, de forma que “serão uma bênção no meio da Terra” (v.24). Quando olho para dentro de mim e em minha inconstância me deparo com tantas fraquezas e debilidades a serem vencidas; quando percebo que o que muitas vezes acredito ter alcançado é perdido em situações de desgaste emocional; quando me sinto tão longe do ideal de Deus que sou tentada a desanimar, o amor do Pai do Céu me envia “um Salvador e Defensor” (v.20) que me livra de mim mesma e me faz olhar na direção certa: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22).
Que a nossa vida, mesmo exausta e tão marcada pelos incursos deste mundo de pecado, seja “uma bênção no meio da Terra” (v.24) para a glória de Deus. E logo o nosso Salvador nos dirá: “Venham, benditos de Meu Pai! Meu povo, obra de Minhas mãos, Minha herança”!
Oh, Deus amado, tem misericórdia de nós! Salva-nos de nós mesmos! Ilumina a nossa mente com a luz do Teu Espírito, para que as trevas deste mundo não tenham poder sobre nós. Até quando, Senhor? Estamos tão cansados, Pai! Por isso, como criancinhas de colo queremos descansar em Teus braços de amor, em plena confiança e total dependência. Ajuda-nos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos e curados pelo amor de Deus em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 19 – O anúncio da aproximação de Deus sobre nuvens escuras levando até ídolos egípcios a tremerem diante da presença divina tem propósitos teológicos e missiológicos extraordinários.
Isaías 19 pode ser dividido em três tópicos:
• Introdução à profecia (versos 1-2).
• Julgamento e resultado: Desolação (versos 3-15).
• Graça e restauração futura (versos 16-25).
O texto vai além de apontar eventos históricos específicos, pois também revela verdades profundas e eternas sobre o caráter de Deus e Seu desejo de salvar aqueles que se voltam para Ele em sincero arrependimento. Nesta profecia, o mensageiro de Deus apresenta um quadro complexo de julgamento e redenção, destacando a justiça divina e a misericórdia estendida mesmo aos povos que, a princípio, foram objetos de juízo. Veja que a profecia contra o Egito é mais positiva que negativa, fornece mais lições de vida que meramente informações históricas.
• As palavras de Deus através de Isaías são relevantes hoje, para nossa sociedade caótica.
O ciclo de desolação e transformação espiritual revela o propósito redentor de Deus mesmo em meio aos eventos de juízo. A ênfase na soberania divina e na resposta dos egípcios destaca a natureza compassiva e salvadora de Deus, que busca a reconciliação mesmo após o castigo.
A notável declaração de que o povo egípcio se converteria ao Deus verdadeiro destaca-se como um ponto alto na mensagem profética. Esta visão transcendente vai além de Israel, revelando esperança divina para todos os povos. Concedida a Israel, esta profecia pretendia despertar sua responsabilidade missionária; pois nestas palavras inspiradas está o propósito de Deus em envolver todas as nações em Sua graça redentora. Assim, fica evidente que o castigo dos egípcios não visa à destruição, mas à conversão.
• Gradualmente Deus pretendia que a consciência de Israel fosse moldada pela ideia de que Ele está interessado na salvação de todas as nações. Ele tem o mesmo propósito conosco através deste texto!
• Estejamos cientes que “a cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano… todos estão pela sua escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito” (Ellen White).
Deus governa acima de todas as circunstâncias, guiando eventos históricos para cumprir Seu propósito de redenção da humanidade. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí