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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/28
Neste capítulo Isaías fala a respeito de Efraim (simbolizando o reino do Norte), mas na verdade há uma sombra sobre Efraim que precisamos considerar. Existe um rei orgulhoso e existem bêbados em Efraim que são vencidos pelo álcool. Efraim é como uma flor de gloriosa beleza que está murchando (v. 1).
Quando Isaías disse isso, ele também tinha Lúcifer em mente o qual, apesar de sua beleza, tornou-se orgulhoso e foi expulso do céu juntamente com seus apoiadores. Isaías viu que o Senhor como uma tempestade poderosa os lançou para a terra com mão forte (v. 2d). O Messias expulsou a Lúcifer do céu, devido a sua maldade e no Juízo Executivo lidará de modo final e conclusivo com todo o mal. Sim, a coroa orgulhosa e os bêbados de Efraim murcharão e desaparecerão (v. 4).
Na Era Messiânica o Senhor “será uma coroa gloriosa… para o remanescente do seu povo” (v. 5b, NVI). Cristo recuperará o que Adão perdeu e no Juízo Final julgará com “um espírito de justiça” (v. 6a, NVI). Enquanto este tempo não chega, e especialmente no tempo de angústia, Jesus, o Messias Guerreiro, será “força para os que fazem recuar das portas a guerra” (v. 6b NVI).
Querido Deus,
Ajuda-nos a confiar que Tu nos concederás tudo o que for necessário para a nossa salvação. Amém.
Koot Van Wick
Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/28
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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2081 palavras (comentários mais significativos destacados em azul).
1 Bêbados de Efraim. Este capítulo é a única mensagem de Isaías de reprovação dirigida especificamente ao reino do norte (embora se mencione também Jerusalém no v. 14). Portanto, deve ter sido transmitida antes da conquista de Samaria pelos assírios em 723/722 a.C. Samaria, a “soberba coroa”de uma nação de bêbados, foi repreendida mais de uma vez pela embriaguez (Am 4:1, 2; 6:1, 6). Com frequência, os profetas advertiram sobre esse vício (Is 5:11, 12; 28:7, 8). Porém, como deixa claro o contexto, Isaías se refere em primeiro lugar aos líderes do reino do norte, que estavam bêbados tanto literal como figuradamente eram incapazes de guiar a nação em harmonia com a vontade de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 212.
Da flor caduca. Desde a morte de Jeroboão II, em 753 [a.C.], até a queda do reino, 30 anos depois, todos puderam ver como diminuía a força e a glória de Israel. CBASD, vol. 4, p. 212.
Fertilíssimo vale. Samaria ficava num vale bonito e fértil. CBASD, vol. 4, p. 212.
2 Homem valente. Isto é, Assíria, o “cetro” da ira divina (ver com. [CBASD] de Is 7:17-20; 10:5). CBASD, vol. 4, p. 212.
4 Figo prematuro. Ver com. [CBASD] de Mc 11:13. A plantação regular era colhida no mês de agosto. Os primeiros figos, que amadureciam em junho, eram considerados uma iguaria especial (ver Os 9:10; Mq 7:1). Eram colhidos com rapidez e logo devorados. Assim seria com Samaria. CBASD, vol. 4, p. 212.
5 Os restantes. Quando Israel caiu, os de Judá permaneceram relativamente fiéis ao Senhor, e pra eles o Senhor era uma coroa de glória (ver Os 1:6, 7; 4:15-17; 11:12). CBASD, vol. 4, p. 212.
6 O espírito de justiça. Deus deu ao bom rei Ezequias espírito de sabedoria e bom juízo que, em tempos de crise, o capacitariam a tomar sábias decisões. Isso salvou a nação da destruição que veio a Israel no norte. Deus promete espírito de discernimento aos líderes em todo tempo. CBASD, vol. 4, p. 212.
Contra as portas. Ou, “às portas”. Os assírios tinham avançado aos portões de Jerusalém, e sua queda parecia inevitável, mas o Senhor fez as hostes assírias retrocederem e Judá foi salvo (ver Is 37:23-37). CBASD, vol. 4, p. 212.
7 Também estes cambaleiam. O povo de Judá, em particular seus líderes, também tinham se tornado escravos do vinho. Mesmo os sacerdotes e profetas, que deveriam dar exemplo, se desviaram. Na embriaguez, eles cambaleavam e perambulavam fora do caminho. Os falsos profetas estavam embriagados enquanto apresentavam suas mensagens, e os sacerdotes tropeçavam em seu serviço sagrado. Ao se entregarem ao vinho e à bebida forte, eles já não podiam fazer “diferença entre o sagrado e o profano e o imundo e o limpo” (Lv 10:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 212.
Tropeçam no juízo. Literalmente, “confusos”. Eles não podiam pensar com clareza e lógica. CBASD, vol. 4, p. 212.
8 Não há lugar sem imundícia. Retratam-se as piores características da embriaguez (ver v. 8). Os sacerdotes e o povo estavam contaminados, literal e espiritualmente. CBASD, vol. 4, p. 212.
9 A quem, pois, se ensinaria […]? Os sacerdotes e profetas, cujo ofício era ensinar o povo, tinham se desviado e, portanto, não podiam exercer suas responsabilidades (ver com. [CBASD] de Mt 23:16). A mente deles estava tão obscurecida que Deus não podia ler ensinar. Portanto, era necessário que fossem postos de lado e que novos líderes fossem escolhidos: homens que fossem humildes e dispostos, zelosos e espirituais. Os antigos líderes cuja mente estava empalidecida deviam ser substituídos por homens a quem Deus pudesse transmitir Suas mensagens de verdade e sabedoria. Embora os sacerdotes mais experientes pudessem considerá-los como bebês, eram humildes, submissos e capazes de aprender os caminhos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 213.
10 Preceito sobre preceito. A verdade deve ser apresentada de forma clara e lógica, um ponto conduzindo naturalmente ao outro. Só assim os seres humanos podem conhecer a fundo a verdade. A instrução deve ser dada como se fosse para crianças, repetindo o mesmo ponto vez após vez, e indo de um ponto a outro por meio de etapas fáceis e suaves, de modo que as pessoas cuja mente foi obscurecida pelo pecado sejam capazes de a acompanhar. Tal instrução pode parecer simples, mas é eficaz. CBASD, vol. 4, p. 213.
11 Língua estranha. Isto é, “uma língua estrangeira”. Deus tinha falado ao povo na língua deles por meio de Seus mensageiros, os profetas, mas eles não ouviram. Então, falaria com eles por outros meios, primeiramente os assírios e, mais tarde, os babilônios, os persas e os romanos. Paulo aplica esta passagem a homens cujo falar era incompreensível aos ouvintes (1Co 14:21). CBASD, vol. 4, p. 213.
13 Caiam para trás. Deus falou a Seu povo com clareza e simplicidade, e ele [o povo] não tinha desculpas. Assim, os conselhos, que tinham o propósito de trazer bênçãos, se colocavam como testemunhas contra eles. A “principal pedra, angular” da verdade tinha se tornado para eles “pedra de tropeço e rocha de ofensa”(1Pe 2:6-8; cf. Is 28:16). O que lhes foi dado como auxílio se tornou motivo para queda (ver com. [CBASD] de Rm 7:10). CBASD, vol. 4, p. 213.
14 Homens escarnecedores. Isaías estava se dirigindo aos mesmos homens que, em sua sabedoria mundana, tinham zombado de seus ensinamentos e persistiram em defender uma política que resultaria na ruína nacional. CBASD, vol. 4, p. 213.
15 Dizeis. Os escarnecedores do v. 14 falam, e essa é sua resposta sarcástica à mensagem solene de advertência registrada nos v. 1 a 13. CBASD, vol. 4, p. 213.
Aliança com a morte. A morte, diziam eles, tinha concordado em deixá-los viver a despeito dos decretos do Céu. Declarara que certamente não morreriam por seus erro (ver com. [CBASD] de Gn 3:4). CBASD, vol. 4, p. 213.
Além. Do heb. she’ol, o reino figurado dos mortos (ver com. [CBASD] de Pv 15:11). She’ol é apresentado como uma nação estrangeira com a qual os “escarnecedores” fizeram a aliança. O rei dessa nação é a “morte”. Esses líderes do povo de Deus eram tão vis e réprobos que escarneciam abertamente da verdade e da justiça. O ímpio rei Acaz, pai de Ezequias, fez uma aliança com a Assíria e aceitou os deuses e os cultos assírios; de fato, substituiu o altar do Senhor em Jerusalém por um altar pagão (2Rs 16:7-18). Eles esperavam escapar dos açoites servindo aos diabo. CBASD, vol. 4, p. 213, 214.
16 Pedra preciosa, angular. O Messias (ver Mt 21:42; At 4:10, 11; Rm 9:33; Ef 2:20; 1Pe 2:6-8). Eis a Pedra já provada sobre a qual a igreja podia estar em segurança. Por mais poderosa que fosse a tempestade a açoitar a estrutura erguida, este fundamento jamais cederia (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Era comum o uso de antigas pedras angulares (ver com. de Mt 21:42; sobre Cristo como a Rocha sobre a qual se construiu a igreja, ver com. [CBASD] de Mt 16:18). CBASD, vol. 4, p. 214.
17 Farei do juízo a régua. Literalmente, “porei a justiça como uma linha de medir”. A injustiça prevalecia, mas o Messias (ver com. [CBASD] do v. 16) restauraria nos seres humanos o conhecimento do que constitui a conduta correta para com Deus e para com o próximo (ver com. [CBASD] de Mt 5:19-22), enaltecendo e honrando a lei (Is 42:21). Isaías continua a figura do v. 16, extraída da construção de um edifício. A igreja de Deus teria a Cristo como “pedra angular”, e se lhe exigiria alcançar as normas divinas de retidão e justiça (ver com. [CBASD] de Mq 6:8; cf. 1Pe 2:5-10). CBASD, vol. 4, p. 214.
Prumo. Um prumo é usado para determinar se muros, janelas e portas estão em harmonia com o fundamento, para que a construção seja estável e simétrica. CBASD, vol. 4, p. 214.
Saraiva varrerá. Somente uma estrutura construída sobre Cristo e Seus padrões de justiça, retidão e verdade pode permanecer segura (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Aquele que constroem sobre um fundamento falso verão que sua estrutura não pode suportar a prova do tempo (comparar com Ap 16:21). CBASD, vol. 4, p. 214.
19 Todas as vezes que passar. Os escarnecedores (v. 14) pensavam que tal enchente jamais viria e que sua estrutura de mentiras permaneceria (ver M7 7:26, 27; cf. Pe 3:3-7). Quando o ser humano cair em si, seu despertar será triste, pois sua casa de mentiras estará se desmoronando ao seu redor (ver GC. 562). CBASD, vol. 4, p. 214.
20 A cama será tão curta. A “cama” representa a política seguida pelos líderes de Judá. Essa política, diziam, traria paz e descanso à nação. Mas Isaías adverte que seria insuficiente para satisfazer suas necessidades. […] Suas estratégias eram insuficientes para atender as demandas da situação em que o povo se encontrava. Os recursos nos quais confiavam não os salvariam. Os esquemas supostamente inteligentes, contudo maus, aos quais os seres humanos com frequência recorrem, certamente trarão nada além de decepção e vergonha. O único refúgio seguro em tempos de dificuldades é confiar no Senhor e fazer o que é reto (ver Sl 37:3). CBASD, vol. 4, p. 214, 215.
21 Como no monte Perazim. Quando Davi foi ungido rei, os filisteus ficaram contra ele, mas foram mortos em Perazim e Gibeão (1Cr 14:8-16). Assim como o Senhor Se manifestou ao derrotar os inimigos de Davi, também Ele subjugará os inimigos de Sião nos últimos dias. CBASD, vol. 4, p. 215.
Sua obra estranha. Deus é, por natureza, misericordioso, clemente e longânime (Êx 34:6, 7; Ez 18:23, 32; 33:11; 2Pe 3:9). É estranho a Ele causar dor e sofrimento, punição e morte às Suas criaturas. Mas, ao mesmo tempo, Ele “não inocenta o culpado” (Êx 34:7). Às vezes, a justiça divina parece demorar tanto que os seres humanos concluem que jamais virá (Ec 8:11; Sf 1:12; Ml 2:17; 3:14) e que podem continuar impunes nos seus caminhos maus. Todos que presumem tirar vantagem da longanimidade e misericórdia divinas são advertidos de que o juízo é certo (ver Ez 12:21-28; ver com. [CBASD] de Is 28:14, 22, 23). Quando Cristo vier como guerreiro para subjugar os inimigos (Ap 19:11-21), as pessoas O verão atuando num papel que parece bem diferente de tudo o que já viram. O cordeiro de Deus estão aparecerá como “o Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5). CBASD, vol. 4, p. 215.
22 Grilhões não se façam mais fortes. A resistência apenas acrescentaria a culpa e aumentaria a punição (ver Jr 28:10, 13). CBASD, vol. 4, p. 215.
23 Inclinai os ouvidos. Nos v. 23 a 29, Isaías apresenta uma lição tirada do trabalho de um agricultor – lavrar, semear e trilhar – mas deixa a interpretação da parábola para o leitor. Assim como existe uma época apropriada para cada um desses processos agrícolas, também o agricultor celestial, no devido tempo, fará o que deve ser feito (ver Is 5:1-1-7; Tg 5:70). Os escarnecedores (Is 28:14, 21, 22) não deveriam se enganar e pensar que o tempo da colheita pode ser adiado indefinidamente. Deus lida com o ser humano segundo suas necessidades individuais, seja com punição ou misericórdia, mas sempre segundo o que é melhor para cada um (ver DTN, 224; MDC, 150). CBASD, vol. 4, p. 215.
24 Lavra todo dia. Nenhum lavrador experiente passará todo o tempo lavrando ou semeando, apesar da importância desses processos. Mas é essencial que cada atividade seja realizada no tempo certo. Nenhum dos processos continua para sempre; assim é com o Agricultor celestial. CBASD, vol. 4, p. 215.
25 Nivelado a superfície. Cada semente é plantada de forma específica no lugar preparado para ela. Um tipo de semente é espalhado, outro semeado em fileiras, e ainda outro enterrado em sua cova. Deus adapta Seu modo de lidar com o ser humano de acordo com o que é melhor para cada um. CBASD, vol. 4, p. 215.
Endro. […] erva […] identificada como Nigella sativa, ou cominho preto. CBASD, vol. 4, p. 215.
Cominho. Como o endro, este também é usado no Oriente para auxiliar na digestão. CBASD, vol. 4, p. 216.
O trigo. Literalmente, “painço”, um cereal inferior ao trigo e usado em geral pelas classs mais pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.
Cevada. Cereal mais usado pelas classes pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.
Espelta. Um tipo de trigo de qualidade inferior. CBASD, vol. 4, p. 216.
27 O endro não se trilha. Um fazendeiro que usasse um trilho pesado para trilhar sementes, para as quais seria suficiente uma leve batida com uma vara, seria considerado tolo. O que Isaías quer dizer é que alguns indivíduos, assim como o endro e o cominho, reagem satisfatoriamente a uma trilha mais leve. O Senhor pode lidar de forma mais gentil com eles do que com outros. CBASD, vol. 4, p. 216.
28 É esmiuçado o cereal? O objetivo do trilho não é esmagar e arruinar o grão, mas separá-lo da palha. Porém, o método leve usado para trilhar o cominho (ver com. do v. 27) seria ineficaz para trilhar grãos usados para fazer pão. CBASD, vol. 4, p. 216.
29 Maravilhoso em conselho. Os juízos divinos não se baseiam em vingança, mas em justiça e sabedoria. Quando entende os caminhos de Deus, o ser humano O considera, de fato, um maravilhoso conselheiro (Is 9:6). CBASD, vol. 4, p. 216.
Grande em sabedoria. Deus não é só onisciente, mas também onipotente; não apenas sábio, mas todo-poderoso. Ele não é apenas sábio mas todo-poderoso. Ele não é apenas “grande em sabedoria”, mas também pode fazer com que Seus planos alcancem o resultado pretendido. CBASD, vol. 4, p. 216.
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“Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (v.10).
Em nosso estudo das Escrituras, creio todos já haverem percebido, e dia a dia aprendido, que não há mensagens isoladas na Bíblia. Sempre encontramos conexão com outros textos, quer seja do Antigo ou do Novo Testamento. A missão de Isaías consistia em admoestar as nações de sua época, mas também em declarar verdades que seriam replicadas por Jesus e pelos discípulos, e profecias que se cumpririam muitos anos após a sua morte e que nem a nossa geração ainda testemunhou. Em um tempo em que até mesmo “o sacerdote e o profeta” (v.7) se refugiavam na “mentira e debaixo da falsidade” (v.15), “A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu?” (v.9).
Efraim, referindo-se ao reino do Norte (Israel), e Jerusalém, representando o reino do Sul (Judá), estavam perdidos em sua soberba e vileza. Haviam se afastado tanto dos propósitos de Deus que nem mesmo seus líderes poderiam conduzi-los. Não havia “lugar sem imundícia” (v.8), e através de alianças políticas com as nações pagãs, trouxeram sobre si a calamidade. Mas há algo de mais profundo nesta mensagem; algo de maior abrangência e alcance, que ultrapassa as fronteiras de Israel e rompe as cortinas do tempo, fazendo soar o alarme em nossa geração de que estamos bem perto da “destruição, e essa já está determinada sobre toda a Terra” (v.22).
O livro de Isaías está repleto de profecias messiânicas. Profecias que apontam para Cristo e Sua obra redentora. Durante anos, os judeus aguardavam o cumprimento da promessa, a chegada do tão esperado Messias. Mas, assim como seus antepassados, eles se perderam em suas ideias e conceitos próprios. Criaram um Messias conforme as suas necessidades e inclinações terrenas, de modo que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). A “pedra preciosa, angular, solidamente assentada” (v.16) foi vista por eles como “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Rm.9:33), posto que tentavam obter a justiça por meio das obras da Lei. Cristo veio para dar “descanso ao cansado […] mas não quiseram ouvir” (v.12).
Amados, a justiça que provém da fé é a única que pode nos dar a salvação. Precisamos enxergar a Lei pela ótica de Cristo: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). É “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6) a força motriz da “perseverança dos santos” (Ap.14:12). Sabemos que a nossa obediência é importante, mas ela nunca será suficiente. Se fosse assim, Deus não teria imolado um cordeiro ainda no Éden e vestido o primeiro casal como um símbolo da Sua aliança eterna com a humanidade e de que necessitamos de um substituto, um Salvador, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Apenas com as vestes da justiça de Cristo, somos salvos de nossos pecados e habilitados a obedecer.
Deus não nos deixou abandonados à própria sorte como em uma estrada sem sinalização. Ele nos enviou do Céu o Seu Filho, a pura e perfeita revelação de Sua glória e caráter, que “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp.2:8). Ele nos deixou a Sua Palavra, que testifica de Cristo (Jo.5:39), de onde ecoam as Suas áureas palavras: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida” (Jo.14:6). Ele nos deixou o Espírito Santo, que a todo momento apela ao nosso coração e nos diz: “Olhem para Jesus! Pensem em Jesus! Vivam por Ele”! “Porque”, dentro em breve, “o Senhor Se levantará” como Justo Juiz, “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (v.21). Aquele que criou todas as coisas e a tudo deu vida, Se levantará para executar uma obra estranha à Sua natureza: para destruir “os que destroem a Terra” (Ap.11:18).
Que unidos a Cristo, Aquele “que é poderoso para [nos] guardar de tropeços”, naquele Grande Dia, Ele nos apresente diante do Universo “com exaltação, imaculados diante da Sua glória” (Jd.24).
Santo e Todo-Poderoso Deus, e nosso Pai amado, a Tua Palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Queremos obedecê-la porque nós Te amamos! Enche-nos do Teu Espírito até que o caráter de Cristo seja refletido em nós! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías28 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 28 – Como estamos perdidos e condenados à morte por causa de nossos pecados, Deus criou métodos visando atrair-nos para Seu plano de libertação.
- Com nossos defeitos e erros, Deus nos ama e quer moldar nosso caráter.
O alvo primário de Deus é a salvação dos condenados. Cada ato Seu, mesmo que muitas vezes não compreendemos, serve para nos despertar para Seu perdão. Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, é um dos muitos meios que Ele usa para alcançar nosso arruinado coração.
Considere, reflita:
- Vida dissoluta, orgulho, arrogância e egoísmo dos crentes israelitas resultaria em castigo divino: Uma invasão assíria (Isaías 28:1-4, 7-8).
- A Palavra de Deus revelou-lhes a situação deles e o perigo em que se encontravam por preferirem o pecado antes que o alerta divino, selando assim, seu infeliz destino (Isaías 28:9-13).
- O objetivo de Deus é salvar, ainda que um pequeno remanescente, o qual nem isso seria possível se não fosse Seus métodos insistentes de atração e transformação (Isaías 28:5-6).
- Querendo fugir da morte, os ignorantes fazem aliança com o pecado que promete prazer, mas paga com morte a seus clientes. Fazer planos com a morte e com o inferno não é nada sábio. Só existe segurança na Pedra divina: Cristo (Isaías 28:14-20; Daniel 2:34; 9:27; I Pedro 2:8).
- Sem Cristo não há opção, a condenação é certa e nada poderá evitá-la. A única saída é confiar em Deus e em Seu Messias. Escarnecer de Deus e de Seu plano é assinar a própria sentença. Os líderes políticos e eclesiásticos que são responsáveis pelo povo deveriam saber e ensinar as verdades contidas nos versos 13-29.
“Assim como um lavrador poda, planta e colhe no devido tempo e usa os métodos adequados para cada atividade, assim também o Senhor lidaria com o Seu povo de maneira sábia e apropriada. Embora o julgamento fosse necessário [para Efraim e Judá], o Senhor não permitiria que fosse excessivo”, comenta Robert B. Chisholm.
As estratégias de Deus para salvar-nos são muitas e Ele trata individualmente com cada pecador. A alguns Ele alerta, a outros Ele disciplina, a outros Ele deixa experimentar a vergonha do pecado, a outros o sofrimento. Mas a todos Ele almeja salvar.
Deixe Deus libertar, guiar e moldar teu caráter! Você permite-lhe a poda? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/27
Uma trombeta soará e a verdade destruirá o mal.
Isaías tem belas imagens que retratam Deus como um Jardineiro que tenta de tudo para mostrar Seu amor perfeito à Sua criação. Ele cuida e cultiva as vinhas com ternura. Ele é um vigia cantando sobre Sua vinha dia e noite, sempre protegendo Seu povo do perigo. Mas repetidamente Seu povo escolhido não mudará seus hábitos de uvas bravas. Deus descreve um futuro maravilhoso para Israel, enchendo a face do mundo de frutos. Ainda podemos participar do plano de Deus para o Seu povo. Podemos compartilhar Jesus com nossos colegas de trabalho, vizinhos e amigos. “Ao proclamar as verdades do evangelho eterno a todas as nações, tribos, línguas e povos, a igreja de Deus na terra hoje está cumprindo a antiga profecia” (Profetas e Reis, pág. 703).
Nós também somos encorajados a nos apoderarmos de Sua força. “Em Cristo toda provisão foi feita, todo encorajamento oferecido” (Profetas e Reis pág. 326). Este mundo é muito inseguro para ficar longe dos braços de Jesus. Ele é a nossa força para qualquer provação e dificuldade.
Naquele dia, Deus usará uma “grande e forte espada” “brilhante” para destruir completamente Satanás (Deuteronômio 32:41). Uma poderosa trombeta soará “naquele dia” e estaremos para sempre com Nosso Rei.
Cheri Holmes
Enfermeira registrada em pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/27
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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541 palavras
1 Leviatã. Na mitologia Cananéia “leviatã” era uma serpente de sete cabeças que lutava contra os deuses e as forças do bem, portanto, era considerado uma incorporação das forças do mal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 208.
2 A vinha deliciosa. Isaías entoou um triste cântico sobre Israel (Is 5:1-7), descrito como uma vinha infrutífera. Nesta passagem, o cântico é de alegria, pois a vinha finalmente enche de frutos o mundo todo (Is 27:6). CBASD, vol. 4, p. 208.
4 Não há indignação em Mim. Deus não está irado com Sua vinha. CBASD, vol. 4, p. 209.
5 Apoderem da Minha força. Ou, “minha proteção”. Na hora do conflito, quando o inimigo direciona seus esforços contra o povo de Deus, a igreja é advertida a buscar a proteção divina. Se a igreja faz isso, os esforços do inimigo não terão êxito. O povo de Deus terá feito as pazes com Ele e O terão como amigo. Podem confiar nEle e, mesmo em meio às maiores provações, ficarão em paz. Estas palavras são particularmente apropriadas ao tempo de angústia, durante as sete últimas pragas, quando Satanás fará tudo o que puder contra os santos. CBASD, vol. 4, p. 209.
6 Fruto. Deus planejou que Israel proclamasse a salvação ao mundo todo […]. Quando a nação de Israel falhou, a tarefa foi dada ao Israel espiritual, os cristãos. A igreja, composta de gentios e judeus, é representada por ramos injetados para substituir os ramos naturais rejeitados da árvore de Israel (ver Rm 8:11, 12, 15-26). CBASD, vol. 4, p. 209.
7 Feriu o SENHOR a Israel […]? Feriu Deus o Seu próprio povo como feriu os que guerreavam contra ele? Isaías traça um contraste entre o modo como Deus lida com Seu povo e como lida com os inimigos. O povo de Deus pode sofrer prova e tribulação, mas não será destruído por completo. Deus “fere”Seu povo para o benefício dele (ver Hb 12:5-11; Ap 3:19), não para destrui-lo, mas para mudar seus defeitos de caráter. CBASD, vol. 4, p. 209.
8 Com forte sopro … o vento oriental. O vento oriental era quente, seco, sufocante, que vinha do deserto, um símbolo apropriado de morte e destruição (Gn 41:6; Jó 27:21; Sl 48:7; Os 13:15). No sentido figurado, esse vento representa juízos que Deus permite virem sobre Seu povo. […] A punição parecia decorrente de causas naturais, embora na realidade, fosse ordenada ou permitida por Deus. CBASD, vol. 4, p. 209.
9 A culpa de Jacó. Isto é, o resultado. O “fruto”da punição, arrependimento e perdão, será a remoção de todo vestígio de idolatria. O cativeiro babilônico curou toda a idolatria dos judeus (PR, 705). CBASD, vol. 4, p. 209.
Como pedras de cal. As pedras do altar serão esmagadas como se fossem cal, e os postes-ídolos (do heb. ‘asherim […]) serão destruídos. Deus permite que provações sobrevenham a Seu povo a fim de purificá-lo de suas iniquidades. CBASD, vol. 4, p. 210;
10 A cidade fortificada. Isto é, Jerusalém, como símbolo do povo de Deus. O que era uma cidade florescente se tornaria um deserto. Onde havia casas, seria pasto (ver Is 7:23-25). Esta profecia se cumpriu um século depois, em 586 a.C. (ver Dn 9:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 210.
12 Debulhará. Esse é o grande dia do juízo, quando o trigo é reunido no celeiro celestial e a palha é queimada (Jl 3:13; Mt 3:12; 13:39, 40;Ap. 14:14-19). CBASD, vol. 4, p. 210.
Um a um. Deus reúne os justos um a um, não coletivamente, mas como indivíduos. CBASD, vol. 4, p. 210.
Selecionados e digitados por Jeferson Quimelli
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“Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (v.6).
O capítulo de hoje inicia com a verdade absoluta de que Deus destruirá o mal. É só uma questão de tempo, e o “dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (Ap.12:9), será destruído de uma vez por todas. Toda a maldade, todo o pecado e todo o engano que envolveram este mundo em densas trevas serão aniquilados e para sempre esquecidos. “Naquele dia” (v.1), qualquer resquício do que seja obscuro ou duvidoso ficará para trás, num passado apagado pela borracha da justiça divina. Apenas as marcas no corpo de Cristo nos lembrarão constantemente o alto preço que por nós foi pago.
Como uma vinha de excelentes frutos, o remanescente subsistirá confiante na fiel promessa: “Eu, o Senhor, a vigio e a cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia Eu cuidarei dela” (v.3). O amor de Deus como um manto invisível cobrirá os Seus escolhidos de tal forma que “encherão de fruto o mundo” (v.6). E mediante o poder do Espírito Santo na vida das fiéis testemunhas de Jesus (At.1:8), os salvos serão “colhidos um a um” (v.12). “Que formosos são sobre os montes, os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is.52:7).
As Escrituras afirmam que Jesus virá segunda vez para ressuscitar os justos (1Ts.4:16) e para resgatar os que passarão pela “grande tribulação” (Ap.7:14), como descrito pelo profeta Daniel: “haverá tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). “Naquele dia, se tocará uma grande trombeta” (v.13). “A trombeta soará” (1Co.15:52) e o destino eterno de toda a humanidade estará definitivamente resolvido. Mas apesar da destruição que haverá, ainda não será o fim. Após os mil anos da prisão solitária de Satanás (Ap.20:2), Jesus descerá do Céu terceira vez, “com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição” (2Ts.1:7-9).
Jesus declarou: “Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (Jo.15:1-2). Se estamos em Cristo, precisamos encher “de fruto o mundo” (v.6), “o fruto do Espírito” (Gl.5:22-23), a fim de povoar o Céu e despovoar o lago de fogo. Pois aos que rejeitarem o último chamado de Deus, como os ramos que secam e são quebrados, “lhes deitam fogo, porque este povo não é povo de entendimento” (v.11). Estamos às vésperas do fechamento da porta da graça e da hora do juízo de Deus. Enquanto há oportunidade, obedeçamos à voz profética: “Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle, vigiando, esperando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida” (EGW, Mensagens Escolhidas, vol.2, p.17).
Senhor, nosso Deus, que o Teu precioso Espírito que é luz e vida, conduza e controle a nossa vida em todos os aspectos. Em nossa fraqueza, faz-nos fortes, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 27 – O escopo desta seção apocalíptica de Isaías vai além dos limites geográficos do mundo material. Abrange a realidade espiritual, que Paulo chama de “dominadores deste mundo em trevas”, “as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).
Antes mesmo de chegar a Isaías 27, o profeta já havia feito alusão a um ser que agia por trás das forças humanas corruptoras, ao falar do rei da Babilônia como tendo caído dos Céus, estrela da manhã, como tendo sido atirado à Terra – aquele que dizia no coração: “Subirei aos Céus, acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mãos alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo” (Isaías 14:12-14).
Ao iniciar Isaías 27, o profeta trata da execução do Leviatã/Dragão/Monstro, “serpente veloz”, “serpente tortuosa”, a “serpente aquática”. A ideia da serpente vem de Gênesis 3:1-15.
Comentando Isaías 27:1, a Bíblia Andrews explica que o dragão é uma “criatura misteriosa descrita, neste contexto, como uma ‘serpente sinuosa’, um réptil do mar ou monstro marinho. O termo ocorre em Jó 3:8; 41:1; Sl 74:14; 104:26. A criatura pode ter dado a João o motivo para chamar Satanás de dragão e antiga serpente (Ap 12:9; 20:2)”.
O intuito divino com Isaías 27:1 é revelar que as poderosas forças do mal não estão no controle. Deus domina e destrói as potestades do mal. Portanto,
• Adversidades que Seu povo enfrenta, não são porque Ele não dá conta de protegê-lo.
• Nossas aflições não são porque Deus negligencia atenção e proteção.
Na sequência, “a passagem deixa claro que o juízo tinha o objetivo de banir a idolatria do meio do povo de Deus. A pergunta do v. 7 leva à afirmação do v. 9, a qual declara que até mesmo o juízo por meio do exílio tinha em si um componente de redenção” (Bíblia Andrews).
Isaías 27:2-13 demonstra que Deus cuida de Sua vinha e faz o necessário para torná-la frutífera. “Às vezes pode parecer que o Senhor esqueceu os perigos de Sua igreja, e o dano a ela feito por seus inimigos. Mas Deus não esqueceu. Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja”, diz Ellen White. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/26
Neste capítulo, Isaías retrata o coral dos justos no fim dos tempos com sua atenção dirigida à Sião Celestial (v. 1). Os salvos prestes a entrar na cidade pedem que se abram as portas para a nação dos justos entrar (v. 2). A canção reflete as características de confiança daqueles que compõem a multidão de salvos: mantiveram paz espiritual porque guardaram um propósito firme de confiar em Deus somente (v.3).
A razão para essa confiança “no Senhor” é que Ele é a Rocha eterna (v.4). Cristo é a Rocha – o reino que, no sonho de Daniel 2 atinge todos os demais reinos e enche o mundo inteiro, na Sua Segunda Vinda.
Ao final, Isaías fala ao seu povo que se esconda por um momento (v. 20) até que passe a ira de Deus “para castigar os moradores da terra por suas iniquidades” (v. 21 NVI). “O juízo é, para o Senhor, ‘obra estranha’ (Is 28:21); mas o momento da ira divina contra os ímpios é também o de livramento e triunfo do povo de Deus”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 207. Por ocasião do retorno de Cristo aqueles que morreram fiéis à Deus serão ressuscitados.
Koot Van Wick
Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/26
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1090 palavras
1 Naquele dia. Isto é, o grande dia do Senhor retratado nos capítulos 24 e 25. Este dia será de angústia e destruição para os ímpios, mas de salvação e alegria para o povo de Deus. Este capítulo é um cântico de esperança e confiança do povo de Deus, quando as dificuldades inundarem a Terra e Cristo estiver prestes a voltar pra reinar.
Temos uma cidade forte. Nos dias de Isaías, essa cidade era a Jerusalém histórica e o monte Sião (Is 24:3). Senaqueribe empregou o poder da Assíria contra Jerusalém, mas não a conquistou… Deus fez de Jerusalém uma fortaleza e cidade de salvação cujos muros eram intransponíveis.
2 A nação justa. Jerusalém se a chamada “cidade de justiça, cidade fiel” (Is 1:26) porque seus participantes serão santos e justos. Apenas os que são leais a Deus e os que O servem com fidelidade podem esperar entrar “na cidade pelas portas” (Ap 22:14; ver com. [CBASD] de Mt 7:21-27).
3 Em perfeita paz. O cristão maduro está em paz com Deus, consigo mesmo e com o mundo ao redor. … Problemas e agitação podem rodear o povo de Deus, contudo, ele ainda desfruta calma e paz de espírito das quais o mundo nada sabe. Essa paz interior reflete-se no semblante alegre, temperamento tranquilo e na vida fervorosa que estimula as pessoas ao redor. A paz do cristão não depende das condições de paz no mundo, mas se o Espírito de Deus habita em seu coração (ver com. de Mt 11:28-30; Jo 14:27).
5 Na cidade elevada. Talvez Babilônia (ver com. [CBASD] Is 25:2), a cidade cujo rei arrogante queria estar acima das estrelas de Deus (ver com. de Is 14:4, 13). A Babilônia e a Jerusalém espirituais sempre foram arqui-inimigas no grande conflito…
6 Os pés dos aflitos. Isto é, do povo oprimido de Deus (ver com. de Mt 5:3). Antigamente, os conquistadores eram representados em monumentos de vitória com os pés no pescoço dos inimigos conquistados. Esta passagem diz que o afligido e o humilde pisarão os pés sobre a orgulhosa Babilônia, que se prostrará perante eles. O fiel povo de Deus por muito tempo suportou a cruel opressão de Babilônia, mas os papéis se inverterão. Babilônia será humilhada no pó e o povo de Deus triunfará sobre ela. Isaías 14:2 diz: “cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores” O mesmo se dará com a Babilônia espiritual.
8 O desejo. Os justos anseiam ser como Deus e estar com Ele. O “nome” de Deus revela Seu caráter e vontade. O desejo sincero do povo de Deus é de uma manifestação plena de Sua vontade, para que possa andar nos caminhos e propósitos divinos.
9 Com minha alma. A alma de Isaías suspira por Deus como a do salmista (Sl 42:1, 2; 62:1, 5; 63:1, 5, 6). Quer o ser humano compreenda ou não, os desejos do coração só pode ser satisfeitos com o conhecimento de Deus e a comunhão com Ele. Sem Deus, sempre faltará algo no coração e na vida que nada neste mundo pode suprir plenamente.
Teus juízos. Há aqueles que se preocupam tanto com as coisas deste mundo que nada, a não ser os juízos divinos, os despertarão.
10 Favor. O oposto de “juízos” (v. 9). A prosperidade não consegue obter o mesmo que a adversidade. Alguns não apreciam a bondade nem aprendem com ela. Embora rodeados de uma atmosfera de bondade e justiça, eles não correspondem, mas continuam agindo de forma injusta.
11 O Teu furor, por causa dos Teus adversários. Isto é, “o fogo [reservado] para Teus inimigos”.
12 Por nós. Deus trabalha constantemente por Seu povo, nunca contra ele. As provas e decepções que experimentam são para seu bem.
13 Outros senhores. Provavelmente uma referência a nações como Egito e Assíria. Por algum tempo, Israel foi forçado a se submeter ao seu controle, mas reconhecia apenas um Senhor: Deus.
14 Mortos. Isto é, os inimigos de Israel que buscaram destruí-lo. Isso aconteceu com o exército egípcio no mar Vermelho e com os assírios sob o comando de Senaqueribe.
15 Aumentaste o povo. Isto é, Judá. Em contraste, todos os inimigos de Judá pereceram (v. 14).
A todos os confins da terra dilataste. De acordo com o plano original de Deus, as fronteiras de Israel seriam estendidas pouco a pouco até que abarcassem o mundo todo (ver p. [CBASD] 15-17). Quando Israel rejeitou a Cristo, e foi, por sua vez, rejeitado, a igreja cristã herdou a promessa da expansão nacional, a ser cumprida definitiva e completamente na nova Terra (ver p. [CBASD] 17, 21, 22.
16 Na angústia Te buscaram. Eles buscaram a Deus como resultado do castigo. Dificuldades estimulam a busca sincera de pessoas ansiosas por livramento.
17 Como a mulher. A comparação expressa a amarga angústia e consternação do povo de Deus na hora da provação (Jr 4:31; 6:23, 24; 30:6; ver com. [CBASD] de Is 13:8). Essa dolorosa experiência será seguida de uma eternidade de alegria (ver Jo 16:20, 21).
18 O que demos à luz foi vento. Séculos de esforço não parecem ter produzido resultados dignos. Israel sentia ter servido a Deus em vão. As gloriosas promessas não foram cumpridas.
19 Os vossos mortos. Das experiências insatisfatórias do presente, a atenção do profeta é dirigida novamente às alegrias gloriosas do futuro, quando “os mortos em Cristo ressuscitarão” para estar com o Senhor (1Ts 4:16, 17). Ezequiel comparou a restauração dos judeus após o cativeiro babilônico a ressurreição dos mortos (Ez 37:1-14). A libertação do poder do inimigo foi um símbolo da libertação maior do poder de Satanás e da morte. O retorno dos judeus da Babilônia histórica prefigurou a libertação de todo o povo de Deus da Babilônia espiritual (ver com. [CBASD] de Ap 18:2, 4).
Que habitais no pó. Isto é na sepultura (Gn 3:19; Ec 12:7).
20 Ira. Isto é, a ira de Deus contra os inimigos. A “ira” de Deus tomará forma nas sete últimas pragas (Ap 14:10; 15:1; cf. Is 34:2; Na 1:6). Enquanto os primogênitos no Egito eram mortos, o povo de Deus devia permanecer nos seus lares (Êx 12:22, 23). Durante as sete pragas, Deus convida seu povo a fazer dEle seu esconderijo, que Ele seja para eles “refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46:1). Assim protegido, Seu povo não deve temer “ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem do seio dos mares” (Sl 46:2; cf. 25:5; 91:1-10). A ira de Deus dura “por um momento”(Is 54:8; cf. Sl 30:5). O juízo é, para o Senhor, “obra estranha” (Is 28:21); mas o momento da ira divina contra os ímpios é também o de livramento e triunfo do povo de Deus.
21 Descobrirá o sangue. Esta Terra está poluída por crimes e por sangue inocente derramado, que clama por vingança, como o sangue de Abel (Gn 4:10; Ap 6:10; 18:20, 24; 19:2; sobre a vingança do senhor sobre os ímpios, ver Mq 1:3-9; Jd 14, 15; Ap 19:11-21).
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.