Reavivados por Sua Palavra


Isaías 31 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de dezembro de 2023, 0:45
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Um dos testemunhos de fé mais lindos na Bíblia é o de José no Egito. As mais terríveis aflições não fizeram sucumbir a sua confiança em Deus. E mesmo Faraó, que era considerado uma divindade, teve que reconhecer que José servia ao Deus Onisciente e Todo-Poderoso. Porém, desde que o Senhor livrou Israel da escravidão do Egito, Ele desejava estabelecer um relacionamento de confiança tal com Seu povo que jamais necessitasse olhar para trás: “Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro” (v.1). Sob a acusação de que “não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor!” (v.1), acabariam recebendo a mesma sentença de seu “auxiliador” (v.3), pois consideraram deuses aqueles que não passavam de meros mortais (v.3).

E, novamente, o Senhor manifestou a Sua longanimidade e bondade, protegendo, salvando, poupando e livrando o Seu povo (v.5). Mas eles precisavam, antes de tudo, se converter (v.6). Conforme o dicionário, a palavra “conversão” significa “quando uma coisa passa a ser outra” ou “transformação”. É um ato de amor, de confiança, mas também de completa mudança. O povo havia se afastado de Deus e somente mediante genuíno arrependimento poderia encontrar segurança na verdadeira Rocha de refúgio. A conversão promove uma nova vida conduzida pelo Espírito Santo e em constante ascendência espiritual, ainda que sob constante provação.

O afastamento de Deus não acontece de repente, mas é algo paulatino. Através de pequenas e “inofensivas” concessões, muitos têm perdido o Senhor de vista sem nem se dar conta. Os “ídolos de prata” e os “ídolos de ouro” (v.7) ganham novas e modernas roupagens, conquistando seguidores que facilmente trocam o “assim diz o Senhor” pelo “o que importa é ser feliz”. Não há limites para a satisfação própria, e, como no Egito, adoram coisas e pessoas, “mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor” (v.1).

O mundo tem oferecido uma gama de “deuses” que, com fantasia de alegria, tem contagiado a todos os que têm desertado a Bandeira da salvação (Êx.17:15). Estar neste mundo é um perigo iminente, por isso que Cristo orou por nós desta forma: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo.17:15). Estar no mundo é inevitável, mas ser do mundo é afastar-se dAquele que declarou não pertencer a este mundo: “Eles não são do mundo, como também Eu não sou” (Jo.17:16).

A boa notícia é que Jesus perdoa todo pecador que se arrepende! A mensagem dada à igreja em Éfeso é a chave de acesso ao perdão divino: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:5). Israel havia abandonado o seu primeiro amor e precisava reavê-lo. E você? Ainda mantém acesa a chama do primeiro amor ou precisa reacendê-la? O tempo que temos se chama agora, para atendermos ao apelo divino: “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2).

Aceite o convite do Pai e acredite que todos os dias, até aquele grande Dia, Ele vai te amparar, proteger, salvar, poupar e livrar (v.5)!

Nosso Deus Todo-Poderoso, necessitamos nos firmar em Ti, nossa Rocha de refúgio! Veste-nos da Tua armadura e ilumina a nossa mente com a luz da Tua Palavra. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, convertidos ao Santo de Israel!

Rosana Garcia Barros

#Isaías31 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 31 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
24 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 31 – Querer saber mais que Deus é o cúmulo da loucura. Acreditar e confiar em qualquer pessoa ou coisa em lugar de Deus é o cúmulo do orgulho e da arrogância.

O orgulho impede as pessoas enxergarem sua real condição e necessidade de um salvador divino. O profeta Isaías, neste capítulo…

  1. Reitera a tragédia que sofreria aqueles que depositassem sua confiança no Egito e não na Palavra de Deus (vs. 1-3);
  2. Demonstra que, apesar do fracasso e descaso de Deus que resultaria em tragédia nacional do povo escolhido, Deus promete resgatar Seu povo (vs. 4-9);
  3. Apresenta um Deus apaixonado insistindo com pessoas negligentes, indiferentes e rebeldes a voltarem a comprometer-se com Ele (vs. 6-7);
  4. Mostra a esperança de salvação/restauração que toda e qualquer deformação causada pela desgraça do pecado aconteceria mediante a graça e o poder manifestados pelo Messias, o Salvador (vs. 8-9).

No tempo do fim, nenhum poder humano restará. Como todo o poder no Céu quanto na Terra fora dada a Cristo por Ele ter vencido a Satanás, aos demônios, ao pecado e à morte, quando instituir Seu reino não permitirá que outros poderes concorram com Ele (Mateus 28:18).

Adão e Eva perderam seu posto de governantes deste mundo ao cederem espaço ao diabo (Gênesis 1:26-28; Salmo 8:5-8). Satanás lutava para preservar tudo em Suas mãos, mas Cristo veio e reconquistou tudo o que o mal tinha tomado (Lucas 4:6: Atos 2:14-36).

De acordo com o evangelista Lucas, o diabo tem a seu poder muitos governos que intentam impedir que o reino de Deus seja estabelecido; entretanto, todo esforço satânico e toda guerra diabólica serão extintos pelo poder do Messias.

Porém, como Deus quer salvar; Ele, certamente, usará todo recurso para atrair até inimigos do Seu povo. Caso eles rejeitem Sua estratégia, não há nada mais a ser feito. O orgulho é um obstáculo à fé tanto para os crentes como para os incrédulos. Confiar nas próprias opiniões parece mais atraente que confiar no Senhor.

O orgulho é o “Eu” em evidência. Todos têm orgulho, exceto aqueles que morreram para o eu para que Cristo viva no lugar desse eu, como demonstra Paulo em Gálatas 2:20.

Reavivemo-nos! Sejamos súditos do reino de Deus! “Senhor, guia-nos sempre. Amém!”– Heber Toth Armí.



ISAÍAS 30 by Luís Uehara
23 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/30

Anos atrás, havia um cartão postal no quadro de avisos do trabalho que dizia: “Desisti de procurar a verdade. Agora estou procurando uma boa fantasia.”

Você está cansado de ouvir o Senhor? Você diz a Ele: “Diga-me algo novo”, esperando que Ele mude Sua palavra e lhe ofereça todas as coisas da sua lista de desejos de fantasia? Isso não é novidade. O povo da época de Isaías estava cansado de ouvir a Deus. Eles queriam que Deus dissesse algo diferente, algo mais confortável. Isaías 30:9, 10 diz: “Esse povo é rebelde; são filhos mentirosos, filhos que não querem saber da instrução do Senhor. Eles dizem aos videntes: ‘Não tenham mais visões!’ e aos profetas: ‘Não nos revelem o que é certo! Falem-nos coisas agradáveis, profetizem ilusões.’”

Felizmente, a verdade de Deus não é influenciada pelos nossos desejos egoístas. Sua verdade permanece disponível para todos que quiserem ouvir. Ele está esperando por você. Ele promete: “Por isso, o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso se levantará, para se compadecer de vós.” Isaías 30:18

Karen D. Lifshay
Esposa de pastor, Associação do Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/30
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ISAÍAS 30 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2023, 0:50
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1744 palavras (destaques em azul)

1 Ai dos filhos rebeldes. Isaías ainda tem em mente a invasão de Senaqueribe, quando Rabsaqué zombou de Ezequias por confiar no Egito (2Rs 18:19, 21; Is 36:4, 6). Este capítulo mostra que um grupo considerável de Judá era a favor da aliança com o Egito. Em vez de voltarem para Deus e confiarem nEle, esses covardes se rebelaram contra Deus e buscaram o auxílio dos pagãos. CBASD, vol. 4, p. 222.

À sombra do Egito. Uma terra de sol quase constante e pouca sombra. Nessa época, o Egito era fraco e incapaz de prestar ajuda efetiva contra a Assíria. Poucos anos depois disso, o Egito foi invadido pelos exércitos de Estar-Hadom e Assurbanípal (ver vol. 2 [CBASD], p. 27). O grupo de Judá que era favorável do Egito e que lhe pediu conselho a Deus porque sabia que estava agindo contrariamente à Sua vontade. Ao entrar na terra prometida, Israel foi proibido de fazer aliança com osso povos vizinhos (Êx 23:32, 33; Dt 7:2; Jz 2:2). Quando Josué fez aliança com os gibeonitas, ele o fez sem pedir o conselho de Deus (Jz 9:14). CBASD, vol. 4, p. 222, 223.

3 Em vergonha. O Egito era uma nação fraca nessa época (ver com. do v. 2). Senaqueribe zombou dos judeus por terem procurado uma nação que não podia ajudá-los, e declarou que a “cana esmagada”do Egito furaria as mãos de qualquer um que se apoiasse nela (Is 36:6; 2Rs 18:21). CBASD, vol. 4, p. 223.

Estão em Zoã. Uma cidade construída no braço que passava por Tânis do Nilo, identificada com a atual vila de Tsân el-Agar, na parte ocidental do delta, CBASD, vol. 4, p. 223.

Hanes. É a Heracleópolis no banco ocidental do Nilo, cerca de 90 km ao sul pelo oeste de Mênfis. CBASD, vol. 4, p. 223.

Todos se envergonharão de um povo Isto é, “por causa de um povo”. A aliança com o Egito só produziu vergonha. Suas promessas de ajuda se provaram inúteis, pois isso provocou a ira da Assíria sobre Judá. Foi a aliança de Oseias com o Egito e sua recusa de pagar tributo à Assíria que, em alguns anos antes, moera Salmaneser contra Samaria (2Rs 17:4-6).

6 Nesta mensagem solene, o profeta retrata vividamente a viagem vergonhosa dos emissários, com jumentos e camelos carregados de presentes, no caminho pelo Neguebe e pelo deserto do Egito para buscar ajuda de uma nação da qual Deus os havia libertado. A terra pela qual passaram era desolada, habitada por animais selvagens, víboras e serpentes venenosas. CBASD, vol. 4, p. 223.

7 Gabarola que nada faz. O Egito prometeria ajuda, mas, na verdade, não faria coisa alguma quando seu auxílio fosse necessário. CBASD, vol. 4, p. 223.

Escreve-o num livro […] para sempre, perpetuamente. A verdade que Isaías estava prestes a declarar não era importante só para aquele momento. Nela havia uma lição para gerações futuras (ver 1Co 10:11). […] Aqueles que abandonaram o Senhor e buscaram a ajuda do Egito estavam na verdade se voltando para Satanás, ao fazerem isso, buscavam em vão por socorro, pois Satanás era um inimigo derrotado, que não podia sequer salvar a si mesmo. A mensagem a ser escrita num livro é dada imediatamente. CBASD, vol. 4, p. 223.

9 Povo rebelde. Israel tinha seguido Satanás em sua rebelião e guerra contra Deus. Como seus pais, antes deles (Jo 8:44), tinham se refugiado na mentira (ver com. [CBASD] de Is 28:15). CBASD, vol. 4, p. 223.

10 Profetizai-nos ilusões. Quando foi expulso do Céu, o único objetivo de Satanás era enganar o mundo (Ap 12:9). Ao praticar o engano, o povo de Judá estava seguindo o diabo. Ele escolheram ignorar os profetas de Deus, cujas mensagens eram sempre mal recebido as. Tanto se desviaram da verdade que estavam satisfeitos com o erro, e desejavam mensagens que os fizessem se sentir confortáveis em seus errosCBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 223.

11 Apartai-vos. Eles sabiam que Isaías era um profeta verdadeiro, ma não queria nada com ele nem com Dos. A simples ideia de santidade os enchia de ressentimento e de ódio. CBASD, vol. 4, p. 223.

12 Pelo que. O povo, isto é, a maioria deles, não ouviria, ma as palavras de Isaías testemunhariam contra eles no dia do juízo. CBASD, vol. 4, p. 224.

Na opressão e na perversidade. Esses ímpios oprimiam o fraco e então se vangloriavam do que faziam. A justiça e a disposição de ouvir a razão caracterizam os verdadeiros filhos de Deus. Com sua recusa arrogante de ouvir as palavras de Isaías, esses ouvintes réprobos deram prova da justiça da sentença pronunciada sobre eles. CBASD, vol. 4, p. 224.

13 Prestes a cair. Uma barriga num muro alto mostra que ele está prestes a cair. CBASD, vol. 4, p. 224.

14 O vaso do oleiro. Uma vez quebrado em pedaços, um vaso de barro jamais pode ser emendado para uso. Assim seria com os homens ímpios de Jerusalém. Total destruição os aguardava.  CBASD, vol. 4, p. 224.

Sen nada lhes poupar. Ou seja, Ele não terá compaixão.  CBASD, vol. 4, p. 224.

15 Em vos converterdes e em sossegardes. A única esperança de Judá era abandonar o caminho do mal e se voltar para Deus. Ao fazer isso, encontraria confiança, descanso e paz. Ao buscar a força humana, encontrara apenas destruição, problemas e derrota. Mas a confiança em Deus traria paz, tranquilidade e força. CBASD, vol. 4, p. 224.

16 Sobre cavalos. A Assíria tinha introduzido a cavalaria, e os judeus confiavam nesses animais a fim de resisti-la. Isaías declara que os cavalos seriam úteis apenas para facilitar a retirada. Na antiguidade, usava-se o cavalo quase que exclusivamente para a guerra. CBASD, vol. 4, p. 224.

17 Pela ameaça de apenas um. Deus tinha prometido que, se fossem fiéis, cinco deles perseguiriam cem, e cem perseguiriam dez mil (Lv 26:8). Porém, por causa da perversidade de Jacó, a bênção prometida se inverteria. Durante a época de Isaías, Piakhi, do Egito (ver vol. 2, p. 36, 62 [CBASD], se jactou de que com a ajuda de seu deus, Amor “muitos darão as costas a alguns poucos, e um derrotará mil”. Contudo,  em tom de zombaria, Isaías proclamou que quem fugiria seriam as forças do Egito, nas quais os réprobos judeus estavam depositando sua confiança. CBASD, vol. 4, p. 224.

19 Habitará em Sião. Estas palavras consoladoras dirigidas aos habitantes de Jerusalém foram muito apropriadas para o período de ansiedade e angústia que e seguiu à queda de Samaria e ao cativeiro de Israel. Assegura-se aos habitantes de Sião que não sofreriam o mesmo destino de seus vizinhos do norte. Deus ouviria seu clamor e os salvaria, bem como à cidade (ver Is 37:21-36). CBASD, vol. 4, p. 224.

20 Pão de angústia. Esta predição se cumpriu durante a invasão de Senaqueribe a Judá, quando somente Jerusalém permaneceu. CBASD, vol. 4, p. 224.

Não se esconderão mais. Os juízos prestes a cair sobre o país faria parecer que Deus o tinha abandonado (ver Sl13:1; 83:1; etc.). Finalmente, os mestres fiéis de Judá, Isaías e seus companheiros, seriam reconhecidos, e sua fé, recompensada. Eles e suas mensagens seriam vindicados quando Deus livrasse Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 224.

21 Ouvirão. Deus lhes daria a direção do Espírito Santo para guiá-los no caminho reto e corrigi-los quando estivessem para se desviar. Todos que desejam podem ouvir o “cicio tranquilo e suave”CBASD, vol. 4, p. 224, 225.

22 Imagens esculpidas. Com temor a Deus, Ezequias e os fiéis de Judá destruiriam as imagens esculpidas e todos os monumentos de idolatria (ver 2Cr 31:1). Esses objetos de adoração seriam descartados como completamente inúteis. Assim como os perversos habitantes de Jerusalém não queriam nada com o Santo de Israel (Is 30:11), tampouco o remanescente fiel desejaria ter alguma relação com a idolatria. CBASD, vol. 4, p. 225.

24 Forragem com sal. Literalmente, “forragem miss”ou “forragem úmida”, isto é, “mistura”, supostamente um tipo superior de alimento para o gado. Os bois e jumentos que lavravam a terra teriam o melhor alimento. […] A ideia era de que haveria abundância. CBASD, vol. 4, p. 225.

Forquilha. Instrumento para separar a palha do trigo (ver com. [CBASD] de Mt 3:12). CBASD, vol. 4, p. 225.

25 Correntes de águas. Isaías contempla ribeiros nas montanhas e montes, normalmente secos e sem vegetação. Mesmo os lugares mais improváveis produziriam colheita abundante. O profeta previu uma época áurea na qual a terra seria restaurada à sua beleza e fertilidade originais. CBASD, vol. 4, p. 225.

 No dia. Isto é, o dia em que Deus subjugaria todos Seus inimigos […]. CBASD, vol. 4, p. 225.

Caírem as torres. As torres fortificadas que guardam os muros das cidades inimigas cairiam […]. CBASD, vol. 4, p. 225.

27 Nome do Senhor. Deus Se levanta para defender a causa de Seu povo sitiado […] É Cristo quem leva o nome de Deus (Êx 23:21). CBASD, vol. 4, p. 225.

Cheios de indignação. O tempo da indignação divina será o das sete últimas pragas (Ap 15:1, 7; 16:1). Quando vier novamente, Cristo matará os ímpios com “o sopro dos Seus lábios (Is 11:4), com chamas de fogo (Sl 50:3; 97:3; 2Pe 3:10). CBASD, vol. 4, p. 225.

28 Torrente que transborda. A ira de Cristo é retratada como torrente que inunda, que a tudo arrasta (ver Is 8:8). CBASD, vol. 4, p. 225.

Para peneirar as nações. O trigo deve ser separado da palha (ver com. de Mt 3:12; 13:38-40).CBASD, vol. 4, p. 225.

Um freio. A figura muda, e as nações são retratadas como controladas por um poder que as impele à destruição contra a própria vontade. CBASD, vol. 4, p. 225, 226.

29 Festa santa. É provável que seja a Festa dos Tabernáculos, no outono, quando se colhiam os frutos (Lv 23:34, 39-43; Ne 8:14-18). CBASD, vol. 4, p. 226.

30 Sua voz majestosa. Numa linguagem bastante simbólica, Isaías descreve a derrota dos exércitos assírios (ver v. 31). Usa-se linguagem similar em outras passagens para descrever eventos da segunda vinda de Cristo (Ap 16:18-21; 19:15). CBASD, vol. 4, p. 226.

31 Assíria. No tempo de Isaías, a Assíria era o maior inimigo de Judá. Esta previsão aponta para a destruição do exército de Senaqueribe (ver Is 37:36). CBASD, vol. 4, p. 226.

32 Cada pancada. […] cada pancada do juízo divino sobre a Assíria seria recebida com cânticos de vitória e regozijo por parte do povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 226.

33 fogueira. Referência a um local de queima no vale de Hinom, no sul de Jerusalém (ver Jr 7:21-32). Bíblia de Estudo Andrews.

Mais uma vez menciona-se a destruição do exército de Senaqueribe em linguagem simbólica (ver com. do v. 30). Este nome foi dado ao vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, onde seres humanos, em especial crianças, eram sacrificados a Moloque (ver com. [CBASD] de 2Rs 16:3; 23:10; Jr 7:31; cf. Jr 19:6, 11-13 [especialmente nos dias de Manassés – filho de Ezequias-, que se julga ter assassinado Isaías em instrumento de tortura, de acordo com a tradição judaica]). Esse lugar se tornou símbolo do fogo dos últimos dias. A transliteração grega do termo heb. ge Hinnom (vale de Hinom), Genna, é sempre reduzida como “inferno”, no NT (ver com. de 5:22). Neste caso, a “fogueira” é o lugar onde os inimigos do Senhor serão consumidos pelo fogo (ver Is 33:14; Hb 12:29; Ap 20:9). CBASD, vol. 4, p. 226.



Isaías 30 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de dezembro de 2023, 0:45
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Tenho um grande carinho por este versículo. Ele tem me acompanhado em minha caminhada cristã e se cumprido em minha vida. Mas nem sempre foi assim. Por muitos anos andei sem consultar a Deus, “buscando refúgio” (v.2) onde o auxílio é “vão e inútil” (v.7). “Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de Mim” (v.1). Quando o Senhor fala em execução de planos, Ele está se referindo a tudo em nossa vida. Desde como administramos o nosso tempo, nossos recursos, e até nossas atividades religiosas. O Egito, além das riquezas (v.6), tinha um sistema pagão que consistia em rituais idólatras e um estilo de vida imoral e extravagante. Quando os filhos de Israel passaram 40 anos num percurso que poderia ter durado 40 dias, foi justamente por causa da inversão de valores que adquiriram pelo tempo vivido no Egito. Deus precisava reeducar o Seu povo e ensiná-lo a confiar tão-somente nEle.

Ninguém gosta de ser repreendido. Porém, há aqueles que aceitam a repreensão e aqueles que a rejeitam. O povo tinha uma escolha a fazer: continuar se abrigando “na sombra do Egito” (v.3), ou se converter e confiar em Deus (v.15). Assim como no Êxodo a dureza de coração do Faraó levou o Egito à ruína, se o povo endurecesse o coração, haveria uma completa ruína “de repente, num momento”, como “um muro alto, que […] está prestes a cair” (v.13). Os filhos de Israel não desejavam ouvir as verdades do Senhor, mas enganavam a si mesmos com palavras “aprazíveis” e profecias ilusórias (v.10), acrescentando “pecado sobre pecado!” (v.1). Ao invés de se converter e sossegar, descansar e confiar em Deus (v.15), escolheram se desviar do caminho e se apartar da vereda (v.11). No entanto, “o Senhor espera” (v.18). O Senhor é longânimo “e Se detém, para Se compadecer de” nós. Louvado seja o nome do Senhor! “Bem-aventurados todos os que nEle esperam” (v.18).

O Senhor dos Exércitos também é nosso Pai e espera pacientemente por Seus filhos que ainda “não querem ouvir” a Sua Lei (v.9). Ele os ama da mesma forma que ama aqueles que Lhe são obedientes. “Embora o Senhor vos dê pão de angústia e água de aflição” (v.20), tudo o que Ele faz é para que mesmo nos desvios de percurso, Seus filhos não deixem de ouvir a Sua voz a lhes reconduzir ao caminho (v.21). Quando entendemos que Jesus é o caminho (Jo.14:6), “Seus passos” (1Pe.2:21) tornam-se o nosso GPS para a Canaã celestial e tudo aquilo que fomos um dia buscar no “Egito”, lançamos “fora como coisa imunda e a cada uma”, dizemos: “Fora daqui!” (v.22). Passamos a abominar o pecado e tudo o que ele representa. E no lugar de “pão de angústia”, recebemos pão “farto e nutritivo”; no lugar de “água de aflição”, chuvas de bênçãos (v.23).

Está chegando o Dia em que “O Senhor fará ouvir a Sua voz majestosa”, mas também “fará ver o golpe do Seu braço, que desce com indignação de ira” (v.30). Oxalá que o Dia do Senhor seja aquele em que “tu não chorarás mais” (v.19), mas o teu pranto será convertido em cântico, “festa santa” e “alegria de coração” (v.29). Prefira a correção de Deus às “coisas aprazíveis” deste mundo. Levemos a sério o que Ele nos deixou escrito (v.8) e, certamente, continuaremos ouvindo a Sua voz nos conduzindo: “Este é o caminho, andai por ele” (v.21), até que Cristo volte.

Senhor, nosso Deus e Pai, guia-nos pelas veredas da justiça por amor do Teu nome! Retira do nosso coração tudo o que te desagrada e enche-o do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, povo do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Isaías30 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 30 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
23 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 30 – A misericórdia divina contrasta com a desobediência humana. Aqui, o profeta profere poderosa mensagem de arrependimento humano vinculado à restauração divina. É uma profecia de restauração e também de sábia advertência para quem vive na desobediência.

Observe a seguinte síntese do capítulo em pauta:

• Isaías 30:1-5 destaca a imprudência de confiar em alianças humanas em lugar de depender da orientação divina.
• Isaías 30:6-7 salienta a obstinação do povo na desobediência a Deus, mesmo cientes das terríveis consequências.
• Isaías 30:8-17 trata da paciência e da misericórdia divinas, encorajando pecadores a abandonarem os caminhos da rebeldia, rebelião e perversão.
• Isaías 30:18-26 enfatiza a restauração prometida àqueles que retornam à aliança com o Deus compassivo, disposto a perdoar a todo transgressor.
• Isaías 30:27-33 revela a destruição operada por Deus sobre o inimigo de Seu povo a fim de mostrar Seu poder e Sua justiça ao proteger o povo que confia nEle.

Podemos afirmar que nossa vida é feita de decisões. Cada ouvinte precisa escolher entre a obediência e a rebelião. Isaías tem uma mensagem oportuna para nosso tempo. Ele mostra que confiar em Deus, não em alianças humanas, traz restauração e proteção que nossa alma anseia com todas as forças. Assim, Isaías 30 revela a chamada à fidelidade divina, alertando contra depositar a confiança em fontes humanas.

Cada pessoa, em sua trajetória, depara-se com a encruzilhada entre a obediência e a rebeldia diante das orientações de Deus. O profeta incentiva a todos nós a confiar em Deus como o alicerce seguro para nossa história. Em um mundo tomado pela incerteza, Isaías lembra-nos da instabilidade das alianças humanas e da fragilidade das fontes terrenas de confiança. Somos confrontados com a necessidade de olhar para além das soluções temporárias oferecidas pelo mundo e então, depositar toda nossa confiança na sabedoria e poder divinos, que são eternos e inabaláveis, para obtermos vitórias!

À medida que adentramos pelos desafiadores anos do século 21, o chamado à fidelidade a Deus contido em Isaías 30 permanece tão relevante quanto nunca. Num mundo empapuçado de incertezas, a escolha entre a obediência e a rebeldia ganha urgência renovada. O texto profético convida-nos a refletir sobre nossas decisões e a escolher o caminho da confiança inabalável em Deus; nEle há verdadeira restauração e proteção! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 29 by Luís Uehara
22 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/29

Quando nosso coração é oferecido ao Senhor, Ele é capaz de habitar em nós. Sua presença traz luz e sabedoria a todas as coisas que talvez não tivéssemos entendido antes. Ultimamente, tenho me sentido inspirado a orar diariamente por mais sabedoria para compreender os eventos mundiais à luz das profecias bíblicas, para saber por quem orar no trabalho e para obter entendimento sobre como ajudar o próximo. O diálogo aberto com Jesus permite que Ele me use como Ele determina, um recipiente disponível para Sua perfeita vontade. Manter os nossos corações abrandados à liderança do Espírito Santo em todas as áreas da nossa vida permite que a Sua verdade brilhe sobre os outros.

“Vivemos em tempos repletos de importância para cada qual. A luz se derrama ao redor de nós, em raios vivos e constantes. Se essa luz for devidamente acolhida e apreciada, será uma bênção para nós e para outros; se, porém, confiarmos em nossa própria sabedoria e força, ou na força e sabedoria de nossos semelhantes, tornar-se-á ela um veneno.” Testemunhos aos Ministros, p. 385

Você está vivendo a lei do Senhor em sua vida pessoal?

Cheri Holmes
Enfermeira registrada em pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/29
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ISAÍAS 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
22 de dezembro de 2023, 0:50
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1245 palavras (com destaques em azul)

1 Lareira de Deus. Ou “Ariel”([versão] ARC). Um nome simbólico que se aplica a Jerusalém ou a uma parte dela. Não se conhece a etimologia e o significado desta palavra, e pode ter sido cunhada por Isaías.  […] Há a possibilidade de o nome significar “altar de Deus” (ver Ez 43:15, 16, em que a palavra é traduzida como “altar”, na ACF) […] Este e os capítulos seguintes parecem se referir à invasão de Senaqueribe a Judá e ao inútil cerco de Jerusalém. Antes da invasão assíria, Deus deu claras advertências dos terrores que sobreviveriam. Os judeus foram repreendidos pela hipocrisia, teimoso e fracasso em não entender a importância dos eventos anunciados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 218.

Acrescentai ano a ano. O povo continuava com seu afazeres sem se preocupar com o futuro, como se um ano fosse seguir ao outro sem mudança de rotina de vida prazerosa. Celebravam as festas anuais e continuavam adorando no templo, contudo se envolviam em crime que ameaçavam destruir a nação (ver Is 1:4, 10-13, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 218.

2 Porei a Lareira de Deus em aperto. O Senhor pronunciou juízo contra Jerusalém, e a cidade será para Ele como “lareira”- talvez como um “altar” (ver com. [CBASD] do v. 1) sobre o qual seus habitantes seriam o sacrifício. CBASD, vol. 4, p. 218.

Acamparei em redor de ti. Jerusalém é retratada como sitiada. Cenas como as descritas nesta passagem aparecem com frequência nas esculturas assírias […] Levantavam-se rampas contra os muros da cidade, e se traziam máquinas de guerra para derrubar as defesas (ver Jr 33:4; Ez 4:2). Essa é uma boa descrição do método usado por Senaqueribe para tomar Jerusalém (ver 2Rs 19:32). CBASD, vol. 4, p. 218.

Inimigos. Isto é, os exércitos que cercavam a cidade. CBASD, vol. 4, p. 218.

Num instante. Sobre o inesperado livramento de Jerusalém, ver Is 37:36. CBASD, vol. 4, p. 218.

Vem o castigo. Jerusalém será “visitada” (ARC) com castigos divinos. […] Aqui, as palavras podem ser uma representação figurada dos terrores da guerra, ou uma descrição literal de alguma terrível convulsão da natureza que açoitou os exércitos assírios (ver com. [CBASD] de 2Rs 19:35).

Como sonho. Um sonho vem e vai rapidamente. As forças assírias desapareceriam como um sonho do qual se acorda (Sl 73:19, 20). CBASD, vol. 4, p. 218.

9 Isaías convida o povo de Jerusalém a fazer uma pausa nas suas atividades para considerar a real natureza de sua situação. CBASD, vol. 4, p. 219.

Cegai-vos. Literalmente, “contemplai [com ansiedade] ao redor e olhai”. CBASD, vol. 4, p. 219.

Bêbados estão, mas não de vinho. Isaías desvia o olhar dos exércitos assírios e se dirige mais uma vez para o povo de Jerusalém. Ele lhes havia transmitido uma mensagem que podia tê-los feito tremer, mas estavam como em um estupor, incapazes de perceber a importância solene da advertência. Haviam perdido a sensibilidade e a razão, não por causa da embriaguez, mas porque estavam tão ocupados com as questões terrenas que não podiam compreender a mensagem celestial […]. CBASD, vol. 4, p. 219.

10 Fechou os vossos olhos. Ver com. [CBASD] de Is 6:9, 10. O povo de Judá andava tateando como cegos, como se em letargia (ver com. do v. 9). Os olhos do entendimento estavam fechados. Os líderes, cuja responsabilidade era guiar os assuntos da nação, tinham perdido todo senso de direção. Os videntes, que profetizavam por dinheiro, estavam completamente cegos. Deus tinha lhes enviado mensagem após mensagem, mas a cada rejeição da luz se tornavam mais cegos, e a percepção da verdade ficou embotada. Nesse sentido é que o Senhor “fechou” os olhos deles (ver com. [CBASD] de Êx 4:21). CBASD, vol. 4, p. 219.

11 Toda visão. Isto é, tudo o que Isaías tinha falado a eles. CBASD, vol. 4, p. 219.

Um livro selado. Era comum que documentos fossem enrolados e selados […]. As mensagens solenes de Isaías não tinham mais valor para o povo de Jerusalém do que se o profeta as tivesse escrito e selado, a fim de que não pudessem ser lidas. Descrença e desobediência tinha impedido de forma tão eficaz que a luz celestial chegasse até eles, que era como se nunca tivesse sido revelada. Para os que se recusam a estudar a Bíblia e a crer em suas solenes advertências, ela é como um livro selado. Os profetas deram ao mundo mensagens inspiradas de luz e esperança, mas hoje, como outrora, o mundo caminha na escuridão porque se recusa a enxergar (ver com. [CBASD] de Os 4:6). CBASD, vol. 4, p. 219.

12 Ao que não sabe ler. Isto é, que professa não compreender os caminhos de Deus, como os videntes do v. 10. Uma pessoa pode ser sábia nas coisas deste mundo, mas analfabeta para as coisas de Deus. Ao mesmo tempo, alguém pode ser um mero novato nos conhecimentos mundanos e, contudo, sábio nas coisas de Deus. Preconceito e descrença fecham os olhos do entendimento espiritual para o que Deus tem revelado com vistas ao esclarecimento e bênção do mundoCBASD, vol. 4, p. 219.

13 Com seus lábios. O povo de Jerusalém professava religiosidade, mas no coração sequer conhecia a Deus. Assim também era nos dias de Cristo […]; o povo era hipócrita (ver com. [cbasd] de Mt 6:2). A adoração consistia de um ritual desprovido de verdadeira comunhão com o Céu (ver 2Tm 3:5). Imaginavam que o desempenho exterior cumpria os requerimentos divinos e que mereciam o favor divino (ver com. [CBASD] de Mq 6:6-8)CBASD, vol. 4, p. 219.

14 A sabedoria dos seus lábios. Quando o ser humano não leva Deus em consideração, sua sabedoria se torna tolice. Por não amar a luz, é deixado na escuridão (ver 2Ts 2:12; cf. Os 4:6). Essa foi a experiência dos líderes judeus. Escureceram o conselho com “palavras sem conhecimento” (Jó 38:2), e a luz da nação foi condenada a se transformar em trevas. CBASD, vol. 4, p. 219.

15 Quem nos vê? Buscavam esconder a hipocrisia, as motivações e ações, na esperança de que nem o homem nem Deus detectassem seu verdadeiro caráter. CBASD, vol. 4, p. 220.

16 Que perversidade a vossa! Tentavam fazer com que o oleiro seguisse as ordens do barro. Achavam que sua sabedoria era mais do que a do Criador. Esses líderes espirituais eram ateus que, na prática, se mascaravam sob o disfarce da religiãoCBASD, vol. 4, p. 220.

17 Dentro em pouco. Isaías não era só profeta de castigos, mas também de esperança. Ele era um verdadeiro otimista; não via apenas a escuridão do presente, mas também, a luz gloriosa do futuro (ver com [CBASD] de Is 9:2). CBASD, vol. 4, p. 220.

18 Os cegos […] as verão. Isaías previu um tempo quando as condições dos v. 10 a 12 seriam revertidas […]. CBASD, vol. 4, p. 220.

22 Já não será envergonhado. Abraão e Jacó aqui representam o verdadeiro povo de Deus. Assim como o Senhor tinha libertado os pais da nação, também libertaria seus descendentes dos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 220.

23 Temerão o Deus de Israel. Revela-se  a vitória final da justiça. O “tirano” (v. 20) foi reduzido a nada, Israel não seria mais envergonhado (v. 22), e seus filhos, perdido por muito tempo, seriam reconduzidos ao redil. Quando os fiéis d toda a Terra forem levados ao redil, se juntarão a Jacó em adoração e servirão ao Senhor. CBASD, vol. 4, p. 220.

24 Os murmuradores. No tempo de Isaías, como no deserto (Êx 17:2, 7; Nm 14:22; 20:3; Dt 1:27; 6:16; Sl 95:10, 11; 106:25). Isaías proclama que existe esperança até mesmo no coração mais duro e rebeldeCBASD, vol. 4, p. 220.

Hão de aceitar instrução. Muitos que  erraram (ver Is 28:7; 29:10-13), escaparão das trevas (Is 29:18) e aprenderão com s experiências pelas quais passaram. Embora a grande maioria do povo não aproveitasse as mensagens de conselho e advertência repetidamente enviadas por meio do mensageiro de Deus, haveria um pequeno “remanescente” (ver Is 1:9, ARC; 11:11, 16; etc.) cujo coração reagiria e se voltaria para o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 220.

 

Compilação e digitação: Jeferson Quimelli



Isaías 29 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de dezembro de 2023, 0:45
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A “Lareira de Deus” (v.1), Jerusalém, foi tida por culpada diante de Deus. Seus habitantes continuavam com suas práticas religiosas sem se dar conta de que estavam festejando de si para si mesmos. O juízo do Senhor sobreviria “de repente, num instante” (v.5). E o povo se humilharia perante Deus até ao pó (v.4). A atitude que não buscaram em tempo de bonança, teriam ao sobrevir as grandes manifestações da parte “do Senhor dos Exércitos” (v.6): santificariam o Seu nome e temeriam o Deus de Israel (v.23).

A cegueira espiritual e a hipocrisia, são, sem dúvida alguma, os maiores perigos da vida cristã. “O espírito de profundo sono espiritual” (v.10) faz com que qualquer revelação da parte de Deus se torne “um livro selado” (v.11). Ou seja, torna-se algo impossível de se compreender. Mas a dura repreensão do Senhor ao Seu povo não era para a sua destruição, mas para a sua redenção (v.22), uma “obra maravilhosa no meio deste povo” (v.14). Deus, como um Pai zeloso, iria até às últimas consequências para salvar os Seus filhinhos. Todos os juízos que sobreviriam aos habitantes de Jerusalém eram a disciplina de amor de um Pai que desejava vê-los “livres já da escuridão e das trevas” (v.18).

Diante de um povo com o mesmo quadro espiritual, Cristo replicou as palavras proféticas de repreensão aos escribas e fariseus: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mt.15:7-9). “Maquinalmente” (v.13) aqueles que se chamavam pelo nome de Deus se orgulhavam de suas práticas religiosas, enquanto seus corações estavam longe do Senhor. A verdadeira adoração não consiste em ser um “bom” membro de igreja, mas em permitir que o Único que é verdadeiramente Bom habite em nosso coração. A adoração dos judeus consistia em rituais e em suas próprias doutrinas. Trocaram o Oleiro pelo barro e o Artífice pelas obras (v.16).

Vivemos em um estado diferente? Não, amados! É triste, mas Deus continua a dizer ao Seu povo hoje: “Que perversidade a vossa!” Será que temos nos aproximado de Deus como deveríamos? Será que verdadeiramente estamos buscando no Senhor a real mudança de coração que necessitamos cada dia? Ou somos zelosos membros de igreja, esquecendo-nos do Senhor da igreja? Como podemos esperar que Deus aceite a nossa adoração com o coração cheio de orgulho, inveja ou raiva de alguém? Isto não se chama adoração, isto se chama ofensa a Deus!

Muitos têm usado a Palavra do Senhor para condenar, tramar armadilhas, envergonhar os irmãos e “sem motivo” negar “ao justo o seu direito” (v.21). E sobre o pedestal da arrogância e confiança própria, não conseguem enxergar as verdades libertadoras da Palavra de Deus. Leem a Bíblia, mas não a entendem de fato. Fazem longas orações, presumindo “que pelo seu muito falar serão ouvidos” (Mt.6:7). Porém, permanecem cegos e “bêbados estão” (v.9), embriagados com sua própria sabedoria (v.14).

A infinita graça de Deus continua realizando a sua “obra maravilhosa”, fazendo de tudo para salvar o pecador. Chegou o tempo do grande reavivamento e reforma do povo do Senhor! Deus está despertando a Sua Igreja do “espírito de profundo sono” e promovendo a cura dos surdos e dos cegos espirituais (v.18). Muitos, como os dois cegos de Jericó, atendendo aos apelos do Espírito Santo, têm gritado em meio à cegueira espiritual: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (Mt.20:31). E mesmo em meio a uma multidão ao redor os repreendendo para que se calem; mesmo em meio a uma multidão indiferente que olha para estes e os julgam fanáticos e fundamentalistas, eles continuam a clamar pelo Único Senhor capaz de curá-los e redimi-los. Então, algo maravilhoso acontece! Jesus Se volta para estes e pergunta: “Que quereis que Eu vos faça?” (Mt.20:32). E o milagre da verdadeira conversão acontece. E o coração que reconhece a sua total dependência de Cristo, clama: “Senhor, que se nos abram os olhos” (Mt.20:33). E Jesus, cheio de compaixão, nos toca, imediatamente nossos olhos se abrem e, finalmente, O seguimos (Mt.20:34).

Jesus está voltando, meus irmãos! E se desejamos contemplar a Sua face, precisamos começar a fazer isto aqui, pela fé. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça”. Abra o seu coração a Jesus! Permita que Ele realize a Sua “obra maravilhosa” em sua vida, como seu Salvador pessoal! Que se cumpram as palavras do Senhor no meio do Seu povo, hoje: “E os que erram de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores hão de aceitar instrução” (v.24).

Oh, Pai, estamos cansados e sobrecarregados! Lançamo-nos em Teus braços de amor e clamamos por Tua força! Abre os nossos olhos para contemplarmos as maravilhas da Tua Lei, que é a revelação do Teu santo caráter! Abre os nossos ouvidos para ouvirmos a doce e suave voz do Teu Espírito! Converte-nos e seremos convertidos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, salvos pela maravilhosa graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Isaías29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 29 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
22 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 29 – Você gosta de gente falsa? Aprecias quando as pessoas se aproximam de ti intendado enganar? Gostas daqueles que vivem uma mentira, tentando iludir com palavras e atitudes?

Se você, que não possui perfeição não tolera pessoas hipócritas, imagina um Deus santo! “O povo [de Deus da época de Isaías] caracterizava-se por insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar o seu próprio destino a Deus” (Robert B. Chisholm).

Talvez precisamos mais das mensagens de Isaías. Elas não foram úteis apenas para Israel. No cristianismo, a religiosidade não flui melhor que no judaísmo. Com uma Bíblia maior, não tornamo-nos pessoas melhores.

Será que as mesmas características do antigo povo de Deus não estão estampadas no atual povo de Deus? Será que…

  1. Somos menos insensíveis espiritualmente? Estamos priorizando a Deus mais do que o povo de Israel no passado?
  2. Estamos mais distantes da hipocrisia? Somos mais consagrados e piedosos do que os judeus de antigamente?
  3. Temos mais disposição em confiar a Deus nosso futuro? Entregamos cada dia, cada decisão e todos nossos planos para Ele dirigir, alterar alguma coisa ou substitui-los pelos Seus?

Proponho que, estamos iguais ou piores que os israelitas do passado! Se iguais ou piores, a Palavra de Deus está à nossa disposição como esteve para os antigos judeus. Reflita profundamente nestes itens:

  1. Descaso às coisas espirituais reduz tudo a nada: Ariel, o sagrado nome de Jerusalém, sofreria seu último cerco por inimigos destruidores (Isaías 29:1-4; Miqueias 4:11; 5:4-15).
  2. Os instrumentos de Deus que amarem ao pecado e abusarem do poder ultrapassando os planos de Deus sofrerão terríveis consequências; foi assim no passado e continuará assim até a consumação dos séculos (Isaías 29:5-12; Zacarias 14:3, 12-15).
  3. Cegueira religiosa e fria formalidade resultam em vida espiritual vazia de sentido e desprovida de propósitos nobres. Tais pessoas se decepcionarão consigo mesmas, pois serão vomitadas da boca de Deus, enquanto os humildes e sensíveis à vontade divina serão salvos (Isaías 29:13-24; Apocalipse 3:14-21).

Sem a revelação forte e impactante da Palavra de Deus nos conformamos facilmente com nossa insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar a vida inteira a Deus.

Por isso, na Bíblia somos confrontados para que sejamos reavivados! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.