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“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos” (v.15).
A fidelidade conjugal nunca foi tão banalizada. Vivemos em um tempo em que a malícia e o apelo sensual não estão mais disfarçados nas letras das músicas e programas de “humor”, eles estão completamente expostos. Filmes, novelas e até desenhos animados têm deturpado o que Deus criou para ser sagrado dentro do casamento. E mediante a abertura dos canais midiáticos dentro do lar, sem que haja o filtro sagrado de Filipenses 4:8, nossas crianças e jovens têm recebido doses absurdas de corrupção. Pelo mau uso, as “raposinhas” da internet, têm devastado os relacionamentos familiares enquanto são acariciadas pelos próprios prejudicados.
Certo dia, meu esposo e eu estávamos observando nosso filho mais velho jogar futebol. Num momento em que meu esposo começou a mexer no celular, algumas crianças entre sete e nove anos de idade foram se aproximando. Então, puxando conversa, as próprias crianças começaram a falar o tipo de jogos que tinham no celular: os piores! E sem precisar perguntar, disseram que assistiam às lutas de UFC, muitos na companhia dos próprios pais, e de madrugada! E quando pensei que não poderia piorar, confessaram que assistiam vídeos de sexo pesado! Chocante? Eu fiquei aterrorizada! Mas o que isso tem a ver com o capítulo de hoje? Tudo!
Maridos que são tementes a Deus e fiéis à esposa, e mulheres submissas e fiéis a seu marido, certamente fazem de tudo para que a depravação não entre em seu lar, nem pelo que veem e nem pelo ouvem. Aplicando a tese de que o esposo também se trata de uma ilustração cristocêntrica, dar ouvidos a Jesus, “Ouço a voz do meu amado” (v.8), é a única forma de calar o lixo que o mundo tem oferecido. Como ovelhas de Cristo, precisamos reconhecer-Lhe a voz: “vai adiante delas, e elas O seguem, porque Lhe reconhecem a voz” (Jo.10:4). A fidelidade no casamento é um dos maiores pilares na construção do caráter dos filhos. Cônjuges que manifestam em seu cotidiano um amor baseado em pensamentos puros e respeitáveis, estão educando filhos que, qual José, fugirão da lascívia (Gn.39:12) e que não despertarão o amor “até que este o queira” (v.7).
Pais e mães cujo lema seja “O meu amado é meu, e eu sou dele” (v.16), hão de dar maior contribuição ao mundo do que os maiores estadistas. O chamado de Cristo à Sua Igreja hoje, é: “Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (v.10 e 13). Jesus nos chama para vivermos casamentos sólidos e felizes; para que nossos lares sejam verdadeiros pedacinhos do Céu na Terra. E em contraste com a depravação do mundo, sentiremos saudades dAquele que sempre é fiel (2Tm.2:13) e com anelo de vê-Lo em breve, diremos: “Volta, amado meu” (v.17)!
Oh, Senhor, em meio à corrupção e depravação que têm devastado tantas famílias, clamamos, por Tua graça e pelo poder do Teu Espírito, que nosso lar seja um testemunho ao mundo de que fiel e verdadeira é a Tua Palavra na vida dos Teus filhos: “A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias benditas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Cantares2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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CÂNTICO DOS CÂNTICOS 2 – O romantismo está presente desde o Jardim do Éden. Assim que Deus fez homem e mulher, o encontro deles foi puramente romântico. Adão compôs a primeira poesia histórica no primeiro momento em que viu a mulher que Deus criara (Gênesis 2:18-24).
Mesmo após a entrada do pecado, Deus pretende que as pessoas desfrutem desse romantismo puro, lindo e divino. Embora o pecado tenha arruinado muito os Seus planos para nós, é possível ser instruído, direcionado e transformado por Ele para usufruir de Seus planos neste mundo corrompido. Falando do livro em análise, a Bíblia do Discípulo salienta:
“Este é um cântico sobre o amor humano escrito no estilo de poesia romântica. O Cântico descreve o ideal edênico para o amor sexual, mesmo após a Queda. É um lembrete para o ser humano de que a sexualidade é um dom criado por Deus para ser desfrutado numa relação heterossexual e monógama. O pacto divino, que ordena a pureza sexual, provê a estrutura correta (casamento) na qual o Seu povo pode experimentar adequadamente o dom da intimidade sexual. O casamento é uma bênção de Deus baseada na lealdade e compromisso, mas é moldada por dois indivíduos com uma natureza pecaminosa, de modo que um casal precisa convidar o Senhor para participar de sua vida matrimonial se quiser cumprir o propósito divino para esta instituição. Assim, um bom relacionamento conjugal não é uma coincidência, mas o resultado de uma árdua batalha contra a orgulhosa natureza humana, influenciada pelo Espírito Santo no coração de homens e mulheres”.
A perversidade humana não apenas deturpa o amor, corrompe inclusive um inspirado cântico de amor. Merrill Unger alega que Cântico dos Cânticos “é uma magnífica pérola literária, considerada eminentemente inocente entre os orientais. É pena que tamanha obra-de-arte seja às vezes pervertida” com interpretações alegóricas.
Para facilitar a interpretação, esboço segundo capítulo baseando-me no Comentário Bíblico Adventista:
• Versos 1-7: O Amor mútuo entre esposa e esposa.
• Versos 8-13: A esperança e o chamado da esposa.
• Versos 14-15: O cuidado do esposo por sua amada.
• Versos 16-17: A ocupação da esposa; sua confiança.
Este conteúdo é um manual matrimonial, do qual deveríamos alimentarmo-nos diariamente para usufruir do plano de Deus para nosso casamento neste mundo de sofrimento! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: CANTARES 1 – Primeiro leia a Bíblia
CANTARES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ct/1
A mais sublime das 1.005 composições de Salomão (Cantares 1:1; 1 Reis 4:32), o Cântico dos Cânticos, ou Cantares (também chamado de “Cântico de Salomão”) foi provavelmente escrito durante a primeira metade do reinado de Salomão, enquanto o rei ainda era fiel a Deus.
A canção retrata o relacionamento íntimo de amor entre Salomão e “a sulamita” (“Sra. Salomão”, provavelmente a filha de Faraó que se tornou uma crente em Yahweh; Cantares 6:13; 1 Reis 3:1; 7:8). Os diálogos seguem o enredo básico de (1) namoro (1:2 — 3:5), (2) procissão nupcial e casamento (3:6 — 5:1) e (3) a vida de amor após o casamento (5:2 – 8: 14).
Muitos intérpretes ao longo da história, envergonhados pela linguagem franca e íntima de Cantares, rejeitaram o seu significado literal e consideraram o livro meramente uma descrição simbólica da relação de amor espiritual entre Deus e Seu povo. Embora haja de fato lições espirituais a serem aprendidas, não há nenhuma indicação nos Cânticos de Salomão de que o sentido literal do livro deva ser espiritualizado. Em vez disso, parece claro que Deus inspirou todo um livro da Bíblia o qual celebra a beleza e a alegria de um relacionamento de amor saudável entre um homem e uma mulher!
O Sublime Cântico dos Cânticos constitui um retorno ao Éden, um comentário inspirado de Gênesis 1-3, um extraordinário guia para o namoro e casamento.
Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Seminário Teológico da Andrews University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/sng/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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A esposa. O peso das evidências … apoia a visão tradicional de que o casal retratado em Cântico dos Cânticos é o rei Salomão e a filha do faraó, a única esposa do monarca por cerca de 20 anos depois que ele assumiu o trono (… comparar com 1Rs 3:1; 7:7, 8; 9:10, 24; 2Cr 8:1, 11; Sl 45). Bíblia de Estudo Andrews.
Conteúdo e temas. Até o período da Reforma protestante, prevalecia a interpretação alegórica de Cântico dos Cânticos. O sentido literal, com suas imagens, era considerado a “casca”sem valor a ser tirada, a fim de encontrar a “polpa”, o sentido “verdadeiro”, isto é, a ânsia da alma por união com Deus ou a expressão do amor de Cristo por sua igreja. João Calvino rompeu com a visão alegórica e insistiu que Cântico dos Cânticos deveria ser interpretado como um cântico do amor humano. Nos tempos modernos, chegou-se ao consenso de que Cântico dos Cânticos tem sentido claro e literal. Ao mesmo, o livro apresenta o amor humano como uma “chama da Yahweh” … apontando, portanto, para além de si, ao Esposo divino [destaque acrescentado]. Bem diferente da abordagem alegórica, com suas interpretações fantasiosas alheias ao significado literal, Cântico dos Cânticos requer uma abordagem tipológica, que permanece fiel ao sentido literal e até o ressalta, reconhecendo o que o texto em si sugere – que o amor humano tipifica o divino. O relacionamento conjugal entre marido e mulher é um tipo do relacionamento de amor entre Deus e seu povo. … Cântico dos Cânticos questiona todos os pontos de vista que apresentam a sexualidade como algo sujo, barato, feio ou inferior. Em conformidade com a elevada doutrina da criação na literatura de sabedoria da qual o livro faz parte, a sexualidade é apresentada como parte da boa criação divina, para ser desfrutada sem medo ou vergonha. Por ter sido criada por Deus, o amor sexual dentro do casamento, como uma “chama de Yahweh” (ver 8:6), fala com eloquência do amor divino pela criação quando é desfrutado em harmonia com seu desígnio. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Cântico dos cânticos.O mais sublime dos 1.005 cânticos de Salomão. Bíblia de Estudo Andrews.
A expressão indica que esta canção é de excelência peculiar. Os judeus consideravam os Cânticos de Salomão como os melhores dentre todos os cânticos bíblicos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 1259.
Os vv. 2-4 dão o tema geral dos poemas que seguem; eles possuem já o tom de ternura apaixonada que dominará toda a coleção. As passagens bruscas da terceira para a segunda pessoa são também características dos cânticos de amor egípcios. O amado está ausente, mas permanece presente no coração de sua amada, à qual se associam as companheiras (v. 4b), que são as filhas de Jerusalém do v. 5. O conjunto tem paralelo no epitalâmio [hino nupcial] real do Sl 45, 8-9.15-16. Bíblia de Jerusalém.
2 Beija-me. Quem fala, evidentemente, é a donzela sulamita. CBASD, vol. 3, p.1259.
Ou, ” ah, se ele me beijasse!” [cf. tb. NVI] Expressa o desejo da mulher antes do casamento. 1:2-3:5 retrata o noivado de Salomão e sua amada. Os apaixonados desfrutam momentos de íntima comunhão, mas não há referência ao ato sexual até a consumação do casamento em 4:16-5:1. Bíblia de Estudo Andrews.
Vinho. Do heb. yayin, o suco da uva (ver Gn 9:21; 1Sm 1:14; IOs 5:11; etc.). CBASD, vol. 3, p.1259.
Suas carícias [são mais agradáveis que o vinho]. Manifestações do amor – beijos, abraços, afagos e a consumação (cf. v.4; 4.10; 7.12; v. tb Pv 7.18; Ez 16.8; 23.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3. aroma […] unguentos. O amor em Cântico dos Cânticos é lindamente sensorial, envolvendo todos os sentidos, Bíblia de Estudo Andrews.
Unguento derramado [ARA; NVI: “perfume derramado”; BJ: ” óleo escorrendo”] … nome. Jogo poético de aliteração [repetição de fonemas idênticos ou parecidos] com shem, “nome”, e shemem, ” óleo” e outras palavras como shelomo, “Salomão”, yerushalem, “Jerusalém”. Bíblia de Jerusalém.
Como unguento derramado é o teu nome. Para a noiva de Salomão, o nome de seu amado significava mais do que qualquer perfume. CBASD, vol. 3, p.1259.
A própria menção do nome do amado enche os ares como que de um perfume agradável. As palavras hebraicas que significam “nome” e “perfume” tem sons semelhante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
As donzelas te amam. Ela diz apenas que Salomão é o tipo de homem que uma moça como ela amaria. CBASD, vol. 3, p. 1259.
por isso, as virgens te amam: É o amor de Cristo derramado em nosso coração que resgata tudo o que há de puro em meio à corrupção do pecado. Esses virgens [espiritualmente] amam Jesus e são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai (AP 14.4). Cristo é o amado de todos os puros de coração. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
teu amor […] mais do que o vinho: A grande estima que tem por seu amor. Almas cheias de Sua graça têm mais prazer de amar Cristo e em serem amadas por Ele, nos frutos e dons de Seu amor, do que qualquer homem já teve no mais raro prazer dos sentidos. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
5 Quedar. Tribos nômades de Ismael (Gn 25:13) que habitavam nos desertos da Arábia (ver Is 21:16; 42:11). É comum aos beduínos viver em tendas feitas com pelo negro de cabra. CBASD, vol. 3, p.1259.
6 morena Os antigos portas árabes opõem a tez clara das jovens de nascimento nobre (aqui, as filhas de Jerusalém) à tez das escravas e servas ocupadas com trabalhos externos. Bíblia de Jerusalém.
Os filhos de minha mãe. Parece que os irmãos mais velhos da noiva haviam encarregado a irmã menor de cuidar das vinhas, o que a deixou com a pele bronzeada pelo sol. CBASD, vol. 3, p. 1259.
Guardar as vinhas era um emprego servil e baixo. Os filhos de sua mãe fizeram dela a escrava da família. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
Quando ela foi trazida a Jerusalém, a jovem sentiu-se envergonhada por causa de sua pele bronzeada porque as garotas da cidade tinham a pele clara e delicada que era considerada muito mais bonita. Mas Salomão amou sua pele escura. Life Application Study Bible Kingsway.
A vinha, porém, que me pertence. Isto é, sua beleza pessoal (ver Ct 8:12). Os irmãos dela não lhe concederam tempo livre ou oportunidade para cuidar da aparência. CBASD, vol. 3, p. 1259.
[Outra interpretação é que:] minha vinha … eu não a pude guardar. Ela deu seu coração àquele que ela ama. Bíblia de Jerusalém.
A vinha é uma metáfora adequada, visto que produz vinho, e as emoções do amor são comparadas às produzidas pelo vinho (v. nota no v. 2). A amada também é comparada a um jardim, pois oferece frutos ao amado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 A jovem se sentia insegura por ser diferente das mulheres de Jerusalém (1:6) e por ficar sozinha enquanto seu amante estava fora (1:7). Ela ansiava pela segurança de sua presença. A base do amor verdadeiro é o compromisso; portanto, em um relacionamento onde há amor genuíno, nunca há medo de engano, manipulação ou exploração. Life Application Study Bible Kingsway.
Repousar pelo meio-dia. Nas regiões quentes, durante o calor escaldante do sol do meio-dia, os pastores procuravam um lugar à sombra para que eles e também o rebanho ficassem abrigados. CBASD, vol. 3, p. 1260.
7 para que não ande eu vagando (ARA; NVI: “serei como uma mulher coberta com véu”). Prostituta (v. Gn 38.14, 15). A amada não quer ir procurar o amado entre todo sos pastores, para não dar a impressão de ser prostituta. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 As éguas. Salomão compara sua noiva e seus atavios com uma égua real adornada na corte do faraó. A comparação parece rude à mente ocidental, mas é completamente adequada para o pensamento oriental. CBASD, vol. 3, p.1260.
Certamente uma comparação elogiosa. O Egito era afamado por seus cavalos, e Faraó, provavelmente escolhera os mais belos para a sua própria carruagem. Bíblia Shedd.
Comparação lisonjeira, semelhante ao elogio que Teócrito fez à bela Helena de Tróia (Idílios, 18.30, 31). Bíblia de Estudo NVI Vida.
12-17 Os namorados estão juntos, e os perfumes raros e inebriantes, como o nardo, a mirra, o cipro [do cipreste], significam o prazer que experimentam no encontro (vv. 12-14). Eles estão abraçados 2,6 (8,3). Bíblia de Jerusalém.
12 Nardo. Um perfume envolvente importado da Índia. …o perfume aromático cresce nas pastagens mais altas do Himalaia, numa altura de 3.353 a 5.182 metros. CBASD, vol. 3, p.1260.
Óleo aromático extraído das raízes de uma erva perene que cresce na Índia (v. 4.13, 14; Mc 14.3; Jo 12.3). Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 Saquitel de mirra. A mirra era extraída de uma resina aromática… Há informações de que as mulheres hebreias, em algumas ocasiões, levavam sob o vestido, saquinhos de mirra presos ao pescoço. CBASD, vol. 3, p.1260.
Goma aromática que goteja da casca de uma árvore de abeto balsâmico que cresce na Arábia, na Etiópia e na Índia. Era comumente usada para perfumar vestes nupciais da realeza (Sl 45:8). Os magos levaram mirra ao menino Jesus como presente adequado a um rei (Mt 2.2, 11). A mirra era um dos ingredientes do óleo da santa unção (Êx 30.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
amado. Primeiro emprego do termo dodî, ” amado”, “querido”, que relembra o apelido de Salomão, yedidia, “amado de Iahweh” (2Sm 12,25), e também o nome de Davi (cf. 5, 10). Bíblia de Jerusalém.
14 Racimo [ARA; NVI: “ramalhete”] de flores de hena. Esta planta crescia ao sul da Palestina e produzia flores perfumadas, brancas e amarelas. Algumas vezes, as folhas e os galhos eram moídos, e as mulheres preparavam um corante laranja-avermelhado para tingir suas mãos e pés. CBASD, vol. 3, p.1260.
En-Gedi. Literalmente, “fonte do cabrito”. Ficava a leste do Mar Morto, a meio caminho da foz do Jordão [ao norte] e da extremidade sul do lago. Ainda flui na região uma fonte abundante conhecida hoje como ´Ain Jidi. CBASD, vol. 3, p.1260.
En Gedi era um oásis escondido na base de penhascos rochosos de calcário a oeste do Mar Morto. Era conhecido por suas palmeiras frutíferas e óleo de bálsamo perfumado. O terreno ao redor de En Gedi era um dos mais desolados da Palestina e tinha um clima desértico extremamente quente. As flores de hena em En Gedi teriam parecido ainda mais bonitas por causa do ambiente árido; assim, Salomão estava elogiando sua bela amada e comparando-a favoravelmente em relação às mulheres perante quem se achava inferior. Life Application Study Bible Kingsway.
… com oásis fértil onde também cresciam, segundo outros textos, a árvore perfumada e a palmeira. Bíblia de Jerusalém.

Fotos do autor
16, 17 O amante e sua amada descrevem os arredores da floresta como um quarto de casamento. Life Application Study Bible Kingsway.
16 Verdejante. Os namorados estão deitados juntos debaixo das árvores. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam” (v.4).
Apesar de não pronunciar o nome de Deus e de não haver citações deste livro no Novo Testamento, “Shir Hashirim” (seu nome em hebraico) revela o mais excelente dos cânticos. Sua linguagem poética aborda o amor entre marido e mulher, reforçando o plano original do Criador a respeito do casamento (Gn.2:24), além de também ser considerado uma metáfora do amor entre Cristo e Sua Igreja: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja” (Ef.5:23).
Salomão foi o homem com o maior registro bíblico em número de matrimônios: “tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas […]”. Agora atentem para o final do versículo: “[…] e suas mulheres lhe perverteram o coração” (1Rs.11:3). Duas coisas o rei destacou neste livro: a monogamia e o monoteísmo. A poligamia, além de ter corrompido o seu coração, o levou à prática do politeísmo, o que quase o corrompeu por completo, não fosse a misericórdia de Deus. O que Salomão escreveu não foram palavras de um hipócrita, mas de um homem que descobriu que o prazer dentro de um casamento sob a bênção do Senhor, entre um homem e uma mulher, é melhor do que mil mulheres.
O amor ganhou destaque e até mesmo termos sobre a intimidade sexual são utilizados (v.13) para descrever a relação que deve haver entre marido e mulher dentro do casamento. A intimidade entre os sexos opostos foi criada por Deus para ser um deleite entre um homem e uma mulher nos limites do casamento, e para fortalecer ainda mais os laços afetivos. Assim como Cristo fez com Sua noiva, a igreja, uma aliança perpétua (Ef.5:25), os votos feitos entre marido e mulher, perante o altar ou diante de um juiz, deve corresponder à semelhante compromisso.
Se o seu estado civil for casado, você e seu cônjuge devem viver o amor mútuo todos os dias. Palavras de apreciação (v.15-16) e atitudes amáveis tornam não somente o casamento feliz, mas toda a casa exala de dentro para fora o incomparável aroma do amor: “não é sem razão que te amam” (v.4). Um lar cujo amor é o principal atributo, sempre será motivo de alegria e de boas lembranças (v.4). Em tempos de crise, quando os índices de divórcios aumentaram assustadoramente, o livro de Cantares como parte integrante das Escrituras, nos revela sobre o cuidado e o prazer que Deus tem em matrimônios felizes e bem ordenados, e vem até nós como providência celestial para restaurar e dar nova vida aos casamentos.
Prepare o seu coração para estes próximos sete dias, pois o amor está no ar, o seu casamento vai ganhar um novo sentido e uma blindagem celestial o envolverá.
Querido Pai, estamos vivendo em um período muito difícil com relação aos relacionamentos. Vemos tantos divórcios e tantas famílias destruídas! Dá-nos a oportunidade de ouvir a Tua voz de uma forma especial nesses próximos dias e que através desta porção da Tua Palavra o Senhor nos ensine sobre o verdadeiro amor que deve reger a nossa vida e o nosso lar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados e amadas de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Cantares1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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CÂNTICO DOS CÂNTICOS 1 – Alguns intérpretes têm dificuldades de assimilar o teor romântico neste texto sagrado. Contudo, é importante saber que Deus mesmo é o idealizador do casamento, do amor e do romantismo. Portanto, nosso preconceito precisa ser erradicado para que entendamos a real e clara mensagem deste livro inspirado.
Sem fugir para interpretações alegóricas, faremos uma análise literal do texto com suas implicações teológicas, com aplicações práticas para a vida no mundo atual e moderno. Embora tenha sido escrito por Salomão há muito tempo, seus princípios são relevantes e importantes hoje.
Mesmo que todo o livro seja uma coleção de poesia lírica abordando o tema do amor romântico, ele não é menos inspirado e útil para a espiritualidade e a religião que os outros livros bíblicos. Na verdade, ele está no menos nível de sacralidade que qualquer dos outros 65 livros da Bíblia.
Este livro poético e amoroso descreve a relação entre um noivo (Salomão) e uma noiva. Seu contexto social e histórico envolve o reinado em Israel como o rei mais sábio e prolífico escritor que era (I Reis 4:29-31). Suas obras eram diversas e extensas: “Ele compôs três mil provérbios, e os seus cânticos chegaram a mil e cinco” (I Reis 4:32). De sua produção literária e musical, Cântico dos Cânticos é incomparável.
A repetição do título é uma característica da escrita hebraica para expressar uma ideia de máxima excelência ou superioridade. Ou seja, é o que chamamos de superlativo, uma forma gramatical usada para indicar que algo ou alguém está no grau mais elevado ou é melhor em sua categoria.
Este Cântico é supremo, é o poema mais excepcional ou a canção mais sublima que Salomão escreveu dos seus 1005 cânticos, único preservado nas páginas bíblicas. O Comentário Bíblico Adventista esboça da seguinte forma seu início:
I. Título, 1:1.
II. O casamento entre Salomão e a donzela Sulamita, 1:2-2:7.
A. Diálogo: A donzela Sulamita expressa admiração pelo noivo. As moças da corte lhe respondem, 1:2-7.
B. Salomão entra: Ele e a noiva trocam mútuas expressões de amor, 1:8-2-7.
Deus almeja que desfrutemos do amor na intimidade no relacionamento entre homem e e mulher. Tal prazer não é pecado, é louvável. Esse amor deve ser cultivado em nossa sociedade pervertida, depravada. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 12 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/12
Oh, ser jovem. Lembramos da vitalidade e da empolgação com a vida, da facilidade de fazer tudo o que nos propúnhamos a fazer, do sentimento de sermos invencíveis.
A juventude é um presente de Deus. Os jovens costumam fazer piadas acerca das fragilidades da idade avançada e raramente pensam que um dia estarão no lugar deles. Raramente pensam que, um dia, o corpo ficará mais lento e a energia diminuirá.
Este capítulo está repleto de metáforas sublimes acerca do envelhecimento, cada uma como um incentivo para lembrarmos do Criador. Se adiarmos esta escolha, Deus nos receberá na idade avançada, mas é muito melhor para nós darmos a Ele o melhor da nossa vida. Lembre-se Dele hoje. Que coisa maravilhosa é dedicar a energia que temos a fim de honrar e servir ao nosso Deus. A vida é mais significativa se alinharmos nossos objetivos e energias às causas mais elevadas. Para isso precisamos ouvir a sabedoria e sermos ensináveis.
“Com tal exército de obreiros como o que poderia fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo! Quão depressa poderia vir o fim — o fim do sofrimento, tristeza e pecado! Quão depressa… poderiam nossos filhos receber a sua herança!” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 555.2
Art Kharns
Diretor de Música, IASD de Simi Valley, Califórnia, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/12
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele QUimelli
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1 … Mocidade… No ínicio da puberdade, a pessoa está em pleno vigor e é nesta fase que as forças vitais devem ser dedicadas a Deus e utilizadas para Sua glória.
Maus dias. Isto é, da fraqueza e velhice contrastando com os vigorosos e otimistas dias da juventude. A velhice traz enfermidade e debilidades, e seus dias são “maus” no sentido de estarem sobrecarregados de desgosto e aflição.
2 Antes. As imagens altamente figuradas dos v. 2 a 6 têm sido interpretadas de várias maneiras. Diversos comentaristas, tanto judeus como cristãos, explicaram esta sequência como uma descrição do esgotamento das faculdades físicas no ocaso da vida, e viram as imagens específicas como uma referência a detalhes anatômicos do corpo. Com excelente habilidade literária Salomão descreve a velhice e a morte, como especificamente declaradas nos v. 1, 5 e 7. O sentido da alegoria como um todo é claro: “lembrar-se” do Criador antes que a velhice chegue, e dedicar a vida às atividades adequadas a este conceito de dever e destino. Este é o tema de todos o livro.
Salomão, felizmente, “lembrou-se” de seu Criador quase no final de uma longa vida dedicada a se esquecer de Deus e seguir a loucura, que ele descreveu tão vividamente por todo o livro. Olhando para trás, para os anos desperdiçados, Salomão encoraja a outros que evitem os desapontamentos que teve na vida enquanto em vão buscava a felicidade. Quando se trata da interpretação de detalhes da alegoria é bom usar de cautela, pois as Escrituras não fornecem uma explicação clara dos símbolos utilizados. Qualquer interpretação reflete apenas uma opinião pessoal…
3 … Escurecerem. Uma figura que transfere o quadro das mulheres olhando para fora através das treliças da janela, para uma gradual diminuição da visão (ver Gn 27:1, ARC: cf. Dt 34:7).
4 Portas. No hebraico esta palavra está na forma dual e se refere a duas folhas de uma porta. Os comentaristas judeus atribuem esta figura aos poros do corpo ou aos lábios.
À voz das aves. É frequentemente considerada uma figura para a insônia na velhice, como de uma pessoa idosa sendo despertada pelo chilrear de um pássaro no alvorecer.
Filhas da música. Os órgãos da fala e do canto, as cordas vocais. Talvez uma referência à voz trêmula e fraca de uma pessoa idosa.
5 Temeres. O idoso geralmente dá cada passo com mais cuidado. Ele também teme uma estrada pública. Seus ossos são frágeis e se quebram com facilidade numa queda ou noutro acidente, e a recuperação é demorada…
Floresce. Isto é “florescência”. A amendoeira era a primeira árvore da Palestina a florescer… A grande quantidade de flores brancas da amendoeira deve ter feito Salomão se lembrar da cabeça grisalha de um idoso.
O gafanhoto… Com frequência, as pessoas idosas sentem que as coisas mais triviais são grandes fardos.
Perecer o apetite. Literalmente, “o grão de alcaparra se tornar ineficaz”. Alguns criam que o grão de alcaparra possuía uma qualidade afrodisíaca (…). O “apetite”, neste verso, é um eufemismo para “desejo sexual”.
6 Antes que se rompa… A imagem deste verso pode ser de uma grande lâmpada pendurada num fio de prata rompido. A corte se rompe, e a lâmpada cai ao chão…
O fio de prata… A prata pode ser uma representação do que a pessoa valoriza que, neste verso, refere-se à própria vida, o maior tesouro…
Ao poço. Por séculos as mulheres orientais foram ao poço do vilarejo com vasos de cerâmica (ver Gn 24:14, 15; Jo 4:7, 28; etc). A figura, neste verso, é de um cântaro de barro feito em pedaços (ver Lv 6:28; 15:12). No poço do vilarejo oriental, geralmente, havia uma roda ou forquilha de madeira. Cada morador trazia sua corda e jarro. O uso constante e as condições climáticas causavam o colapso e a desintegração do poço. Neste verso, a fonte ou poço ilustra a vida (ver Sl 36:9; cf. Jo 4:10; 7:37). Todas as diferentes imagens do v. 6 representam a morte.
7 … O pó. Isto é, a parte física do ser humano (ver Gn 2:7).
Como o era. A parte física do ser humano se deteriora e volta aos elementos que a originaram. É dito que, na morte, o ser humano “dorme no pó” (Jó 7:21; cf. Jó 17:17; 20:11; 21:26). Ma ressurreição, os que “dormiram”no pó da terra viverão novamente (ver Dn 12:2; Jo 11:11-13, 23-26; 1Ts 4:13-17).
O espírito. Do heb. ruach, “espírito”, “vento”, “sopro”. … Em nenhuma das 394 ocorrências da palavra no AT ruach denota uma entidade inteligente que exista separada do corpo físico, e deve estar claro que tal conceito não está baseado nos ensinos das Escrituras … O que retorna a Deus é o princípio de vida que foi concedido por Deus para as pessoas e os animais (ver com. de Ec 3:19-21, em que ruach é traduzido como “fôlego”).
10 Retidão. A tentativa de conseguir uma forma literária agradável não o levou a comprometer a verdade.
11 Aguilhões. Usado para picar, para estimular à ação, para obter resultados. Ser aguilhoado pode ser doloroso, mas aguilhoar, frequentemente, assegura resultados que não seriam alcançados de outra forma (ver Hb 12:11).
Pregos bem fixados. Pregos ou estacas bem fixados são difíceis de serem removidos (ver Is 22:23). Pontos bem feitos, ideias cuidadosamente ensinadas permanecem na mente e não são perdidas facilmente. A palavra traduzida como “bem fixados” tem o sentido comum de “plantar” e, figurativamente, “estabelecer”.
12 … Não há limite para fazer livros. Salomão poderia estar pensando em livros que não foram feitos com a finalidade de transmitir sabedoria prática, mas para glorificar seus autores ou aqueles sobre quem foram escritos. Quão pouco do que foi escrito é realmente digno de ser lido! Sem dúvida, Salomão leu todos os “livros”que encontrou, possivelmente até a extensa literatura cananita … e a literatura da sabedoria do Egito, já famosa em sua época (ver 1Rs 4:30).
Muito estudar. Estudar somente pelo prazer ou como fim em si mesmo, como fez Salomão durante grande parte de sua vida, se mostrou inútil. Não era prático e, por isso, era “vaidade”. Somente quando o estudo se torna um meio para alcançar um fim maior que ele mesmo é que pode evitar que se torne um “cansaço da carne”. Quando o Autor de toda a verdade é reconhecido como o “princípio da sabedoria” (Sl 111:10) e o estudo se torna um meio de alcançar Seus pensamentos, a fim de que a vida se conforme com o propósito divino, então o estudo se torna um prazer edificante. As especulações filosóficas dos escritores pagãos não contribuem em nada com o pensamento cristão.
13 … Mandamentos. Ver Sl 78:1-7. Do heb. mistwah, uma palavra comum para todas as exigências de Deus, incluindo-se a lei moral. Mistwah e torah, “lei” (ver com. de Nm 19:14) são usadas como sinônimas para fins práticos.
Porque isto é o dever de todo homem. A palavra “isto” obviamente se refere à palavra anterior sobre temer a Deus e guardar Seus mandamentos. … Neste verso, Salomão considera o reconhecimento a Deus e a obediência às Suas sábias exigências como o supremo objetivo da vida. Paulo declara a mesma verdade (At 17:24-31; Rm 1:20-23; comparar com Tg 2:10-12).
14 Obras. Ou, “ações”. Palavras e atos serão julgados (Mt 12:36, 37). No entanto, Deus requer mais: o ser humano deve ser obediente também em seus pensamento (ver 2Co 10:5; ver com. de Mt 5:22, 28; etc.).
Até as que estão escondidas. As pessoas podem achar que escondem suas palavras e ações de outras pessoas, mas “todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a quem temos que prestar contas” (Hb 4:13). Até mesmo os pensamentos estão sujeitos ao Seu escrutínio (1Sm 16:7; Sl 7:9; Jr 17:10; cf. At 1:24; Hb 4:12). Deus lê os motivos secretos do coração. Ele sabe quanto da luz da verdade penetrou nas trevas do coração e nos responsabilizará por todo raio de luz (ver Rm 2:16; 1Co 4:5). No grande dia do juízo final, os que fizeram a vontade de Deus entrarão no reino (Mt 7:21-27).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3
