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Texto bíblico: ECLESIASTES 8 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/8
Salomão nos confronta com as duras incertezas da vida. O bem e o mal acontecem aos virtuosos e aos injustos (8:14-17). Da mesma forma, não temos controle quando a morte bate à porta (8:8). Portanto, o nosso futuro não está em nós e na nossa sabedoria (8:1), mas sim na sabedoria do nosso Salvador.
A sabedoria é elogiada em Ecl. 7:11: “A sabedoria, como uma herança, é coisa boa e beneficia aqueles que vêem o sol.” Nosso descanso mais verdadeiro está em Deus (Pv 3:13-18; Ap 22:14). Ele é o Criador da vida e possui as chaves da morte, reveladas através de Jesus. Confiando em Deus, abraçamos a conexão significativa que Ele orquestra (8:2-5).
Nossa visão é limitada como seres finitos, obscurecida por uma prescrição incapaz de desvendar a totalidade da obra de Deus (8:17). Em meio às obscuridades dos becos da vida, nossa esperança não está em nós mesmos, mas na presença, no caráter e no chamado inabaláveis de Deus. Em Suas mãos depositamos nossa confiança, encontrando consolo na segurança divina que transcende nossas limitações humanas.
John Strehle
Pastor Principal, IASD de Camarillo, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/8
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1. O sábio. Salomão afirma que a sabedoria é superior a todas as outras posses.
E quem sabe […]? A pessoa verdadeiramente sábia saberá como interpretar as experiências da vida. Daniel é um nobre exemplo (Dn 5:10-29). Os apóstolos Paulo (1Co 2:15) e João (1Jo 2:27) enfatizam a mesma verdade.
Reluzir o seu tosto. A sabedoria e a serenidade interior são refletidas no rosto de quem é verdadeiramente sábio (ver Jó 29:24; cf. Nm 6:25; Sl 4:6).
Muda-se. A graça de Deus transformando o coração será refletida no rosto por uma expressão de alegria serena.
Dureza. Do heb. ´oz, frequentemente traduzido por “força”. Neste verso, a palavra significa “rigidez”, numa descrição de um rosto sem ternura, cultura e finas virtudes.
2 […] Mandamento. Literalmente, “boca” e, figurativamente, ordens verbais e escritas, de uso comum no AT (Êx 17:1; 38:21; Nm 3:39; 10:13; etc.).
3 Apresses em deixar. … O rei era todo-poderoso; portanto, não se devia retirar a fidelidade a ele apressadamente, nem abandonar seu serviço. O absoluto poder do monarca com frequência fazia com que ele fosse ditatorial e irrazoável, e seus servos deveriam permanecer calmos e tranquilos.
O que bem entende. O servo do rei pode estar com a razão, mas o poder do rei é supremo. É sábio não se opor a ele desnecessariamente.
5 Mandamento. Este termo é normalmente utilizado para os mandamentos de Deus, enquanto no v. 2, provém da palavra hebraica para “boca” (ver com. do v. 2).
Não experimenta nenhum mal. Submissão inteligente à lei do país e à lei de Deus é requisito para a paz e segurança no presente e na vida por vir (ver GC, 584, 585).
o tempo e o modo. O “coração” do sábio, ou seja, sua mente, discerne o tempo certo para falar e para ficar em silêncio. O sábio conhece métodos e procedimentos corretos e os segue. Ele reconhece as oportunidades e se apodera delas quando surgem.
6 Mal. Todo empreendimento requer planejamento cuidadoso e métodos apropriados para que não fracasse e, consequentemente, traga problemas em vez de bênçãos.
7 Como há de ser. Esta é uma das grandes fraquezas do ser humano e o motivo de grande parte de sua ansiedade, que ele não consegue prever o que pode lhe acontecer nem quando acontecerá (ver Is 47:13).
8 [Poder sobre o dia da morte] Reter o espírito (ARC). A vida pode ser ceifada a qualquer momento (Jó 21:17, 18; 34:14, 15).
Tréguas. Ou, “exceção”. Assim como os mercenários não conseguiam uma licença para se ausentar de suas funções durante o tempo de combate, assim também ninguém pode evitar a morte quando ela chega.
9 Tudo isto eu vi. Salomão teve várias experiências na vida e aprendeu muito por meio de observação.
10 Vi. Ver Jó 21:30-32. Alguns ímpios são enterrados com grandes honras (2Cr 16:13, 14; cf. Jr 22:18, 19).
11 Logo. A mesma ideia equivocada mantida pelos ímpios , de que eles não prestarão contas de seus atos, ocorrem em outras passagens bíblicas (ver Sl 10:6; 50:21; Is 26:10; 2Pe 3:4).
Inteiramente disposto. Comparar com o Sl 73: 8-11 e com as palavras de Cristo a respeito do coração humano (Mt 15:17-20).
12 Cem vezes. Com frequência o pecador age errado e parece escapar, pagando qualquer penalidade por suas transgressões (ver Pv 17:10).
Prolonguem. “Dias”é uma palavra acrescentada. Alguns se ressentem devido ao aparente atraso no julgamento dos ímpios (Ml 2:17). No entanto o julgamento divino ocorrerá no tempo devido (ver Is 3:11; Mt 16:27: Ap 20:11-15).
Que bem sucede. Tudo irá bem, afinal, para os que temem a Deus (Sl 37:11; Is 3:10; Ml 3:16).
14 Vaidade. Apesar da convicção de Salomão afirmada nos v. 12 e 13, ele ainda assim se sente angustiado por causa de certos paradoxos desconcertantes.
Justos. O termo hebraico sugere pessoas que praticam a justiça. Jó enfrentou o mesmo problema (Jó 9:22; cf. Ec 9:2, 3; Ez 21:3, 4).
Perversos. Comparar com Jó 21:7; Sl 73:3; Jr 12:1. Não se deve permitir que as desigualdades da vida enfraqueçam a fé no modo como Deus procede. Na eternidade todas as desigualdades serão corrigidas.
15 … Trabalho. A mesma palavra hebraica é traduzida como “enfadonho trabalho” (Ec 1:13; 2:23, 26; 3:10; 4:8; 5:14) e novamente como “muita ocupação” (Ec 5:3, ARC). Salomão se refere ao ciclo de árduo trabalho humano.
17 A obra de Deus. Ou seja, o propósito eterno de Deus e Suas relações com o ser humano (ver Rm 11:33-36; cf. Jó 11:7, 8).
Sábio. É privilégio do ser humano estudar as obras criadas por Deus e Sua Palavra revelada, mas ele deve tomar cuidado para não se tornar “sábio aos seu próprios olhos”(Pv 26:5) e achar que consegue compreender as profundezas da Divindade (ver Jó 11:7). A correta atitude do ser humano para com Deus é revelada na imagem que o apóstolo João faz dos redimidos (Ap 15:3, 4).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo” (v.5).
O tema da submissão na Bíblia nunca foi visto como um princípio de fácil compreensão. O texto mais conhecido e mais polêmico a este respeito, encontra-se em Efésios 5:22, que diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Este verso tem sido interpretado como machista e fora do contexto atual, o que não é verdade. Toda mulher cristã que busca em Deus o conhecimento da verdade e uma vida em harmonia com a Sua Palavra, entenderá o princípio contido nas palavras de Paulo. Já o texto de hoje, indica uma submissão suprema (v.4). Ou seja, o que o rei (ou governante) falar, cumpre-nos obedecer.
Talvez, se as pessoas soubessem simplesmente qual é o significado de submissão, não considerassem tão absurda essa ideia. Submissão é a circunstância em que se deve obedecer. Guarde bem esta palavra: dever (voltaremos a destacá-la no capítulo 12). O problema é que a maioria confunde submissão com subserviência. Subserviência significa aquele que obedece de forma humilhante. Com certeza não é essa obediência que se refere as Escrituras. A obediência nunca foi requisito para a salvação, mas deve ser o resultado dela. Se Jesus não tivesse sido obediente até a morte, a morte seria o nosso destino eterno. Ele mesmo nos deixou exemplo quando declarou: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
A submissão bíblica é, sem dúvida, uma forma de tirarmos o foco de nós mesmos e de nossos propósitos egoístas e permitirmos que Deus faça resplandecer o Seu rosto sobre nós (v.1). Não adianta ficarmos cogitando desculpas para a desobediência, mas precisamos buscar na Palavra como fugir da rebeldia. O limite da ordem de um rei ou governante foi muito bem definido por Pedro e pelos demais apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). O nosso dever cristão deve estar acima do nosso dever cívico, mas este também deve ser sempre obedecido, desde que não seja obstáculo para o exercício de nossa fé. Lembre-se de Daniel quando foi proibido de orar por um decreto inconsequente e ainda assim não rebaixou a sua norma espiritual, mesmo em face da morte.
Estamos cercados de cenas que retratam a grande desigualdade social que há em nosso país e na grande maioria dos países do mundo. Mesmo sendo, em grande parte, consequência da corrupção e da má gestão pública, isso não nos autoriza a deixarmos de obedecer às autoridades e de fazermos a nossa parte como cidadãos. Na verdade, isso reforça o nosso dever cristão: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus” (Rm.13:1).
Assim também funciona no sentido espiritual. Muitos têm julgado que os perversos gozam privilégios ao passo que os cristãos têm sofrido apesar de fazer o bem (v.10 e 14). Entretanto, a Bíblia diz que “o perverso não irá bem” (v.13) e que, com certeza, o bem que “sucede aos que temem a Deus” (v.12) é a promessa de um reino onde o Rei é eternamente Justo. Portanto, o que devemos fazer, obedecendo ao Senhor, não nos torna escravos de um Deus tirano, mas livres em Cristo, o perfeito Legislador. Tiremos, pois, o foco deste mundo e das obras que se fazem debaixo do sol, as quais não podemos compreender (v.17), e busquemos viver aqui a nossa verdadeira cidadania: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef.2:19).
Louvado sejas Tu, ó Deus eterno, por Tua bondade e misericórdia! Queremos viver a Tua vontade. Ajuda-nos a sermos o que queres que sejamos, a fazermos o que queres que façamos e a nos aproximarmos de Ti, cada dia, com o coração contrito e sincero, disposto a ser moldado e, de glória em glória, transformado pelo Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cidadãos do reino de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 8 – O sábio rei Salomão nos conduz, neste capítulo, a explorar questões fundamentais da vida devido à complexidade humana e as adversidades da existência. Para que a vida alcance algum sentido, precisamos obter sabedoria para lidar com…
• As autoridades: É importante considerar e obedecer as autoridades estabelecidas. A sabedoria conduz à obediência; a loucura leva à desobediência.
• Incertezas da existência: Precisamos ter certeza que não podemos controlar tudo. Sem tal percepção, as incertezas tendem a aumentar as aflições.
• O julgamento divino: Deus considera cada atitude e ação de todos nós; devemos viver cientes disso.
• Alegria humana: Apesar das adversidades de uma sociedade pecaminosa, podemos encontrar alegria na vida.
• Paciência: A paciência vem da resiliência diante das diferentes circunstâncias que enfrentamos no dia a dia.
• Mistérios da vida e da morte: Nem tudo na vida e nem sobre a morte entendemos, precisamos aceitar a revelação de Deus mais do que buscar informações humanas conflitantes.
• Conhecimento: Saber com base em bons fundamentos é essencial em um mundo complexo. É expressamente essencial alcançar a compreensão de que “a sabedoria não é garantia de bons resultados porque imprevistos podem acontecer”; além disso, “a sabedoria pode não receber sua recompensa nesta vida”, comenta John MacArthur.
• Tempo: Vida liga-se a tempo – dois dons preciosos de Deus – devemos valorizá-los.
Somos incapazes de entender tudo sobre nós mesmos, sobre a vida, sobre o tempo, sobre justiça e principalmente sobre Deus e Seus soberanos propósitos. Contudo, no fim, “no julgamento final do justo ou do perverso não haverá injustiças, porque Deus se lembra perfeitamente de cada detalhe de cada um”, por mais complexo que seja o todo, explica MacArthur.
Neste mundo em que impera a hierarquia, a sabedoria divina te auxilia a tornar-te bom cidadão (Eclesiastes 8:1-4), te capacita a atuar com percepção correta das coisas (Eclesiastes 8:5-6). Essa sabedoria também concede habilidade ao enfrentar situações incontroláveis (Eclesiastes 8:7-9) e a compreender a morte e as vicissitudes que nos assolam (Eclesiastes 8:10). Ela nos ajuda a entender a morosidade da aplicação da justiça divina, e a certeza de que ainda que demore, Deus é justo e Sua justiça não falhará (Eclesiastes 8:11-13). Por fim, tal sabedoria nos faz compreender os dilemas, a viver com alegria, compreendendo nossas limitações (Eclesiastes 8:14-17).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.