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“Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição” (v.17).
Um contraste é apresentado neste capítulo: o falatório dos amigos de Jó e o silêncio de Deus. Em defesa de sua integridade, Jó apelou para a consciência dos que o acusavam e questionou as razões de seu sofrimento ao Senhor. Mesmo diante de seu deplorável estado físico, econômico e emocional, Jó não permitiu que seus amigos o tratassem como inferior e os classificou como “médicos que não valem nada” (v.4). Quem dera tivessem se calado, e seriam considerados sábios!
Jó já não alimentava esperança alguma nesta Terra. Como “uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça” (v.28), seu corpo emanava o odor da morte. Para ele e para aqueles que o viam, era só uma questão de tempo e seus gemidos cessariam. Foi mediante esse pensamento, que resolveu externar a sua agonia independente do que ouviria em seguida. Jó mudou o rumo do seu discurso para o Santo Ouvinte, para Aquele com Quem havia aprendido a se relacionar e a confiar. Sua inquietação era conhecer o motivo de sua desventura.
O pedido de Jó: “Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado” (v.23), deveria ser o nosso pedido diário. Não como uma resposta ao sofrimento, mas como uma forma de estreitarmos a nossa relação com Deus e dEle dependermos; para confessarmos as nossas transgressões e vivermos em novidade de vida, como está escrito: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13). Jó foi sincero em suas palavras e não buscou o favor de homens, mas buscava desesperadamente a aprovação de seu Amigo e Redentor.
Além de escavar no passado os tesouros de seu íntimo relacionamento com o Senhor, o flagelo de Jó o fez revirar a lama dos pecados de sua mocidade (v.26). Essa é uma estratégia que o Maligno usa constantemente contra os filhos de Deus. Mediante as tempestades da vida, ele nos traz à memória lembranças de pecados já confessados e abandonados; e num jogo desleal e cruel, faz de tudo para desviar o nosso olhar do compassivo Salvador e de Seu perdão irrevogável. Assim como a nuvem que descarrega a tempestade se dissipa e nunca mais se refaz, os pecados perdoados são lançados “nas profundezas do mar” (Mq.7:19), e de lá jamais serão retirados.
“Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem” (Sl.118:8). Jesus, que é a própria Palavra (Jo:1:1), nos deixou exemplo disso. Nas madrugadas, em Seus lugares solitários, Ele buscava no Pai a sabedoria e a força para enfrentar as batalhas de cada dia. A Sua comunhão com o Céu foi o que O sustentou no deserto, O guiou em Seu ministério terrestre, e O fortaleceu até à cruz. A vontade de Deus era o seu alimento, e a oração, o Seu oxigênio. Assim como Jó sofreu com o silêncio de Deus, Jesus padeceu em agonia por sentir em nosso lugar o terrível castigo da ausência do Pai. Mas porque Cristo vive, nós também viveremos (Jo.14:19).
Abra o seu coração ao Senhor e O busque com sinceridade! E quando encontrá-Lo, você descobrirá a verdadeira felicidade: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:13 e 14). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, novas criaturas em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jó13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 13 – A fé é madura quando vale mais que a vida! Nossa confiança em Deus deve estar acima das nossas necessidades vitais. Nisso residia a firmeza espiritual de Jó, um grande exemplo para nós.
Quando nossa fé é madura o suficiente para valer mais do que a vida, podemos perder tudo, sofrer à beça, ser acusados por amigos sem ser culpados, sem jamais perder a fé. Pode-se até perder a paciência, pode até entender ser injusta a situação que está enfrentando, inclusive pode pensar que Deus não Se importa com seu sofrimento, mas a fé permanecerá em pé!
Jó atingiu tal nível de fé, por isso em meio ao emaranhado complexo que envolvia sua condição, pode expressar a máxima confiança em Deus ao declarar: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (Jó 13:15).
Antes disto, Jó havia respondido às acusações de seus amigos que alegavam ser ele merecedor do sofrimento devido a seus pecados; então, os repreendera pelas palavras cruéis, desprovidas de compaixão (Jó 13:1-12).
Após Jó 13:15, Jó demonstrou não compreender a sabedoria e a justiça divinas; porém, em meio às incertezas e dúvidas, afogando entre seus muitos questionamentos sem respostas (Jó 13:16-28), ele mantinha firme sua fé madura, bem mais valiosa que a vida!
Confiar em Deus, ainda que isso signifique a própria morte, é a filosofia de vida daqueles que vencerão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho, conforme revela Apocalipse 12:11.
Abrir mão da vida em prol da fé em Cristo é a essência da verdadeira religião. Jesus mesmo salientou: “Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará” (Lucas 9:23-24).
Nossa fé não deve ser menor que o medo da morte, para que nossa fidelidade não dependa das boas circunstâncias. Assim, apesar de perder tudo como Jó, da perseguição e tortura dos mártires em Apocalipse 12:11, a fé em Cristo permanecerá em pé.
A fé madura não tombará diante das terríveis agruras deste mundo; pois sabe que haverá uma preciosa recompensa futura, provida por Deus, conforme prevê as Escrituras (Mateus 5:11-12; 1 Pedro 1:3-9; Apocalipse 2:10).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 12 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
JÓ 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/12
Jó respondeu a Zofar, dizendo que o conhecimento humano avançado vem do conhecimento da “revelação” (No livro Educação, p. 154-156, EGW enfatiza o mesmo ponto). Jó é ridicularizado por seus amigos porque suas referências estariam limitadas ao conhecimento da existência humana, e argumentava que ele “invocava a Deus”, e este lhe respondia (v. 4).
O mistério da salvação é loucura para o mundo. Tanto Jó como seus amigos sabem que Deus está acima da natureza, enfatizando a soberania de Deus, contudo Jó fala de um Deus pessoal que responde a quem O chama (v. 4).
Na opinião de Jó, os maus prosperam e “estão seguros”, porque por vezes Deus permite que eles estejam assim (v. 6). Jó exorta seus amigos a estudar cuidadosamente a ciência da zoologia: “os pássaros” do céu (v. 7), os animais terrestres, os “peixes do mar” (v. 8). Todo este conhecimento aponta para o Criador como vemos em Gênesis, cap. 1. Jó confirma isso, dizendo: “Na sua mão está a vida de cada criatura” (v. 10 NVI), exatamente o que Moisés tinha em mente em Gênesis 2:7.
Querido Deus,
Conceda-nos alinhar nossos pontos de vista pessoais com a perspectiva de Sua revelação. Que assim possamos compartilhar Seu conhecimento e salvação com este mundo. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/12
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574 palavras
12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).
1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).
2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).
2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).
4 irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.
5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).
Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).
17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).
18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).
21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).
24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).
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“Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?” (v.3).
Daqueles os quais esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.
Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás incluiu a tudo isso uma de suas maiores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigir-se a ele do alto do “pódio da santidade”.
A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardada na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa sanidade mental e até a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará severamente a nossa fé. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado; e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.
Se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 12 – Parece mais fácil fazer teologia que demonstrar solidariedade e empatia diante do sofrimento humano. Contudo, a falta de empatia dos amigos de Jó proveu-nos um livro teológico e filosófico, que auxilia-nos na compreensão das adversidades humanas e no entendimento do quê fazer – e não fazer – diante do sofrimento.
Os amigos que foram consolar Jó o irritaram com suas palavras e acusações infundadas. A frieza e falta de empatia deles tornava o “consolo” deles indesejado. Depois que os três “amigos da onça” fizeram seu discurso, Jó ficou irritado; por isso, “ele exibiu amargo sarcasmo”, afirmou Merrill Unger.
Corroborando com esta afirmação, John MacArthur ampliou, dizendo que “Jó respondeu em defesa própria usando palavras fortes… Jó respondeu com grande sarcasmo aos seus amigos sabe-tudo (v. 2), e então os lembrou de que compreendia os princípios dos quais eles falavam (v. 3), que eram irrelevantes para sua situação. Como se não bastasse, Jó desesperou diante da dor de se tornar objeto de chacota de seus amigos, embora fosse inocente (v. 4)”
• Jó reagiu aos discursos de Elifaz, Bildade e Zofar usando linguagem irônica para questionar a sabedoria deles e indicar que estavam simplesmente repetindo clichês e ideias pré-concebidas (Jó 12:2-6).
• Depois, em vez de ficar combatendo a sabedoria dos amigos, Jó optou por refletir sobre a natureza de Deus e Sua relação com Sua criação (Jó 12:7-12).
• Por fim, Jó se dispôs a ir bem além da filosofia de seus amigos, mergulhando fundo na complexidade e incertezas da vida, confiando em Deus mesmo sem entender tudo o que gostaria (Jó 12:13-25).
Duas exegeses são fundamentais no estudo e aplicação dos princípios religiosos. Além de saber interpretar o texto sagrado corretamente é importante saber interpretar o destinatário de nossas aplicações teológicas. Sem perceber a real situação do sofredor, ainda que digamos certas verdades, elas serão mal aplicadas – comprometendo, assim a verdade!
Além disso, a verdadeira sabedoria não pode ser encontrada em clichês teológicos ou ideias pré-concebidas recheadas de conceitos pré-estabelecidos. Para sair da superficialidade é necessário reconhecer a complexidade e injustiças no mundo, mantendo a fé e confiança em Deus!
Ser simplista na abordagem do sofrimento causa mais mal do que bem! Jó sofria ainda mais com o “conforto” de seus amigos… Como carecemos de sabedoria! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 11 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 11 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
JÓ 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.
Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo.
Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época, a milhares de anos atrás. Zofar e seus amigos são exemplos do pensamento “viva para o agora”.
Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não pensarmos apenas no presente. Em nome de Jesus, Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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991 palavras
1-20 Assim como Elifaz (v. 4.7-11) e Bildade (v. 8.3-6), Zofar declara que os pecados de Jó foram a causa das aflições (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Zofar foi o terceiro dos amigos a falar, e o menos cortês. Cheio de ódio, ele ataca Jó, dizendo que Jó merece mais punição e não menos. Zofar assumiu a mesma posição de Elifaz (cap. 4,5) e Bildade (cap.8) de que Jó estava sofrendo por causa de pecado, mas seu discurso foi, de longe, o mais arrogante (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).
2-3 As palavras de Zofar são mais duras que as de Bildade (8:2) (Andrews Study Bible).Zofar revela falta de compaixão ao deixar de se colocar no lugar de Jó antes de condená-lo. Além disso, Zofar não está inteiramente certo na condenação: Jó foi sincero em questionar ações de Deus que lhe pareciam injustas (v. 9.14-24), mas não zombou de Deus (é Zofar quem o acusa de ter feito isso) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
2 palavrório. Zofar parece irritado com o tamanho do discurso de Jó. Os orientais consideravam a brevidade no falar como uma virtude distintiva (ver Pv 10:19; Ec 5:2)(CBASD, vol. 3, p. 591).
3 parolas. Do heb. badem, “fala vazia” (ver Is 16:6; Jr 48:30; 50:36)(CBASD, vol. 3, p. 591).
4 Pois dizes […] sou limpo aos Teus olhos. Jó nunca disse isto (Andrews Study Bible).
Zofar […] deixa subentendido que Jó estava reivindicando ter pureza absoluta (perfeição impecável), mas Jó em nenhuma ocasião aplica esses termos a si (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Este verso reitera o ponto central de desacordo entre Jó e seus amigos. Jó aceitava o testemunho de sua consciência, enquanto seus amigos interpretavam mal o testemunho de seu sofrimento(CBASD, vol. 3, p. 591).
Essa não é uma citação correta das palavras de Jó, que nunca se declara impecável. Jó apenas afirmou não levar o tipo de vida pecaminosa que pudesse merecer tão severos castigos. Ele já havia admitido que nenhum mortal poderia ser justo diante de Deus (9.2) (Bíblia de Genebra).
É inteiramente verdadeiro que muitos de nós estamos dominados pela autocomplacência, porque julgamos o que há de melhor em nós pelo que há de pior nos outros. Pode acontecer, também, que tenhamos uma inadequada concepção do que Deus é, e do que ele requer de nós. Será melhor batermos no peito como o publicano e nos confessarmos o pior dos pecadores (Comentário Bíblico VT – FBMeyer).
6 Zofar diz que Jó merece punição adicional – ele é o mais cruel dos amigos (Andrews Study Bible).
7 desvendarás […]? A frase diz, literalmente: “Você poderá descobrir as coisas a serem exploradas sobre Deus?” (CBASD, vol. 3, p. 591).
8 como as alturas dos céus. Paulo usa as mesmas quatro dimensões para descrever o amor de Deus em Cristo (Ef 3.18) (CBASD, vol. 3, p. 591).
mais profunda é ela do que o abismo. NVI: mais profundos que as profundezas. NKJV: Mais profundo que o sheol (original hebraico). Não há lugar na Terra do que Sheol, o nome dado ao lugar dos mortos [segundo o pensamento corrente da época]. É usado quase 500 vezes na Bíblia, 7 delas em Jó (CBASD, vol. 3, p. 591).
7 arcanos de Deus. NVI: “os mistérios de Deus”. NKJV: “as coisas profundas de Deus” [deep things of God].
11 Ao chamar Jó de “enganador” (NIV e NVI), Zofar estava acusando Jó de possuir falhas e pecados secretos. Apesar desta suposição de Zofar ser incorreta, sua explanação de que Deus sabes e vê tudo é acurada (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).
12 quando a cria de um asno montês nascer homem. Nota textual NVI: ” ou: ‘nascer domesticado’ “. A nota textual NVI contrapõe duas espécies correlatas, porém totalmente diferentes, de animais bíblicos – o jumento selvagem e o domesticado (Bíblia de Estudo NVI Vida).
…isto é, um homem tão intratável, indomado e teimoso como um asno selvagem ainda pode se transformar num verdadeiro homem” (CBASD, vol. 3, p. 592).
13-20 Isso parece um bom conselho para um pecador devasso, mas não se aplica ao caso de Jó. Como Bildade, Zofar não abre espaço para a misericórdia. Jó teria que se tornar justo antes que Deus o aceitasse (Bíblia de Genebra).
Idéia popular, mas falsa: o bom prospera, o ímpio sofre [cf. tb Elfaz, 5:17-26, e Bildade, 8:5-7] (Andrews Study Bible).
13 estenderes as mãos. Zofar insta com Jó para que vá a Deus em atitude de súplica (CBASD, vol. 3, p. 592).
Zofar toma por certo que os problemas de Jó estão arraigados no pecado; tudo o que Jó precisa fazer é arrepender-se, e a partir daí sua vida será bem-aventurada e feliz. Mas em nenhum lugar Deus garante ua vida “mais refulgente que o meio-dia” (v. 17) simplesmente por sermos seus filhos. Deus tem para nós um propósito mais sublime que nossa prosperidade, ou pessoas em busca do nosso favor (v. 19). A filosofia de Zofar conflita com o Sl 73 (Bíblia de Estudo NVI Vida).
14-15 É arrogância da parte de Zofar pensar saber por que Jó estava sofrendo (Bíblia de Genebra) (Andrews Study Bible).
16 como de águas. Como uma pancada de chuva, uma poça d’água ou uma forte enxurrada que ameaça engolfar tudo, logo passa e é esquecida, assim a desgraça de Jó cairia na insignificância em vista do brilhante futuro (CBASD, vol. 3, p. 592).
20 perversos. Se Zofar tivesse terminado com o v. 19, Jó poderia ter extraído conforto de seu discurso, que apresentava a esperança de restauração ao favor de Deus e o retorno à felicidade. mas, como se quisesse acentuar o conceito desfavorável que tem da conduta e do caráter de Jó, ele não termina com palavras encorajadoras, mas acrescenta um trecho que tem ares de condenação (CBASD, vol. 3, p. 592).
O tributo que Zofar prestou a Deus é magnífico. Sua sinceridade é óbvia. Mas ele, como os outros amigos de Jó, interpretou mal a providência de Deus. Ele é incapaz de ver o sofrimento como outra coisa a não ser uma punição direta pelo pecado. Ele exorta Jó a se arrepender, quando devia levar-lhe amor e conforto. Os discursos dos amigos de Jó foram comparados a rodas que giram sobre o mesmo eixo. Eles variam nos detalhes, mas concordam no ponto de vista básico (CBASD, vol. 3, p. 593).