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TIAGO 2 – Após sair da incredulidade, Tiago passou a crescer na espiritualidade. A incredulidade impede o indivíduo de possuir fé viva (Marcos 6:3-6; João 7:1-20). Mesmo possuindo algum tipo de fé, se for morta, consequentemente será inútil e desprovida de valor salvífico.
Não há vantagem na incredulidade, embora incrédulos se gabem de serem descrentes. Também não existe nenhuma recompensa valiosa em rejeitar a verdade bíblica, contudo, indivíduos desprovidos da fé viva regozijam-se em sua ignorância enfadonha.
Após Jesus ressuscitar garantindo a salvação aos que nEle creem, apareceu vivo aos 11 apóstolos, a 500 crentes, a Tiago e também a Paulo (I Coríntios 15:1-8). Provavelmente, neste momento, Tiago rendeu-se a seu irmão, reconhecendo ser mais que mero irmão, mas seu Senhor, o Messias.
Após converter-se, Tiago esteve no Pentecostes entre os apóstolos (Atos 1:14); depois, recebeu a visita do apóstolo Paulo (Gálatas 1:18-19).
A dedicação de Tiago à Igreja Cristã fez dele o…
• …líder da Igreja de Jerusalém, o presidente do primeiro concílio eclesiástico do cristianismo (Atos 15:13-21; Gálatas 2:1, 9-10) e,
• …supervisor da igreja judaica cristã (Gálatas 2:12; Atos 21:18-25).
Sua carta provavelmente tenha “sido redigida bem no início da vida da igreja apostólica, antes do concílio de Jerusalém em 49 d.C.”, comenta a Bíblia Andrews.
No segundo capítulo encontram-se preciosos ensinamentos:
1. …Ser rico na fé merece mais respeito que ser rico em bens materiais, portanto, não se deve honrar uns e desprezar outros. Amar é mandamento bíblico, e, quem ama respeita a todos igualmente. Esse tema é tão sério que é isso que contará no julgamento divino (vs. 1-13).
2. …A fé do crente deve ser radicalmente diferente da fé dos demônios. Precisamos aprender da fé transformadora que tiveram Abraão e Raabe e rejeitar a dos demônios, que, embora sejam crentes, não são transformados (vs. 14-26).
Reflita:
• Tiago caracteriza àqueles que abandonam a incredulidade e passam a agir pela fé.
• Embora o diabo creia em Deus sua crença não tem valor algum.
• O Antigo Testamento é base para a fé no Novo Testamento.
• Se ateus não creem como os demônios, eles estão num nível inferior de crença.
• Incrédulos, ricos e pobres precisam ser amados para serem atraídos a Cristo.
• Tiago tem autoridade teológica e experimental para tratar da essência da fé!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (v.10).
No evangelho segundo Mateus, vimos que as primeiras palavras de Jesus ao iniciar o Seu ministério terrestre, foram estas: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). A continuação da carta de Tiago aos cristãos espalhados por todo o mundo, enfatiza a lição deixada pela bem-aventurança inaugural do sermão da montanha. Olhando para Cristo, ele fez uma retrospectiva daquele sermão, destacando a humildade, o amor fraternal livre de acepções e a verdadeira obediência aos olhos de Deus, através de uma fé prática.
Incomodava Tiago o fato de ainda haver diferenças entre os irmãos, de modo que se comportassem exatamente como os de fora, tratando de forma desigual ricos e pobres. O menosprezo para com os desfavorecidos sociais era totalmente contrário à lei que afirmavam guardar. Intitulado por Tiago de “lei régia” (v.8), o amor ao próximo estava voltando a se equiparar ao patamar dos líderes judeus, perigo sobre o qual Jesus mesmo advertiu: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Honras e privilégios eram dados a uns e a outros, o descaso e a indiferença. Falavam de amor cristão, mas na prática viviam o “amor” interesseiro.
Lembram quem é o destinatário desta carta? Você e eu. É muito fácil lê-la pensando que foi escrita para os cristãos daquela época. Mas tê-la em mãos e pensar que é para você e para mim, causa um impacto bem diferente, não é mesmo? Notem que Tiago encheu este capítulo de perguntas retóricas. Jesus também fez muitas perguntas e, muitas vezes, suas respostas também eram perguntas reflexivas. Elas nos fazem olhar para dentro de nós e percebermos o nosso pecado. A acepção de pessoas não ficou no passado, ela continua. Dar mais atenção a uns em detrimento de outros é uma ferida que ainda aflige a igreja de Deus.
Ainda no sermão da montanha, Jesus afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5:17). Tiago também utiliza de argumento semelhante ao exortar-nos à obediência a todos os dez mandamentos. Além de denominar o amor ao próximo de lei régia, ele também denominou o Decálogo de “lei da liberdade” (v.12), sobre a qual todos seremos julgados um dia. Mas “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:18). Ainda vivemos debaixo do mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, a nossa fé em Cristo deve continuar se manifestando através de uma vida de obediente serviço, pois “a fé sem obras é morta” (v.26).
“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (v.14). Adianta um homem possuir uma perfeita oratória enquanto maltrata a sua esposa e filhos em casa? Do que vale uma mulher de aparência piedosa, mas de língua perversa? Há coerência em alguém que se diz cristão, enquanto trai o seu cônjuge? Deus, em Seu grande amor e infinita misericórdia, estabeleceu uma lei composta não de dez sugestões, mas de dez mandamentos cujo conteúdo é tão santo quanto o Seu próprio caráter. O Supremo Legislador pensou em nosso bem-estar eterno quando a esculpiu em duas pedras. Em uma delas, Ele estabeleceu como deseja ser amado (Êx 20:3-11), e na outra, como devemos amar ao nosso próximo (Êx 20:12-17).
Gosto muito da ilustração de um rosto sujo. Como Tiago mesmo disse no capítulo anterior, a lei de Deus funciona como um espelho. Ela mostra a nossa sujeira, o nosso pecado. Mas a escolha é nossa de cometer a insensatez de apenas contemplar e ignorar o que estamos vendo ou admitir que precisamos da ajuda de Cristo. Porque ninguém, em sã consciência, limpa o que está sujo com o espelho. Somente Jesus, a água da vida, pode nos purificar de todo o pecado. Deseja você, como Abraão, ser “chamado amigo de Deus” (v.23)? Abraão creu e obedeceu (v.21). Jesus confirmou esta verdade, quando falou aos Seus discípulos: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15:14 e 17). Seja a nossa vida uma manifestação do amor de Deus “derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5:5). Eis a verdadeira obediência!
Bom dia, amigos de Deus!
Desafio do dia: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (v.12).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago2 #RPSP
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621 palavras
Tiago está nos lembrando de que não devemos assumir o nome de Jesus Cristo e ao mesmo tempo mostrar favoritismo para com algumas pessoas em detrimento de outras. Como poderemos ficar com a consciência tranquila se mesmo no ambiente de culto tratamos melhor uma pessoa bem vestida, rica, do que uma pessoa humilde, com roupas simples, a quem praticamente ignoramos (vs. 1-11)? Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/08/
1 Meus irmãos. Essa expressão comum é bastante adequada, devido à ênfase dada neste caso ao princípio da igualdade. Se os membros de igreja se guardarem “incontaminados do mundo” (Tg 1:27), evitarão discriminação com base em riqueza ou pobreza. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 563.
9 Pecado. Ao mostrar deferência ao “rico” é provável que os cristãos pensassem que cumpriam a lei do amor. Mas essa mesma lei mostra que pecaram ao serem parciais ao tratar as pessoas. CBASD, vol. 7, p. 566.
Transgressores. Do gr. parabatai, literalmente, “aqueles que se desviam do caminho [verdadeiro]”. CBASD, vol. 7, p. 566.
10 Culpado de todos. Para transgredir a lei, seja civil ou religiosa, não é necessário violar todas as leis; um erro apenas é suficiente. A questão básica está na lealdade à autoridade. Uma violação apenas é o bastante para revelar a disposição do coração. “Um vidro, mesmo que atingido num só ponto, é considerado um vidro quebrado. A lei não é um conjunto de dez pinos, um dos quais pode ser derrubado enquanto os outros permanecem em pé. A lei é uma unidade: o amor. Violá-la em um ponto é violar o amor como tal, ou seja, toda a lei”. CBASD, vol. 7, p. 566.
12 Falai. Em suma, o apóstolo exorta seus irmãos na fé a se esforçarem na prática diária de falar e fazer o que está em harmonia com a lei de Deus. A afirmação de Tiago de que somos responsáveis por nossas palavras e nossos atos é característica dele, e é outra alusão aos ensinos de Cristo (Mt 12:36, 37). CBASD, vol. 7, p. 567.
16 Qual é o proveito disso? Essa fé vazia é inútil para os que precisam de ajuda material,
bem como para o membro de igreja que perde outra oportunidade de ajudar a Cristo, representado pelos “mais pequeninos” (Mt 25:41-45). CBASD, vol. 7, p. 568.
17 Se não tiver obras. Assim como a autenticidade das boas intenções para com os pobres e necessitados só pode ser demonstrada por meio de obras, a fé não pode se provar genuína sem obras. Fé sem o fruto das obras cristãs é apenas nominal, carente do princípio de vida que rege as ações do coração (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 569.
19 Tremem. Do gr. phrisso, “arrepiar-se”, “estar horrorizado”, “tremer”. Os demônios estão convencidos da existência de Deus, tanto que tremem ao pensar no castigo no dia do juízo (2Pe 2:4). CBASD, vol. 7, p. 569.
22 Operava juntamente. Do gr. sunergeõ, “cooperar com”. Este versículo marca o clímax lógico da argumentação sobre a relação entre fé e obras. O objetivo principal de Tiago não é defender a importância das obras, mas a união completa da fé genuína e dos atos cristãos. Ninguém pode encarar por vontade própria problemas e perigos, a menos que tenha uma fé firme. A fé verdadeira produz grandes obras. CBASD, vol. 7, p. 570.
26 Fé. Ou suposta fé, pois, separada das obras não é fé genuína. Aceitação intelectual ou a convicção baseada num credo pode existir sem boas obras, mas não a fé operante, que coopera com os planos de Deus para a restauração do ser humano. CBASD, vol. 7, p. 571.
Morta. Não havia nada de morto na fé de Abraão ou de Raabe, nem na de nenhum dos outros heróis da fé honrados em Hebreus 11. Pela fé, eles obedeceram. Membros da igreja apenas nominais, sem testemunho pessoal que reflete o ministério de Cristo a seu favor, são como meros corpos sem vida. CBASD, vol. 7, p. 571.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/tiago/tg-capitulo-1/
Tiago, um meio-irmão de Jesus e influente líder na igreja (Gl 1:18,19) escreveu para o povo de Deus espalhado pelas nações do mundo (v. 1). Ele os chama de “amigos” e os encoraja em sua caminhada com Cristo, a que permitam que Deus efetue a Sua boa obra na vida deles (v. 21). Tiago os incentiva a crescer espiritualmente através do exercício continuo da fé que eles têm em Deus (vs. 2, 3). E o que ele disse a eles se aplica a nós hoje.
Como exercer fé? Confiando diária, semanal e anualmente que Deus nos ajudará através das tempestades que nos sobrevêm na jornada da vida. Cada vez que sobrevivemos e suportamos a uma tentação, a nossa fé se torna mais forte, trazendo-nos para mais perto de Deus (v. 12). À medida que a nossa fé se torna mais forte, estaremos melhor preparados para os desafios futuros que certamente virão.
Não se deixe enganar por aqueles que dizem que tudo que você tem a fazer para ser salvo é conhecer a palavra de Deus. O Diabo viu, ouviu e conheceu pessoalmente a Cristo, o “Verbo” (João 1:1-3). Nós não devemos apenas conhecer, mas experimentar um relacionamento com o Senhor e viver a Sua vontade para a nossa vida, como registrada em Sua Palavra (vs. 21-22).
Robin Pratt
Ministério da Criança e Família
Associação da Carolina
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1393
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/07
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados31-08-2018.mp3
Áudio online [voz: Valesca Conty]:
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TIAGO 1 – A forma prática com que Tiago escreve nos faz sentir pastoreados por seu cajado espiritual nos dias atuais.
Tiago é “um verdadeiro pastor que não permanece isolado da existência cotidiana de sua comunidade. Não é um teólogo numa torre de marfim. Certamente é um teólogo orientado à tarefa; ou seja, é um teólogo cuja teologia prática surge de seu ministério de trabalho na vida cotidiana de seu povo” (Pedrito U. Maynard-Reid).
Observar de forma geral os temas deste livro é fundamental para iniciar seu estudo. Alguém sintetizou esta carta em três importantes temas, que são:
1. A religião genuína (1:1-27);
2. A fé genuína (2:1-3:12);
3. A sabedoria genuína (3:13-5:20).
Tiago não ensina a salvação pelas obras, mas revela as obras que resultam da salvação pela genuína fé. A justificação sempre foi mediante a graça divina, tanto no Novo quanto no Antigo Testamento. Com uma visão correta e ampliada da teologia bíblica, é possível perceber que Tiago não está desentoado dos outros escritores bíblicos; pelo contrário, seus escritos complementam a mensagem deles.
No versículo 1 do capítulo 1, temos:
• O remetente: “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”. Era irmão de Jesus por parte de José, que outrora lhe resistira, mas agora, convertido, coloca-se como servo dEle.
• Destinatários: “Às doze tribos da dispersão, saudações”. As 12 tribos referem-se aos judeus cristãos que, possivelmente, se converteram no pentecostes e foram dispersos após o martírio de Estêvão (Atos 2:1-11; 8:1; 11:19).
• Destinatários atuais: Hoje somos também crentes espalhados (na dispersão); enfrentamos muitíssimas provações e passamos por inúmeros sofrimentos. Somos peregrinos neste mundo, cujo destino é o céu!
Na sequência, Tiago responde alguns dilemas de nossa caminhada cristã:
• Por que as provações são importantes para os cristãos? (vs. 2-8);
• Como ricos e pobres podem lidar com as tentações das suas condições financeiras? (vs. 9-11);
• Qual o motivo pelo qual Deus permite as provações? (vs. 12-18).
Em seguida, ele orienta…
• …Saber ouvir e não irar-se é melhor que saber falar (vs. 19-20);
• …Praticar a verdadeira religião é a maior estratégia para evitar a falsa (vs. 21-27).
O livro de Hebreus termina com recomendações bem práticas; em seguida está a carta de Tiago, a qual é totalmente prática. Nossa religião precisa ser constantemente praticada! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (v.2).
Ao contrário do que alguns pensam, historicamente a autoria desta epístola é atribuída não a Tiago, discípulo de Jesus, mas a Tiago, irmão de Jesus. Em Seu ministério terrestre, Jesus encontrou resistência por parte de Seus irmãos, o que tudo indica, filhos do primeiro casamento de José, que não acreditavam que Ele fosse de fato o Messias (Jo 7:5). Mas, após a Sua ressurreição, este quadro mudou, de forma que Tiago tornou-se, como ele mesmo afirmou, “servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.1). Sua epístola não foi dirigida a uma comunidade cristã apenas, mas o sentido da expressão “Dispersão” (v.1) aponta para a igreja primitiva como um todo espalhada por todas as nações, gerando uma identidade mundial e atemporal.
O tema inicial desta carta pública possui um contexto histórico que explica a ênfase dada por Tiago. Devido ao período de severa perseguição em Jerusalém, a maioria dos cristãos precisou fugir e passar por diversas provações em defesa de sua fé. A abordagem de Tiago, no entanto, causa certo incômodo quando apenas lida, e não examinada. A alegria de que ele se refere é a alegria proveniente de um coração que confia no Senhor. Lembram? “Entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10). É a alegria que não depende das circunstâncias. Ela simplesmente é real na vida daqueles que amam a Deus. E as provações, ainda que severas e constantes, produzem perseverança. E sobre este atributo, Cristo afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).
Percebam que Tiago não pausa um assunto para dar início a outro, mas dá continuidade ao dizer: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus” (v.5). Se alguém estivesse com dificuldades acerca de como agir em meio às provações, deveria apelar, “com fé” (v.6), à sabedoria divina. O “homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” (v.8), a que Tiago se referiu é aquele que pende para as facilidades, preferindo seguir conselhos errados por amor à própria vida. É aquele que não está disposto a perder para poder ganhar; que se acovarda diante da ideia de renunciar o que é transitório. E ninguém, por mais pobre ou mais abastado que seja, está livre de ter que escolher de que lado ficar. Jesus afirmou: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por Minha causa achá-la-á” (Mt 16:25).
Sobre esses últimos repousa a bem-aventurança: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (v.12). Não podemos confundir provação com tentação. Esta significa atração pelo que é mau. Já a provação é uma espécie de teste que mede a capacidade de superação; tem a ver com prova, com avaliação de conhecimento. Portanto, “Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta” (v.13). Todo cristão que nasce no Reino dos Céus deve compreender que só conseguirá perseverar até o fim, se o seu conhecimento de Deus e de Sua Palavra for prático. Pois “aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (v.25).
As provações, portanto, são necessárias a fim de atestar a fé nAquele “em Quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (v.17). Se somos Seus seguidores, também não podemos possuir uma fé vacilante, mas operante e firme, através da prática da verdadeira religião. Porque “a religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (v.27). Tiago abriu a sua epístola com um recado sobremodo impactante, mas demasiadamente necessário e urgente, que nos alcança hoje. Esta carta foi destinada para você e para mim. Vamos continuar examinando-a?
Bom dia, destinatários!
Desafio do dia: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (v.22).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago1 #RPSP
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562 palavras
1 Servo. Do gr. doulos (Rm 1:1). Com simplicidade, Tiago se autodenomina “servo”, em vez de “apóstolo”, título que sem dúvida deve ter usado com propriedade. Embora fosse um obreiro respeitado do reino de Cristo na Terra, refere-se a si mesmo apenas como “servo”. Esse é um exemplo digno a todos que possuem responsabilidades na igreja. Não existe honra maior do que ser um servo de Deus. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 546.
3 Provação. Do gr. dokimion, “probante”, “que testa”. Esta palavra se refere não apenas à provação da fé cristã, mas mais precisamente ao atributo de fé que a torna vitoriosa sobre os problemas da vida. Os papiros usam esta palavra para descrever o “ouro genuíno”, isto é, o ouro que passa por uma prova e é tido por genuíno. A frase “a provação da vossa fé” pode assim descrever a fé que é provada. CBASD, vol. 7, p. 548.
6 Nada duvidando. Quem pede “com fé” não hesita, como quem não está seguro se Deus atenderá ou não seu pedido. A fé genuína confia em Deus, e o crente descansará na certeza de que suas necessidades serão supridas rapidamente, visto que Deus tudo sabe. A fé genuína está acima da prova do tempo ou da circunstância, fazendo com que nossa fidelidade a Deus seja firme e de propósito imutável. CBASD, vol. 7, p. 550.
14 Cada um é tentado. Se Deus não é a fonte da tentação, surge a pergunta inevitável: “Quem ou o que é a fonte?” O apóstolo enfatiza que a fonte do pecado não está fora do ser humano, mas dentro dele. CBASD, vol. 7, p. 555.
17 Do alto. Isto é, de Deus. Deus opera por meio dos seres humanos e, conquanto seus pensamentos sejam verdadeiros, Ele revelará uma parte da verdade mais plena que anseia que o ser humano compreenda. CBASD, vol. 7, p. 556.
19 Pronto para ouvir. Embora membros de igreja já tenham nascido de novo por meio da Palavra (v. 18), isso não os exime de continuarem ouvindo-a. Embora esse seja evidentemente o principal sentido da frase, seu significado com certeza inclui também a sugestão geral de que as pessoas deveriam ser mais prontas a ouvir do que a falar. CBASD, vol. 7, p. 557.
22 Praticantes. Não é suficiente lembrar o que ouvimos ou mesmo ser capaz de ensiná-lo a outros. Devemos, sistemática e persistentemente, praticar a “palavra da verdade” (v. 18) em nossa vida. Desse modo, o apóstolo Tiago concorda perfeitamente com os ensinos de Paulo: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 559.
26 Enganando. Nenhum engano é mais lamentável do que enganar-se a si próprio. Uma demonstração externa de justiça pode ganhar elogios das pessoas, que olham para a aparência exterior (l Sm 16:7). O coração deve ser motivado pela “lei perfeita” (Tg 1:25), para que possa viver com mansidão (v. 21) diante de Deus e das pessoas. CBASD, vol. 7, p. 561.
27 Sem mácula. Os fariseus dependiam das formas de ritual visíveis para se manterem imaculados, mas por dentro estavam cheios de impureza moral (Mc 7:1-23). Tiago aponta para um tipo bem superior de evidência externa de “religião pura”. CBASD, vol. 7, p. 561.
Do mundo. Assim como existe hoje o “mundo” é sinônimo de princípios maus e práticas contrárias à vontade divina (Jo 17:14-16). O cristão verdadeiramente convertido evitará qualquer pensamento ou ato que permita que a imundícia do mundo o contamine. CBASD, vol. 7, p. 562.
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