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“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (v.9).
De filho do trovão a discípulo do amor, João continua sendo um poderoso testemunho do poder transformador de Deus. Mais do que no evangelho segundo João e em Apocalipse, através de suas epístolas conseguimos enxergar a mudança realizada em sua vida, mesmo que ele não fale de si mesmo. Assim como no início de seu evangelho, o apóstolo amado descreveu a pessoa de Jesus como o “Verbo da vida” (v.1). Pelo que viu, ouviu, contemplou e apalpou, sua vida revela a autoridade de quem compreendeu o que significa ser uma testemunha de Cristo. Não foi só o privilégio de ter andado lado a lado com o Mestre o que o transformou, mas cada palavra que saía de Sua boca era para o inexperiente discípulo um renovado fôlego de vida.
O Verbo que Se fez carne e veio habitar entre pecadores (Jo 1:14) foi a mais comovente e constrangedora prova do grande amor de Deus pela humanidade. Quando João entendeu isso, e o plano salvífico que teve origem “desde o princípio” (v.1), com que profundo amor e reverência proferia: “Jesus, o Verbo da vida!”. A noção que dantes possuía do temor a Deus como sendo uma forma de aplicar o próprio senso de justiça aos semelhantes, como o foi quando, junto com seu irmão, sugeriu que Jesus fizesse descer fogo do Céu para destruir os samaritanos (Lc 9:54), foi completamente mudada quando, ao pé da cruz, viu o Seu Senhor em agonia, proferir as palavras mais carregadas de amor e de misericórdia que ele já ouviu: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
Estas coisas que João escreveu, portanto, é como um manual de comunhão plena com Deus “para que a nossa alegria seja completa” (v.4), assim como o foi com ele. “Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma” (v.5). E a luz que emana da vida e da entrega de Jesus por seres humanos imerecedores, deve refletir em nossa vida e em nossa entrega pessoal como uma renovação diária e crescente, ou não passaremos de “admiráveis” mentirosos, cujo brilho tem prazo de validade. “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (v.7). Aquele cujo espírito rude e vingativo havia desejado a morte dos samaritanos, revelou um trato amável e misericordioso quando as suas faculdades foram entregues ao transformador e restaurador poder do amor.
Amados, todos pecamos e não podemos dizer “que não temos pecado nenhum” (v.8). Por mais lindas e notórias que sejam as mudanças realizadas em nós através da atuação do Espírito Santo, ainda somos reféns da natureza humana, que é pecadora. Contudo, esse entendimento não pode e não deve ser uma desculpa para se viver pecando. Ser pecador é uma coisa, ser conivente com o pecado é outra completamente distinta. O Espírito trabalha em nosso coração e intercede por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26), para que confessemos “os nossos pecados” diante de Deus, e a graça que advoga a nosso favor nos garante que “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (v.9). Continuemos sendo reavivados e transformados pela Palavra que nos leva ao conhecimento de Deus e de Cristo. Será esse conhecimento que nos levará à “vida eterna” (v.2).
Bom dia, purificados pelo sangue de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1João1 #RPSP
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692 palavras
1 O que era. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações, pois o pronome ho, que se traduz como “o que”, é neutro, e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida, ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). O estilo de João torna a segunda interpretação mais provável (Jo 4:22; 6:37, em que os pronomes neutros se referem a pessoas) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 689.
Com respeito ao Verbo. Ou, “sobre a Palavra”. O apóstolo não tem a pretensão de lidar com todos os aspectos concernentes ao Verbo, mas declara em sua epístola verdades baseadas em experiência pessoal com o Verbo. O uso da “palavra” (logos) referindo-se a Jesus Cristo é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1, 14) a esta epístola (l Jo 1:1; 5:7) e ao Apocalipse (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma autoria comum. CBASD, vol. 7, p. 690.
2 A vida eterna. A associação de “vida” com “eterna” se apresenta 22 vezes nos escritos de João. O apóstolo pensa em termos de eternidade e sublinha a natureza eterna do seu amado Senhor e da vida que almeja compartilhar com Ele (Jo 3:16). CBASD, vol. 7, p. 691.
E nos foi manifestada. O autor está pleno de respeito reverente ao compreender o privilégio que lhe foi concedido de ver Aquele que estava com o Pai desde a eternidade. O esplendor da revelação nunca diminui na mente de João. Pelo contrário, permanece no centro de sua visão espiritual (Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 691.
4 Completa. Ou, “plena”. Jesus tinha expressado a mesma razão para falar “estas coisas” aos Seus discípulos (Jo 15:11), e as palavras do discípulo amado podem ter sido um eco às palavras de seu Mestre. A plenitude da alegria é um tema frequente nos escritos de João (Jo 3:29; 16:24; 17:13; 2Jo 12). A religião cristã é feliz (Jo 15:11). CBASD, vol. 7, p. 692.
5 Deus é luz. Na Bíblia, a luz está associada com a divindade. Quando o Senhor iniciou a Criação, a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à existência (Gn 1:3). As manifestações divinas são geralmente acompanhadas de glória inefável (Ex 19:16-18; Dt 33:2) . Deus é descrito como “luz eterna” (Is 60:19, 20) e “que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (ITm 6:16). Essas manifestações físicas simbolizam a pureza moral e a santidade perfeita que distinguem o caráter de Deus. CBASD, vol. 7, p. 692.
6 Mentimos. João destaca a hipocrisia daqueles que professam seguir o caminho da luz, porém voluntariamente andam nas trevas. Se Deus é luz (v. 5), todos os que tem comunhão com Ele também devem andar na luz. Por isso, qualquer um que afirmar ter comunhão com o Pai e andar nas trevas estará mentindo. CBASD, vol. 7, p. 693.
8 A nós mesmos nos enganamos. Se enganamos a nós mesmos, não podemos culpar ninguém. A pretensão de estar sem pecado é uma exaltação própria, uma ressurreição do velho homem, um ato de orgulho, de pecado, portanto, uma contradição característica de uma pessoa que se engana. Recusando-se a admitir sua própria pecaminosidade, o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de alegar sua inocência. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a receber a revelação. CBASD, vol. 7, p. 695.
9 Purificar. Ou “limpar. Ao confessar seu grande pecado, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (SI 51:10). O propósito do Senhor é purificar o pecador arrependido de toda injustiça. Ele pede perfeição moral de seus filhos (Mt 5:48). E fez provisão para que todos os pecados possam ser resistidos e vencidos com sucesso (Rrn 3:1-4). Enquanto houver vida, haverá novas vitórias a ganhar e novas excelências a alcançar. Este processo diário de purificação do pecado e crescimento na graça é denominado santificação. CBASD, vol. 7, p. 696.
10 Sua palavra. A referência não é a Cristo, a Palavra viva, mas à palavra escrita ou falada de Deus como o veículo mediante o qual Sua verdade (v. 8) é transmitida. Essa Palavra é a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em quem contradiz suas declarações evidentes. Se os seres humanos não aceitam o testemunho de Deus, negam-se a validar a descrição de sua condição. Assim agindo, rejeitam Sua Palavra e não podem mais tê-la no coração. CBASD, vol. 7, p. 697.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/2-pedro/2pe-capitulo-3/
A profecia de Pedro contida neste capítulo se cumpre em nossos dias. Escarnecedores zombam da ideia do retorno literal de Jesus em glória. Ignorando o claro ensino de Jesus: “voltarei e os levarei para Mim” (João 14:3 NVI), mesmo alguns cristãos tem abandonado a ideia de Seu retorno.
Apesar dos escarnecedores e céticos, Pedro nos lembra: “O dia do Senhor … virá.” (v. 10 NVI). Seu retorno glorioso é certo. Jesus prometeu: “Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:27 NVI).
Como, então, devemos viver ao esperarmos o retorno glorioso de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? Pedro nos admoesta com estas palavras: “esperando o dia de Deus e apressando a Sua vinda” (v. 12 NVI). Precisamos manter o foco em Jesus, autor e consumador da nossa fé, e nos unirmos a Ele em Sua missão.
Ao você sair como um mensageiro, em nome de Jesus, lembre-se sempre desta promessa de Jesus: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28:20 NVI).
Derek J. Morris
Diretor do Hope Channel
Associação Geral IASD
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1405
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/19
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados12-09-2018.mp3
Áudio online [voz: Valesca Conty]:
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II Pedro 3 – Até na igreja verdadeira pode existir falsos mestres. Mas, foi para orientar-nos, que o Espírito Santo inseriu as páginas desta carta de Pedro em nossas Bíblias.
João Calvino percebeu a importância dos detalhes desta carta. Ele declarou: “A majestade do Espírito de Cristo manifesta-se em cada parte da epístola”.
O estímulo para adquirir o conhecimento verdadeiro e para obter discernimento diante de tantos embusteiros da fé são constantes. Observe as análises de J. Sidlow Baxter:
• O capítulo 1 trata do verdadeiro “conhecimento” em todo o seu decorrer (vs. 2-3, 5-8). Na primeira metade do capítulo (vs. 2-11), ficamos sabendo como as verdades deste conhecimento devem ser ampliadas. A segunda metade do capítulo (vs. 12-21) nos informa porque “estas coisas” devem ser sempre “lembradas”.
• O capítulo 2 concentra-se inteiramente nos falsos mestres que, infelizmente, deveriam surgir entre o rebanho do Senhor e causar grandes prejuízos.
• Finalmente, o capítulo 3, trata da suprema “promessa” (note como a “promessa” se repete) da volta do Senhor. O qual, baseando-me em Michael Green ofereço este esboço:
1. Reiteração do propósito da carta (3:1-2);
2. Os escárnios dos que zombam da segunda vinda de Jesus (3:3-4);
3. Pedro argumenta com base:
• Na história (3:5-7);
• Nas Escrituras Sagradas (3:8);
• No caráter de Deus (3:9);
• Na promessa de Cristo (3:10).
4. As implicações éticas da segunda vinda de Cristo (3:11-14);
5. Pedro cita Paulo como apoio aos seus argumentos teológicos (3:11-14);
6. Conclusão da carta (3:17-18).
O conhecimento bíblico…
• …é fundamental para não ser enredado em falsas teorias ou para não titubear frente aos ataques dos supostos intelectuais ou suposta ciência que intentam provar que “tudo continua como desde o princípio da criação” (v. 4).
• …orienta nossas perspectivas, atiça nossa mente e coração para expectativas reais prometidas por Deus no futuro próximo, além de nos alertar contra os escarnecedores que intentarão minar a fé dos cristãos no tempo do fim (vs. 5, 17).
• …nos dá a razão da aparente demora para a restauração do caos causado pelo diabo e seus anjos maus: Deus está sendo paciente, esperando nossa entrega total a Ele e a Seus planos salvíficos (v. 9).
• …nos garante que nossa esperança não será frustrada, mas completada (vs. 10-13).
Temos boas razões para reavivarmo-nos e reformarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí #ebiblico #rpsp #rbhw
Qual foi tua experiência com estas cartas de Pedro?
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“Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (v.13).
Temos visto, pelo exame das Escrituras, que toda ela aponta para o reencontro do Criador com Sua criatura. A entrada do pecado no mundo causou uma ruptura que só a cruz pôde desfazer. Pedro encerrou sua última epístola destacando que em ambas as epístolas que escreveu, ele não apresentou um evangelho novo, mas procurou “despertar com lembranças” (v.1) a mente dos cristãos, a fim de que recordassem do que já estava escrito “pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos… apóstolos” (v.2). Ou seja, o Antigo e o Novo Testamento. Eis a nossa regra de fé e prática: “Toda a Escritura” (2Tm 3:16).
Por outro lado, outro ponto deveria ser levado “em conta”: “nos últimos dias”, surgiriam escarnecedores da genuína fé, que pela defesa de uma vida “segundo as próprias paixões” (v.3), pondo em dúvida a volta de Jesus, usariam a natureza como prova de que a sublime promessa não tem razão de ser. O apóstolo usou, então, o relato do dilúvio para contestar tal argumento. Assim como Deus enviou o dilúvio “sobre o mundo de ímpios” (2Pe 2:5), certamente cumprirá o seu derradeiro juízo, com fogo, na “destruição dos homens ímpios” (v.7). Contanto que muitos julguem demorado o retorno do nosso Senhor e Salvador, para Ele, “um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (v.8). Deus, portanto, não retarda “a Sua promessa, como alguns julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo” (v.9).
A longanimidade de Deus aguarda a nossa decisão. A demora, então, não é um atraso, mas um tempo de misericórdia. O desejo do Pai é de “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (v.9). Nada é tão precioso para o Criador do que a obra-prima de Sua criação! “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor” (v.10). Não no sentido de que será um evento silencioso, mas em que não sabemos nem o dia nem a hora em que ele ocorrerá. Pois Pedro continua dizendo: “… no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas… os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão” (v.10 e 12). Será o evento mais ruidoso e espetacular que este mundo jamais testemunhou!
Vivemos no tempo de não somente esperar, mas também de apressar “a vinda do Dia de Deus” (v.12). A nossa espera, na verdade, deve refletir o nosso anseio pelo Lar de justiça que o Senhor nos preparou. E o nosso empenho deve ser na direção de sermos “achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (v.14), tendo sempre em mente de que a paciência de Deus é sinônimo de salvação, e não de retardo. O reforço dado às cartas de Paulo aponta para outra grande lição: a firmeza nas verdades eternas. O cuidadoso estudo das Escrituras deve ser acompanhado de humildade e profundo desejo por ouvir a voz de Deus. A atuação do Espírito Santo apresenta, através da Palavra, o “conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.18).
É a construção de um relacionamento íntimo com o Senhor da Palavra através da comunhão pessoal diária, que crescemos “na graça e no conhecimento” de Jesus (v.18). Que esta seja a nossa realidade hoje e sempre, até aquele grande Dia!
Bom dia, “os que vivem em santo procedimento e piedade” (v.11)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Pedro3 #RPSP
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/2-pedro/2pe-capitulo-2/
Alguns anos atrás, eu estava reunido com um grupo de pastores cristãos. Depois da nossa reunião, um pastor idoso veio até mim e disse: “Eu gostaria que nossa denominação ainda acreditasse na Bíblia como vocês acreditam.” Durante seu ministério, esse pastor havia visto sua igreja se afastar dos ensinamentos claros da Palavra de Deus .
Jesus tinha avisado que lobos devoradores se introduziriam no rebanho e falsos profetas viriam em pele de cordeiro (Mt 7:15). Pedro repete esse aviso e dá detalhes mais específicos sobre os falsos mestres que trariam heresias destruidoras. Eles não procurariam fazer discípulos para Jesus, mas para si próprios (At 20:30). Pedro dá este aviso: “Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram” (v. 3 NVI).
Peça ao Espírito Santo para conduzi-lo a um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus. Através de uma ligação pessoal com Jesus, a Palavra viva, e um conhecimento de Sua Palavra escrita, estamos protegidos contra as palavras enganosas dos falsos mestres.
Derek J. Morris
Diretor do Hope Channel
Associação Geral IASD
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1404
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/18
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados11-09-2018.mp3
Áudio online [voz: Valesca Conty]:
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