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1 Éfeso. Nos dias de João, Éfeso era a principal cidade da província romana da Ásia e, posteriormente, se tornou a capital … Situava-se ao ocidente, no final da grande estrada que atravessava a Ásia Menor desde a Síria. … Na época em que o Apocalipse, Éfeso deveria ser um dos principais centros do cristianismo. … Sua localização central em relação ao mundo cristão como um todo torna ainda mais compreensível que sua condição espiritual seja característica de toda a igreja durante o período apostólico, que se estendeu até por volta do fim do primeiro século (c. 31-100 d.C.; ver Nota Adicional a Apocalipse 2 [Aplicação das mensagens às sete igrejas a sete períodos consecutivos da história da igreja, CBASD]). Esse período pode ser muito bem chamado de era da pureza apostólica, atributo extremamente desejável aos olhos de Deus. CBASD – Comentário Bíblico adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 821.
Anda. Uma descrição mais vívida do relacionamento entre Cristo e a igreja do que em Apocalipse 1:13, em que João diz que Cristo estava “no meio dos candeeiros”. CBASD, vol. 7, p. 822.
2 Conheço. A cada uma das igrejas, Cristo declara: “Conheço as tuas obras”. A advertência é de alguém que conhece plenamente os problemas de cada igreja e, por isso, é capaz de recomendar uma solução apropriada e eficaz. CBASD, vol. 7, p. 822.
Obras. De maneira mais específica, obras que revelam o caráter. Jesus conhece toda a vida e conduta da igreja. CBASD, vol. 7, p. 822.
Perseverança. Do gr. hupomone, “perseverança”, “tolerância [ativa, constante]”, literalmente, “permanecer debaixo”. CBASD, vol. 7, p. 822.
Não podes suportar. Muitas vezes, tanto hoje quanto no passado, a igreja se encontra propensa a “suportar” ou tolerar ensinos e práticas maléficas, supostamente em nome da paz. … A igreja de Éfeso foi elogiada por fazer uma distinção clara entre a verdade e o erro, tanto na doutrina quanto na vida, e por se posicionar firmemente contra o erro. CBASD, vol. 7, p. 822.
Homens maus. Isto é, os falsos apóstolos mencionados com detalhes em seguida. erros doutrinários graves se refletem, mais cedo ou mais tarde, em graves problemas de conduta. Aquilo que uma pessoa faz resulta daquilo em que ela pensa e crê (ver Pv 4:23; Mt 12:34; 1Jo 3:3). CBASD, vol. 7, p. 822.
Prova. A igreja de Éfeso havia investigado as declarações e os ensinos dos falsos apóstolos. Inácio, ao escrever no início do 2º século [anos 100 a 199] fala sobre o zelo dos cristãos efésios em rejeitar as heresias (Aos Efésios, ix.1). … Embora, a princípio, possa ser difícil identificar os erro sutis de seus ensinos, os mestres podiam ser reconhecidos “pelos seus frutos” (ver Mt 7:15-20). … O cristão sincero que é sensível às coisas espirituais recebe a promessa de que pode, caso queira, detectar o espírito não cristão e os motivos que impulsionam cada mestre do erro (ver com. de 1Jo 4:1; Ap 3:18). CBASD, vol. 7, p. 822, 823.
Se declaram apóstolos. Dentre as heresias mais graves que ameaçavam a igreja no fim do primeiro século estavam o docetismo e uma forma inicial de gnosticismo (sobre essas e outras heresias que assolaram a igreja apostólica, ver no vol. 5, p. 1007-1109; vol. 6, p. 38-46). … A situação de Éfeso, nesse período, relativa aos embates com falsos profetas, também se aplicava à igreja como um todo. CBASD, vol. 7, p. 823.
3 Suportaste. A igreja de Éfeso … suportava com perseverança a inevitável aflição causada por falsos mestres e a perseguição nas mãos de judeus e gentios fanáticos. CBASD, vol. 7, p. 823.
Por causa do Meu nome. Ver com. de At 3:16. Os seguidores de Cristo eram conhecidos por Seu nome e passaram a ser chamados de cristãos. Foi a fidelidade a esse Nome e a lealdade ao Senhor que os sujeitaram à perseguição por parte das autoridades romanas (ver p. 795, 796) e levaram ao sofrimento nas mãos daqueles que estavam propensos a subverter sua fé. CBASD, vol. 7, p. 823.
4 O teu primeiro. Este sentimento incluía amor por Deus e pela verdade, amor uns pelos outros como irmãos e pelas pessoas em geral (ver com. de Mt 5:43, 44; 22:34-40). CBASD, vol. 7, p. 823.
5 Moverei do seu lugar o teu candeiro. Ver com. de Ap 1:12. A igreja perderia o status de representante oficial de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 823.
6 Nicolaítas. Uma das seitas hereges que assolavam a igreja de Éfeso e Pérgamo (ver v. 15) e talvez de outros lugares. Irineu identifica os nicolaítas como uma seita gnóstica. … no segundo século parece que os adeptos desta seita ensinavam que os atos da carne não afetavam a pureza da alma e, por isso, não tinham consequência alguma para a salvação. CBASD, vol. 7, p. 823, 824.
7 Ouça. Ouvir a Palavra de Deus só faz sentido se, a partir de então, a vida se conforma ao que foi ouvido (ver com. de Mt 19:21-27). CBASD, vol. 7, p. 824.
Às igrejas. A promessa aqui feita à igreja de Éfeso pertence também a todas as “igrejas” da era apostólica, representadas pela de Éfeso. E, embora fosse apropriada em particular a essas igrejas, também se aplica aos cristãos de todas as eras (ver com. de Ap 1:11). CBASD, vol. 7, p. 824.
Vencedor. O contexto (v. 2-6) revela que a vitória aqui mencionada se refere originalmente a vencer os falsos apóstolos e mestres que tentavam os cristãos a comer da árvore do conhecimento humano. Assim, é muito apropriado que a recompensa ao vencedor fosse o acesso à árvore da vida. CBASD, vol. 7, p. 824.
8 Esmirna. Durante muito tempo, pensava-se que este nome deriva de muron, uma goma aromática extraída da árvore árabe Balsamodendron myrrha. Essa goma era usada para embalsamar mortos e de modo medicinal como unguento ou bálsamo, e também era queimada como incenso … Depois, os eruditos passaram a favorecer a hipótese de que deriva do nome da deusa da Anatólia Samorna, que era adorada na cidade. Historicamente, o período da igreja de Esmirna pode ter se iniciado por volta do fim do primeiro século (c. 100 d.C.), estendo-se até cerca de 313 d.C., quando Constantino passou a apoiar a causa da igreja… Na verdade, as profecias dos cap. 2 e 3 não são, estritamente falando, temporais. As datas são sugeridas apenas para facilitar uma correlação aproximada da profecia com a história. CBASD, vol. 7, p. 824, 825.
Morto. Ver com. de Ap 1:18; 2:1. Para uma igreja que enfrentava perseguição e morte por sua fé, a ênfase na vida de Cristo teria grande importância. CBASD, vol. 7, p. 825.
Tribulação. A perseguição intermitente nas mãos de vários imperadores romanos caracterizou a experiência da igreja durante esse período. … A opressão política chegou ao auge sangrento sob o governo de Diocleciano (284-304) e de seus sucessores imediatos (305-313). Historicamente, o período representado pela igreja de Esmirna pode muito bem ser chamado de era do martírio. CBASD, vol. 7, p. 825.
Judeus. É provável que o termo esteja num sentido figurado; assim como os cristãos de hoje são, às vezes, chamados de Israel (ver Rm 2:28, 29; 9:6, 7; Gl 3:28, 29; 1Pe 29). Da forma que é usado aqui, sem dúvida, o termo se refere àqueles que afirmavam servir a Deus, mas, na verdade, serviam a Satanás. … Durante essa época, Tertuliano chama as sinagogas de “fontes de perseguição”. CBASD, vol. 7, p. 825.
Sinagoga de Satanás. Por ser um centro da vida judaica em comunidade, sem dúvida, a sinagoga (ver vol. 5, p. 44-46) era o local onde muitas conspirações eram tramadas contra os cristãos. O nome Satanás significa “acusador” ou “adversários” (ver com. de Zc 3:1; Ap 12:10). Esses centros judaicos se tornaram, literalmente, “sinagogas do acusador”. CBASD, vol. 7, p. 825.
Postos à prova. O imperador Trajano (98-117 d.C.) promulgou a primeira política romana oficial favorável ao cristianismo. … Ele ordenou que os oficiais romanos não fossem atrás dos cristãos. Todavia, caso lhe fossem levadas pessoas por outras ofensas e elas demonstrassem ser cristãs, deveriam ser executadas, a menos que se retratassem. Embora essa lei não vigorasse de maneira uniforme, ela continuou a existir até Constantino promulgar o edito da tolerância, em 313 d.C. Logo, durante dois séculos, os cristãos estiveram sujeitos a prisão e morte repentinas por causa de sua fé. Seu bem-estar dependia, em grande medida, do favor de seus vizinhos judeus e pagãos, que poderiam deixá-los em paz ou reclamar deles perante as autoridades. Isso pode ser chamado de perseguição permissiva. O imperador não tomava a iniciativa de perseguir os cristãos, mas deixava que seus representantes e as autoridades locais tomassem as medidas adequadas contra os cristãos. Essa política deixava os cristãos à mercê das várias administrações locais de onde moravam. Eles foram alvos de ataque principalmente em épocas de fome, terremotos, tempestades e outras catástrofes, pois seus vizinhos pagãos supunham que a recusa dos cristãos em adorar seus deuses ocasionava o derramamento da ira desses deuses sobre toda a Terra. … Os romanos observavam que o cristianismo estava crescendo em extensão e influência, através do império, e que era incompatível com seu estilo de vida. Percebiam que, com o tempo, o movimento acabaria destruindo o estilo de vida romano. Por isso, em geral, eram os imperadores mais capazes que perseguiam a igreja, ao passo que aqueles que levavam suas responsabilidades menos a sério se contentavam em não incomodar os cristãos. CBASD, vol. 7, p. 826.
Dez dias. Com base no princípio dia-ano de contagem dos períodos proféticos (ver com. de Dn 7:25), é interpretada como um intervalo de dez anos literais e aplicada ao período de perseguição imperial mais intensa (303-3132 d.C.). Foi iniciada por Diocleciano e continuada por seu associado e sucessor Galério. … Os governantes acreditavam que a igreja havia crescido tanto em força e popularidade dentro do império que, a menos que o cristianismo fosse deixaria de existir e o império se desintegraria. CBASD, vol. 7, p. 826, 827.
11 Segunda morte. Em contraste com a primeira morte, que põe um fim temporário á vida e da qual há ressurreição, “tanto de justos como de injustos” (At 24:15). A segunda morte é a extinção final do pecado e dos pecadores; dela não se pode ressuscitar (ver com. de Ap 20:14; cf. 21:8). CBASD, vol. 7, p. 827.
13 Trono de Satanás. Pérgamo havia se destacado em 29 a.C. por ser o local do primeiro culto a um imperador romano vivo. … Era um centro do pensamento helenista (greco-mesopotâmico) e da adoração ao imperador. Tinha muitos templos pagãos; por isso, sua designação como o trono de Satanás era bastante apropriada (ver p. 79). A extensão do período de Pérgamo na história da igreja pode ser considerada desde a época em que Constantino apoiou a causa cristã, em 313 d.C., ou de sua suposta conversão, talvez de 323 ou 325, até 539 (ver Nota Adicional a Apocalipse 2). Foi durante essa época que o bispo de Roma conquistou a liderança religiosa e, até certo ponto, política da Europa Ocidental (ver Nota Adicional Daniel 7), e quando Satanás Satanás estabeleceu seu “trono” dentro da igreja. O papado era uma mistura habilidosa de paganismo e cristianismo. Esse período pode ser chamado de era de popularidade. CBASD, vol. 7, p. 828.
14 Balaão. Ver Nm 22-24. A analogia com Balaão sugere que havia, em Pérgamo, pessoas cujo propósito era provocar divisão e levar ruína à igreja à igreja, incentivando práticas proibidas aos cristãos (ver com. de At. 15:29). CBASD, vol. 7, p. 828.
Coisas sacrificadas. Constantino … se dedicou à política de misturar paganismo e cristianismo tanto quanto possível, na tentativa de unir os elementos divergentes dentro do império, e com isso se fortalecer. A posição favorável e até mesmo dominante que concedeu à igreja a transformou em presa das tentações que sempre acompanham a prosperidade e a popularidade e a popularidade, Durante o governo de Constantino e de seus sucessores, que deram continuidade a essa política favorável, a igreja logo passou a ser uma instituição político-eclesiástica e perdeu muito de sua espiritualidade. CBASD, vol. 7, p. 829.
17 Pedrinha branca. Um dos costumes mais antigos era que os membros de um júri usassem uma pedra preta e outra branca para determinar absolvição ou condenação. CBASD, vol. 7, p. 829.
Nome novo. Na Bíblia, o nome de uma pessoa geralmente representa seu caráter. … Este versículo promete um “nome novo” para o cristão, isto é, um caráter novo e diferente, modelado com base no de Deus (cf. Is 62:2; 65:15; Ap 3:12). CBASD, vol. 7, p. 829.
18 Tiatira. Quando aplicada à história cristã, a mensagem a Tiatira é particularmente apropria à experiência da igreja verdadeira durante a Idade Média (ver Nota Adicional a Apocalipse 2). As tendências iniciadas em períodos anteriores se tornaram dominantes durante a Idade Média. As Escrituras não estavam disponíveis ao cristão comum, e a tradição foi exaltada em seu lugar. As boas obras passaram a ser consideradas o meio para a salvação. Um sacerdócio terreno e humano obscureceu o sacerdócio verdadeiro e divino de Jesus Cristo (ver Nota Adicional a Daniel 7). CBASD, vol. 7, p. 830.
20 Tolerares. A igreja estava em falta não só porque muitos se submeteram não só porque muitos se submeteram à apostasia, mas também porque não foi feito nenhum esforço para deter o avanço do mal. CBASD, vol. 7, p. 830.
Jezabel. Assim como Jezabel propagou a adoração a Baal em Israel (1Rs 21:25), alguma falsa profetisa da época de João estaria desencaminhando a igreja de Tiatira. A mensagem revela que, mais do que em Pérgamo (Ap 2:14), a apostasia era desenfreada. Aplicada ao período de Tiatira na história cristã, a figura de Jezabel representa o poder que causou a apostasia medieval (ver Nota Adicional a Daniel 7; ver com. de Ap 2:18; cf. Ap 17). CBASD, vol. 7, p. 830.
Praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas. Ver com. de Ap 2:14; cf. 2Rs 9:22. A acusação era, em primeiro lugar, à igreja local de Tiatira na história cristã, representa uma mistura do paganismo com o cristianismo (ver com. de Ez 16:15; Ap 17:1). Esse processo foi acelerado durante o governo de Constantino e seus sucessores. O cristianismo medieval absorveu, em grande medida, formas e práticas pagãs. CBASD, vol. 7, p. 830, 831.
23 Filhos. A fornicação de Jezabel era habitual, pois já tinha filhos. O provável sentido figurado é que ela havia conquistado adeptos comprometidos. CBASD, vol. 7, p. 831.
27 Cetro. O contexto sugere que o “cetro” aqui é tanto um símbolo de governo quanto um instrumento de punição. CBASD, vol. 7, p. 832.
28 Estrela de manhã. Isto é, o próprio Cristo (ver Ap 22:16; cf. 2Pe 1:19). CBASD, vol. 7, p. 832.
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Capítulo 2 – Quatro primeiras cartas às igrejas
“Há alguma coisa em comum nas cartas escritas às sete igrejas: escreve-se ao anjo ou mensageiros de cada uma delas. Em cada caso, O Senhor Jesus Se apresenta com uma identificação especial adequada às necessidades desse período da igreja. Por exemplo, ao escrever a Esmirna (era de perseguição e martírio), apresenta-Se como ‘o que esteve morto e tornou a viver’ (Apocalipse 2:8). Há um elogio que reflete as virtudes desse período (menos no caso de Laodicéia, devido a sua mornidão espiritual). Há uma reprovação destinada a ajudar a crescer em áreas débeis da igreja, com exceção do período de Esmirna (era das perseguições e martírio) e Filadélfia (era do reavivamento). Também se inclui uma admoestação e uma promessa.” – SRA/EP, p. 33.
2:1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:
Igreja de Éfeso – “Alguns definem o nome Éfeso como ‘desejável’. No tempo de João, Éfeso era a principal cidade da província romana da Ásia, e mais tarde foi sua capital. O cristianismo parece ter sido pregado ali pela primeira vez por volta de 52 A.D., quando Paulo se deteve ali durante algum tempo ao retornar a Jerusalém e Antioquia, de sua Segunda Viagem Missionária. … Ao ser escrito o Apocalipse, Éfeso deve ter sido um dos principais centros do cristianismo.” – SDABC, vol. 7, p. 742 e 743, citado em LES892, p. 32.
“Éfeso representa a Igreja doutrinária e espiritualmente pura. Esta foi a Igreja de Cristo e dos apóstolos. No entanto, mesmo na Igreja apostólica houve diminuição do primeiro amor.” – LES892, p. 43.
Período – “1º século A.D.” – LES892, P.30.
“É a época dos apóstolos, durante o século I. Foi um tempo de grande crescimento. O historiador Gibbons diz que os cristãos chegaram a ser nessa época uns 6.000.000. Os apóstolos deixaram bem claro, na Santa Bíblia, a doutrina pura de Cristo.” – SRA/EP, p. 34.
Segura as sete estrelas – “A palavra traduzida por ‘segura’ ou ‘conserva’ denota o completo controle de Cristo sobre toda a Igreja. Provê proteção e segurança quando Seu povo mantém a união com Ele.” – LES892, p. 31.
“Cristo anda no meio de Suas igrejas por toda a extensão da Terra. Observa com intenso interesse, para ver se o Seu povo está espiritualmente em tal condição que possam promover o Seu reino. Está presente em toda assembléia da Igreja. Conhece aqueles cujo coração pode encher do azeite sagrado, para que possam transmiti-lo a outros. Aqueles que fielmente levam avante a obra de Cristo, representando o caráter de Deus em palavras e ações, cumprem o propósito do Senhor para eles, e Cristo Se agrada deles.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 956, citado em LES892, P. 31.
“Dirigentes espirituais amparados por Cristo. […] Estas palavras [Apoc. 2:1] são ditas aos que ensinam na igreja – aqueles a quem Deus confiou pesadas responsabilidades. As suaves influências que devem abundar na igreja têm muito que ver com os ministros de Deus, os quais devem revelar o amor de Cristo.” – LES892, p. 25.
“Qual é a função da liderança humana na Igreja, segundo o desígnio de Cristo? (S. Mat. 23:11) As pessoas escolhidas para ocupar posições de liderança na Igreja não devem encarar suas funções do mesmo modo que o fazem os personagens revestidos de autoridade no mundo secular. O ‘servo’ dirigente também é membro do corpo de que Cristo é a cabeça, e não deve procurar exercer a função que só pertence a Cristo. Sua autoridade deve ser mais de índole moral. Não é fácil de exercer tal espécie de liderança. Ela precisa inspirar, incentivar e conduzir pelo exemplo, não pela imposição.” – LES892, p.26.
- C.: Ver também os comentários sobre Apoc. 1:16 e 20.
2:2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos;
Obras, … trabalho, … paciência (…deixaste o primeiro amor) – “A igreja em Éfeso simbolizava a Igreja apostólica, que era conhecida por seu intenso labor e paciência. Os cristãos primitivos procuraram incansavelmente purificar a Igreja da contaminação moral e falsas doutrinas. Tendiam, porém, a se tornar dogmáticos e intolerantes. Seu raciocínio ficou confuso, e seus sentimentos se endureceram. Eles perderam aquele grande amor pelo Senhor e Seu evangelho que os impelira a princípio.” – LES892, p. 31.
Conheço as tuas obras – Repetido para todas as igrejas.
Puseste à prova os que se dizem apóstolos – “Inúmeros versículos dos Atos e das Epístolas mostram a luta que tiveram os cristãos da era apostólica a fim de impedir que fossem introduzidas doutrinas pagãs na igreja (Por exemplo: I S. João 4:1-3; Atos 20:29 e 30; II S. Pedro 2:2). Entre outras coisas, são mencionados casos, evidentemente muito conhecidos da irmandade, como por exemplo Himeneu e Alexandre (I Tim. 1:20); II Tim. 4:14-15) e Diótrefes (III S. João 9). Os nicolaítas provavelmente tenham sido tenham sido seguidores de Nicolau de Antioquia com idéias gnósticas. O gnosticismo, o docetismo e outras idéias não bíblicas constituíam ameaça à pureza doutrinária, mas eles retiveram a doutrina pura. Em Apoc. 2:5, admoesta-se a arrepender e voltar às origens (a doutrina bíblica e a piedade cristã) ou do contrário Ele tirará ‘do seu lugar o castiçal’. À luz de Apoc. 1:20, poderíamos entender que deixaria de ser igreja de Cristo, pois o Senhor não aceita a apostasia. Aqui temos uma forte evidência de que é a doutrina verdadeira. Devíamos voltar À mensagem bíblica dos dias apostólicos.” – SRA/EP, p. 35.
2:3 e tens perseverança e por amor do meu nome sofreste, e não desfaleceste.
2:4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
Deixaste o teu primeiro amor – “Os cristãos tornaram-se egoístas. “ – LES892, p. 32.
“Numa só geração foi o evangelho levado a toda nação debaixo do Céu. Pouco a pouco, ocorreu, porém, uma mudança. A Igreja perdeu seu primeiro amor. Ela tornou-se egoísta e amante da comodidade. Foi acalentado o espírito de mundanismo. O inimigo lançou o seu fascínio sobre aqueles a quem Deus dera luz para um mundo em trevas.” – Testimonies, vol. 8, p. 26, citado em LES892, p. 32.
“Estou instruída a dizer que estas palavras [Apoc. 2:4 e 5] se aplicam às igrejas … em sua condição atual. O amor de Deus desapareceu, e isto significa a ausência de amor uns pelos outros. É acalentado o próprio eu, o próprio eu, o qual está lutando pela supremacia. Até quando isto irá continuar?” – Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902, citada em LES892, p. 20.
2:5 Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres
Pratica as primeiras obras – “…voltar às origens (doutrina bíblica e piedade cristã)…” – SRA/EP, p. 35
Tirarei do seu lugar o teu castiçal – “À luz de Apoc. 1:20, poderíamos entender que deixaria de ser igreja de Cristo, pois o Senhor não aceita a apostasia.” – SRA, p. 35.
Lembra-te, arrepende-te, pratica – “Três palavras resumem a mensagem: Lembrar, arrepender, praticar. O Mestre está dizendo: ‘Lembra-te do teu gozo anterior, quando o verdadeiro amor enchia o teu coração. Arrepende-te de teus pecados; compreende o perigo de tua condição. Pratica as obras do teu primeiro estado, ou então Eu te removerei.’ Obras não produzem amor, nem podem tomar o lugar do amor. As obras são apenas a evidência do amor.” – Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, p. 26 e 27.
Arrepende-te – “Na linguagem bíblica, arrepender-se significa mudar de opinião. Da mesma maneira, converter-se significa dar meia-volta e caminhar em sentido contrário. Arrependimento significa uma mudança genuína da mente e atitude para com Deus e para si mesmo e também para com os demais. A pessoa arrependida por meio do Espírito Santo começa a ver as coisas como Deus as vê. Conversão, portanto, significa dar uma volta e retroceder no caminho da vida de pecado, avançando para Deus.” – SRA/EP, p.31, sobre Atos 3:19 (“…arrependei-vos e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados.”)
2:6 Tens, porém, isto, que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.
Nicolaítas – “Os nicolaítas provavelmente tenham sido seguidores de Nicolau de Antioquia, com idéias gnósticas.” – SRA/EP, P. 35.
“A primeira epístola de João foi escrita a uma coletividade que tinha de enfrentar a heresia gnóstica do primeiro século.” – Fred L. Fisher, Síntese das epístolas de João, Bíblia Vida, p. 340 Ver comentários sobre o verso 15.
Aborreces as obras dos nicolaítas – “As obras dos nicolaítas foram rejeitadas pela Igreja apostólica, mas toleradas no período posterior representado por Pérgamo. Alguns dos escritores cristãos no período pós-apostólico identificaram os nicolaítas com os gnósticos cristãos, que atribuíam idéias filosóficas GREGAS à Bíblia. […] Os nicolaítas praticavam os pecados de Balaão. Os versos 14 e 15 de Apocalipse 2 identificam os pecados de Balaão com o dos nicolaítas. […] Quais eram os pecados de Balaão? O estudo das passagens que falam de Balaão revela que os seus pecados eram avareza, hipocrisia, idolatria e imoralidade. (Ver Núm. 22 a 24; 25:1 e 2; 31:8 e 16; II S. Ped. 2:15; S. Jud. 11.) […] Os nicolaítas ensinavam que as obras da carne não afetam a pureza da alma, não tendo, portanto, nenhuma influência sobre a nossa salvação.” – LES892, p. 32, 33.
Doutrina dos nicolaítas – Ver comentários sobre os versos 14 e 15.
2:7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.
Ao que vencer – “A forma grega desta expressão significa ‘continua vencendo’. Este pensamento é salientado muitas vezes no livro do Apocalipse.” – LES892, p. 33.
Conheço as tuas obras (v.2) … ao vencedor … ouça o Espírito – “Dessas três declarações surgem nitidamente três mensagens de Deus para toda pessoa de nosso século: (1) Deus me conhece totalmente, não posso enganá-Lo. (2) É imperativo vencer; São Paulo dá a chave: ‘Tudo posso nAquele que me fortalece’ (Filipenses 4:13). (3) Devo obedecer à voz do Espírito Santo sempre.” – SRA/EP, p. 33
Árvore da vida – “Aquele que tem as chaves da morte, que esteve morto mas vive pelos séculos dos séculos (Apocalipse 1:18), que ‘Abre e ninguém fecha’ (Apocalipse 3:5) promete restabelecer a vida eterna perdida quando entrou o pecado. A árvore da Vida é mencionada 6 vezes na Bíblia. Três vezes em Gênesis e três em Apocalipse. Para que o homem não vivesse eternamente como pecador, Deus não permitiu que comesse desta árvore (Gênesis 3:22-25), mas agora, redimido pelo sangue de Jesus, é prometido que os vencedores comerão da dita árvore: receberão a vida eterna. Por isso diz que eles não sofrerão dano da segunda morte (Apocalipse 2:11; 20:6). O paraíso está no terceiro Céu do qual fala São Paulo em II Coríntios 12:2, 4.
2:8 Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu:
Esmirna – “É uma das mais antigas cidades do mundo e fica cerca de sessenta e cinco quilômetros ao norte de Éfeso. Das sete, é a única ainda existente hoje como cidade forte. […] Nenhuma outra cidade tem experimentado mais cercos, massacres, terremotos, incêndios e calamidades outras; mas ainda sobrevive. É indubitavelmente uma cidade de vida.” – O Apocalipse Revelado, p. 30.
Período histórico – “100 A. D. a 313 A. D.” – LES892, p. 30.
“A Igreja de Esmirna era pura, mas foi perseguida. No período pós-apostólico Satanás procurou manter as pessoas longe de Cristo destruindo aqueles que O seguiam.” – LES892, p. 43.
“Pobreza, perseguição, encarceramento e martírio afligiram a Igreja Cristã no período de 100 a 313 A.D.” – LES892, p. 33.
“Durante o período de Esmirna, os imperadores romanos ajudaram e favoreceram a perseguição dos cristãos. Houve ataques aos cristãos durante os reinados de Trajano (98-117), Adriano (117-138), Tito Antonino Pio (138-161), marco Aurélio (161-180), Sétimo Severo (193-211), Décio Trajano (249-251) e Valeriano (253-260) ” – LES892, p. 35.
“Esmirna significa ‘cheiro suave’, sendo sinônimo de mirra. A igreja de Esmirna devia passar por amarga perseguição, mas os seus sofrimentos, em vez de destruí-la, propiciaram ao mundo o rico perfume do Céu.” – O Apocalipse Revelado, p. 29.
2:9 Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás.
Tribulação e pobreza – “Na maioria dos casos, os que aceitavam o evangelho eram economicamente pobres e estavam em condição social desfavorável. Os pagãos perseguiam-nos à vontade. Mas o tratamento mais severo proveio dos círculos judaicos. Muitos cristãos tinham vindo do judaísmo.” – LES892, p. 33.
Sinagoga de Satanás – “Cristo refere-se à igreja presidida por Satanás chamando-a de sinagoga de Satanás. Seus membros são os filhos da desobediência. São aqueles que preferem pecar, que se esforçam por invalidar a santa lei de Deus. A obra de Satanás é misturar o mal com o bem, e remover a distinção entre o bem e o mal. Cristo quer ter uma igreja que se esforce por separar o mal do bem, e cujos membros não tolerem voluntariamente a prática do mal, mas a expelirão do coração e vida.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 958, citado LES892, p. 34.
Se dizem Judeus – “…essa expressão sem dúvida se refere aos que afirmavam servir a Deus, mas na realidade serviam a Satanás.” – LES892, p. 35.
“A figura tem sua base na História. O livro de Atos revela que muitas das dificuldades da Igreja primitiva resultaram de acusações caluniosas lançadas contra ela pelos judeus (ver Atos 13:45; 14:2 e 19; 17:5 e 13; 18:5, 6 e 12; 21:27). Evidentemente, esta era também a situação em Esmirna. Consta que, no segundo século, judeus ocasionaram o martírio de Policarpo, bispo de Esmirna. Durante esse tempo, Tertuliano fala das sinagogas como ‘fontes de perseguição’.” – SDABC, vol. 7, p. 746, citado em LES892, p. 35.
2:10 Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
Tribulação de dez dias – “…refere-se aos dez períodos de perseguições gerais.
“Durante o segundo e o terceiro século os imperadores romanos procuraram exterminar a igreja cristã com perseguições, mas o exemplo dos mártires movia o coração dos sinceros, os quais se convertiam, aumentando assim o número de crentes.
“Há quem considere os 10 dias proféticos como o período de 303-313, da época da terrível perseguição de Diocleciano e seu sucessor, Galério. Um exemplo disso é Policarpo. Ele foi pastor ou bispo de Esmirna. O Estado exigia que ele adorasse a César como se fosse um Deus, mas ele não o fez e lhe custou a vida. Quando exigiram que renunciasse a Cristo, se quisesse salvar a vida, respondeu: ‘Servia meu Jesus por 50 anos e Ele não falhou para comigo um só dia. Como poderia traí-Lo agora?’ Foi queimado vivo, atado a um poste na encosta do Monte Pagus, no ano de 168. Como ele, milhões se tornaram mártires.” – SRA/EP, p. 35.
“ Iniciados por Diocleciano em 303 A.D., os ataques aos cristãos continuaram até o cristianismo ser reconhecido como religião legal do Império pelo famoso Edito de Milão, promulgado por Constantino em 313 A.D.” – LES892, p. 34
“Durante o segundo e terceiro séculos os imperadores romanos procuraram apagar a igreja mediante perseguição. Eles temiam o cristianismo porque este estava penetrando o pensamento popular. Consideravam-no com um rival. Certo número de perseguições – dez ao todo – foram instigadas mas a de Diocleciano foi a pior. Esta durou dez anos, de 303-313 A. D., ou até a subida de Constantino ao trono. Se avaliarmos isto como tempo profético – um dia como um ano literal (Eze. 4:6; Núm. 14:34), então os ‘dez dias’ da perseguição foram literalmente cumpridos.” – O Apocalipse Revelado, p. 31 e 32.
2:11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte.
Segunda morte – “A primeira morte é o ‘sono’ que ocorre até o julgamento e da qual haverá ressurreição. A segunda morte é o contrário da vida eterna. Constitui o ‘salário do pecado’ – a perda permanente da existência. (Ver Rom. 6:23.)” – LES892, p. 35.
2:12 Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes:
Pérgamo – “Pérgamo foi fundada por colonizadores gregos. Já era importante no quinto século A.C. […] Era considerada a mais rica cidade do mundo, devido ao grande número de templos, teatros, ginásios e monumentais edifícios públicos.” – LES892, p. 36.
Período histórico – “313 A.D. a 538 A.D.” – LES892, p. 30.
“Pérgamo cobre os séculos IV, V e a primeira metade do VI. Como Satanás não pôde destruir a igreja com as perseguições, tratou de corrompê-la e coloca-la em compromisso com o Estado, introduzindo na igreja pagãos não-convertidos e que conservaram parte de suas idéias. Esse paganismo introduzido na igreja foi tirando sua força espiritual.
“Quando, no ano 313, Constantino assinou o edito de tolerância, em Milão, dando liberdade de culto aos cristãos, e pouco depois se disse convertido, despertou a natural gratidão e admiração da igreja convertida. O imperador, porém, continuou sendo o pontífice máximo do paganismo, ao mesmo tempo que assistia aos cultos cristãos e convocava em 325 o Concílio de Nicéia. O imperador intrometeu-se em assuntos eclesiásticos, exercendo sua influência apaziguadora. Por exemplo, a 7 de março de 321, ditou a primeira lei tornando obrigatória a observância do dia em que os pagãos adoravam o Sol, prática que se infiltrou na igreja.” – SRA/EP, p. 36.
“Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso na Igreja Cristã. O espírito de transigência e conformidade fora restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a Igreja suportou sob o paganismo. Mas em cessando a perseguição e entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas. A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século quarto, causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na Igreja.” – O Grande Conflito, p. 47 e 48.
”Teorias e tradições humanas tomaram o lugar da verdade cristã.” – LES892, p. 36.
“A Igreja de Pérgamo tolerou a deturpação da doutrina e o afrouxamento das normas cristãs.” – LES892, p. 43.
“Pérgamo tornou-se … um elo entre a antiga Babilônia e Roma.” – O Apocalipse Revelado, p. 34.
Espada de dois fios – “A ‘espada do Espírito’ torna-se a espada da punição para os que rejeitam o amor de Cristo, deturpam a verdade e se opõem a Seu povo.” – LES892, p. 35.
“…a espada do Espírito, … a palavra de Deus.” – Efésios 6:17.
Ver também comentário sobre Apoc. 1:16.
2:13 Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Onde está o trono de Satanás – “Visto que o período representado por Pérgamo foi o do desenvolvimento do papado (313 a 538 A.D.), parece ser evidente que ‘o trono de Satanás’ é uma referência ao centro de adoração papal: Roma.” – LES892, p. 35 e 36.
Reténs o Meu nome…fé – “É interessante notar que mesmo numa igreja com tantos problemas como os que caracterizaram o período de Pérgamo, o Senhor encontrou muita coisa a ser elogiada.” – LES892, p. 37.
2:14 entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem.
Doutrina de Balaão – “A analogia com Balaão denota que havia em Pérgamo alguns cujo objetivo era dividir e arruinar a igreja incentivando práticas que eram proibidas aos cristãos. … Balaão influenciou Israel a ‘comerem coisas sacrificadas a ídolos e praticarem a prostituição’ (ver Num. 25:1 e 2; 31:16). Esses dois pecados conduziram à mistura do paganismo com a religião verdadeira. Ao ser aplicada à história da Igreja Cristã, essa representação é especialmente apropriada à situação da Igreja no período que se seguiu à legalização do cristianismo por Constantino em 313 A.D. e à sua conversão nominal dez anos mais tarde. Esse imperador adotou um plano de ação que consistia em misturar o paganismo com o cristianismo em tantos pontos quantos fosse possível, na premeditada tentativa de unir os diversos elementos dentro do império e fortalecê-lo desta maneira. A posição favorável, e até dominante, que ele concedeu à Igreja, tornou-a vítima das tentações que sempre acompanham a prosperidade e a popularidade. Sob o reinado de Constantino e seus sucessores, … a Igreja tornou-se rapidamente uma instituição político-eclesiástica e perdeu grande parte de sua espiritualidade anterior.” – SDABC, vol. 7, p. 749, citado em LES892, p. 37.
2:15 Assim tens também alguns que de igual modo seguem a doutrina dos nicolaítas.
Doutrina dos Nicolaítas – “Agora é amplamente ensinada a doutrina de que o evangelho de Cristo invalidou a lei de Deus; de que ‘crendo’ somos desobrigados da necessidade de ser praticantes da Palavra. Esta é, porém, a doutrina dos nicolaítas, que Cristo condenou tão severamente.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol.7, p. 957, citado em LES892, P. 33.
Ver também comentário sobre verso 6.
2:16 Arrepende-te, pois; ou se não, virei a ti em breve, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
Arrepende-te – “Até as promessas de castigo do Apocalipse, que alguns poderiam considerar negativas, revelam o amor de Deus que nos quer conduzir ao arrependimento. (Ex.: Apocalipse 2:5, 16; 3:3). As repreensões e castigos prometidos por Deus têm como objetivo corrigir e curar; porque Ele nos ama (Apocalipse 3:18 e 19) e sabe que sem arrependimento não pode haver perdão. …
“A bondosa paciência de Deus tem limite. Se não há conversão terá que haver punição. (Ex.: Apocalipse 2:21-23; 3:3). Apocalipse 9:20, 21 fala de pessoas que nem mesmo sob as pragas descritas na sexta trombeta se arrependeram. Apocalipse 11:18 diz que Deus finalmente destruirá ‘os que destroem a Terra’. O pior será a segunda morte (Apocalipse 21:8; 22:15).” – SRA/EP, p. 51.
A Espada – “A Espada do Espírito é a Palavra de Deus.” – LES892, p. 35.
Ver também comentários sobre Apoc. 1:16 e 2:12.
2:17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.
Maná escondido: “Representa a vida espiritual em Cristo agora e a vida eterna pela fé em Jesus. (Ver SDABC, vol. 7, pág. 750).” – LES892, p. 37.
Ver também S. João 6:32-35
Pedra branca: téssera – “objetos que serviam de senha, entre os primitivos cristãos.” – Dicionário Aurélio. N.C.: Nome novo: A ser dado por Deus na Nova Terra, indicando nova personalidade/novo nascimento/nova pátria- Ver Isaías 62:2.
2:18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:
Tiatira: “Era uma cidade da Lídia, ao lado da estrada entre Pérgamo e Sardes e à beira do rio Lico, afluente do Hermus. … transformou-se num importante centro comercial e industrial” – SDA Bible Dictionary, p. 1.094, citado em LES892, p. 39.
“A igreja de Tiatira é um símbolo adequado da Igreja Cristã durante toda a Idade Média (538 A.D. a 1517 A.D.). Em diversos países muitos cristãos mantiveram sua união com Cristo e a lealdade á singela fé de Seus apóstolos. Por exemplo, cristãos primitivos na Inglaterra, Escócia e Irlanda permaneceram fiéis à religião da Bíblia. Os valdenses e os seguidores de Wycliffe e Huss estavam mais perto do cristianismo apostólico do que a maioria de seus contemporâneos.” – LES892, p. 37.
“Em terras que ficavam além da jurisdição de Roma, existiram por muitos séculos corporações de cristãos que permaneceram quase inteiramente livres da corrupção papal. Estavam rodeados de pagãos e, no transcorrer dos séculos, foram afetados por seus erros; mas continuaram a considerar a Escritura Sagrada como a única regra de fé, aceitando muitas de suas verdades. Estes cristãos acreditavam na perpetuidade da Lei de Deus e observavam o sábado do quarto mandamento. Igrejas que se mantinham nesta fé e prática, existiram na África Central e entre os armênios, na Ásia.” – O Grande Conflito, p. 61.
“Tiatira significa ‘sacrifício de contrição’ e adequadamente representa o período da história da Igreja em que a fé simples foi mudada por meio da apostasia, ou sacrificada, sendo substituída por obras e penitências. A salvação não pode ser comprada ou merecida por nenhum meio; ela é dom de Deus. Vem a nós pela graça, e pela graça somente. Mas no quarto período da história da Igreja os homens se desviaram da simplicidade do evangelho de Cristo e em seu lugar construíram um elaborado ritual e um sacerdócio de feitura humana.” – O Apocalipse Revelado, p. 39.
“O período de Tiatira constituiu o ponto mais baixo. Durante a Idade Média predominaram as trevas espirituais e os erros doutrinários.” – LES892, p. 43.
2:19 Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.
2:20 Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos;
Toleras Jezabel – “Jezabel, filha de um rei sidônio, adoradora de Baal, a qual introduziu a idolatria e corrupção religiosa em Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção religiosa aberta. A igreja se paganizara.” – SRA/EP, p. 36.
“Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37).
Que organização possuía as características de Jezabel durante a Idade Média? O papado medieval praticou a idolatria. A veneração do papa, de imagens e relíquias, do domingo em lugar do verdadeiro sábado, de sacerdotes terrestres como mediadores em lugar de Cristo, e dos elementos na missa – tudo isso constituía idolatria. A imoralidade espiritual provinha da aceitação de ensinos e práticas procedentes de religiões pagãs. O povo de Deus foi a vítima da Inquisição. Os valdenses, Wycliffe e os lolardos, Huss e seus seguidores, e os protestantes no século dezesseis, foram vítimas da perseguição papal.” – LES892, p. 38.
“No ano de 538 entrou em vigor o edito de Justiniano, que permitia condenar, até com pena de morte, os que não respeitassem os ensinos do bispo de Roma. Como aconteceu com Constantino, a religião pagã se tornou a religião oficial do império. Muitas doutrinas pagãs entraram na igreja nessa época, e os cristãos, influenciados por essas doutrinas, perseguiram aquela pequena minoria que se mantinha fiel às Escrituras.” – SRA/EP, p. 36.
2:21 e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.
2:22 Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela;
2:23 e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras.
2:24 Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei;
2:25 mas o que tendes, retende-o até que eu venha.
2:26 Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações,
2:27 e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai;
2:28 também lhe darei a estrela da manhã.
A Estrela da Manhã – “Refere-se a Cristo (Apoc. 22:16; comparar com II S. Ped. 1:19), mas às vezes também é aplicada a Wycliffe, ‘a estrela da manhã da Reforma’ (Ver o Grande Conflito, pg. 78).” – LES892, p. 39.
2:29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-1/
O livro do Apocalipse, como o primeiro versículo indica, é uma revelação recebida de Cristo e sobre Cristo, vinda de Deus Pai (cf. João 8:28; 17:8). Aqui, como em todo o livro, recebemos vislumbres do Pai e do Espírito Santo (Ap. 1:4), mas é o próprio Jesus Cristo quem toma o lugar central. Jesus é tão maravilhoso que João mal pode se conter. As imagens fluem de sua pena, uma após a outra.
A visão de João acerca de Cristo nesse capítulo é uma das mais marcantes em toda a Bíblia. Jesus está vestido como nosso Sumo Sacerdote, caminhando entre sete candeeiros – as sete igrejas da Ásia Menor (v. 20), que por sua vez representam a Sua Igreja em todos os lugares e em toda a história cristã (v. 19).
A mensagem é clara. Jesus não Se esqueceu de nós. Ele nos gravou nas palmas das Suas mãos (Is 49:16). Ele não Se esqueceu de Sua Igreja. Seus líderes estão em Sua mão – ministros cristãos que são aqui referidos como “anjos” ou mensageiros e representados pelas sete estrelas (ver Obreiros Evangélicos, 13). Cristo é a Cabeça da Igreja. E, como o livro de Apocalipse deixa bem claro, Ele nos guiará até o fim. Pelo fato dEle ter vencido, pela Sua graça venceremos também e reinaremos com Ele na Terra renovada (Ap 22:5).
Clinton Wahlen, PhD
Diretor Associado do Instituto de Pesquisa Bíblica
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1414
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/28
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados21-09-2018.mp3
Áudio online [voz: Valesca Conty]:
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Como adventistas, cremos fortemente que os eventos mais decisivos desse livro devem se cumprir ainda em nossa geração.
Nós veremos a libertação!
Então é pra nós deste tempo, principalmente, que o Apocalipse foi escrito.
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APOCALIPSE 1 – O esboço do primeiro capítulo atiça nosso interesse:
1. Título e objetivo do livro (vs. 1-3):
· Há bênçãos para quem estuda Apocalipse.
2. Missiva introdutória (vs. 4-8):
· Após saudação, há uma tríplice expressão de louvor.
3. Vocação profética de João (vs. 9-20):
· Contém uma doxologia, uma profecia e uma autoproclamação da parte de Deus antes do apóstolo apresentar sua situação, o que ouviu e viu; depois recebe sua missão.
O Espírito Santo prepara-nos para a mensagem de João no Apocalipse. Observe o que escreveu Isaac Newton:
“Parece que há uma alusão ao Apocalipse na Epístola de Pedro e na aos Hebreus: Consequentemente, devem ter sido escritas antes desta. Tais alusões em Hebreus parecem-me o discurso referente ao Sumo-Sacerdote no Tabernáculo Celeste, o qual é simultaneamente Sacerdote e Rei, como era Melquisedeque; e as que se referem à Palavra de Deus como sendo afiada espada de dois gumes; o repouso milenar; a terra cujo fim é ser queimada, supostamente pelo lago de fogo; o julgamento e a viva indignação que devorará os adversários; a cidade celeste que tem alicerces cujo Construtor e Autor é Deus; a nuvem de testemunha; o monte Sião; a Jerusalém celeste; a grande assembleia; os espíritos dos justos que se tornaram perfeitos, etc.; a ressurreição; o abalo dos Céus e da Terra e sua mudança, para que um novo Céu, nova Terra e novo Reino que não pode ser abalado, possa ser estabelecido”.
“Já na primeira Epístola de Pedro, ocorre isto: ‘a revelação de Jesus Cristo’, expressão repetida duas ou três vezes (1Pd 1:7, 13; 4:13; 5:1); o sangue de Cristo como o ‘do Cordeiro que foi imolado, desde o princípio do mundo’ (Apoc. 13:8); a construção ‘espiritual’ no céu (Apoc. 21); e ‘uma herança incorruptível, e que não pode contaminar-se, nem murchar, reservada nos céus para nós, a quem o poder de Deus guarda, pela fé, para a salvação, que está preparada para se manifestar no último tempo (1Pd 1:4-5); o sacerdócio real (Apoc. 1:6; 5:10); o santo sacerdócio (Apoc. 20:6); o começo do julgamento na Casa de Deus (Apoc. 20:4, 12); e a igreja da Babilônia (Apoc. 17)”.
Não apenas estas cartas preparam-nos para o Apocalipse, mas toda a Bíblia o faz. Estudemo-lo avidamente para reavivarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí.
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“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (v.3).
Já no início, nos é mostrado o objetivo principal de Apocalipse: revelar Jesus Cristo. Não há suspense ou verdades encobertas, mas uma mensagem especialmente importante para o tempo do fim. Uma hierarquia é estabelecida: Deus deu a revelação a Jesus, Jesus a enviou “por intermédio do Seu anjo”, para notificar “ao Seu servo João” (v.1), que foi uma notável testemunha de Jesus Cristo, “quanto a tudo o que viu” (v.2). Então, uma promessa é estabelecida para com todos os “que leem e… que ouvem as palavras da profecia e guardam” o que nela está escrito (v.3). Apesar de se dirigir diretamente às sete igrejas da Ásia, veremos que estas sete igrejas representam sete fases na história do mundo até o retorno de Cristo.
Esta introdução nos revela detalhes muito importantes no plano da salvação. A Trindade Se apresenta já nos primeiros versículos: Pai, Filho (v.1) e Espírito Santo (v.4). Os “sete Espíritos” são uma referência à terceira pessoa da Trindade e podemos melhor compreender esta expressão quando lemos o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Repousará sobre Ele [Cristo] o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11:2). Antes mesmo da fundação do mundo, o Deus Trino já havia estabelecido o resgate dos Seus filhos, resgate este que foi prometido aos nossos primeiros pais: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). Já no Éden, Satanás teve decretada a sua derrota. Cristo viria e pagaria o preço dos nossos pecados, de uma vez por todas.
Estamos a poucos passos da gloriosa promessa do grande EU SOU: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7). Desde então, como sacerdotes de Cristo (v.6), aguardamos a fiel promessa, assim como João a almejava. Imagino a saudade que João tinha de seu Mestre e com que profunda afeição recordava do tempo em que recostava a cabeça em Seu peito. Na ilha de Patmos, o solitário prisioneiro buscava em Cristo conforto, “no dia do Senhor” (v.10). Seus grilhões não o impediam de O adorar. Estando ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9), foi surpreendido com “uma grande voz, como de trombeta” (v.10), ordenando que Ele escrevesse em livro tudo o que lhe seria mostrado e declarado.
Qual não foi a surpresa do fiel apóstolo, ali estava Jesus, não mais como o Homem de Nazaré, mas com o sublime aspecto de Sua glória celeste. A descrição verbal de João acerca de Jesus nos dá um vislumbre do que ele contemplou, uma cena tão acima de toda comparação que o fez cair “a Seus pés como morto” (v.17). A primeira mensagem que João recebeu não foi de um anjo, mas do próprio Cristo. O toque dAquele que um dia lavara seus empoeirados pés, é então sentido e a mesma voz que tanto ouvira e que abrandara o seu rude coração, foi outra vez ouvida. Despertado de seu desmaio e fortalecido pela destra de Deus, compreendeu que estava sob sua responsabilidade escrever o livro que revelaria à humanidade o perfeito cumprimento do plano da redenção.
Ao contrário do que muitos acreditam, Apocalipse não é um livro obscuro, e sim a “revelação de Jesus Cristo” (v.1), a carta de amor de Deus para todos os que creem em Cristo e amam a Sua vinda. Veremos que a própria Bíblia nos fornece o significado dos símbolos proféticos, a começar pelos “sete candeeiros de ouro” (v.12) e pelas “sete estrelas” (v.16), que significam, respectivamente, as sete igrejas da Ásia e “os anjos das sete igrejas” (v.20). Portanto, já no início, Jesus deixa bem claro que é uma mensagem que Ele mesmo deseja que a compreendamos. Esta primeira visão já nos remete à figura do santuário, mas não mais o santuário feito por mãos humanas, mas “do santuário e verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2).
Jesus nos convida, a partir de hoje, para entrarmos com Ele no Santuário Celeste e contemplarmos, pela fé, as cenas que nos mostram o perfeito cumprimento das promessas divinas. Você está disposto a aceitar este convite? Então, em espírito de oração, busquemos do alto sabedoria e coração puro para ler, ouvir e guardar tudo o que o Senhor nos deixou revelado.
Bom dia, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP
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1 Revelação. Do gr. apokaluvsis, “descerramento”. “Revelação de Jesus Cristo” pode ser considerado o título que João deu ao livro. Este título nega categoricamente a ideia de que o Apocalipse é um livro selado, que não pode ser compreendido. Ele apresenta uma mensagem que Deus teve e tem o propósito de ajudar Seus servos na Terra a ouvir e guardar. Eles só podem fazer isso se a compreendem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 803.
3 Aqueles que ouvem. Isto é, os membros de cada igreja. A NVI traz a expressão anterior no singular, “aquele que lê”, denotando que, em cada igreja, havia apenas um leitor, e muitos que ouviriam a leitura. A bênção que acompanhava a leitura do Apocalipse nas “sete igrejas” da província romana da Asia alcança todos os cristãos que lêem o livro com o desejo de adquirir uma compreensão mais perfeita das verdades por ele comunicadas. CBASD, vol. 7, p. 806.
4 Sete Espíritos. Em outras passagens do livro, os sete Espíritos são retratados como sete lâmpadas de fogo (Ap 4:5) e como os sete olhos do Cordeiro (Ap 5:6). A associação dos “sete Espíritos” com o Pai e com Cristo, como equivalentes doadores da graça e da paz, sugere que eles representam o Espírito Santo. É provável que “sete” seja uma expressão simbólica de Sua perfeição e também pode subentender a variedade de dons por meio dos quais ele trabalha nos seres humanos (ver ICo 12:4-11; cf. Ap 3:1). CBASD, vol. 7, p. 807.
10 Dia do Senhor. O dia do Senhor não pode ter sido um domingo, pois o primeiro dia da semana nunca foi observado como um sábado até vários séculos depois da ascensão de Cristo. Escritores bíblicos referem-se ao domingo como “o primeiro dia da semana”. Para os pagãos, era o dia do sol. Qual era o dia do Senhor? 1. O dia em que o Senhor chama de “Meu Santo dia” (Is 58:13). 2. Jesus é o “Senhor do Sábado” (Mc 2:28). Apocalipse Verso por Verso, Henry Feyerabend, p. 14.
11 Sete igrejas. A ordem em que as igrejas são citadas, tanto aqui quanto em Apocalipse 2 e 3, representa a sequência geográfica pela qual passaria um mensageiro levando uma carta de Patmos a essas cidades da província da Ásia. CBASD, vol. 7, p. 813.
13 Filho de homem. Do gr. hrdos anthrôpou. O texto grego desta passagem não tem artigo definido. Trata-se de uma tradução exata do aramaico kebar enash e parece ter o mesmo significado que tem em Daniel. Logo, aquilo que se comentou sobre kebar enash (Dn 7:13) também se aplica a huios anthrôpou. Está claro que Aquele a quem o título se refere é Cristo (Ap 1:11, 18). A expressão “o Filho do homem”, com artigo definido, é usada para Cristo mais de oitenta vezes no NT, ao passo que “Filho de homem”, sem o artigo definido, só se refere a Ele em dois outros casos no grego do NT (Ap 14:14 e Jo 5:27). CBASD, vol. 7, p. 816.
16 Sete estrelas. Este símbolo representa os “anjos”, ou mensageiros, enviados às sete igrejas (v. 20). CBASD, vol. 7, p. 817.
17 Não temas. Após a perda da força física, o profeta recebia força sobrenatural, normalmente por meio do toque de uma mão (Ez 2:1, 2; Dn 8:18; Is 6:6, 7). Muitas vezes, o visitante celestial deu a ordem “Não temas!”, a fim de dissipar os temores que naturalmente transbordam no coração humano quando confrontado com um ser celestial. CBASD, vol. 7, p. 818.
20 Mistério. Aqui o termo “mistério” é usado para se referir às sete “estrelas”, símbolo que ainda não fora explicado. O símbolo é chamado de “mistério” porque a interpretação estava prestes a se tornar conhecida. Logo, no Apocalipse, “mistério” é um símbolo prestes a ser explicado para aqueles que consentem em guardar as coisas reveladas no livro (Ap 17:7, 9), ou algo que Deus deseja lhes tornar conhecido. Os símbolos do Apocalipse também são chamados de “sinal” (Ap 12:1; 15:1). CBASD, vol. 7, p. 819.
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“No dia do Senhor, achei-me no Espírito e ouvi por detrás de mim uma voz forte, como de trombeta,” (Apoc 1:10 NVI).
Dia do Senhor. Enquanto cristãos de séculos posteriores venham a associar o “Dia do Senhor” como domingo, na Bíblia o Dia do Senhor é associado com o sábado do sétimo dia. Ver também Is. 58:13-14; Mc 2:27-28. Andrews Study Bible.
Do gr. kuriake hemera. … Embora se trate de uma expressão única nas Escrituras, kuriake hemera tem um longo histórico no grego pós-bíblico. Assim como sua forma abreviada, kuriake, trata-se de um termo familiar usado pelos pais da igreja para se referir ao primeiro dia da semana e, em grego moderno, kuriake é a palavra costumeira para domingo. Seu equivalente em latim, dominica dies, é uma designação comum para o mesmo dia e permaneceu em várias línguas modernas, como o português domingo e o francês dimanche. Por esse motivo, muitos eruditos defendem a opinião de que kuriake hemera, nesta passagem, também se refere ao domingo, e que João, além de receber a visão nesse dia, também reconheceu que era o “dia do Senhor”, supostamente porque Cristo ressurgiu dos mortos no domingo. Há tanto razões negativas quanto positivas para se rejeitar essa interpretação. A primeira delas é o reconhecido princípio do método histórico de que uma alusão só deve ser interpretada pelo uso de evidências anteriores ou contemporâneas a ela, e nunca provenientes de dados históricos de um período posterior. Esse princípio é essencial para a solução do problema do significado da expressão “dia do Senhor” nesta passagem. Embora ela ocorra com frequência nos escritos dos pais da igreja, com o sentido de domingo, a primeira evidência conclusiva esse tipo de uso só ocorre na segunda metade do 2º século, no apócrifo Evangelho Segundo Pedro (9, 12; ANF, vol. 9, p. 8), no qual o dia da ressurreição de Cristo é chamado de “dia do Senhor”. Uma vez que esse documento foi elaborado no mínimo 75 anos depois de João escrever o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que “dia do Senhor”, na época de João, se referisse ao domingo. É possível citar diversos exemplos da rapidez com que as palavras mudam de significado. Por isso, o sentido de “dia do Senhor”, neste versículo, é mais bem determinado por referências às Escrituras, e não à literatura posterior. No lado positivo da questão está o fato de que as Escrituras nunca fazem qualquer conexão religiosa entre o domingo e o Senhor, ao passo que afirma repetidas vezes que o sétimo dia, o sábado, é o dia do Senhor.Declara-se que Deus abençoou e santificou o sétimo dia (ver Gn 2:3), que ele é um memorial do ato divino da criação (ver Êx 20:11); Deus o chamou especificamente de “Meu santo dia” (ver Is 58:13). Jesus Se denominou “Senhor também do sábado” (ver Mc 2:23), no sentido de que, por ser Senhor dos homens, também era Senhor daquilo que fora feito para os homens, a saber, o sábado. Logo, quando a expressão “dia do Senhor” é interpretada de acordo com evidências anteriores e contemporâneas à época de João, tudo indica que o único dia ao qual ela pode se referir é ao sétimo, o sábado (verT6, 128: AA, 581). … Parece mais provável que João tenha escolhido a expressão kuriake hemera para se referir ao sábado, numa forma sutil de proclamar que, assim como o imperador tinha dias especiais dedicados a sua honra, seu Senhor, pelo qual ele então sofria, também contava com um dia (sobre a origem da observância do domingo e sua designação como o “dia do Senhor”, ver com. de Dn 7:25; ver AA, 581. 582). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 810 – 812.
Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia. Atos dos Apóstolos, p. 581.
O primeiro dia da semana só foi chamado “dia do Senhor” bem mais tarde. […] “‘Embora esta expressão [dia do Senhor] ocorra conclusivamente nos escritos dos ‘Pais da Igreja” com o significado de domingo, a primeira evidência conclusiva desse uso só aparece na última parte do segundo século, na obra apócrifa Evangelho Segundo Pedro (9, 12 …), onde o dia da ressurreição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Visto que este documento foi escrito pelo menos três quartos de século depois que João escreveu o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que a expressão “dia do Senhor”, no tempo do apóstolo João, se aplica ao domingo. SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 735. (Como citado em LES892 – Lições da Escola Sabatina, 2º trimestre de 1989, p. 20).
Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. … Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321. … Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia. SRA/EP – Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65.
Estudo adicional sobre O Dia do repouso no Novo Testamento (Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65):
Há alguns anos ouvi que um conferencista religioso oferecia cinco mil dólares a quem pudesse mostrar-lhe um só versículo que dissesse: “Santifica o domingo em lugar do sábado.” Ninguém conseguiu apresentar esse versículo.
Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. Ocorre-lhes então a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma ordenança bíblica ou é somente uma tradição?
Uma das grandes profecias do Apocalipse [Apoc. 13] trata da observância do domingo, mas não estabelece sua santidade; ao contrário, reafirma a observância do sábado. …
Existem, no entanto, oito versículos do Novo Testamento em que se menciona o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. …
ANÁLISE DOS OITO VERSÍCULOS
1. Analisemos todos os versículos do Novo Testamento em que se menciona o primeiro dia da semana…
* São Mateus 28:1; São Marcos 16:1,2 – No dia de repouso não se fazem compras, e ali se diz “compraram aromas… ” Além disso, se diz que o domingo é o dia seguinte ao dia de repouso.
* São Marcos 16:9; * São Lucas 24:1 – São Lucas disse que investigou diligentemente todas as coisas para que conhecêssemos bem as verdades (São Lucas 1:1-4; Atos 1:1-3). Mas não disse que o domingo era santo; pelo contrário. Em São Lucas 23:54-56 se diz que o dia de repouso no Novo testamento era o sábado (e isto foi escrito cerca do ano 63 AD, 32 anos depois da ascensão de Jesus).
* São João 20:1; São João 20:19, 26 – O objetivo pelo qual estavam juntos não era religioso. Diz ali que estavam trancados por medo dos judeus. Não estavam comemorando a ressurreição, pois não criam que Jesus havia ressuscitado (ver as duas passagens paralelas, São Marcos 16:11-14 e São Lucas 24:36-43). Para comemorar a ressurreição, Jesus estabeleceu o batismo por imersão (Romanos 6:3-6).
* Atos 20:7 – Razão da reunião: “Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato.”
* I Coríntios 16:2 – Não fala de reuniões religiosas, mas de algo para fazer em casa. Dá a impressão de estar dizendo que, ao fazer o plano de gastos da semana, separem uma quantia e a guardem para quando São Paulo chegar à cidade. A coleta da qual vem falando desde o verso 1 se refere a uma ajuda aos irmãos da Judeia devido à grande fome mencionada em Atos 11:28-30. …
Não é o ato de reunir-se que torna santo um dia. Eles se reuniam diariamente (Atos 5:42). O que torna santo um dia é a santificação de Deus, e a Bíblia revela que o Senhor santificou o sábado na Criação (Gênesis 2:1-3) e ao dar os Dez Mandamentos declarou que o sábado é um dia de repouso porque Deus o tornou santo, santificou-o.
Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321.
2. Podiam os cristãos mudar a observância do sábado para o domingo? São Mateus 5:17, 18.
R: Jesus disse: “…Nem um jota ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra.” …
3. Aprova Deus que se deixe de guardar um de Seus mandamentos a fim de substituí-lo por uma tradição? ver São Mateus 15:3; São Marcos 7:6,7.
R: “…E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”
4. Segundo o Apocalipse, qual é a característica dos verdadeiros cristãos? Ver Apocalipse 14:12.
R: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.”
O DIA DE REPOUSO NO NOVO TESTAMENTO
5. De que dia fala São João no Apocalipse? Ver Apocalipse 1:10.
R: O dia do Senhor. Nota: Os pagãos contemporâneos de São João tinham o “dia do senhor deus o Sol” (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.
6. De acordo com Jesus, qual é o dia do Senhor no Novo testamento? Ver São Marcos 2:28.
R: “…O Filho do homem [Jesus] é Senhor também do sábado.”
7. Qual é o dia de repouso do Novo Testamento? Ver São Mateus 28:1; São Lucas 23:56.
R: É o dia anterior ao primeiro dia da semana. Portanto, é o sábado. “..E no sábado descansaram, segundo o mandamento.”
8. Na cidade de Corinto, São Paulo trabalhou durante um ano e meio fazendo tendas (Atos 18:1-3, 11). O fato de que se dedicasse a uma atividade não religiosa durante este tempo prolongado, nos ajuda a descobrir em que dia repousava. Que dia reservava São Paulo para as atividades religiosas? Ver Atos 18:3, 4.
R: “…E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus, como gregos.”
Nota: Durante um ano e meio São Paulo trabalhou fazendo tendas, porém estes 78 sábados dedicou-os à religião. O fato de que aos sábados pregava aos gregos demonstra que não o fazia para contentar aos judeus, mas sim porque este era o dia de repouso, o dia do Senhor dedicado à religião. Todo o livro de Atos testifica que São Paulo guardava o sábado. Por exemplo: Atos 13:42, 44; 16:13. Seu costume era dedicar o sábado à religião (Exemplo: Atos 17:2).
9. Até quando continuará sendo guardado o sábado? Ver Isaías 66:22, 23.
R: Falando dos novos Céus e da Nova Terra, diz o verso: “…E será que de uma Lua nova à outra, e de um sábado até outro virá toda carne a adorar perante Mim, diz o Senhor.”
Nota: Assim como para o homem não houve um só sábado que não devesse ser guardado (pois foi estabelecido como dia de repouso no primeiro sábado da Terra, Gênesis 2:1-3), jamais haverá um só sábado que não seja para se guardar. Estes versículos de Isaías dizem que na Terra nova, a cada sábado, todos os remidos irão adorar a Deus. O sábado será tão eterno como a eternidade.
10 Qual deve ser a razão para se guardar o sábado? São João 14:15.
R: Disse Jesus: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos.” Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65 [Nota: formatação adaptada para melhor visualização].
“…Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações.” Êxodo 31:13.
“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” Êxodo 20:10.
“Se desviardes o teu pé do sábado e de fazer a tua vontade no Meu santo dia…” Isaías 58:13.
“Jesus é o Senhor do sábado.” S. Marcos 2:28.