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“São estas as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, nas suas nações; e destes foram disseminadas as nações na terra, depois do dilúvio” (v.32).
Após o dilúvio, e de Noé ter levantado um altar ao Senhor, “abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn.9:1). As genealogias possuem um papel fundamental nas Escrituras. Podem não ser a melhor leitura, mas nos mostram detalhes da história da humanidade que nos fazem melhor compreender alguns relatos da Bíblia. Vimos que Noé proferiu, por exemplo, uma maldição sobre Cam, uma profecia acerca de suas gerações. Um de seus descendentes, Ninrode, ganhou destaque em sua genealogia. O nome “Ninrode”, em hebraico, significa “revolta”, o que indica a sua rebelião contra Deus. “O princípio do seu reino foi Babel” (v.10), de onde originou-se Babilônia. Ninrode também edificou a cidade de Nínive, na Assíria. Da linhagem de Cam também nasceu a Canaã. Babilônios, assírios e cananeus foram declarados inimigos do povo de Deus.
Assim como a descendência de Caim trouxe trevas às gerações, da descendência de Ninrode, dá-se início a mais uma linhagem corrupta. A Bíblia diz que tudo ele fazia “diante do Senhor” (v.9) ou sob o olhar de Deus. As atitudes de Ninrode levaram muitos a andar por caminhos longe do Senhor. Isso nos faz chegar a uma conclusão muito óbvia: as atitudes de uma pessoa, quer sejam boas, quer sejam más, não geram resultados que afetam somente a ela mesma, mas sempre acabam atingindo terceiros, principalmente, aos da própria família.
Há no segundo mandamento do Decálogo uma maldição semelhante a de Noé sobre seu filho Cam, que referindo-se à proibição da adoração à imagens de escultura, diz que Deus visita “a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que [O] aborrecem” (Êx.20:5). Amados, precisamos entender que estas maldições não são castigos divinos, mas consequências naturais das escolhas humanas. Deus não disse que o pecado do pai recai sobre o filho. Isto é uma distorção da Palavra de Deus e do caráter de Deus, porque está escrito: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ez.18:20).
Quando Deus nos orienta a seguir por um caminho, andemos por ele. Quando Ele disser não, aceitemos e obedeçamos. Por que tudo o que vem de Deus é a melhor escolha a se fazer! Da geração de Sem, surgiria um homem que Deus chamaria de Seu amigo (Is.41:8). O Senhor chamou a Abraão e lhe disse: “Sê tu uma bênção!” (Gn.12:2). O verbo “ser” está diretamente relacionado com as nossas escolhas, com decisão pessoal. Deus chama, Ele não obriga! Jesus disse que nós somos o sal da terra (Mt.5:13). Ele também disse que somos a luz do mundo (Mt.5:14). E que nós somos Seus amigos se fazemos o que Ele nos manda (Jo.15:14). Que legado estamos deixando para as futuras gerações? Como nossas escolhas têm afetado aqueles que mais próximos estão de nós, nossa família? O Senhor diz a cada um de Seus amigos, hoje: “Sê tu uma bênção!” Que nossas escolhas estejam em conformidade com a vontade de Deus, preparando a última geração para ver o nosso Senhor e Salvador retornar em glória!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis10 #RPSP
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3 Asquenaz. Provavelmente os citas, mais tarde desprezados pelos gregos por serem considerados não civilizados (Cl 3.11 – “…no Qual não pode haver grego nem judeu,… bárbaro, cita, escravo, livre…”)… Conforme a reputação, uma classe escrava sem cultura proveniente das tribos ao redor do Mar Negro. Os citas eram satirizados na comédia grega por causa dos seus hábitos rudes e linguajar inculto. Josefo os chamou de “um pouco melhor que bestas feras” (Bíblia de Genebra).
4 Javã partiu em diração ao ocidente, para a Europa (Is 66.19) incluindo-se entre eles os jônios ou gregos. Quitim é Chipre e Dodanin
(NVI: Rodanim) é a ilha de Rodes (Bíblia Shedd).
ou Somália) e “Canaã” (Palestina) são filhos diretos de Canaã (Andrews Study Bible).
Ninrode, o filho de Cushe, está ligado à Mesopotâmia, e a ênfase de sua capacidade de caça “perante o Senhor” marca sua capacidade
superior mas não necessariamente a aprovação divina, apesar de que a frase é geralmente utilizada para indicar serviço perante o Senhor (Êx. 16:9; 27:21). A história de Esaú (Gên. 25:27) usar motivos similares e portanto liga Esaú a Ninrode (Andrews Study Bible).
Esta interrupção na genealogia [10.8-12, a história de Ninrode], é de fundamental importância para a história de Israel: explica a origem racial da Assíria e Babilônia, que mais tarde viriam a conquistar Israel (Bíblia de Genebra).
Valente. Este título pode ligá-lo aos tiranos em 6.4 (Bíblia de Genebra).
Ereque. Uma das cidades conhecidas mais antigas. Ereque (ou Uruque, Warka moderna) era uma importante cidade localizada no rio Eufrates. Habitantes desta região foram, posteriormente, deportados para Samaria pelos assírios (Ed 4.9-10). Acade. Embora fosse a cidade do famoso Sargão de Acade (c. 2350-2295 a.C.), nunca foi localizada) (Bíblia de Genebra).
Sinear (ou Sinar)Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). A região da Babilônia (Bíblia de Genebra).
Calá. Localizada na moderna Ninrude, onde os rios Tigres e Eufrates se encontram (Bíblia de Genebra).
13 Mizraim. Egito, o infame lugar da escravidão de Israel. Ludim. Os ludins viveram, provavelmente, perto do Egito. Leabim. Geralmente tido como uma variante de “Lubim”, os líbios. Naftuim. Provavelmente habitantes da região do delta do Nilo ou baixo Egito (Bíblia de Genebra).
Casluim. É possível que os casluítas se mudaram de Creta para o Egito e mais tarde formaram parte da onda de Povos do Mar que incluía os filisteus estabelecidos na costa da Palestinae que buscaram invadir o Egito na Idade do Ferro (cerca de 1200 B.C). Alguns dos filisteus estabelecidos na costa da Palestina são mencionados no tempo dos juízes (Andrews Study Bible).
Filisteus. Não é uma das setenta nações, mas é mencionada parenteticamente como outro inimigo amargo de Israel. Os filisteus, um dos povos do mar, vieram ao Egito através de Creta (Caftor, Am 9.7), antes de habitarem na Palestina. A conexão com o Egito aqui é aparentemente geográfica ao invés de genealógica. Caftorim. Habitantes de Creta (Bíblia de Genebra).
…a relação entre os heteus mencionados no Antigo Testamento (23.3-20; 26.34; 27.46; 1Sm 26.6; 2Sm 11.3) – cujos nomes parecem ser semíticos ao invés de heteus – e o grande império heteu da Ásia Menor é debatida (Bíblia de Genebra).
16 Jebuseus. Uma das nações cananéias desapossadas por Israel. Sua cidade era Jerusalém [originalmente, Jebus], que foi definitivamente conquistada por Davi (2Sm 5.6-9) (Bíblia de Genebra).
Amorreus. O Antigo Testamento usa este termo de forma vaga, às vezes se referindo aos habitantes pagãos da Palestina em geral (15.16; Js 10.5) e, às vezes, ao povo palestino das regiões montanhosas (Nm 13.29) (Bíblia de Genebra).
17 heveus. Os heveus viviam no Líbano e na Síria (Js 11.3; Jz 3.3) e também na área de Siquém e Gibeão (Gn 34.2; Js 9.1,7). arqueus. Habitantes de Arquate, identificada como a moderna Tell Arqah, localizada 19,5 km a noroeste de Trípoli. sineus. Habitantes de uma cidade fenícia costeira perto de Arqa (Bíblia de Genebra).
18 arvadeus. Este grupo vivia numa ilha, hoje chamada Ruad, 80 km ao norte de Biblos (Gebal). hamateus. Habitantes da cidade de Hamate (hoje Hama), localizada no rio Orontes (Nm 34.8; Js 13.5; 2Sm 8.9-10) (Bíblia de Genebra).
19 Limite dos cananeus. A área de Canaã, o povo amaldiçoado (9.25), estende-se do sudoeste da moderna Síria até Gaza (Nm 34). Gerar. Hoje, a cidade de Tell Abu Hureira, 17 km a sudeste de Gaza. Ver caps. 20-21;26. Sodoma…Zeboim. Ver caps. 13-14; 18-19 (Bíblia de Genebra).
de deixar à parte, por assim dizer, as demais nações, para tratar especialmente de Israel, o povo escolhido, Deus nos deslumbra com uma visão amorável, com relação aos povos da terra inteira. Trata-se de uma separação temporária visando à Grande Comissão (Mt 28.18-20) que, finalmente, reafirma o extremo interesse pela salvação do mundo todo (Bíblia Shedd).21 pai de todos. Ou ancestral de todos (cf 5.3-32). O termo hebraico para “pai” era usado para ancestrais mais remotos (28.13). Sem foi o tataravô de Héber (10.24; 11.10-14). e irmão mais velho de Jafé. Ou o irmão de Jafé, o velho. Por causa da dificuldade de tradução, é incerto saber se Sem ou Jafé é o mais velho. Cam era, provavelmente, o mais novo (9.24). Supondo que a presente tradução é correta, Moisés enfatiza aqui a posição de Sem como primogênito, apesar do fato de sua genealogia ser apresentada por último (Bíblia de Genebra).
22 Os filhos de Sem. A linhagem eleita de Sem é apresentada por último (9.26) e coincide parcialmente com a linhagem mais específica do eleito Héber (v. 21) em 11.10-26. Assur. Um ancestral dos assírios. Embora fossem um povo híbrido (cf v.11), os assírios eram predominantemente semíticos (Bíblia de Genebra).
Arfaxade e Héber são referidos especialmente pelo fato de que através deles proveio Abraão. Alguns estudiosos admitem que a palavra “Hebreu” deriva de Héber (Bíblia Shedd).
Lude. Cf. v. 13. Talvez os lídios da Ásia Menor (Is 66.19; Ez 27.10). Arã. Os patriarcas tinham relações próximas com os arameus (ver 25.20; 31.20) (Bíblia de Genebra).
24 Arfaxade gerou a Salá. A Septuaginta (Antigo Testamento em grego) acrescenta Cainã entre Arfaxade e Salá; este nome adicional encontra-se na linhagem de Jesus (Lc 3.36) (Bíblia de Genebra).
25 O nome Pelegue vem da raiz [hebraica] “divide”. O tipo de divisão [da terra] ocorrida durante o período de sua vida não é clara. Pode ser um ilustração da divisão da linguagem descrita em 11:1-9. Pode se referir também a um significativo evento na separação dos continentes ou terremotos alterando o formato da terra. “Terra” pode também se referir ao mundo (como em 1:1) ou país (11:2) (Andrews Study Bible).
Este nome, que provém do termo hebraico “separar” ou “dividir”, provavelmente profetizasse a dispersão das nações em Babel. Ver Sl 55.9, onde o mesmo termo hebraico é usado na expressão “confunde os seus conselhos” (Bíblia de Genebra).
29 Ofir. Uma região, talvez na Arábia, conhecida por seu ouro puro (1 Rs 9.28; Jó 22.24). Havilá. Também, provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).
30 desde Messa… para Sefar. Embora esses lugares não sejam identificados, os nomes dos filhos de Joctã indicam um lugar no sul da Arábia (Bíblia de Genebra).
Quadro das nações de Gênesis 10 – Bíblia de Genebra.
Publicado originalmente em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/07/21/
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-9/
Gênesis 9 apresenta a aliança que Deus fez com Noé e seus descendentes até o fim dos tempos. Note cuidadosamente que este pacto se refere ao que Deus iria fazer e não ao que Noé prometeu fazer. Trata-se da promessa imutável de Deus – não as débeis promessas do homem; tem tudo a ver com a palavra de Deus, não com a do homem. A aliança está baseada na graça e misericórdia de Deus, não do homem. O arco-íris é o sinal da aliança eterna de que Deus nunca iria destruir este mundo com um dilúvio novamente.
Mas há algo mais profundo aqui. Na Bíblia, o arco-íris está associado à sala do trono de Deus. (Ver Ez 1:28, Ap 4:3; 10:1). Ele representa a justiça e misericórdia de Deus, Sua graça e poder, Sua compaixão e força. É uma promessa de Sua proteção e libertação. O arco-íris é um reflexo do caráter de Deus e um sinal de Sua presença divina.
A próxima vez em que você ver um arco-íris lembre-se que Deus está assentado no trono do Universo e dirige não só o destino deste mundo, mas orienta sua vida também.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=260
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Isabela Brossi, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 9 – Por mais drásticas que sejam as intervenções disciplinares de Deus, os pecadores não aprendem a fazer o que é certo. Falhas no caráter continuam manchando nosso comportamento.
Após Noé e sua família saírem da arca no término do dilúvio e Deus graciosamente ter feito um pacto de fé (vs. 1-17), ele praticou atos vergonhosos, foi causa de zombaria a sua descendência, e ainda proferiu maldição a sua posteridade (vs. 18-29).
Após salvar e abençoar a família de uma forma miraculosa para ser grande bênção na nova fase da história mundial, pequenos atos errados, como embriaguez, zombaria e fofoca azedaram toda a família.
Se o plano de Deus é agir e operar na família humana, muito do incessante investimento de Satanás será contra a família. Consequentemente, não muito depois de experimentar uma grande e visível bênção divina, a família de Noé caiu em desonra e, sofreu maldição extensa.
Nem o dilúvio, revelando a tremenda indignação de Deus ao pecado nem a aliança divina visível no arco-íris com Noé, resolveu o problema dos pecadores.
“Embora o dilúvio houvesse eliminado aos homens pecadores, não pode erradicar a natureza pecaminosa, tal como se vê vividamente ilustrado na história da embriaguez de Noé (Gênesis 9:20-27). As Escrituras fielmente registram tanto as virtudes como os vícios de seus heróis; o escritor de Gênesis ressalta a integridade de Noé em uma época corrupta, mas também reconhece sua vulnerabilidade. É óbvio que nem a revelação divina nem o conhecimento espiritual são sempre uma garantia contra o pecado, uma vez que alguém dá oportunidade ao inimigo das almas” (Arthur J. Ferch).
Gênesis 9 é riquíssimo em lições, reflita em três que colhi do texto e tente extrair mais algumas:
1. Grandes homens de fé podem cair em grandes pecados vergonhosos; portanto, quem está em pé, cuide para não cair.
2. Bebidas alcoólicas podem até trazer algum tipo de alegria, mas depois a tragédia causada principalmente na família é uma excelente indicação de que deveria ser proibida – embora existam outros motivos (Provérbios 20:1; 23:19-21, 29-35; Isaías 5:11; Romanos 13:13; I Coríntios 6:10; Efésios 5:18).
3. Zombaria e fofoca atraem grandes maldições à família. Os canaanitas foram incrédulos, os semitas conquistaram as terras de Canaã e os jafitas espalharam pelo mundo.
Fiquemos alerta! – Heber Toth Armí.
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“Porei nas nuvens o Meu arco; será por sinal da aliança entre Mim e a terra” (v.13).
A bênção do Senhor sobre Noé e seus filhos foi acompanhada de uma aliança estabelecida sete vezes (v.9, 11, 12, 13, 15, 16 e 17), com eles e com toda a humanidade. O mundo seria novamente povoado com a descendência de Noé e nunca mais haveria outro “dilúvio para destruir a terra” (v.11). Um sinal foi estabelecido: um arco composto por sete cores. Era a perfeita obra de Deus aliada à perfeição de Suas promessas. A fidelidade de Noé e o sacrifício que ofereceu ao Senhor não ficaram sem a resposta de um Deus que ama recompensar aqueles que O amam.
A queda original, porém, continuaria revelando nas futuras gerações as faces da maldade. Percebam como a alimentação está diretamente relacionada com a nossa essência: No Éden, Deus estabeleceu o cardápio do homem e da mulher (Gn.1:29). Após a queda, Ele acrescentou no regime do homem, os alimentos reguladores (Gn.3:18), que antes só serviam para os animais (Gn.1:30). Então, após o dilúvio, Deus permitiu que o homem fizesse uso das carnes. E aqui não confundamos a expressão “tudo o que se move e vive” (v.3), porque senão entraria aqui até o canibalismo. Já na entrada dos animais na arca, o Senhor fez a distinção entre os animais limpos e os imundos (Gn.7:2), o que Ele mesmo confirmou ao estabelecer as leis de saúde em Levítico 11. Deus também estabeleceu um regime alimentar para o Seu povo nos últimos dias (Aconselho a leitura do livro “A Ciência do Bom Viver”, da Casa Publicadora Brasileira).
Mesmo Noé, um homem considerado pelo próprio Deus como um homem justo, era passível de errar. E num momento em que permitiu ser levado pelo ímpeto de sua natureza carnal, “embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda” (v.21). Contudo, sua atitude não foi pior do que a de seu filho Cam, que ao aproximar-se da tenda de seu pai, ao invés de perceber o constrangimento e prestar auxílio, ficou contemplando a triste cena e saiu para delatá-lo aos seus irmãos. Cam revelou o seu vil caráter e o quanto isto afetaria a sua descendência. Noé não lançou uma praga sobre ele e seus filhos, mas profetizou o que havia de ser uma consequência entre os descendentes de Cam, os povos de Canaã. Sem e Jafé, pelo contrário, revelaram nobreza de caráter diante de Deus e profundo respeito por seu progenitor. Consequentemente, as bênçãos do Senhor os acompanhariam e, da linhagem de Sem, surgiria o povo escolhido, Israel, do qual viria o Salvador.
Amados, nossa lida nesta terra é repleta de altos e baixos. Noé também foi um homem sujeito aos mesmos sentimentos que você e eu. A diferença entre a sua atitude e a de Cam, é que o patriarca estava fora de si pelos efeitos do álcool na mente, mas o seu filho estava em perfeito juízo e, ainda sim, escolheu o mal. Ambos pecaram. Ambos eram passíveis de morte. Mas diante de um Deus que sonda os corações, nosso verdadeiro caráter é revelado. Perante o Senhor, aquele que comete um deslize e se arrepende é justificado. Mas aquele que tem prazer em contemplar o deslize do próximo e compartilhar a desgraça alheia, lança maldição sobre si mesmo. Que busquemos com profundo interesse e súplicas, a inscrição do caráter de Cristo em nós. Que não sejamos como Cam, tendo prazer em contemplar e espalhar os erros de outros, mas, como Sem e Jafé, tenhamos sincero interesse de cobrir a vergonha de nossos irmãos com a capa da discrição, cuidando deles até que despertem e percebam onde caíram, se arrependam e voltem “à prática das primeiras obras” (Ap.2:5).
Bom dia, aqueles que zelam por sua família na fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis9 #RPSP
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1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos. Noé e sua família receberam uma bênção que era semelhante à que foi pronunciada sobre Adão e Eva após a criação (1.28). … Uma parte da bênção anterior, porém, não foi incluída nessa nova bênção: a ordem “sujeitai-a”, referindo-se à Terra. Essa omissão sem dúvida implica que, por causa do pecado, o domínio do mundo atribuído ao homem na criação tinha sido perdido. O pecado havia sido perturbado o relacionamento original entre seres humanos e animais, e estes foram liberados da sujeição ao homem, até certo ponto pelo menos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 252.
2 medo de vós. A referência ao “medo” sublinha as mudanças com relação à situação antes da queda, quando o homem era vegetariano. Agora o domínio humano sobre a criação inclui a exploração do reino animal para alimentação. Bíblia de Genebra.
O medo que todos os animais terrestres, alados e aquáticos deviam ter não excluiria sua rebelião ocasional contra o domínio humano. Por vezes, eles iriam se levantar e destruir o homem. Na verdade, Deus ocasionalmente os usou para executar a justiça divina (ver Êx 8:6, 17, 24; 2Rs 2:24). CBASD, vol. 1, p. 252.
3 ser-vos-á para alimento. Isso não significa que as pessoas tenham começado a comer carne pela primeira vez nessa ocasião, mas que pela primeira vez Deus as autorizou, ou melhor, permitiu fazer o que o dilúvio tornou uma necessidade. … Com a destruição temporária de toda a vida vegetal durante o dilúvio e a exaustão dos suprimentos alimentícios colocados na arca, surgiu uma emergência que levou Deus a permitir a ingestão de alimentos cárneos. Além disso, a alimentação carnívora encurtaria a vida pecaminosa dos homens (CRA, 373). CBASD, vol. 1, p. 253.
O fato de não ser apresentada aqui a distinção entre animais limpos e imundos, no que diz respeito à alimentação, não significa que Noé a desconhecesse. Que Noé estava familiarizado com essa distinção fica claro pela ordem prévia de levar na arca mais animais limpos do que imundos (Gn 7:2) e por ele oferecer apenas animais limpos em holocausto (8:20). CBASD, vol. 1, p. 253.
4 não comam carne com sangue, que é vida [NVI]. Lv 17.14 ressalta a estreita relação entre sangue e vida ao declarar duas vezes que “a vida de toda carne é o seu sangue”. A vida é dádiva preciosa e misteriosa de Deus, e o homem não deve buscar preservá-la ou aumentar a força vital dentro de si comendo a “vida” que está “no sangue” (Lv 17.11) – o que muitos povos pagãos no decurso da história acreditaram que podiam conseguir. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta proibição é mencionada na carta redigida para as igrejas novas, por ocasião do Concílio de Jerusalém (At 15.20, 28). Bíblia Shedd.
5 requererei a vida do homem. O mandamento “não matarás” é tão amplo em suas implicações que todo tipo de encurtamento da vida é proibido. CBASD, vol. 1, p. 254.
de todo animal o requererei. O estatuto de que um animal que matasse um ser humano devia ser destruído foi posteriormente incorporado ao código mosaico (Êx 21:28-32). Essa ordem não foi dada para punir o animal assassino, que não está sujeito à lei moral e, portanto, não pode pecar, mas para a segurança das pessoas. CBASD, vol. 1, p. 254.
6 derramar o sangue. Expressão idiomática que frequentemente quer dizer assassinato (Gên 37.22; 1Rs 2:31; Ez 22.4). Andrews Study Bible.
pelo homem. A capacitação dos seres humanos por Deus, com esta autoridade judicial, mostra que estes permanecem diante de Deus como dominadores (1.26) e lança fundamentos para o governo pelo Estado (Rm 13.1-7). Bíblia de Genebra.
Ao matar um ser humano, o assassino demonstra desprezo para com Deus e para com o próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 minha aliança. Como todos os outros concertos da Escritura, o concerto é baseado na graça de Deus e em Sua iniciativa, não pela performance humana ou comportamento. Andrews Study Bible.
12 sinal. As alianças bíblicas são geralmente confirmadas por símbolos visuais; estes incluem a circuncisão na aliança com Abraão (17.11), o sábado com Moisés (Êz 31.13,17), e a Ceia do Senhor na nova aliança (Lc 22.20). … Muitas vezes, estes sinais já existiam (p. ex., o sábado e a circuncisão), mas receberam novo significado. Bíblia de Genebra.
17 este é o sinal. A aliança entre Deus e Noé concluiu os eventos ligados à maior catástrofe que o mundo já experimentou. A Terra, uma vez bela e perfeita, apresentava, então, até onde alcançava a vista, uma imagem de completa desolação. Os seres humanos haviam recebido uma lição sobre os terríveis resultados do pecado. Os mundos não caídos viriam o fim terrível a que se chega ao seguir as propostas de Satanás. Devia haver um novo recomeço. Uma vez que somente os membros fiéis e obedientes haviam sobrevivido ao dilúvio, havia razões para se esperar que o futuro apresentasse um quadro mais feliz do que o passado. Depois de haverem sido salvos, pela graça de Deus, do maior cataclismo imaginável, era de se esperar que os descendentes de Noé aplicassem para as gerações futuras as lições aprendidas do dilúvio CBASD, vol. 1, p. 255, 256.
18 Cam é o pai de Canaã. Deve ter sido propósito de Moisés dirigir a atenção dos hebreus de seu tempo para o desagradável acontecimento descrito nos versos seguintes, a fim de que compreendessem por que os cananeus, que eles logo conheceriam, eram tão profundamente degradados e moralmente corruptos. CBASD, vol. 1, p. 256.
21 embriagou-se. O pecado de Noé proporciona aos cristãos a seguinte admoestação: 1) Não estará jamais imune ao pecado e às tentações; 2) Pequeninos deslizes cometidos durante o curso normal da existência poderão acarretar perigos graves; 3) O crente poderá dar ocasião a que outros cometam pecados, mesmo entre os familiares; 4) Cumpre que o crente esteja consciente da imparcialidade com que Deus pune o pecado. Bíblia Shedd.
O registro do pecado de Noé mostra a imparcialidade da Bíblia, que registra tanto as virtudes dos grandes servos como as suas faltas. A idade e as vitórias espirituais anteriores não são garantia contra a derrota na hora da tentação. Quem pensaria que um homem que andara com Deus por séculos e que resistira às tentações de multidões, cairia sozinho? Um momento de descuido pode macular a mais pura vida e desfazer grande parte do bem que se faz no decorrer de anos. CBASD, vol. 1, p. 256, 257.
22 vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Divulgou, em vez de encobrir, a indecência do pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O pecado de Cam não foi uma transgressão involuntária. Talvez ele tenha visto acidentalmente a condição vergonhosa do pai, mas, em vez de ficar cheio de tristeza pela insensatez do pai, ele se alegrou com o que viu e se deleitou em divulgá-lo. CBASD, vol. 1, p. 257.
25 maldito seja Canaã! Orígenes, um dos pais da igreja, menciona a tradição de que Canaã foi quem primeiro viu a vergonha do avô e contou a seu pai. Não é impossível que Canaã tenha participado da má ação do pai. … A maldição de Noé não parece ter sido pronunciada por ressentimento, mas como uma profecia. … É simplesmente uma predição do que Deus viu de antemão e o anunciou através de Noé. CBASD, vol. 1, p. 257.
Canaã e seus descendentes seriam castigados por serem ainda piores que Cam (Lv 18.2,3,6-30). … A profecia de Noé não pode ser usada para justificar a escravidão da raça negra, pois os amaldiçoados eram cananeus, da raça caucásica – brancos, portanto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 habite ele nas tendas de Sem. Quando o evangelho foi pregado em grego, uma língua jafetita, o povo de Israel, que era descendente de Sem, em borá subjugado por Roma, descendente de Jafé, tornou-se o vencedor espiritual dos jafetitas, e assim, figuradamente, recebeu-os em suas tendas. CBASD, vol. 1, p. 258.
27 todos os dias de Noé. A história de Noé termina como uma bem conhecida fórmula do cap. 5, sugerindo que os relatos contidos nos cap. 6-9 pertencem à história de Noé. Embora Noé fosse um homem justo e andasse com Deus, não atingiu a estatura espiritual de seu bisavô Enoque. Depois de testemunhar o crescimento e a expansão de uma nova geração, e de ter visto quão rapidamente esta seguiu as ímpias inclinações do coração, Noé morreu. CBASD, vol. 1, p. 258.
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