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Este é um salmo profético e messiânico. Alguma vezes é chamado de “Salmo da cruz”, devido a referências por parte de escritores do NT ao descreverem os sofrimentos do Filo de Deus sem pecado durante Seu sofrimento, quando, apesar de Sua confiança em Deus, parecia que o Pai O abandonara. … Embora o salmista pareça estar falando de sua própria experiência, frequentes referências a este salmo no NT atestam seu caráter messiânico (Mt 27:35, 39, 43, 46; Mc 15:24, 34; Lc 23:34; Jo 19:24, 28; sobre o princípio de aplicação mista e dupla, ver o com. de Dt 18:15; ainda sobre as características messiânicas deste salmo, ver DTN, 741-757). … O salmo tem duas partes. Os primeiros 21 versículos que consistem das queixas e oração do sofredor, e os últimos dez (22-31), de gratidão após o livramento. … As palavras do hino “Oh! Fronte Ensanguentada!”, nº 65 do Hinário Adventista do Sétimo Dia, se ajustam notavelmente ao sentido do Salmo 22. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 3, p. 768.
1 Deus meu. Do heb. ‘Eli [El = “Deus” + i = “meu”]. … “Meu” parece acrescentar um toque de fé ao aparente sentimento de desespero do restante do versículo. A fé luta contra o temor. CBASD, vol 3, p. 768.
por que … ? O clamor de um filho desesperado que não consegue entender por que o pai o abandonou. CBASD, vol 3, p. 768.
desamparaste. Do heb ‘azabtani. A forma sabachtani é a transliteração grega do aramaico, idioma no qual Jesus pronunciou Seu clamor (ver Mt 27:46; Mc 15:34). CBASD, vol 3, p. 768.
bramido. Do heb she’agah, usado para descrever o rugido de um leão (Jó 4:10; Is 5:29; Ez 19:7; Zc 11:3). Quando se emprega com relação ao ser humano, deve ser compreendido como um clamor intendo (ver Sl 32:3; ver DTN, 753). CBASD, vol 3, p. 768.
2 não tenho sossego. Deus ouviu o clamor, mas Cristo não teve evidências de resposta (ver DTN, 753). CBASD, vol 3, p. 768.
5 não foram confundidos (ARA; NVI: “não se decepcionaram”). Em vez disso, “não envergonhados”. Quando se confia e essa confiança é traída, a pessoa se sente envergonhada, como se tivesse sido tola em confiar (ver Jr 14:3). Deus, porém, sempre provou ser digno de confiança. CBASD, vol 3, p. 768, 769.
8 Confiou. Isto é, se entregou (ver Sl 37:5; Pv 16:3). Este insulto foi de fato proferido pelos escribas e anciãos que assistiram à crucifixão e humilhação de Cristo na cruz (ver Mt 27:43). CBASD, vol 3, p. 769.
9 Tu és quem me fez nascer. Ele tem confiado em Deus desde quando consegue se lembrar. CBASD, vol 3, p. 769.
12 touros. Uma figura para descrever pessoas violentas decididas a destruí-lo. CBASD, vol 3, p. 769.
Basã. Região ao leste do Jordão, famosa por seus excelentes campos de pastoreio e seu gado grande e forte (ver Dt 32:14; Ez 39:18; Am 4:1). CBASD, vol 3, p. 769.
13 Contra mim abrem a boca. Como um animal selvagem prestes a atacar e despedaçar sua presa. CBASD, vol 3, p. 769.
O leão que despedaça e ruge. Como se não bastasse a voracidade dos touros, o salmista, para destacar mais o conceito, introduz a figura de um leão que ruge com furor, ávido por sua presa. CBASD, vol 3, p. 769.
14 Derramei-me como água. Comparar com Js 7:5. A figura parece indicar perda de força (2Sm 14:14). CBASD, vol 3, p. 769.
15 a língua se me apega ao céu da boca. Provavelmente de tanta sede. CBASD, vol 3, p. 769.
16 Cães. Homens que pareciam cães ferozes o cercaram para lhe tirar a vida. Nas cidades do antigo Oriente Médio era comum cães famintos comerem os corpos insepultos dos mortos (ver 1Rs 14:11; cf Sl 59:6, 14, 15). O salmista destaca ainda mais a ferocidade da circunstância adicionando cães aos touros de Basã e ao leão (ver com. dos v. 12, 13). CBASD, vol 3, p. 769.
Uma súcia de malfeitores me rodeia (ARA; NVI: “Um bando de homens maus me cercou”).
18 sobre a minha túnica deitam sortes. Ver o cumprimento desta previsão em Mt 27:35; Lc 23:34; Jo 19:23, 24. CBASD, vol 3, p. 770.
21 Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos (ARA; NVI: “Salva-me da boca dos leões e dos chifres dos bois selvagens”). Este versículo deu origem ao leão e ao unicórnio do escudo da Inglaterra. CBASD, vol 3, p. 770.
Tu me respondes. Embora cercado de “cães”, “leões”, “touros”, “bois selvagens”, o sofredor sabe que não está abandonado. O desespero e a tristeza dão lugar à confiança, paz e ao louvor alegre. … A súplica do salmista termina com uma sensação de completo alívio. Ele sabe que o Senhor está perto para ajudar. CBASD, vol 3, p. 770.
22 – 31 Os v. 22 a 31 são um louvor triunfal. No arranjo de Felix Mendelssohn do Salmo 22, há, nesta parte da composição, uma mudança dramática repentina de tom, de modo menor para o maior, retratando a completa mudança de sentimentos. … Esta mudança repentina de sentimento no meio do versículo é típica de vários salmos (ver Sl 3; 6; 12; 28; etc.). Talvez este seja o exemplo mais notável do Saltério desta característica exclusiva do monólogo dramático hebreu. CBASD, vol 3, p. 770.
23 louvai-O. Todo o povo de Deus é chamado a se unir nesta expressão de louvor. CBASD, vol 3, p. 770.
25 De Ti. Deus dá o desejo e a capacidade de louvar, bem como o livramento, que é a razão para o louvor. CBASD, vol 3, p. 770.
26 comer. O ofertante comia uma parte do sacrifício (ver Lv 7:16). Em Israel, as refeições, como expressão de gratidão, faziam parte da adoração. Os humildes deviam participar delas, e, ao comerem juntos, se sentiam mais unidos. CBASD, vol 3, p. 770.
27 os confins da terra. A perspectiva estende-se àqueles que temem ao Senhor e à “descendência de Jacó” e à posteridade de Israel” (v. 23), incluindo todas as nações (ver a promessa de Deus a Abraão, em Gn 12:3). CBASD, vol 3, p. 770.
29 até aquele que não pode preservar a própria vida. Isto pode ser compreendido como uma ampliação das nações fracas. CBASD, vol 3, p. 770.
31 anunciar a justiça dEle. Comparar com Rm 3:21-26. CBASD, vol 3, p. 771.
que foi Ele quem o fez. Neste salmo, declara-se que Deus cumpriu tudo isso. CBASD, vol 3, p. 771.
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SALMO 22 – Amigos, vamos meditar? Antes, porém, ore a Deus; depois leia o salmo inteiro. Agora, serenamente, reflita:
1. Você já sentiu a dor do abandono?
2. Você carrega marcas de momentos desesperadores?
3. Você já pensou que Deus te deixou?
Neste Salmo, Davi esteve no caminho do desespero; porém, em meio às trevas da alma, ele encontrou a rota para a fé e a confiança, o que não só resultou em triunfo, mas deixou-nos um magnífico legado.
1. Se até Davi se sentiu desamparado por Deus, por que não podemos sentir também? (vs. 1-2);
2. Se em meio à aflição e angústia, Davi desviou seu olhar de si mesmo e das circunstâncias que o assolavam para fixar em Deus, adorá-lO e louvá-lO; por que não fazer o mesmo? (v. 3);
3. Se Davi relembrou os atos de Deus oriundos da oração de Seu povo, por que não consultar a história sagrada para encontrar conforto no poder divino? (vs. 4-5);
4. Se Davi amadureceu (mesmo oscilando entre fé e queixa) ao levantar a cabeça e orar confiando em Deus, por que ficar de cabeça baixa reclamando e murmurando no vácuo? (vs. 6-21);
5. Se Davi superou pela fé a angústia do sofrimento ao orar para obter esperança a ponto de louvar, por que não ser cheio de esperança hoje quando entendemos melhor que Davi a intervenção divina através de Jesus, O qual deu Sua vida para dar-nos a salvação? (vs. 22-31).
Neste mundo, os justos sofrem. Há pessoas cruéis em nossa sociedade. Suas ações são:
1. Ressentimento contra os fieis (v. 7);
2. Compulsão da mentalidade coletiva (vs. 12-16);
3. Discernimento deturpado das coisas (v. 17);
4. Ambição inclusive por objetos comuns (v. 18).
Se Davi, que era pecador tentando viver os princípios divinos, viu a orquestração do inferno contra ele, o que Jesus poderia esperar?
Mesmo sabendo que Sua aflição seria ainda mais profunda, Jesus decidiu entrar neste mundo cruel, lutar e vencer por nós, oferecendo esperança aos fies que enfrentam opressão ainda hoje.
Assim, quem…
• …clama a Deus, revigora a alma e canta durante as tormentas da vida.
• …experimenta vigor espiritual conclama mais pessoas para adorar ao Salvador como Davi.
Amigos, vamos clamar para recobrar ânimo, e então louvar/adorar ao Senhor? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (v. 1).
Você sabia que este clamor de Cristo já estava escrito? Ele venceu no deserto com o ESTÁ ESCRITO (Vide Mateus 4) e venceu na cruz com a mesma espada (Vide Mateus 27:46; Efésios 6:17).
Você não sentiu o seu coração bater mais forte e condoer-se com o estudo de hoje? Além de um Salmo messiânico e profético, também é, sem dúvida, uma das maiores declarações de amor de Deus para a humanidade. Um amor único, verdadeiro e altruísta que escolheu dar a Sua vida até por aqueles que O desprezavam. Um amor que trocou o louvor dos anjos por zombaria (v. 7-8). Um amor que deixou a paz do Céu para gritar de dores numa cruz (v. 1). Um amor que é maior do que o Universo, mas que carregou um coração de carne dentro de Si (v. 14). Um amor que, no princípio, utilizou as mãos para criar (v. 31), que veio aqui e as usou para curar; que não poupou os pés de andar pelas estradas poeirentas deste mundo em busca de quem salvar. Mãos e pés que foram cravados, sem piedade, em um madeiro (v. 16). Tudo estava escrito!
Mas daí surge a pergunta? Como os judeus, tão orgulhosos pelo conhecimento das Escrituras não perceberam o cumprimento de todas as coisas em Cristo? Jesus mesmo afirmou que eles estudavam as Escrituras porque julgavam ter nelas a vida eterna. Só que eles esqueceram da parte mais importante: as Escrituras testificam, dão testemunho de Cristo (Vide João 5:39). Se eles tivessem tirado tempo para conhecer o SENHOR das Escrituras, como teria sido diferente o destino da nação escolhida. Israel não foi eleita por Deus para ser a única que iria ser salva, mas aquela da qual sairia a Salvação para todas as nações, a fim de que por meio deste povo TODOS tivessem a oportunidade de se converter ao SENHOR: “Lembrar-se-ão do SENHOR e a Ele se converterão os confins da terra; perante Ele se prostrarão todas as famílias das nações” (v. 27). Israel tomou o cetro em suas próprias mãos e se esqueceu de que SOMENTE “do SENHOR é o reino”, de que “é Ele Quem governa as nações” (v. 28).
Amados, hoje temos nas mãos a missão de proclamar o evangelho do reino eterno a todas as nações (Vide Mateus 28:19). O mundo é o alvo do amor de Deus (Vide João 3:16). Mas só receberá a salvação em Cristo “todo aquele que nEle crê”.
“Como, porém, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14).
Temos em mãos a missão que o antigo Israel rejeitou. Falar “do SENHOR à geração vindoura” (v. 30). Anunciar a Sua justiça e contar aos nossos filhos Quem é Aquele que nos criou (v. 31). Não estamos estudando a Palavra de Deus apenas com o objetivo de conhecê-la, mas para conhecer a Cristo, de Quem TODA a Bíblia testifica. Se este não for o nosso foco, não herdaremos a vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (João 17:3). Entendem agora o que os judeus não compreenderam? Eles estudavam as Escrituras dizendo buscar a vida eterna e não reconheceram a Vida diante de seus olhos (João 5:40). Não há como apresentar ao mundo Alguém que você não conhece. Estude a Bíblia para conhecer o Seu Autor, então, o Seu sacrifício de amor o motivará a falar dEle para outros e, certamente, o conduzirá à vida eterna!
Bom dia, amados do SENHOR!
Desafio do dia: Amanhã estudaremos o Salmo mais lido em todo o mundo. Não perca a oportunidade de compartilhar o Salmo de hoje convidando seus amigos a estudarem com você o Salmo 23.
*Leiam #Salmo22 e capítulo 78 – O CALVÁRIO do livro: O Desejado de Todas as Nações
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Este salmo completa o ciclo de súplica e obtenção, pedido e resposta iniciado no Salmo 20. Ele era utilizado após a vitória solicitada no Salmo 20 ter sido obtida. A vontade de Deus tinha sido seguida, as orações por vitória haviam sido oferecidas, a conquista tinha acontecido. Agora o povo de Deus fielmente, vai a Deus e Lhe oferece louvor e ações de graças pelo sucesso alcançado.
O Salmo 21 diz que o crédito de cada vitória deve ser atribuído a Deus. Além disso, deve haver o reconhecimento da parceria entre o divino e o humano. A vitória, o sucesso e suas ramificações, é mais do que apenas lutar e vencer. É muito mais.
Dar toda a glória a Deus não é fácil, porque queremos a glória para nós mesmos. Deus deve receber a glória, porque Ele é a origem de todas as coisas boas e dignas de nota. Além disso, atribuir toda a glória a Deus constrói o nosso caráter.
Complete a tarefa que está diante de você, termine-a bem e, em seguida, ofereça a Deus toda a glória.
Delbert Baker
Vice Reitor da Universidade Adventista da África – Nairobi, Kenia
Ex Vice-presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Texto original: blog Conferência Geral em inglês
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/08/28/
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Salmo 21 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leitura da semana programa Crede em Seus Profetas: blog Conferência Geral e blog Crede em Seus Profetas
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Na sua estrutura, o salmo fica emoldurado pelos v. 1, 13 (“na tua força, ó SENHOR” ocorre nos dois versículos) e se centraliza em torno do v. 7, que proclama a confiança que o rei tem no Senhor e na segurança que o amor inesgotável de Deus lhe oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É um salmo de gratidão pelo êxito da campanha militar pela qual o salmo anterior tinha suplicado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 766.
1 Na Tua força. Os carros e cavalos não teriam poder contra a força de Deus (ver Sl 20:7). CBASD, vol. 3, p. 766.
o rei. Os v. 1 a 7 expressam a gratidão da congregação pela vitória que Deus concedeu ao Rei. Sempre se deve reconhecer de forma pública uma oração concedida. CBASD, vol. 3, p. 766.
2 Satisfizeste-lhe o desejo do coração. A oração em favor do rei (Sl 20:4) foi atendida. … Pode-se esperar que a oração seja atendida quando os desejos do ser humano correspondem aos desejos de Deus e quando a vontade de quem ora está sujeita à vontade dEle (ver DTN, 668). CBASD, vol. 3, p. 766.
6 Pois o puseste por bênção. Ou, “pois o colocou para ser bênção” [como Abraão (Gn 12:2)] … Era propósito de Deus que o rei – e todo filho Seu – fosse não apenas um recipiente de Suas bênçãos, mas um instrumento para comunicá-las (ver também Is 19:24; Ez 34:26). CBASD, vol. 3, p. 766.
tua presença ( NVI; ARA: “tua destra”). Teu favor, que é o motivo supremo da alegria,por ser a bênção suprema, e a fonte originária de todas as bênçãos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 O centro do salmo … O participante da liturgia (talvez um sacerdote ou levita) proclama as razões da segurança do rei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um bom líder confia no Senhor e descansa sobre Seu infalível amor. Muitos líderes confiam em sua própria esperteza, apoio popular ou poder militar. Mas Deus está acima destes “deuses”. Se você aspira à liderança, mantenha o Senhor Deus no centro de sua vida e descanse nEle. Sua sabedoria é o melhor força que você poderá ter. Life Application Study Bible Kingsway.
11 não conseguirão. Os planos do ser humano, por melhores que sejam, falharão se Deus estiver contra eles. CBASD, vol. 3, p. 766.
13 Exalta-Te, SENHOR. Como o Salmo 20, o 21 termina com uma oração. O salmista encerra, pelos lábios da congregação, seus desejos bons e suas profecias em favor do rei. Ele se dirige a Deus e ora para que Ele Se revele como a fonte de força de Seu povo (como no v. 1). Este é um quadro final de louvor universal (ver Ap 7:10-12; 12:10; 19:1-3). CBASD, vol. 3, p. 767.
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SALMO 21 – A Bíblia de Jerusalém explica que este Salmo tem “duas partes seguidas de antífonas corais (v. 8 e 14), tem acento messiânico e escatológico, fazendo com que fosse aplicado ao Cristo Rei”.
Neste Salmo “prevê-se a glória majestosa de Cristo” (vs. 1-7), comenta Merril Frederick Unger, “e celebra-se Sua vitória sobre Seus inimigos, 8-12. Então o Israel redimido cantará o hino [do versículo] 13”.
Este Salmo, “evidentemente, é o companheiro adequado do salmo 20, e está em sua posição apropriada ao lado dele. O salmo 20 antecipa o que esse vê como já realizado”, analisa Charles H. Spurgeon; e, então, faz as seguintes aplicações: “Se oramos hoje por um benefício e o recebemos, nós precisamos, antes que o Sol se ponha, louvar a Deus por essa misericórdia, ou então, caso contrário, mereceremos ser negados da próxima vez. O Salmo já foi chamado de ‘o canto triunfal de Davi’, e podemos lembrar-nos dele como sendo a Triunfante Ode Real. ‘O rei’ se sobressai nele todo, e nós o leremos com proveito verdadeiro se for doce a nossa meditação no Senhor enquanto o fazemos. Devemos coroá-lo com a glória da nossa salvação; cantando sobre Seu amor, e louvando Seu poder”.
Medite:
• Este Salmo é uma resposta ao Salmo anterior, o qual nos mostra que orar diante de uma situação desafiadora resultará em corações motivados a agradecer a Deus por Suas ações redentoras (vs. 1-7);
• Na sequência, o Salmo mostra que aqueles que experimentam as portentosas ações divinas meditam na subjugação dos inimigos de Deus e de Seu povo no fim dos tempos (vs. 8-12);
• Finalmente, o povo exalta e celebra efusivamente a força e o poder do Salvador (v. 13).
O grande conflito não será eterno, mas eterna será a vitória divina sobre todo poder maligno. O armagedom será o ápice dessa batalha cósmica e, no fim do milênio se fará execução final sobre todo o império do mal. Então, todo o universo e todos os salvos empreenderão um louvor universal ao Soberano que exterminou completamente tudo o que era mal (ver Malaquias 4:1; Apocalipse 7:7-12; 19:1-3; 20:14-15).
O plano divino está em andamento, cabe a cada pessoa a decisão de não ficar de fora dele. Confie, entrega-te a Deus! Ore e celebrarás!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Satisfizeste-lhe o desejo do coração e não lhe negaste as súplicas dos seus lábios” (v. 2)
.O que era uma súplica transforma-se em ações de graças. Mas tem algo de muito curioso neste Salmo. Na verdade, o texto não diz que a guerra acabou, contudo, que Deus ALCANÇARÁ os inimigos do rei (v. 8), APANHARÁ os que o odeiam (v. 8), ”os CONSUMIRÁ… DEVORARÁ” (v. 9), e assim o salmista descreve uma sequência de ações de Deus, todas no futuro.
Agora percebam o que fez Davi compor este Salmo mesmo em face de iminentes guerras: “O rei CONFIA no SENHOR” (v. 7). Compreenderam, amados? A Bíblia não diz que o rei CONFIARÁ quando ele sair vencedor da guerra, e sim que ele CONFIA. Ele tem a firme certeza de que sairá vitorioso. Não é sem propósito que a confiança em Deus faz parte integrante dos oito remédios naturais que Ele nos deixou.
Notem também que Davi inicia dizendo que se alegra na força de Deus e exulta em Sua salvação (v. 1). A motivação do rei não era de vencer a guerra, mas de ter vida: “Ele te pediu vida” (v. 4). Não esta vida que logo perece, mas a longevidade eterna. “A misericórdia do Altíssimo” (v. 7) era o sustentáculo que faria com que ele jamais vacilasse.
Por mais que se multiplicassem os inimigos, em momento algum o salmista revelou medo ou dúvida, pois confiava em Deus e em Sua misericórdia. Afinal de contas, os seus inimigos tornavam-se, automaticamente, inimigos de Deus (v. 8). Todos os que odiavam a Davi, consequentemente, odiavam ao SENHOR também (v. 8). E dEle receberiam o devido juízo.
Meus irmãos, precisamos exercitar a nossa confiança em Deus a cada dia. Pois, confiar no SENHOR:
- Satisfaz o desejo do nosso coração (v. 2);
- Faz com que nossas orações sejam atendidas (v. 2);
- Supre a nossa vida de “bênçãos de bondade” (v. 3);
- Concede-nos a coroa da salvação (v. 3; Vide Apocalipse 2:10);
- Preserva-nos para a vida eterna (v. 4);
- Transforma-nos em bênçãos eternas (v. 6);
- Enche a nossa vida de alegria (v. 6).
Vale muito confiar em Deus e desfrutar da sensação de paz que excede todo o entendimento. Não há nada melhor do que confiar que “no final tudo dá certo na vida do cristão, se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao final” (Pr. Luciano Félix). Não permita que inimigos abalem a sua fé, mas que a sua fé, unida a um coração agradecido, lhe faça louvar o poder de Deus antes mesmo dele se manifestar.
Bom dia, homens e mulheres de fé!
Desafio do dia: Faça um culto particular de gratidão a Deus pelas vitórias que há de receber, cantando hinos de gratidão e confiança.
*Leiam #Salmo21
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Os Salmos 20 e 21 se complementam e são conhecidos como os Salmos de Guerra. O Salmo 20 era uma música de encorajamento cantada antes da batalha e o Salmo 21 era uma música de celebração cantada depois da batalha. O primeiro era apresentado em antecipação ao que o Senhor estava prestes a realizar e o Salmo 21 em celebração pelo que Deus já havia feito.
Se o povo estivesse vivendo no centro da vontade de Deus tinha a garantia de que podia contar com Deus para protegê-lo. Deus estava disposto e era capaz de entregar o resultado que o Seu povo precisava. Não havia dúvida ou hesitação, mas uma forte confiança que elevava o ânimo dos soldados na batalha.
Deus era o comandante-em-chefe acima do Rei, que era o general e líder dos soldados que saíam à luta. A beleza deste Salmo é o conceito da presença e da vitória de Deus, mesmo antes da batalha começar. Essa confiança se manifestava numa certeza que era contagiante.
Os ingredientes para a vitória naquela época são aplicáveis aos crentes de hoje. Diante da realidade da grande guerra entre o bem e o mal, devemos nos apegar às promessas de Deus encontradas em Sua Palavra e proclamar a nossa confiança num resultado positivo. Os tempos e a cultura são diferentes, mas os princípios para a vitória permanecem os mesmos. Ao nos envolvermos na guerra contra os principados e potestades (Efésios 6:10-18) coloquemos em prática os mesmos princípios apresentados nos Salmos 20 e 21.
Delbert Baker
Vice Reitor da Universidade Adventista da África – Nairobi, Kenia
Ex Vice-presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Texto original: blog Conferência Geral em inglês
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/08/27/
Tradução: Pr Jobson Santos/Cindy Tutsch/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Salmo 20 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leitura da semana programa Crede em Seus Profetas: blog Conferência Geral e blog Crede em Seus Profetas
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1-5 Os v. 1 a 5 constituem a oração de intercessão pelo rei, ao este estar prestes a ir para a batalha. É provável que fossem cantados enquanto a fumaça do sacrifício subia aos céus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 764.
Ambos os salmos [20 e 21] eram, provavelmente, cantados antifonalmente (com partes responsivas se alternando). Andrews Study Bible.
1 nome. O nome de Deus é representado pelos caracteres hebraicos YHWH, que foram transliterados com vogais para se ler Yahweh (ver êx 6:3). … Com base no antigo uso fenicio [da palavra e de sua possível raiz, hayah, “ser” ou “tornar-se”], entende-se que Yahweh representa uma forma verbal que pode ser traduzida como “o que faz ser”, ou “o sustentador”. Portanto, o nome Yahweh designa Deus como a primeira causa de existência. Este nome representa todos os atributos de Deus (ver com do Sl 7:17). CBASD, vol. 3, p. 764.
2, 6 Do Seu santuário te envie socorro. Uma das muitas passagens da Escritura onde Deus responde do santuário celestial (ver, p. ex., Sl 18, o mesmo de 2Sm 22, onde este tema é desenvolvido em grandes detalhes). Andrews Study Bible.
3 holocaustos. Do heb. ‘olah, uma oferta na qual a vítima era queimada por completo (ver vol. 1, p. 752; ver com. de Lv 1:3). CBASD, vol. 3, p. 764.
4 todos os Teus desígnios. O povo ora para que todos os planos do rei tenham êxito e as medidas que ele tomar na guerra sejam bem-sucedidas. CBASD, vol. 3, p. 764.
5 hastearemos pendões (ARA; NVI: “ergueremos as nossas bandeiras”). Em reconhecimento da vitória concedida por Deus. Assim se encerra a petição geral do povo. CBASD, vol. 3, p. 764.
bandeiras. Provavelmente os estandartes das tropas, ao redor dos quais as unidades militares se congregavam. Bíblia de Genebra.
6-8 Israel alcançaria a vitória por causa da presença do Senhor. A confiança de Israel estava arraigada na promessa de Deus de que protegeria o Seu povo na guerra, quando fosse obediente a Sues mandamentos (Dt 7.20). Bíblia de Genebra.
Desde que exércitos e armas existem, as nações tem se vangloriado de seu poder, mas tal poder não é duradouro. Ao logo da história, impérios e reinos tem alcançado grande poder, somente para desaparecer na poeira. Davi, contudo, sabia que o verdadeiro poder de sua nação não estava em seus armamentos mas no louvor; não em sua capacidade de ataque mas no poder de Deus. Esteja certo de que sua confiança está estabelecida em Deus, que dá vitória eterna, porque somente Deus pode preservar uma nação ou indivíduo. Em quem você confia? Life Application Study Bible Kingsway.
6 Agora, sei. Os v. 6 a 8 constituem a resposta do rei ou talvez de um levita que o representava. CBASD, vol. 3, p. 764, 765.
ungido. Hebr. Messiah. Nota textual Bíblia de Genebra.
O rei davídico prenuncia o Filho de Deus que reina para sempre, Jesus Cristo, o Messias. Bíblia de Genebra.
7 carros. Carros de guerra, para o transporte de soldados para a batalha e para providenciar materiais para o combate. O faraó confiou nos carros (Êx 14:7) [Quanto aos siros, 1Cr 18:4; 19:18, Salomão, 1Rs 10:26-29]. … Nunca foi plano de Deus que Seu povo dependesse da força bruta para obter vitória (ver Dt 17:16). Esse versículo é uma confissão maravilhosa de fé no que é reto, em contraste com a confiança no poder material. CBASD, vol. 3, p. 765.
8 Eles se encurvam e caem. Os verbos deste versículo podem ser considerados como proféticos perfeitos, isto é, em antecipação o rei vê seus inimigos vencidos e descreve o evento como se já tivesse acontecido. Este versículo é um exemplo de paralelismo antitético. CBASD, vol. 3, p. 765.
9 Ó, SENHOR, dá vitória ao rei (ARA; NVI: “SENHOR, concede vitória ao rei!”). É provável que este versículo fosse cantado pela congregação em resposta ao solo dos v. 6 a 8. CBASD, vol. 3, p. 765.
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SALMO 20 – Embora este Salmo seja uma prece ao rei, e aparentemente não tenha nada que ver com nossa cultura e com nossa realidade, precisamos atentar para a mensagem de Deus embutido nele para nós.
“O Senhor deseja que despertemos para nossa verdadeira condição espiritual; deseja que toda pessoa humilhe o coração e mente diante dEle. As palavras inspiradas que se acham nos Salmos 19 e 20 são apresentadas para nosso povo. É nosso privilégio aceitar essas preciosas promessas e crer nas advertências. Oro para que nosso coração esteja plenamente desperto para os perigos que cercam os indiferentes ao bem-estar eterno. Precisamos pesquisar as Escrituras como nunca antes. A Palavra de Deus deve ser nosso educador, nosso guia. Devemos compreender o que dizem as Escrituras” – adverte-nos Ellen G. White.
O comentário Bíblico Adventista diz que “o Salmo 20 sugere arranjo antifonal para o ritual de serviço: os v. 1 a 5 para serem cantados pela congregação, os v. 5 a 8 pelo rei ou talvez um levita, e o v. 9 pelo povo”.
Orando, reflita:
1. É claro que tanto o povo quanto qualquer político deve confiar igualmente em Deus para que o sucesso de uma nação seja realmente possível;
2. O nome de Deus está acima de todo nome, Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores – todos devem reverenciá-lO por isso, inclusive os grandes monarcas da Terra;
3. Toda vitória miraculosamente obtida se deve à onipotente atuação do Deus que tem Sua habitação no Santuário, de onde Ele administra todo o Universo;
4. O sucesso em qualquer situação por mais complexa que seja só acontece caso busquemos a Deus, que do Céu interfere com ações extraordinárias da vitoriosa força de Sua destra;
5. A ostentação do poderio militar e o arsenal bélico do inimigo não intimidam aos que são comprometidos com o verdadeiro Deus;
6. Quem se gloria no Senhor não teme a ninguém que se gloria em seus próprios recursos, por mais perigosos e imponentes que sejam;
7. O soberano Filho de Deus, o qual entrou em cena no palco terrestre do grande conflito, merece nossa atenção, pois Ele venceu para nos conceder Sua vitória.
Deus protege e concede vitória, Ele intervém em favor dos que O buscam. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.