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23:1 – 24:25 O primeiro discurso de Jó no terceiro ciclo. Bíblia de Estudo de Andrews.
1-17 A resposta de Jó, neste capítulo, longe de nos apresentar um culpado que foge à justiça, nos mostra um homem intensamente honesto, buscando a justiça e a verdade. Nas suas expressões, encontramos uma palavra de consolação para todos os que estão passando por algum mal-entendido ou sofrimento, que se não pode relacionar diretamente com faltas cometidas no passado ou com qualquer culpa presente. Bíblia Shedd.
1-12 Os pensamentos de Jó vacilam. No cap. 9, ele duvida de que Deus o ouviria. No cap. 13, Jó está convicto de que seria ouvido e justificado. Em 17.1, está convencido de que somente a morte o aguardava, que também seus conselheiros não triunfariam e que ele seria justificado (17.10-16). Essa convicção atinge o seu ponto culminante em 19.25-27. Dali por diante, Jó não duvida mais, conforme provam estes versículos e, especialmente, o cap. 31. Bíblia de Genebra.
1-9 Jó ansiava se encontrar com Deus. Bíblia de Estudo de Andrews.
1 Respondeu, porém, Jó. Ele responde a Elifaz num discurso que ocupa dois capítulos (23 e 24). … Diferentemente das respostas anteriores de Jó, este discurso é em forma de monólogo, sem que ele se dirija diretamente aos amigos. Jó começa justificando a veemência de suas queixas. No cap. 24 ele recapitula seus argumentos, defendendo que os ímpios gozam prosperidade, e termina com um desafio para que seus oponentes provem que isso não é verdade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 630.
2 de um revoltado. Jó não se desculpa por suas queixas. Ele reconhece que, apesar de tudo o que seus oponentes disseram sobre seu direito de se queixar, mesmo assim ele se queixa amargamente. CBASD, vol. 3, p. 630.
3-7 Nestes versículos, Jó expressa o apaixonado desejo de encontrar-se com o Deus da graça. Esse Deus, justo e compreensivo para consigo, faria justiça à sua causa; não o paralisaria pelo terror, exercendo Seu terrível poder. Bíblia Shedd.
3 ao Seu tribunal. Literalmente, “Seu assento”. Jó é afligido pelo senso do afastamento e da inacessibilidade de Deus. Ele acha que precisa, de alguma forma, encontrar a Deus, e repete seu desejo de comparecer diretamente a Ele. CBASD, vol. 3, p. 630.
4 encheria a minha boca. Apresentaria o caso por completo. Bíblia de Estudo de Andrews.
5 que Ele me respondesse. Jó está cansado de argumentações humanas. O que ele está ansioso para conhecer é o ponto de vista de Deus. CBASD, vol. 3, p. 630.
6 me atenderia. Seria tratado com respeito. Bíblia de Estudo de Andrews.
7 o homem reto. A consciência de Jó testifica de sua integridade e retidão interiores. Ele acha que se puder fazer com que Deus o ouça, será vindicado de uma vez por todas. Sua queixa básica nos v. 1 a 7 é a de que ele não sabe como chegar a Deus. Jó parece achar que, se tão somente conseguir chegar até a presença de Deus, ele o tratará com bondade. CBASD, vol. 3, p. 630.
8-12 Jó sente-se frustrado nesta busca a Deus, pois seus esforços são infrutíferos, mas sabe que Ele conhece ao seu íntimo. Bíblia Shedd.
8 se me adianto. Começa aqui uma nova estrofe. Os v. 8 e 9 descrevem vividamente a busca fútil que Jó empreende para encontrar a Deus. Jó olha para todos os pontos cardeais à procura de Deus, mas em vão. Os antigos geógrafos orientais se orientavam voltados para o leste [nascer do sol], em vez de para o norte, como nós o fazemos. O oeste estava atrás deles, o sul à direita e o norte à esquerda. CBASD, vol. 3, p. 630.
10-12 Testemunho do caráter de Jó. Bíblia de Estudo de Andrews.
10 sabe o meu caminho. Deus sabe achar o homem e revelar-se a ele;não é o homem que descobre a Deus; Deus entende ao homem, mas o homem não pode entendê-lO, além daquilo revelado pelo Senhor. Bíblia Shedd.
sairia eu como o ouro. Este é um dos versos-chave do livro. Embora Jó pareça não encontrar a Deus, ele crê que o Senhor conhece seus caminhos e que tem um propósito na maneira em que lida com ele. Jó começa a compreender que está sendo provado. Ele não sabe do desafio feito por Satanás em relação a sua pessoa. Um dos degraus pela qual Jó ascendeu do desespero para a fé foi seu reconhecimento de que não estava sendo punido nem tratado injustamente, mas que foi provado para que saísse como ouro puro de uma fornalha. CBASD, vol. 3, p. 630, 631.
No capítulo 22, Elifaz tentou condenar Jó, identificando algum pecado secreto que ele poderia ter. Aqui Jó declara confiança na sua integridade e na justiça de Deus. Estamos sempre propensos a sentir que temos um pecado oculto em nossas vidas, pecado que nem sequer sabemos, pois os padrões de Deus são muito elevados e nosso desempenho é tão imperfeito. Se somos verdadeiros cristãos, no entanto, os nossos pecados são perdoados por causa do que Cristo fez na cruz em nosso favor (Romanos 5: 1, 8: 1). A Bíblia também ensina que, mesmo se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que os nossos corações (1 João 3:20). Seu perdão e purificação são suficientes; eles ignoram nossas dúvidas persistentes. O Espírito Santo em nós é a prova de que somos perdoados aos olhos de Deus, embora possamos nos sentir culpados. Se nós, como Jó, estamos realmente buscando a Deus, poderemos nos sustentar diante da acusação de outros, bem como em relação às nossas dúvidas persistentes. Se Deus nos perdoou e nos aceitou, somos perdoados, de fato. Life Application Study Bible Kingsway.
11 Os meus pés seguiram as Suas pisadas. Eu O tenho seguido de perto. Andrews Study Bible.
15 Por isso, me perturbo diante Ele. O medo de Jó era provocado por seu sofrimento e por seu sofrimento incerto. Um dos grandes propósitos da mensagem de Deus a Jó (cap. 38 a 41) era dissipar esse temor e essa incerteza. Deus não deixa Seus filhos no medo. CBASD, vol. 3, p. 631.
16, 17 Jó diz que não é a tragédia propriamente dita que o enche de angústia, mas, sim, a consciência de que era Deus que a decretara. Bíblia Shedd.
17 trevas. O que esmagava Jó não era tanto o sofrimento, mas o pensamento de que o Deus que ele amava e servia é que lhe enviara o sofrimento. CBASD, vol. 3, p. 631.
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Comentário devocional:
Seria Deus como os amigos de Jó, alguém que usa a força e coerção, ao julgar? (v. 6). Jó dá a entender que não. “O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga” (v. 7).
Jó confia no veredito como alguém que sabe possuir um advogado nas cortes celestes: “Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova aparecerei como o ouro” (v. 10). Este é o ponto central do livro de Jó, onde sua fé é vista de forma destacada.
Jó reafirma a sua integridade e dedicação em sua adoração a Deus (vv. 11-12). Ele guardava os mandamentos de Deus, seus estatutos e revelações, muito antes de Moisés ter recebido os Dez Mandamentos no Sinai. O que Moisés recebeu não era novo, mas uma repetição do que já era conhecido antes.
Quando Jó pensa em entrar na presença de Deus e de estar em pé diante dEle, seu coração fraqueja e ele se apavora. Apesar de não ter como provar o seu argumento, ele afirma a sua confiança de que será inocentado no tribunal celestial.
Querido Deus,
Moisés e Jó sabiam que estavam sendo provados e que sairiam aprovados como o ouro. Também a nós não nos deixes cair em tentação, mas permita-nos sermos aprovados como o ouro. Amem.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/23 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/23
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/19/
Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 23
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/59 e https://credeemseusprofetas.org/
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JÓ 23 – Ser incompreendido é uma coisa; não ser ouvido é outra coisa, pior ainda. Jó foi incompreendido pelos amigos e, aparentemente não era ouvido por Deus. Certamente, é muito difícil lidar com a incompreensão; entretanto, dificuldade maior é lidar com o silêncio de Deus.
Quando esmagados pela dor, queremos urgentemente séria audiência com o Senhor. Muitas vezes, temos como respostas apenas o barulho ensurdecedor do silêncio do Criador. “O silêncio de Deus grita mais alto em nossos ouvidos que os berros da natureza. Os trovoes que ribombam das nuvens tempestuosas são mais suaves que o silêncio de Deus nas noites escuras da alma… Quando Deus se cala, ficamos confusos e perturbados” (Hernandes Dias Lopes).
Aflito após muito sofrimento, angustiado após sentir tanta dor, ansioso após indescritível desgosto, Jó não duvidou da existência de Deus, nem faz chantagem com Ele, muito menos O abandonou.
Em contrapartida, Jó ora insistentemente. Sua primeira oração “não é ‘Que eu seja curado das doenças que infestam todo o meu corpo!’ ou ‘Que eu veja meus filhos restaurados das garras da morte e meus bens retornem das mãos dos saqueadores!’. Antes, seu maior e mais elevado desejo é ‘Que eu possa encontrar o meu Deus e comparecer a Sua presença!’” – comenta Charles Spurgeon.
1. O maior alvo de Jó era encontrar-se com Deus ainda que não percebesse nenhuma bênção dEle em Sua vida; e… qual é teu maior objetivo? (vs. 1-9);
2. Jó olhava para sua situação em meio às mais densas provações e tinha certeza que sairia dali purificado como ouro provado no fogo; e você… teria a mesma certeza? (vs. 10-12);
3. O olhar de Jó ao futuro era de expectativas positivas: Deus alcançaria o que esperava dele. Jó estava disposto a não decepcionar a Deus; e… quanto a você? (vs. 13-17).
Impactante e profunda essa atitude. Deste texto inspirado ainda pode-se destacar muitas lições de vida:
• Só podemos encontrar Deus quando Ele se revela;
• Não podemos mandar em Deus ou determinar o que Ele deve fazer;
• Por mais perturbado com a situação, nada nem ninguém pode impedir nossa devoção, senão nós mesmos;
• Resisti ao diabo e ele fugirá de vós (Tiago 4:7); a narrativa bíblica não citou mais o diabo, ele está derrotado.
Deus seja louvado! – Heber Toth Armí.
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“Mas Ele sabe o meu caminho; se Ele me provasse, sairia eu como o ouro” (v. 10).
Já participei algumas vezes de tribunais de júri, e garanto que os acusados não ficam nada à vontade perante o juiz. Alguns gaguejam, outros permanecem calados, e há ainda aqueles que repetem vez após outra que são inocentes. Não é confortável estar diante de um tribunal quando a culpa é evidente e quando há provas quanto a isto. Mas Jó, neste capítulo, pediu para que pudesse estar diante do tribunal de Deus (v. 3). Ele desejou apresentar-se perante o grande Juiz e expor os seus argumentos (v. 4). Jó tinha certeza de que a sua causa diante de Deus, ao contrário do veredicto de seus amigos, alcançaria justiça e liberdade (v. 7) . Apesar de não ver a Deus, ele sabia que Deus não o perdia de vista e que depois de toda aquela provação, o resultado seria como o mais puro ouro (v. 10).
Jó desejava estar na presença de Deus e ele não se perturbou e nem desfaleceu o coração por causa de todo o sofrimento que passou (v. 17), mas de saudade lhe desfaleceu o coração (Jó 19:27). Jó tinha saudades de um Deus que nunca havia visto, e, apesar da sua condição miserável, Deus era o único perante o qual ele desejava estar. Jó só pisava onde sabia ser seguro (v. 11) e, em seu íntimo, guardava as palavras da boca de Deus (v. 12). Eis o segredo da integridade e da retidão daquele homem: O ASSIM DIZ O SENHOR era a sua regra de fé e prática.
Não havia palavras ou costumes humanos que o desviassem da vontade do SENHOR. O ESTÁ ESCRITO era o seu aio. E quem assim vive, meus amados, não há como não sentir saudades de um Deus que, pela fé, sempre está por perto.
Você sente saudades do Teu Criador? Tem tirado um tempo de qualidade diário para conversar com Ele e para ouvir a Sua voz? Para todo aquele que O busca de todo o coração, ainda que sobrevenham provações, estas não lhes servirão de tropeço, mas de instrumentos de purificação, para que, como Jó, nos tornemos o mais puro ouro nas mãos de Deus. Porque ASSIM DIZ O SENHOR: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus” (Zacarias 13:9).
Bom dia, ouro do SENHOR!
Desafio do dia: Leia Tiago 1:2-4 e 12-14. Sem pressa, clame ao Espírito Santo para que esconda estas palavras em seu coração. Certamente, precisarás delas.
*Leiam #Jó23
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Agora Elifaz tem a sua vez de falar. Ele toma a retribuição final que acontecerá nos últimos dias e a aplica à vida presente das pessoas. Neste capítulo Elifaz segue um padrão de pensamento comum nos dias de Jó. Ele levanta várias questões: “Se um homem ensina aos outros a sabedoria, Deus vai se beneficiar dele?” (v. 2), e “Que é que Ele [Deus] ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis?” (v.3, NVI). Estas questões são semelhantes às levantadas por Lúcifer durante a sua rebelião no céu. Isso é totalmente anti-bíblico, pois sabemos que Deus disse “seja justo porque Eu sou justo.”
Como Jó está sofrendo, Elifaz conclui que Deus o castigou. “Não é grande a sua maldade?” (v. 5). Jó era rico e respeitado e agora ele não é mais. Em seguida, ele lista as supostas maldades feitas por Jó. De acordo com Elifaz, as qualidades de um “governante ideal” foram ignoradas pelo rico Jó. Portanto, agora ele está cercado de armadilhas (v. 10), como o medo e a escuridão (v. 11).
Querido Deus,
Este mundo não é nosso lar. Nosso relacionamento conTigo nos prepara para sairmos daqui, não para vivermos eternamente aqui. Mantenha-nos apegados a Ti, como aconteceu com Jó. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/22
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/18/
Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 22
Comentário em áudio Pr Valdeci
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Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jô não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).
A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).
1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).
2 de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).
3 tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).
4 temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).
Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).
5 grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).
6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).
6 tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito ale da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […]Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).
8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).
Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).
9 às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).
10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).
12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos (CBASD, vol. 3, p. 627). […] o ser humano encereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso sontentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).
15 queres seguir a rota antiga […]? Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).
21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).
22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).
24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).
27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).
30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).
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JÓ 22 – Ao ver o sofrimento das pessoas, muitos intentam ajudar, mas acabam entrando por becos perigosos: Doutrinas espúrias e aplicações completamente equivocadas.
Elifaz não vê outra forma de explicar o sofrimento de Jó a não ser conectar com algum pecado. A visão dele era limitada demais, mas ele cria que suas palavras estavam recheadas da mais pura sabedoria. Contudo, não havia nenhum pecado evidente em Jó. Ninguém poderia acusá-lo de nada. Parecia que seu argumento de inocência falava mais alto que as acusações. Alguma coisa parecia errada (vs. 1-5).
Então, Elifaz vasculhou seus pensamentos para provar sua filosofia teológica: Jó pecou por omissão! Dirigindo-se a Jó, Elifaz declarou: “Porventura, não é grande a tua malícia e sem termo as tuas iniquidades?” (v. 6). Então, prosseguiu especificando que…
1. Alguém ficou despido porque Jó não procurou em todos os lugares aos desprovidos de roupas (v. 6);
2. Alguém, em algum lugar, deve ter ficado sem água ou sem comida porque Jó não assistiu a todos os sedentos e famintos (vs. 7-8);
3. Alguma viúva ou algum órfão ficou sem assistência por negligência de Jó (v. 9).
“Por isso”, afirma categoricamente Elifaz a Jó, “estás cercado de laços, e repentino pavor te perturba ou trevas, em que nada vês; e águas transbordantes te cobrem” (vs. 10-11).
A partir daí, Elifaz reflete teológica e filosoficamente culminando com um apelo poderoso diretamente a Jó:
• Deus é transcendente, incognoscível (vs. 12-15);
• Deus é Juiz poderosíssimo, mas terrivelmente vingativo (vs. 16-20);
Então:
1. Reconcilia-te com Deus e terás paz e prosperidade (v. 21);
2. Aceite a instrução divina e guarde Suas Palavras no coração (v. 22);
3. Arrepende-te e converta-se a Deus e serás restaurado, teus propósitos serão alcançados e terás recursos até para atender aos necessitados (vs. 23-27).
Nem todo discurso belo, inteligente e persuasivo está correto. Sermões com final positivo nem sempre resultam em reação positiva (como se verá no próximo capítulo). Por quê? Por estar no lugar errado, direcionado para a pessoa errada.
Pregadores bem intencionados como Elifaz, mas totalmente equivocados em seus sermões, não falam ao coração dos sofredores; mesmo concluindo com tom positivo não colocam o bálsamo refrescante que sofredores tanto anelam; porque “não manejam bem a Palavra da verdade” (II Timóteo 2:15).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Porventura, não é grande a tua malícia, e sem termo, as tuas iniquidades?” (v. 5).
Semana passada foi noticiado nos principais telejornais o caso de um homem inocente que ficou preso por engano durante vinte dias. Certamente, em uma cela com mais vinte e nove suspeitos, não foi fácil provar a sua inocência diante de pessoas desconhecidas.
Jó estava cercado de homens que se diziam seus amigos, mas que não acreditavam nem um pouco em sua inocência. E foi proferida a sentença sobre Jó: CULPADO! (v. 10). E, sob o manto do que acreditava ser religião, Elifaz fez um apelo para que Jó se convertesse.
A ideia de Elifaz e dos demais é a mesma que predomina na maioria das religiões cristãs de hoje: se você aceitar a Jesus, sua vida será perfeita; você terá prosperidade, uma família feliz e saúde para dar e vender.
As pessoas esquecem de estudar as Escrituras e perceber que a vida perfeita não pertence a este mundo. É só estudar a Bíblia e ver que Noé foi um escolhido de Deus, mas teve que suportar perseguições e um filho iníquo. José tornou-se governador do Egito; mas que caminho ele não percorreu até chegar lá, hein? O profeta Isaías foi cerrado ao meio. Daniel foi jogado numa cova com leões famintos. Os discípulos passaram por açoites, perseguições e mortes cruéis. E o que dizer de Paulo e do próprio Cristo?
Portanto, amado, se tua vida vai bem, dai glórias a Deus. Se estás passando por momentos difíceis, dai glórias a Deus. Se amigos e familiares te condenam por causa da tua fé, dai glórias a Deus. A tua condição física ou financeira não é termômetro de bênção ou de maldição. Mas a tua condição perante o SENHOR, essa sim tem a ver com salvação ou perdição eterna.
Ainda que todos ao teu redor estendam dedos acusadores sobre você, lembre-se que eles não são auxiliares do ÚNICO JUIZ JUSTO. Se o que você mais deseja é estar na presença de Deus, Ele está aí, ao teu lado. Abra agora o teu coração ao SENHOR que habita com você, pois Ele te diz hoje: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar; MAS HABITO TAMBÉM com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57:15).
Vivifica-nos, SENHOR!
Bom dia, contritos de coração!
Desafio do dia: Faça uma oração especial de entrega. Deposite aos pés de Cristo todas as tuas dificuldades e incertezas. Abra o teu coração ao teu Salvador!
*Leiam #Jó22
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Ellen White escreveu: “A longa noite de trevas é difícil, mas em misericórdia a manhã é adiada, pois se o Mestre viesse, quantos se achariam desapercebidos! 2T, p. 194 (1868).
Jó sabe que a lâmpada dos ímpios será extinta e sua ruína cairá sobre eles no final (v. 17). Os ímpios serão como palha e palha (v. 18).
O ímpio enfatiza apenas em ganhar dinheiro para comprar o imóvel para seus filhos poderem viver bem (v. 8, 9), mas, diz Jó, seus dias estão contados.
Eles não vivem para sempre. Deus está no controle (v. 22). Enquanto uma pessoa morre em plena força, de forma tranquila e pacífica, tendo participado de coisas boas (v. 23), outro “morre com amargura do seu coração, não havendo provado do bem” (v. 25). “Todavia, uns e outros jazem no pó, e serão tomados e consumidos pelos vermes da terra(v. 26 KJA).
Querido Deus,
Correr atrás dos nossos sonhos pode significar apenas ser enterrado perto do que acumulamos na vida. Não vale a pena viver como rico, mas perder a vida eterna. Ajuda-nos a mantermos o foco em Ti, querido Senhor. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/21
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/17/
Tradução Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 21
Comentário em áudio Pr Valdeci
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Na sua defesa, Jó, sendo cada vez mais encorajado, aponta sem hesitação as falácias da posição dos seus amigos. Os caminhos de Deus são inescrutáveis para Jó, e devem ser também para seus amigos, pois a teoria de punições e galardões imediatos na terra é uma maneira simplista de se reduzir a providência divina a um mecanismo (Bíblia Shedd).
1. Respondeu, porém, Jó. Aqui tem início o terceiro ciclo de discursos (Jó 21-31), composto por três de Jó, um de Elifaz e um de Bildade. Zofar não participa deste ciclo (CBASD, vol. 3, p. 622).
2 consolação. Jó aqui busca consolação no privilégio de ser ouvido. Frequentemente a pessoa ferida é mais beneficiada quando alguém a ouve do que quando alguém lhe fala (CBASD, vol. 3, p. 622).
3 tolerai-me. Isto é, “permitam-me falar” (CBASD, vol. 3, p. 622).
4 é do homem que eu me queixo? Jó deixa implícito que se queixa de algo cuja causa é sobrenatural (CBASD, vol. 3, p. 622).
5 pasmai. Jó está prestes a defender a ideia de que os ímpios têm vida longa, tranquila e próspera. Sabendo que essa ideia revolucionária despertará horror e indignação em seus ouvintes, ele os prepara para o choque (CBASD, vol. 3, p. 622).
7 como é […]? O verso anterior revela que Jó não faz a pergunta meramente a título de argumentação. Ele está genuinamente preocupado. Já observou o sucesso e a prosperidade dos ímpios. Diferentemente de seus amigos, está disposto a admitir este estranho fenômeno. Mas, embora o reconheça, acha difícil aceitá-lo. Jó não é a única pessoa que buscou respostas para esta intrigante pergunta (CBASD, vol. 3, p. 622).
envelhecem. Zofar afirmou que o triunfo dos ímpios era curto (Jó 20:5). Com mais discernimento, Jó vê que a prosperidade dos ímpios pode continuar ao longo de toda a vida deles (CBASD, vol. 3, p. 622).
7-13 Em palavras duras, Jó descreve a duradoura prosperidade do lar dos ímpios, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos; e no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (Bíblia Shedd).
8 seus filhos se estabelecem. Os amigos de Jó afirmaram que os filhos dos ímpios não sobreviveriam (Jó 18:19). Jó questiona essa posição (CBASD, vol. 3, p. 622).
9 Jó, a esta altura, nega aquilo que lhe foi ensinado por Elifaz (15.28), Zofar (20.28) e Bildade (18.14). Assim faz, não para obter um triunfo de dialética na argumentação, mas porque está sinceramente procurando uma solução para um problema moral que o angustia, cf v 6 (Bíblia Shedd).
11 seus filhos saltam de alegria. Um quadro de despreocupada felicidade e prosperidade (CBASD, vol. 3, p. 623).
13 em paz. Os ímpios têm vida próspera e livre de cuidados e morrem sem sofrimento e sem doença prolongada. Não se deve entender que Jó estivesse afirmando ser sempre esta a experiência dos ímpios, mas ele havia observado o suficiente na vida para saber que isto ocorria com frequência. Esta imagem da vida está em completo desacordo com a dos amigos, que apresentavam os ímpios como pessoas invariavelmente atormentadas por sua consciência (Jó 15:20), que ficavam sem filhos (18:19) e sofriam morte trágica (20:24) (CBASD, vol. 3, p. 623).
14 retira-Te de nós. Estas declarações expressam a filosofia dos infiéis ao longo de todos os séculos. Os autossuficientes não sentem necessidade de Deus, não desejam conhecer os caminhos de Deus e não reconhecem a autoridade do Todo-Poderoso. Não estão interessados em nada que não prometa benefício imediato para si mesmos (CBASD, vol. 3, p. 623).
16 longe de mim o conselho dos perversos. Jó não quer que sua descrição atraente, sobre a sorte dos ímpios na terra, seja considerada como um desejo de tomar seu [dos impios] partido. (Bíblia Shedd).
17 Jó solicita as provas que sustentem a doutrina de Bildade, “a luz dos perversos se apagará” (18.5), e de Zofar (20.23) (Bíblia Shedd).
19 é a ele que Deus deveria dar o pago. Jó deseja que os próprios pecadores, e não seus filhos, sintam o impacto de seus atos ímpios (CBASD, vol. 3, p. 623).
20 seus próprios olhos. Este verso dá sequência ao pensamento do anterior. Jó observou que os pecadores morrem na prosperidade e em aparente bem-estar, mas ele gostaria que não fosse assim. Ele desejaria que seus amigos estivessem certos em sua insistência de que o ímpio recebe a recompensa nesta vida, mas a experiência lhe ensinou que eles não estão corretos em seu ponto de vista (CBASD, vol. 3, p. 623).
22 De súbito, Jó acusa os amigos de presunção, ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê-lo, estão praticamente ensinando a Deus como deveria governar os homens, em vez de encararem os fatos como se apresentam em toda a sua realidade (Bíblia Shedd).
23 um morre. Novamente Jó enfatiza que não há norma confiável pela qual explicar o sofrimento ou a ausência dele na vida de alguém (CBASD, vol. 3, p. 624).
24-34 Jó não achou sabedoria nem consolo nos conselhos dos seus amigos, pois falaram em generalidades e, por conveniência, ignoram os exemplos que desmentem suas teorias (v 29 – 30) (Bíblia Shedd).
25 na amargura. Em contraste com a prosperidade de alguns, outros morrem em amargura após uma vida de miséria. Jó não tenta explicar esta anomalia da vida (CBASD, vol. 3, p. 624).
27 conheço os […] injustos desígnios. Jó tem consciência de que seus amigos o consideram muito ímpio. Ele sabe que não tem a compaixão deles (CBASD, vol. 3, p. 624).
29 os que viajam. Jó pede aos amigos que perguntem aos viajantes, que já observaram pessoas em diferentes países, se eles não concordam com ele. Jó estava certo de que a observação desses homens revelaria que muitas pessoas boas sofrem e que pessoas ímpias prosperam (CBASD, vol. 3, p. 624).
É poupado. A frase aqui parece significar que os ímpios são poupados das angústias da vida presente em vista do juízo vindouro, quando receberão seu castigo. Esta observação está em harmonia com a declaração de Pedro (2Pe 2:9) (CBASD, vol. 3, p. 624).
31 quem lhe lançará em rosto […]? Enquanto o ímpio tem poder, ninguém ousa condená-lo abertamente ou puni-lo por sua impiedade (CBASD, vol. 3, p. 624).
32 finalmente é levado. A ideia parece ser de que os ímpio morre em plena honra e é levado em cortejo para sua sepultura (CBASD, vol. 3, p. 624).
33 torrões do vale. “Torrões” representam a terra jogada sobre o caixão. Figura de linguagem poética para uma morte tranquila.
34 Como, pois, me consolais em vão? “A filosofia de vocês está errada”, diz Jó a seus amigos. “A ideia de vocês sobre a retribuição divina nesta vida não é comprovada pelos fatos da experiência humana. Não há consolo no que vocês dizem, porque não falam a verdade.” Este capítulo pode ser chamado de o triunfo de Jó sobre seus oponentes. Ele não está irritado como a princípio. Suas declarações são menos pessoais e mais profundas. Este discurso é marcado pelo fervor, pela confiança e pela reverência (CBASD, vol. 3, p. 624, 625).