Reavivados por Sua Palavra


JÓ 14 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
3 de outubro de 2016, 0:30
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“Chamar-me-ías, e eu Te responderia; terias saudades da obra de Tuas mãos” (v. 15).

Entre existir e não existir está uma linha tênue chamada morte. Mas porque nunca nos acostumamos à ideia de que tudo o que é vivo um dia morre? Simplesmente porque não fomos criados para morrer. Fomos criados para a eternidade (Vide Eclesiastes 3:11). Cada célula de nosso corpo, cada neurônio, cada gota de sangue representam vida e amor de um Criador que planejou a nossa existência eterna. Jó sabia disto e, ao revelar o seu argumento sobre a brevidade da vida não negou a sua fé na ressurreição, nem tampouco defendeu ter o homem uma alma imortal (Vide I Timóteo 6:15-16); ele afirmou o que toda a Escritura declara, de que a vida neste mundo é passageira, ela não tem uma continuidade em uma “alma” fora do corpo, mas, como já vimos antes, a morte é um estado de sono, o que é confirmado pelo próprio Jó mais uma vez: “não acordará, nem será despertado do seu SONO” (v. 12).

A esperança que movia o coração de Jó deve ser a nossa hoje também. Muito em breve, teremos o nosso corpo mortal revestido de imortalidade; o nosso corpo corrupto revestido da incorruptibilidade (I Coríntios 15:52-53). A substituição de que Jó almejava acontecerá (v. 14). Todo filho e toda filha de Deus terá este corpo maltratado pelo pecado mudado em um corpo perfeito e glorificado. O SENHOR tem saudades daqueles que criou para a vida abundante e breve virá para chamar pelo nome aqueles que O amam.

Quer você estar entre este grupo que a Bíblia chama de restante (Vide Apocalipse 12:17)? Como Jó, abra o teu coração para Deus e confie de que, ainda que a morte chegue, nem ela poderá nos separar “do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:39). Prepara-te! O Rei vem vindo!
Bom dia, restantes do SENHOR!

Desafio do dia: Leia I Tessalonicenses 4:13-18. Não sejamos “ignorantes com respeito aos que dormem” (I Ts. 4:13).

*Leiam #Jó14

Rosana Garcia Barros



FAÇA COMO JÓ, NÃO DESISTA! by Jeferson Quimelli
2 de outubro de 2016, 15:00
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Querido leitor,

Nestes dias estamos estudando os diálogos entre Jó e seus amigos, muitos em forma poética. Caso lhe vir a tentação de parar a leitura, por achar que este assunto não tem muito a ver com suas necessidades espirituais e emocionais deste momento, por favor, não desista!

Deus tem muitas bênçãos reservadas para você através do estudo da Sua Palavra, cada uma a seu tempo. Deus quer falar com você através de Sua Palavra.

E mais: caso alguma passagem ou comentário lhe impressione de modo especial o seu espírito, como uma palavra do Senhor, gostaríamos muito se compartilhasse conosco. Pode ser algo simples, mas se tocou seu coração, pode beneficiar a outros também.

Escreva um breve texto e publique como comentário aqui, no blog.

Assim fazendo, estaremos sendo “reavivados pela Palavra”.

Jeferson Quimelli,
pela equipe do blog RPSP



JÓ 13 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
2 de outubro de 2016, 8:01
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“Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me perante Deus” (v. 3).

Quanto mais estudo este livro, mais me apaixono por sua profundidade e linguagem diferente dos demais livros das Escrituras. Apesar de descrever a história de um homem que sofreu demasiadamente, ao mesmo tempo, as palavras do livro de Jó tem um poder sobrenatural de nos elevar a Deus, além de nos apresentar a realidade da luta do bem contra o mal. Há sim um conflito que envolve não somente o nosso bem-estar, nem tampouco somente a nossa felicidade aqui neste mundo, mas envolve o nosso futuro definitivo.

A integridade de Jó foi colocada em xeque. Sua fidelidade a Deus, questionada. Seu caráter, denegrido. Jó percebeu que não adiantaria defender-se diante de homens que revestiam “a verdade com mentiras” (v. 4). Como charlatões podiam enganar aos homens, mas a Deus, JAMAIS (v. 9). Seus discursos aparentemente sábios, não passavam de “provérbios de cinza” (v. 12), isto é, palavras ditas ao vento. Gabavam-se de suas considerações, quando estavam bem distantes de serem usados por Deus. Como vimos, no silêncio, eles teriam encontrado a verdadeira sabedoria (v. 5), contudo escolheram especular acerca da vida de Jó. O servo sofredor sabia que por mais que a sua doença lhe consumisse a carne, Deus o julgaria pelo seu caráter e fiel procedimento (v. 15). “Dai ouvidos à minha exposição” (v. 17) não foi um mero pedido de atenção, mas um convite à prudência. Porque Jó acreditava na sua inocência perante o SENHOR (v. 18) e perante os homens (v. 19). No âmago de sua dor, clama ao Único capaz de livrá-lo de todo aquele mal, e pede duas coisas. Basicamente, foi isto que Jó pediu a Deus:

  1. Dá-me alívio em meu sofrimento;
  2. Me responda porque estou passando por isto.

Jó começa a lembrar dos anos de sua juventude e puxar pela memória todas as culpas de sua mocidade (v. 26). Ele faz a Deus a célebre pergunta:

— Mas o que foi que eu fiz? (v. 23).

Esta é a mesma pergunta feita a Deus por uma mãe que acaba de perder um filho. É a mesma que um pai de família faz ao perder o emprego. É a mesma pergunta feita por aquele cujo cônjuge o abandonou. São diversas as situações adversas que temos que passar neste mundo. E quando sobrevém o vendaval de problemas, quantas vezes não questionamos a Deus? E quantas vezes também não usurpamos nossos sentimentos e os retraímos falando com Deus mecanicamente, quando Ele espera que abramos o nosso coração e Lhe confessemos as nossas reais necessidades. Naquele momento de sua vida, Jó tinha duas necessidades, e foi a Deus suplicar por elas. Ele reconhecia que só o SENHOR poderia ajudá-lo. Sabemos que Deus não o respondeu e nem o livrou de seu sofrimento imediatamente. O tempo de Deus, muitas vezes, não corresponde a espectativa de nossos anseios. Nossa natureza humana pecaminosa deseja as coisas para ontem, enquanto no calendário de Deus Ele agenda tudo a Seu tempo, ou, por vezes, para o nosso bem, desmarca alguns de nossos sonhos justamente porque reserva sonhos infinitamente melhores para os que nEle confiam.

Jó não pediu nada demais para Deus. Ele não pediu suas riquezas de volta, não pediu que Deus castigasse os seus amigos zombadores e nem pediu a cura de suas chagas. Mas pediu alívio da dor e da alma. Ele só queria ouvir do próprio Deus a confirmação de que tudo aquilo pelo que estava passando não tinha nada a ver com pecados passados. Jó necessitava ter sua integridade confirmada pelo SENHOR.

Não devemos enxergar as nossas provações como armas contra os nossos pecados, e sim como possibilidades para vitórias ainda maiores. Não há argumento maior do que uma vida vitoriosa em Cristo Jesus. Enquanto o inimigo explora as nossas fraquezas e as expõe ao extremo de nossas forças, quando vamos a Deus, como fez Jó, em busca de alívio e de respostas, Ele faz de nossa vida um dos maiores argumentos para o mundo. Quando, pelo poder de Deus, um ébrio torna-se sóbrio; quando uma prostituta torna-se pura; quando um ladrão torna-se honesto; e até quando um cristão exemplar, como Jó, é provado e aprovado, sua vida torna-se o sermão que o tempo não consegue calar. Milhares de anos depois estamos nós estudando a vida de Jó. Ainda que um filho de Deus desça ao pó, sua história de fidelidade a Deus nunca morrerá.

Não desista, amado! Nunca desista amada de Deus! Acredite, como Jó, que o SENHOR está no controle de todas as coisas e que, mesmo que o Seu relógio marque a tua vitória depois do que você previa ou almejava, confie e verás que não poderia haver melhor hora para a tua vitória.

Bom dia, amados de Deus!

Desafio do dia: Faça hoje dois pedidos especiais ao SENHOR, e confie que Ele lhe responderá da melhor forma.

*Leiam #Jó13

Rosana Garcia Barros



JÓ 13 by Jeferson Quimelli
2 de outubro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Jó, então, pede ao Senhor apenas duas coisas: (a) que afaste dele a Sua mão que o castiga e (b) que estes castigos aterrorizantes não interrompam a comunicação entre os dois, em ambos os sentidos (v. 20, 21). Deus o mantém em Suas mãos e o cerca com a verdade. Devemos também ter esta mesma certeza. Falemos com Deus (cf. v. 22): “Ligue-me e eu responderei ou eu falo e você responde.”

Jó continua pedindo que Deus faça conhecer sua transgressão (v. 23) que o priva de desfrutar as bênçãos do companheirismo e amizade com Ele (v. 24). Jó sabe que seus pecados estão registrados e se pergunta se agora está sofrendo pelos pecados de sua juventude (v. 26).

Considere: No juízo investigativo [que começou em 1844 e se estenderá até o tempo do fim] eu pedi a Jesus para cobrir meus pecados com Sua justiça?

Querido Deus,
Somos inspirados pela fé de Jó. Te pedimos que, enquanto ainda temos oportunidade, nos revele e nos afaste do mal que acariciamos, aquilo que nos impede de nos impede de fruirmos plenamente as bênçãos do relacionamento conTigo, hoje e sempre. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/13 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/13
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/09/
Tradução Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 13
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/56-57 e https://credeemseusprofetas.org/



JÓ 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
2 de outubro de 2016, 0:50
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3 O real foco de Jó, desde o começo, é Deus (9:3, 14-16,19-20, 32-35) (Andrews Study Bible).

4 sois médicos que não sabem nada. Jó comparou seus três amigos a médicos que não sabiam o que estavam fazendo. Eram como cirurgiões de olhos que tentam realizar cirurgia de coração aberto. Muitas de suas idéias sobre Deus eram verdadeiras, mas não se aplicavam à situação de Jó. Eles estavam certos em dizer que Deus é justo. Eles estavam certos em dizer que Deus castiga o pecado. Mas eles estavam errados em supor que o sofrimento de Jó era um justo castigo por seu pecado. Eles tomaram um princípio verdadeiro e o aplicaram de forma errada, ignorando a enorme diferença entre as circunstâncias humanas. Devemos ser cuidadosos e compassivos na forma de aplicar as condenações bíblicas para os outros; Devemos ser lentos para julgar (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

7 em favor de Deus vocês falarão perversidades?. Quantas vezes coisas injustas foram ditas ou feitas, professamente para promover os interesses de Deus! (CBASD, vol 3, p. 597).

14 tomarei a minha carne nos meus dentes. Significa: “Arriscarei minha vida” (Andrews Study Bible).
[…] suas [de Jó] declarações o colocavam em perigo, mas ele estava determinado a continuar, de qualquer maneira.[…] Esta frase parece implicar a idéias de um risco calculado (CBASD, vol 3, p. 598).

15 eis que me matará, já não tenho esperança (ARA). NVI, ACF, ARC: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle”.

Com base nesta tradução, este versículo tem sido frequentemente citado como suprema expressão de confiança no Senhor (Bíblia de Genebra).

[…] o primeiro degrau da escada pela qual Jó emergiu de seu abismo de desespero (CBASD, vol 3, p. 599).

É com estas palavras que Jó revela sua grande fé. Apesar de sua situação difícil e da dor que sente, Jó confiou nos juízos de Deus. Que Deus ajude cada um de nós a ter semelhante fé nele, independentemente daquilo que Deus permite que sobrevenha ao nosso caminho (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).

24 me tens por Teu inimigo. Essa é a fantasia enganosa com a qual Jó lutava. Deus nunca considerou Jó seu inimigo (Bíblia de Genebra).

25 uma folha […] a palha seca. Jó se compara a dois dos objetos mais insignificantes e sem valor (CBASD, vol 3, p. 599).

26 coisas amargas. Venenosas (Andrews Study Bible).

27 no tronco. Um primitivo meio de punição e aprisionamento (CBASD, vol 3, p. 599).

28 coisa podre. Jó se refere à fragilidade dele próprio e de toda a humanidade (CBASD, vol 3, p. 600).



JÓ 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
2 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 13 – Tem muitas coisas que sabemos, mas Jó não sabia. A revelação é gradativa. A Bíblia demorou aproximadamente 1600 anos para ser concluída. O livro de Jó foi o primeiro a ser inspirado pelo Espírito Santo neste mundo pecaminoso. Contudo, é possível que nossa fé não seja tão sólida como a de Jó. Isso é lamentável!

O que sabemos (ou deveríamos saber) que Jó não sabia? Dentre tantas coisas, observe esta reflexão oriunda da pena de Rodolfo Gorski:

“Quando aceitamos a Cristo como Salvador, não recebemos nenhuma apólice de seguro de saúde e de proteção contra os resultados do pecado neste mundo. Por isso, todos os cristãos estão sujeitos aos acidentes, às doenças e até à morte. Todavia, é gratificante notificar que, ao aceitarmos a Cristo e nEle permanecermos, Deus nos concede a apólice de vida eterna, com todas as garantias. Essa apólice vem autenticada pelo sangue do próprio autor da vida, Jesus Cristo”.

Também temos a história de Jó que nos ensina preciosas lições espirituais para fortalecer a nossa fé que ele, obviamente, não tinha. Neste capítulo, Jó continua seu discurso, do qual temos:

• Ele falando com seus amigos. Indignado, em meio à dor e aos ataques ferinos da parte deles, Jó declarou que falaria com Deus; pois, não adiantava nada falar com eles, era pior ouvir suas palavras que seu silêncio (vs. 1-5). Assim como os amigos de Jó, na hora de ajudar um amigo na dor, muitos agem como charlatões, como médicos que dão receitas erradas, ou como advogados fraudulentos (vs. 6-12).

• Ele expressa esperança antes de dirigir-se diretamente a Deus. Mesmo sofrendo, Jó tem certeza da existência de Deus . Ele não tem medo de Deus, mas confiança. Em meio a mais terrível dor, Jó se rende ao Senhor antes de falar com Ele (vs. 13-19). É lamentável que, mesmo possuindo muito mais informações reveladas, nossa fé pode nem chegar perto da confiança de Jó em Deus.

• Ao orar a Deus, Jó Lhe faz dois pedidos (vs. 20-28):

1. Tira de mim as aflições.
2. Fala comigo para que eu possa responder.

Como Jó, em meio ao sofrimento precisamos aprender a fugir para Deus, não a fugir dEle. Por que afastar-se de Deus, se Ele é nossa única esperança? – Heber Toth Armí.

Im


JÓ 12 by Jeferson Quimelli
1 de outubro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Jó respondeu a Zofar, dizendo que o conhecimento humano avançado vem do conhecimento da “revelação” [No livro Educação, p. 154-156, EGW enfatiza o mesmo ponto]. Jó é ridicularizado por seus amigos porque suas referências estão limitadas ao conhecimento da existência humana, mas Jó argumenta que ele “invocava a Deus”, e este lhe respondia (v. 4).

O mistério da salvação é loucura para o mundo. Tanto Jó como seus amigos sabem que Deus está acima da natureza, enfatizando a soberania de Deus, contudo Jó fala de um Deus pessoal que responde a quem O chama (v. 4).

Na opinião de Jó, o maus prosperam e “estão seguros”, porque por vezes Deus permite que eles estejam assim (v. 6). Jó exorta seus amigos a estudar cuidadosamente a ciência da zoologia: “os pássaros” do céu (v. 7), os animais terrestres, os “peixes do mar” (v. 8). Todo este conhecimento aponta para o Criador como vemos em Gênesis, cap. 1. Jó confirma isso, dizendo: “Na sua mão está a vida de cada criatura” (v. 10 NVI), exatamente o que Moisés tinha em mente em Gênesis 2:7.

Querido Deus,
Conceda-nos alinhar nossos pontos de vista pessoais com a perspectiva de Sua revelação. Que assim possamos compartilhar Seu conhecimento e salvação com este mundo. Amém.

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/12 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/12
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/07/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 12
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/56-57 e https://credeemseusprofetas.org/



JÓ 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
1 de outubro de 2016, 0:50
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12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).

1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).

2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).

2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).

4 irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.

5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).

Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).

17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).

18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).

21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).

24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).



JÓ 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
1 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 12 – Três contra um! Um trio irredutível em seus argumentos mesmo diante de provas contundentes. Jó e suas declarações eram as provas de que os justos sofrem, contra os argumentos de que o sofrimento era punição aos pecadores impenitentes. Que desafio para Jó!

É normal o abandono até dos amigos quando se perde tudo (Lucas 15:11-16). Mesmo que muitos abandonaram a Jó, seus amigos estavam com ele. Embora eles não fossem compreensivos, a fidelidade de Jó a Deus se fortalecia.

• Apesar dos pesares, o sofrimento extrai de nós muitas coisas boas.

Jó vasculhou fundo em sua mente visando encontrar respostas aos seus confrontadores. Isso é positivo! O ferro afia o ferro assim como relacionamentos influenciam no desenvolvimento do caráter. Não importa o tipo de amigo, no relacionamento, o fiel servo de Deus amadurecerá seu caráter. Com fé em Deus e atitude positiva é possível crescer/aprender até mesmo nas condições mais negativas.

• Jó mostra aos amigos que supõem-se mais sábios que é universal a suposta sabedoria mais elevada deles; suas verdades filosofadas não eram nenhuma novidade para ele (vs. 1-3).

• Jó intentava mostrar que, a crença tradicional na teologia da retribuição não condizia com os fatos. Nem todo sofrimento vem por algum pecado cometido. Em outras palavras, as provas indicavam o contrário da crença popular, que inclusive parece que Jó era adepto (vs. 4-6).

• Jó mostra que o conhecimento é universal, a natureza ensina muitas verdades aos que param para observá-la atentamente. A sabedoria natural é acessível a todos, mas a sobrenatural é exclusiva de Deus (vs. 7-13).

• Jó, em sua ignorância ao tema do grande conflito – entre um Satanás poderoso, agente do mal, e um Deus Todo-poderoso agente do bem – enfatiza aspectos negativos da criação/natureza relacionados com Deus. Sua teologia é confusa (vs. 14-25).

Como alguém na escuridão buscando luz, a pressão psicológica dos amigos de Jó o fez procurar por saída, solução e explicação. A falta de compreensão do grande conflito impede até os mais sábios de entender sua história e seu mundo.

• O causador do mal é Satanás; Deus só investe no bem!
• O destruidor é Satanás; Deus é o Criador!

Desconsiderar a existência de Satanás leva a interpretações equivocadas do caráter de Deus!

Como Jó, muitas pessoas carecem destas verdades… – Heber Toth Armí.



JÓ 12 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
1 de outubro de 2016, 0:30
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“Eu sou irrisão para os meus amigos; eu, que invocava a Deus, e Ele me respondia; o justo e o reto servem de irrisão” (v. 4).

Iniciei o estudo deste capítulo e quando cheguei ao verso quatro me deparei com esta palavra estranha: irrisão. Então fui ao dicionário e achei o seguinte: “Ação de rir com intuito de desdenhar ou de menosprezar. Algo ou alguém que é alvo de zombaria, de risos” (Dicionário online de Português). Jó afirmou que seus amigos, além de duvidarem de sua integridade, estavam zombando dele. Havia ironia e insinuações maliciosas que fazia deles promotores de acusação de alguém que chamavam de amigo. Julgavam-se sábios quando o conhecimento deles estava muito aquém daquele que desdenhavam (v. 3). Na falsa segurança a qual apegavam-se, desprezavam qualquer um que estivesse em situação de infortúnio; estavam ali mais com a intenção de empurrar do que de ajudar a levantar (v. 5).

A lamentação de Jó a respeito dos ímpios mais uma vez revela que pensava diferente da visão de seus amigos, pois estes enxergavam o sofrimento como um castigo apenas para os ímpios. Ele os convida a comprovar o que disse observando a natureza, onde os mais fortes prevalecem sobre as criaturas mais mansas e vulneráveis (v. 6-8). E por duas vezes enfatiza que a sabedoria e a força estão com Deus (v. 13 e 16) e “Não!” (v. 13) com os anciãos ou com as autoridades da Terra. Jó deixa claro que Deus engrandece a quem quer e a quem quer “tira o entendimento” (v. 20). Deus é a Fonte de toda sabedoria, de todo entendimento e de toda a força. O último discurso feito por Zofar mostrou a ignorância e a insensatez de buscar sabedoria olhando para dentro de si.

Onde estamos buscando sabedoria? E onde o entendimento? Está escrito: “Eis que o temor do SENHOR é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento” (Jó 28:28). Foi o próprio Jó que proferiu estas palavras. Percebam que as duas características para se adquirir a sabedoria e o entendimento estavam presentes na vida de Jó: “… temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1).

Nós já aprendemos que temer a Deus tem a ver com o nosso relacionamento pessoal com o SENHOR (vertical) e o nosso relacionamento com o nosso próximo, mediante a compaixão (horizontal) (Vide Jó 6:14). E desviar-se do mal tem a ver com sair da frente do pecado, fugir de situações que ameacem a nossa salvação, assim como fez José diante da investida da mulher de Potifar: “… deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora” (Gênesis 39:12).

Quando tememos a Deus e damos as costas para o mal, andamos na direção do Único que “tem conselho e entendimento” (v. 13) para nos dar.

Você hoje pode ser motivo de zombarias. Você pode estar servindo de “irrisão” (v. 4) para muitos, como Jó. Então, amado, és um bem-aventurado: “Bem-aventurados sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós” (Mateus 5:11). Lembre-se que “mudou o SENHOR a sorte de Jó” (Jó 42:10). Lembre-se também que maior que o teu opróbrio, foi o de Cristo: “… e, ajoelhando-se diante dEle, O escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nEle, tomaram o caniço e davam-Lhe com ele na cabeça” (Mateus 27:29-30). Se o Dono da sabedoria e do entendimento, a Quem pertence toda a força, se fez o mais fraco de todos e escolheu passar por esta terrível humilhação por amor a mim e a você; não deveríamos nós carregar a nossa cruz (sofrimentos, zombarias, desprezo, tribulações) e segui-Lo?

Tenha certeza de que as tuas lágrimas, as vertidas ou as reprimidas, não passam despercebidas por Aquele que promete:

Eu enxugarei de seus olhos toda a lágrima! (Apocalipse 21:4).

As mãos cruéis que feriram o nosso Salvador foram as mesmas que apressaram a missão do AMOR. Acredite, pois, que as afrontas que sofres e que vieres a sofrer pela tua fidelidade a Deus produzirão em ti a perseverança para chegares vitorioso até o fim: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o SENHOR prometeu aos que O amam” (Tiago 1:12). És um irrisão por causa do nome do SENHOR? Vá agora em frente a um espelho e veja a imagem de um dos bem-aventurados de Deus. Ainda que, como José perdeu as vestes, o mundo o exponha ao ridículo, tenha certeza de que serás, muito em breve, coroado de glória e vestido com as vestes da justiça de Cristo!

Bom dia, bem-aventurados do SENHOR!

Desafio do dia: Hoje é sábado, o dia mais feliz da semana. Espalhe alegria com um lindo sorriso no rosto 😃 e dê muitos abraços! (7 no mínimo). Depois… Relate aqui sua experiência.

*Leiam #Jó12

Rosana Garcia Barros