Filed under: Sem categoria
I CRÔNICAS 8 – A graça divina não nos livra das desgraças de nossos pecados, mas nas desgraças causadas por eles.
Deus nunca pretendeu que Israel tivesse rei além dEle. Como houve resistência a Deus e insistência na instituição de um reino terrestre, o Soberano do Universo cedeu à exigência da criatura. O capítulo em questão visa mostrar, ao leitor, a tribo da qual saiu o primeiro rei de Israel, cujo reinado deu início à monarquia israelita.
“As genealogias que o cronista formula de Israel terminam com um segundo relato longo de Benjamim (ver 7:6-12) […] mas seu final segue outro rumo. Ao fechar suas genealogias com um longo relato de Benjamim, o cronista elevou esta tribo ao nível de Judá e Levi”.
Avançando em seu comentário sobre este capítulo Richard Pratt Jr. explica que um segundo registro da genealogia de Benjamim “é que o cronista distinguia dois grupos de benjamitas. Quando as tribos setentrionais se separaram de Judá por volta de 722 a.C., a tribo de Benjamim dividiu sua lealdade. Alguns benjamitas seguiram para o norte (ver 1Rs 11:31,32), enquanto outros permaneceram com Judá (ver 1Rs 12:21) […]. O segundo registro… se concentra nos benjamitas que foram leais a Jerusalém… Esses benjamitas receberam atenção maior porque foram fieis ao monarca de Jerusalém e ao Templo, tal como foram Judá e Levi”.
O comentário Bíblico Adventista divide assim este capítulo:
1. Os filhos de Benjamim e os chefes das famílias (vs. 1-32);
2. A linhagem de Saul e Jônatas (vs. 33-40).
As 12 tribos de Israel foram unificadas por Saul. Mas, a nação foi divida em dois reinos após a morte de Salomão: Ao sul, o reino de Judá, composto das duas tribos: Judá e Benjamim; e, ao norte, o reino de Israel, formado pelas outras 10 tribos, que ficaram conhecidas como “as dez tribos perdidas de Israel”, após terem o reino invadido pela Assíria em 722 a.C.
• Seguir os planos divinos é melhor que lutar por nossas maiores ambições humanas. Ignorar estes planos significa assinar nosso fracasso.
No tempo do cronista, havia sobrado apenas as tribos de Judá e Benjamim. As quais foram cativas em Babilônia, mas Deus não desistiu de investir nestes remanescentes! Que bom, assim a Bíblia foi preservada!
“Senhor, reaviva-nos espiritualmente!” – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Comentário devocional:
Israel, enquanto nação, subiu e desceu na sua caminhada com Deus. Quando eles se aproximavam de Deus, tornavam-se extremamente abençoados. Em seguida, eles se apoiavam em seu próprio entendimento e se afastavam de Deus. Chegando a um ponto baixo, eles se voltavam e se aproximavam novamente de Deus. Sem dúvida, a maioria de nós já teve jornadas espirituais com altos e baixos que se assemelham à de Israel.
O que podemos aprender da viagem desta família de Israel? Como Israel, podemos nos recuperar através do arrependimento e da confiança no poder do Seu Espírito. Se nos apoiarmos sobre o Espírito Santo, nos tornaremos capazes de viver cada vez mais perto de Jesus. Além disso, seremos capazes de reconhecer mais claramente quando deixarmos o Seu lado e, com firme confiança nEle, corrigir nossas ações para retornar rapidamente à Sua graça.
Que possamos ser arqueiros poderosos de Jesus em nossa luta contra o inimigo e que nossas flechas sempre acertem o alvo certo.
Christopher Beason
Network7 MediaCenter
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/1ch/8 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1ch/8
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/03/28/
Tradução: Jeferson Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: I Crônicas 8
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/31-32 e https://credeemseusprofetas.org/
Filed under: Sem categoria
1-40 Descendentes de Benjamim. A inclusão de uma segunda genealogia de Benjamim ainda mais extensiva reflete a importância dessa tribo quanto ao interesse do cronista por Saul. […] A genealogia de Benjamim é mais extensiva que a de todas as demais tribos, menos Judá e Levi. O cronista também se preocupa com a genealogia de Saul (v 29-38) a fim de armar o palco para a narrativa histórica que começa no fim do reinado dele (cap. 10); a genealogia de Saul é repetida em 9.35-44. Várias referências fazem supor que essa genealogia também se originou da esfera militar (v. 6, 10, 13, 28, 40) (Bíblia de Estudo Vida).
Benjamim recebe atenção especial porque Jerusalém pertencia, tradicionalmente àquela tribo (Js 18.28) e porque o primeiro rei, Saul, era benjamita (33). O v. 28 indica que havia numerosos benjamitas em Jerusalém, na época do cronista. A ênfase sobre Benjamim liga as genealogias com o corpo histórico do livro, que começa com o relato sobre a família real de Saul (Bíblia Shedd).
6-27 Exclusividade de Crônicas (Bíblia de Estudo Vida).
29 Jibeão. Uma cidade no território Benjamita onde houvera um importante santuário. Deus apareceu a Salomão em um sonho neste lugar (Andrews Study Bible).
pai [de Jibeão]. Ou líder, ou ainda fundador (Bíblia de Estudo Vida, nota textual).
33 Esbaal. O sentido é “homem (adorador) de baal”. Em 2 Sm 2.8, o nome do filho de Saul é alterado para Is-Bosete, “homem de opróbrio”. No hebraico, boseth significa “vergonha”. A alteração foi feita porque o livro de Samuel era lido em voz alta nos cultos nas sinagogas, enquanto Crônicas não o era. Antes da introdução da adoração ao deus fenício Baal em Israel, pelo rei Acabe, a palavra baal não tinha má conotação no hebraico, mas simplesmente era equivalente ao substantivo próprio mais comum El, isto é, “Deus”, ou “Senhor”, ou “marido”. No tempo de Saul era um título honorífico que subentendia que Jeová era o Senhor, o “baal” de Canaã. Depois de Acabe, os nomes relacionados com “baal” se tornaram ofensivos aos ouvidos piedosos, que nem ao menos pronunciavam tal palavra. Esses alteraram os nomes de seus antepassados, incluindo [em seu lugar] a forma El ou Boseth. Por exemplo, Meeribe-baal se tornou Mefibosete (2 Sm 9.10) (Bíblia Shedd).
Filed under: Sem categoria
“Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul; Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal” (v. 33).
Benjamim, em comparação às demais, era uma tribo pequena. Benjamim foi o filho mais novo de Jacó, e Raquel, sua mãe, morreu logo após o seu parto (Gênesis 35:18). Foi o único irmão de José por parte de pai e mãe, e foi também o único que não participou da trama cruel dos irmãos de José.
Esta foi a bênção profética de Jacó a seu filho caçula: “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo” (Gênesis 49:27). A tribo de Benjamim foi de “homens valentes, flecheiros” (v. 40), de guerreiros destemidos e temidos.
De Benjamim foi gerado o primeiro rei de Israel: Saul. Mas o trono não permaneceria nesta tribo. O cetro passaria para Judá, através de Davi. A bênção de Jacó a Judá afirmava isto: “O cetro não se arredará de Judá” (Gênesis 49:10). Isto não significa que o reinado de Saul e de sua descendência estava fadado ao fracasso, mas em que Deus já sabia o que iria acontecer.
A genealogia de hoje, portanto, não é uma repetição da que vimos ontem, mas uma lista detalhada desta tribo, centralizando a figura de Saul, primeiro monarca de Israel.
O rei Saul iniciou o seu reinado como um homem transformado pelo Espírito Santo (1 Samuel 10:6), e terminou a sua vida trocando a presença do Espírito do SENHOR por um espírito maligno (1 Samuel 16:14).
Apesar de ser a tribo menor, tinha tudo para ser a maior em grandeza aos olhos de Deus. Porém, a atitude de Saul levou a sua genealogia à seguinte conclusão: “Todos estes foram dos filhos de Benjamim” (v. 40).
Vivemos em um mundo de visão extremamente egoísta. O “eu” prevalece sobre o todo. Cada um por si, é o lema de uma sociedade cada vez maior, porém, cada vez mais solitária.
“Faça o que o seu coração mandar” é a máxima de hoje. Então decisões são tomadas e riscos assumidos sem pensar nas consequências. Mas o pior de tudo é que as consequências não recaem apenas sobre quem comete o erro, contudo, inocentes acabam sofrendo.
O que fazemos neste mundo não afeta apenas a nós mesmos. Estamos ligados uns aos outros e como num efeito dominó acabamos atingindo aqueles que estão mais próximos de nós.
O pecado de alguém não recai sobre outra pessoa, porque “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4), mas os resultados dele podem atingir a muitos. Daí você pode estar pensando: Nossa, isto é muito injusto!
E é mesmo! Porque o pecado gerou a maior injustiça que já houve neste mundo, quando o Inocente morreu pelos pecados de um mundo de imerecedores!
Amados, o mundo ecoa a palavra injustiça desde que nossos primeiros pais pecaram. O pecado gera ruína e tem como salário a morte (Romanos 6:23), fazendo inocentes sofrerem com isso.
Não permita que a tua genealogia termine neste mundo mal. Mas que você e a tua descendência desfrutem do que gratuitamente Cristo nos ofertou ao assumir na cruz uma culpa que era nossa. Jesus padeceu a maior injustiça para que a Sua justiça prevalecesse!
Portanto, meus irmãos, a nós cumpre apenas aceitar esse amor inexplicável, e começar a viver aqui o que viveremos na eternidade. Tenhamos a consciência de que o que fazemos neste mundo gera consequências boas ou ruins, a depender de nossas escolhas.
Lembrem-se de nosso estudo de ontem. Somos escolhidos para a salvação. Mas precisamos aceitar essa escolha divina para sermos bem-aventurados: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios” (Salmo 65:4).
Os nossos passos aqui definem para onde vamos. O meu desejo neste dia e à cada dia é que o resultado de nossa vida seja esta realidade:
“E se alguém vier atrás de mim por onde eu for, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hinário adventista, n° 481). Siga as pegadas do Mestre e, com certeza, você não chegará ao Céu sozinho!
Bom dia, seguidores de Cristo!
*Leiam #1Crônicas8
#RPSP #RBHW
Rosana Garcia Barros