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Comentário devocional:
Os levitas não receberam parte da terra quando ela foi dividida entre as demais tribos. Em vez disso, Deus os distribuiu nas cidades de Israel, para que influenciassem as vidas dos demais cidadãos. Esta distribuição mostra como Deus tem um lugar especial para os seus obreiros e também se preocupa de um modo especial com Seus servos comprometidos em tempo integral com o trabalho do ministério. Isto nos serve como um lembrete, hoje, para que sustentemos os envolvidos no ministério através de nossos dízimos e ofertas.
No versículo 15 encontramos uma referência ao cativeiro do povo de Deus nas mãos de Nabucodonosor. Isso indica que as Crônicas foram escritas relativamente perto dos últimos registros do Antigo Testamento*. A genealogia de Crônicas traça cuidadosamente a linhagem de Cristo, especialmente o sacerdócio, primeiro de Adão a Arão e até Davi. Esta prova adicional de confiabilidade dos antigos registros é mais uma confirmação de que as promessas de Deus são verdadeiras, de que Ele tem um plano e que nesse plano temos esperança e redenção.
À luz do plano de redenção, Deus nos tem dado promessas que nos trazem ânimo e encorajamento para os repassarmos aos que nos rodeiam. Podemos reconhecê-las?
Christopher Beason
Network7 MediaCenter
* NT: Durante o domínio persa, antes dos domínios grego e romano.
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/1ch/6 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1ch/6
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/03/26/
Tradução: Jeferson Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: I Crônicas 6
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/31-32 e https://credeemseusprofetas.org/
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I CRÔNICAS 6 – Os que ministram o serviço de culto a Deus devem ser bem orientados e treinados, pois Deus não merece qualquer coisa.
Do capítulo em anexo Kenneth A. Mathews destaca:
“A linhagem do sumo sacerdote é traçada com cuidado (6:1-15, 50-53) e distinguida da linhagem de outras famílias levíticas (6:16-30), já que só os filhos de Arão tinham permissão de oferecer sacrifícios no templo (6:49). Os levitas serviam como músicos do templo e ali desempenhavam outras tarefas (6:31-48; 54-81)”.
Os levitas não deveriam ter outra ocupação a não ser cuidar da casa de adoração. O louvor a Deus deve ser conduzido por pessoas consagradas, devidamente separadas a fim de que a adoração não seja uma afronta a Deus como no caso de Nadabe e Abiú.
Deus, o Ser adorado, não aceita qualquer adorador. Deve haver ordem, responsabilidade e normas devidamente estabelecidas na música para louvar e adorar ao Deus Criador e Salvador (v. 32).
Considerando que a adoração é o “X da questão” no grande conflito, o cronista dedicou um capítulo inteiro contendo 81 versículos para enfatizar os ministros e seus ministérios no templo. “O capítulo apresenta a linhagem da tribo de Levi, com foco especial na casa de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel” (Bíblia de Estudo Andrews).
Sendo que na atualidade, como observa A. W. Tozer, “é comum muitas igrejas evangélicas oferecerem às pessoas, especialmente aos jovens, o máximo de entretenimento e o mínimo de instrução”, deve-se rever nossa forma de adoração a Deus.
· Para Deus não serve qualquer coisa.
· O culto a Deus não deve ser de qualquer jeito; deve ser bem organizado.
· O Espírito Santo deve ser o diretor principal de música na igreja.
· Deus procura verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade.
· Ofereçamos o melhor para Deus.
· A organização do culto não é para qualquer pessoa.
“Não existe questão mais importante para a igreja do Senhor Jesus do que cultuarmos a Deus como Ele deseja que o façamos […]. Quando conduzida corretamente, a teologia é a conversa do povo de Deus procurando entender o Senhor que adoramos e saber como Ele quer ser adorado […] Nossa adoração confusa corrompe nossa teologia, e nossa teologia fraca corrompe nossa adoração” (R. Albert Mohlher, Jr.).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus” (v. 48).
Os levitas foram escolhidos por Deus para dirigirem todo o serviço do santuário, inclusive o serviço musical. Davi, além de um grande guerreiro e rei, era um músico hábil e escreveu a maior parte dos Salmos, que era o hinário do povo de Israel. Ele quem escolheu os cantores levitas (v. 31).
Mas porque Deus escolheu justamente a tribo de Levi para um encargo tão importante?
Após o episódio em que o povo de Israel adorou um bezerro de ouro no deserto enquanto Moisés recebia de Deus as tábuas da Lei (Êxodo 32), ao Moisés notar que o povo estava desenfreado, “pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êxodo 32:26). Deus honrou a atitude daquela tribo que decidiu permanecer fiel a Ele.
Os levitas, portanto, receberam a responsabilidade de cuidar da Casa do SENHOR e de tudo o que se referisse a sua liturgia. Eles representavam o templo e deveriam ser guardadores da glória de Deus (Shekinah).
Os levitas, no entanto, não herdariam a terra. Como bem foi profetizado na bênção de Jacó: “…dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel” (Gênesis 49:7). Levi e Simeão foram extremamente violentos assassinando todos os homens de uma cidade por causa de sua irmã Diná (Gênesis 34:25-31). O que foi uma confirmação das palavras de Cristo, quando disse: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5:5).
Como Levi estava bem longe de ser manso, se cumpriram as palavras de Cristo. Habitaram em cidades que pertenciam às outras tribos, e em cidades de refúgio.
Toda a ministração do templo estava aos cuidados desta tribo “sem terra”, cujas obras deveriam estar de acordo com a fé que proferiam ter.
Interessante que Cristo utilizou um levita ao proferir uma de Suas parábolas. Ao ser questionado acerca de quem era o nosso próximo, Ele contou uma parábola. Acompanhem o relato:
Um homem foi roubado e gravemente ferido em uma estrada. Caído ao chão quase morto, seu coração clamava por uma alma piedosa que dele se compadecesse. Com muito esforço, abre os olhos, vê aproximar-se um sacerdote e pensa: “Estou salvo! Certamente este homem de Deus irá me ajudar!” Mas o “homem de Deus” o ignora e passa longe. Ele quase não acredita! Aquele que ministrava as coisas sagradas e que o cumprimentava sempre na igreja fez de conta que o não tinha visto.
Então ele desmaia de dor e de tremenda decepção. Ao começar a recuperar os seus sentidos, ouve de longe outros passos, e novamente se esforça para ver quem é. “Graças a Deus”, ele pensa. “É Fulano, o levita cantor de minha igreja. Ele sim vai me ajudar!” E para sua surpresa, ele toma a mesma atitude do sacerdote.
Pronto! E agora? Tudo estava perdido, até que… surge um samaritano. O que? Um inimigo? Pois é. Ele chega perto do ferido, cuida de suas feridas, o leva a uma hospedaria e paga por sua acolhida. (Leiam Lucas 10:25-37).
Os levitas lidavam com coisas santas, mas acima de tudo, com o Santo. Deus deveria ser o primeiro e o último em suas vidas. Sendo assim, deveriam compreender como ninguém o Seu amor e a Sua misericórdia. Mas, com o passar do tempo, tornaram-se os que menos conheciam o real caráter de Deus.
Todo cristão corre esse mesmo risco. Vamos à igreja, trabalhamos na igreja, derramamos lágrimas pela causa, damos o suor pelas obras, mas esquecemos do principal: manter um relacionamento diário com o Dono da Casa. O nome já diz tudo: Casa de Deus. Ora, se a Casa é de Deus, Ele deve estar no controle de TODAS as coisas, inclusive, e principalmente, do nosso CORAÇÃO. Um verdadeiro adorador do SENHOR não é aquele que canta melhor, ou que tem uma oratória que arrasta multidões. O verdadeiro adorador do Deus vivo é aquele que procura viver como Cristo viveu. Cristo não se preocupava em agradar pessoas, Ele veio para salvar pessoas! Essa é a maior confusão que fazemos. Queremos mais agradar, do que ser usados para salvar. Aquele sacerdote e aquele levita da estrada pensaram em todos os contratempos que lhes causariam cuidar daquele ferido. O bom samaritano pensou que não poderia deixar aquele homem morrer se ele tinha nas mãos o poder de fazer algo por ele. Compreendem, meus irmãos?
Precisamos despertar para a mesma atitude dele. Nos preocupar menos com as más línguas, e mais com os que perecem pelas estradas deste mundo.
Esta obra não é mais conferida apenas aos levitas, mas a todos os que aceitam o sacrifício de Cristo. Porque, a partir do momento em que aceitamos este amor inigualável, torna-se impossível não querer compartilhá-lo. Somos obreiros do Mestre, e esta obra
deve ser iniciada em nosso coração, aperfeiçoada na igreja e praticada por todo o mundo! Mãos à obra!
Bom dia, obreiros de Deus!
*Leiam #1Crônicas6
#RPSP
Rosana Garcia Barros